Uma Dobra No Tempo

Uma Dobra No Tempo Madeleine L'Engle




Resenhas - Uma Dobra no Tempo


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Marcos Carvalho 20/09/2012

Interessei-me por este livro em virtude de ter sido eleito, nos EUA, com o 6º melhor livro de FC e ganhador do prêmio Newberry, que geralmente são bons livros. Mas acho este livro está longe de espetacular ou brilhante aos iguais de seu gênero. Há alguns elementos de FC, como viagem no tempo, mas apesar da história ser bem estruturada e até ser uma agradável leitura, ela não apresenta consistência, pois em alguns momentos pareceu-me corrida, pelo fato de não apresentar detalhes ou maior caracetrização de algumas cenas ou em alguns momentos pareceu-me de forma exarcebada as explicações religiosas a todo momento. Aí neste ponto a autora não seguiu os autores célebres de fantasia juvenil como C.S.Lewis, P. Pullmam e M. Ende que sabem que as crianças são inteligentes e conseguem compreender os conceitos implícitos no contexto, sem a necessidade de subestimá-las com pobreza de detalhes ou “evidências” claras.
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Thaisa 15/12/2017

Leve, divertido e envolvente
Uma Dobra no Tempo é o primeiro livro de uma série clássica infantojuvenil de Madeleine L'Engle e que está completando 50 anos de existência. Desde o seu lançamento, o livro tem causado polêmica entre seus leitores. Por ser claramente uma obra de fantasia cristã, o livro tem dividido opiniões e essas opiniões a respeito da obra, são das mais variadas.

Quando comecei a ler -me interessei por ele por ser uma fantasia infantojuvenil e também ficção científica (gêneros que amo) - não fazia ideia que ele seria  cristão (eu e minha mania de ler livros às escuras) e descobrir isso no decorrer da leitura, tornou tudo muito mais agradável.

Bem, livros de ficção cristã são raridade em nosso mercado e sempre que me deparo com um, fico muito feliz. Essa é uma realidade que precisa mudar urgentemente no meio literário.

Uma dobra no tempo é aquele tipo de livro que agrada pessoas de todas as idades. Ele tem personagens cativantes, uma história intrigante e envolvente, aventura e suspense nas doses certas e mensagens fortes que podemos levar para toda a vida.

A autora criou um mundo que consegue unir coisas que conhecemos com elementos fantásticos, despertando a nossa curiosidade e desejo de continuar a ler o livro até o final. Antes de escrever minha resenha, li opiniões de outros leitores sobre o livro e percebi que algumas pessoas comparam a obra (de maneira inconsciente) com As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis. Talvez pelo fato de Nárnia ser uma das obras de fantasia cristã mais conhecidas e acabem achando que toda fantasia cristã tem que seguir o mesmo caminho. Errado pessoal.

Uma Dobra no Tempo não tem nada a ver com Nárnia; a única semelhança é que ambas são cristãs e carregam mensagens bíblicas em seus enredos. O que, aliás, está bem explícito na obra de Madeleine.

Gostei bastante da leitura, mas ela deixa algumas lacunas no enredo. Senti falta de um maior aprofundamento em algumas coisas, como por exemplo, um melhor desenvolvimento e descrição sobre os mundos visitados pelas crianças e seus moradores. Não sei dizer se isso será suprido nos outros livros da série...

A edição da HarperCollins Brasil está impecável e no final do livro, temos acesso ao Discurso de agradecimento da autora pela medalha Newbery (Um excelente discurso, por sinal) e um Posfácio, que é na verdade uma mini biografia da autora e a trajetória de escrita até a publicação do livro, escrito por uma de suas netas. Vale muito a pena conferir os dois.

O livro tem uma mensagem muito forte sobre o amor, família e alguns princípios que se todos colocassem em prática, viveríamos num mundo muito melhor. Não é um livro para todo mundo ler (isso é um fato, principalmente se você vier com preconceitos e a mente fechada), apesar de conter uma linguagem simples, voltada para os mais jovens, algumas pessoas podem confundir as coisas e julgar a obra com preconceitos. Acredito que justamente isso é o que faz o livro gerar tanta polêmica.

