Paixão, drogas e rock

Paixão, drogas e rock'n'roll Daniela Niziotek




Resenhas - Paixão, drogas e rock'n'roll


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Regiane 06/03/2012

Uma história comovente

“ Ele tocava de olhos fechados e com tanta emoção na voz que o peito de Vicky chegou a doer. Quando terminou a canção, permaneceu sem abrir os olhos e com as mãos sobre o piano, precisou de alguns segundos e um suspiro profundo para poder levantar o rosto e recuperar o controle. Vicky estava de pé em frente ao palco, tinha a intenção de aplaudir, mas suas mãos estavam presas à boca em uma tentativa inútil de conter a emoção que percorria todo o seu corpo e o fazia tremer. O mundo parou naquela tarde ensolarada, era como se todo o universo os contemplasse naquele estádio vazio. ”


Eu recebi esse livro da Daniela Niziotek no final do ano passado, e até o presente momento, eu não tinha lido. Como eu me arrependo por isso. Que história emocionante e marcante. Eu fiquei com um nó atravessado na garganta ao terminá-lo. Não foi fácil escrever essa resenha, por causa do turbilhão de emoções que acabaram despertando em mim. Mas antes de dar minha opinião final – como de costume – farei um apanhado geral da história.

Brian Blue é o vocalista e líder de uma das maiores bandas de hard rock dos anos 90 dos EUA - que acaba levando milhares de jovens de todas as partes do mundo ao delírio, com suas canções. Enquanto isso, no Brasil, Vicky é uma adolescente que acabou de passar no vestibular e entrou para a tão sonhada faculdade de filosofia. Por conta do destino, suas vidas acabam se cruzando, e inesperadamente, nasce o amor entre os dois.

Quando o casal começa a fazer planos para o futuro, eles são pegos de surpresa por uma situação que é capaz de mudar tudo. Por mais complicado e delicado que seja, eles tentam lutar contra o bombardeio de pensamentos negativos, para que possam ter uma chance de vencer esse fato trágico. O sofrimento é mais forte do que qualquer outra coisa que possam sentir. É difícil de manter o bom senso e lidar normalmente com o que o destino reservou para eles.

Em meio a tudo isso, a história nos leva para além dos bastidores do mundo do rock, que é repleto de glamour, mas ao mesmo tempo de coisas chocantes e insensatas. E é nesse mundo tumultuado que Brian e Vicky, acompanhados de diversos problemas, tentam sobreviver e se agarrar naquilo que tanto almejam: uma possível felicidade.

Em nenhum momento, passou pela minha cabeça o quanto eu me sentiria envolvida com a história criada por Daniela Niziotek, pois o começo trivial não dava indício algum da intensidade que o livro proporcionaria ao decorrer da leitura. Além disso, o envolvimento dos protagonistas – Brian e Vicky – parecia um tanto forçado, impossível de acontecer de uma hora para a outra, como foi. Só que conforme os acontecimentos iam se desenvolvendo, as imperfeições de uma vida a dois, começam a surgir, deixando a história com uma dosagem condizente de realidade de muitos casais (como brigas, ciúmes, inseguranças, etc).

A escrita da autora é simples e objetiva, portanto não há dificuldade alguma para acompanhar a obra. Mas não se deixe enganar por essa simplicidade, pois o conteúdo é intrigante e surpreendente. A cada novo acontecimento bombástico, eu me sentia mais ansiosa e aflita. Queria terminar a leitura o quanto antes para descobrir o desfecho. Prendeu-me totalmente, e as 192 páginas foram devoradas em poucas horas.

Ao fechar o livro eu fiquei chocada, pasma e comecei a chorar. Chorei por muito tempo. Depois de me acalmar foquei em cada detalhe, relembrando e visualizando cada cena, para tentar absorver tudo que se passou. Em seguida, pensei: “Caramba, que desfecho foi esse?” Fiquei de queixo caído, surpresa e muito admirada com a forma que a autora conduziu os fatos da história.

Quanto aos personagens, eu me senti dividida entre amor e ódio. Por agirem de forma impulsiva e por serem totalmente instáveis, o meu sentimento por eles também dançou conforme a música. Senti raiva, revolta por Brian, mas ao mesmo tempo admiração e afeição. Com Vicky também não foi muito diferente. Confesso que em alguns momentos ela me tirou do sério por não ter mais amor próprio, e em outros, eu ficava comovida com seus gestos e a sua paciência.

A única coisa que me incomodou no livro, foi em relação aos palavrões e alguns termos chulos, como por exemplo: trepar. A história já é bem tensa pelos acontecimentos em si, portanto esses detalhes poderiam ter deixados de lado. Eu os achei desnecessários.

Em geral, Paixão, Drogas e Rock'n'roll é um ótimo livro. É uma obra que prova o quanto à literatura nacional pode ser tão maravilhosa e surpreendente, quanto à estrangeira. Recomendo totalmente.
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Kel Costa 06/06/2011

Daqueles que deixam um nó na garganta
Caramba, esse é aquele tipo de livro que deixa um nó na garganta quando viramos a última página. Fiquei dias pensando nessa história e espero conseguir retratá-la da melhor forma.

Brian Blue é um rock star dos anos 90 (bem no início) que sempre esteve na mídia, seja por brigas, drogas, orgias… enfim, o típico roqueiro doido e cheio da grana das décadas de 80 e 90. Sua vida decadente mudou um pouco depois que ele decidiu tentar consertar o casamento e salvar a vida da esposa (que também se afundava nas drogas), mas uma traição o fez perder totalmente o rumo e cometer uma grande loucura.

