A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


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Américo 09/06/2014

Um livro arduamente reflexivo
O livro traz algumas reflexões interessantes, no entanto pode muito bem passar despercebido, pois sua leitura não acrescenta muita coisa. A trama se passa quando G. H., uma escultora do Rio de Janeiro, que mora na cobertura de um prédio, vai arrumar o antigo quarto da empregada - que pensara estar desarrumado - e o encontra humildemente organizado. A partir daí, apenas posso adiantar que o resto do livro trata inteiramente das reflexões de G. H. acerca de si mesma, do quarto onde se encontra, e de uma barata no guarda-roupa. Tão monótono quanto possa parecer.
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Marta 24/01/2018

sobre perder o medo do feio
G. H. inventa. G.H. inventa uma terceira perna, inventa uma mão pra segurar assim como nós também inventamos as nossa ilusões cotidianas pra nos amparar nesse mundo.
G.H. se acovarda e se encoraja no seu processo. Se perde e se encontra.
G.H. perde. Perde o medo do feio. Perde a necessidade de beleza. A necessidade de acréscimos.
G.H. encontra. Encontra o desconhecido. O velho e o novo. Um novo eu, que não é feio e nem bonito, apenas presença. Neutra presença do que sempre foi e do que sempre esteve ali, mas não era visto porque era neutro, mas não era visto porque não precisava ser visto, não precisava ser visto porque simplesmente já é. Estar sendo. Presença.
Desde que G.H. perdeu o medo do feio eu me pergunto se eu também teria essa coragem, se eu também poderia abrir mão da beleza. Eu poderia? Eu seria capaz? Eu seria desse tamanho?
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Fabricio 20/06/2011

Um livro hipnótico, quando li (mesmo sendo um livro difícil), não consegui parar a leitura.
Descobrir o que é a vida é o mais fascinante,e mais, descobrir o que é a vida em uma barata. No fundo, viver vai muito além do processo biológico.
Recomendo a leitura...
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suellem 17/06/2018

A paixão segundo G.H
Sabemos bem pouco sobre G.H, ela é uma mulher solteira, sem filhos , que mora em uma cobertura e por algum motivo despensou sua empregada .
Ela acaba decidindo que vai arrumar a casa , colocar as coisas em ordem do jeito dela e decide começar arrumar o quarto da empregada que ela imagina que seja algum lugar com muito entulho, caixa de papelao e objetos que quase não usa mais . Porém ela fica espantada ao entrar naquele cômodo, tão limpo e organizado , acaba ficando chocada e ao mesmo tempo acha uma audácia , vê ali um desenho na parede feito pela empregada , como se aquele cômodo nao fizesse parte da sua casa. Ate que ela acha uma barata no guarda roupa , e acaba matando a barato entre as portas amassada. Após mata-la , G.H começa a fazer um monte de questionamentos a si mesma .
A história parece bem simples contada resumidamente, porém o livro é intenso, o tempo todo a gente vai acompanhando os pensamentos de G.H , e ela vai questionando assuntos como amor, paixões , Deus e sobre si mesmo. O livro tem uma linguagem bem poética, bem intenso . A narrativa em fluxo de consciência , torna a leitura um pouco cansativa e repetitiva . Porém é um livro para ler várias e várias vezes ao longo da vida , e toda leitura extrair algo diferente.
Carlos.Henrique 17/06/2018minha estante
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Raoni Pereira 14/02/2019

Quando a arte é boa é porque tocou no inexpressivo
Clarice Lispector com este livro consegue tocar na subjetividade como um todo, não há uma explicação universal mas singular. Cada se sente tocado de alguma forma que não corresponde ao que o outro sente. Pela minha experiência clínica, como psicólogo este livro me faz recordar analisantes em seus processos de análise quando se deparam com a verdade nua e crua que estava coberta pela véu do recalque.
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Livros, câmera e pipoca 19/03/2018

Um bom livro, mas não achei uma leitura fácil
Este romance de Clarice Lispector foi publicado em 1964 e trata-se de uma mulher que é identificada por G.H, que após ficar sem a sua empregada, resolve fazer uma faxina no quarto de serviço. O livro é todo um questionamento interior da personagem, G.H faz um longo monólogo, com frases e pensamentos soltos, fragmentados, um grande fluxo de consciência. A narrativa foge ao padrão convencional ao tratar dos problemas do ser consigo mesmo e com o mundo, resultando daí o chamado romance introspectivo.

site: https://livroscamera.wixsite.com/meusite/single-post/2018/03/17/A-paixao-segundo-GH
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KK 01/06/2015

Deslumbrante
A maneira como Clarice descreve as sensações é incrível. A partir de um único momento, um único acontecimento, faz GH refletir sobre toda a sua existência. E o que torna o enredo mais bacana é que nós realmente fazemos isso. Quem nunca se pegou olhando, de repente, para uma rachadura na parede e deixou o pensamento livre e começou a refletir sobre as coisas mais loucas e importantes?

Em cada página a gente entende um pouco mais porque Clarice era um talento excepcional! Recomendo!
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Gabi 08/02/2010

Clarice até agora...
Clarice Linspector, em sua prosa voraz por cadências e associações de própria verve, estimula seus leitores a acompanhá-la pela história de uma mulher culta e rica que se enfastia da vida, encontrando uma barata e logo iniciando com ela um diálogo póstumo e fecundo em reflexões e percepções autofágicas.

Em certa forma, os temas e questionamentos não gravitam propriamente do que se viu, sentiu e conheceu, ou seja, sua experiência como individuo único no mundo; mas de modos de desbravá-lo na mais crua e neutra aproximação liminar com as coisas que a protagonista importam.

Ela, por sua vez, se coloca o dilema inexpugnável de consumir o cadáver do inseto a partir de um senso de responsabilidade em ter sido ela a dar cabo a vida a quem atribui grande estima e afeto. O mundo que ela escolheu viver é soberano e prospero nas margens de temas, cheiros, alianças, identidades, papeis, Eu, gravidez, violência; e, no entanto, não deixo de pensar quem ou o que come um ao outro neste maravilhoso livro que abre para o necessário e convicto posicionamento da protagonista perante o mundo.

Penso na insignificância do dialogo com a barata já morta. Sinto que ele serve mais de plataforma para nossas próprias reflexões, alguma espécie de carta aberta as mentes que procuram meios e modos de se expressar livremente. Sim, a barata se transforma em alguém ou algo que a ampara e a projeta em direções nunca antes imaginadas de labirintos sem fim e espelhos convexos.

A jornada que este livro proporciona é gratificante, e as promessas de qualquer redenção nula. Vejo assim por que até agora para mim tem sido uma leitura arrastada tanto pelo desconforto das descobertas - que nao consigo parar de considerá-las como verdadeiras -, como pelo escárnio abjeto, oco e neutro da condicao humana, porém nunca indiferente: fio condutor da narrativa desta grande autora.


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Marcia Cogitare 04/01/2012

Nesta obra Clarice Lispector me surpreendeu com uma nova abordagem sobre o que seria a paixão.

Nela Clarice mergulha numa escrita existencial e diria que até mesmo "filosófica", ousa percorrer caminhos incomuns e lança uma nova perspectiva sobre esta temática.
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zoni 10/07/2018

Provocativo e extremamente reflexivo.
Esse livro foi um mergulho em mim mesmo, pois foi impossível não ir me questionando junto aos questionamentos da protagonista. Foi impossível não participar dessa viagem reflexiva que a personagem fez, e foi um pouco assustador, me fez sentir muito mais do que achei que sentiria.

Enquanto G.H. busca busca descobrir sua identidade no mundo, as razões de viver, sentir e amar, ela nos leva juntos num caminho parecido e tortuoso de entender tudo que se passa dentro de nós mesmos e que vai nos levar a transcender. Livros em fluxo de pensamento nem sempre são fáceis de ler, e esse então, foi totalmente difícil pra mim, então resolvi fazer como meu irmão tinha me dito: li o livro sem tentar entender cada frase, li tentando sentir cada palavra e frase que estavam ali, e diferente dos meus últimos livros esse não me causou prazer ou deleite, foi mais uma angústia e uma inquietação horrível, e isso não foi ruim, na verdade foi a parte mais interessante da leitura, terminar o livro com um pensamento totalmente diferente do que comecei.

A cada página avançada, ia percebendo que em partes, essa obra se aproxima muito com o que eu sou, eu estou nela e ela está em mim, tem uma frase logo no começo do livro que define pelo menos metade dos leitores que começam a obra, “Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo, quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.” E assim como G.H vai se libertando ao decorrer do livro, me senti liberto ao terminar aquela história que vinha me sufocando e cutucando fundo, me moldando aos poucos.

É uma leitura que com certeza indico para todos, mas entre no livro disposto a ter sensibilidade o suficiente pra perceber o que ela, Clarice, quer falar nos silêncios de uma narração pesada, conturbada e quase incompreensível. Já tenho certeza que daqui algum tempo quero reler esse livro e todos os quotes que fiz.

site: www.instagram.com/nomeiodatravessia
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Adriana Scarpin 04/08/2015

A simbologia neste livro é sublime e Clarice escolhe as palavras lindamente, mas por conta dessa coisa que esse livro deveria ser lido na maturidade, esperei a idade e bagagem cultural adequada, mas não devia tê-lo feito, creio que esse tipo de epifania me agradaria mais quando eu estava na faixa dos vinte anos.
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Adriana 13/01/2013

É o tipo de literatura que não se lê num sábado a tarde para distrair-se. É profundo. Cada palavra, cada frase deve-se ser pensada. A personagem repensa sua vida. A partir do momento que vê a barata no quarto da empregada, seus medos e angústia brotam. Começa uma verdadeira luta interna entre profano e o divino. Dentro da avaliação da própria personagem "[...]Eu não entendo o que estou dizendo, nunca! nunca mais compreenderei o que eu disser.". No fim do livro, quando li a frase da personagem, entendi que não era um livro para ser entendido, mas degustado palavra por palavra.
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Faber-Castell 15/11/2011

Em busca do eu
Livro fabuloso de umas das maiores escritoras mundiais: Clarice Lispector. Em "A paixão segundo G.H." temos a saga de G.H., a protagonista, que por um ato de epifania começa a descontruir conceitos platônicos e descartianos em busca da construção do seu Eu, do próprio e imamente Eu, a partir da conjunção-comunhão entre corpo e espírito.
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Carina 08/05/2014

Minha primeira impressão de Clarice, meu primeiro livro de sua autoria.
O que posso dizer... Ela come uma barata.
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Américo 09/06/2014minha estante
Literalmente isso.




Anne 02/08/2012

Livro sensível
Livro recomendado pelo meu professor e com uma história aparentemente banal, A Paixão Segundo G.H se tornou um dos meus favoritos. É complexo e ao mesmo tempo filosófico. O leitor se perde junto com os devaneios de G.H após a ingestão da massa branca de uma barata. Tenho muita vontade de fazer um monólogo com esse texto de Clarice.
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