Uma Dobra No Tempo

Uma Dobra No Tempo Madeleine L'Engle




Resenhas - Uma Dobra no Tempo


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Marcos Carvalho 20/09/2012

Interessei-me por este livro em virtude de ter sido eleito, nos EUA, com o 6º melhor livro de FC e ganhador do prêmio Newberry, que geralmente são bons livros. Mas acho este livro está longe de espetacular ou brilhante aos iguais de seu gênero. Há alguns elementos de FC, como viagem no tempo, mas apesar da história ser bem estruturada e até ser uma agradável leitura, ela não apresenta consistência, pois em alguns momentos pareceu-me corrida, pelo fato de não apresentar detalhes ou maior caracetrização de algumas cenas ou em alguns momentos pareceu-me de forma exarcebada as explicações religiosas a todo momento. Aí neste ponto a autora não seguiu os autores célebres de fantasia juvenil como C.S.Lewis, P. Pullmam e M. Ende que sabem que as crianças são inteligentes e conseguem compreender os conceitos implícitos no contexto, sem a necessidade de subestimá-las com pobreza de detalhes ou “evidências” claras.
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Queria Estar Lendo 05/09/2018

Resenha: Uma Dobra no Tempo
Uma Dobra no Tempo é um elogiadíssimo clássico de Fantasia e Ficção Científica que ganhou uma mega edição especial pela Editora Harper Collins. A obra, da autora Madaleine L'Engle, coloca uma garota à frente de uma aventura entre galáxias e o desconhecido.

Na história, acompanhamos Meg. Ela não entende seu lugar na família, na escola e no mundo. Questionadora e extremamente teimosa - e birrenta - Meg não tem muita expectativa para seu futuro. Com o desaparecimento misterioso do pai em uma missão para o governo, a garotinha só quer continuar emburrada e reclamando de tudo até que o universo resolve colocá-la a prova.

Meg, seu irmãozinho genial e incompreendido chamado Charlie e um garoto que ela só conhecia de vista, Calvin, mas que aparentemente também se encaixa nessa questão de "não se encaixar em lugar algum" são convocados por três entidades esquisitas a viajar para muito longe de casa a fim de salvar a vida do pai da Meg - e, quem sabe, o próprio planeta Terra.

"O escuro tem algo de tangível, é possível se mover através dele, você pode senti-lo; no escuro, você caminha e pode bater a canela; o mundo das coisas segue existindo ao seu redor. Aquilo em que ela estava perdida era o vácuo horripilante."

Uma Dobra no Tempo foi uma leitura agradável, leve e bastante refrescante para o cenário da Ficção Científica. A obra, publicada nos anos 60, se tornou um clássico aclamado justamente por desafiar o padrão, dando o protagonismo a uma garota, usando linguagem mais simples para explicar situações complicadas sobre viagem entre dimensões, física, mundos novos e uma galáxia de possibilidades. E também por usar muito de religião em um cenário questionador.

Madeleine tem uma narrativa bastante juvenil; familiar a quem acompanha séries como Percy Jackson e Magisterium, mas com um humor bem mais delicado e com personagens menos rebeldes ou exaltados. Crianças de sua época, de fato.

"- Guarde a fúria, pequena Meg. Você vai precisar dela agora."

Meg é um pé no saco, mas é parte da sua história e do seu arco agir de tal maneira. Não acho suportável, mas justificável. Ela não evolui, exatamente, dentro da trama; não existe uma crescente de desenvolvimento ou de melhora em sua postura porque a história precisa que ela seja furiosa e birrenta.

Charlie, por outro lado, é o lado racional e perspicaz. O doce garotinho, considerado problemático para as pessoas que não o conhecem, é de uma inteligência e sagacidade que completam os conhecimentos específicos da irmã - e forma o equilíbrio perfeito às birras e chatices de Meg.