Um tempo depois, já separado da esposa, ele viaja ao Brasil em turnê com a sua banda Fears e é lá que por uma obra do destino, conhece Vicky. Ao contrário da sua melhor amiga que adora uma diversão, Vicky é completamente sossegada, considerada careta. Raramente sai para festa, não namora e só escuta MPB. Ela nem sequer sabe quem é Brian Blue e não se importa com o fato dele ser um dos vocalistas mais desejados pelas mulheres do planeta.

Quando o caminho dos dois se cruza, acaba sendo de uma forma nada convencional. Vicky ajuda Brian num momento peculiar e ele fica intrigado por uma garota ajudá-lo sem tentar tirar uma casquinha dele. Seu interesse está no auge, já que é questão de honra para ele conseguir a atenção de uma adolescente que se esquiva tanto de suas jogadas. Com o tempo que acabam passando juntos, Vicky inevitavelmente se apaixona por aquele lindo roqueiro conquistador que parece só ter olhos para ela.

Depois que a turnê do Brasil acaba e ele precisa voltar para os EUA, o romance precisa permanecer forte por causa da distância, mas o casal consegue manter a chama da paixão acesa e se esforça para estarem sempre juntos, mas então, a loucura que Brian cometeu no passado chega como uma bomba para atormentar o casal. Nada nunca mais poderá ser como antes e de uma hora para outra eles vêem todos os seus planos ruírem. Vicky precisará ser muito forte para encarar o que ele tem para contá-la e levar esse amor adiante.

Paixão, Drogas & Rock’n’Roll arrasou meu coração. Peguei para ler sabendo que parecia ter uma boa história e como ainda não tinha lido nenhuma resenha do livro, não sabia o que me esperava. É um livro fino, de menos de 200 páginas e que passa voando por nossos olhos. Eu pelo menos não consegui largar, principalmente quando me aproximei do meio da história.

Daniela Niziotek não usa de muitos detalhes na narrativa, daqueles onde o autor fica meia hora descrevendo o ambiente e por isso acho que tudo flui muito rápido. Ela escreveu sobre uma época onde tinha muita coisa acontecendo e a liberdade era superestimada. As drogas no meio musical rolavam solta e descaradamente e o rock estava com tudo (na verdade ele passou as décadas anteriores com tudo e meio que ressurgiu num estrondo em 90). Não pude deixar de comparar Brian Blue a Axl Rose e gostaria de saber se Daniela se inspirou em algum roqueiro famoso para compor o personagem de Brian.

Foi emocionante acompanhar a paixão que esses dois sentiam e que tentavam a todo custo salvar. A situação pela qual eles passaram foi algo bem comum naquela época e achei muito interessante o livro mostrar um pouco como era a situação real e o medo que enchia a cabeça das pessoas.

Depois de terminar a leitura, fui procurar outras resenhas para ler e me surpreendi com algumas opiniões um pouco negativas sobre o livro falar sobre “drogas”. Me pergunto como, no mundo em que vivemos, uma pessoa se incomoda em ler sobre drogas, mas pode acabar gostando de um que fale sobre prostituição ou serial-killers. Enfim, não julguem o livro pelo primeiro capítulo, onde mostra um pouco da vida desenfreada de Brian Blue. Ou você, que é fã de qualquer banda de rock que começou a carreira nos anos 80/90 acha mesmo que o seu ídolo nunca se drogou, baby?

Confesso que em algumas partes do livro eu tive raiva e condenei a forma rude como Brian acabava tratando Vicky, mas nunca poderia julgá-lo sem me colocar em seu lugar e às vezes o compreendia. Tudo que ele fez ou deixou de fazer, foi sempre pelo amor que sentia por Vicky. Ela também sofreu muito, mas no final das contas era a adolescente da relação e agia muitas vezes por impulso.

Se você só gosta de ler romances felizes onde o arco-íris brilha no céu, o gramado é preenchido com pôneis saltitantes e coloridos e que de sofrimento já basta a sua vida… esse livro talvez não seja para você. Mas se você é que nem eu, que prefere sofrer com uma leitura que balança o nosso coração dentro do peito e sabe que a vida nem sempre é justa, mas que o que vale são aqueles momentos felizes guardados para sempre conosco… então leia sem medo.

Veja essa e outras resenhas no blog: http://www.itcultura.com/
Amanda 23/06/2011minha estante
Adorei sua resenha, apesar de ainda não ler o livro. Achei um pouco estranho as pessoas ficarem cheias de opiniões negativas por que o livro fala sobre drogas. Dá um tempo né.


*Rô Bernas 09/08/2011minha estante
Kel, tô lendo esse livro e amando...comecei ontem e só parei porque tinha que acordar cedo hoje rsss
Concordo com vc...as pessoas gostam de ler sobre serial killer, sobre prostituição e acham o livro o máximo, mas falou em drogas, atacam...pura hipocrisia, enfim....


Kel Costa 09/08/2011minha estante
Pois é, Rô, não entendo a mente de algumas pessoas... Já vi resenha em blog que a pessoa adorou o livro, mas tirou pontuação pq falava sobre drogas! Sem comentários, né?

Depois me diz o que achou!


Natiii 07/11/2011minha estante
Sua resenha ficou ótima!!!
Dois pontos dela que mais me chamaram a atenção pq eu tbm pensei dessa forma ao ler o livro:esse livro é de arrasar o coração (e como!).Segunda:A Vicky era a adolescente,por isso mesmo que querendo ou não,ela não foi a mais prejudicada (como vimos no Posfácio),que na minha opinião foi o Brian.




*Rô Bernas 10/08/2011

Conflito de emoções
Fui pega de surpresa com este livro...se fosse só pela capa eu não leria, afinal a capa me influencia e muito à primeira vista.

