Amsterdam

Amsterdam Ian McEwan




Resenhas - Amsterdam


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Alexandre Kovacs / Mundo de K 28/05/2010

Ian McEwan - Amsterdam
Editora Rocco - 181 páginas - Publicação 1999 - Tradução de Paulo Reis.

Não sei como vocês definem os critérios de escolha da próxima leitura. Imagino que, em cursos especializados de literatura, deva existir uma lógica que seleciona e indica autores por estilo, período, idioma ou nacionalidade. No meu caso a escolha é aleatória, representa uma vontade de momento que pode apontar para um autor clássico ou contemporâneo, nacional ou estrangeiro. Assim ocorreu também com o livro título desta postagem que já é o terceiro romance de Ian McEwan analisado este ano, por mero acaso.

Com este "Amsterdam", Ian McEwan foi o ganhador do Booker Prize de 1998. Trata-se de uma fábula sobre a moralidade em nossa sociedade atual, onde decisões são tomadas todo o tempo com base em interesses pessoais, ignorando as consequências desastrosas da quebra de código moral. Os personagens tem sempre uma justificativa para seus atos sórdidos.

Clive Linley e Vernon Halliday são velhos amigos que se encontram no funeral da bela fotógrafa Molly Lane que foi amante de ambos em momentos diferentes do passado. Clive alcançou uma posição de destaque como compositor de música clássica e, no momento, está escrevendo uma sinfonia para a comemoração do novo milênio. Vernon acaba de se tornar o novo editor geral de um dos jornais mais conceituados da Inglaterra. Ambos estão em um momento crítico de suas careiras.

A morte de Molly Lane, lembrança da pureza juvenil do passado de Clive e Vernon, acaba desencadeando uma série de eventos que culminará com a revelação de fotos desmoralizantes do atual ministro do exterior e provável futuro primeiro-ministro Julian Garmony. Vernon e Clive alternam o foco narrativo da trama, mas em ambos os protagonistas existe apenas uma força motivadora: consolidar suas carreiras a qualquer custo. Apesar do tema pesado, McEwan conseguiu escreveu um livro ágil, bem humorado e com um final surpreendente.


Dirce 11/11/2012

Novo milênio, mas não um milênio novo.
Um cutucão de uma amiga skoober me levou a adquirir o livro Amsterdam do escritor Ian McEwan, e eu posso afirmar que foi um agradável reencontro com esse escritor que eu “conheci” por meio do excelente livro Reparação, livro que, na minha opinião, dificilmente Ian McEwan conseguirá escrever outro, capaz de me provocar do modo que esse livro me provocou. Que química rolou entre nós... – entre mim e o livro Reparação.
Mas assim como em Reparação, ou assim como em Amsterdam, haja vista que Amsterdam foi escrito em 1998 e Reparação em 2002, Ian McEwan mais uma vez desnuda a alma humana.
Em Amsterdam, sua incursão pela alma humana se dá por meio do compositor Clive e do jornalista Vernon, que apesar ou por causa do pela mesma mulher – Moly Lane- , de amigos se transformam em algozes.
O delírio de Clive me lembrou em muito a figura de Nero, fato que me levou a concluir que embora o romance tenha sido ambientado na proximidade do III Milênio, onde predominam os avanços tecnológicos, em termos de egoísmo, hipocrisia, de individualismo, de inconsequência, de leviandade e de outros atributos nada admiráveis, o homem do III Milênio continua tal e qual o homem da Antiguidade
Me pareceu que para atenuar o perfil humano traçado , McEwan confere ao romance um toque de humor, e mostra, por meio da personagem Rose Garmony, que nem tudo está perdido: ainda há seres humanos dotado de bondade, de altruísmo e de tolerância.
Sem dúvida um bom livro, de leitura fácil e envolvente, mas que não tem o mesmo “folego” que Reparação, portanto, 4 estrelas


Ladyce 12/11/2012

Um jogo de espelhos
AMSTERDAM* é um romance que nos mostra dois personagens, o editor de um jornal, Vernon Halliday e o compositor Clive Linley, como um verdadeiro par de personalidades que se assemelham mais do que imaginamos a principio e cujas reações se complementam, movendo a trama do romance num crescendo cantábile até um final surpreendente. Apesar de parecerem distintos, com profissões, estados civis e temperamentos diversos, esses dois amigos de longa data se completam. Conhecemos a dupla, logo na abertura da narrativa, no enterro de Molly, a amante que ambos tiveram em comum. Daí em diante começamos a compreender as diversas maneiras em que esses homens de meia idade tiveram suas vidas emaranhadas num labirinto de interconexões.

