A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


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Evelyn Ruani 20/01/2011

Esse livro sou eu!
"Em uma outra vida que tive, aos 15 anos, entrei numa livraria, que me pareceu o mundo que gostaria de morar. De repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!".

Clarice estava se referindo a Katherine Mansfield, nascida na Nova Zelândia, filha de pais ingleses e que abandonou o clima agradável, a vida abastada na bela ilha para entregar-se com paixão a seu intuito de tornar-se escritora. Mas eu, ao postar essa citação, me refiro a própria Clarice Lispector. Quando abri A Paixão Segundo G.H. e comecei a ler, aconteceu-me o mesmo. "Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu!".

A Paixão Segundo G.H. é um mergulho no interior do narrador-personagem, e um mergulho no nosso interior porque é impossível não ir se questionando junto com os questionamentos da personagem, é impossível não participar da viagem reflexiva que a personagem faz. Não há propriamente uma história neste livro. G.H. busca, pela introspecção, descobrir sua identidade e as razões de viver, sentir e amar e leva involuntarimante você junto:

"Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio"

Tudo começa quando a personagem G.H. se flagra tomando café da manhã automaticamente e isso a assusta. Faz com que ela questione o porque desse alienamento robotizado e decide visitar o quarto da empregada que se demitira, local onde fazia seis meses não entrava. Ao entrar neste quarto, é como se ela mergulhasse pra dentro de si e é quando vê a barata (tenho que confessar que pelo meu pavor em relação a esse inseto asqueroso, eu quase desisti da leitura, mas fico feliz de ter persistido, pois barata à parte, é um livro maravilhoso) e o nojo que sente do inseto a desafia assustadoramente para que se aproxime do ser primitivo.

É um mergulho, literalmente. No fundo, escuro e desconhecido e dá medo.

"Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação".

Leitura super recomendada!
Maila Yasmin 20/12/2009minha estante
Tivemos a mesma conclusão:

O livro é a gente!

Até parece loucura, mas é a mágica da literatura.

Li aos 13 anos e me sinto da mesma forma sempre que releio.


Reh 10/03/2012minha estante
Nossa , tive a mesma sensação , belo comentario.


Lorrana 02/07/2012minha estante
realmente é apreensivo.


Lenilson Matos 19/02/2013minha estante
muito bom!!!


Vanessa 03/04/2015minha estante
Descreveu perfeitamente! :) Foi a mesma sensação que eu tive!


Mafê 31/12/2016minha estante
Melhor comentário!


Michel 21/01/2017minha estante
Lispector é minha autora de cabeceira...


Milena 22/08/2018minha estante
Gente, é um livro que leio não entendo nada logicamente e entendo tudo intuitivamente. Coisa de gênio!




spoiler visualizar
Léia Viana 17/02/2011minha estante
Clarice é a minha paixão literária!

Adoro descobrir o mundo através de suas palavras, adoro desvendar os mistérios de seus textos.
Ela é hermética, perturbadora e filosófica, uma verdadeira bruxa literária, que consegue nos agitar sentimentalmente através de seus escritos.

É impossível ser a mesma pessoa sempre ao ler Clarice.

Neste livro mesmo, em que ela narra a descoberta da paixão através de seus personagens, de uma maneira tão intensa e quase que selvagem, é de tirar o fôlego e de nos deixar com a boca cheia d'água!

São muitos, os conflitos existenciais propostos por Clarice neste livro, o que dá uma oportunidade imensa ao leitor se identificar com o texto e com as sensações experimentadas através dos personagens.

Creio que seja por isso que Clarice não seja fácil de se ler, porque ela nos perturba, nos deixa despido de nós mesmos, de nossos sentimentos.

Adoro ler suas resenhas, mesmo que nossas leituras não sejam assim, tão compatíveis, adoro ler a maneira que você descreve a sensação que um livro exerce em você.