Um livro forte que abala emoções. A maneira como Vicky lida com a situação é espetacular, apesar de querer bater nela algumas vezes rsss. E Brian...apesar de ser irracional algumas (muitas)vezes, a gente não consegue ficar com raiva dele (embora merecesse).

"Se ela pensou em resistir, foi tão rápido que o pensamento não teve oportunidade de chegar à consciência. Sentia uma onda de eletricidade percorrer toda sua pele. Seu corpo reconhecia o dele, pertencia a ele, ela estava entregue. Demorou alguns segundos para recuperar a respiração e abrir os olhos. Brian a olhava com uma expressão de encantamento, seu rosto reluzia alegria. Não cansou de admirá-la por algo que parecia uma eternidade e então a beijou de novo." (pág.32)

Personagens carismáticos, história que beira a realidade, que nos faz rir, chorar, ficar indignada e maravilhada. E o final? Surpreendente... juro que não esperava(não mesmo) e no início não gostei muito (confesso), mas a autora foi muito feliz em ter finalizado o livro como fez e até que gostei! ;-)
Dana Silva 11/08/2011minha estante
olha, agora sim quero ler esse livro porque pra vc dar 5 estrelas rsrsrs =D


Mila 24/01/2012minha estante
Oi, Ro! Termine este livro ontem e fiquei com raiva dele rs. Acho legal que o livro consiga mexer comigo assim, mas acho que amor com violência não é amor, é doença! Não suporto quando as histórias retratam isso como se fosse romântico. O final foi legal, mas pensei que seria mais trágico ainda(era de se esperar que fosse, pelos acontecimentos).




Lígia Spreafico 27/01/2011

Ótimo!
Vicky, uma típica garota brasileira, acaba de entrar para a faculdade de filosofia.
Brian é vocalista de uma famosa banda de rock americana que está de passagem pelo Brasil.
Como em um passe de mágica, seus destinos se cruzam.
O que pode acontecer desse encontro entre dois mundos tão diferentes?
De modo comovente, “Paixão, drogas e rock ‘n’ roll” traz à tona o mundo do rock. Um mundo de muito glamour, mas também de desencanto.
Com rara sensibilidade, "Paixão, drogas e rock 'n' roll conduz o leitor a uma história surpreendente que nos faz refletir sobre o amor e suas conseqüências imprevisíveis.
Recomendo, leitura muito agradável!
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Livy 12/05/2011

Livro intenso e emocionante!
{ para ler a resenha completa acesse | nomundodoslivros.blogspot.com }

Intenso e arrasador. É assim que classifico o livro. Mas não pensem que isto é uma crítica ruim, pelo contrário. Vou explicar melhor minha opinião: o livro é intenso, pois a cada página virada e cada linha lida, você roe as unhas, ri, chora e se emociona, e não tem como evitar sentir um aperto no peito, cada vez que o amor de Brian e Vicky é ameaçado. E arrasador, pelo efeito que esses sentimentos terão sobre você, assim como um desfecho de arrancar lágrimas (pelo menos, desta pessoa que vos fala).

Bom, eu tenho um certo receio de ler livros deste tipo, afinal, eu sou uma manteiga derretida e sempre acabo me desmanchando em lágrimas quando o livro chega ao fim. E com Paixão, Drogas e Rock'n'Roll não foi diferente. Daniela Niziotek escreve com sensibilidade e de forma direta e realista. Em sua narrativa Daniela não poupa o coração dos mais fracos (nem o meu). Claro, devo admitir que há cenas um pouco...fortes, mas nada que seja abusivo ou escandaloso. Eu digo que são cenas fortes, devido ao fato de "tocar" ou "surpreender" você. Tenho que dar um ponto extra também pelas descrições, tanto dos personagens (e sua personalidade e situação psicológica), quanto por ambientes e situações.

Eu, infelizmente, não posso soltar nenhum trecho da estória (afinal, odeio estragar surpresas), mas eu posso dizer que o livro realmente surpreende, e toca em um assunto realmente pertubador. Entre idas e vindas, Brian e Vicky vivem um amor surreal, impossível e inesquecível, que, de tão intenso chega a machucar. E com um final de arrancar suspiros (eu chorei o último capítulo inteiro), este é um livro que realmente deixa a sua marca e jamais pe esquecido.
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Leandro | @obibliofilo_ 09/04/2012

http://leandro-de-lira.com/
Intenso. Mesmo tendo concluído a leitura, ainda não consegui tirar a estória da cabeça. É tudo tão natural, realista e ao mesmo tempo, surreal, que fica difícil esquecê-la. A autora soube construir uma estória incrível. Creio que muitas pessoas, ao lerem este livro, irão realmente se impressionar! O livro é muito impressionante. Pode ter certeza!

"Brian Blue é vocalista e líder de uma das maiores bandas de hard rock do início dos anos 90 e Vicky, uma adolescente brasileira. Desse encontro improvável, nasce uma história de amor com todos os ingredientes dos tempos modernos. Com rara sensibilidade, Daniela Niziotek envolve o leitor ao abordar as dificuldades e concessões enfrentadas para a concretização dessa relação quando um fato trágico se interpõe, mudando para sempre a vida dos personagens. De modo delicado e comovente, mas com aguda percepção, Daniela fala das belezas e dores humanas, trazendo à tona, em meio a uma torrente de sentimentos, os bastidores do mundo do rock. Um mundo de muito glamour, mas também de desencanto e impossibilidades extremas. Brian e Vicky vivem e sofrem os dilemas do amor e da paixão, da insensatez e da lucidez, da luta para fazer prevalecer a razão em um universo cheio de contradições. Dessa mistura de emoções, nasce uma trama muito bem urdida que nos faz pensar sobre a essência do amor e suas nuances mais caprichosas e imprevisíveis."

