A Caixa de Louise

A Caixa de Louise E. M. Hott




Resenhas - A Caixa de Louise


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Tálita 30/05/2021

Bom, bom. Gostei da história, dos dramas e temas levantados, da ambientação. Uma leitura importante e agradável como um todo.

Os pontos que a impediram de levar 5 estrelas, no entanto, são:

- Boa parte dos capítulos terminam da mesma maneira, com Louise dizendo como sente falta de Margot e como irá amá-la para sempre e além. Ficou repetitivo e vago demais, depois de um tempo.

- A protagonista é mais uma expectadora da própria história do que uma agente ativa. É como se ela só assiste Margot se apaixonar por ela e depois as pessoas que ama indo embora, inerte. Momentos grandiosos que não contaram com elaboração de sentimentos, deixando assim a leitura rasa e meio bleh. Acho que mereciam mais atenção, mais força na narrativa.

Mas fora isso, é um livro bem gostoso, sobre amor, família e vida, pra se ler de uma vez só.
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Mariana Vox 02/06/2021

Uma imersão em diversas emoções.
Eu tardei muito a ler esse livro, pois sabia bem da fama da autora de fazer os seus leitores chorarem. Mas hoje, passando por aqui, eu vi uma resenha que me deixou intrigada. E, como não acato opiniões e gosto de ver eu mesma, resolvi lê-lo, ciente de que me derramaria em lágrimas. Dito e feito. O livro é narrado pela septuagenária Louise, que aparenta não manter muito das faculdades mentais além das lembranças do que viveu com sua esposa. Apesar das poucas páginas, é possível mergulhar nas emoções que Louise sentiu com Margot, cada sentimento, cada momento. Muitos dos frios na barriga que a protagonista narrou em seu passado, foram sentidos por mim e compreendo muito bem a intenção da autora de focar apenas nas lembranças mais marcantes de uma senhora que tentava se poupar das vívidas e dolorosas memórias de um amor que a deixara tão prematuramente. Eu senti cada linha desse livro e digo que de raso não há absolutamente nada. Entendo que muitos são adeptos ao slow burn. Mas entendam, meus caros, que num encontro de almas, uma simples troca de olhares é o suficiente para se ter certeza de que viverá toda a sua vida ao lado daquela pessoa. Muitas pessoas conhecem o amor apenas por leitura, por filmes, por seriados, vivenciam paixões, mas nem sempre o verdadeiro amor. Esse sentimento é raro, é difícil de reproduzir e muito mais complicado quando se nunca vivenciou isso. Mas eu tenho certeza que Louise e Margot vivenciaram, pois vibrei em cada momento de alegria e estou com dor de cabeça de tanto chorar.
Deixando o romance de lado! A escrita impecável de E.M.Hott se soma aos conhecimentos exímios sobre os anos de Chumbo, sobre esse período tão triste da nossa história. Parabéns por conseguir transmitir o horror daquela época de maneira tão fidedigna, parabéns por, também, ter sido capaz de salpicar pequenas doses de amor até que transbordassem no fim, mesmo em um cenário tão tétrico como foi aquele. Não dou mais estrelas, porque não é possível. Valeu a pena cada lágrima que derramei.

Um livro, para ser profundo, não precisa ter milhares de páginas. A escrita precisa ter alma e a sua tem.

Recomendo mil vezes!
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Gisa.Nunes 02/06/2021

Um historia além do tempo
A casa de Louise é reveladora, mexe com a imaginação traduzindo-se num recurso inteligente que a autora usou para inserir o leitor na historia, num liame entre presente e passado.
O texto é bem construído, fluido, poético e competente para conduzir quem lê por toda a trama. Somos apresentadas a Louise Marchiori e Margo Santiago aluna e professora que se veem enredadas numa paixão logo no primeiro capítulo que tem como pano de fundo a Ditadura de 64, tragico momento da historia brasileira bem lembrado pela autora.
Entre idas e vindas, vence o amor.
O livro é de uma sensibilidade e claro, trás sua mensagem de critica social de extrema importância e sempre relevante.
Vale a pena ser lido e já faz parte dos meus livros preferidos!!! Parabéns a E.M.Hott!!!
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Aline 10/05/2022

Dramalhão
É um bom livro, mas quanta desgraça gente.

Uma boa premissa de um grande amor recordado por uma doce e apaixonada senhora, mas que mostra um história complicada de uma mulher que sempre pareceu mais presa a sua professora.
Louise se apaixona por sua professora, numa época complicada, mas parece só gravitar em volta dela, sem viver por si, se deixando levar e se envolver em situações que levam a grandes desgraças.
Apesar das recordações e por passar por vários momentos da sua vida, o livro acaba parecendo um enumerado explicativo dos itens de sua caixa.
Margot que parece ser o centro e levar a história, como se fosse ela a personagem central, e não Louise.
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Taina.Teixeira 30/07/2021

Visceral!
É um romance lindo, profundo, necessário, árduo por conta do plano de fundo, mas longe de ser monótomo. O tema central do livro é o amor, mas não se restringe ao sentimento de cônjuge, fala de amizade e família. Mas o sentimento de Louise e da Margot impacta por conta da devoção, da reciprocidade, da entrega e pela esperança diante do cenário político.

A história não é baseada em fatos, mas tem retratos da realidade no período da ditadura. O que torna inevitável falar de dor, de sofrimento e pela narrativa é possível compreender a angústia de Louise. Me tirou lágrimas. Ser jocoso e tentar normalizar a Ditadura é nojento, asqueroso e intolerável.

“Fui sequestrada, presa e torturada nas dependências do DOI-Codi do II Exército, onde o major Brilhante Ustra comandava sessões de choque elétrico, pau-de-arara, afogamento, além do tradicional “amaciamento”, na base dos ‘simples’ tapas, alternado com tortura psicológica. Tive sorte, reconheço, senhor ministro: depois de tudo, fui julgada e considerada inocente em todas as instâncias da Justiça Militar, que, por isso, me absolveu; e aqueles inocentes, como eu, cujos corpos eu vi, e que estão nas listas de desaparecidos?” — Atriz Bete Mendes. Torturada na década de 70, pelo DOI-Codi, SP.

OBS: recomendo seguir a escritora no Wattpad @EMHott. E, os contos — Peccatum (leitura sensível), Aos 43..., Se os Cavalos Falassem e Iolanda.
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