A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


144 encontrados | exibindo 106 a 121
1 | 2 | 3 | 4 | 8 | 9 | 10


Jeison 22/07/2011

A Paixão Segundo G.H
Existem dois livros que eu escolhi nunca fazer uma resenha. Um deles é A Paixão Segundo G.H. Eu não tenho absolutamente nada para falar do livro, ou tenho tantas coisas que jamais conseguiria falar tudo. O momento foi o mais inoportuno para lê-lo, o livro foi o livro mais inoportuno para o momento. E as inoportunidades arrancaram-me brutalmente a terceira perna. E o que escrevi aqui não é resenha, é não-resenha. Que fique registrado.
Lamyla 24/05/2013minha estante
Tentei ler este livro numa fase não muito boa da minha vida, ainda era uma menina com 14 anos. Não lembro o motivo, mas abandonei a leitura, agora lendo sua 'não-resenha' me peguei com desejo de ler novamente, quem sabe dessa vez até a última página do livro.


Jeison 24/05/2013minha estante
Oi, Lamyla!
Acho que todos os leitores de Clarice concordam que você precisa estar no momento certo, no estado de espirito certo para ler os livros dela.
Confesso que lendo alguns trechos do livro depois, eu não entendi por que ele tinha me arrebatado tanto. Mas algum tempo depois eu entendi tudo de novo! hehehe




Matt 29/06/2011

G.H. sou eu?
G.H. sou eu?
É assim que começo, é complicado de falar sobre esse livro, ele é o tipo de livro que para mim tem que ser lido sem pausa, como um tiro.
Começa e não para, até mesmo pelo poder que o livro possuí em te prender,acredito que muitas partes são incompreensíveis a primeira leitura,
mas dessa primeira visão sobre o livro, eu me senti em uma conversa com G.H., uma conversa na qual ela exponha suas indagações muitas delas compactuadas por mim, e tal como Clarice fala no inicio do livro: "Este livro nada tira de ninguém, a mim por exemplo,
a personagem G.H. foi dando pouco a pouco uma alegria difícil, mas chama-se alegria". Eu concordo plenamente, a personagem te pertuba mas aos poucos você consegue entrar em contato com G.H. transmutando-se á ela mesma, sendo G.H. sentindo o que G.H. sente, e isso é o pertubador do livro, porque pode ser que muita coisa não esteja em sincronia ao pensamento de G.H. mas é inevitavél você não ser G.H. e sentir buscando também a paixão que ela procura entender...
comentários(0)comente



Jessica 26/06/2011

Clarice Lispector sempre me pareceu uma daquelas pessoas tão geniais que fica difícil captar de primeira. São tantas epifanias e frases marcantes que o livro fica tedioso e confuso já na primeira metade.
Quem tiver paciência para ir até o fim, e interesse em ler mais de uma vez, com certeza não se arrependerá.

Obs.: leia o livro em períodos e ambientes calmos, do contrário, será perda de tempo.
comentários(0)comente



Fabricio 20/06/2011

Um livro hipnótico, quando li (mesmo sendo um livro difícil), não consegui parar a leitura.
Descobrir o que é a vida é o mais fascinante,e mais, descobrir o que é a vida em uma barata. No fundo, viver vai muito além do processo biológico.
Recomendo a leitura...
comentários(0)comente



Douglas 16/06/2011

Desafiador e reflexivo: um encontro com a subjetividade
Um livro que me fez refletir quem sou diante de nossa subjetividade. Me pergunto quem é G.H. e só encontro uma resposta: é Deus em nossa consciência.

Para mim foi e esta sendo uma leitura desafiadora. Ao mesmo tempo é rica de abstrações que podem transformar teus pensamentos no que você preferir, no que você desejar em sua imaginação.