Fabio Shiva 19/02/2011minha estante
Oi meu bem!!!
O seu comentário é uma linda e maravilhosa resenha! Aprendo muito com você, gosto muito de seu jeito de se expressar!!


Léia Viana 20/02/2011minha estante
Por isso que repito sempre: É impossível ser a mesma pessoa ao ler Clarice.
Descobrir quem sê é, proposto o tempo todo por Lispector nesta obra é um desafio e tanto!
Ela faz com que vasculhemos a nossa alma, que nos viremos ao avesso de nós mesmos!
Impossível não se perturbar! Sair imune disso tudo!

Fiz algumas referências a outro grande livro dela: "Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres", creio que você vai adorar a maneira filosófica em que Lispector narra, através de seus personagens, a descoberta do amor. É lindo demais este livro, vale e muito a pena ler.


Tarsila 11/05/2011minha estante
Fantásticos seus comentários sobre o livro! Clarice é magnífica! Minha escritora preferida, quero ler toda a obra dela...


Fabio Shiva 11/05/2011minha estante
Oi Tarsila querida!
Valeu pelas palavras e boas energias!
E olha que sincronicidade: vi seu comentário justamente quando ia iniciar a resenha de "Água Viva"! Clarice é irresistível!!!


Juliana 21/10/2016minha estante
Fábio Shiva, só tenho a agradecer. Suas resenhas muitas vezes me norteiam a escolher qual será minha próxima viagem, no momento estou entre Clarice e Hesse, lendo G.H e Sidarta...belas coincidências, ou não.




Queila 14/10/2016

CLARICE, TU É DOIDA MULHER?
Vou te falar, iniciei a leitura sem muita pretenção, mas esperando mesmo que a leitura fosse complicada, porque Clarice - pra mim - sempre foi complicada, aquele papo de que a "A hora da Estrela" era um clássico, leitura obrigatória, nunca foi muito sério pra mim porque não tive aquele Crush que todo mundo que leu teve (desculpa galera), tentei "Perto do coração selvagem" uma vez, e digamos que não rolou, abandonei sem entender nada do que estava lendo (Pode me chamar de burra), daí fomos para "Laços de Família" que se me lembro bem, era um livro de contos e que vejam só... não entendi nada de novo, e deixei lá abandonado pela metade (Metas em aberto para voltar com fé e ler novamente).
Mas esse aí "Paixão segundo G.H" comprei porque a edição era TOP, as frases de capa me chamaram a atenção, e porque desde a adolescência Clarice Lispector era a mulher que eu menos entendi na vida, então era questão de honra!
Iniciei leitura, e não se surpreenda por eu não ter passado da página 100 - SIM, de novo Clarice me venceu... abandonei o livro, talvez por falta de paciência de entender a escrita "falada", desconexa e poética da fofa! Mas coloquei lá na meta de leitura do Skoob de 2016, e voltei do início pro G.H que como a Tati Feltrin, eu também achava que era um personagem masculino - erroneamente.
Depois de finalmente vencer Clarice, e ler e achar que eu entendi o que "Paixão segundo G.H" é, ainda estou pensando se a conclusão que tirei, é a conclusão que é. Por que "a coisa" que é esse livro, não tem nome e definição, não é o amor neutro que ela tentou me explicar, não sei, fiquei confusa. (Esse não é um trecho do livro, mas poderia ser, por que é nesse nível aí!)

Logo na introdução, a Clarice tão meiga e excêntrica já deixa um aviso de que só "Pessoas formadas" deveria ler esse livro aí.
Ok - descobri que ainda não sou uma pessoa formada, porque fiquei/ainda estou digerindo o livro, e o conceito e o objetivo dele existir, fiquei com a sensação de que ela falou - falou, e não saí com nada do que me foi dito, tipo Error 404 do windows, em que não consigo nenhuma conexão com o servidor. HAHAHA

Foi como assistir Matrix pela 30ª vez, e não entender nada novamente, mesmo entendendo o conceito e não aceitando muito bem.
Mas acho que ideia é essa mesmo, fazer você pensar e querer entender a humanização, o objetivo de existimos, ela defende toda uma ideia "religiosa" do deus e seu objetivo de criação, que eu particularmente não concordo porque vai contra o que acredito e tenho por fé, e Deus e amor divino. Mas o discurso dela sobre a existência humana - e posso estar falando uma grande besteira aqui - me lembra um pouco do existencialismo de Sartre, quando ela defende que sua existência não tem um propósito divino, e que ela existe pra encontrar dentro de sí mesmo o propósito. (Bem esquisito!)
O google me disse que a religião da Clarice era Judaica, e sim, nesse livro era usa muito como referência personagens e trechos da bíblia, mas... ela meio que questiona muito, sobre o contexto, e algumas doutrinas. As vezes até ironiza.
Mas ok, segue a vida Clarice, continue buscando seu interior assim mesmo. Neste assunto sim, eu sou uma pessoa formada. (ao meu ver)

No fim de todo esse discurso, eu recomendo o livro. Por que preciso de mais alguém pra discutir sobre ele comigo... por que é tão intenso, e tão reflexivo que preciso discutir sobre ele!!

Darei mais uma chance para que Clarice me explique um dia, talvez quando eu enfim achar que realmente sou uma "Pessoa formada" no sentido de entender o outro e as questões do outro, eu releia, por enquanto, fico aqui achando que a Clarice perdeu alguns miolos nessa busca.
Ayla Cedraz 28/11/2016minha estante
Queila, adorei o jeito que você falou. Tenho uma história com os livros de Clarice, e agora estou em A Paixão Segundo G.H. Quando terminar, acho que voltarei aqui para discuti-lo!


Queila 29/11/2016minha estante
:) Por favor Ayla, volte, ainda não consegui engolir essa história, ela ainda está aqui na minha mente, batendo e batendo. Não tenho com quem dividir minhas inúmeras interrogações. hahaha Boa leitura!


Ayla Cedraz 02/12/2016minha estante
Acho que a dificuldade em ler Clarice está no fato de que ela não escreve, ou pouco o faz, descrevendo fatos; ela descreve sentimentos. E soa estranho. Por isso mesmo, tudo me leva a crer que, quanto mais eu envelhecer, melhor me verei em seus livros. Já me vejo em breves passagens. E fico emocionada. Há pouco tempo li a biografia de Clarice, e te recomendo; talvez depois dessa leitura, você se sinta mais íntima dos livros dela. Verá também que o objetivo de Clarice era justamente esse, onde travamos: atravessar a linguagem. Acho que estamos muito apegados aos significados comuns das palavras e, em seus livros, Clarice dá novos significados às coisas que, penso e espero, só vivendo para se dar conta. Dos livros dela que li, foi em A Paixão Segundo G.H. que mais vi menção a Deus. Talvez descobrir o significado que ela dá a "Deus" seja a chave para chegar perto desse livro... Outra coisa que faço, em livros densos como os dela: sublinho as passagens que mais sinto o toque, e vez ou outra escrevo um pensamento do lado. Ajuda. Na aproximação. É comum mesmo ler uma página e pensar: "oi?" rs. Mas é legal voltar uns anos depois. É uma outra página. É uma outra pessoa.


Queila 06/12/2016minha estante
"É comum mesmo ler uma página e pensar: "oi?" rs. Mas é legal voltar uns anos depois. É uma outra página. É uma outra pessoa." É realmente isto, talvez um dia eu volte e entenda perfeitamente tudo o que G.H realmente quis dizer. Caberia uma nova leitura, mas não sei se agora é o momento, talvez ainda não tenha vivido o necessário pra entender todos os infinitos significados que este livro carrega consigo e que eu compreendi se quer 5%. Anotei a recomendação, e apesar de já ter pego a biografia dela varias vezes na livraria, e largado lá só pela impressão que A Paixão segundo G.H me deixou. Depois da sua opinião, que muito me fez ver alguns pontos que deixei de lado na minha resenha, vou encarar a biografia, e mais tarde A hora da Estrela novamente, e vamos convivendo com essa literatura que me dá essa missão de atravessar a linguagem. Obrigada Ayla! Estou me sentindo mais leve hahaha


Fernanda.Melo 27/01/2018minha estante
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Gabriell 13/02/2019minha estante
Mulheres, me digam que releram esse livro e entenderam. Pq eu tô mega perdido. Tive um senhor bug depois dá página 100.