Precisamos usar nossa inteligência. Tenho certeza que todo mundo é plenamente capaz de compreender o que é uma obra de ficção (com seus elementos fantásticos ou não) e o que é realidade. A leitura é feita para nos distrair e cabe à nós assimilar aquilo que é bom ou não. E, olha, essa obra tá cheia de mensagens (bíblicas) que valem muito a penas ser colocada em prática! #FicaDica

Resenha publicada originalmente no blog Minha Contracapa:

site: http://minhacontracapa.com.br/2017/12/resenha-uma-dobra-no-tempo-de-madeleine-lengle/
Juh 15/12/2017minha estante
Uou até fiquei com vontade de ler, amei a análise miga. Arrasou!


Thaisa 19/12/2017minha estante
Obrigada Juh :) Leia mesmo, vale a pena!


Sharla.Sudario 05/01/2018minha estante
Adorei a resenha! Acabou de entrar pra minha lista de leitura de 2018.




Luiz Miguel 01/02/2017

Não empolga!
Não me empolgou! Pelo recente anúncio de que uma adaptação para o cinema seria feita pela Disney e por se tratar de uma ficção cirstã, pensei que seria um bom livro, mas não. Os personagens principais, com exceção dos humanos, não têm graça, suas participações são cansativas e não cativam. O desenvolvimento da história é lento, não sentimos a noção de perigo e, simplesmente não existe aventura. A descrição dos planetas e seres se parece muito com a trilogia Cósmica de C.S.Lewis e as citações bíblicas aparecem em contexto muito estranhos, não encaixou... Pois é, não me interessei pelas continuações.
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@colecionandolivros 09/02/2018

📚 RESENHA: Uma dobra no tempo 📚

Mais uma leitura concluída e que foi uma leitura super prazerosa. "Uma dobra no tempo" nos trás uma história super cativante que envolve o leitor desde as primeiras páginas aguçando nossa curiosidade para desvendar seus mistérios. Foi uma leitura super rápida e gostosa, uma história fofa e com personagens inesquecíveis. Nesse livro vamos perceber que somos mais forte do que pensamos, que nem sempre nossos defeitos são ruins, que o orgulho pode nos levar a caminhos quase sem volta e acima de tudo que o amor pode salvar.

Em "Uma dobra no tempo" vamos embarcar em uma viagem pela quinta dimensão, junto com Meg, Charles Wallace e Calvin. Meg e Charles Wallace são irmãos. Os três partem em uma missão para poder trazer de volta o Sr. Murry -pai de Meg e Charles- que está desaparecido a muitos anos. Eles vão junto com três senhoras bem peculiares, a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual, que irão ajudar para que eles cheguem ao lugar certo.

Nessa missão além de encontrar o Sr. Murry eles entenderão o que é o tesserato. Depois de passarem por alguns planetas eles chegam a Camazotz um lugar tomado pela Coisa Escura e por Aquele. Mas quem será esse tal de Aquele? Camazotz não é uma lugar normal, lá às pessoas agem como se fossem robôs e para que não fiquem assim também eles terão que ser forte.

Meg e Calvin dependem agora das bênçãos que lhes foram dadas para poder salvar a si e a Charles que foi capturado por Aquele. Meg terá que usar aquilo que somente ela tem para poder vencer Aquele e trazer Charles de volta, mas será ela capaz de descobrir qual poder é esse?
Uma aventura eletrizantes por um universo cheio de mundos e criaturas novas.


site: https://www.instagram.com/p/BdV_2rqF9wq/?taken-by=colecionandolivros
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Babi 13/04/2018

Que livro mais lindo. As ilustrações são lindas, as cores, TUDO É PERFEITO. Mas o que realmente me encantou no livro foi a história. Uma história profunda e lúdica com um significado incrível. Consegui me identificar com praticamente todos os personagens que mesmo na graphic novel foram muito bem construídos. Só me deixou com mais vonatde de ler o livro e assistir o filme.
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Alex Nascimentto 03/01/2018

