As Três Marias

As Três Marias Rachel de Queiroz




Resenhas - As Três Marias


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Arsenio Meira 29/04/2014minha estante
kkk, Dirce, que começo bacana: "Ora( direis) ouvir estrelas ! Certo Perdeste o censo ! "
Não. Não perdi o censo(ainda não).Apenas acabei de ler o romance "As Três- Marias " da Raquel da Queiroz, e consequentemente "ouvi" as histórias da Maria Augusta (a Guta), da Maria José e da Maria da Glória, alunas de um colégio interno, que receberam o apelido As Três - Marias porque se tornaram amigas inseparáveis a ponto de fazerem uma pseudo tatuagem."

Olavo Bilac e Rachel de Queiroz.
Bela e divertida resenha. Divertida no sentido mais límpido e puro da expressão. Ou seja, diverte, e não perde o prumo da seriedade.
Abraços
Arsenio


Dirce 30/04/2014minha estante
Oi Arsenio,
Achei que precisava dar uma leveza na resenha, pois a leitura me deixou "depre". E também porque a simples menção as Estrelas me reporta ao Poema Via Láctea, me reporta a época que eu declamava o Poema para minha filhota e ela me dizia: melô do maluco, mãe (risos)


Arsenio Meira 30/04/2014minha estante
KKKKKK,
é o que Gonzaguinha cantou: "eu fico com pureza da resposta das crianças..." Eu também! Se ela falou, é o que vale. (Mas não achei spoiler em sua resenha.)
Abs


Dirce 01/05/2014minha estante
Então, Arsenio, eu fiquei na dúvida se estava revelando dados importantes, na dúvida, optei em assinalar como spoiler.


Regina 25/05/2014minha estante
Dirce, mais uma vez gostei muito da sua resenha. E para se aprofundar em Rachel de Queiroz indico Dora, Doralina, um dos meus livros preferidos!


Dirce 26/05/2014minha estante
Com certeza será uma das minhas próximas leituras, Regina. E, obrigada.


Eder.Santos 07/08/2018minha estante
dieta programa das Três marias funciona mesmo





Manuella 11/02/2014

Saudade e gratidão (pela vida)
A leitura de um livro da minha conterrânea Rachel de Queiroz é sempre uma promessa de acalanto, para mim. As descrições me são familiares, coisas que vivemos aqui, no Ceará. As impressões da autora, sempre ricas em sentimentos, encantam o leitor logo na primeira página. Rachel escreve fácil, para uma compreensão rápida, e ainda assim estampa lirismo em suas construções.

As Marias da estória são: a narradora Maria Augusta (também conhecida como Guta) e suas amigas Maria José e Maria da Glória. Da amizade entre as três, no internato onde estudaram, nasceu a ideia de serem como as três estrelas do céu, juntas e cúmplices. Dividindo medos e tristezas, alimentando sonhos de meninas, as amigas crescem entre provas e freiras, solidão e descobertas, enquanto Guta nos confidencia como cada uma amadureceu e seguiu seu caminho.

Guta é a mais ousada e destemida, vai em busca de liberdade para viver seus amores e aceita as decepções como parte das escolhas que fez. Glória realiza o casamento que sonhou. Maria José é escrava da sua crença católica, obediente e resignada, mais pela covardia de enfrentar seus desejos que por certeza íntima.

Rachel de Queiroz, mulher moderna e à frente de seu tempo, conduz o leitor numa narrativa realista, carregada do que a vida apresentava às mulheres da sua época, os preconceitos e as dificuldades que enfrentaram. Escolhendo entre os dois caminhos possíveis: casar-se e criar os filhos ou rebelar-se e seguir as próprias convicções, as Marias vão se diferenciando e apaixonando o leitor, que se identifica mais com uma ou com outra.

Sem se limitar ao espaço onde acontece a ficção (a capital cearense), a autora vai além e mostra que a alma feminina é única, embora com matizes mais suaves ou mais intensos. É um texto que, em tom de conversa, faz do leitor um confidente, numa recriação do que foi vivido, das possibilidades da vida, das consequências dos caminhos escolhidos.

