A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


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Denilton 27/06/2015

Ler “A Paixão Segundo G.H.”, da Clarice Lispector, é um desnudamento do eu. A personagem narradora G.H. busca incessantemente o sentido da sua existência, ou mesmo, o não fazer sentido da sua existência.
Através da escrita introspectiva, Clarice nos convida a confrontar o existir da nossa própria vida.
Fiquei a pensar: como uma barata pode encurralar um ser humano a ponto dele mudar o entendimento do que acha de si mesmo?
Pois é. Dona Lispector propõe, à sua maneira, discorrer sobre essa questão.
O correto não é utilizar o verbo “Ler” para consumir o romance, e sim utilizar o verbo “Ser”: estou sendo A Paixão Segundo G.H.


site: https://instagram.com/p/4cLdQ7P8EP/
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Andressa 14/06/2015

O assunto central da história trata de uma mulher que é identificada apenas pelas iniciais G.H. ao demitir a empregada doméstica é obrigada a fazer uma faxina no quarto da ex funcionária e tentar limpar o quarto, quando encontra uma barata relata a perda após ter esmagado na porta de um guarda-roupa. Ao entrar no quarto da funcionária ela sente vazio interior, ela observe a barata saindo do guarda-roupa nesse instante do acontecimento a personagem é tomada pelo sentimento de solidão, ao mesmo tempo sente um nojo da barata, mas precisa tentar enfrentá-la, tocando e querendo provar o seu sabor. Ela percebe a angústia na sensação de fragilidade do que o ser humano pode fazer em certas condição. Depois ela tem dificuldades de descrever os fatos. O romance demostra ao leitor o psicológico, envolve todo o drama, reconhecimento de uma verdade do verdadeiro "eu" sentido de ilusões e realidade. O livro é uma crítica sobre a condição humana.
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KK 01/06/2015

Deslumbrante
A maneira como Clarice descreve as sensações é incrível. A partir de um único momento, um único acontecimento, faz GH refletir sobre toda a sua existência. E o que torna o enredo mais bacana é que nós realmente fazemos isso. Quem nunca se pegou olhando, de repente, para uma rachadura na parede e deixou o pensamento livre e começou a refletir sobre as coisas mais loucas e importantes?

Em cada página a gente entende um pouco mais porque Clarice era um talento excepcional! Recomendo!
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Naty 30/05/2015

Um livro para pessoas de alma já formada
Não irei fazer uma resenha propriamente dita,mas apenas escrever sobre a percepção que tive em relação ao livro.

Gosto da maneira como Clarice escreve.Uma maneira filosófica tão profunda de modo que as palavras se tornam palpáveis.
O livro tem muitas passagens interessantes - passagens estas que fizeram com que eu refletisse sobre mim mesma e isso me fisgou.
Por outro lado,não simpatizo com o formato em que o livro foi construído,como uma leitura direta.Dessa maneira me sentia cansada ao ler.
Acredito que a leitura fica muito mais leve quando o livro é divido em capítulos de maneira pausada entre uma reflexão e outra - até porquê,por ser um livro filosófico deve ser absorvido aos poucos.
Outra coisa que a mim não agradou foi a própria história.
Apesar de apresentar uma grande quantidade de metáforas,delírios internos,comparações e profundas auto-análises,é um livro que se resume basicamente na vida de uma mulher (G.H.) que sai de uma espécie de quase-morte do eu,para a descoberta desse eu completamente novo - fato explícito na seguinte passagem :

"Uma capacidade toda controlada me tomara, e por ser controlada ela era toda potência. Até então eu nunca fora dona de meus poderes - poderes que eu não entendia nem queria entender, mas a vida em mim os havia retido para que um dia enfim desabrochasse essa matéria desconhecida e feliz e inconsciente que era finalmente: eu!...eu, o que quer que seja."

Senti de certa forma que o livro deu voltas em excesso para expressar essa descoberta.Mas pensando bem,essas voltas também se encontram em nós mesmos,até mesmo porque a descoberta de si mesmo é uma enorme e complexa transição...ouso dizer até que,às vezes,as pessoas passam pela vida sem se conhecer ou se auto-questionar.

Este deve ser um livro a ser lido com paciência e com coragem de ir além do básico de uma simples reflexão - como diz Clarice,um livro feito para pessoas de alma já formada.
De qualquer forma,na minha opinião vale a pena o risco.
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Henrique 24/05/2015

resenha completa:
https://www.youtube.com/watch?v=6F9MxBhyu9M

confiram! ;)
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Augusto 11/02/2015

Um livro para pessoas de alma formada
Esse não é o primeiro de Clarice que eu leio, por isso eu já estava preparado para o que vinha, ou pelo menos achava que estava. O livro irá relatar a experiência de descoberta de uma mulher de classe média, comum na obra de Clarice, G.H. que é a própria narradora. Essa experiência de descoberta acabará por fazer com que muitas das certezas que G.H. tinha, caíssem por terra, a sua civilidade é colocada à prova e a mesma perde o referencial seguro da ignorância. Sem chão a personagem cai em uma viagem ao interior de si mesma, que muitos costumam chamar de fluxo de consciência, assim o texto de premissa simples, tornasse bastante complexo. O livo é uma obra-prima, porém não é um livro para todos, como a própria autora alerta, é um livro para pessoas de alma formada.
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Anderson 16/01/2015

Eu então adoro — — — — — — —.
O que dizer de um livro que não diz nada quando diz tudo? Que trata a linguagem como algo que é incapaz de dizer o que quer ser dito por dizer? Que ser humano e ser e estar sendo? Que de um enredo banal encara um momento e ao enfrentá-lo ingere tudo o que foi jogado num corpo repugnante de um branco interno e incógnito?
Lerá este livro, caro leitor?
Espere sua fez de fazer questionamentos melhores que estes após a sua leitura.

Abs,
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Leo 04/01/2015

Com tão pouco se faz um grande livro: uma mulher e uma barata!
A Clarice, neste livro, despe a capa de “humano” que todos nós temos, e desce para o inumano, associado a toda a forma de vida, para tentar encontrar uma explicação para as dúvidas que temos enquanto “humanos”.

É uma dissertação fantástica, com vários picos que nos deslumbram completamente. O humano como capa criada pelo homem para poder suportar a essência da vida. A esperança explicada como conceito criado pelo homem para poder suportar o momento presente.

Um intenso e profundo monólogo interior. Uma mulher de classe média alta, artista solitária, uma barata esmagada na porta de um armário, o quarto vazio da empregada despedia, um intenso e pesado silêncio, uma alma inquieta e um livro, este que Clarisse Lispector compôs como uma sinfonia, cuidado em palavra em cada palavra, esmerado em cada vírgula, pensado, sentido, pesado, sofrido.

Mulher e inseto que se fundem devagar, uma mulher cujo passado se revela e cuja alma despe, à medida que a matéria gelatinosa, esbranquiçada e nojenta, sai vagarosa do corpo esmagado da barata.

A arte de Clarisse leva o leitor a encarar como natural que a mulher acabe por comer a barata! A fusão perfeita, a simbiose entre o humano e o passado que a barata (animal quase fóssil) representa. A identidade plenamente atingida. A resposta a todos os dilemas de G.H.

Perante a barata esmagada veem à memória de G.H. os episódios mais negros de sua vida, como o aborto que provocara. A barata torna-se assim testemunha da angústia existencial de G.H., mas também sua confidente; aos poucos, elas vão se identificando uma com a outra. O inacreditável começa a surgir na mente de quem lê: G.H. e a barata terão um destino comum...

A essência procurada através da linguagem no monólogo e a linguagem, lentamente, transformando-se na própria essência do livro, como a massa esbranquiçada que sobressai do corpo da barata que G.H. comerá, numa ânsia paradoxal de encontrar o próprio âmago do seu ser.

Não sendo a Clarice uma filósofa, ela relata com tal profundidade mental-psicológica-filosófica a essência da vida e a essência do ser, que nós poderíamos tratar como tal.
Clarice não procura explicação para o sentido da vida, ela “apenas” o constata. Mas constata de uma forma que nos pões completamente nus perante nós mesmos.

Acho que Clarice devia ser uma leitura OBRIGATÓRIA para qualquer um que goste de filosofia, psicologia, e mesmo para quem só gosta de pensar no sentido da existência. Não por expor qualquer teoria, mas por no fazer pensar de forma tão profunda, que, a partir daí, torna-se mais fácil interpretar as várias correntes filosóficas.
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04/01/2015

Surreal
Esse é o terceiro livro de Clarice Lispector que leio; os outros foram Via Crucis do Corpo e A Hora da Estrela.
Não há uma história propriamente dita; a narrativa diz respeito a uma série de divagações e reflexões filosóficas existenciais da protagonista, G.H., ao entrar num quarto de seu apartamento e deparar-se com uma barata dentro de um dos armários. Pensamentos de agonia, revolta e desespero, mesclam-se a outros de resignação e libertação, junto a alguns insights sobre a vida, a fé e o amor.
Não é um livro de fácil compreensão como A Hora da Estrela; tive que reler diversos parágrafos e mesmo assim não entendi todos. Há muito sobre o que refletir. Mas nesse livro fica clara a habilidade que Clarice tinha com as palavras e seu talento inigualável.
Marta 04/01/2015minha estante
É o tal fluxo de consciência?
Ah! gostei da resenha.




Nat 25/12/2014

O livro é um relato introspectivo de apenas um dia da vida de G.H., quando ela entra no quarto da empregada que havia se demitido no dia anterior. Não é uma leitura fácil – a Clarice, mesmo não sendo brasileira, conhece muito mais do vernáculo da língua portuguesa do eu serei capaz em toda a minha vida.
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Su 06/12/2014

O melhor de Clarice
Esse é o livro mais aclamado da escritora Clarice Lispector. E para aqueles que estão pensando que é uma estória de amor, só digo uma coisa, você não conhece Clarice Lispector.
O livro conta a estória de G.H. uma escultora, sobre a qual não sabemos nem sequer o nome. Na verdade, isso não importa, o importante são os seus pensamentos.
Bem, deixo aqui um parágrafo do livro que me fez pensar (todos fizeram, mas esse fez mais e por mais tempo):
“A despersonalização como a grande objetivação de si mesmo. A maior exteriorização a que se chega. Quem se atinge pela despersonalização reconhecerá o outro sob qualquer disfarce: o primeiro passo em relação ao outro é achar em si mesmo o homem de todos os homens. Toda mulher é a mulher de todas as mulheres, todo homem é o homem de todos os homens, e cada um deles poderia se apresentar onde quer que se julgue o homem. Mas apenas em imanência, porque só alguns atingem o ponto de, em nós, se reconhecerem. E então, pela simples presença da existência deles, revelarem a nossa.”


site: detudoumpouquino.blogspot.com.br
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Társila 26/08/2014

Com uma linguagem absolutamente poética, Clarice navega no mais profundo do nosso ser, dando nome ao que não conseguimos nomear, revelando dentro de nós sentimentos antes desconhecidos. Livro mais que recomendado para os amantes da boa literatura e principalmente amantes da diva Lispector.
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Helena Frenzel 18/08/2014

Eis o que escrevi enquanto estava lendo: "Este livro é tão intenso que só estou conseguindo ler capítulo a capítulo, bem devagar, como se cada capítulo fosse uma iniciação para o próximo. Ele me suga, cada palavra diz muito, cada frase é um mar de sentidos, um mergulho muito bom."

Outro título de Clarice que, para mim, tem como pedra fundamental a surpresa. Portanto, se você tem a edição impressa deste livro NÃO LEIA A ORELHA de José Castello antes de ter lido o texto original, pois ela revela um dos pontos máximos do livro e tira do leitor o prazer de descobrir a narrativa por si só. Ainda bem que eu tenho o hábito de ler primeiro o texto original e só depois, os complementos.

Esse livro não me proporcionou uma experiência de leitura fácil, e não pude lê-lo de uma vez só. Mesmo que tivesse tido o tempo requerido, senti várias vezes necessidade de fazer uma pausa porque o texto consome muito a energia do leitor (foi essa a minha impressão). Não que seja um texto difícil, porém é um texto enigmático e profundo, não foi à toa que Clarice pediu logo no começo a possíveis leitores que lessem esse livro como pessoas “que sabem que a aproximação do quer que seja, se faz gradualmente e penosamente – atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém.” E que por isso ela “ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada”. Não sei se sou uma pessoa assim, de alma já formada. A história me fez lembrar Kafka e não deixa de ter como fundo um tipo de metamorfose (a transcendência), tanto para a autora quanto para os possíveis leitores e para a personagem G.H.

Para dar uma idéia de como fiz esta leitura, comecei num bom ritmo, o qual foi diminuindo em algum ponto lá pela metade do texto, dado que sentia a narrativa me sugando em vários pontos e a necessidade de parar para ‘digerir’. Em alguns momentos vi-me tão perdida quando a personagem, pensando aonde tudo aquilo poderia nos levar. Então chegamos a um outro ponto, antes do clímax apontado na orelha estraga-surpresas, em que a narrativa reacelerou de um modo que mesmo eu tendo de interromper a leitura por motivos externos, sempre retornava ao ponto de parada com o mesmo entusiasmo: o desejo de chegar ao final porém postergando ao máximo aquela ‘passagem’, razão que me fez chegar à última página e fechar o livro com um: “Cara, bom demais!”

Tive a impressão de que a narrativa traz muito da personagem G.H., porém muito mais da autora e suas inquietações, talvez muito sobre suas questões em relação a Deus ou à religião. Mas aqui apenas especulo. Há muitos estudos já sobre Clarice e sua obra, apenas me limito à minha experiência de leitura com esse intrigante e instigante livro.

Leia e tire suas próprias conclusões.


site: http://bluemaedelle.blogspot.de/2014/08/a-paixao-segundo-gh.html
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Keyseane 17/08/2014

Gente, que me perdoem os amantes de Clarice Lispector, mas eu simplesmente odiei esse livro. Primeiro que eu odeio barata, segundo é que aquilo tudo parece uma viagem de doido e terceiro é que é nojento a parte que ela diz colocar a barata na boca. Minha nossa (eca)!!! Esse livro simplesmente não foi nem de longe um bom livro. Eu até cogitei a possibilidade de não ler mais nenhum livro da Clarice por causa deste livro. Enfim, eu não gostei mesmo.
Ana Patricia 06/02/2016minha estante
Tive que parar de comer algumas vezes por imaginar as descrições da barata na minha mente. Fiquei muito feliz por ter terminado essa pequena tortura logo kkkkk.




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Andressa 11/06/2014minha estante
Resenha mal escrita, feita às pressas sem estrutura nenhuma, só para registrar meus pensamentos antes que eles me fugissem. Não reparem, galera! Juro que eu escrevo muito melhor que isso quando tenho tempo. Hahaha! ^^'




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