Meninos, eu conto

Meninos, eu conto Antônio Torres




Resenhas - Meninos, eu conto


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Caua.Vitor 02/05/2018

Menino,eu conto
O nome do livro é “Meninos eu conto”, o autor é Antônio Torres, foi publicado em 1999, a editora é Afiliada.
O livro conta de um homem que pediu para o patrão dinheiro para beber, o patrão não quis dar e o homem foi para o bar e ficou bêbado, foi para roça e estragou a plantação.
Gostei do livro, pois ele dá um exemplo de um fazendeiro alcoólico, em si o livro é muito bom.

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Thiago Barbosa Santos 16/01/2018

Meninos, um primor
O primeiro livro que li do autor baiano, radicado no Rio e membro da Academia Brasileira de Letras. “Meninos, eu conto” é curto, formado por três contos que trazem a história de três meninos diferentes, mas que poderiam ser um só, pois de certa forma as histórias deles se completam, eles têm características similares também. Moram em povoados distantes, nos rincões do Brasil, no meio rural, onde ainda não chegaram os recursos tecnológicos que são tão comuns na nossa sociedade. Parece um outro universo, que ficou lá atrás, num passado distante, do qual quase não nos lembramos.

Em “Segundo Nego de Roseno” Antônio Torres traz um menino que se esforça ao máximo para orgulhar o pai, severo. Ele ganha um dinheiro do padre, o qual ele ajuda durante as missas, e negocia com Nego de Roseno, comerciante da cidade, a compra de uma camisa nova, moderna, chega todo orgulhoso em casa mas o pai se desagrada, bota defeito na camisa e o manda desfazer o negócio. O garoto sai de casa vivendo aquele dilema, não queria desobedecer ao pai mas ao mesmo tempo morreria de vergonha de desfazer um negócio, voltar atrás na palavra. No fim do conto, o garoto ouve o pai comentar que estava orgulhoso do filho, pois ouviu Nego de Roseno dizer que o menino “É um homem”. O que na região significava que ele era maduro, já agia como um adulto.

“Por um pé de feijão” mostra um raro momento de prosperidade no sertão, chuva em abundância, terra fértil e alta produtividade, “um ano bom”. Porém, um incêndio, de origem desconhecida, destruiu a plantação de feijão da família do segundo menino. Para quem acho que a desesperança viria em seguida, não conhece a alma briosa do sertanejo, que no dia seguinte já espera o tempo bom, uma nova oportunidade, aquele pedacinho de terreno que não foi danificado pelo fogo para iniciar um novo plantio.

O último conto é o melhor de todos. “O dia de São Nunca” narra a história de três forasteiros que chegam a uma pequena cidade e mudam a rotina do vilarejo, que passa a elaborar uma série de teorias sobre aqueles três, de onde vieram, para onde foram, o que foram fazer na cidade. Os três visitam um menino órfão de pai, que vive entrevado em uma cadeira de rodas, e estava sozinho em casa na hora do encontro, a mãe, que é rezadeira, estava trabalhando na roça. Os forasteiros tiram muitas fotos do menino, levam um santo de madeira feito pelo tio do garoto e saem prometendo voltar com presentes. A mãe se revolta com o que roubo, cobrou das autoridades porque deixaram os forasteiros entrarem na cidade, agirem à vontade. É um conto que fala sobre crenças e o respeito pela fé alheia.

É um livro primoroso, muito bem escrito, tem muita poesia em cada linha. “Meninos, eu conto” me deixou muito curioso para conhecer os romances de Antônio Torres.
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Karina 27/02/2016

SEGUNDO NEGO DE ROSENO - Antônio Torres - (Meninos, Eu Conto)
Antônio Torres apresenta três contos simples. A cara do Brasil retratada de maneira sútil.
No primeiro conto que compõe a obra "Meninos, Eu Conto", a cultura do nosso país é facilmente identificada, no brilho de cada personagem.
"Segundo Nego de Roseno" nos leva para o interior baiano, onde o dinheiro é pouco e o trabalho é muito.
O menino descrito pelo autor, é um jovem garoto que tenta a todo custo ter a admiração de seu pai.
O pai é um homem sério e bravo.
Sempre o fez seguir regras. Deixou claro ao seu filho tudo o que poderia e não poderia fazer.
Nego de Roseno, um vendedor da cidade sabia de todas as histórias e tudo sobre a vida de cada morados daquela vila.
Admirava aquele pai.
Admirava aquele garoto.
E sempre soube que ele tornaria-se um grande homem.
Um conto brilhante que nos mostra o orgulho e amor incondicional por parte de um pai.
Casa de Livro Recomenda.