A trama gira em torno dos irmãos gêmeos Meg e Charles que buscam pelo seu pai desaparecido, o Sr. Murry. Eles contam com a ajuda de um grande amigo, o Calvin. O pai dos meninos perdeu-se em algum lugar no espaço, e para ajudar a desvendar esse segredo eles vão ter uma ajudinha de três criaturas, as senhoras Quequeé, Quem e Qual, e habitantes de outros planetas. ????????????????????
Nessa aventura no universo os meninos visitam os diversos lugares bem descritos na obra fazendo a nossa imaginação viajar para distante, sem rumo. ????????????????????
Aloisio.Lessa 07/02/2018minha estante
vou fazer essa leitura em março de 2018




chayaleluia 14/04/2018

Clássicos que conquistam!
Uma Dobra no Tempo - Madeleine L'Engle, @harpercollinsbrasil | #ResenhasChay

"Não olhamos para as coisas que você diria que são vistas, mas para as coisas não vistas. Pois as coisas vistas são temporárias. Mas as coisas não vistas são eternas."

Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar. O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente.

Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.

Um clássico da fantasia e da ficção científica, Uma Dobra no Tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo.

Escrito em 1962, infelizmente só agora tivemos esse hype todo, um livro que com certeza eu ia ter amado ler na infância. Meu maior medo ao iniciar a leitura era a questão de ser um clássico, tinha medo da escrita ser difícil, contudo a escrita da Madeleine é fluída, viciante e deliciosa o que faz o leitor percorrer as páginas perdendo a noção do tempo.

O livro tem a premissa de contar o crescimento e desenvolvimento das três crianças lutando pelo seus objetivos, quebrando barreiras e lidando com os erros e acertos da vida.

Com uma trama de sucesso o livro trás elementos fantásticos para conquistar os leitores - ciência, teorias e experimentos tudo isso de uma forma bem inteligente. Além de lições de amor, união e amizade. É um livro lindo, com citações incríveis que todos deveriam ler!
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Estante X 31/01/2018

Uma viagem de outro mundo
2017 foi um ano bem interessante para mim em termos de autores, pois conheci uma gama de nomes que já tiveram certa importância e relevância na literatura, que estavam esquecidos e que agora a pouco tempo estão voltando ao mercado. Principalmente, devo admitir, na ficção científica, que é majoritariamente “dominada” por autores, enquanto as autoras são esquecidas ou abafadas.

Madeleine L’Engle é uma dessas autoras que foram influentes em sua época (anos 50-60), mas que por algum motivo foram um tanto esquecidas da história da literatura. Eu particularmente nunca tinha ouvido falar dela, nem mesmo de sua série de livros. Surpresa maior ainda é saber que essa série é considera um clássico infanto-juvenil.

“Mas e se o andarilho vier? E se ele tiver uma faca? Ninguém mora aqui perto e ninguém nos ouviria gritar sem parar. E de qualquer jeito, ninguém ia dar bola.”

A trama criada pela autora é um pouco confusa quanto ao gênero em que se encaixa, fator esse que também influenciou bastante a sua aceitação no mercado editorial. É um misto de ficção científica, fantasia, fábula e parábola. Tudo depende do momento, do contexto e da mensagem. Mesmo assim, achei bem interessante a junção que a autora fez dos gêneros e como ela montou sua narrativa em cima deles, sem se preocupar em ser “certinha” o tempo todo.

Mas nem tudo foram flores, e mesmo a história sendo bem criativa e os mundos apresentados serem bem peculiares, não pude deixar passar alguns problemas em relação aos personagens, suas condutas e também suas motivações. Na verdade, parece que nesse ponto a autora não tinha preocupação com eles, mas apenas em torna-los ferramentas para transmitir uma determinada mensagem.

“Pensar que sou um bobão faz as pessoas se sentirem superiores – disse Charles Wallace. – Por que eu deveria acabar com essa ilusão?”

Meg Murry é a garota inteligente e teimosa do grupo. Nas horas em que os outros desanimam, é ela que levanta a cabeça, teima diante das coisas e resolve encarar o desconhecido. Ela sempre foi boa aluna, mas o sumiço do pai tem afetado seu desempenho escolar. Agora que ela sabe que seu pai está preso em algum mundo dimensional, sua esperança reascende e ela fica determinada a encontrá-lo de qualquer jeito. Com isso, ela conta com a ajuda do irmão, Charles Wallace. De fato ele é um garoto estranho, de poucas palavras, mas quando fala nota-se que sua inteligência é acima do normal pra uma criança de 5 ou 6 anos. Além disso, ele possui uma espécie de dom que o permite notar energias e pensamentos a sua volta, coisa que os demais não sentem.

Calvin, entretanto, foi o personagem que achei mais sem sal na trama. Ele entra por acaso e sua participação nas viagens dimensionais se dá mais em função de ele ter uma intuição que nunca falha. Sempre que ele sente que algo está errado ou que é ruim, de fato aquilo ocorre. Fora isso, ele vai servir para formar um par afetivo com Meg, talvez representando o primeiro amor da garota, mesmo que isso não se concretize nesse primeiro livro. Quem sabe nos outros da série.

Acredito que para crianças e adolescentes, a história apresentada seja bem adequada e que passe uma mensagem legal. Mas para mim ficou aquela sensação de faltar algo, de desenvolver melhor os detalhes. Uma coisa logo no começo que me incomodou foi em relação às personagens guias das crianças, as Sras. Quequeé, Qual e Quem. Não há muita explicação do que elas são, se são bruxas, fadas ou entidades sobrenaturais. Também não há uma explicação do porque elas resolvem ajudar as crianças, nem mesmo como Charles Wallace já as conhecida tão bem. Simplesmente elas aparecem, guiam as crianças e, beleza, tudo ok.

“É tão assustador quanto empolgante descobrir que matéria e energia são a mesma coisa, que tamanho é uma ilusão e que o tempo é uma substância material. Temos como entender, mas é muito mais do que podemos compreender com nossos míseros cérebros de ser humano.”

A edição gráfica está um espetáculo. O livro é em capa dura, com decorações em azul e com detalhes representando as estrelas e constelações. Nas páginas internas, a diagramação é bem boa e distribuída, tornando a leitura bastante fluída. As divisões dos capítulos também são feitas por páginas escuras que lembram o céu estrelado. Além disso, no final do livro há duas partes extras, uma delas falando sobre a expansão do universo da série, e outra comentando sobre como foi escrito o livro, os problemas que ele enfrentou até conseguir ser publicado, a intenção da escrita, entre outros detalhes.

Não foi com Uma Dobra no Tempo que a autora me conquistou, mas pelo menos a sua narrativa despertou em mim ainda o desejo de continuar acompanhando as aventuras das crianças e ver no que vai dar. Ainda há muito que explicar sobre a Coisa Escura e o que ela é, bem como explorar mais os diversos mundos fantásticos descritos pela autora. Além disso, a simplicidade que usa para explicar os conceitos científicos da quarta dimensão tornam a experiência ainda melhor, e considerando que em breve sairá a adaptação do livro, estou bem empolgado para ver essa fantástica aventura ganhando vida nas telas do cinema.

site: http://resenhandosonhos.com/uma-dobra-no-tempo-madeleine-lengle/
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dayukie 12/02/2018

"O livro é muito legal. Você acaba se envolvendo com toda essa batalha e descoberta, com essas viagens e conhecimentos. Você se torna um dos personagens e não consegue sair deles, criando uma enorme ânsia de saber o final, quem realmente é o bem e o mal, além de se envolver em meio a alguns conhecimentos, sejam fictícios ou não."

