A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


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Vanu 28/11/2021

Eu ainda não sei se entendi direito
A paixão segundo G.H. conta, através de um enredo banal, o pensar e o sentir de G.H., a protagonista-narradora que despede a empregada doméstica e decide fazer uma limpeza geral no quarto de serviço, que ela supõe imundo e repleto de inutilidades.
O livro vai se desenrolando a partir desse evento e se torna algo muito maior, é um livro pra sentir.
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Elson Santos 19/11/2021

Uma mulher a frente do seu tempo.
Leitura pesada, e humildemente não sei se estavasse preparado pra ela. Entretanto, é possível enxergar a genialidade da autora em falar sobre os mistérios da vida, do ser humano, e os desafios do autoconhecimento.
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Giovanna.Pereti 10/11/2021

O ir e o vir de nós mesmos
Foi o meu primeiro contato integral com um livro da Clarice, e agora consigo entender o que dizem sobre não ser inteligível, mas sensível.

Ela trata muito sobre a construção e desconstrução do ?eu? durante o livro, às vezes parece algo vindo de Heráclito com todo o pensamento do devir e assuntos do gênero.

Não amei o livro por ter considero ele ?um pouco demais? por conta de todo o lado sentimental/nonsense em alguns momentos - até por que talvez essa seja mesmo a intenção da autora.

Quem sabe num próximo contato com as obras dela eu consiga ter uma maior sensibilidade de manejo durante a leitura.
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Giovanna 08/11/2021

Não é ler, é sentir. E sentir é inexplicável.
?Sei que acreditar em tudo isso será, no começo, a tua grande solidão. Mas chegará o instante em que me darás a mão, não mais por solidão, mas como eu agora: por amor. [?]
Solidão é ter apenas o destino humano.
E solidão é não precisar. Não precisar deixa um homem muito só, todo só.
Ah, meu amor, não tenhas medo da carência: ela é o nosso destino maior. O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça ? que se chama paixão.?
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@freitas.fff 08/11/2021

Sobre o não ser, em dedicação ao estar
Acredito que não teria a maturidade e a capacidade de compreensão de um texto tão profundo se antes não tivesse conhecido Virginia, Hesse e um pouco do saber de Joyce. Quando uma grande amiga me indicou a leitura eu era apenas um amontoado de caos na pressa de viver que temos antes da maioridade. Mas enfim eu li, a compreendi, e também me apaixonei.

G.H. uma mulher complexa se completa quando enfim abandona toda a sua complexidade através da observação da vida sob a perspectiva da vida de uma barata. Ao longo do que parecem ser seus devaneios, ela na verdade conecta-se à vida, as questões existencialistas e transcende ao encontrar a semelhança entre todas coisas e seres em suas qualidades de impermanência.

A cada reflexão G.H. vai se despindo de suas camadas de ego humano, aceitando a ausência de sentido como o sentido próprio de tudo e todos. Em constante desconstrução ela consegue se despersonalizar e despadronizar enquanto ser humano em sociedade. E descobre em uma mescla de susto e fascínio a simultânea vida e morte que acontece dentro do mesmo tempo e espaço de nossas realidades falsamente construídas pelo nosso ego, como um silencioso e grandioso insight sobre a equidade.

Nessa obra surpreendente Clarice parece querer nos deixar nus frente aos nossos conceitos e pré conceitos, os quais desesperadamente nos apegamos para poder dizer quem somos, ou o que somos e qual o nosso propósito. Ela nos mostra o caminho tortuoso do não-ser, onde tudo e o nada coexistem, no qual todas as verdades são questionáveis e só existem num lugar íntimo que criamos dentro de nós, num mundo que construimos a nossa volta, essa bolha de existência. Estamos vivendo e vendo sem ver nem viver. Não é sobre ser, é sobre estar. É sobre o momento presente.

Gratidão primeiramente a própria Clarice, mas sobretudo também a minha amiga Cássia por me dar nas mãos essa oportunidade de crescimento, ainda que caótico e não totalmente compreendida, mas que me foi essencial. E sem dúvidas vai direto para os meus favoritos ??
May 10/11/2021minha estante
Estamos todes acometidos dum mesmo "mal", a vida. E pra mim essa narrativa nada mais é que a nudez do viver, e deixar viver, sentir, olhar e tão somente observar. Fico imaginando Clarice nesse tempo, com toda essa gente acelerada e deslumbrada, como ela olharia pra tudo que tá acontecendo, sei lá, mas gosto de pensar. Você, meu amigo, me transportou pro detalhe do livro, ausência. Gratidão


@freitas.fff 10/11/2021minha estante
??




Mirella 02/11/2021

O livro mais hermético e difícil que já li. E, no entanto, exala a genialidade de Clarice por cada uma de suas páginas!
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Daniel Assunção 02/11/2021

como poderei dizer senão timidamente assim: a vida se me é. A vida se me é, e eu não entendo o que digo. E então adoro.
"(...)fé -
é saber que se pode ir e comer o milagre. A fome, esta é que é em si mesma a fé -
e ter necessidade é a minha garantia de que sempre me será dado. A necessidade é
o meu guia."

Nossa!
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Diana 22/10/2021

Não é para entender, é para sentir
Terminei essa obra da Clarice e fui procurar resenhas pra entender melhor a história. Entender quem é a barata, quem é G.H. e o que significa a epifania da personagem que narra a história. Porém, descobri que a própria autora afirma: as histórias de Clarice não são para entender, mas para sentir. E eu senti muito! Senti nojo, senti aversão, senti carinho e tive minhas pequenas epifanias em frases que fizeram muito sentido para mim.
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Ailson 06/10/2021

Lindo e dolorido.
Uma das minha leituras favoritas do ano e ouso dizer da vida, ainda pretendo reler em outras ocasiões da vida, pois algumas coisas eu ainda não entendi, e talvez não seja pra entender, apenas sentir. Clarice-se. Como diz a frase que abre o livro "Estou procurando estou tentando entender..." .
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Thainá 06/10/2021

Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser?
Segundo Clarice, este é um livro para se ler apenas por pessoas de alma já formada. Eu me questionei hoje que talvez esse fosse o motivo de eu tentar ler A paixão segundo G.H. tempos atrás e ter abandonado logo depois de ter se tornado uma leitura bastante exaustiva pra mim, porque minha alma ainda não estaria "formada", então? Eu pensei.
Mas eu lembro com muita clareza das impressões da primeira vez em que tentei ler este livro, de ter pensado em alguns momentos coisas do tipo "é isso, é exatamente o que eu sinto", mas, também lembro de me questionar “será que é isso mesmo?".
Lembro de perceber em alguns trechos os meus sentimentos, emoções, aflições, angústias e medos todos descritos ali, de uma forma que eu mesma nunca soube externar em palavras, nunca para ninguém. Nem para mim mesma. E a sensação era de como se o livro me lesse, e me traduzisse. É como se o meu cerne estivesse sendo inteiramente denunciado e esmigalhado. E sim, é exatamente isso o que Clarice vai fazer. Denunciar e esmigalhar o teu cerne.
Nesse primeiro contato com o livro, lembro de me sentir tão exposta, que fechei o livro e o abandonei, pra quem sabe voltar num outro momento em que eu estivesse com a alma mais bem formada ou me sentisse melhor preparada, e então não me acovardasse diante de alguns desses meus mais profundos sentimentos.
Agora eu precisei retornar pra uma leitura que tanto me amedrontou porque precisei concluir uma disciplina da faculdade, e claro que no sorteio dos livros eu tinha que ficar com ele. Sorte a minha, porque mergulhei outra vez, e minha alma foi junto. Outra vez. Só que dessa vez fui até o fim com toda a coragem que eu tinha.
Quem sabe a minha exaustão ao ler o livro se justificasse por um trecho do livro que diz que "O que ainda poderia me salvar seria uma entrega à nova ignorância, isso seria possível. Pois ao mesmo tempo que luto por saber, a minha nova ignorância, que é o esquecimento, tornou-se sagrada". Essa parte me remeteu instantaneamente a um livro que li chamado A Guardiã de Histórias, da autora Victoria Schwab, que em uma parte diz que a ignorância pode ser uma bênção. É um pensamento que tem me acompanhado desde então em muitas das minhas vivências. E de verdade, viver sob a escuridão da ignorância, algumas vezes me parecia muito mais cômodo e menos doloroso, mas ao mesmo tempo é perigoso demais viver sob desorientação.
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? E no entanto não há outro caminho."
Mas então, pergunto-me e pergunto-lhes: a desorientação é o próprio "ser"?
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Lu_a 05/10/2021

Resenha - A paixão segundo G.H.
Um livro que mesmo que pareça pelo título não narra sobre um romance no sentido de que você vai encontrar a história de amor entre um casal, mas sim uma história que faz você se questionar muito sobre a sua existência e faz você sentir muitas coisas, até porque é isso o que a Clarisse escreve, sentimentos. É muito interessante que dá uma sensação de que não se entende nada, mas ao mesmo tempo também entende, não dá pra explicar, apenas leia e sinta, não é uma leitura fácil mesmo que seja apenas um acontecimento simples do cotidiano que é contado no livro, acho muito incrível como a autora consegue transformar totalmente uma situação corriqueira em uma experiência totalmente diferente.
Livro incrivelmente incrível, Clarisse é uma gênia.
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Marcos.Campgnolli 04/10/2021

E por não ser, eu era.
Falar sobre esse livro é algo muito difícil, o leitor termina a leitura sem saber explicar o abismo retratado nas páginas dessa experiência. Sim, experiência. É uma jornada de introspecção, um mergulho dentro de si, um olhar para as suas rachaduras, para as suas vigas, suas goteiras, seus silêncios, tudo que forma a estrutura que é ser, e mesmo assim, você não é. É pura reflexão.

Toda essa jornada começa quando G.H, estando na sala de estar da sua cobertura, a primeira parte a que se tem acesso, algo mais superficial, resolve entrar no quarto da sua antiga empregada, o quarto que está geograficamente mais ao meio, ao fundo, o que nos remete a algo mais interno, que nem todos têm acesso, onde está toda a bagunça. E entrando nesse quanto, ela se depara com com a famosa barata, ou seria com ela mesma?

Como bem dito no posfácio, G.H é uma aliada de quem vive no desastre, de quem se desencontra de si quando perde o amparo de uma construção que se desmorona.
E por ser um desastre, eu amei.
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Danielle Bambace 03/10/2021

Um soco literário
Se o leitor procura algo que atinja o íntimo profundo, essa é uma boa pedida. Clarice, em sua desenvolta relação com a linguagem, esparrama o texto, o suor, o sangue e todas os fluidos nas páginas deste livro. Há coragem nele. E é preciso igual coragem para seguir adiante em casa afirmação-assombro.
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Samantha.gifalli 02/10/2021

Uma reflexão sobre a condição humana
Que livro sensacional!! Clarice nos brinda com reflexões sobre a matafísica e a condição humana, trazendo questões que são caras as civilizações ocidentais como a separação entre essencia e aparencia, natureza e cultura, ideia e matéria.

Levanta a partir de uma paródia sobre a paixão de cristo, a necessidade de nos compreendermos não como um "eu", mas como parte de um todo que é e existe apesar de nós.

Maravilhoso!!!
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Bru 30/09/2021

Complexo
Não sei o que dizer dessa leitura não sei gostei ou não, as vezes é tudo tão confuso outras claro, tem vezes que me confronta e tem vezes que me dá nojo são muitas emoções e percepções .
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