Brian é líder de uma banda de rock super famosa. Vicky é uma garota comum; universitária e que não imaginava que sua vida mudaria daquela maneira ao conhecer Brian, inesperadamente. Brian estava separado e não imaginava se apaixonar por uma garota, como a Vicky. Vicky, por outro lado, não gostava de rock e nunca havia ouvido sequer falar sobre a banda do Brian, Fears.

Mas não dizem que "os opostos se atraem"? Pois bem, é isso que acontece. E a atração é tão grande que depois torna-se em paixão. Eles vivem momentos lindos e também momentos de tensão, onde são ditas palavras, que jamais qualquer ser humano, ao ouvi-las de uma pessoa que ama, esquecerá.

O Brian é surpreendente. Eu nunca sabia quais seriam suas atitudes. E a maneira como a autora o criou é incrível. Eu nunca imaginei como seria a vida de um rockeiro e a Daniela soube me apresentar de uma maneira totalmente maravilhosa, que foi pela leitura.

Sobre a Vicky, ela muitas vezes conseguiu me deixar bastante irritado, mas com o decorrer dos fatos, eu acabei entendendo o jeito dela. Ela amou o Brian intensamente e acho que ela jamais imaginou amar alguém assim.

Os problemas que surgem entre eles, em minha opinião, foram causados algumas vezes, por ambos, mesmo sem que tivessem a intenção. Acho que foram inevitáveis; fazia parte da personalidade de cada um.

A narrativa flui naturalmente e não chega a ser cansativa. Os personagens conseguem ser reais e ao mesmo tempo, surreais. Eu achei incrível! O que não me agradou muito foram algumas atitudes do Brian, pelo fato de ele dizer que a amava muito e quando ele agia daquela maneira, soava completamente contraditório.

Contudo, o livro é muito bom! Se você curte rock ou se sente atraído pelo gênero, creio que irá gostar do livro. Porém, se você curte romances, onde a realidade praticamente não existe, talvez não vá agradar-lhe muito.

Recomendo!

P.S.: Eu gosto de romances onde a realidade é praticamente inexistente! (risos)
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Evellyn 14/05/2012

O livro de estréia de Daniela Niziotek é forte. E quando eu digo forte, me refiro a algo realmente pesado, não de forma dramática, mas de forma extremamente tensa e emocional. Como o nome sugere, o livro fala sobre rock, drogas e paixão acrescente sexo e você saberá onde está se metendo. PDRR, se passa nos anos 90 e narra a história de paixão entre Vicky, uma garota de 18 anos que acaba de entrar na universidade e um rockstar por seu comportamento destrutivo, Brian Blue, líder da banda Fears – aproximadamente 10 anos mais velho. Os assuntos abordados no livro são 'polêmicos' (vamos chamar assim) e tudo é tratado de forma muito explicita, sem rodeios, visceral.

Os dois se conhecem quando a banda vem fazer um show no Brasil e logo surge uma paixão intensa, que os leva a extremos inimagináveis. Brian é um cara excêntrico, com um comportamento típico dos astros do rock dos anos 90 – e tenha em mente a época em que se passa o livro. Ele tem uma historia de vida bem tensa e isso se reflete na forma que ele lida com a fama e as situações vividas. Ele parece arrogante a principio, mas é só porque nunca teve alguém que o contrariasse...

Vicky, embora nova, enfrenta as coisas de forma tão madura que você pensaria que ela já teve muitas experiências de vida – e ela não teve. Eu a compreendi completamente, mas me peguei pensando se no lugar dela eu teria espirito para suportar o que ela passou. Se bem que, considerando o estado em que ela se encontra (paixão, amor – acho que denominações aqui não fazem diferença), talvez eu fizesse exatamente o mesmo. Realmente gostei muito dela, ela é surpreendentemente forte e perspicaz pra alguém tão jovem e não acostumada a vida louca de um astro do rock.

A relação entre os dois é extremamente conturbada e passa por muitos altos e baixos – muitos. Eu gostei muito deles e realmente torci pelo casal. Também gostei de todos os outros personagens – tão problemáticos! – e o livro me prendeu do começo ao fim (Comecei a ler o livro às 2 da manhã e quase não dormi para terminar – e acredite, isso NUNCA acontece comigo. Eu iria ler só um capitulo, e acabei lendo ate a metade!). Fiquei realmente sensibilizada com todas as situações e angustiada junto com Vicky e Brian. Também achei os diálogos tão... dinâmicos. O livro todo deixa aquela sensação de apreensão! Mas também há os momentos de descontração e humor (sim).

Esse não é o tipo de livro que eu recomendaria para você emprestar para sua prima pré-adolescente ou para sua avó (certamente ela ficaria chocada). Embora eu super recomende o livro por ser uma leitura muito interessante, você precisa ter a mente muito aberta e uma cabeça muito boa para entender o livro e não julgá-lo mal. Você precisa entrar na história e viver o contexto dos personagens, a realidade deles, para conseguir compreender tudo o que acontece sem ficar apavorado.

PDRR não é um livro 'fácil de digerir', aceitar ou compreender, mas se você se adaptar a esses pontos poderá gostar tanto quando eu. A minha dica é não ficar impressionada com as cenas fortes que você lerá. E também acredito que se você tem convicções religiosas ou morais muito restritas e inflexíveis, não será seu melhor tipo de leitura, pois o livro é bem contraditório. Ele é denso, tenso, despudorado e até um pouco depressivo. Incrivelmente, isso só me fez admirá-lo mais (embora eu não seja uma tresloucada). Acho que a autora conseguiu ser de uma sensibilidade – minha opinião – incrível, retratando algo tão forte. Eu consegui me colocar nas situação mesmo sem viver – nem de perto – situações parecidas (e nem gostaria, pra ser sincera).