Calvin, por último, cai de paraquedas no grupo e acaba se entendendo muito bem com os dois irmãos. Crescido em uma família gigante e com pouca atenção sobre si, a consciência e a sabedoria de Calvin vêm para completar o que o trio tinha até então. Onde Meg é furiosa e Charlie é sagaz, Calvin é empático.

Guiada por três Senhoras esquisitas e que pouco fazem sentido - pelo menos até que você entenda, de fato, o que elas são - a jornada das três crianças pelo universo é rápida, sem grandes enrolações. Somos apresentados a três cenários distintos dentro desse mundo de possibilidades, o que deixa em aberto sobre até onde a autora pode levar os personagens na missão de salvar o mundo da Escuridão; uma massa de sombras desconhecida que se arrasta pelo universo e devora planetas e deixa o caos para trás.

"- Acho que, dentro das nossas limitações de ser humano, nem sempre somos capazes de entender as explicações. Mas, veja bem, Meg: não é porque não entendemos alguma coisa que essa explicação não existe."

Usando artifícios sutis, a autora explora religiosidade e ciência dentro da trama principal. Tal como As Crônicas de Nárnia, Uma Dobra no Tempo levanta questionamentos sobre fé e devoção, o poder do amor e da esperança - ao mesmo tempo em que cria esse mapa de planetas e tecnologia e explora ideias malucas e bizarras que, aqui, fazem bastante sentido.

Das figuras coadjuvantes ao trio principal que fazem parte do bizarro, as Senhoras se destacam. Elas são entidades misteriosas, cada uma com seu jeito peculiar de falar e de se portar, convenientemente escondendo respostas nos momentos certos para que as crianças descubram tudo sozinhas.

A edição da Harper Collins está um capricho. Definitivamente uma homenagem à saga que conquistou tantos leitores com o passar de todos esses anos; capa dura, diagramação agradável e revisão impecável.

"- Você ajudou muito porque me deixou furiosa, e quando eu fico furiosa, não sobra espaço para o medo."

Uma Dobra no Tempo é um bom livro para quem gosta de viagens no espaço e mundos fantásticos embasados em ciência; uma jornada sobre coragem, amor e esperança com um fim curioso que deixa um gostinho de "quero mais".

site: http://www.queriaestarlendo.com.br/2018/09/resenha-uma-dobra-no-tempo.html
Alana 05/09/2018minha estante
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Carlos 09/03/2019

Minha opinião sobre o livro:
Vi muita gente aqui nas resenhas dizendo que não gostou do livro, que é meia boca, que é isso e aquilo. Entendo vocês, mas jamais quero ser como vocês. Certamente deixaram morrer a criança que um dia vocês foram, ou pegaram um livro sem saber que era voltado para crianças e o julgaram como se fosse feito para um adulto.

Uma Dobra no Tempo é um excelente livro para crianças, acredito que entre seus 8 e 11 anos, principalmete. A autora consegue fazer com que nossa mente vague e vague por uma imaginação tão forte, que só quem ainda guarda em algum lugar a criança que já foi um dia, conseguirá entender a riqueza desse livro. Uma bela mistura de ficção científica com fantasia. Encaixou perfeitamente.
Claukalline 11/03/2019minha estante
O livro é lindo, estou amando a Leitura.


Carlos 11/03/2019minha estante
Que bom que está gostando do livro. Depois desse ainda tem mais quatro da série.


Luzia.Monteiro 14/03/2019minha estante
Eu gostei muito e já vou para a leitura do segundo.


Carlos 14/03/2019minha estante
Eu ainda não vou ler o segundo por enquanto. Mas pretendo terminar a série.




Thaisa 15/12/2017

Leve, divertido e envolvente
Uma Dobra no Tempo é o primeiro livro de uma série clássica infantojuvenil de Madeleine L'Engle e que está completando 50 anos de existência. Desde o seu lançamento, o livro tem causado polêmica entre seus leitores. Por ser claramente uma obra de fantasia cristã, o livro tem dividido opiniões e essas opiniões a respeito da obra, são das mais variadas.