Vanessa bibliotecária 10/09/2009

Seria "Metamorfose" versão brasileira?
Qual seria o objetivo de ficar 180 páginas, uma perturbada sem nome, apenas conhecida como GH falando, falando, falando, até que ela decide beijar uma barata e aí, fim?

Será que a CL queria parodiar Kafka?

Só faltou o sexo das baratas... :D

Devo ser muito ignorante, pq até hj, nunca entendi o fundamento desse livro, aliás, acho que nunca vou conseguir entender CL. Por isso, decidi: NÃO LEIO MAIS CL!!!

Desculpe, mas não dá para dar uma nota para esse livro que, para mim, foi pura perda de tempo... E não venham me dizer que isso aí é "clássico", argh!!! (aliás, odeio essas denominações que o povo coloca nos livros para defini-los como "clássicos"...)
Samantha 19/09/2009minha estante
concordo absolutamente com vc, e ainda digo q não só não vi fundamento no q ela escreveu como cehguei a sentir náuseas (literalmente) com esse com esse livro.



tbm sou adepta da corrente: não leio mais, um outro começava com um maldito monólogo sobre um ovo.... , vá..... desculpe.... me empolguei.. rs


Luciana 23/01/2010minha estante
mas a propria Clarice disse que não era um livro fácil. Em uma entrevista ela disse que um professor universitário leu diversas vezes e nao entendia o livro, mas uma fa adolescente o amava e era seu livro de cabeceira.



As vezes, para ser honesta, acredito que todo livro tem seu momento certo em nossa vida. Se eu fosse ler machado de assis ou alvares de azevedo na adolescencia acredito que nao teria gostado e entendido ele, mas ao ler mais madura, anos depois, consegui entender melhor. Tem coisas que so quando temos a maturidade certa pra aceitarmos. Acho que esse livro se encaixa aqui tbm


Nanda 20/12/2012minha estante
Concordo plenamente com vc!
Abandonei o livro e não leio mais Clarice.
Acho os seus textos muito piegas...


Nádia C. 02/09/2015minha estante
que pena de ti... leia as outras resenhas que talvez entenderá que clarice ultrapassa qualquer entendimento. e como se a vida fosse em total compreensível e por isso você deixará de viver?


MrLimaSan 12/07/2019minha estante
"A POSSÍVEIS LEITORES Este livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente ? atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar. Aquelas pessoas que, só elas, entenderão bem devagar que este livro nada tira de ninguém. A mim, por exemplo, o personagem G.H. foi dando pouco a pouco uma alegria difícil; mas chama-se alegria. C. L."




Gengis 13/04/2016

Opinião
Foi difícil, bem difícil, mas uns 6 meses depois consegui terminar de ler... não que o livro seja gigantesco, mas porque ele é muito chato! Putz que livro chato! Terminei uma meia dúzia de livros que ia lendo concomitantemente e este ia ficando pra trás.
Bem que dizem, os clássicos são livros que todos gostariam de ter lido, mas ninguém gosta de ler ha-ha-ha... os defensores da literatura de plantão que venham me criticar com bons argumentos, porque não vou aceitar eufemismos e demais subterfúgios para justificar um sistema educacional que recomenda Clarice pra adolecentes que supostamente deveriam estar tomando gosto pra leitura.
Que livro chato do caramba!
Kátia Predebom 20/06/2016minha estante
Eu acho o livro genial e a escritora mais ainda, mas acho que tu pegou um livro que não faz teu estilo, mano. Clarice Lispector lida com o sútil e com o silêncio, se a gente não tem sensibilidade o suficiente pra perceber o que ela quer falar nos silêncios realmente acaba se tornando um livro meio pesado. De forma alguma acho o livro uma bosta, mas entendo o motivo de você não ter gostado.


