Uma Dobra No Tempo

Uma Dobra No Tempo Madeleine L'Engle




Resenhas - Uma Dobra no Tempo


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Marcos Carvalho 20/09/2012

Interessei-me por este livro em virtude de ter sido eleito, nos EUA, com o 6º melhor livro de FC e ganhador do prêmio Newberry, que geralmente são bons livros. Mas acho este livro está longe de espetacular ou brilhante aos iguais de seu gênero. Há alguns elementos de FC, como viagem no tempo, mas apesar da história ser bem estruturada e até ser uma agradável leitura, ela não apresenta consistência, pois em alguns momentos pareceu-me corrida, pelo fato de não apresentar detalhes ou maior caracetrização de algumas cenas ou em alguns momentos pareceu-me de forma exarcebada as explicações religiosas a todo momento. Aí neste ponto a autora não seguiu os autores célebres de fantasia juvenil como C.S.Lewis, P. Pullmam e M. Ende que sabem que as crianças são inteligentes e conseguem compreender os conceitos implícitos no contexto, sem a necessidade de subestimá-las com pobreza de detalhes ou “evidências” claras.
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Thaisa 15/12/2017

Leve, divertido e envolvente
Uma Dobra no Tempo é o primeiro livro de uma série clássica infantojuvenil de Madeleine L'Engle e que está completando 50 anos de existência. Desde o seu lançamento, o livro tem causado polêmica entre seus leitores. Por ser claramente uma obra de fantasia cristã, o livro tem dividido opiniões e essas opiniões a respeito da obra, são das mais variadas.

Quando comecei a ler -me interessei por ele por ser uma fantasia infantojuvenil e também ficção científica (gêneros que amo) - não fazia ideia que ele seria  cristão (eu e minha mania de ler livros às escuras) e descobrir isso no decorrer da leitura, tornou tudo muito mais agradável.

Bem, livros de ficção cristã são raridade em nosso mercado e sempre que me deparo com um, fico muito feliz. Essa é uma realidade que precisa mudar urgentemente no meio literário.

Uma dobra no tempo é aquele tipo de livro que agrada pessoas de todas as idades. Ele tem personagens cativantes, uma história intrigante e envolvente, aventura e suspense nas doses certas e mensagens fortes que podemos levar para toda a vida.

A autora criou um mundo que consegue unir coisas que conhecemos com elementos fantásticos, despertando a nossa curiosidade e desejo de continuar a ler o livro até o final. Antes de escrever minha resenha, li opiniões de outros leitores sobre o livro e percebi que algumas pessoas comparam a obra (de maneira inconsciente) com As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis. Talvez pelo fato de Nárnia ser uma das obras de fantasia cristã mais conhecidas e acabem achando que toda fantasia cristã tem que seguir o mesmo caminho. Errado pessoal.

Uma Dobra no Tempo não tem nada a ver com Nárnia; a única semelhança é que ambas são cristãs e carregam mensagens bíblicas em seus enredos. O que, aliás, está bem explícito na obra de Madeleine.

Gostei bastante da leitura, mas ela deixa algumas lacunas no enredo. Senti falta de um maior aprofundamento em algumas coisas, como por exemplo, um melhor desenvolvimento e descrição sobre os mundos visitados pelas crianças e seus moradores. Não sei dizer se isso será suprido nos outros livros da série...

A edição da HarperCollins Brasil está impecável e no final do livro, temos acesso ao Discurso de agradecimento da autora pela medalha Newbery (Um excelente discurso, por sinal) e um Posfácio, que é na verdade uma mini biografia da autora e a trajetória de escrita até a publicação do livro, escrito por uma de suas netas. Vale muito a pena conferir os dois.

O livro tem uma mensagem muito forte sobre o amor, família e alguns princípios que se todos colocassem em prática, viveríamos num mundo muito melhor. Não é um livro para todo mundo ler (isso é um fato, principalmente se você vier com preconceitos e a mente fechada), apesar de conter uma linguagem simples, voltada para os mais jovens, algumas pessoas podem confundir as coisas e julgar a obra com preconceitos. Acredito que justamente isso é o que faz o livro gerar tanta polêmica.