Quando comecei a ler -me interessei por ele por ser uma fantasia infantojuvenil e também ficção científica (gêneros que amo) - não fazia ideia que ele seria  cristão (eu e minha mania de ler livros às escuras) e descobrir isso no decorrer da leitura, tornou tudo muito mais agradável.

Bem, livros de ficção cristã são raridade em nosso mercado e sempre que me deparo com um, fico muito feliz. Essa é uma realidade que precisa mudar urgentemente no meio literário.

Uma dobra no tempo é aquele tipo de livro que agrada pessoas de todas as idades. Ele tem personagens cativantes, uma história intrigante e envolvente, aventura e suspense nas doses certas e mensagens fortes que podemos levar para toda a vida.

A autora criou um mundo que consegue unir coisas que conhecemos com elementos fantásticos, despertando a nossa curiosidade e desejo de continuar a ler o livro até o final. Antes de escrever minha resenha, li opiniões de outros leitores sobre o livro e percebi que algumas pessoas comparam a obra (de maneira inconsciente) com As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis. Talvez pelo fato de Nárnia ser uma das obras de fantasia cristã mais conhecidas e acabem achando que toda fantasia cristã tem que seguir o mesmo caminho. Errado pessoal.

Uma Dobra no Tempo não tem nada a ver com Nárnia; a única semelhança é que ambas são cristãs e carregam mensagens bíblicas em seus enredos. O que, aliás, está bem explícito na obra de Madeleine.

Gostei bastante da leitura, mas ela deixa algumas lacunas no enredo. Senti falta de um maior aprofundamento em algumas coisas, como por exemplo, um melhor desenvolvimento e descrição sobre os mundos visitados pelas crianças e seus moradores. Não sei dizer se isso será suprido nos outros livros da série...

A edição da HarperCollins Brasil está impecável e no final do livro, temos acesso ao Discurso de agradecimento da autora pela medalha Newbery (Um excelente discurso, por sinal) e um Posfácio, que é na verdade uma mini biografia da autora e a trajetória de escrita até a publicação do livro, escrito por uma de suas netas. Vale muito a pena conferir os dois.

O livro tem uma mensagem muito forte sobre o amor, família e alguns princípios que se todos colocassem em prática, viveríamos num mundo muito melhor. Não é um livro para todo mundo ler (isso é um fato, principalmente se você vier com preconceitos e a mente fechada), apesar de conter uma linguagem simples, voltada para os mais jovens, algumas pessoas podem confundir as coisas e julgar a obra com preconceitos. Acredito que justamente isso é o que faz o livro gerar tanta polêmica.

Precisamos usar nossa inteligência. Tenho certeza que todo mundo é plenamente capaz de compreender o que é uma obra de ficção (com seus elementos fantásticos ou não) e o que é realidade. A leitura é feita para nos distrair e cabe à nós assimilar aquilo que é bom ou não. E, olha, essa obra tá cheia de mensagens (bíblicas) que valem muito a penas ser colocada em prática! #FicaDica

Resenha publicada originalmente no blog Minha Contracapa:

site: http://minhacontracapa.com.br/2017/12/resenha-uma-dobra-no-tempo-de-madeleine-lengle/
Juh 15/12/2017minha estante
Uou até fiquei com vontade de ler, amei a análise miga. Arrasou!


Thaisa 19/12/2017minha estante
Obrigada Juh :) Leia mesmo, vale a pena!


Sharla 05/01/2018minha estante
Adorei a resenha! Acabou de entrar pra minha lista de leitura de 2018.




Luiz Miguel 01/02/2017

Não empolga!
Não me empolgou! Pelo recente anúncio de que uma adaptação para o cinema seria feita pela Disney e por se tratar de uma ficção cirstã, pensei que seria um bom livro, mas não. Os personagens principais, com exceção dos humanos, não têm graça, suas participações são cansativas e não cativam. O desenvolvimento da história é lento, não sentimos a noção de perigo e, simplesmente não existe aventura. A descrição dos planetas e seres se parece muito com a trilogia Cósmica de C.S.Lewis e as citações bíblicas aparecem em contexto muito estranhos, não encaixou... Pois é, não me interessei pelas continuações.
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Maria Ferreira / @impressoesdemaria 07/05/2018

Uma dobra na minha cabeça
Quando uma pessoa se propõe a ler ficção, principalmente ficção científica, precisa estar consciente de que pode encontrar muitos elementos que não fazem sentido na vida real, porque não existem na vida real, mas na ficção tudo é possível, tudo é permitido, tudo é passível de acontecer. É preciso estar aberto ao inesperado, ao irreal, é preciso fazer um acordo com a fantasia, por mais improvável que seja o que está escrito. É preciso crer para que as coisas façam sentido. Mas quando essas coisas não vêm acompanhadas de uma boa explicação, de algo que faça com que o leitor entenda, não necessariamente aceite, mas entenda, fica difícil se entregar à narrativa. Foi o que aconteceu comigo em relação a este livro, que eu queria de ter gostado.

Neste livro o leitor vai conhecer Meg Murry e sua família. Sua mãe, e irmãos. Os gêmeos Dennys e Sandy e o irmão caçula Charles Wallace. Logo no primeiro capítulo, sabe-se que o Pai está sumido e que isto faz com que as pessoas façam considerações a respeito da família.
Logo se perceberá que Charles Wallace não é um garoto comum. Ele prefere que as pessoas pensem que é um “lerdo”, mas na verdade é muito inteligente e se expressa de modo impressionante. Tem uma sensibilidade que faz com que entenda sua irmã e mãe mais do que o normal e esta é uma das suas características mais marcantes, é como se ele pudesse ler pensamentos, mas é algo que vai além disso.

Através de Charles Wallace o leitor vai conhecer três senhoras: a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual, cada uma com personalidade própria e idades diferentes. A Sra. Quem sempre fala por meio de citações nos mais diversos idiomas. Também conhecerá Calvin O’Keefe, um garoto alguns anos mais velho que Meg e que se assemelha muito a Charles Wallace devido ao seu modo de entender as pessoas.

Na mesma noite do dia em que se conheceram, as três senhoras, sem prévio aviso, fazem com que as crianças façam uma viagem para o planeta Uriel. É nessa ocasião que surge o termo “tesserar” e sua explicação. De forma simplista, tesserar é um modo de viajar de um espaço a outro por meio da quinta dimensão, de modo que se pega um atalho, um modo muito mais rápido de viajar. É como fazer uma dobra no tempo, daí o título.

Em Uriel as crianças veem a Coisa Escura que rodeia o planeta terra, o que causa muito medo nas crianças e é uma das coisas que elas têm que resolver.
Depois o destino foi o cinturão de Órion, onde conheceram a Médium Contente, mas o verdadeiro destino das crianças é o planeta de Camazotz, onde terão que lutar contra algo muito maior que elas.

Minha dificuldade com este livro se deu porque os acontecimentos têm muito pouca ou nenhuma explicação. Acho que pode ser um bom livro para quem tem “propensão a suspender a descrença’’. Eu tenho essa propensão, mas não tanto quanto este livro exige.

Em determinado ponto, Meg Murry fica agindo como se fosse uma garota mimada, que só quer ter o pai de volta e não entende que isso vai além de sua vontade. De certo modo é compreensível, ela está muito tempo sem o pai, mas isso me irritou muito. Levo em conta o gênero do livro, infanto-juvenil e que Meg é uma adolescente, porém não diminue minha antipatia por ela.
Alguns personagens, como os gêmeos, têm pouca atuação no livro, fiquei com a impressão de que se eles não existissem não faria tanta diferença, mas acredito que farão uma participação mais ativa no próximo livro da série, que é composta por cinco livros.
Não entendi muito bem o que eram as senhoras, nem do motivo de uma delas falar as palavras com as letras repetidas, mas gostei das diversas citações que uma delas usa.

