O Senhor das Moscas

O Senhor das Moscas
4.1556 1536




Resenhas - O Senhor das Moscas


117 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Vanessa 29/07/2016

Nada contece!
Nada acontece, a história não se desenvolve. Os personagens não te surpreendem. Enfim, não gostei da leitura.
comentários(0)comente



Milena 17/06/2016

O medo como arma.
Achei interessante como tem partes na história que se encaixam perfeitamente com as improváveis 'soluções' a que a humanidade se sujeita. Chegamos a conclusão que muitos líderes mundiais não passam de 'um bando de crianças' ou seja, pessoas que por imaturidade emocional tem reações motivadas pelo medo. Acredito que a maioria das guerras, assim como na ilha do Coral, começam pela divergência de opiniões, luta pelo poder, orgulho afetado, medo... e então ele se torna como uma arma, a reação irracional de proteção egoísta de um ou um grupo de pessoas. Penso ser perfeitamente aceitável citar aqui o autor Joseph Conrad: "o horror, o horror..." pois é com essa sensação surpresa e assustada que fecho o meu livro.
comentários(0)comente



eduardoin 15/06/2016

Quem é você sem as amarras da civilização?
“O Senhor das Moscas”, primeiro romance de William Golding, é inspiração para uma série de obras populares da segunda metade do séc. XX em diante. Sua história tem como ponto de partida um grupo de meninos náufragos, aprendendo a viver em uma ilha deserta. Sem a presença de adultos, as crianças são uma maquete da nossa sociedade, com visões e posicionamentos diferentes para encarar as questões que nos são comuns enquanto indivíduos e grupo.

A obra me lembrou muito “The Walking Dead” em uma pergunta, que se manteve à espreita em meu pensamento desde o início do livro: quem é você quando as regras sociais não são mais uma obrigação? Uma pessoa guiada pela lógica? Pelo senso de grupo? Ou pela lei do mais forte? Sem certo ou errado, sem resposta fácil, o autor aqui desenvolve uma série de acontecimentos que pouco a pouco vão se despindo dos valores da civilização, tornando as decisões cada vez mais instintivas, mais selvagens.

Com uma narrativa de tensão crescente, “O Senhor das Moscas” é uma obra fundamental, um texto que coloca o leitor frente a frente com seu caráter, com seus valores. Crianças não são nada mais que pequenos adultos, e toda ilha é um pedaço do mundo.
comentários(0)comente



Rafa 13/06/2016

Regras
"Meninos Ingleses perdidos numa ilha deserta ... "

William Golding traz um conflito muito presente entre nossos dias atuais: poder x regras. Quem tem o poder exerce as regras, ou quem fazem as regras exerce o poder?

Nessa retórica o livro se desenrola, Jack(guerreiro) e Ralph(inteligente), com pensamentos distintos duelam pela confiança(poder) das outras crianças na ilha.

O autor me fez lembrar o enredo de muitos livros, como "A revolução dos Bichos"; "1984" ..., principalmente depois que as crianças começam a ver o seu líder Ralph, como um inimigo, e o perseguirem como o que aconteceu com ícones da história, Trotski.

Hoje em dia, as pessoas são movidas por interesses, pensam em segurança, no próprio umbigo, e estão dispostas a abandonar valores morais e éticos, é o que fazem os amigos de Ralph, ao trocarem de líder, e fazerem dele um inimigo, só porque Jack possui muitos dos interesses das crianças (proteção e comida). “[…] Se você está se afogando e alguém joga uma corda. Se o médico diz que você precisa tomar um remédio para não morrer – você aceita, não é? ” Pág. 153


Uma história de crianças, cheio de realismo contemporâneo, críticas duras ao nosso sistema capitalista mal representado por governantes, dotados de discrepância entre aparência e eficiência.

O senhor das moscas? está voando por ai, é só captar!
comentários(0)comente



Luan.Vicente 15/05/2016

Uma alegoria contra a farsa do bom selvagem
Uma ilha deserta ocupada por um bando de crianças.Apesar da situação adversa,elas vieram de um país civilizado,a Inglaterra,o que poderia acontecer de errado?Senhor das Moscas é um livro que irá contra a mentira dita por Rousseau,de que o homem nasce bom e é a sociedade que a corrompe.Nunca uma mentira fez tantos estragos no nosso mundo quanto essa,pois negar que a maldade não está dentro de cada ser humano,é a motivação para se construir sociedades novas,como a projetada por tiranos como Stalin,Lenin,Hitler ou Mao,e a criação de um projeto de sociedades novas,só pode tem um único fim:a barbárie.William Golding fez um livro necessário para nossa época.
Diálogo entre o Senhor das Moscas e Simon:
"Imagina se o Monstro ia ser uma coisa que vocês podiam caçar e matar! Você sabe,não é?Que eu sou parte de vocês?Bem perto,bem perto,bem perto!Que é por minha causa que nada adianta?Que as coisas são do jeito que são?"
comentários(0)comente



ElisaCazorla 06/05/2016

Quem são os selvagens?
Quero começar falando que gostei muito do livro. Achei viciante, impressionante e imprevisível. Gostei da narrativa, gostei do tema e gostei do final. Mas, algumas coisas me fizeram parar e pensar um pouco de onde o autor fala e que levam para a construção de certos conceitos sobre selvagem versus civilizados, tribo versus civilização.
O autor é inglês e pensa como um inglês. Não gostei muito da dicotomia que o autor constrói entre selvagens e civilizados. Quando os meninos se tornam violentos e cruéis, são descritos pelo autor como selvagens e, sendo selvagens, andam nus, pintam seus corpos, possuem rituais que envolvem danças ao redor de uma fogueira e fazem oferendas para uma divindade temida por todos. Me pareceu que para descrever a selvageria ou o afastamento da civilidade, racionalidade, senso crítico e da humanidade o autor escolheu descrever os meninos como membros de uma tribo de nativos indígenas, como se indígenas e povos nativos fossem selvagens, violentos, sedentos por matanças, cruéis, menos inteligentes e mais ingênuos. Como se o fato de estarem longe da cidade e imersos na natureza intocada transformassem os humanos em animais estupídos e, me parece, que para o autor, seres humanos animalescos e estúpidos são algo próximo de povos nativos. Isso me incomodou bastante.
Seres humanos podem ser cruéis, sádicos, violentos e indiferentes ao sofrimento alheio estando no meio das máquinas e do concreto ou no meio das árvores e dos rios. Não é a civilização ocidental européia que transforma bestas estúpidas e sanguinárias em jovens brilhantes, eloquentes, educados e gentis.
comentários(0)comente



Luka 03/05/2016

shock de monstro
"Senhor das Moscas" é babado mesmo viu.

Imagina um monte de criança numa ilha sem nenhum adulto pra tomar conta e elas terem que se virar no 0800 para sobreviver?
É o que esse livro tem de história.

Os personagens mais marcantes desse livro são Ralph e Jackie. DE LONGE.
Essas crianças vão montar uma sociedade própria onde elegem Ralph como o líder. Jackie é todo invejosos e blablablabla. AI VEM MUITA AGUA PRA CORRER NESSE RIO

O negócio começa a pegar fogo, quando Jacki - líder dos caçadores - e Ralph e o seu conselheiro Porquinho não conseguem mais se entender.
Gente, eu fiquei chocado.
A dança..

O livro começa numas sequências de tirar o fôlego. Posso ate categorizar como uma chacina. Isso mesmo. Crianças, ilha e uma chacina.
É um livro muito incrível e forte.
Recomedado!
comentários(0)comente



Vivi 20/04/2016

Um soco no estômago
Crianças, em uma ilha deserta, após um acidente aéreo, sem qualquer adulto que pudesse guiá-los e perspectiva de resgate. Esta é a premissa de O Senhor das Moscas, um dos livros mais curtos que já li. São apenas 220 páginas nesta edição, mas que te deixam pensando por muito tempo depois de acabar a leitura, em tudo o que o autor, de forma sucinta, mas não por isso menos densa, te transmite. Uma alegoria sobre a vida em sociedade sem a presença do Estado como norteador do agir humano. A imposição de regras facilmente abandonáveis porque desprovidas de sentido para os destinatários, embora, na sua essência, vitais para a manutenção da civilidade. A representação, clara, de como a barbárie é inerente à natureza humana e que a falta de limites estimula esta natureza. Um redemoinho de sensações em que o leitor vai absorvendo as emoções dos personagens a partir dos gestos e diálogos, curtos, mas cheios de significado. Vale muito dedicar um tempo para o Sr. William Golding e sua visão crua da convivência e da natureza humana.
Moo 20/04/2016minha estante
adorei a resenha!
excluir