Precisamos usar nossa inteligência. Tenho certeza que todo mundo é plenamente capaz de compreender o que é uma obra de ficção (com seus elementos fantásticos ou não) e o que é realidade. A leitura é feita para nos distrair e cabe à nós assimilar aquilo que é bom ou não. E, olha, essa obra tá cheia de mensagens (bíblicas) que valem muito a penas ser colocada em prática! #FicaDica

Resenha publicada originalmente no blog Minha Contracapa:

site: http://minhacontracapa.com.br/2017/12/resenha-uma-dobra-no-tempo-de-madeleine-lengle/
Juh 15/12/2017minha estante
Uou até fiquei com vontade de ler, amei a análise miga. Arrasou!


Thaisa 19/12/2017minha estante
Obrigada Juh :) Leia mesmo, vale a pena!


Sharla 05/01/2018minha estante
Adorei a resenha! Acabou de entrar pra minha lista de leitura de 2018.




Luiz Miguel 01/02/2017

Não empolga!
Não me empolgou! Pelo recente anúncio de que uma adaptação para o cinema seria feita pela Disney e por se tratar de uma ficção cirstã, pensei que seria um bom livro, mas não. Os personagens principais, com exceção dos humanos, não têm graça, suas participações são cansativas e não cativam. O desenvolvimento da história é lento, não sentimos a noção de perigo e, simplesmente não existe aventura. A descrição dos planetas e seres se parece muito com a trilogia Cósmica de C.S.Lewis e as citações bíblicas aparecem em contexto muito estranhos, não encaixou... Pois é, não me interessei pelas continuações.
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Maria 07/05/2018

Uma dobra na minha cabeça
Quando uma pessoa se propõe a ler ficção, principalmente ficção científica, precisa estar consciente de que pode encontrar muitos elementos que não fazem sentido na vida real, porque não existem na vida real, mas na ficção tudo é possível, tudo é permitido, tudo é passível de acontecer. É preciso estar aberto ao inesperado, ao irreal, é preciso fazer um acordo com a fantasia, por mais improvável que seja o que está escrito. É preciso crer para que as coisas façam sentido. Mas quando essas coisas não vêm acompanhadas de uma boa explicação, de algo que faça com que o leitor entenda, não necessariamente aceite, mas entenda, fica difícil se entregar à narrativa. Foi o que aconteceu comigo em relação a este livro, que eu queria de ter gostado.

Neste livro o leitor vai conhecer Meg Murry e sua família. Sua mãe, e irmãos. Os gêmeos Dennys e Sandy e o irmão caçula Charles Wallace. Logo no primeiro capítulo, sabe-se que o Pai está sumido e que isto faz com que as pessoas façam considerações a respeito da família.
Logo se perceberá que Charles Wallace não é um garoto comum. Ele prefere que as pessoas pensem que é um “lerdo”, mas na verdade é muito inteligente e se expressa de modo impressionante. Tem uma sensibilidade que faz com que entenda sua irmã e mãe mais do que o normal e esta é uma das suas características mais marcantes, é como se ele pudesse ler pensamentos, mas é algo que vai além disso.

Através de Charles Wallace o leitor vai conhecer três senhoras: a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual, cada uma com personalidade própria e idades diferentes. A Sra. Quem sempre fala por meio de citações nos mais diversos idiomas. Também conhecerá Calvin O’Keefe, um garoto alguns anos mais velho que Meg e que se assemelha muito a Charles Wallace devido ao seu modo de entender as pessoas.

Na mesma noite do dia em que se conheceram, as três senhoras, sem prévio aviso, fazem com que as crianças façam uma viagem para o planeta Uriel. É nessa ocasião que surge o termo “tesserar” e sua explicação. De forma simplista, tesserar é um modo de viajar de um espaço a outro por meio da quinta dimensão, de modo que se pega um atalho, um modo muito mais rápido de viajar. É como fazer uma dobra no tempo, daí o título.

Em Uriel as crianças veem a Coisa Escura que rodeia o planeta terra, o que causa muito medo nas crianças e é uma das coisas que elas têm que resolver.
Depois o destino foi o cinturão de Órion, onde conheceram a Médium Contente, mas o verdadeiro destino das crianças é o planeta de Camazotz, onde terão que lutar contra algo muito maior que elas.

Minha dificuldade com este livro se deu porque os acontecimentos têm muito pouca ou nenhuma explicação. Acho que pode ser um bom livro para quem tem “propensão a suspender a descrença’’. Eu tenho essa propensão, mas não tanto quanto este livro exige.

Em determinado ponto, Meg Murry fica agindo como se fosse uma garota mimada, que só quer ter o pai de volta e não entende que isso vai além de sua vontade. De certo modo é compreensível, ela está muito tempo sem o pai, mas isso me irritou muito. Levo em conta o gênero do livro, infanto-juvenil e que Meg é uma adolescente, porém não diminue minha antipatia por ela.
Alguns personagens, como os gêmeos, têm pouca atuação no livro, fiquei com a impressão de que se eles não existissem não faria tanta diferença, mas acredito que farão uma participação mais ativa no próximo livro da série, que é composta por cinco livros.
Não entendi muito bem o que eram as senhoras, nem do motivo de uma delas falar as palavras com as letras repetidas, mas gostei das diversas citações que uma delas usa.

Esta edição comemora cinquenta anos da publicação deste livro e no que se refere à parte física, ao objeto livro, está indefectível e só merece elogios. Desde a capa dura, o tipo de papel das páginas, que é um papel grosso, as páginas pretas com bolinhas brancas que separam cada capítulo e promove uma harmonia com a arte da capa. O livro também traz o discurso da autora em ocasião do agradecimento por ter ganhado a Medalha Newbery e um posfácio muito esclarecedor e agregador, escrito pela neta da autora, no qual ela retoma dados biográficos da avó e conta o processo pela qual passou para publicação desta obra e a reação do público. A leitura deste prefácio foi o que me fez sentir menos culpada por não ter adorado o livro como tantas outras pessoas e menos sozinha ao perceber que coisas que me causaram estranheza, também provocaram o mesmo sentimento em pessoas antes de mim.

site: https://www.impressoesdemaria.com.br/2018/03/uma-dobra-no-tempo-madeleine-lengle.html
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@colecionandolivros 09/02/2018

📚 RESENHA: Uma dobra no tempo 📚

Mais uma leitura concluída e que foi uma leitura super prazerosa. "Uma dobra no tempo" nos trás uma história super cativante que envolve o leitor desde as primeiras páginas aguçando nossa curiosidade para desvendar seus mistérios. Foi uma leitura super rápida e gostosa, uma história fofa e com personagens inesquecíveis. Nesse livro vamos perceber que somos mais forte do que pensamos, que nem sempre nossos defeitos são ruins, que o orgulho pode nos levar a caminhos quase sem volta e acima de tudo que o amor pode salvar.

Em "Uma dobra no tempo" vamos embarcar em uma viagem pela quinta dimensão, junto com Meg, Charles Wallace e Calvin. Meg e Charles Wallace são irmãos. Os três partem em uma missão para poder trazer de volta o Sr. Murry -pai de Meg e Charles- que está desaparecido a muitos anos. Eles vão junto com três senhoras bem peculiares, a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual, que irão ajudar para que eles cheguem ao lugar certo.

Nessa missão além de encontrar o Sr. Murry eles entenderão o que é o tesserato. Depois de passarem por alguns planetas eles chegam a Camazotz um lugar tomado pela Coisa Escura e por Aquele. Mas quem será esse tal de Aquele? Camazotz não é uma lugar normal, lá às pessoas agem como se fossem robôs e para que não fiquem assim também eles terão que ser forte.