Uma quebra de paradigma de todas as leituras anteriores que eu já tinha experimentado. Difícil de entender. Melhor é deixar-se fluir pelos pensamentos que virão e se perceber como se sente após essa imersão. :)
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Rachel 15/05/2011

Tive que ler esse livro por causa de um seminário da faculdade, é uma leitura bem dificil, introspectiva, um monologo, onde a personagem GH, quando se depara com uma barata, começa a refletir sobre a vida dela, sobre tudo o q ela vive. Um livro bem complicado e que em certas partes te faz pensar e refletir sobre varios aspectos da vida.
comentários(0)comente



Tarsila 11/05/2011

Sensacional!!!
Clarice Lispector, com um enredo simples, constrói um livro genial. G.H. (não sabemos o nome, apenas as iniciais dela) é uma escultora que sente prazer em arrumar a casa e tem horror a baratas.
Ela narra o que lhe aconteceu no dia anterior, quando decide arrumar a casa começando pelo quarto da empregada que se demitiu. Esperando que estivesse imundo, surpreende-se ao encontrar ordem e limpeza no cômodo. Mas há um desenho de um homem, uma mulher e um cachorro na parede. E quando ela abre o armário, tem uma barata lá.

“O quarto divergia tanto do resto do apartamento que para entrar nele era como se eu antes tivesse saído de minha casa e batido a porta. O quarto era o oposto do que eu criara em minha casa, o oposto da suave beleza que resultara de meu talento de arrumar, de meu talento de viver, o oposto de minha ironia serena, de minha doce e isenta ironia: era uma violentação das minhas aspas, das aspas que faziam de mim uma citação de mim. O quarto era o retrato de um estômago vazio.”
O que o desenho e a barata despertam em G.H. que é fantástico. A mulher simplesmente começa a perder sua “organização humana” e a se encontrar com “o neutro da vida”. Ela deixa de ser a G.H. que aprendeu a ser, aquela que era até nas iniciais das valises e encontra-se com o deserto, com o nada, descobre-o vivo e úmido. Curioso que durante sua desintegração ela começe a desejar que o telefone ou a campainha toque, para que ela possa se libertar de seu estado, como se pela própria vontade não fosse possível.
Tudo que acontece na história é dentro de G.H., passamos o livro inteiro no seu relato sobre o que viveu naquele quarto, em como perdeu sua identidade. Detalhe: Ela só abre a porta do quarto na página 36. Antes disso é só ela adiando o momento de falar. Conheço pessoas que desistiram do livro antes disso, ou seja, não chegaram nem aos fatos.


“Será preciso coragem para fazer o que vou fazer: dizer. E me arriscar à enorme surpresa que sentirei com a pobreza da coisa dita. Mal a direi, e terei que acrescentar: não é isso, não é isso! Mas é preciso também não ter medo do ridículo, que sempre preferi o menos ao mais por medo também do ridículo: é que há também o dilaceramento do pudor. Adio a hora de me falar. Por medo?
E porque não tenho uma palavra a dizer.
Não tenho uma palavra a dizer. Por que não me calo, então? Mas se eu não forçar a palavra a mudez me engolfará para sempre em ondas. A palavra e a forma serão a tábua onde boiarei sobre vagalhões de mudez.”


No começo da história G.H. diz que fará o relato porque “não pode ficar com o que viveu” e se sentindo perdida imagina alguém que lhe dá a mão. É a esse alguém, a quem chama de amor, que por vezes se dirige.


“- Entende, morrer eu sabia de antemão e morrer ainda não me exigia. Mas o que eu nunca havia experimentado era o choque com o momento chamado “já”. Hoje me exige hoje mesmo. Nunca antes soubera que a hora de viver também não tem palavra. A hora de viver, meu amor, estava sendo tão já que eu encostava a boca na matéria da vida. A hora de viver é um ininterrupto lento rangido de portas que se abrem continuamente de par em ar. Dois portões se abriam e nunca tinham parado de se abrir. Mas abriam-se continuamente para – para o nada?
A hora de viver é tão infernalmente inexpressiva que é o nada. Aquilo que eu chamava de “nada” era no entanto tão colado a mim que me era... eu? E portanto se tornava invisível como eu me era invisível, e tornava-se o nada. As portas como sempre continuavam a se abrir.
Finalmente, meu amor, sucumbi. E tornou-se um agora.”
A frase final dos capítulos são as mesmas que começam o seguinte, dando uma sensação de continuidade. Parece que Clarice só dividiu o livro porque sabia que seus leitores precisariam respirar.