Esta edição comemora cinquenta anos da publicação deste livro e no que se refere à parte física, ao objeto livro, está indefectível e só merece elogios. Desde a capa dura, o tipo de papel das páginas, que é um papel grosso, as páginas pretas com bolinhas brancas que separam cada capítulo e promove uma harmonia com a arte da capa. O livro também traz o discurso da autora em ocasião do agradecimento por ter ganhado a Medalha Newbery e um posfácio muito esclarecedor e agregador, escrito pela neta da autora, no qual ela retoma dados biográficos da avó e conta o processo pela qual passou para publicação desta obra e a reação do público. A leitura deste prefácio foi o que me fez sentir menos culpada por não ter adorado o livro como tantas outras pessoas e menos sozinha ao perceber que coisas que me causaram estranheza, também provocaram o mesmo sentimento em pessoas antes de mim.

site: https://www.impressoesdemaria.com.br/2018/03/uma-dobra-no-tempo-madeleine-lengle.html
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@colecionandolivros 09/02/2018

📚 RESENHA: Uma dobra no tempo 📚

Mais uma leitura concluída e que foi uma leitura super prazerosa. "Uma dobra no tempo" nos trás uma história super cativante que envolve o leitor desde as primeiras páginas aguçando nossa curiosidade para desvendar seus mistérios. Foi uma leitura super rápida e gostosa, uma história fofa e com personagens inesquecíveis. Nesse livro vamos perceber que somos mais forte do que pensamos, que nem sempre nossos defeitos são ruins, que o orgulho pode nos levar a caminhos quase sem volta e acima de tudo que o amor pode salvar.

Em "Uma dobra no tempo" vamos embarcar em uma viagem pela quinta dimensão, junto com Meg, Charles Wallace e Calvin. Meg e Charles Wallace são irmãos. Os três partem em uma missão para poder trazer de volta o Sr. Murry -pai de Meg e Charles- que está desaparecido a muitos anos. Eles vão junto com três senhoras bem peculiares, a Sra. Quequeé, a Sra. Quem e a Sra. Qual, que irão ajudar para que eles cheguem ao lugar certo.

Nessa missão além de encontrar o Sr. Murry eles entenderão o que é o tesserato. Depois de passarem por alguns planetas eles chegam a Camazotz um lugar tomado pela Coisa Escura e por Aquele. Mas quem será esse tal de Aquele? Camazotz não é uma lugar normal, lá às pessoas agem como se fossem robôs e para que não fiquem assim também eles terão que ser forte.

Meg e Calvin dependem agora das bênçãos que lhes foram dadas para poder salvar a si e a Charles que foi capturado por Aquele. Meg terá que usar aquilo que somente ela tem para poder vencer Aquele e trazer Charles de volta, mas será ela capaz de descobrir qual poder é esse?
Uma aventura eletrizantes por um universo cheio de mundos e criaturas novas.


site: https://www.instagram.com/p/BdV_2rqF9wq/?taken-by=colecionandolivros
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Raquel.Faria 27/04/2018

Uma Dobra no Tempo - Indicação Infantil
Clássico do universo literário infantil, “Uma Dobra no Tempo” mexe com o imaginário infantil desde a década de 60 e consolida seu encanto através do filme homônimo lançado recentemente .Existe uma sombra que está dominando a Terra e engolindo planetas. Por trás de tudo, há uma mentalidade maligna que domina a todos a fim de controlar e espalhar a maldade. Por sua vez, as crianças enfrentam dificuldades de socialização e desempenho na escola por conta da maneira de estudar, pelos pais excêntricos e por serem “diferentes”. De forma bastante lúdica, a autora conduz seus leitores para uma leitura crítica, trazendo os conceitos de física, química, biologia e valores morais como amizade, amor, perdão, fidelidade e fé para a realidade deles.