A leitura despertou em mim uma saudade de outros tempos (que não vivi), pelo romantismo da espera. É um livro que desperta um olhar interior, para nossas escolhas, nosso aprendizado de vida. Parece aquele ‘olhar para trás’, para a estrada percorrida na vida, para as dores superadas e as que ainda estão ardentes. Ao mesmo tempo, também me fez sentir grata por viver o tempo atual, com todas as conquistas que mulheres como as três Marias trouxeram para nós.

A autora publicou seu primeiro romance, ‘O Quinze’, aos dezenove anos de idade. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher a receber o Prêmio Camões, equivalente ao Nobel, na língua portuguesa.
Dirce 01/04/2014minha estante
Já intencionava ler esse livro, mas depois de ler esta sua resenha, urge tomar providencias para eu poder lê-lo brevemente.
Abraços, querida Manu.




Paula 13/02/2011

Uma crônica de saudades
Esse é o primeiro romance de Rachel de Queiroz que leio e fiquei encantada. É realmente uma crônica de saudades, como diz no livro, uma espécie de quase memórias, como se fosse um diário íntimo, narrado em primeira pessoa, que tenta salvar as lembranças da infância e da vida de três amigas em um colégio interno católico e depois quando deixam a escola e seguem pela vida.

Personagens femininas tão marcantes e reais que possibilitam uma identificação muito grande do leitor. Engana-se quem pensa que a presença da vida nordestina limita o texto de Rachel. Pelo contrário, ela apresenta com maestria sentimentos, situações e questionamentos universais, que vão muito além do espaço físico que recria em suas histórias. E o melhor de tudo é a vida e a energia que o texto tem, sua escrita leve faz a gente sentir como se estivesse em uma conversa, como se de fato fosse um contar de história.

Lamentei muito o tempo que passei sem ler Rachel de Queiroz, As Três Marias entrou para os meus favoritos, como um daqueles livros que guardamos com carinho para serem relidos para reavivar a saudade.
Manuella 21/08/2012minha estante
Estou louca pra ler esse... minha conterrânea, adorei o "Dora, Doralina". Quero mais Rachel.


alineaimee 27/11/2017minha estante
Paula, lê O Quinze! É ótimo também! Adorei a protagonista!




Luís Henrique 16/07/2011

Almas Femininas
Quem entende a alma das mulheres? Raquel de Queiroz, mais uma vez, mostra que ela sabe, pelo menos, falar sobre este assunto tão "obscuro". Três amigas, três Marias, que se conhecem num internato na infância, vêem suas vidas seguirem o seu curso, cada qual por uma trilha, mas sempre ao lado uma das outras. A introspecção da narradora e a suas "decepções e pequenas derrotas" fazem da obra uma bússola na tentativa de desvendar estes mistério.
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Fê Gaia 02/02/2011

Grata surpresa
Esse é o primeiro livro que leio da Raquei de Queiroz e o que senti foi uma grata surpresa. O que mais me impressiona é a simplicidade e a clareza da sua escrita. A história é envolvente e flui de maneira muito suave, nos levando junto com a narradora por todas as descobertas e frustrações da infância/adolescência e da vida adulta que a segue. Tenho muito de Guta em mim, muitos dos seus questionamentos (que creio serem os mesmos da Raquel) são meus também, por isso mesmo as diferenças dadas sobretudo pelo contexto da época não conseguiram retirar esse sentimento de identificação. Adorei o livro e me encantei com a autora.
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Camis 12/09/2018