Li esse livro sentindo muito. Sentindo-o em toda a sua intensidade. Por isso o livro me arrepiava e enjoava (quem leu o livro sabe do que estou falando). Por isso foi uma leitura exaustiva, na qual me demorei muito. O livro é bem fino, mas eu passava eternidades lendo e quando via só se passava algumas poucas páginas.
Clarice tem uma linguagem fantástica, e usa de metáforas e símiles riquíssimas. Além de ser constantemente paradoxal. E nos surpreender sempre. Pois ela fala de algo que não tem nome, e parece que se desespera na tentativa de achar esse nome. Nisso ela acaba que dando novos significados às palavras. O que ela chama de amor, de esperança, de nada, de dor. Tudo ganha o sentido que ela desejar.


“E a mim – quem me quereria hoje? quem já ficara tão mudo quanto eu? quem, como eu, estava chamando o medo de amor? e querer, de amor? e precisar, de amor?
(...)
De agora em diante eu poderia chamar qualquer coisa pelo nome que eu inventasse: no quarto seco se podia, pois qualquer nome serviria, já que nenhum serviria. Dentro dos sons secos de abóboda tudo podia ser chamado de qualquer coisa porque qualquer coisa se transmutaria na mesma mudez vibrante. A natureza muito maior da barata fazia com que qualquer coisa, ali entrando – nome ou pessoa – perdesse a falsa transcendência. Tanto que eu via apenas e exatamente o vômito branco de seu corpo: eu só via fatos e coisas. Sabia que estava no irredutível, embora ignorasse qual é o irredutível.”


Alguns podem achar exaustivo demais, filosófico demais... Eu digo que é completamente genial. Se não fosse tão intenso, não seria Clarice.
É perceptível como fiquei imensamente apaixonada pelo livro A Paixão Segundo G.H. Com certeza está na lista de favoritos. E os meus trechos favoritos são todos os que compõem o livro, foi um martírio selecionar alguns.

http://desaliene.blogspot.com/2011/05/paixao-segundo-g-h.html
comentários(0)comente



Juca 25/03/2011

A paixão segundo Clarice.
Esse livro mostra o lado mais forte e intenso da escrita de Clarice. As pessoas insistem em dizer que ele não tem uma ordem, mas eu discordo. Há uma ordem, tanto cronológica quanto emocional, mostra a decadência de um ser vivente (um ser vivo em essência, ou seja a essência da personagem G.H.)na qual se sai da rotina de uma vida de conforto, pra se cair num deserto de perdição. Na origem da vida, na origem de tudo, onde a massa de uma barata, e a mesma da sua boca, tudo se torna matéria viva, "matéria neutra". E a personagem cai. E conhece o lado mais obscuro da vida, o lado onde não há compaixão nem por si próprio, o lado do pecado, da perdição. E ela descobre que tudo isso gera uma alegria, uma alegra neutra, como viver. O livro é uma viagem pelos sentimentos de Clarice, e ela expõe tudo de uma forma crua, muitas vezes não literariamente bonita, mas é cru, é insosso, é puro, por isso se torna tão forte.
E é lindo, como é lindo! Porque Clarice fala de amor. Esse amor vem de uma forma tão forte e pura, que representa o tanto de amor que Clarice sentia. Eis um trecho que me toca bastante:
A paixão segundo G.H, pg. 18, 3º parágrafo:
"Enquanto escrever e falar vou ter que fingir que alguém está segurando a minha mão. Ou pelo menos no começo, só no começo. Logo que puder dispensá-la irei sozinha. Por enquanto preciso segurar esta tua mão - mesmo que não consigo inventar teu rosto, e teus olhos, e tua boca. Mas embora decepada esta mão não me assusta. A invenção dela me vem de tal ideia de amor, como se a mão estivesse realmente ligada a um corpo que se não vejo, é por incapacidade de amar mais. Não estou á altura de imaginar uma pessoa inteira, porque não sou uma pessoa inteira."
E são divagações, ora em pensamentos, ora em atitudes, que tornam o livro um suspiro de vida e de amor.
Na minha humilde opinião, é a grande obra de Clarice.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Léia Viana 17/02/2011minha estante
Clarice é a minha paixão literária!