DAbora.Ferri 07/07/2016minha estante
Indicar um livro destes para aluno do ensino médio seria criminoso rssssss. Para os alunos de Letras já pode ser considerado torturante. Eu, pessoalmente, poderia ter passado sem esta leitura rssss.


Gengis 09/07/2016minha estante
huahauhau se vc falou, ta falado... ja me sinto melhor ^^


Américo 20/07/2016minha estante
Concordo basicamente com o que a Kátia Predebom escreveu. É preciso sensibilidade (provavelmente em um alto grau) para ler as obras de Clarice, principalmente essa. Às vezes eu acho que ela escrevia exclusivamente ao público feminino. Não tem muita explicação, pois se não me engano, foi a própria Clarice que comentou numa entrevista, que enquanto alguns odeiam o livro, outras pessoas o tem como livro de cabeceira.




Adriano 28/10/2017

Fala demais por não ter nada a dizer
Uma narrativa sem narração, é disso que se trata este livro. Quase nada acontece, o livro inteiro é uma sequência de impressões sobre a vida, o que torna a leitura extremamente exaustiva. Talvez, se eu estivesse passando por uma crise existencial ou algum tipo de depressão, absorveria melhor a leitura. As ideias se repentem e vão se repetindo até o final, num verdadeiro teste de paciência.
Voltando ao tempo, quando eu ainda ouvia as falas do Leandro Karnal (o que já não acontece, ainda bem), vi que ele considerava esse livro um dos mais importantes de sua vida. Eu acredito, pois ao que parece, é uma vida de impressões, não de ações.
Aos que forem ler: tenham muita paciência e saibam que nada acontece. Fica o desafio.
Nanso 19/03/2018minha estante
Porra Adriano, claramente se não entendeu nada


Ricardo 02/06/2018minha estante
Resenha corajosa, parabéns.


Marina 08/06/2018minha estante
nada acontece?????
caramba como assim? você tem certeza que leu o livro?

TUDO ACONTECE!!!


Pri 12/06/2019minha estante
Totalmente de acordo.




*Carina* 03/07/2010

Uma mulher mata uma barata. Dito assim, fica difícil acreditar que esse livro possa ser bom. Realmente, bom não é o adjetivo que usaria para "A paixão segundo G.H.". Eu diria - estou dizendo, aliás - que é um livro intenso, cortante, angustiante, demasiadamente lindo e absolutamente aterrador. Tenho sempre muita dificuldade em falar sobre leituras como essa, leituras que me tomam e me transformam, das quais não consigo apreender nenhum conceito ou saber, mas apenas vivo-as como se fossem parte de mim. E sobre "A paixão segundo G.H." o que tenho a dizer é que foi uma leitura mortificante. Morri com a barata que G.H. esmagou, e voltei à vida com as palavras da mesma G.H. - mas minha vida nunca mais foi a mesma.
Citando Clarice (que diz de mim melhor do que eu jamais poderei fazer): "Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável."
Leiam. Deixem partes de si pelo caminho. É preciso morrer um pouco para, então, viver.
Pris 10/11/2010minha estante
É preciso morrer um pouco para, então, viver.


Jacy 31/07/2012minha estante
"...assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável." depois de ler essa frase fiquei louca para ler o livro. Parabéns pela sua ótima resenha!


Juh 14/12/2012minha estante
Mesmo ele sendo confuso demais ele te faz refletir sobre tudo, mas se ele não fosse confuso ele não seria escrito por Clarice




Samantha 11/01/2009

QUEIMEM ESSE LIVRO!!
L. 19/01/2009minha estante
pq?