Eu já sabia o que me esperava ao começar a leitura, mas fui surpreendida por um enredo diferente de tudo o que já li. Achava o assunto interessante, mas ler sobre isso de uma forma tão explicita me deixou realmente aflita, ansiosa, curiosa! Para muitos, pode incomodar a aparente rapidez com que as coisas acontecem, mas como eu expliquei, é um livro intenso e a velocidade da narrativa serve para mostrar o quanto as coisas são agitadas na vida dos protagonistas. Acho também que a diagramação pode deixar os mais exigentes um pouco confusos, já que muitas vezes os cenários mudam sem ter uma 'separação' certinha. É tudo rápido e de um parágrafo para outro tudo pode se transformar.

Terminar a leitura foi um choque. Eu já estava esperando por tudo (e você deve esperar), mas a tensão final foi tão forte que eu quase me descabelei. Na verdade, apesar do fim ter me deixado desolada, eu acredito que tenha sido o final perfeito, perante tudo o que aconteceu. O livro me deixou de uma forma que eu penso em relê-lo e omitir o fim, só pra poder fazer o meu happy ending, pois em muitos momentos eu tive vontade de mudar o que estava acontecendo!

Sinto muito galera, acho que minha resenha não passou nem 10 % do que eu realmente senti com essa leitura, mas eu fiz o máximo para tal. Se tiverem coragem e/ou curiosidade leiam, é interessantíssimo!

Com quotes: http://heyevellyn.blogspot.com.br/2011/07/eu-li-paixao-drogas-e-rocknroll.html
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Isa 20/04/2011

Paixão, Drogas e Rock'n Roll
Resenha publicada no Eu Amo Ler (eu-amo-ler.blogspot.com) no dia 20/04/2011

Vitória (ou Vicky, como gosta de ser chamada) é uma estudante universitária brasileira, fascinada pela cultura de seu país. Por isso, não conhece quase nenhuma banda norte-americana. Ela vive em um apartamento com sua amiga, Carol.

Brian é vocalista da Fears, uma banda de rock muito famosa. É casado, mas após pegar sua esposa traindo, se divorcia. O que é um alívio, afinal, não aguentava mais sua esposa usando drogas, enquanto ele lutava para parar de usá-las.

Eles se conhecem após Ricardo, irmão de Carol, anunciar para Vicky e para a irmã que é o novo assessor pessoal de Brian, e se oferece para levar as duas para assistir à um show da Fears, no Rio de Janeiro. Após chegarem, no final do show, Brian e Vicky se conhecem. Brian começa a gostar de Vicky justamente porque ela não gosta de sua banda, nem do próprio Brian.

Com o tempo, eles começam a sse encontrar várias vezes, e a se apaixonar. Poderão eles viver um final feliz, apesar dos obstáculos a serem enfrentados?

Esse livro foi uma surpresa para mim! Gostei muito da capa e do título, achei bem criativos. Gostei bastante da história também. Mas, em algumas partes, o livro ficava realmente monótono, e quem me conhece, sabe que eu gosto de livros agitados, com coisas importantes acontecendo a cada linha. Infelizmente, Paixão, Drogas e Rock'n Roll perdeu pontos por causa disso.

Mas a história em si foi bem legal. Fui surpreendida pelo final, nem em sonho eu esperava aquele final. O livro, sim, ganhou pontos pelo final surpreendente. Quando você chega mais ou menos na página 130, você não consegue largar o livro de jeito nenhum! Eu tinha parado lá pela página 120 e fiquei uns dois dias com ele lá, parado. Mas quando eu comecei a ler, não conseguia mais parar até saber como tudo aquilo ia se resolver.

Gostei também do tema que foi tratado no livro, vários temas polêmicos, e adorei também a forma como eles foram tratados. A atitude dos personagens também era muito legal, às vezes você amava um personagem, e duas páginas depois, o odiava. Recomendo bastante o livro que, apesar de um pouco parado, é emocionante e surpreendente.
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Lud 12/12/2011

Li Paixão, Drogas e Rock'n'Roll em apenas um dia, tamanha era a minha expectativa em relação a este livro!

No começo eu achei maravilhoso, afinal que adolescente nunca sonhou em ficar com um astro de rock?
Gostei muito da Vicky e do Brian num primeiro momento, mas o livro partiu para um lado que eu não curto muito. Nem foram as drogas e a violência, mas esse amor súbito e doentio entre os dois, acabei me sentindo meio sufocada, sabe?

Mas dou todo o crédito para autora, por mostrar os bastidores do mundo do rock (adorei essa parte), e por criar um livro que sem dúvida prende o leitor até o final, que é bem intrigante!
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Douglas 12/12/2011minha estante
Quero ler!!!




Priscilla 06/10/2011

http://fatoselivros.blogspot.com/
Para começar, como o próprio título pode sugerir, não é uma história cor-de-rosa. Há muito drama, muitos conflitos e muita intensidade em cada uma das páginas.

Tudo acontece em torno do romance de duas pessoas de mundo distintos: Vick, uma adolescente brasileira tímida e Brian, um rockstar com tendências a excessos, que já teve todo o tipo de experiências na vida.

Além das dificuldades óbvias de manter um relacionamento a distância- ele em Los Angeles e ela em São Paulo- o casal ainda recebeu, no início do relacionamento, uma notícia capaz de mudar completamente seus planos. À partir de então a relação deles passou a ser cheia de altos e baixos, como se cada momento fosse marcado por extremos: entre a paixão e a obsessão, entre o ilimitado e o medo, entre o cuidado e a violência, entre um conto de fadas e um conto de terror.

Com certeza não se pode passar indiferente a essa leitura. É o tipo de livro que desperta vários sentimentos e sensações. Enquanto lia, várias vezes quis invadir as páginas e sacudir alguma personagem ou, até mesmo, passar a mão na cabeça e oferecer um abraço. Amava um aqui, para na página seguinte começar a odiar e cinco páginas depois voltar a amar. nosso relacionamento leitor/personagens também foi cheio de altos e baixos.

Eu nunca tinha lido um livro com esse tema, mas já tinha assistido alguns filmes e gostado. Gosto de histórias intensas e que explorem os aspectos humanos primitivos, físicos e mentais. Um ponto a destacar, além do enredo bem escrito, foi o final original. Adorei.

Recomendo! Mas vale lembrar que é um livro polêmico. Quem não curte livros mais "sofridos", provavelmente não vai gostar. Mas fica a dica de leitura para aqueles que estão dispostos a conhecer algumas personagens tortas, imperfeitas e, mesmo assim, cativantes, trazendo com elas histórias de amor e dor. Quem pegar o livro de mente e cor
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Paulatictic 26/06/2011

Adorei!
Ah, eu adorei esse livro! E simplesmente não imaginava gostar tanto assim desse livro, mas a autora soube escrever um romance maravilhoso, sem aquele mel com açucar que muitas vezes lemos, mas com uma delicadeza impressionante. E fiquei mais feliz ainda de saber que é uma autora brasileira e ainda por cima com a mesma profissão que a minha!
Mas vamos lá,
Imagine só, o livro conta sobre Vicky, uma garota que estuda filosofia na USP e de uma hora para outra conhece um rock star, vocalista de uma banda super iper famosa e os dois se apaixonam. Bem, até aí você vai pensar que é uma história sem graça e tal... mas não se enganem, é muito mais do que uma simples história, é ótimo.
Eu não consegui largar o livro e quando o deixava de lado, ficava ansiosa para poder pegá-lo de novo em minhas mãos e continuar a leitura. Acho que a personalidade dos personagens foram muito bem contruídos, principalmente o do Brian – que é o vocalista da banda – o seu humor alterado e o sofrimento que ele transmitia me deixaram encantada por ele e por Vicky por estar ao lado dele.
Bem, confesso também que fiquei triste... Não no sentido ruim, no sentido bom... É que eu queria mais mel com açucar...rs... Mas talvez isso não deixasse o livro tão bom como ele é.
Um amor destrutivo e ao mesmo tempo tão bonito, é incrivel como foi possível sentir o dilema da Vicky e sentir que mesmo doendo e sofrendo é impossível não amar.
Bem, acho que esse também vai para um dos melhores romances que eu já li. E como eu acabei de ler, ainda estou sentindo a anestesia da história, pensando nos personagens e na fragilidade de cada um...nossa!
Podia ter um filme desse livro...

http://paulatictic-dicasdelivros.blogspot.com/
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Natiii 07/11/2011minha estante
Quando eu estava lendo o livro,umas das primeiras coisas que eu pensei foi: Poxa,bem que podiam fazer um filme.Realmente seria uma ideia excelente!




Mariana 26/10/2011

Paixão, drogas e Rock n' roll - Daniela Niziotek
''Brian Blue é vocalista e líder de uma das maiores bandas de hard rock do início dos anos 90 e Vicky, uma adolescente brasileira. Desse encontro improvável, nasce uma história de amor com todos os ingredientes dos tempos modernos. Com rara sensibilidade, Daniela Niziotek envolve o leitor ao abordar as dificuldades e concessões enfrentadas para a c
oncretização dessa relação quando um fato trágico se interpõe, mudando para sempre a vida dos personagens. De modo delicado e comovente, mas com aguda percepção, Daniela fala das belezas e dores humanas, trazendo à tona, em meio a uma torrente de sentimentos, os bastidores do mundo do rock. Um mundo de muito glamour, mas também de desencanto e impossibilidades extremas. Brian e Vicky vivem e sofrem os dilemas do amor e da paixão, da insensatez e da lucidez, da luta para fazer prevalecer a razão em um universo cheio de contradições. Dessa mistura de emoções, nasce uma trama muito bem urdida que nos faz pensar sobre a essência do amor e suas nuances mais caprichosas e imprevisíveis.''

Forte. Impactante. Realista. Esmagador.

Rock n' roll extremado com um tempero aguçado de uma paixão doentia e enlouquecedora, e uma cobertura de violência e insanidade poderosas são os principais ingredientes dessa, definitivamente penetrante, maratona de sentimentos que 'Paixão, drogas e rock n' roll' certamente é.

Quando Vicky, uma paulista, estudante de Filosofia, conhece Brian Blue - o famoso vocalista da banda de rock internacionalmente conhecida Fears, da qual ela estranhamente nunca ouvira falar até então, o encontro não é marcado por palavras carinhosas ou trocas de olhares românticos, mas por insultos e grosserias e a promessa de que um não cruzaria mais o caminho do outro. O mais inusitado, porém, é quando a mão do destino resolve intervir no caminho dos dois. Então ulálá... Sai de baixo!

Quando mergulhei na história, na mesma hora pensei comigo mesma e afirmei: "Vicky está vivendo o sonho da maioria das garotas de sua idade. Sério. Quero dizer, qual adolescente nunca sonhou com uma coisa dessas? Um romance com um popstar? Por favor!" Acho que todo mundo já passou por essa fase...

Ele, 100% rock n' roll. Seu perfil arrogante e grosseiro mescla com uma fragilidade perturbadora, inconsciente e afetuosa quando Vicky entra em cena e, quando a coisa toda ganha proporções gigantescas, Brian nos mostra sua outra
face: o cuidado excessivo, a proteção abusiva, o comportamento bipolar e agressivo, a carência compulsiva, a possessividade, os surtos de histeria.