Resenha completa no blog.

site: https://goo.gl/Wia91x
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Michele 22/12/2017

É uma excelente história, espero que os próximos volumes!
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Helder 14/03/2018

Sessão da Tarde Despretensiosa
O livro conta a estória de Meg e Charles, dois irmãos considerados esquisitos e cujo pai, Sr Murry, desapareceu há bastante tempo.
A mãe ainda acredita que ele voltará e as crianças não aceitam que ninguém fale algo diferente disso.
Um dia, eles conhecem 3 mulheres com roupas e nomes estranhos e junto com um outro rapaz são levados em uma aventura em busca do pai cientista, onde para conseguir encontra-lo, eles precisam fazer dobras no tempo reduzindo o tempo de suas viagem entre mundos, até chegarem no mundo/ planeta onde encontra-se o pai.
E são nestas viagens que a autora nos ganha. Eu imagino que se tivesse lido este livro com 12 anos, teria delirado, e acredito que este será o publico que mais vai curtir a estória nos cinemas, mas um ponto positivo do texto cheio de imaginação da autora, é que ela conseguiu me fazer viajar como se eu voltasse a ser criança. Difícil saber porque este livro demorou tanto para chegar ao Brasil, pois a estória é extremamente agradável.
Mas nem tudo ali são contos de fadas e fabulas. Existem também muitas criticas sociais e diversas mensagens embutidas. Nada que deixe a estória chata, mas muitas para fazer os jovens refletirem.
O planeta Camazotz onde não existem maldades simplesmente porque todos são iguais é uma das partes mais legais e até um pouco chocante, e uma grande critica que hoje ainda se faz atual, já que em tempos de redes sociais, me parece que cada vez mais tenta-se massificar a cultura, sem que as pessoas tenham senso critico. Ouvimos e repetimos.
Outra cena muito legal é quando Meg tem que recitar a tabela periódica para se salvarem. Hoje com meus 45 anos eu morreria se precisasse disso para me safar, mas na minha adolescência eu achava aquela tabela muito divertida.
Nem tudo no livro é perfeito, e não sei se a intenção da autora já era fazer sequencias ou se no momento da escrita ainda era muito inexperiente que acabou deixando alguns buracos no texto.
O final é extremamente abrupto (Espero que no cinema tenha sido melhorado) e muitas coisas ficam sem explicação. O que existe de especial em Charles e Calvin? Porque só Charles Wallace tem este nome duplo? Porque Meg e Charles são tão diferentes dos gemeos? A mãe sabia onde o pai tinha ido? Porque as 3 senhoras vieram buscar os meninos para salvar o pai. Quem são as 3 senhoras? O que é a Coisa Negra realmente? Quem fez a Dobra no Tempo para eles voltarem? Vou procurar a resposta nos próximos livros e ver para onde a imaginação da velha senhora me levará.
Por fim, é bem interessante ler os dois itens extras do livro. O texto escrito pela sua neta, que nos conta a estória da avó e a experiência de ter vivido com ela e o discurso que a autora escreveu para receber o premio citado na capa do livro, onde conta a sua experiência como escritora, e nos mostra que seu maior objetivo era criar algo que mexesse com as pessoas, principalmente que despertasse curiosidade e imaginação nas crianças, em um mundo que, segundo ela, em 1963 já estava sendo "Muffinizado".

“Devido à natureza do mundo em que vivemos, nossas crianças passam por uma carga pesada de temas científicos e analíticos na escola, de modo que é durante suas leituras de ócio, de prazer, que elas devem ser guiadas à criatividade. Há forças atuantes neste mundo tais quais nunca se viu na história da humanidade, forças que pregam a padronização, a arregimentação de todos nós, ou o que eu gosto de tratar como nossa muffinização — muffins que devem sair iguais a todos os outros muffins na fôrma. Este é o universo limitado, o universo que enxuga, que dissipa, que podemos guiar nossos filhos a evitar se lhes dermos “material explosivo, apto a agitar a vida de modo incessante”

Busque a criança que existe em você em embarque nesta sessão da tarde despretensiosa. Eu achei que valeu a pena.
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Ademir 09/02/2018

Resenha - Uma dobra no tempo
Olá, findei a leitura do livro "Uma dobra no tempo" de Madeleine L'engle, lançado pela @harpercollinsbrasil e nessa narrativa que embrica fantasia e ficção científica somos levados para uma aventura incrível por vários e novos mundos com personagens peculiares e cativantes.