Adoro descobrir o mundo através de suas palavras, adoro desvendar os mistérios de seus textos.
Ela é hermética, perturbadora e filosófica, uma verdadeira bruxa literária, que consegue nos agitar sentimentalmente através de seus escritos.

É impossível ser a mesma pessoa sempre ao ler Clarice.

Neste livro mesmo, em que ela narra a descoberta da paixão através de seus personagens, de uma maneira tão intensa e quase que selvagem, é de tirar o fôlego e de nos deixar com a boca cheia d'água!

São muitos, os conflitos existenciais propostos por Clarice neste livro, o que dá uma oportunidade imensa ao leitor se identificar com o texto e com as sensações experimentadas através dos personagens.

Creio que seja por isso que Clarice não seja fácil de se ler, porque ela nos perturba, nos deixa despido de nós mesmos, de nossos sentimentos.

Adoro ler suas resenhas, mesmo que nossas leituras não sejam assim, tão compatíveis, adoro ler a maneira que você descreve a sensação que um livro exerce em você.


Fabio Shiva 19/02/2011minha estante
Oi meu bem!!!
O seu comentário é uma linda e maravilhosa resenha! Aprendo muito com você, gosto muito de seu jeito de se expressar!!


Léia Viana 20/02/2011minha estante
Por isso que repito sempre: É impossível ser a mesma pessoa ao ler Clarice.
Descobrir quem sê é, proposto o tempo todo por Lispector nesta obra é um desafio e tanto!
Ela faz com que vasculhemos a nossa alma, que nos viremos ao avesso de nós mesmos!
Impossível não se perturbar! Sair imune disso tudo!

Fiz algumas referências a outro grande livro dela: "Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres", creio que você vai adorar a maneira filosófica em que Lispector narra, através de seus personagens, a descoberta do amor. É lindo demais este livro, vale e muito a pena ler.


Tarsila 11/05/2011minha estante
Fantásticos seus comentários sobre o livro! Clarice é magnífica! Minha escritora preferida, quero ler toda a obra dela...


Fabio Shiva 11/05/2011minha estante
Oi Tarsila querida!
Valeu pelas palavras e boas energias!
E olha que sincronicidade: vi seu comentário justamente quando ia iniciar a resenha de "Água Viva"! Clarice é irresistível!!!


Juliana 21/10/2016minha estante
Fábio Shiva, só tenho a agradecer. Suas resenhas muitas vezes me norteiam a escolher qual será minha próxima viagem, no momento estou entre Clarice e Hesse, lendo G.H e Sidarta...belas coincidências, ou não.




Luiz 13/03/2011

Livro absurdamente espetacular, uma viagem introspectiva sem precedentes, o fluxo de consciência é muito rápido, forte, não há como fugir ou distrair-se com este livro, está acima de ser uma história ou uma narração de um fato, é uma coleção de epifanias em série.
Lindo.
Consegue angustiar, libertar e principalmente estarrecer o leitor, porém eu não recomendaria para 13~14 anos, diria que é um livro ótimo para 15+
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Evelyn Ruani 20/01/2011

Esse livro sou eu!
"Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!".