Usando desse artífice Ian McEwan consegue em meras 184 páginas fazer um verdadeiro ensaio na forma de ficção sobre alguns problemas éticos que nos afligem. A que custo devemos perseguir o sucesso profissional? Quando a ambição passa dos limites? Temos direito à censura antecipada? O que separa a vida privada da vida pública? Testemunhar uma tentativa de crime incorre em obrigações sociais? A eutanásia pode ser encomendada? Esses e outros assuntos estão constantemente nos assediando. Enquanto escrevo essa resenha acompanho no rádio o caso do ex-diretor do CIA que pediu demissão por uma traição amorosa, enquanto o jornal da manhã mostrava a diretoria da BBC embaraçada com os escândalos de pedofilia. E na semana passada o Congresso brasileiro passou a lei Carolina Dieckmann de proteção à privacidade de pessoas públicas na internet. Esses são assuntos de hoje, do dia a dia, que já estavam na pauta de Ian McEwan em 1998, quando esse romance foi publicado.

Toda a tensão nesse romance tem como base o pequeno número de personagens. Em primeiro plano aparecem as conturbadas emoções manifestadas pelos desejos de Vernon e Clive. É grande a ambição de ambos, que já chegaram ao ápice de suas carreiras e podem olhar para o futuro ocaso de suas vidas com o sentimento de dever cumprido. Mas a morte de Molly, ainda jovem, os desestabiliza. São obrigados a incluir em seus horizontes seus próprios fins. Vemos também se imiscuir entre eles recalques e desejos deixados de lado e agora relembrados nessa amizade. Em comum eles têm não só a mesma amante mas a traição, já que ambos conheciam e eram amigos do marido de Molly.

Esta é uma amizade repleta de inveja, raiva, fidelidade, ódio, culpa; de uma gama enorme de sentimentos contraditórios e complementares. Essas emoções que os unem, inicialmente aparecem em cores brandas, se intensificando à medida que o romance se desenvolve. Mas é a competitividade entre eles, já existente desde os tempos de Molly, que eventualmente os arma e prova até o último momento o quanto esses dois amigos se assemelham. AMSTERDAM é um excelente ensaio sobre as emoções que afligem o ser humano de hoje, homens complexos e destemidos, ambiciosos e egoístas. É uma janela na alma humana corroída pela liberação de antigas regras éticas.


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* Os dicionários nos dizem que a forma Amsterdam com a letra m no final não existe em português. O correto seria Amsterdã, no Brasil, ou Amsterdão em Portugal. Essa grafia é um anglicismo inútil, porque não adiciona nenhuma outra conotação para uma palavra muito bem grafada em português, e fica a pergunta: por que um livro editado no Brasil a usa? Depois reclamamos que as pessoas não sabem mais escrever ... é por essas e outras.


Israel Miranda 29/04/2018

Miséria da alma
Trata da amizade entre um músico e um jornalista, seus problemas profissionais e crise de meia idade. O Vencedor do Man Booker Prize 98, Amsterdam, é inteligente e de escrita impecável.

Se a sinopse parece chata, pode ter certeza que o livro não. O assunto aqui é amargo, um pequeno estudo da avareza que escondemos sob a máscara social. Minha única ressalva é quanto ao desfecho bombástico, que destoa da sobriedade de todo o resto.

McEwan, definitivamente, entrou no radar.
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leila.goncalves 12/07/2018

Humor Negro
?Amsterdam" é uma novela escrita em 1998 pelo britânico Ian McEwan. Considerada uma parábola moral, inteligente e repleta de humor negro, sua história gira em torno da ambição e do narcisismo diante do espectro da morte.

Premiada com o Booker Prize, a obra, aplaudidíssima pela critica, dividiu a opinião do público, até mesmo de sua legião de admiradores, razão mais do que suficiente para aguçar minha curiosidade.

Por sinal, esse é o primeiro livro que leio do autor e a experiência foi tão positiva que já estou lendo outro. Confesso que a narrativa capturou de imediato minha atenção e com poucas páginas, fui do início ao fim numa única tarde.

Porém, comentá-la já não é tarefa tão fácil, pois uma palavra mal colocada ou uma revelação antecipada pode diminuir o impacto sobre questões espinhosas que esbarram na moralidade humana como a opção pela eutanásia diante da evolução de uma doença incurável.

Hábil construtor de personagens, esse é um livro sem heróis. Nada empáticos, através de suas páginas, eles expõem seus defeitos e limitações pessoais que apontam para um exame irônico e deliciosamente perverso da sociedade atual.