Nenhum título vai descrever o que sinto
Toda vez que eu termino de ler Rachel de Queiroz, parece que se forma um furacão na minha alma. Talvez porque eu seja cearense, criada entre o sertão e o mar, e compreenda tão bem as descrições que ela faz dos lugares situados no Ceará. Sinto o cheiro, o calor, vislumbro a paisagem. Talvez seja a descrição das pessoas, que me provoca saudades de todos com quem eu convivia em Fortaleza. Mas não é só isso. Rachel consegue revolver em mim o feminino, profundo, latente, nordestino, que eu tanto amo e ao qual me agarro com unhas e dentes, todas as vezes que eu passo muito tempo sem ir lá, na casa dos meus pais, rever minhas amigas, minhas parentas. As Três Marias me remonta ao tempo das minhas avós, das histórias que elas contavam. O livro é de uma profundidade intensa e ao mesmo tempo, de uma leveza, que te enche os olhos de água mas te deixa com o coração sereno. Darei um tempo e depois voltarei a lê-la. Até mais, Rachel.
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Manuela 22/04/2014

Ao céu, estrelas
Não cheguei a assistir à telenovela global, homônima, exibida entre 80 e 81. A verdade é que sequer era nascida ao tempo e tenho um tanto de preguiça com esses folhetins filmados. Apesar de e por isso, tenho convicção de que a mesma não me alcançaria. Não com o mesmo poder que me chegou Rachel de Queiroz.

Minha primeira leitura da autora não poderia ser melhor. A escrita me seduziu à primeira linha. Tenho uma apreciação inexplicável por estórias narradas em primeira pessoa - talvez uma sensação de proximidade, um que de que se conhece o personagem naquilo que é essência: o pensamento. E Maria Augusta, uma das três Marias, conseguiu me envolver na narrativa que não possui qualquer pretensão de ser mais do que é: as curvas explicitas das vidas de três amigas, todas Marias de nome, e que, ante à proximidade do termo, acabam ganhando a alcunha que intitula o livro. São também brilhantes estrelas de Orion.

Rachel de Queiroz é regionalista. Retrata, em seu livro, a sua própria terra, com sua própria seca. Diferentemente do folhetim, as Marias estudam em um internato próximo - e não em algo tão distante como a Suíça. No mais, cada uma dessas personagens, Maria José e Maria da Glória se unem à Guta, possuem uma trajetória própria, ainda que, ao mesmo tempo, momentos comuns. A ausência do calor de uma família estabelecida, a solidão, os anseios.

As meninas crescem. E com ela os desejos. As vidas, caminhos distintos. E é tão triste, ao mesmo tempo que tão bonito.

A amizade se estende durante todo o caminho, que percorrem trilhas distintas, como estrelas. Imutáveis? Sequer elas.
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Mel 07/03/2012

Uma graça!
Adorei a narrativa da Guta no livro As Três Marias, contando sua história de vida, que começa quando dá entrada num internato feminino, aos 14 anos.
Guta - Maria Augusta - acaba fazendo amizade com duas meninas: Maria José e Maria da Glória, e juntas são apelidadas As Três Marias, que dividem entre si confidências, sonhos e frustrações. A história continua até depois que saem do internato e crescem, e nota-se a diferença da fala da Guta enquanto criança e enquanto adulta, sua mentalidade nas diversas experiências que passa ao lado das amigas e sua percepção do que ocorre também na vida delas.
Indico.
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Adriana Scarpin 21/12/2017

“Talvez que o amor da morte seja como o amor por homem, e a gente só se satisfaça, só se console e se cure depois de possuída e extenuada.”

Este é um dos mais palpáveis livros sofre a condição feminina da literatura brasileira, escrito nos anos 30 seu apelo universal e atemporal lhe dão a pecha de clássico instantaneamente, A prosa de Rachel é simples, porém de construção inteligente, delimitando o romance de formação e dando-lhe ares melancólicos e autobiográficos.
Rachel não se considerava feminista, mas "infelizmente" temos que contrariá-la, dar à sua personagem principal que fora inspirada nas próprias recordações pessoais esse grau de independência e desprezo às convenções, ao mesmo tempo que respeita e desenvolve as relações com as amigas de forma que suas personagens femininas são tão mais resplandecentes do que as masculinas, miga, não tem como não te chamar de feminista.
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Thárin 06/06/2018

Um retrato da sociedade da década de 30
Achei muito interessante a leitura desse livro por dois aspectos em particular: o retrato da sociedade brasileira nas décadas de 30/40, especialmente o retrato do papel da mulher, bem como a profundidade psicológica da personagem central.
Guta nos apresenta um relato de sua vida, analisando cada acontecimento sob um prisma mais profundo, além das análises sobre as vidas das pessoas que a cercavam.
Recomendo muitíssimo!
Julia.Martins 07/06/2018minha estante
estou louca pra ler.


