A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


145 encontrados | exibindo 91 a 106
1 | 2 | 3 | 7 | 8 | 9 | 10


Rloschi 09/10/2015

Melhor livro
Para mim, um dos melhores livros que já li!!
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Diógenes - Estr 07/03/2014

a barata absurda
Por mais que os grandes eruditos da literatura digam ao contrário, A paixão segundo G.H. tem muito de absurdo, tem muito de Beckett e seu teatro do absurdo, tem muito de nonsense desprovido de humor. Samuel Beckett em Esperando Godot constrói todo seu enredo num cenário, que todos os dias, à beira da estrada dois vagabundos esperam Godot, que nunca chega e nem chegará. Beckett, levou o tema do absurdo ao limite máximo. Em Clarice, o absurdo surge de forma muito peculiar, uma vez que todo o desenvolver de A paixão segundo G.H. se dá em torno de uma barata. Uma artista plástica, que certo dia resolve limpar seu próprio apartamento depois que sua empregada deixou o trabalho, resolve começar pelo quarto da empregada desertora, e ao abrir a porta de um armário percebe a terrível presença de uma barata e que ao abrir mais a porta a mesma fica presa quase esmagada pela dobra da porta em estado de quase morte. Aqui começa todo o drama da personagem e toda uma reflexão profunda da essência humana. Ao ponto, dramático, de comer o objeto do mais profundo asco.
comentários(0)comente



Luiz 13/03/2011

Livro absurdamente espetacular, uma viagem introspectiva sem precedentes, o fluxo de consciência é muito rápido, forte, não há como fugir ou distrair-se com este livro, está acima de ser uma história ou uma narração de um fato, é uma coleção de epifanias em série.
Lindo.
Consegue angustiar, libertar e principalmente estarrecer o leitor, porém eu não recomendaria para 13~14 anos, diria que é um livro ótimo para 15+
comentários(0)comente



Gabriel.Antunin 08/06/2019

Salvação
Não tenho aqui dizer, apenas que senti.
comentários(0)comente



Renata (@renatac.arruda) 28/01/2014

Questões filosóficas
A obra-prima de Clarice Lispector não possui uma trama e se concentra muito mais em questões filosóficas sobre do que somos feitos nós seres humanos. O ambiente é o comum em Clarice: mulher da classe média alta, com uma vida comum. Até que se depara com um ponto de ruptura: a barata no armário - velha, antiga, pré-histórica. O próprio quarto onde ela encontra a barata, o quarto da empregada, um lugar onde ela nunca vai e imagina estar entulhado de bagulhos (comentando aí o preconceito de classe) é o local que está "suspenso da realidade", metaforicamente um portal que a leva para o desconhecido, em busca do seu eu primitivo, em um processo de autoconhecimento através do sacrifício. Toda a epifania está distribuída em 33 capítulos - aludindo aos 33 anos de Cristo.

A passagem em que GH de fato come da barata (e não a barata) é rápida, indolor e mostra o ápice...

Leia mais no Prosa Espontânea

site: http://mardemarmore.blogspot.com.br/2013/03/a-paixao-segundo-gh-clarice-lispector.html
comentários(0)comente



Fabio Michelete 26/10/2013

Nauseante coragem – A paixão segundo G.H.

(os trechos destacados são do livro)

A aba da capa apresentava o pequeno enredo, uma desculpa para a construção de sua filosofia.

“ Esse esforço que farei agora por deixar subir à tona um sentido, qualquer que seja, esse esforço seria facilitado se eu fingisse escrever para alguém.”

Assunto difícil. Olhar para os olhos vítreos de uma barata, e compreender sua vida, sua passagem fugaz e desimportante pelo tempo – e associá-la ao sentido da vida humana, correlacionando-os no divino.

Enfrentar o desafio de escrever sobre o sentido da vida exige coragem. Especialmente quando se evolui para descobrir sua ausência de sentido, ausência de solo firme. Buscar algo em que se apoiar é como florear nossa existência, atribuindo-lhe propósitos abstratos. Nossa vida passa despercebida diante da vida em seu todo, sejamos baratas, Mozart ou Einsten.

“O perigo de meditar é o de sem querer começar a pensar, e pensar já não é meditar, pensar guia para um objetivo.”

Meditar sem objetivo, mas chegar a um. E ao perceber ter espremido toda a vaidade de sua percepção da vida, apresenta-la como experiência, contra as dificuldades de na língua em expor tal abstração, sem sentir-se envaidecida com o resultado.

“Ou não querer ter vaidade é a pior forma de se envaidecer?”

Mas ao fazê-lo com maestria, mostra sua habilidade de escritora. Como tornar poética a descrição de uma barata esmagada?

“Ela era arruivada. E toda cheia de cílios. Os cílios seriam talvez as múltiplas pernas. Os fios de antena estavam agora quietos, fiapos secos e empoeirados. A barata não tem nariz. Olhei-a, com aquela sua boca e seus olhos: parecia uma mulata à morte. Mas os olhos eram radiosos e negros. Olhos de noiva”

Obrigado, Clarice. Na despedida do livro, vi sua foto na contra-capa. Reparei em sua beleza fria, estrangeira, delicada e rude ao mesmo tempo. Seu olhar também é prenúncio de sua força.
comentários(0)comente



Cássia Moraes 16/04/2012

citações favoritas:
" [...] É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo."
"[...]Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? e no entanto não há outro caminho. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo? como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é que eu pensava e sim outra - como se antes eu tivesse sabido o que era! Por que é que ver é uma tal desorganização?"
"Mas enquanto eu estava presa,estava contente? ou havia, e havia, aquela coisa sonsa e inquieta em minha feliz rotina de prisioneira? ou havia, e havia,aquela coisa latejando, a que eu estava tão habituada que pensava que latejar era ser uma pessoa. É? também, também."
"Quero saber o que mais, ao perder, eu ganhei. Por enquanto não sei: só ao me reviver é que vou viver."
"[...] Quem sabe eu tive de algum modo pressa de viver logo tudo o que eu tivesse a viver para que me sobrasse tempo de... de viver sem fatos? de viver."
"[...] terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária."
"Dá-me a tua mão desconhecida, que vida está me doendo, e não sei como falar - a realidade é delicada demais, só a realidade é delicada, minha irrealidade e minha imaginação são mais pesadas."
"Mas se eu gritasse uma só vez que fosse, talvez nunca mais pudesse parar. Se eu gritasse ninguém poderia fazer mais nada por mim; enquanto, se eu revelar a minha carência, ninguém se assustará comigo e me ajudarão sem saber; mas só enquanto eu não assustar ninguém por ter saído dos regulamentos. Mas se souberem, assustam-se, nós que guardamos o grito em segredo inviolável. Se eu der o grito de alarme de estar viva, em mudez e dureza me arrastarão pois arrastam os que saem para fora do mundo possível, o ser excepcional é arrastado, o ser gritante."
"[...] a vida em mim é tão insistente que se me partirem, como uma lagartixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo. Sou o silêncio gravado numa parede, e a borboleta mais antiga esvoaça e me defronta: a mesma de sempre. De nascer até morrer é o que eu me chamo de humana, e nunca propriamente morrerei."
"Não vou fazer nada por ti porque não sei mais o sentido de amor como antes eu pensava que sabia. Também do que eu pensava sobre amor, também disso estou me despedindo, já quase não sei mais o que é, já não me lembro."
"Deste-me inocentemente a mão, e porque procuras entender-me, faze-me companhia. Sei que tua mão me largaria, se soubesse."
"Eu sou mansa mas minha função de viver é feroz. Ah, o amor pré-humano me invade. Eu entendo, eu entendo! A forma de viver é um segredo tão secreto que é o rastejamento silencioso de um segredo. É um segredo no deserto. E eu certamente já sabia. Pois, à luz do amor de duas baratas me veio a lembrança de um amor verdadeiro que eu tivera uma vez e que não sabia que tivera - pois amor era então o que eu entendesse de uma palavra. Mas há alguma coisa que é preciso ser dita, é preciso ser dita."
"Estou falando é de quando não acontecia nada, e, a esse não acontecer nada, chamávamos de intervalo. Mas como era esse intervalo?"
"Porque, ali sentada e quieta, eu passara a viver a minha própria remotidão como único modo de viver a minha atualidade. E isso, que é aparentemente inocente, isso era de novo um fruir que se parecia com um gozo horrendo e cósmico."
"Como poderia eu ter advinhado? se não sabia que no sofrimento se ria. É que não sabia que se sofria assim. Então havia chamado de alegria o meu mais profundo sofrimento."
"Não, nem a pergunta eu soubera fazer. No entanto a resposta se impunha a mim desde que eu nascera. Fora por causa da resposta contínua que eu, em caminho inverso, fora obrigada a buscar a que pergunta ela correspondia. Então eu me havia perdido num labirinto de perguntas, e fazia perguntas a esmo, esperando que uma delas ocasionalmente correspondesse á da resposta, e então eu pudesse entender a resposta."
"Pois ser real é assumir a própria promessa: assumir a própria inocência e retomar o gosto do qual nunca se teve consciência: o gosto do vivo."
"Não que só falte o que vou agora contar. Falta muito mais a esse meu relato a mim mesma: falta, por exemplo, pai e mãe; ainda não tive a coragem de honrá-los; faltam tantas humilhações por que passei, e que omito porque só são humilhados os que não são humildes, e em vez de humildade; e a humildade é muito mais que um sentimento, é a realidade vista pelo mínimo bom-senso."
"Desisto, e terei sido a pessoa humana - é só no pior de minha condição que esta é assumida como o meu destino. Existir exige de mim o grande sacrifício de não ter força, desisto, e eis que na mão fraca o mundo cabe. Desisto, e me é dado ter, a alegria humana. Sei disso, e estremeço - viver me deixa tão impressionada, viver me tira o sono."
"Talvez confiar não seja em quê ou em quem. Talvez eu agora soubesse que eu mesma jamais estaria à altura da vida, mas que minha vida estava à altura da vida. Eu não alcançaria jamais a minha raiz, mas minha raiz existia. Timidamente eu me deixava transpassar por uma doçura que me encabulava sem me constranger."
comentários(0)comente



Ane Vasconcel 14/11/2017

Lispector é sem palavras
Um mergulho reflexivo cheio de metáforas e muitas endagações, da fonte de uma compreensão íntima e própria da dimensão de um poder de ver e analisar o próprio interior, Clarice nos expõe situações muito similares do nosso existir e do espelho que reflete o outro. "E então vai acontecer - numa rocha nua e seca do deserto da Líbia - vai acontecer o amor de duas baratas. Eu agora sei como é. Uma barata esperta. Vejo o seu silêncio de coisa parda. E agora - agora estou vendo outra barata avançando lentamente e com dificuldade pelas areias em direção à rocha. Sobre a rocha, cujo dilúvio há milênios já secou, duas baratas secas. Uma é o silêncio da outra."
comentários(0)comente



Jessica 26/06/2011

Clarice Lispector sempre me pareceu uma daquelas pessoas tão geniais que fica difícil captar de primeira. São tantas epifanias e frases marcantes que o livro fica tedioso e confuso já na primeira metade.
Quem tiver paciência para ir até o fim, e interesse em ler mais de uma vez, com certeza não se arrependerá.

Obs.: leia o livro em períodos e ambientes calmos, do contrário, será perda de tempo.
comentários(0)comente



Nem Tudo é Ficção 13/03/2018

Somos todos G.H.
Se eu te perguntar qual é a sua maior qualidade, o que você responderia? Agora, por qual motivo você acha que é isso se nem o oposto você tentou ser? Eu sei… é porque o oposto é bruto, não aceitável, feio. Assim, somos condicionados a viver da melhor versão para os outros, e como estrangeiros para si.

E ler Clarice Lispector é uma experiência de alma; um transplante de vida, e não uma leitura apenas porque o que ela escreve ultrapassa o significado das palavras. Ela te relembra que a nossa essência é sempre duvidosa e sempre questionável. Sem dúvida, o que eu mais amo na Clarice é essa coragem que ela tem para confrontar lugares que, normalmente, não costumamos visitar, o nosso “desconhecido” ser. Sendo assim, ela quebra o que já rotulamos como verdade e o que iremos padronizar como fundamental em nosso caráter para o resto das nossas vidas.

E digo isso, pois eu acho muito improvável você sair do mesmo jeito que entrou depois de ler A Paixão Segundo G.H., por exemplo. G.H é uma mulher da burguesia, artista e mora numa grande casa no Rio de Janeiro. E eis que um dia, a sua empregada pede demissão e G.H fica sozinha naquela casa. E pensamento vai, pensamento vem, ela lembra que adora organizar coisas. Então, ela decide começar a faxina pelo quarto da ex- empregada. E é naquele lugar, onde tudo é diferente do que ela pensava que G.H encontra uma barata que mudará a sua percepção sobre a sua própria vida. É algo tão simples, mas por que achamos que somente as coisas extraordinárias mudam a nossa vida? E o que é vida?

Enfim, tem que ter fôlego, coragem e se entregar ao fluxo de consciência da G.H. Confesso que não será uma leitura fácil, mas será uma experiência libertadora para sua mente e alma.

“Já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas” – Lispector, Clarice.

site: https://nemtudoeficcao.com.br/2017/11/24/somos-todos-g-h/
comentários(0)comente



Sanoli 16/01/2019

https://surteipostei.blogspot.com/2019/01/a-paixao-segundo-gh.html
https://surteipostei.blogspot.com/2019/01/a-paixao-segundo-gh.html

site: https://surteipostei.blogspot.com/2019/01/a-paixao-segundo-gh.html
comentários(0)comente



Fábia Zuanetti 10/08/2010

AH, ESSAS PROVAÇÕES!
Nome: A PAIXÃO SEGUNDO G.H.
Autora: Clarice Lispector [maravilhosa!]
Porquê: “Provação: significa que a vida está me provando. Mas provação: significa que eu também estou provando. E provar pode se transformar numa sede cada vez mais insaciável”. Li esta frase em algum lugar e ela foi o suficiente para que eu quisesse ler o livro todo.
O livro em um tweet: G.H toma uma atitude incomum. À partir disso, todas as suas certezas desmoronam e várias questões surgem para que ela possa descobrir quem realmente é.
Páginas: 179
Editora: Rocco
Curiosidade: A história possui apenas uma personagem no momento presente dos acontecimentos, a G.H. Outros aparecem apenas nas lembranças da narradora.
Complemento: Criaram um perfil no Twitter com o nome da Clarice. Com frequência postam algumas de suas melhores citações. Dê um follow e se delicie: @clalispector
Avaliação: 8



A OBRA:


G.H. mora sozinha em um grande apartamento. Certo dia, sua empregada despede-se e G.H. se vê tendo que fazer a faxina, inclusive, no quarto da ex-empregada. Ao entrar, depara-se com um universo completamente diferente de todos os ambientes do apartamento. O cubículo é todo branco, arejado e com móveis simples. Diferente de sua sala úmida, sem luz solar e erma.

Ao explorar o pequeno quarto, G.H., após abrir a porta do velho e gasto guarda-roupa, se encontra frente a frente com um dos seus maiores temores: uma barata.

Inicialmente, G.H. fica paralisada. Depois, amedrontada. Em seguida, entra em pânico. Em um ato de coragem, fecha a porta do guarda-roupa prendendo a barata com metade do corpo (barata tem corpo? casca?) pra fora e outra metade pra dentro do armário. Ao observar o inseto, uma série de pensamentos e questionamentos começam a passar em sua mente.

O interessante deste livro não é este enredo aparentemente simples. Na verdade, ao decorrer desta situação, a protagonista, G.H., passa a fazer inúmeros questionamentos sobre a barata, depois sobre si mesma. Todas as certezas que ela tinha até aquele instante desmoronam. Ela já não sabe mais quem é e porque está nesta vida.

Eu diria que as dúvidas da personagem fazem parte de uma verdadeira filosofia. Ela inicia com questões básicas, como “quem sou eu? por que estou aqui? qual o sentido da vida?”. Depois, começa a refletir sobre questões mais complexas da vida.

Clarice Lispector esbanja talento ao descrever e expressar sentimentos e ações humanas. A sua escrita é tão fascinante e tão real que, muitas vezes, me peguei fazendo expressão de nojo ao ler sobre a grande e velha barata presa na porta do armário. Outras vezes, vi a história como uma grande metáfora da vida sobre o adquirir e o não adquirir conhecimento. Separei um breve trecho para você:



“Perdi uma coisa que me era essencial, e que já não é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas duas pernas. Sei que somente com duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta, era ela que fazia de mim uma coisa encontrável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar. E agora, estou desorganizada porque perdi o que não precisava?”



Gostou da resenha? Não gostou da sugestão? Achou muito curto? Muito longo?

Por favor, comente abaixo para que eu possa fazer melhor da próxima vez! ;)

Lembrando que, além do Skoob, você também pode me encontrar em:

zuanettif@gmail.com
www.twitter.com/fabia_zuanetti
www.twitter.com/blog_inefavel

e

http://www.skoob.com.br/perfil/fabiazuanetti
http://www.embuscadoinefavel.blogspot.com/
http://blogs.abril.com.br/mental/ [em breve]


Um grande beijo e até a próxima.
comentários(0)comente



Franklin 22/01/2017

O equivalente literário de uma autópsia em corpo vivo. Lispector não brinca quando sugere que o livro seja lido “apenas por pessoas de alma já formada”.

É difícil de descrever em palavras o que esse livro causa sem cair no erro de repetir o que ele trespassa. É um malabarismo existencial de linguagem e de consciência que exige total atenção de quem se propõe a destrincha-lo (e de quem se permite ver-se refletido nas palavras). A Paixão Segundo G.H. é um prato cheio para amantes de qualquer tipo de arte.

site: franklinteixeira.com.br
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



145 encontrados | exibindo 91 a 106
1 | 2 | 3 | 7 | 8 | 9 | 10