Cora 29/03/2016

Desconfortável.
Desconfortável porém excelente. Desconfortável porque nos enxergamos naquelas situações. O estado de natureza operando em crianças. Obra cheia de simbologia. Eu que sou formada em Antropologia lembrei muito de alguns livros que li na graduação sobre sociedades selvagens. Narrativa muitas vezes claustrofóbica. Pra mim não foi literatura de sofá; foi um livro bem denso e impactante.
Julyana 29/03/2016minha estante
Livrão. Simon, Porquinho, Ralph e Jack são personagens inesquecíveis.
excluir


Cora 31/03/2016minha estante
É um livrão mesmo. Eu também gostei muito.
excluir




Nicolas.Guilherme 16/03/2016

fábula sobre a barbárie e crueldade do ser humano,mas com um final trágico.
William golding,conseguiu criar uma obra excepcional sobre barbárie,violência,selvageria,da maneira mais diferente do possível,como utilizando crianças em uma obra densa,complexa e pesada.senhor das moscas conta a história de um grupo de meninos que é retirado de uma cidade durante um bombardeio,e são postos em um avião,só que o avião acaba caindo em uma ilha e nenhum adulto sobrevive só os garotos,que a primeira vista pensam que tudo pode ser divertido,mas acabam tendo que conseguir se estabelecer na ilha,esperando por um resgate,se é que um dia serão resgatados.mas então lentamente todos vão começar um jogo de sobrevivência,enlouquecendo,e assim acabo com a sinopse,pois qualquer coisa que falar pode ser spoiler. senhor das moscas,é uma obra mais profunda,densa,descritiva,e até certo ponto perturbadora,tendo em vista todo o desenrolar da trama,e o desenvolvimento de seus personagens. Ralph e porquinho são personagens que no começo tomam certa liderança,até que entram Jack e seus caçadores que são persongens cruéis,relativamente cruéis.senhor das moscas não tem ação alguma,mas é uma obra ótima,com um final que te surpreende,e te deixará refletindo por algum tempo,pois afinal a crueldade humana não tem limites?os personagens são complexos e muito bem estruturados,tal como a trama,que pode contar como uma alegoria politica,inclusive este livro fez William golding ganhar o nobel de literatura de 1983.enfim super recomendo,afinal poucos livros tem essa complexidade e magnitude que senhor das moscas.
ElisaCazorla 01/05/2016minha estante
Nicolas, colocar que tem um final trágico é dar spoiler. Marque sua resenha como spoiler, por favor! Você acabou de estragar o final para mim que nem comecei a ler o livro ainda!
excluir




Rub.88 03/03/2016

O Bicho
Um numero impreciso de meninos, depois de um acidente de avião, acabam numa ilha isolada sem nenhum adulto para supervisiona-los. E acham isso muito bom. Usam desta liberdade para brincar a vontade na praia e curtir o sol. Comem frutas desconhecidas que encontram nas proximidades. Alguns andam ate nus. Divertem-se.
A preocupação começa a chegar aos maiores. Algo tem que ser feito e o símbolo da ação, de se tomar providencias, é uma concha encontrada na areia. Sua posse dá o direito à fala, a autoridade, que desde começo é questionada. O líder é eleito e metas são estipuladas. Saber se onde estavam é realmente uma ilha. Fazer uma fogueira e mantê-la esfumaçando, no mínimo. Construir abrigos. Mas como manter a disciplina entre crianças?
Tudo se transforma em brincadeira e nada é feito direito. A desavença é inevitável. Questões reais e imaginarias dividem o grupo e o resultado é a loucura predatória, a perseguição injustificada, a destruição do meio ambiente e o colapso da inocência infantil.

comentários(0)comente



Radija Praia 15/02/2016

Um retrato surpreendente e brutal da natureza humana

Na Inglaterra, no período do segundo pós-guerra, um grupo de pais temendo um conflito atômico (alusão à tensão da Guerra Fria), manda num avião seus filhos (cerca de 20 meninos juntamente com um instrutor para uma ilha, onde em face de uma catástrofe, as crianças possam começar uma nova sociedade. Porém, o avião no meio do caminho sofre uma pane e cai em uma ilha deserta. Apenas as crianças sobrevivem. Devagar, os mesmo começam a se reunir em um grupo. Em votação, nomeiam um líder. Afastados das normas que harmoniza a sociedade dos adultos, essas crianças tentam criar uma nova civilização, fundamentada especificamente nos recursos naturais da ilha e em suas próprias utopias.

Apesar dos empenhos das crianças de estruturar uma civilização autossuficiente e harmoniosa, o grupo vai gradativamente sucumbindo à vida dos impulsos instintivos, retrocedendo às impulsões de agressividade e de morte. E o paraíso do "bondoso selvagem" acaba em chacina.

Inquietante! Foi essa impressão que me deixou a alegoria, “O senhor das moscas”, do inglês vencedor do Nobel de Literatura, William Golding.

Repleto de simbolismo o livro nos apresenta os meninos como representantes dos tons mais escuros da humanidade como um todo. O enredo força os leitores a questionar o que realmente significa ser imoral e retrata o verdadeiro significado do mal.

A narrativa examina o lado mais negro da natureza humana em um tom pessimista. O escritor consegue abalar nossas crenças sobre a inocência e a infância. A ilha torna-se um exemplo surpreendente de um lugar onde a inocência é perdida e os leitores simplesmente não podem levá-la adiante. Há certamente mais do que aquilo que preenche os olhos, e à medida que a história avança e nos é revelado às ações dos meninos, ficamos cada vez mais perplexos. De uma forma inflexível, o livro nos leva em uma jornada para questionar e nos fazer pensar sobre as fronteiras permeáveis onde as linhas entre o bem e o mal deixam de existir.

O final abalou minhas estruturas e metaforicamente deixou a questão no ar: o adulto pode salvar uma criança, mas quem salva o adulto?

Leiam! Recomendo de olhos fechados!

@rhadijapraia

site: https://www.instagram.com/p/BBGQ90unapL/?taken-by=rhadijapraia
comentários(0)comente



Gilberto 11/02/2016

O senhor das moscas- Willian Golding
De forma bem simplista acredito que toda distopia pode ser: uma releitura da sociedade, uma sondagem sobre como poderemos estar em um futuro ou em um momento em que estivermos vivendo num mundo com condições diferentes, ou o meu preferido; um tipo de laboratório em forma de literatura, para sondar sobre como seres humanos se transformariam em uma sociedade com condições, regras e estruturação diferentes daquelas que conhecemos.

E entre as distopias mais conhecidas, a primeira que decidi ler foi O senhor das moscas que, diga-se de passagem, ainda bem que livros digitais não pegam mofo já que este estava no meu kindle, sem ler, desde que comprei (há mais de dois anos). Basicamente a trama do livro é o seguinte: um avião cai em uma ilha deserta e seus únicos sobreviventes são crianças e adolescentes, que acabam se reorganizando e elegendo um líder, para os guiar e proteger. O líder escolhido será Ralph, por ser o mais carismático, mas logo ele terá que competir pela liderança com Jack, que é o mais forte, e por fim temos Porquinho, que é um dos três principais por ser o mais inteligente de todos, mas ele em momento algum apresenta capacidades de liderança.

Aos poucos e por meio da necessidade é que as crianças decidiram escolher um novo líder a quem seguir, e ao contrário de Ralph e Porquinho que costumam ter uma visão mais ampla daquilo que eles precisam para sobreviver nesta ilha, Jack é oposto disso, para ele as prioridades são aquilo que existe de imediato como comer quando eles têm fome, ou se abrigar quando vem a chuva. Em meio a estas mudanças de líder e inconstância eles vão vivendo na ilha, o único traço constante é que são crianças e agem como tal, como quando ouvem barulhos vagos ficam com medo ou se animam e perdem o foco diante de cada novidade, ou sobretudo não conseguem planejar a longo prazo.

Na ilha existem poucas coisas em que as crianças podem se apegar; como os óculos de Porquinho, que proporcionam a fogueira e por sua vez pode afastar bichos e liberar fumaça que ajudaria a localizá-los, e por último a concha que é usada como um tipo de passe para quem for falar e para que só se fale um por vez.

Segundo a Wikipédia, Ralph representaria a democracia, Jack o fascismo, Porquinho a ciência e por aí vai uma visão simbólica de tudo que aparece no livro, mostrando o quanto existe de alegoria nele. E é por meio de um tom pessimista que o autor mostra o quanto a civilidade vai se perdendo durante o tempo em que estão nesta ilha, e o quanto o equilíbrio que constitui uma sociedade é frágil e pode se romper a qualquer momento

Apesar do prefácio do escritor Santiago Nazarian ser tediosa e fraca, li as 220 páginas com muito prazer, e em muitos momentos me senti exasperado, torcendo ou até mesmo assustado com aquilo que acontecia, não queria parar de ler este livro de forma alguma sem chegar ao final, este é um daqueles livros que vale muito a pena ser lido, independente de qual seja o motivo que o leve a lê-lo, espero que demore menos que eu, para se divertir e se emocionar nesta leitura.