Clarice estava se referindo a Katherine Mansfield, nascida na Nova Zelândia, filha de pais ingleses e que abandonou o clima agradável, a vida abastada na bela ilha para entregar-se com paixão a seu intuito de tornar-se escritora. Mas eu, ao postar essa citação, me refiro a própria Clarice Lispector. Quando abri A Paixão Segundo G.H. e comecei a ler, aconteceu-me o mesmo. "Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!".

A Paixão Segundo G.H. é um mergulho no interior do narrador-personagem, e um mergulho no nosso interior porque é impossível não ir se questionando junto com os questionamentos da personagem, é impossível não participar da viagem reflexiva que a personagem faz. Não há propriamente uma história neste livro. G.H. busca, pela introspecção, descobrir sua identidade e as razões de viver, sentir e amar e leva involuntarimante você junto:

"Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio"

Tudo começa quando a personagem G.H. se flagra tomando café da manhã automaticamente e isso a assusta. Faz com que ela questione o porque desse alienamento robotizado e decide visitar o quarto da empregada que se demitira, local onde fazia seis meses não entrava. Ao entrar neste quarto, é como se ela mergulhasse pra dentro de si e é quando vê a barata (tenho que confessar que pelo meu pavor em relação a esse inseto asqueroso, eu quase desisti da leitura, mas fico feliz de ter persistido, pois barata à parte, é um livro maravilhoso) e o nojo que sente do inseto a desafia assustadoramente para que se aproxime do ser primitivo.

É um mergulho, literalmente. No fundo, escuro e desconhecido e dá medo.

"Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação".

Leitura super recomendada!
Maila Yasmin 20/12/2009minha estante
Tivemos a mesma conclusão:

O livro é a gente!

Até parece loucura, mas é a mágica da literatura.

Li aos 13 anos e me sinto da mesma forma sempre que releio.


Reh 10/03/2012minha estante
Nossa , tive a mesma sensação , belo comentario.


Lorrana 02/07/2012minha estante
realmente é apreensivo.


Lenilson Matos 19/02/2013minha estante
muito bom!!!


Vanessa 03/04/2015minha estante
Descreveu perfeitamente! :) Foi a mesma sensação que eu tive!


Mafê 31/12/2016minha estante
Melhor comentário!


Michel 21/01/2017minha estante
Lispector é minha autora de cabeceira...


Milena 22/08/2018minha estante
Gente, é um livro que leio não entendo nada logicamente e entendo tudo intuitivamente. Coisa de gênio!




Cris Lasaitis 27/12/2010

http://cristinalasaitis.wordpress.com

Leio e releio sem cansar. Em matéria de ficção, A Paixão Segundo G.H. é um dos livros mais diferentes que o leitor pode experimentar. No nível superficial, a história é esdrúxula: uma mulher solitária faz a arrumação no seu apartamento, quando encontra uma barata no armário e a mata. E daí? E daí que nas entranhas dessa microscópica ação o universo inteiro palpita enquanto fala a voz interior dessa mulher. O assassinato da barata desencadeia uma saga subjetiva: uma imensa viagem interna por galáxias de sentimentos e ressignificações, tentativas de colocar em palavras aquilo que transcende à própria linguagem, uma busca de sentido, e no sentido, a liberdade de existir – o momento de epifania. Algumas pessoas acham este livro abstrato demais, outras se fascinam pelo alcance de tal abstração; para mim é uma das reflexões mais elevadas de toda a literatura (ao lado de De Profundis, do Oscar Wilde). Sempre que me sinto paralisada com ideias que não consigo formular, peço ajuda à G.H. e, especialmente, à Clarice, que são as melhores evidências de que não há nada que não possa ser colocado em palavras.
Ricardo Rocha 19/08/2014minha estante
se eu for adiante nas minhas visões fragmentárias, o mundo inteiro terá que se transformar para eu caber nele.




144 encontrados | exibindo 106 a 121
1 | 2 | 3 | 4 | 8 | 9 | 10