Ela, apenas uma adolescente de 18 anos que é apaixonada por MPB e divide seu apartamento com a amiga estudante de Publicidade.
Não bebe, não usa drogas, nunca namorou sério. Sempre muito na linha. Tudo muito certo.
E é justo nesse momento que uma maratona de eventos se desenrola e eu quis parar de ler e quis bater nela e fiquei com pena e fiquei com raiva e revoltei e resmunguei: ''Que burra! Que raiva! Ah, para! Sai, sai! Não pode ser!''
Quis entrar no livro, quis expungir a tensão aguda e o peso sufocante desse desespero!

Para quem for iniciar a leitura, essa é uma prévia do que está por vir.
Como se faz para entrar de boa vontade nesse universo furiosamente entorpecedor e sair dele sem se corromper?

Apesar de já termos um conceito geral do que a maior parte desse mundo artistico representa, (drogas, álcool, loucura, sexo desenfreado, superficialidade, mentiras, intrigas, inveja, falsidade, desonestidade, interesses, ganância, ganância, dinheiro, dinheiro, dinheiro...) e apesar do caráter irregular, portanto pouco con
fiável de Brian Blue, moldar com firmeza cada ângulo do relacionamento do casal, ainda levei um tempo considerável tentando descobrir, de uma vez por todas, do que realmente se alimentava esse elo tão transtornado.

Seria amor? Sem dúvidas fora forte o suficiente... Mas não. Acho que amor é pacífico demais para essa loucura toda. Não, não acho que tenha sido amor...
Com todo o dano e destruição, uma paixão arrebatadora e doentia daria uma melhor definição. É, isso aí... O título não poderia ter sido mais apropriado.

Caramba, como toda essa adrenalina de sofrimento atinge e suga a gente! E eles se amam e se machucam... E se complementam e se destroem... E necessitam um do outro e sangram mais um pouco...


Me lembrei muito de O Morro dos Ventos Uivantes. Só que, é claro, sobrecarregado de contemporaneidade. E por ser atual surte um efeito ainda mais real, pois você sabe que coisas como essas realmente podem acontecer; não há nada de sobrenatural. É realidade. Intensa e crua realidade.

Li numa entrevista que a autora tinha com muita frequência sonhos com esses personagens e com essa trama. Eles eram tão insistentes e assíduos que ela não pôde fazer outra coisa além de se render e, por fim, escrevê-los no papel. E disse ainda que, apesar da história não só apenas ter sido escrita, mas ter sido também publicada e lida por diversas outras pessoas, esses sonhos permaneceram..

Agora que sei do que a trama se trata, compreendo que não seja nem um pouco difícil essa forte narrativa ser lembrada inúmeras vezes. Difícil é ser esquecida.Tenho certeza de que ainda vou me pegar pensando muito em seus acontecimentos marcantes e personagens vorazes.

Soube também que a música que ela define como tema do casalm é 'Quem de Nós Dois'' da Ana Carolina. Acho essa música linda e, com certeza, é uma ótima definição! Segue um trecho dela:

''Sinto dizer que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos

No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero

A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada

E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida''


E o que falar sobre quando eu terminei de lê-lo?

Me senti tão sufocada que paralisei. Sempre fico assim quando não choro quando sinto que deveria ter chorado. Seja lendo um livro, vendo um filme, ou na vida real.

Aí o resultado é esse aperto no peito mesmo, esse peso na garganta, esse nó da cabeça que fica girando e girando com perguntas e mais sensações, e essa necessidade de exteriorizar o que está interiorizado já que - como diz Paulo Coelho - "lágrimas são palavras esperando serem pronunciadas.''


Já faz muitos dias que eu o li, e estou pensando na história até agora. Chego a considerá-lo, um daqueles livros que cravam-se na mente da gente e nos perseguem por um longo tempo.Você esquece, mas volta e meia lembra de novo e de novo. Não tem jeito.

'Paixão, drogas e rock n' roll' bateu fundo. Algumas cenas foram como socos no estômago.
Não quero falar muito mais para que vocês não tenham a impressão certa ou errada, e isso estrague a melodia do enredo. O resultado foi altamente positivo.
Daniela Niziotek é psicóloga e isso só aumentou sua capacidade de saber lidar direitinho com as emoções dos personagens.

Se vocês são do tipo que preferem os chick-lits leves, engraçados e casuais, então talvez 'Paixão, drogas e rock n' roll' não seja.... assim... a melhor opção...

Mas caso estejam preparados para uma narração que parece inocente, mas que na verdade te ataca e é venosa; então vão em frente, eu recomendo!
Desafio vocês a lê-lo sem que percam a sanidade mental. Hahahaha...
Não se preocupem, não é algo tão difícil assim. Afinal, a minha permaneceu.
Bem, hmm... eu acho...
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Natiii 07/11/2011minha estante
A sua resenha ficou perfeita,soube descrever tudo o que se sente ao ler o livro.Concordo com vc em vários aspectos,principalmente na questão que esse livro marca.Podem se passar anos mas eu tenho certeza que lembrarei dessa narrativa!




William Souza 07/10/2011

Uma palavra para descrever esse livro? Intenso.

Brian Blue é vocalista e líder de uma das maiores bandas de hard rock do início dos anos 90 e Vicky, uma adolescente brasileira. Desse encontro improvável, nasce uma história de amor com todos os ingredientes dos tempos modernos. Com rara sensibilidade, Daniela Niziotek envolve o leitor ao abordar as dificuldades e concessões enfrentadas para a concretização dessa relação quando um fato trágico se interpõe, mudando para sempre a vida dos personagens. De modo delicado e comovente, mas com aguda percepção, Daniela fala das belezas e dores humanas, trazendo à tona, em meio a uma torrente de sentimentos, os bastidores do mundo do rock. Um mundo de muito glamour, mas também de desencanto e impossibilidades extremas. Brian e Vicky vivem e sofrem os dilemas do amor e da paixão, da insensatez e da lucidez, da luta para fazer prevalecer a razão em um universo cheio de contradições. Dessa mistura de emoções, nasce uma trama muito bem urdida que nos faz pensar sobre a essência do amor e suas nuances mais caprichosas e imprevisíveis...

Não sei nem por onde começar essa resenha, pois esse foi um livro que mexeu tanto comigo. Ao ler o livro, você parece que está entrando em um carrinho de montanha que sobe e desce em questão de segundos, e assim são suas emoções lendo o livro. Pontos altos e baixos que acompanham os personagens.

Daniela Niziotek, escreveu um romance tão intenso e real que fico me perguntando, quantas pessoas estão nas mesmas situações que os personagens vivem. Vendo suas vidas se transformarem de perfeitas á quase nada.

A autora levanta ótimos pontos de discussão, sobre drogas, sexo desenfreado e as conseqüências que isso tudo pode trazer para a nossa vida mais tarde, ou mais cedo do que possamos imaginar. É tudo tão real, que parecia que eu estava vivenciando tudo aquilo. Sem contar na escrita da Daniela que é totalmente viciante, você começa uma linha quando vê já terminou de ler o livro, de tão fluída que é a narrativa dela.

Os personagens são tão bem construídos, que até parece que qualquer dia você pode esbarrar com eles na rua. Vicky é uma fofa, a Carol é uma loucona topa-tudo e o Brian ao mesmo tempo em que ele me ganhou por seu grande coração, me irritou muito por se privar e se limitar tanto, algumas de suas atitudes foram desnecessárias e por outras eu fiquei chocado por seu temperamento.

O livro entrou para a minha de favoritos, e ao mesmo tempo um dos melhores do ano. Uma surpresa tão agradável que vai ser difícil esquecer tudo o que senti ao ler esse livro. Intenso, forte, real e com um problema tão atual. Assim é “Paixão, Drogas e Rock‘n’Roll”, um livro que vai te deixar louco e estupefato pelo final, que eu realmente não esperava.

http://viciodecultura.blogspot.com/2011/09/paixao-drogas-e-rocknroll-daniela.html
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Samy Rabelo 07/07/2013

Resenha do blog Livros com Resenhas
Vicky é uma adolescente que acaba de entrar na faculdade, irá cursar filosofia e nem imagina que sua vida irá mudar após ir a um show de Rock'n'roll com sua amiga Carol. Nos bastidores da banda Fers, Vicky conhece o vocalista, Brian Blue, um cara já vivido e com um passado meio perturbado.

Suas vidas não são nada parecidas, mas o simples fato deles se encontrarem por um acaso no camarim do vocalista fará com que suas vidas mudem e ao mesmo tempo entrem num dilema complicado e cruel.

Uma decisão difícil afeta o relacionamento do casal, que logo que se conheceram passaram a viver uma história de amor e paixão intensa.



"Você é tão frágil. Parece feita de porcelana ou cristal. Faz com que eu queira tocar você com suavidade, com reverência. Você é tão estupidamente rara. Eu nunca pensei que pudesse amar alguém como eu amo você, Vicky. Você não tem ideia do que significa para mim."



Não quero dar spoiler e nem vou contar muito dos acontecimentos desse romance. Quero que você leitor que, assim como eu, se surpreenda como me surpreendi com o que a autora fez com os protagonistas. Vicky e Brian é típico daquele casal que logo à primeira vez que se vêem já sentem o coração acelerar. Bom, falando assim, vocês podem até parar de ler a resenha por aqui e me dizer: iiii mais um romance clichê!! Não, não é bem isso. Conhecemos um casal que se apaixona à primeira vista, mas que irá sofrer com o destino cruel que lhes é reservado.

A vida dos dois tinha tudo para ser perfeita. Amor, dinheiro, luxo e paixão era tudo que eles poderiam ter. Mas como nada é perfeito, uma "bomba" cairá na vida dos dois.

Pessoal, não quero estragar o prazer dessa leitura para vocês contando mais do que deveria, portanto, quero enfatizar que esse romance está cheio de tensão.



"Tudo na vida é mesmo relativo"



Uma história extremamente cativante e comovente, que te faz ficar preso a cada capítulo. Paixão, Drogas e Rock'n'roll é o tipo de leitura que sem dúvida irá fazer você refletir após ler a última frase do livro e fechá-lo.

A autora nos apresenta um sentimento lindo de amor e respeito entre os personagens e ao mesmo tempo a tristeza de um ser indefeso cheio de dúvidas e agonia.

Os personagens mesmo sendo bem irritantes às vezes, gostei bastante deles. Um casal bem diferente e que mostrou bastante maturidade.



"Não adianta passar pelas mais diversas situações se não se pode aprender nada com elas."



Fiquei muito surpreendida com o desfecho da história, a autora soube conduzir a situação dos personagens da melhor forma possível. Não é aquela história que podemos classificar como perfeita. É e não ao mesmo tempo. Viu pessoal?! Até agora fazendo essa resenha fico com um nó na garganta.

Após terminar a minha leitura, fiquei com ódio da autora. Fiquei falando com meus botões: Por quê a Daniela fez issoooooooo? Como ela é maldosa!!! Essas coisas de quem está passada com a história sabe?

Fiquei com tanto ódio que parei pra pensar um pouco e vi que era a melhor solução a ser tomada.

Vou parar por aqui para não dar nenhum spoiler! Vocês precisam ler esse livro!




site: http://livroscomresenhas.blogspot.com.br/2013/07/resenha-premiada-paixao-drogas-e.html
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