Aceite meu convite e descubra porque é Amsterdan quem intitula a obra, se ela é ambientada em Londres...
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Fábio 27/12/2014

Ferino
O cara sabe escrever, sem dúvidas. Tem estilo, conduz bem a trama, mas achei o conteúdo um pouco ferino demais, tipo bicha velha inglesa alfinetando a alta roda londrina. Mas, em todo o caso, uma boa leitura.
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Paula 17/07/2013

Ótimo!
Com a publicação de Amsterdam (1998), o autor inglês Ian McEwan recebeu um Booker Prize. A trama gira em torno dos amigos Clive e Vernon, ambos ex amantes de Molly Lane, falecida e cujo funeral acontece logo nas primeiras páginas do livro. Há ainda, um terceiro amante, Julian Garmony, ministro de Relações internacionais. Clive é músico e Vernon é editor do jornal Judge.

Os dois amigos enfrentam crises em seus respectivos empregos: as vendas do jornal estavam cada vez mais baixas e Clive está com muita dificuldade para compor a sua canção de comemoração ao novo milênio que estava se aproximando. Ambos sofrem de uma perda de sensibilidade no lado direito do corpo e fazem um pacto de que, quando um estivesse morrendo, o outro simplesmente o deixaria morrer, facilitando a eutanásia.

Cada um deles tenta se reerguer por meio de atos sórdidos, egoístas, condenadas por um ou por outro. Parece vago, mas vocês conhecem minha postura aqui. Resenhas são resumos e eu não vou contar o que eles fazem, nem o que acontece no final. Só posso dizer que o final se passa Amsterdam e é daí que vem o título.

O livro é dividido em cinco partes, com subdivisões curtas, de escrita bem fluida e interessante. Para quem quiser saber mais, vale a pena ler.
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Johnny 09/05/2012

Atenção: esta resenha foi escrita para quem já leu o romance. Vou revelar aspectos importantes do final da história, portanto fique esperto. Se pretende ler o livro algum dia, talvez seja o caso de pular fora neste momento. Eu avisei.

"Amsterdam" (título no Brasil - a tradução analisada está em português de Portugal) fala da amizade entre Vernon, editor de um grande jornal, e Clive, famoso compositor erudito. A partir do episódio da morte de uma ex-amante comum (Molly), eles fazem um pacto sinistro: na hipótese de um ou outro adoecer a ponto de não apresentar condições de decidir pela própria vida, consentem mutuamente na aplicaçào da eutanásia (o autor, providencialmente, não emprega esta palavra uma única vez em seu texto), a fim de evitar um processo de humilhação e sofrimento.

A partir daí, no decorrer da trama e por rumos distintos, ambos se enveredam para fracassos em suas carreiras (a essência de suas vidas). Vernon decide publicar em seu jornal fotografias comprometedoras de um ministro inglês, que também fora amante de Molly (a mulher devia ser uma fera!). A vida íntima do político, capturado em trajes íntimos femininos pela falecida, é exposta à execração pública, com a justificativa de salvar o país de um homem com idéias reacionárias, além de recuperar o periódico de seus índices declinantes de vendagem. Nesse contexto, vale dizer, a maledicência presente nas redações é dissecada com mordacidade. O tiro sai pela culatra, por motivos que não cabe aqui discutir. Vernon passa a ser acusado pela concorrência de ser um jornalista atrasado e intolerante, capaz de tudo para alcançar o sucesso. Cai em descrédito, é demitido, seu poder desmorona. Fracassa e associa o amigo ao seu fracasso.

Por sua vez, Clive, movido por um pretenso sentido de ética, opõe-se à idéia de publicar as fotos, o que o leva a um sério desentendimento com Vernon. O músico enfrenta, no rastro dessa discussão, um processo de esvaziamento criativo. Resolve refugiar-se num cenário de montanha para buscar o final de sua Sinfonia do Milênio, que representa o ápice de sua vida profissional. A inspiração, contudo, não vem a contento. Lá, ele presencia, à distância, a discussão exacerbada entre um homem e uma mulher que, mais tarde, seria confirmada como sendo uma tentativa de estupro por parte de um persequido da polícia. Clive afasta-se da cena, obcecado por encontrar o seu momento criativo. Vernon, cruzando informações do jornal com declarações do amigo, passa a acusar o músico de ter negado socorro à vítima em troca do sucesso na carreira. Nos últimos capítulos, o final da sinfonia vai se revelar medíocre, praticamente um plágio de Beethoven. Clive fracassa e associa o amigo ao seu fracasso.

A dificuldade em assumir suas próprias limitações e deficiências de caráter transforma-se em acusação recíproca. Há, entretanto, uma reconciliação fingida. Dominados por seus egos gigantescos, conduzidos ao belo cenário de razoabilidade e tolerância da cidade de Amsterdã, levam a cabo seu pacto de morte, por meio de um brinde regado com taças de champanhe envenenadas. A eutanásia transforma-se, assim, numa espécie de assassinato "consentido", um suicídio sem culpa. O final, portanto, é trágico e irônico (embora lhe falte clareza), seguindo a veia de humor negro do escritor. Nesta parábola moral, o narcisismo, o egoísmo humano, a mentira, a mesquinhez e a busca cega da fama são tingidos com os nuances sombrios da morte.