Meg e Calvin dependem agora das bênçãos que lhes foram dadas para poder salvar a si e a Charles que foi capturado por Aquele. Meg terá que usar aquilo que somente ela tem para poder vencer Aquele e trazer Charles de volta, mas será ela capaz de descobrir qual poder é esse?
Uma aventura eletrizantes por um universo cheio de mundos e criaturas novas.


site: https://www.instagram.com/p/BdV_2rqF9wq/?taken-by=colecionandolivros
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Raquel.Faria 27/04/2018

Uma Dobra no Tempo - Indicação Infantil
Clássico do universo literário infantil, “Uma Dobra no Tempo” mexe com o imaginário infantil desde a década de 60 e consolida seu encanto através do filme homônimo lançado recentemente .Existe uma sombra que está dominando a Terra e engolindo planetas. Por trás de tudo, há uma mentalidade maligna que domina a todos a fim de controlar e espalhar a maldade. Por sua vez, as crianças enfrentam dificuldades de socialização e desempenho na escola por conta da maneira de estudar, pelos pais excêntricos e por serem “diferentes”. De forma bastante lúdica, a autora conduz seus leitores para uma leitura crítica, trazendo os conceitos de física, química, biologia e valores morais como amizade, amor, perdão, fidelidade e fé para a realidade deles.

site: https://trazumcappuccino.wordpress.com/2018/04/27/resenha-uma-dobra-no-tempo/
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Liih.Santos 20/06/2018

Uma Dobra no Tempo
? Uma Dobra no Tempo foi originalmente publicado em 1962, depois de ser rejeitado por 26 editoras e é o primeiro livro de uma série de cinco livros, série esta que terminou de ser publicada em 1989. Em todos os volumes, os protagonistas são os irmãos Meg e Charles Wallace Murry.





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Meg tem treze anos e é vista pelas pessoas como encrenqueira e teimosa por ter uma personalidade bem forte, seus pais, ambos cientistas, incentivam seu comportamento e não concordam com o tratamento que a garota recebe na escola. Charles Wallace, um menino de cinco anos que é capaz de ler a mente das pessoas e tem um QI acima da média.
O pai deles, um físico renomado chamado Alexander, está desaparecido há cerca de um ano, mas a mãe deles, Katherine, não parece tão preocupada, e as crianças começam a desconfiar que os pais estão guardando um segredo.
Após receberem a visita de uma vizinha, a Sra. Quequeé, Meg e Charles embarcam em uma aventura e tanto em busca do verdadeiro motivo pelo qual eles acham que o pai esteja envolvido.





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Eu praticamente devorei o livro, foi uma experiência incrível, estava louca pra conhecer a história e foi fantástica, a leitura valeu muito a pena. O enredo mesmo sendo rápido me agradou muito, sem contar a edição que está impecável, com ilustrações muito bacanas, se tiverem oportunidade leiam e se aventurem com os irmãos Meg e Charles, eu recomendo muito, se você é fã do gênero vai curtir também.

? Editora: Darkside @darksidebooks
Autora: Madeleine L'engle
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Babi 13/04/2018

Que livro mais lindo. As ilustrações são lindas, as cores, TUDO É PERFEITO. Mas o que realmente me encantou no livro foi a história. Uma história profunda e lúdica com um significado incrível. Consegui me identificar com praticamente todos os personagens que mesmo na graphic novel foram muito bem construídos. Só me deixou com mais vonatde de ler o livro e assistir o filme.
Livia.Maria 27/04/2018minha estante
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10/06/2018

Coragem, aceitação e acreditar em si mesmo
Adaptação para HQ do livro de fantasia e ficção científica de Madeleine L?engle (lançado em 1962). Uma jornada pelo tempo e espaço entre criaturas fantásticas e mundos jamais imaginados. Fala de coragem, aceitação das diferenças e da importância de acreditar em si mesmo.
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Alex Nascimentto 03/01/2018

A trama gira em torno dos irmãos gêmeos Meg e Charles que buscam pelo seu pai desaparecido, o Sr. Murry. Eles contam com a ajuda de um grande amigo, o Calvin. O pai dos meninos perdeu-se em algum lugar no espaço, e para ajudar a desvendar esse segredo eles vão ter uma ajudinha de três criaturas, as senhoras Quequeé, Quem e Qual, e habitantes de outros planetas. ????????????????????
Nessa aventura no universo os meninos visitam os diversos lugares bem descritos na obra fazendo a nossa imaginação viajar para distante, sem rumo. ????????????????????
Aloisio.Lessa 07/02/2018minha estante
vou fazer essa leitura em março de 2018




chayaleluia 14/04/2018

Clássicos que conquistam!
Uma Dobra no Tempo - Madeleine L'Engle, @harpercollinsbrasil | #ResenhasChay

"Não olhamos para as coisas que você diria que são vistas, mas para as coisas não vistas. Pois as coisas vistas são temporárias. Mas as coisas não vistas são eternas."

Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar. O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente.

Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.

Um clássico da fantasia e da ficção científica, Uma Dobra no Tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo.

Escrito em 1962, infelizmente só agora tivemos esse hype todo, um livro que com certeza eu ia ter amado ler na infância. Meu maior medo ao iniciar a leitura era a questão de ser um clássico, tinha medo da escrita ser difícil, contudo a escrita da Madeleine é fluída, viciante e deliciosa o que faz o leitor percorrer as páginas perdendo a noção do tempo.

O livro tem a premissa de contar o crescimento e desenvolvimento das três crianças lutando pelo seus objetivos, quebrando barreiras e lidando com os erros e acertos da vida.

Com uma trama de sucesso o livro trás elementos fantásticos para conquistar os leitores - ciência, teorias e experimentos tudo isso de uma forma bem inteligente. Além de lições de amor, união e amizade. É um livro lindo, com citações incríveis que todos deveriam ler!
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Reinaldo (Estante X - @reeiih) 31/01/2018

Uma viagem de outro mundo
2017 foi um ano bem interessante para mim em termos de autores, pois conheci uma gama de nomes que já tiveram certa importância e relevância na literatura, que estavam esquecidos e que agora a pouco tempo estão voltando ao mercado. Principalmente, devo admitir, na ficção científica, que é majoritariamente “dominada” por autores, enquanto as autoras são esquecidas ou abafadas.

Madeleine L’Engle é uma dessas autoras que foram influentes em sua época (anos 50-60), mas que por algum motivo foram um tanto esquecidas da história da literatura. Eu particularmente nunca tinha ouvido falar dela, nem mesmo de sua série de livros. Surpresa maior ainda é saber que essa série é considera um clássico infanto-juvenil.

“Mas e se o andarilho vier? E se ele tiver uma faca? Ninguém mora aqui perto e ninguém nos ouviria gritar sem parar. E de qualquer jeito, ninguém ia dar bola.”

A trama criada pela autora é um pouco confusa quanto ao gênero em que se encaixa, fator esse que também influenciou bastante a sua aceitação no mercado editorial. É um misto de ficção científica, fantasia, fábula e parábola. Tudo depende do momento, do contexto e da mensagem. Mesmo assim, achei bem interessante a junção que a autora fez dos gêneros e como ela montou sua narrativa em cima deles, sem se preocupar em ser “certinha” o tempo todo.

Mas nem tudo foram flores, e mesmo a história sendo bem criativa e os mundos apresentados serem bem peculiares, não pude deixar passar alguns problemas em relação aos personagens, suas condutas e também suas motivações. Na verdade, parece que nesse ponto a autora não tinha preocupação com eles, mas apenas em torna-los ferramentas para transmitir uma determinada mensagem.

“Pensar que sou um bobão faz as pessoas se sentirem superiores – disse Charles Wallace. – Por que eu deveria acabar com essa ilusão?”

Meg Murry é a garota inteligente e teimosa do grupo. Nas horas em que os outros desanimam, é ela que levanta a cabeça, teima diante das coisas e resolve encarar o desconhecido. Ela sempre foi boa aluna, mas o sumiço do pai tem afetado seu desempenho escolar. Agora que ela sabe que seu pai está preso em algum mundo dimensional, sua esperança reascende e ela fica determinada a encontrá-lo de qualquer jeito. Com isso, ela conta com a ajuda do irmão, Charles Wallace. De fato ele é um garoto estranho, de poucas palavras, mas quando fala nota-se que sua inteligência é acima do normal pra uma criança de 5 ou 6 anos. Além disso, ele possui uma espécie de dom que o permite notar energias e pensamentos a sua volta, coisa que os demais não sentem.