Em casa, além da enxada, agora o aguardava uma nova bateria de ameaças e descomposturas. E esse incidente iria perturbar-lhe o sono durante um largo tempo da sua vida.

Titulo: Segundo Nego de Roseno - Meninos, Eu Conto.
Autor: Antônio Torres
Ano: 2015
Páginas: 80
Editora: Record.

Boa Leitura
Casa de Livro.
Karina Belo.

Uma noite seu pai voltou um pouco tarde da rua e ficou conversando com sua mãe. Estava contando a respeito do que ouvira uns homens dizer sobre o menino.
- Aquele menino é um homem.
Agora sim. Seu pai estava orgulhoso.
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POR UM PÉ DE FEIJÃO - Antônio Torres - (Meninos, Eu Conto)

Antônio Torres nos apresentou um conto simples, puro e mágico.
Nos transportando para uma vida no campo, onde o trabalho é mais importante que todas as outras coisas.
"Por um pé de feijão", nos leva pra uma pacata e simples família.
Seu sustento era o campo. Principalmente os grãos colhidos com tanto capricho.
O filho dos donos dessas terras era um garoto inteligente.
Na visão de seus professores seria ele a dar uma vida melhor para seus pais.
Mas com a colheita de feijão, acabou perdendo muitas aulas.
Ele mesmo não se importava com as faltas, pois sentia que o feijão estava salvando a vida de sua família naquele ano.
Porém naquela tarde a vida daquela família mudaria para sempre.
Seria uma vingança?
Um castigo de Deus?
Uma história emocionante que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.

O feijão havia desaparecido.
Em seu lugar, o que havia era uma nuvem preta, subindo do chão para o céu, como um arroto de Satanás na cara de Deus. Dentro da fumaça, uma língua de fogo devorava todo o nosso feijão.

Titulo: Por Um Pé de Feijão - Meninos, Eu Conto.
Autor: Antônio Torres
Ano: 2015
Páginas: 80
Editora: Record.

Boa Leitura
Casa de Livro.
Karina Belo.

Então eu pensei: O velho está certo.
Eu já sabia que quando as chuvas voltassem, lá estaria ele, plantando um novo pé de feijão.
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O DIA DE SÃO NUNCA - Antônio Torres - (Meninos, Eu Conto)

"Meninos Eu Conto" é uma obra encantadora, recheada com algumas das melhores pequenas histórias de Antônio Torres.
Usando cenários e personagens simples, o autor nos conta histórias encantadoras.
"O Dia de São Nunca" nos mostra a vida dos sertanejos.
Povo que passava dia e noite na roça. Carpindo e Plantando, debaixo de sol e chuva.
Mas a rotina daquele povo mudou totalmente, quando três desconhecidos apareceram na região.
Tiraram fotos.
Fizeram perguntas estranhas.
Se aproveitaram da inocência de um jovem garoto.
Donana, mãe do menino, ficou desesperada. Por tudo o que já havia sofrido na vida.
Enfrentará mortes.
Doenças.
Agora teria que conviver com mais uma desgraça em sua família.
Mas o que aqueles três queriam aprontar ali naquelas Terras?
O que farão com as informações que colheram?
Qual o destino do pobre garoto?
Uma história sensacional, que nos mostra fé, coragem e simplicidade.
Um conto cheio de ensinamentos que todos devem ler.
Casa de Livro Recomenda.

Com dois te botaram
Com três eu tiro
Com perdas de grilo
Que vem do retiro
É de metetéia
É de manenanha
Que esse menino fique bom
De hoje pra amanhã

Titulo: O Dia de São Nunca - Meninos, Eu Conto.
Autor: Antônio Torres
Ano: 2015
Páginas: 80
Editora: Record.

Boa Leitura
Casa de Livro.
Karina Belo.

Disseram que aquele menino vivia sonhando acordado, ninguém vira forasteiro algum.

E uma queixa do tamanho do mundo contra Deus, que lhe deu um filho assim, um menino entrevado num catre desde pequeno e condenado a continuar deste jeito até o fim de seus dias.

site: www.casadelivro.com.br
Aline.Souza 23/09/2016minha estante
EXCELENTE. PARABÉNS.




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