"Amsterdam" recebeu o Booker Prize em 1998. Considero que existem romances melhores de Ian McEwan, um dos meus autores prediletos. "Sábado", "Reparação", "O Inocente" e "Na Praia", nesta ordem de preferência, causaram-me impacto maior.
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Lula Carneiro 07/01/2010

O que você faria?
Uma das coisas que mais me impressionam no Ian McEwan é a capacidade que ele tem de botar seus personagens em situações ao mesmo tempo constrangedoras e comprometedoras, para as quais não existe uma saída fácil. Os momentos tensos deste livro e de "O Inocente" são, até agora, os melhores que eu já li (deste autor, claro).
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José Eduardo 09/01/2016

Conflito moral
Ian McEwan aborda temas que conflitam a moral: será corretor publicar fotos de um candidato a cargo público vestido de mulher, que foram feitas na intimidade? Será correto não denunciar um crime para que não se tenha trabalho de colaborar com as investigações? A eutanásia também seu lugar na história. A leitura vale a pena.
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Rafael Cormack 23/08/2017

7,0/10
Começa bem, fica bem intrigante, quase aborda questões interessantes como ética no jornalismo e a privacidade de figuras públicas mas tem um final completamente brochante.
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Felipe Seibert 21/02/2016

Muito Bom
Para mim, foi a descoberta do ano achar os livros do Ian Mcewan. Já tinha gostado do A Balada de Adam Henry e agora, esse Amsterdam é simplesmente fantástico. Esse autor pega assuntos polêmicos da nossa sociedade (nesse caso eutanásia) e constrói um thriller em cima. Os personagens são profundos e o leitor se envolve fácil com a trama. Além disso, são livros curtos e o envolvimento para acabar é sempre um belo caminho. O final desse Amsterdam tb merece uma atenção, pois reflete o acordo feito entre os personagens no início do livro e que faz com que pensemos sobre nossa vida.
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Bidu 29/10/2012

O livro explora em um fragmento da história de uma amizade crises existenciais, questionando assim a moral e a ética(ou a falta dela).
A forma como o escritor mata a temporalidade é criativa e não torna a leitura complicada.
Indicado! =D
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@viniciusmoreiral 01/02/2019

Absurdamente bom!
5º LIVRO DE 2019 | (Amsterdam - Ian Mcewan)
Um livro absurdamente bom que quase não me deixou realizar os afazeres cotidianos. Sem querer dar spoiler, um livro que conta basicamente a história de dois amigos, um músico e um jornalista, que almejando a realização de seus objetivos, fazem desabrochar o egoísmo que existe dentro de cada um, provocando mudanças desastrosas em suas vidas. Primeiramente temos Clive, um músico de sucesso que foi encarregado de criar uma sinfonia que pode consagra-lo perante a sociedade. A partir daí, passa a gerir seu plano, achando (de forma velada) ser melhor que muitos outros artistas. Temos, ainda, Vernon, jornalista encarregado de comandar um jornal decadente. Com base nisso, o editor, de forma oportunista, espera encontrar tática perfeita ou a notícia bombástica que trará o sucesso de volta ao jornal. O resultado de tudo isso: dois amigos (ou não) que dão as piores desculpas para realizarem o que almejam, mas sempre apontando o erro do outro com o fim de justificar o próprio erro. Um livro recheado de egoísmo, desculpas esfarrapadas, oportunismo, soberba e chantagem, retratando, portanto, o pior do ser humano.
Ahhhhhh! QUE FINAL!
Fica a dica!


laizzalemes 21/06/2019

Livro ótimo pela forma e conteúdo
Eu já queria ler algo do autor há algum tempo, desde que vi o filme baseado em Reparação. Agora que acabei Amsterdam, quero ler tudo que ele escreveu. Adorei a forma como ele amarra os fatos; como uma notícia que aparentemente só foi citada por acaso ganha relevância central no próximo capítulo e você se vê voltando as páginas pra conferir se deixou escapar mais alguma coisa. Adorei a forma como ele deixa você começar a torcer por um dos ?amigos? apenas pra te mostrar, na página seguinte, que esse cara, na verdade, pode ser tão hipócrita quanto o outro que você acabou de julgar. E, além da história em si, do final muito bem elaborado, das cenas que você consegue visualizar perfeitamente, e de todos os temas tratados que te fazem refletir durante e após a leitura, adorei a forma como ele coloca as palavras, como ele consegue tornar interessante um chiclete incrustado na sola do sapato ou o ar que ?parecia pesado e úmido, como se houvesse sido respirado muitas vezes?. Enfim, é um livro que, assim que você acaba de ler, já entra pra sua lista de ?para reler assim que der?.
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