Calvin, entretanto, foi o personagem que achei mais sem sal na trama. Ele entra por acaso e sua participação nas viagens dimensionais se dá mais em função de ele ter uma intuição que nunca falha. Sempre que ele sente que algo está errado ou que é ruim, de fato aquilo ocorre. Fora isso, ele vai servir para formar um par afetivo com Meg, talvez representando o primeiro amor da garota, mesmo que isso não se concretize nesse primeiro livro. Quem sabe nos outros da série.

Acredito que para crianças e adolescentes, a história apresentada seja bem adequada e que passe uma mensagem legal. Mas para mim ficou aquela sensação de faltar algo, de desenvolver melhor os detalhes. Uma coisa logo no começo que me incomodou foi em relação às personagens guias das crianças, as Sras. Quequeé, Qual e Quem. Não há muita explicação do que elas são, se são bruxas, fadas ou entidades sobrenaturais. Também não há uma explicação do porque elas resolvem ajudar as crianças, nem mesmo como Charles Wallace já as conhecida tão bem. Simplesmente elas aparecem, guiam as crianças e, beleza, tudo ok.

“É tão assustador quanto empolgante descobrir que matéria e energia são a mesma coisa, que tamanho é uma ilusão e que o tempo é uma substância material. Temos como entender, mas é muito mais do que podemos compreender com nossos míseros cérebros de ser humano.”

A edição gráfica está um espetáculo. O livro é em capa dura, com decorações em azul e com detalhes representando as estrelas e constelações. Nas páginas internas, a diagramação é bem boa e distribuída, tornando a leitura bastante fluída. As divisões dos capítulos também são feitas por páginas escuras que lembram o céu estrelado. Além disso, no final do livro há duas partes extras, uma delas falando sobre a expansão do universo da série, e outra comentando sobre como foi escrito o livro, os problemas que ele enfrentou até conseguir ser publicado, a intenção da escrita, entre outros detalhes.

Não foi com Uma Dobra no Tempo que a autora me conquistou, mas pelo menos a sua narrativa despertou em mim ainda o desejo de continuar acompanhando as aventuras das crianças e ver no que vai dar. Ainda há muito que explicar sobre a Coisa Escura e o que ela é, bem como explorar mais os diversos mundos fantásticos descritos pela autora. Além disso, a simplicidade que usa para explicar os conceitos científicos da quarta dimensão tornam a experiência ainda melhor, e considerando que em breve sairá a adaptação do livro, estou bem empolgado para ver essa fantástica aventura ganhando vida nas telas do cinema.

site: http://resenhandosonhos.com/uma-dobra-no-tempo-madeleine-lengle/
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dayukie 12/02/2018

"O livro é muito legal. Você acaba se envolvendo com toda essa batalha e descoberta, com essas viagens e conhecimentos. Você se torna um dos personagens e não consegue sair deles, criando uma enorme ânsia de saber o final, quem realmente é o bem e o mal, além de se envolver em meio a alguns conhecimentos, sejam fictícios ou não."

Resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/Wia91x
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Jéssica - @cjessferreira 17/05/2018

"As coisas que são visíveis são temporais. As coisas que não são vistas são eternas."
Meg é uma garota que não se adapta mais à escola, tem um irmão mais novo super inteligente e sensitivo e ambos não são mais os mesmos depois do misterioso desaparecimento do Pai. A Mãe é uma pessoa maravilhosa, mas é nítido nela também a falta que o Pai faz. Até que, de repente, uma tempestade trouxe visitas inusitadas, um amigo para compartilhar experiências e uma viagem por dimensões pra lá de malucas (no bom sentido!).

"Não conseguem entender amor puro e simples mesmo diante do nariz."

Em uma viagem com direito a aventuras, perdas, esperanças e aprendizados, Meg, Charles, o novo amigo e três senhorinhas (que duvido você encontrar mais extraordinárias por aí) vão em busca do Pai desaparecido. O que será que aconteceu com ele? É sabido que ele trabalhava com experimentos e teorias científicas super secretas... Será que alguma coisa deu errado e... teria ele ido parar em outra dimensão?

“É assustador e empolgante descobrir que matéria e energia são a mesma coisa, que o tamanho é uma ilusão e que o tempo é uma substância material.”

