Caçadores de Bruxas

Caçadores de Bruxas Raphael Draccon




Resenhas - Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas


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carlosmrocha 31/07/2010

Como Raphael Draccon furou a fila.
Publicado em 2007 pela editora Planeta, pelo jovem autor estreante e roteirista Raphael Draccon, um livro que prometeu criar um universo que resgatasse o espírito juvenil da série animada cultuada nos anos 80, Caverna do Dragão. Cabe aos leitores conferirem, mas em minha opinião, o livro oferece um outro tipo de estória, divertida, sombria e instigante e que destrói e reconstrói personagens familiares ao nosso imaginário coletivo.

Como Raphael Draccon furou a fila.

Soube deste livro através de uma divulgação na Internet, há alguns meses. Chegando ao site oficial de divulgação da obra, pensei: "mais um autor de Fantasia Nacional conseguindo publicar... Que bom! E, é claro, mais um livro para minha concorrida fila de leitura". Como de costume, fiz minhas malas para participar do EIRPG e especialmente do Fantasticon. Minha primeira atividade no evento foi participar de encontro do GELF, Grupo de Estudos de Literatura Fantástica, presidido pela criadora do GELF, a carismática escritora Rosa Rios. O tema foi "Contos de Fadas: Arquétipos e Fantasia através dos séculos" e fizemos leitura e discussão de textos relacionados a contos de fadas. (para detalhes, nada melhor que ler o relatório no Blog da Rosana). Acontece que o quinto texto, era justamente extraído o livro Dragões de Éter e os comentários da Rosana foram responsáveis pela "furada de fila" da obra do Raphael. Assim, saí do evento com uma cópia adquirida que já comecei a ler durante minhas férias, tendo passado por São Paulo, