A Paixão Segundo G.H.

A Paixão Segundo G.H. Clarice Lispector




Resenhas - A Paixão Segundo G.H.


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Gabriel.Antunin 08/06/2019

Salvação
Não tenho aqui dizer, apenas que senti.
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Raoni Pereira 14/02/2019

Quando a arte é boa é porque tocou no inexpressivo
Clarice Lispector com este livro consegue tocar na subjetividade como um todo, não há uma explicação universal mas singular. Cada se sente tocado de alguma forma que não corresponde ao que o outro sente. Pela minha experiência clínica, como psicólogo este livro me faz recordar analisantes em seus processos de análise quando se deparam com a verdade nua e crua que estava coberta pela véu do recalque.
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Sanoli 16/01/2019

https://surteipostei.blogspot.com/2019/01/a-paixao-segundo-gh.html
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Letes 29/12/2018

Depois coloco a resenha - 09/12 - 29/12

Ela é uma mulher rica e mora no Rio de Janeiro. Está na sua cobertura sozinha e sentada de frente a mesa do café. Desde que sua funcionária pediu demissão, ela sente uma necessidade de arrumar aquilo que já está organizado. Ela explora cada canto daquele quarto e mesmo estando na sua casa parecia que não era tua.
Ao abrir o guarda roupa ela se depara com a outra personagem – a barata, logo de imediato ela bate a porta do guarda roupa e reparte ela ao meio.

Resenha futuramente pode ser modiifcada pois lerei novamente
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Júlio 22/12/2018

A Paixão Segundo G.H. não é uma obra de fácil acesso, logo no início a autora ilude o leitor dizendo que este é um livro como qualquer outro, mas logo em seguida mostra qual seria seu leitor ideal: aqueles de "alma já formada".

A trama é explicada em poucas linhas: uma mulher, chamada somente de G.H., demite sua empregada, e ao se preparar para arrumar o quarto da recém exonerada se assusta perante a visão de uma barata, que acaba sendo presa na porta do armário pela protagonista.

G.H. contempla então a situação, e deduz que ao provar a gosma expelida das entranhas do inseto será possível se afastar de sua individualidade e se entregar ao nada, ao insosso e ao vazio. Não teria coragem de dizer o quão precisa é a minha conclusão da obra, porque é ai que entra a questão da dificuldade ao acesso desse livro: seu estilo.

A Paixão Segundo G.H. é escrito na forma de um longo monólogo cíclico, em que o final de cada capítulo é o início do próximo, sendo que a frase que encerra um devaneio (ou ensaio) será aquela que irá ditar o tom do próximo, me arriscaria a dizer que é possível ler essa obra começando por qualquer capítulo e seguindo em frente, ainda que o tênue fio narrativo se perca.

O existencialismo e espiritualismo são fortes na obra, as digressões sobre Deus, vida, morte, amor, carência, sociedade, individualidade são o livro, é isso o que ele representa, uma forma de utilizar a estética das palavras para tentar apresentar essas questões, não de forma conclusiva, mas sim subjetiva, com interpretações que ficam a cargo do leitor. A autora apresenta todas as suas idéias em forma de metáfora, paradoxo ou enigma então é possível remoer cada parágrafo tentando extrair seu significado. Reler a mesma metáfora 3 vezes pode te apresentar 3 definições distintas.

Não diria que é um livro para todos, imagino que não serão muitos aqueles que irão conseguir extrair algum prazer ou significado da obra, porque a obra é definitivamente hermética, hermética como os poemas devem ser, mas não é um poema, é uma profunda ponderação, uma grave dissertação sobre tudo aquilo que "ser" significa. É um livro que parece ter como finalidade inquietar e confundir, enganar o leitor mostrando possíveis respostas, possíveis caminhos que não trazem nenhum desfecho, não por serem becos sem saída, mas por terem ao final de cada percurso uma infinidades de novos caminhos. É, enfim, uma obra viva que parece assumir a forma de quem lê.
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Fabíola 20/12/2018

A paixão segundo G.H.
Resenha| De uma fã iniciante
.
Perplexidade seria a palavra escolhida para essa obra.
Ver Clarice escrever de forma tão brilhante a autodescoberta, o fluxo de pensamentos acerca de Deus, a metáfora da barata (essa parte trouxe-me asco), o esvaziamento da alma para seu encontro... Enxergarmos o fundo do abismo é algo doloroso mas necessário para nos ampliarmos, e a autora consegue nos levar nesse "salto de fé".
Essa é a segunda obra que leio e agradeço a indicação do amigo querido @marciohomem.
Adoro livros que trazem o cotidiano através do fluxo de pensamentos, às vezes podem parecer difíceis, mas ao prosseguir a leitura somos tocados de forma profunda.
"Não é para nós que o leite da vaca brota, mas nós o bebemos. A flor não foi feita para ser olhada por nós nem para que sintamos o seu cheiro, e nós a olhamos e cheiramos. A Via Láctea não existe para que saibamos da existência dela, mas nós sabemos. E nós sabemos Deus. E o que precisamos Dele, extraímos. (Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado.) Se só sabemos muito pouco de Deus, é porque precisamos pouco: só temos Dele o que fatalmente nos basta, só temos de Deus o que cabe em nós. (A nostalgia não é do Deus que nos falta, é a nostalgia de nós mesmos que não somos bastante; sentimos falta de nossa grandeza impossível- minha atualidade inalcançável é meu paraíso perdido."
Clarice

"Em seu livro Clarice, uma biografia, o crítico literário e escritor Benjamin Moser diz:

G.H., com seu enredo breve, esboçado, é na verdade o clímax de uma longa busca pessoal. Pela primeira vez, Clarice escreve na primeira pessoa. E pela primeira vez ela capta a plena violência, a repugnância física, de seu encontro com Deus.

No prefácio do romance, Lispector já inquieta o leitor, com uma advertência cifrada:

Este livro é como um livro qualquer. Mas eu ficaria contente se fosse lido apenas por pessoas de alma já formada. Aquelas que sabem que a aproximação, do que quer que seja, se faz gradualmente e penosamente atravessando inclusive o oposto daquilo que se vai aproximar".
Trecho: Achados & lidos
Júlio 20/12/2018minha estante
Coincidência, estou terminando minha leitura e também estou gostando bastante do livro.


Fabíola 20/12/2018minha estante
Que bom Júlio. Eu achei excelente !!! Depois conte suas impressões.




wall 20/08/2018

Um ensaio sobre a neutralidade
Sem a intenção de assustar futuros leitores, definitivamente A Paixão Segundo G.H. foi uma das leituras mais difíceis - e frutíferas - de minha vida. Curiosamente a frase que inicia o livro me marcou muito, por motivos talvez não tão ortodoxos: me remeteu à MC Linn da quebrada e sua música "Submissa do Sétimo Dia".

site: http://wallacerandal.com
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Fernanda.Kaschuk 18/08/2018

Somos o que comemos, e amamos quando somos.
Umas da obras primas de Clarice, A Paixão Segundo GH é de longe um dos romances mais inconvenientes que já li. Mesmo tendo em meu histórico alguma leitura de Clarice, algum conhecimento de filosofia e literatura, jamais esperaria o rumo que se tomaria essa história, muito menos a julgar pelo seu título. Mas o que me prende em Clarice é justamente a surpresa, a descoberta do mundo pelos olhos de uma criança curiosa, que se debruça sobre si própria com a confiança da constante mudança, que a cada segundo que passa descobre-se mais sobre si e sobre o mundo. A Paixão Segundo GH é a metamorfose de Clarice, de um ser para um ser mais ainda, tanto que não é nada: uma humanidade que transcende as lacunas temporais, e desvela o segredo divino do pré humano.
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zoni 10/07/2018

Provocativo e extremamente reflexivo.
Esse livro foi um mergulho em mim mesmo, pois foi impossível não ir me questionando junto aos questionamentos da protagonista. Foi impossível não participar dessa viagem reflexiva que a personagem fez, e foi um pouco assustador, me fez sentir muito mais do que achei que sentiria.

Enquanto G.H. busca busca descobrir sua identidade no mundo, as razões de viver, sentir e amar, ela nos leva juntos num caminho parecido e tortuoso de entender tudo que se passa dentro de nós mesmos e que vai nos levar a transcender. Livros em fluxo de pensamento nem sempre são fáceis de ler, e esse então, foi totalmente difícil pra mim, então resolvi fazer como meu irmão tinha me dito: li o livro sem tentar entender cada frase, li tentando sentir cada palavra e frase que estavam ali, e diferente dos meus últimos livros esse não me causou prazer ou deleite, foi mais uma angústia e uma inquietação horrível, e isso não foi ruim, na verdade foi a parte mais interessante da leitura, terminar o livro com um pensamento totalmente diferente do que comecei.

A cada página avançada, ia percebendo que em partes, essa obra se aproxima muito com o que eu sou, eu estou nela e ela está em mim, tem uma frase logo no começo do livro que define pelo menos metade dos leitores que começam a obra, “Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo, quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.” E assim como G.H vai se libertando ao decorrer do livro, me senti liberto ao terminar aquela história que vinha me sufocando e cutucando fundo, me moldando aos poucos.

É uma leitura que com certeza indico para todos, mas entre no livro disposto a ter sensibilidade o suficiente pra perceber o que ela, Clarice, quer falar nos silêncios de uma narração pesada, conturbada e quase incompreensível. Já tenho certeza que daqui algum tempo quero reler esse livro e todos os quotes que fiz.

site: www.instagram.com/nomeiodatravessia
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suellem 17/06/2018

A paixão segundo G.H
Sabemos bem pouco sobre G.H, ela é uma mulher solteira, sem filhos , que mora em uma cobertura e por algum motivo despensou sua empregada .
Ela acaba decidindo que vai arrumar a casa , colocar as coisas em ordem do jeito dela e decide começar arrumar o quarto da empregada que ela imagina que seja algum lugar com muito entulho, caixa de papelao e objetos que quase não usa mais . Porém ela fica espantada ao entrar naquele cômodo, tão limpo e organizado , acaba ficando chocada e ao mesmo tempo acha uma audácia , vê ali um desenho na parede feito pela empregada , como se aquele cômodo nao fizesse parte da sua casa. Ate que ela acha uma barata no guarda roupa , e acaba matando a barato entre as portas amassada. Após mata-la , G.H começa a fazer um monte de questionamentos a si mesma .
A história parece bem simples contada resumidamente, porém o livro é intenso, o tempo todo a gente vai acompanhando os pensamentos de G.H , e ela vai questionando assuntos como amor, paixões , Deus e sobre si mesmo. O livro tem uma linguagem bem poética, bem intenso . A narrativa em fluxo de consciência , torna a leitura um pouco cansativa e repetitiva . Porém é um livro para ler várias e várias vezes ao longo da vida , e toda leitura extrair algo diferente.
Carlos.Henrique 17/06/2018minha estante
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Eduarda 13/06/2018

Curioso e visceral
Ao ficar sem a empregada, uma mulher identificada como G.H. resolve fazer uma faxina na casa. Começando pelo quarto de serviço, essa dona de casa da burguesia se depara com a estranheza de um local que foi modificado por aquela que o ocupava. Ela percebe que não conhecia de fato aquele canto de sua própria casa e é no confronto – pois podemos assim chamar – com uma barata, que irá refletir sobre as percepções que tem sobre a vida, a morte, o ser humano e a paixão.

Em A Paixão Segundo G.H. encaramos um cenário muito diferente do que nos traz, por exemplo, a Macabéa (de A Hora da Estrela). Ao contrário daquela, G.H. é uma mulher que vive no conforto e está acostumada a certas mordomias. Além disso, a história nos é apresentada na estrutura de fluxo de consciência.

Clarice não se prende a reflexões rasas ou mesmo a um sentido. G.H. vê e se assusta com um inseto que até então é asqueroso para ela. Temos acesso a toda e cada sensação que acomete a personagem ao encarar uma “antiga” inimiga. Tudo se intensifica ainda mais quando a mulher decide matá-la. E o choque vem quando do alto de sua contemplação e de seus devaneios, G.H. decide provar do caldo branco liberado pelo bicho.
A Paixão Segundo G.H. parece simplista num primeiro olhar, por apresentar meramente o cotidiano banal. E de certa forma é isso mesmo... a vida como ela é: bagunçada, confusa, curiosa e visceral.

site: http://cafeidilico.com/blog/2018/06/a-paixao-segundo-g-h-clarice-lispector.html
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renata.correa.3 10/04/2018

angustiantemente perfeito
Esse talvez seja o livro de mais difícil leitura de Clarice Lispector, e também o mais reflexivo e profundo, inquietante. O li a primeira vez aos 17 anos quando ele despertou em mim a vontade de escrever (obrigada Clarice!) e reli agora em março de 2018. Sou apaixonada pela obra da Clarice e super recomendo seus livros!
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Perolitzzz 23/03/2018

Uma pancada
É o Livro mais lido, relido, explorado, degustado e ruminado que tenho. Ler este livro, me traz sempre a mesma sensação de que estou me deparando com a minha própria estranheza, com o que ligeiramente brota lá das minhas entranhas num espaço de tempo onde só é possível saber que aquilo existe mas sem ter tempo de lhe perguntar seu nome, de onde vem, o que quer. Não consigo nem saber se é real.
Se alguém precisa entender o que é um livro visceral, leia este aqui.
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Livros, câmera e pipoca 19/03/2018

Um bom livro, mas não achei uma leitura fácil
Este romance de Clarice Lispector foi publicado em 1964 e trata-se de uma mulher que é identificada por G.H, que após ficar sem a sua empregada, resolve fazer uma faxina no quarto de serviço. O livro é todo um questionamento interior da personagem, G.H faz um longo monólogo, com frases e pensamentos soltos, fragmentados, um grande fluxo de consciência. A narrativa foge ao padrão convencional ao tratar dos problemas do ser consigo mesmo e com o mundo, resultando daí o chamado romance introspectivo.

site: https://livroscamera.wixsite.com/meusite/single-post/2018/03/17/A-paixao-segundo-GH
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