Uma Dobra no Tempo é uma grafic novel que traz tantas reflexões pertinentes ao ponto de fazer a gente olhar (nem que seja um pouquinho) pro mundo ao redor e repensar sobre caminho que estamos seguindo. Será que somos exatamente quem queremos ser? Será que somos manipulados? É com uma linguagem lindamente metafórica, a história mostra que nossas atitudes são responsáveis por uma escuridão que toma a Terra a cada minuto que passa. Será possível reverter a situação? Qual seria nossa arma contra a escuridão?

"Não torça para que seja um sonho. Eu entendi tanto quanto você, mas uma coisa que aprendi é que você não precisa entender as coisas para elas existirem."

Se esse quadrinho fosse uma música, ele seria algo como Open Your Eyes, do Snow Patrol. Uma canção sobre abrir os olhos e enxergar tudo como realmente é, por dentro e por fora. Abrir os olhos para enxergar, de fato, somente aquilo que importa.

”As coisas que são visíveis são temporais. As coisas que não são vistas são eternas.”

site: www.instagram.com/cjessferreira
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Rosana 12/05/2018

Uma leitura... diferente.
Resolvi, finalmente, começar a ler os livros que serão adaptados para o cinema em 2018. Minha primeira escolha foi "Uma dobra no tempo". O filme foi lançado no dia 08/03 e estou bem curiosa para saber como vai ser a adaptação da Disney. O filme conta com Oprah, Reese Witherspoon, Storm Reid, entre outros, no elenco.

O livro vai contar a história de uma família em que Meg e Charles Wallace são os protagonistas. Meg parece sempre ter problemas na escola, não por não ser inteligente ou não se importar, mas porque ela não se sente à vontade com as pessoas falando de sua família pelas costas.

Essa falação toda se dá ao fato de seu pai, e seu melhor amigo, ter sumido quando ela era menor. Seus irmãos são completamente diferentes dela e sua mãe finge que está tudo bem, que ela não sente falta de seu pai e, vida que segue.

Só que Meg sempre achou o sumiço de seu pai muito estranho, mas até então ela não conseguia fazer nada à respeito. Até que um dia seu irmão Charles, que tem apenas 5 anos mas é muito inteligente e até muito maduro para sua idade, conhece três mulheres que moram em uma casa abandonada, Sra. Quequeé, Sra. Qual, e a Sra. Quem (Mrs Whatsit, Mrs Which, Mrs. Who em inglês)

Um dia, uma dessas senhoras aparecem em sua casa e com uma conversa estranha sobre um tal de Tesseract. As crianças ficam sem entender nada, mas a mãe sabe muito bem do que elas estão falando, mas (mais um vez) parece não querer falar à respeito.

Meg e Charles ficam muito intrigado com essa conversa e decidem ir até a casa dessas senhoras para descobrir o que aconteceu. No caminho, acabam encontrando Calvin, um colega de escola de Meg, e que decide ir com eles até a casa das senhoras.

É a partir daí que a história ganha vida. Essas três senhoras, junto com essas três crianças entram em uma aventura bem peculiar através do tempo e espaço. Durante essa viagem elas descobrirão mais informações sobre o paradeiro de seu pai e também enfrentarão vários desafios em um jornada que é possível não ter volta.

O livro contém muitos elementos mágicos, com uma pitada de viagem no tempo e ficção científica. É um livro meio doido, mas com o andamento da leitura tudo vai fazendo sentido (ou quase, tem muita ponta solta que será explicado nos próximos livros da série).

É divertido e super rápido de ler, tem apenas 240 páginas. Por ser um livro lançado em 1962, acho que vale super a pena a leitura. Um livro que fala sobre amor, amizade, família, acreditar no próximo e além de tudo, acreditar em si mesmo.

"Uma dobra no tempo" é o primeiro livro de uma série de cinco. Com certeza quero continuar a leitura dessa série. Sei que a DarkSide vai lançar o livro em forma de HQ com uma capa MARAVILHOSA, mas vocês também encontram a edição normal publicada pela HarperCollins Brasil. Essa minha é a edição gringa lançada pela Puffin Books e contém vários extras sobre a autora, o livro e os personagens


site: http://www.tudoquemotiva.com/2018/03/uma-dobra-no-tempo-madeleine-lengle.html
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