Thárin 07/06/2018minha estante
Muito bom esse livro, bem fácil e rápida leitura. Eu tenho, se quiser emprestado é só avisar. Inclusive ele é o livro do mês do leia mulheres, o encontro é no último domingo do mês, fique a vontade tarde pra participar ?


Julia.Martins 10/06/2018minha estante
blz. obrigada.




Rodrigo 29/02/2012

A literatura amiga que Rachel de Queiroz produz, que loquazmente aproxima-se da narrativa, veio para tirar muitos preconceitos que em meu íntimo eu alimentava a cerca da qualidade da literatura brasileira de época. Entrar na vida, cotidiano, dessas três mulheres chamadas Marias, pela escrita de uma outra mulher que nasceu para contar histórias, garante na boca a sensação de um "quero mais" querido por qualquer palato.
Rachel de Queiroz é a autora que, antes dos vinte anos, já havia conquistado a crítica e o público com a publicação de "O Quinze", sendo reconhecida pelo próprio Graciliano Ramos, crente de que o nome Rachel de Queiroz só podia ser um pseudônimo de algum homem de barba e bigode da aristocracia brasileira. Esta mulher e sua escrita então, - para mim e para a época em que viveu - veio pelas vias do tempo quebrando preconceitos incrustados no ínterim de muitos dos que tiveram a oportunidade de a ler.
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Oz 16/11/2017

“As Três Marias” é um romance de elevado teor autobiográfico narrado em primeira pessoa por uma Rachel de Queiroz travestida na protagonista Maria Augusta, a Guta. Não que eu tenha alguma presunção de afirmar que Guta é um mero reflexo da autora, compartilhando suas ações e pensamentos. No entanto, os textos de apoio deixam bem claro as fortes semelhanças nas caracterizações e trajetórias entre os personagens da realidade e da ficção. Ainda que esse tipo de abordagem sempre traga consigo um risco inerente de resultar em uma espécie de “autobiografia velada”, traz também uma certa elevação na expectativa sobre a história que será contada. Afinal, não há forma melhor de destrinchar e desenvolver os pormenores da narrativa do que aproveitar a experiência da própria vivência.

A partir disso, acompanhamos, em um primeiro momento, nossa protagonista nos seus primeiros anos de internato, onde conhece Maria da Glória e Maria José (personagens baseadas em duas grandes amigas da autora), que se tornam grandes amigas e formam o grupo que dá nome ao livro. A história segue sempre do ponto de vista de Guta, que sai do internato, volta para casa e, logo em seguida, consegue um emprego de datilógrafa em Fortaleza. Um ponto de vista sombrio e incômodo, diga-se de passagem, já que a moça parece não sentir pertencer a nenhum lugar. Ela afirma que o ar do internato a sufocava, impondo anos excessivos de infância, em uma “sensação humilhante de fracasso, de retardamento, de mocidade perdida”. Desde então, passa a pensar, vez ou outra, em suicídio. Em casa, a sensação era a mesma: “E em casa a monotonia era tão opressora, tão constante, que chegava a doer como um calo de sangue”. Não contente com essa infelicidade – que me permitam o paradoxo - os problemas na cidade continuavam para Guta: “E na cidade, a vida era igualmente monótona, cheia de outros pequenos deveres enfadonhos”.

Assim, vamos conhecendo seus receios e seus sentimentos, bem como suas aflições em relação aos seus romances um tanto quanto românticos. Pode-se dizer que o “grosso” do livro gira em torno desse ponto, ainda que somos apresentados, em pinceladas esparsas, às dificuldades de outras personagens femininas. São personagens que vão pipocando na trama e apresentam destinos quase sempre infelizes, como virar prostituta, morrer no parto ou mesmo ser esfaqueada pela inveja do marido.

E por falar em marido, é preciso ressaltar que os personagens masculinos acabam ficando, se não no segundo plano, em um plano não muito atraente. Geralmente são homens aproveitadores, insensíveis ou, ao menos, de pouca iniciativa (se deixarmos de lado as iniciativas sexuais, é claro). As dificuldades e o enfrentamento das mulheres nas questões do dia-a-dia recebem um destaque maior, o que sugere um tom mais feminista ao romance, ainda que a própria autora não gostasse desse rótulo. Ressalto, também, a dúvida que surge no fim do livro a respeito de uma certa interrupção abrupta (quem leu sabe) e que nos lembra, novamente, que temos em mãos um livro com uma boa carga da realidade vivida pela própria Rachel de Queiroz.

Dito isso, tenho que admitir que não posso dizer que gostei muito da história que foi contada. Infelizmente, a leitura não atingiu minhas expectativas. Em nenhum momento a narrativa me cativou, muito menos a protagonista. Os pensamentos de Guta geralmente me soavam muito rasos e, por vezes, inocentes. Ainda que isso seja uma característica de construção da própria personagem, acompanhar esse tipo de narrador não é muito instigante, embora seja uma narrativa fluida e rápida de ler. Não consegui gerar grande empatia em relação aos dramas de Guta. Adicionalmente, achei que a relação entre as amigas seria muito mais explorada e que a atenção despendida à Maria da Glória e Maria José fosse mais profunda, ainda que sempre fosse nos mostrada do ponto de vista de Guta. Elas acabam se tornando mais personagens secundárias do que qualquer outra coisa, influenciando apenas marginalmente a trama. Vejo, aqui, um grande potencial desperdiçado, talvez até por conta de a autora ter tentado ser fiel demais à realidade ou não ter conseguido se desvencilhar disso (o risco que chamei de uma “autobiografia velada”).

Por esses motivos, acho que nada mais justo do que classificar esse livro com três estrelas, uma para cada Maria.

Meu site de resenhas: www.26letrasresenhas.wordpress.com
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Felps Severo 31/08/2018

Romance de formação surpreendente
As três Marias, romance de formação com uma forte pegada autobiográfica de Raquel de Queiroz, foi uma das leituras mais surpreendentes deste ano. Por saber que se tratava de um livro da década de 30 que contava a história de três amigas que se conhecem num internato, esperava uma leitura mais leve e ingênua (como o gostosinho Anarquistas graças a Deus, da Zélia Gatai), mas encontrei um livro que amadurece com suas personagens e que traz vários temas que até hoje ainda são tratados como tabus. O livro é fluido, rápido e cheio de momentos bonitos e melancólicos.

Raquel Queiroz foi a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, apenas em 1977, e foi uma coincidência interessante concluir a leitura desse livro no mesmo dia em que Conceição Evaristo (que poderia ser a primeira mulher negra a ser imortalizada) perdeu a disputa pela cadeira para o cineasta Cacá Diegues, apesar do forte apoio popular que recebeu. A falta de pluralidade na ABL (40 cadeiras, em que somente 7 são ocupadas por mulheres e 1 por um homem negro) diz muito sobre nossas elites culturais. Ou talvez eu esteja dando importância demais a esses senhores e seus rituais.

site: instagram.com/felpssevero
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@marias.le 23/10/2012

Apaixonante
Maria Augusta e suas amigas fazem parte de um enredo em que paulatinamente são discutidas questões como família, amores e amizade. Tramas paralelas são relatadas, porém as mesmas apenas refletem a forma idealizada , mas não simplória das meninas, que de origens diversas e histórias tocantes se encontram e fazem disso um deleite para quem aprecia uma história bem contada.

A trama não é envolta em uma grande epopeia, porém conta de forma rica a rotina de adolescentes de internato. Parece nada promissor, porém os momentos simples como admiração pelo amor vivido pela amiga torna-se algo digno de reflexão em sentimentos bem descritos.


Ameiiiii!!!!!!!
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Sanoli 07/01/2019

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