site: https://trazumcappuccino.wordpress.com/2018/04/27/resenha-uma-dobra-no-tempo/
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Bruna 01/01/2019

Uma Dobra No Tempo
O livro "Uma Dobra No Tempo", da escritora Madelaine L'Engle, é um verdadeiro clássico que encanta as pessoas até hoje. Em 2018, o livro ganhou uma adaptação produzida pela Disney, que conta com grandes nomes no elenco, como Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Mindy Kaling, Gugu Mbatha-Raw e Chris Pine. Além disso, nesse mesmo ano a editora DarkSide lançou outra adaptação da famosa história, mas dessa vez em quadrinhos ilustrados pela talentosa Hope Larson.

"Um clássico que atravessou o tempo para inspirar. Mestres da literatura, agora em quadrinhos. Há mais de 50 anos, as palavras de Madeleine L’Engle encantam gerações de leitores e inspiram escritores a quebrarem as barreiras terrestres para explorar novos mundos. Uma Dobra no Tempo é aquele tipo de livro que tem lugar cativo na estante e no coração dos leitores, e de vez em quando cai nas mãos de seu dono para que ele possa voltar no tempo. E verdade seja dita: quem se aventurou por suas páginas nunca mais enxergou noites escuras e tempestuosas da mesma maneira.

A DarkSide Books convida os leitores a embarcarem nessa viagem clássica reimaginada pela talentosa ilustradora Hope Larson. Em Uma Dobra no Tempo, o pai de Meg e Charles Wallace, um exímio físico, está desaparecido há dois anos. A aventura começa quando, em uma noite de tempestade, eles recebem a visita de uma senhora peculiar, a sra. Queque é, que foi tirada de sua rota pelo vento enquanto viajava pelo tempo e espaço utilizando o tesserato. Na companhia de mais duas criaturas sobrenaturais, a sra. Quem e a sra. Qual, e de um garoto chamado Calvin O’Keefe, eles partem pelo universo em busca de qualquer indício do paradeiro do dr. Murry. Mas o que eles descobrem vai muito além disso: todo o universo está sendo atacado pela Escuridão, uma força perigosa que traga a luz das estrelas e dos planetas, em uma luta contra o mal que parece nunca acabar.

Roteirista das histórias da Batgirl, da DC Comics, e ganhadora de um Eisner Award, a maior honraria para um quadrinista, Hope Larson realiza um trabalho impecável ao reacender as memórias de quem cresceu na companhia de personagens tão carismáticos, ao mesmo tempo em que introduz, com respeito e carinho, o universo de Madeleine L’Engle para quem acabou de embarcar nessa jornada. E que jornada. Uma Dobra no Tempo é uma aventura emocionante para todas as idades que discute temas importantes e eternos como coragem, aceitação das diferenças e a importância de acreditar em si mesmo. A jornada de Meg, uma garota comum e ao mesmo tempo extraordinária, nos mostra que existe um poder capaz de vencer qualquer obstáculo: o amor.

Com interpretações vívidas que respiram nostalgia, seu traço cuidadoso ganha ainda mais frescor com o tom azulado que permeia as ilustrações, garantindo uma experiência completa. A DarkSide Graphic Novel ganhou mais um quadrinho preparado com esmero, naquele padrão de qualidade que os darksiders já conhecem — e que seria aprovado em qualquer lugar do tempo e espaço. Essa belíssima história também ganhou uma adaptação nos cinemas, em um filme da Disney estrelado por Oprah Winfrey, Reese Witherspoon e Mindy Kaling. Seja no cinema, nos livros ou nos quadrinhos, uma coisa é certa: Uma Dobra no Tempo chegou para deixar o leitor querendo dar um jeito de tesserar por aí."