Meg Murry e seu irmão Charles Wallace certa tarde visitam as peculiares senhoritas, Sra. Quequeé, Sra. Qual, e a Sra. Quem. Elas são criaturas com certas especificidades e são as peças chaves para a grande aventura que os aguarda.

O pai de Meg e Charles está desaparecido e tudo indica que o motivo por trás disso seja o "Tesserato", mas então o que seria o Tesserato? A única coisa que as senhoritas peculiares afirmam, é que o Tesserato é possível.

Com a ajuda das três criaturas especiais, Meg, Charles e um amigo que conheceram recentemente,viajam pela quinta dimensão em busca do pai desaparecido. Eles aportam num planeta chamado Camazotz, mas lá o perigo está a espreita, a sobra e a força de "AQUELE" se espalham pelo espaço.

Nessa aventura entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados, Meg, Charles e seu amigo Calvin vão descobrir que a inteligência e o sentimento mais nobre do mundo será necessário para assegurar suas sobrevivências e a possibilidade de regressar para casa.

Um livro incrivelmente prazeroso de ler e que prende bastante nossa atenção, pois, não sabemos o que nos aguarda na próxima página. Já quero o segundo livro da série. E não vejo a hora de assistir o filme.

site: https://www.instagram.com/p/Bdnzx79gRE8/?taken-by=academicoliterario
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Fabrício Lôbo 27/10/2014

Vídeo resenha para o meu blog disponivel no link abaixo!
Obrigado por visitar!

site: http://mundofavoritobr.blogspot.com.br/2014/08/vlog-livro-uma-dobra-no-tempo-caixa-de.html
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Jeff.Rodrigues 03/01/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo.com.br
Há muito tempo não lia uma história tão descompromissada, leve, curiosa e envolvente como em Uma Dobra no Tempo. Claramente uma obra infanto-juvenil, a trama é pensada sob medida para encantar também os adultos com seu enredo de aventuras por outros planetas. Mistura de ficção científica com fantasia, o livro traz todos os elementos necessários para fisgar nossa imaginação e nos levar ao que vou chamar de “mundo dos sonhos”, que seriam lugares como Nárnia, Hogwarts, o País das Maravilhas ou a Terra do Nunca. O importante aqui é se entregar ao prazer da aventura.

Uma Dobra no Tempo narra a saga dos irmãos Meg e Charles, com a ajuda do amigo Calvin, em busca de seu pai desaparecido. Aparentemente o Sr. Murry, pai do casal de irmãos, perdeu-se em algum lugar do espaço. Para empreender essa jornada, o trio conta com o empurrãozinho de três estranhas criaturas (ou seres? Talvez bruxas?): as senhoras Quequeé, Quem e Qual. E de quebra ainda vão descobrir e contar com a ajuda de habitantes de diversos planetas, cada qual mais peculiar que o anterior.

A fórmula de sucesso de uma fantasia se mantém, também, na composição dos protagonistas. É um trio (como sempre) em que cada um complementa as qualidades e sustenta os defeitos do outro. Essa é a base da construção das lições de companheirismo e de fortalecimento dos laços de amizade que estão nas entrelinhas das falas dos personagens mais velhos. E como não poderia deixar de ser, as crianças foram minuciosamente desenvolvidas para não só gerar uma imediata simpatia de nossa parte, como também para que nos transportássemos para a pele do personagem preferido de forma a vivermos aquela aventura. Cada leitor vai, no íntimo, “tesserar” do conforto de seu sofá para os longínquos inexplorados do universo. Essa é magia que faz de Uma Dobra no Tempo um dos muitos clássicos da literatura de fantasia.

Para além dos elementos fantásticos, o livro fala de ciência, com teorias e experimentos, de uma forma bem inteligente, e traz as boas e velhas lições de amor, união, amizade, etc., indispensáveis à essas histórias. Curiosamente, devido à autora rechear a obra de citações bíblicas, Um Dobra no Tempo passou a ser classificado, por alguns, como uma “ficção científica cristã”. Respeitando as diversas interpretações que cada um possa fazer, acredito que essa associação religiosa passa longe da realidade da obra. O livro não é um manifesto religioso, e seu compilado de lições pode ser encontrado em qualquer outra obra do gênero, simplesmente porque isso faz parte da essência de uma fantasia infanto-juvenil.

A aventura e a magia de Uma Dobra no Tempo fazem parte do rol de histórias que precisam ser lidas por e para crianças e adultos. São jornadas que despertam a paixão pela leitura, ampliam os horizontes da imaginação, encantam e educam. Liberte seu lado aventureiro e explore sem medo os segredos e habitantes dessas galáxias infinitas. Seu lado infantil vai agradecer.

site: http://leitorcompulsivo.com.br/2018/01/01/resenha-uma-dobra-no-tempo-madeleine-lengle/
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Carol M 10/01/2018

Uma Dobra no Tempo
Para quem não sabe esse livro é um clássico da ficção científica, e preciso confessar que não sou uma leitora muito assídua desse gênero, mas já li alguns livros com a temática. Porém ano passado, uma das minhas metas era ler o máximo de gêneros fora da minha zona de conforto, possíveis, e Uma Dobra no Tempo se encaixou perfeitamente.

Nessa resenha irei somente abordar como me senti lendo, porque dados históricos sobre o livro e a autora podem ser encontrados na internet e em sites dedicados a leitura, e no próprio edição do exemplar. Acredito que esses dados são parte fundamental do porque a história é tão magnífico e motivo de inspiração para muitas outras que vemos hoje em dia, portanto seria quase como estragar a experiência de vocês durante a leitura, eu me sentiria dando um spoiler entendem?

Então vamos ao que interessa. Isso não é uma leitura para mentes fracas meus caros leitores, a narrativa é um tanto confusa em algumas partes, fazendo com que eu tivesse que parar e reler, pra ver se era isso mesmo que a autora Madeleine L'Engle, queria dizer. Não me entendam mal, a escrita dela é muito fácil de compreender, é dedicado ao público Jovem Adulto, porém passaria por infanto-juvenil facilmente, tanto que os personagens principais que embarcam nessa aventura são realmente crianças.

Porém nem tudo no livro é explicado, e parece que eu e a nossa protagonista Meg, somos as únicas que não estamos entendendo quase nada, mas seguimos no ritmo do fluxo. No entanto, isso não diminui a qualidade da experiência da leitura desse livro, que me trouxe muitas mensagens importantes para a vida, e eu acredito que essa seja a principal função de uma ficção científica. Muito mais do que viajar no futuro, passado, outros planetas e ter um conhecimento avançado, esse gênero fala sobre o mundo em que vivemos e o presente, e a autora não é referencia atoa, é brilhando como ela constrói um pensamento reflexivo em todas as páginas dessa aventura.

Já mencionei que os personagens são crianças, e vocês devem estar se perguntando se isso não me incomodou de alguma maneira. Preciso dizer que não, logo no inicio confesso que pensei que seria um fator desestimulante, já que eu normalmente não consigo gostar de protagonistas crianças. Porém o livro é muito mais que isso, muito mais que protagonistas e coadjuvantes, é realmente uma experiência quase transcendental.

OBS: O livro vai ter uma versão nas telonas produzido, nada mais nada menos, do que pela Disney. E posso dizer que, depois do trailer, estou mais ansiosa para ver o filme do que estava para ler o livro. Aparentemente, pela escolha de atores, figurinos, e a qualidade nos efeitos especiais, houve um grande investimento nessa produção, e acredito que o filme vai ser um grande sucesso.

E para você, qual foi o último livro que lavou sua alma? Me conte aqui nos comentários para falarmos sobre!

Até a próxima!

Para essa e outras resenhas, acesse o link abaixo


site: www.blogcontracapa.com.br
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