Júlia 25/01/2009minha estante
Por que?


Nathaly 28/02/2009minha estante
Eu sei que é um livro muito complicado, denso demaaaais da conta (tanto que eu não conseguir ler até o fim, abandonei), mas.. queimar? Não entendi


João Carllos 02/05/2009minha estante
Coitada, a pobrezinha nao sabe o que diz. se bem que a Clarice é um leitura para os iniciados, não para os que confundem literatura com entretenimento.


gabifeldens 03/05/2009minha estante
que guria sem noção....


Kemi 25/05/2009minha estante
Concordo que o livro é péssimo, mas ao invés de queimar, a gente pode levar num sebo e trocar..rsrs


Têco 01/09/2009minha estante
Este livro mostra muitas verdades e acho que ela pode doer sim e este é um grande passo.


Vanessa bibliotecária 10/09/2009minha estante
Concordo, aliás, queimem todos os livros da perturbada CL!!! Ganhou um "gostei" meu!!! :D



Vanessa bibliotecária 10/09/2009minha estante
Minha gente, vamos respeitar a liberdade de expressão. Se a menina não gostou, pq vão xingá-la de sem noção? Ela apenas expôs a opinião dela. Ou será que vão me julgar de ignorante só pq não consegui digerir a "ilustre" CL?

Ah, me poupem!!!


Bell 16/09/2009minha estante
Ahhh, vai ler um best-seller, vai...


Têco 12/12/2011minha estante
Ou pequeno passo. Não acredito no "não-passo", mas isto é genial:

"Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir ? nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio"




Têco 01/09/2009

Um despertar, de uma nova consciência e ser, que é a vida
Genial. Mostra a diferença do existir para o viver, que é interno e vem de dentro pra um novo um novo contato com a realidade e estado de espírito que é verdadeiro.

Ensina o desprendimento e a coragem, o amor, o agora, a vida, o enxergar "de verdade", a realidade, seu verdadeiro contato, o perdão em si, mostra o que é o ser quem é.

Interessante ver "O Poder do Agora" do Eckhart Tolle e excertos ou obras de Jiddu Krishnamurti.

Excelentemente fantástico ver isso na literatura, de forma literária, revelando pessoas comuns, despertando, "entrando na realidade e verdade", vida, transcendência, encontrando a liberdade, que vem de dentro.

Talvez prevendo um futuro, revelando um futuro, sendo pioneiro e de vanguarda, um livro escrito em 1964 e em sintonia com o antigo "misticismo" oriental do budismo, taoísmo e afins (ou então "a verdade" do cristianismo, "enxergado com olhos de verdade e realidade", "com tato", "percepção que é vida", mas que por mais que "seja amorfo" ("pouco explorado", "pouco compreendido", pelos homens, para a transformação de si na sua mais pura essência e sabedoria de atos e atitudes norteando sua verdadeira consciência; o que se acontecesse a sociedade, esta bem visível no livro de Clarice, seria transformada) claro que tem o seu papel, mas que tomara que por ele também se sinta e traga, pelo menos por um instante, o que é a vida..., que a física quântica "acolheu" (o budismo, taoísmo, e afins).
Têco 12/12/2011minha estante
Genial, aprendizado do dia. Imagine em pessoas e personalidades.:


"Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir ? nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio"


Têco 12/12/2011minha estante
Do horizontal (aprendizado cultural) ao vertical (aprendizado espiritual, de sabedoria), do vertical (espiritual) ao horizontal (cultural, também inclusos o "cult" e o "erudito"), sempre se chega a um ponto de centro e eles são misturados. O livro te mexe pra todos lados, posições, mexe, remexe, vira, revira, avesso, desavesso, verso, inverso, afim de cehgar num quê cultural e emocional, mais ligados ao horizontal, e num vertical espiritual que puxa "para um centro" (são vários os centros) mais que aquele. Mas, como a autora diz no prefácio, "que é um livro pra quem está preparado, maduro", e outras ademais, ele puxa e direciona mais numa verticalidade, de amor, de luz, de atemporal, e aí de um equilíbrio. Mas não é tão simples assim, o próprio título do livro é "A Paixão Segundo...". Estou vendo que a Clarice mexe com tanta gente, pessoas diversas, borbulhar de personalidades, emoções, estados de espírito, pensamentos, razões, ideias, mexe num inexplorado seu e quase certamente. Acho que este livro, como a autora fala no prefácio, é um pouco mais a frente. No sentido da verticalidade que mencionei. Não é o que se trata, ou talvez, talvez ela quis fazer um mix disto pra tocar emoções: Paixão, com uma paixão como diz o espiritualista Krishnamurti, "paixão que liberta", num sentido de entusiasmo e vitalidade. Vou reler, e, po, não sei o que me espera.


Têco 12/12/2011minha estante
E este equilíbrio que seja um ponto interno, chamado "do ser" e "ser". O "é". Que te trás propulsão, leveza, coragem, um "linha de frente". Um agir meditativo.




Francine 24/04/2009

Absorvendo Clarice
Foi difícil continuar a leitura quando a G.H. encontrou a barata no guarda-roupa. Fiquei com nojo, não conseguia mais abrir o livro. Assim passou meses e meses. Eu olhava pro livro e não conseguia ler, eu não queria saber o que seria feito com a barata.
E num dia, como um dia qualquer, peguei o livro e não o soltei mais. Digeri a parte da barata, como deveria ser feito. E, ao final, compreendi que a barata é o medo de encarar o que é preciso ser encarado, é o medo de aceitar as dificuldades, os erros, os anseios, as nossas próprias falhas. É um lindo livro, um mergulho profundo as nossas peculiaridades. Apaixonante! E agora, toda vez que tenho um problema, não finjo que não é comigo, engulo!
Ma 18/08/2010minha estante
mesmo vc ter contado oq ela fez com a barata ainda continuo sem a coragem de ler esse livro.


Cris 04/02/2018minha estante
Também tive essa mesma sensação! Mas decidi dar outra chance e gostei muito! Apesar de achar umas partes meio confusas, outras me tocaram bastante.




Fabíola 20/12/2018

A paixão segundo G.H.
Resenha| De uma fã iniciante
.
Perplexidade seria a palavra escolhida para essa obra.
Ver Clarice escrever de forma tão brilhante a autodescoberta, o fluxo de pensamentos acerca de Deus, a metáfora da barata (essa parte trouxe-me asco), o esvaziamento da alma para seu encontro... Enxergarmos o fundo do abismo é algo doloroso mas necessário para nos ampliarmos, e a autora consegue nos levar nesse "salto de fé".
Essa é a segunda obra que leio e agradeço a indicação do amigo querido @marciohomem.
Adoro livros que trazem o cotidiano através do fluxo de pensamentos, às vezes podem parecer difíceis, mas ao prosseguir a leitura somos tocados de forma profunda.
"Não é para nós que o leite da vaca brota, mas nós o bebemos. A flor não foi feita para ser olhada por nós nem para que sintamos o seu cheiro, e nós a olhamos e cheiramos. A Via Láctea não existe para que saibamos da existência dela, mas nós sabemos. E nós sabemos Deus. E o que precisamos Dele, extraímos. (Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado.) Se só sabemos muito pouco de Deus, é porque precisamos pouco: só temos Dele o que fatalmente nos basta, só temos de Deus o que cabe em nós. (A nostalgia não é do Deus que nos falta, é a nostalgia de nós mesmos que não somos bastante; sentimos falta de nossa grandeza impossível- minha atualidade inalcançável é meu paraíso perdido."
Clarice

"Em seu livro Clarice, uma biografia, o crítico literário e escritor Benjamin Moser diz:

G.H., com seu enredo breve, esboçado, é na verdade o clímax de uma longa busca pessoal. Pela primeira vez, Clarice escreve na primeira pessoa. E pela primeira vez ela capta a plena violência, a repugnância física, de seu encontro com Deus.