Logo no início da trama, somos apresentados a vida da adolescente Meg Murray. Ela é a típica jovem rebelde que vive se metendo em encrencas. Na escola, suas notas não são uma das melhores (e seus professores sempre esperam muito dela, ao julgar a genialidade de seus pais), e constantemente Meg briga com outros alunos.

A situação na família Murray também não anda nada fácil. O pai de Meg sumiu misteriosamente, deixando ela junto de sua mãe e de seus irmãos mais novos: os gêmeos, e Charles Walle que é um garotinho bastante peculiar. O que mais agonia a família, é a falta de respostas. Ninguém sabe o verdadeiro desaparecimento do pai; alguns vizinhos dele especulam que foi alguma traição, e os chefes dele apenas afirmam que seu trabalho é perigoso e que um dia ele pode voltar, mas nada é garantido.

Depois de Meg e Charles Wallace receberem a visita de três senhoras estranhas: a sra. Quequeé (uma mulher bastante excêntrica que aparece pela primeira vez na casa dos Murray durante uma tempestade), sra. Quem (ela só fala citações, pois é mais fácil expressar dessa forma) e a sra. Qual (a mais misteriosa). Acompanhados dessas senhoras peculiares e de Calvin, um vizinho e colega da escola, Meg e Charles Wallace vão se aventurar em viagens interdimensionais para salvar o universo e, conseguente mente, o pai das crianças.

Essas viagens interdimensionais são possíveis graças ao princípio do tessarato, que é uma dobra entre as dimensões. Com essas informações, Meg, Charles Wallace e Calvin vão fazer o possível para deter a ameaça de AQUELE, um vilão bastante poderoso e malvado. E para que tudo dê certo, cada um dos jovens vão ter que usar suas qualidades, ou defeitos, no caso de Meg (tudo que ela acha negativo e errado em si mesma, vai ser essencial para ajudar a salvar o mundo e deter AQUELE).

"Se quiser ajudar seu pai, terá que aprender a ter paciência. Vitam impendere vero. Consagrar sua vida à verdade".

Eu já conhecia a história devido a adaptação produzida pela Disney, e como de costume sempre vai existir uma grande diferença entre livro x filme. Ao assistir o longa, tive a impressão de que o roteiro foi confuso em diversos aspectos. Algumas sequências são muito prolongados, dando a sensação de enrolação, sem contar com a montagem que não ajuda a criar continuidade em diversas cenas, não apresentando uma ligação coerente. Contudo, apesar disso, o filme apresenta uma experiência estética interessante e criativa, criando cenários exuberantes e maravilhosos.

A adaptação dessa história clássica para uma HQ ficou muito boa, acredito que seja uma ótima forma de atrair mais pessoas a conhecer essa história incrível. A ilustração de Hope Larson é bonita, e a escolha da paleta de cores composta por azul, preto e branco resultou em um trabalho interessante e bem detalhado. Contudo, em determinados momentos a narrativa é rasa e bem simples, sem aprofundar muito em alguns personagens e problemas vivenciados por eles.

"Uma Dobra No Tempo" reúne um pouco de não ficção, ficção científica, muita fantasia e uma bosa dose de protagonismo feminino. Por esses e outros motivos, acredito que a obra de Madeline continue sendo relembrada até os dias de hoje. A protagonista do livro, Meg Murray, é uma garota como qualquer outra, que têm seus defeitos e suas limitações, mas mostra a sua força nos momentos mais perigosos e prova que as mulheres podem sim salvar o mundo!

site: https://escritorawhovian.blogspot.com/2019/01/resenha-uma-dobra-no-tempo.html
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Babi 13/04/2018

Que livro mais lindo. As ilustrações são lindas, as cores, TUDO É PERFEITO. Mas o que realmente me encantou no livro foi a história. Uma história profunda e lúdica com um significado incrível. Consegui me identificar com praticamente todos os personagens que mesmo na graphic novel foram muito bem construídos. Só me deixou com mais vonatde de ler o livro e assistir o filme.
Livia.Maria 27/04/2018minha estante
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10/06/2018

Coragem, aceitação e acreditar em si mesmo
Adaptação para HQ do livro de fantasia e ficção científica de Madeleine L?engle (lançado em 1962). Uma jornada pelo tempo e espaço entre criaturas fantásticas e mundos jamais imaginados. Fala de coragem, aceitação das diferenças e da importância de acreditar em si mesmo.
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Nine 06/11/2018

Ciência, fantasia, infância e aventura !
Livro cheio de detalhes mirabolantes, viagens por lugares desconhecidos, criaturas inusitadas, crianças à procura de um pai cientista perdido num mundo desconhecido!
Particularmente, demorei para terminar a leitura do livro, me perdia em tanta ?viagem?. Rsrs
Acho que meu dom de fantasiar está enferrujado! Mesmo sendo um clássico, com todo respeito deixo minha singela opinião: acho que a história poderia ter sido mais empolgante (fantasiou demais e não me empolgou), sem um final tão previsível.
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Alex Nascimentto 03/01/2018

A trama gira em torno dos irmãos gêmeos Meg e Charles que buscam pelo seu pai desaparecido, o Sr. Murry. Eles contam com a ajuda de um grande amigo, o Calvin. O pai dos meninos perdeu-se em algum lugar no espaço, e para ajudar a desvendar esse segredo eles vão ter uma ajudinha de três criaturas, as senhoras Quequeé, Quem e Qual, e habitantes de outros planetas. ????????????????????
Nessa aventura no universo os meninos visitam os diversos lugares bem descritos na obra fazendo a nossa imaginação viajar para distante, sem rumo. ????????????????????
Aloisio.Lessa 07/02/2018minha estante
vou fazer essa leitura em março de 2018




chayaleluia 14/04/2018

Clássicos que conquistam!
Uma Dobra no Tempo - Madeleine L'Engle, @harpercollinsbrasil | #ResenhasChay

"Não olhamos para as coisas que você diria que são vistas, mas para as coisas não vistas. Pois as coisas vistas são temporárias. Mas as coisas não vistas são eternas."

Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar. O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente.

Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.

Um clássico da fantasia e da ficção científica, Uma Dobra no Tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo.

Escrito em 1962, infelizmente só agora tivemos esse hype todo, um livro que com certeza eu ia ter amado ler na infância. Meu maior medo ao iniciar a leitura era a questão de ser um clássico, tinha medo da escrita ser difícil, contudo a escrita da Madeleine é fluída, viciante e deliciosa o que faz o leitor percorrer as páginas perdendo a noção do tempo.

O livro tem a premissa de contar o crescimento e desenvolvimento das três crianças lutando pelo seus objetivos, quebrando barreiras e lidando com os erros e acertos da vida.

Com uma trama de sucesso o livro trás elementos fantásticos para conquistar os leitores - ciência, teorias e experimentos tudo isso de uma forma bem inteligente. Além de lições de amor, união e amizade. É um livro lindo, com citações incríveis que todos deveriam ler!
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Nina 20/03/2019

Minha pequena [e falha] visão do: UMA DOBRA NO TEMPO
Eu devo deixar claro que aprendi que nenhuma leitura é ruim, as vezes, ela só não é adequada para aquela pessoa. Pra mim essa não é uma leitura adequada, mais acredito que pessoas entre seus 10 à 17 possam gostar e viajar junto com esse livro...

Um dos pontos baixos do livro é a personagem é a menina Meg, quando nas primeiras paginas ela já estava gritando e chorando eu fiquei irritada e com isso ela perdeu a graça pra mim. Espero que outros leitores consigam entende-la, porque eu não consegui.
Penso também, que o livro deveria ser mais devagar, as coisas acontecem muito rápido e sem explicação, talvez isso atrapalhe a experiencia.

O que eu aprendi com o livro: Livros são como pessoas, as vezes a gente ama, as vezes a gente gosta, e as vezes a gente convide (lê) porque precisa.
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