site: https://lerateaexaustao.wordpress.com/2016/02/11/o-senhor-das-moscas-willian-golding/
Nanci 11/02/2016minha estante
Gostei da resenha. Parabéns!
Tenho esse livro (em papel) há anos, e pelo seu entusiasmo, estou muito atrasada :(
excluir


Gilberto 11/02/2016minha estante
Vc em um dia se acerta com ele, vale a pena, se não curtir, ao menos deixa vc pensando um bocado :)
excluir




Andrea 08/02/2016

Quais os verdadeiros limites de nossa civilidade?
Romance de estreia do vencedor do prêmio Nobel de 1983, O senhor das moscas retoma o tão discutido tema do naufrago e se suas condições de vida longe da "civilização", além de sua luta pela sobrevivência e preservação da sanidade.
Sem nos dar mais detalhes, descobrimos que um grupo de garotos sobreviveu a um acidente aéreo. Nenhum adulto foi salvo, os meninos mais velhos têm em torno de doze anos e há os mais novos, com apenas seis.

" - As pessoas não ajudam muito. Ralph queria dizer que as pessoas nunca eram bem o que se pensava delas." p 86.

Lembrando de suas origens britânicas, eles organizam-se tendo como líder a personagem Ralph, como "conselheiro" a personagem Porquinho e como chefe dos "caçadores" a personagem Jack, que se tornará o grande antagonista do romance. O objetivo deste grupo, de acordo com Ralph, é manter uma fogueira acessa para que algum navio os salve, no entanto, com o passar do tempo, a selvageria começa a prevalecer ante a civilidade, assassinatos são cometidos propositalmente e esses meninos encontram-se cada vez mais mergulhados na insanidade, esquecendo tudo aquilo que os ligava aos padrões de comportamento que eles conheciam.

"Ralph, indignado, tentou lembrar. Havia alguma coisa de bom sobre uma fogueira. Uma coisa muito, muito boa." p 254.

Como se não bastassem todas essas adversidades, ainda existe a figura do "bicho", ser criado ou não pelos pequenos que acaba tornando-se o grande catalisador de toda a irracionalidade e violência dessas crianças. O grande discurso elucidado ao longo de toda a leitura é o fato de que cada ação praticada pelos jovens náufragos já estava dentro deles, a única coisa de que precisavam era desvencilhar-se das amarras impostas pelo comando dos adultos para aderir a seus instintos mais animalescos, isso sem qualquer motivo plausível! Tudo é um questão de poder, algo que, se pararmos para pensar, é extremamente assustador, visto que estamos falando de crianças entre seis e doze anos!!

"No meio deles, com o corpo sujo, cabelo emaranhado e nariz escorrendo, Ralph chorou pelo fim da inocência, pela escuridão do coração humano" [...] p 328.

O senhor das moscas é um excelente livro, muito perturbador, mas ainda assim é uma leitura mais do que obrigatória aos fãs de romances alegóricos ou de histórias sobre naufrágios e ilustra muito bem a fragilidade de nosso convívio social, além de desmistificar, de maneira brutal, a figura inocente e livre de "maldade" que temos das crianças.

site: http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Mariana 05/02/2016

Natureza X Razão.
Senhor das Moscas é um livro fenomenal (pelo menos para mim), a primeira vez que tive contrato com ele, foi ao 14 anos, através, de uma reportagem sobre a serie americana LOST. Achei a historia tão interessante que pedir para minha mãe compra no sebo. Na época e demorei um pouco para lé, mais quando eu pequei o livro de verdade, fiquei, super conectada com a historia. No ano passado ( depois de "velha") tiver a oportunidade de volta lé essa obra, e posso dizer que foi uma leitura totalmente diferente do que tiver aos 14 anos. Primeiramente Ralph e Porquinho, deixara de ser os personagens "chatos", para ser tornarem, um tipo de justiça, e moralidade civilizatória talvez necessária. E Jack e Simon nessa nova leitura continuara personagens condenáveis e fascinantes. Vejo o comportamento humano, como uma caixa de pandora, tudo de ruim e bom pode sair dela. A escolha entre ordem X liberdade e Natureza X Razão, faz parte da construção social da raça humana, podemos fazer uma analise desse livro, utilizado diversos pensadores que ser debruçara sobre a origem do contrato social. A ideológica entre Ralph X Jack para mim é um tipo de alegoria para muitos dos processos de tomada de poder no mundo. Quem não ser lembra de Salvador Allende ou Jango. Se existir um tipo de essencial no homem vejo que esse livro conseguiu captura um pouco a complexidade da nossa raça.
comentários(0)comente



117 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |