A Vida Que Ninguém Vê

A Vida Que Ninguém Vê Eliane Brum




Resenhas - A Vida que Ninguém Vê


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Kel @voandocomlivros 05/05/2019

Sensibilidade que transborda pelas páginas
"A vida que ninguém vê" é formado por crônicas, pequenos fragmentos da história de pessoas invisíveis! Sabe aquelas pessoas que passam desapercebidas por nós na loucura dilacerante do dia-a-dia? Então... nesse livro, elas ganham vida! Eliane Brum olha, ou melhor, enxerga... enxerga a alma de cada uma dessas pessoas, seres humanos abandonados pela vida!
O que lemos no papel ou na tela do e-reader não são simplesmente léxicos ordenados para impressionar, são enredos repletos de essência da vida daqueles que ninguém vê, ou daqueles que ninguém quer ver.
Com uma explosão de simplicidade, através de seu olhar e domínio da escrita, Eliane segura na nossa mão e nos leva para o Sul do Brasil, onde conhecemos indivíduos que provavelmente nunca teríamos nem notado em nossa jornada.

Quando li a última crônica, o desfecho da história do senhor Adail, peguei-me com um sorriso bobo no rosto... um sorriso que teimava em ficar ali, depois percebi que NÃO era um SORRISO... era ESPERANÇA. Um tipo de esperança que só livros como esse, apinhado de bondade dentro de todo tipo de realidade, é capaz de oferecer! .
Muito obrigada, Eliane!

site: https://www.instagram.com/p/BujT0vBgIvm/
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Ricardo.Mendes 11/04/2019

Crônica
Conto e crônica definitivamente não é o meu forte. Gostei do perfil da autora.
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Ariane.Laurette 11/02/2019

A Vida que Ninguém Vê
Leitura bem fluída. As crônicas do dia a dia relatam a vida das pessoas se forma intensa e ao mesmo tempo poetica.
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Binha 27/01/2019

A vida que ninguém vê - Eliane Brum
Que presente essa autora e repórter nos deu. Uma pérola cronista com todo o teor da realidade da vida , que por vezes passa a nossa visão de forma tão insignificante. Nas palavras de Eliane a vida aqui se torna rara e valorosa ! Um primor. Adorei!
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LG 22/01/2019

Um coletânea de cronicas que merece sem compartilhada pelo seu teor de realidade e do real jornalismo feito com ela.

Eliane Brum, jornalista de profissão, mas certamente escritora por vocação, traz para nos a realidade nua e crua, daquelas pessoas que nao existem, que nao vemos, mas na verdade precisamos ver. A pedinte, a pessoa que serve seu cafe ou mesmo aquele personagem histórico que tem uma estátua que ninguém mais reconhece.

Sem muito a falar, so digo que esse livro precisa ser degustado, cronica a cronica, para que consigamos ver essas pessoas melhor e também que estamos vivendo num mundo sem empatia pelo outro.
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Yuri.Santana 05/10/2018

Sensível
Aparentemente todos que elogiam o livro repetem as mesmas palavras. O olhar de Eliane Brum permite contar histórias extraordinárias de cenas cotidianas.

Aqui será apenas mais do mesmo

Angústia, tristeza, revolta, carinho, pesar, graça, reconforto. Tudo isso pode ser achado no livro, por vezes num único capítulo de apenas 3 a 4 páginas. Quem consegue provocar essas sensações com relatos reais de pessoas comuns é porque tem uma habilidade não apenas de escrita, mas de olhar o outro.

Obrigado, Eliane Brum, por nos emprestar esses olhos sensíveis por algumas páginas. Nos lembrar dos esquecidos. Nos provocar e até nos culpar diretamente em alguns momentos. Esse é um exercício que deve ser feito costumeiramente.
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Nádia C. 06/10/2017

AVE ELIANE BRUM
No momento eu vou só escrever que todo mundo que se diz leitor tem a obrigação na vida de ler esse livro.
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Lorena 29/09/2017

Brum, que é a jornalista mais humana e sensível que conheço, como sempre, nos presenteia com a sua nobre delicadeza no contar com a biografia de anônimos tão essenciais para a construção e identificação da nossa Nação. Ela retrata a poesia que existe em cada um ao mesmo tempo que expõe as feridas e aponta as falhas do sistema governamental com a precisão e inteligência do mais conceituado cirurgião.
A vida que ninguém vê são crônicas reais de brasileiros comuns, alguns conhecidos e famosos no seu pequeno mundo, que no ano de 1999 estavam pelas bandas de Porto Alegre e tiveram a "sorte" de serem documentados pela jornalista. E o que mais vale na leitura é deixar-se envolver por esses protagonistas genuínos.
Maciel Brognoli 10/01/2018minha estante
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Lorena 21/04/2018minha estante
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Amisterdan 12/06/2017

Quem decide que história será contada?
A Vida que Ninguém Vê - Eliane Brum

Quem decide que história será contada?

Claro que algumas pessoas por si só se fazem notórias, mas quando nos deparamos com livros como esse da Eliane Brum, podemos ver que os ?do lado de cá? também tem histórias que são incríveis, pessoas comuns, sem fama, em alguns casos sem nem o que comer. Todas nós somos heróis de nossas próprias vidas e todos nós somos de certa forma a encarnação de Odisseu, cada um de nós temos nossa Odisseia para percorrer.

Eliane Brum nós traz as histórias como a da professora que com um olhar descortinado resgatou uma alma aparentemente perdida para o conhecimento. Apresenta-nos o Negão, que trabalha a mais de três décadas a alguns passos dos gigantes que voam, mas nunca entrou nesses monstros voadores, nunca entrou, muito menos voou em um bichão desses. Um pobre de dinheiro que perde seu filho recém-nascido porque em muitos casos ?Esse é o caminho do pobre?. Envergonhada Brum nos confessa que depois de vários anos, viu ao chão de BH O Sapo, um mendigo que passa os dias com a barriga pegada ao chão quente ou frio para ter suas esmolas. A tragédia do menino que nasceu no lado errado da cidade, errado porque ele perde os movimentos do corpo e mora no topo da favela, assim, é uma criança sem infância, apenas uma janela é o patrimônio de sua infância. Brum nos traz essas e outras histórias incríveis e emocionantes.

Gostei de todas as histórias contadas aqui, e tenho que confessar que algumas me tiraram algumas lágrimas, acredito que alguém que tenha um mínimo de empatia pelo próximo não deixe de se emocione. Super recomendo.
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Andrade 10/02/2017

A vida que ninguém vê
Eliane Brum é uma grande repórter. Ela consegue trazer histórias reais de pessoas que não são vistas na nossa sociedade

Ela consegue olhar de igual para igual para as pessoas menos favorecidas. O que esse olhar desvela é que o ordinário da vida é o extraordinário. E o que a rotina faz com a gente é encobrir essa verdade. "Olhar é um exercício cotidiano de resistência".
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val silva 18/10/2016

A vida que ninguém vê
Baixe o Livro grátis... http://livrosgratisbibliotecaonline.com/2016/10/18/a-vida-que-ninguem-ve-eliane-brum/

Uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. Uma cronista à procura do extraordinário contido em cada vida anônima. Uma escritora que mergulha no cotidiano para provar que não existem vidas comuns. O mendigo que jamais pediu coisa alguma. O carregador de malas do aeroporto que nunca voou. O macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja. O álbum de fotografias atirado no lixo que começa com uma moça de família e termina com uma corista. O homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade.Essas fascinantes histórias da vida real fizeram sucesso no final dos anos 90, quando as crônicas-reportagens eram publicadas na edição de sábado do jornal Zero Hora. Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Eliane Brum e pela agudeza do olhar que a repórter imprime aos seus personagens – todos eles tão extraordinariamente reais que parecem saídos de um livro de ficção.

site: http://livrosgratisbibliotecaonline.com/2016/10/18/a-vida-que-ninguem-ve-eliane-brum/
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Riquele Mariano 12/05/2016

Esse livro fala da vida real. As vidas que passam despercebidas a olhos comuns, histórias reais que guardam grandes detalhes. Histórias extraordinárias que não viram notícia, mas que no cotidiano das vidas vividas tem grande valor. Um excelente livro!
"Cada vida esconde um milagre."
(Eliane Brum - "A vida que ninguém vê")
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Andreia Santana 01/05/2016

"O mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos"
A vida que ninguém vê deriva da coluna homônima de crônicas-reportagem que Eliane Brum assinou no jornal Zero Hora, em 1999, durante 11 meses. O material, originalmente publicado nas edições de sábado do periódico, foi reunido em livro em 2006, quando a autora já colecionava diversos prêmios jornalísticos e literários. Um deles, o Jabuti de 2007 de Melhor Livro de Reportagem.

A ideia da coluna era reunir histórias de pessoas anônimas de Porto Alegre, mostrando que o cotidiano é cheio de uma beleza miudinha, e muitas vezes dolorida, que pouca gente consegue se dar conta no vai e vem dos grandes centros urbanos. Das desimportâncias da vida, das quinquilharias atulhadas na memória coletiva, e por isso mesmo invisíveis, a repórter extraiu significados profundos. Cada personagem encontrado por Eliane Brum nas ruas da capital rio grandense revelam muito da condição humana.

As histórias de A vida que ninguém vê doem no coração e na alma. Sem a menor pieguice, mas com uma poesia agridoce, a autora conduz o leitor ao choro sentido e catártico. De certa forma, leva-o a vislumbrar uma espécie de redenção. O mundo tem salvação, basta abrirmos os olhos e o espírito. O livro, em muitas das crônicas, mostra situações de extrema miséria e desamparo, de loucura e desesperança, mas o efeito no leitor não é o da resignação por as coisas serem assim mesmo. Tampouco é de revolva vazia, a "indignação mosca sem asas" do Samuel Rosa.

Para contrapor o lado b, há casos de superação muito mais profundos que as receitas dos papas da autoajuda e há o desejo de voar, que nos persegue desde Ícaro, aqui traduzido com maestria por Eliane com a história de um carregador de malas no aeroporto que tinha o sonho de viajar de avião para pagar uma promessa em Aparecida do Norte.

Com o sofrimento de crianças abandonadas, de idosos esquecidos, de pedaços de memória atirados ao lixo e dos humildes que de seu não possuem nem o pedaço de chão onde são enterrados, Eliane Brum humaniza todos aqueles que são considerados a escória da sociedade e nos humaniza por abrir nossos olhares para o fato de que o que nos separa desses irmãos indigentes do mundo é só um pouco de sorte por não termos nascido do lado errado da fronteira social. Faz no mínimo, sermos gratos pelas oportunidades recebidas, por mais singelas que sejam. Depois de ler os textos cheios de empatia e sinceridade da autora, duvido muito que alguém consiga passar novamente por um mendigo na rua sem ver nele um espelho.

Para quem é jornalista, a leitura do livro funciona como uma grande lição. Tanto que no texto de encerramento, a própria autora diz que gostaria de vê-lo adotado nas faculdades. E se engana quem pensa que o objetivo é apenas dar mais uma aula pasteurizada de new journalism. Embora a técnica de humanizar relatos e tocar o leitor com textos cativantes tenha revolucionado o modo de escrever nas redações da década de 60 para cá, com o passar dos anos, o new journalism foi engolido, digerido e regurgitado em formatos de extremo mau gosto, com fórmulas prontas para comover superficialmente uma gama de leitores ávidos por fortes emoções.

Mas nada nesse livro lembra a voz ensaiada para parecer embargada, nas narrações de tragédias lidas com uma indiferença mal disfarçada por ascéticos apresentadores no telejornal. Entre uma chamada para o próximo jogo do campeonato e a agenda cultural da semana, um desabamento de encosta. Nada disso, o que Eliane Brum faz é a essência primordial da criação de gente da lavra de Norman Mailer e Truman Capote, é a comoção legítima, nascida da capacidade de descer ao rés do chão e igualar-se aos miseráveis retratados em cada crônica, porque iguais todos somos. Chegamos a este mundo "carecas, pelados e sem dentes", como já cantava Silvio Brito nos idos dos anos 80, e com essa mesma fragilidade e solidão, saímos dele no dia marcado pelo destino.

O que Eliane Brum nos ensina é o que ela aprendeu nas ruas, batendo papo com pessoas fascinantes em suas vidinhas que nada tem de ordinárias: enquanto o destino não lança seu último dado, por mais comum que seja a existência, algo de extraordinário se esconde em cada rosto na multidão

site: https://mardehistorias.wordpress.com/
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Andressa 05/02/2016

O que é a vida que ninguém vê?
O que é a vida que ninguém vê? Nos textos de Eliane, há duas possibilidades principais: aquilo que se camufla na paisagem tal qual enfeite de sala, como o mendigo jogado no chão da rua no centro da cidade ou o velhinho sorridente do comercial, figurantes na cena principal do filme; ou aquilo que se tornou tão comum que se desgastou, perdeu a graça, a cor, o deslumbre e o lugar na memória, como as famílias destruídas pelo precário atendimento da saúde pública brasileira ou as crianças que perdem a inocência da infância nos semáforos, relegados ao esquecimento logo no início do intervalo da televisão.

A relevância de trabalhos jornalísticos como esse está na desnaturalização da vida, das pessoas, dos acontecimentos. Eliane nos faz pensar nas possibilidades que perdemos com nossos olhos fechados para o mundo e para os outros, e em como isso nos afeta e reverbera ao nosso redor.

(resenha completa no blog Coadjuvando)

site: http://coadjuvando.com.br/resenha-a-vida-que-ninguem-ve-de-eliane-brum/
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