No prefácio do romance, Lispector já inquieta o leitor, com uma advertência cifrada:

Este livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar".
Trecho: Achados & lidos
Júlio 20/12/2018minha estante
Coincidência, estou terminando minha leitura e também estou gostando bastante do livro.


Fabíola 20/12/2018minha estante
Que bom Júlio. Eu achei excelente !!! Depois conte suas impressões.




Bia 20/04/2016

A Paixão Segundo G.H. de Clarice Lispector
"Sei que se eu abandonar o que foi uma vida toda organizada pela esperança, sei que abandonar tudo isso em prol dessa coisa ampla que é estar vivo abandonar tudo isso dói como separar-se de um filho ainda não nascido. A esperança é um filho não nascido, só prometido, e isso machuca."

A Paixão Segundo G.H traz preciosidade em cada frase, a escrita extremamente sensível e poética de Clarice é capaz de nos emergir a tal ponto que a experiência descrita no livro é facilmente sentida pelo leitor.

A visão de um ser vivo ancestral, e repugnante para a maioria, desencadeia na personagem principal uma torrente de questionamentos. A vida, o mundo, o tempo, a essência, o princípio, as esperanças, as decepções e uma série de outros temas e sentimentos são abordados através do pensamento incessante de G.H.

Ao desvendar o labirinto que é sua mente, a personagem mostra que as convicções assumidas por nós durante uma vida inteira podem ser na verdade prisões que construímos para nos defender e, apesar de ser um processo doloroso e perigoso para a sanidade, livrar-se delas é possível.
Lucas 20/04/2016minha estante
parece um livro instigante.


Lucas 20/04/2016minha estante
Bom texto Bea, conclusão incrível! :)




Jeison 22/07/2011

A Paixão Segundo G.H
Existem dois livros que eu escolhi nunca fazer uma resenha. Um deles é A Paixão Segundo G.H. Eu não tenho absolutamente nada para falar do livro, ou tenho tantas coisas que jamais conseguiria falar tudo. O momento foi o mais inoportuno para lê-lo, o livro foi o livro mais inoportuno para o momento. E as inoportunidades arrancaram-me brutalmente a terceira perna. E o que escrevi aqui não é resenha, é não-resenha. Que fique registrado.
Lamyla 24/05/2013minha estante
Tentei ler este livro numa fase não muito boa da minha vida, ainda era uma menina com 14 anos. Não lembro o motivo, mas abandonei a leitura, agora lendo sua 'não-resenha' me peguei com desejo de ler novamente, quem sabe dessa vez até a última página do livro.


Jeison 24/05/2013minha estante
Oi, Lamyla!
Acho que todos os leitores de Clarice concordam que você precisa estar no momento certo, no estado de espirito certo para ler os livros dela.
Confesso que lendo alguns trechos do livro depois, eu não entendi por que ele tinha me arrebatado tanto. Mas algum tempo depois eu entendi tudo de novo! hehehe




Keyseane 17/08/2014

Gente, que me perdoem os amantes de Clarice Lispector, mas eu simplesmente odiei esse livro. Primeiro que eu odeio barata, segundo é que aquilo tudo parece uma viagem de doido e terceiro é que é nojento a parte que ela diz colocar a barata na boca. Minha nossa (eca)!!! Esse livro simplesmente não foi nem de longe um bom livro. Eu até cogitei a possibilidade de não ler mais nenhum livro da Clarice por causa deste livro. Enfim, eu não gostei mesmo.
Ana Patricia 06/02/2016minha estante
Tive que parar de comer algumas vezes por imaginar as descrições da barata na minha mente. Fiquei muito feliz por ter terminado essa pequena tortura logo kkkkk.




Marly Cruz 02/02/2018

A paixão segundo G.H.
Ela come uma barata viva.
Pri 12/06/2019minha estante
Cadê alerta de spoiler?




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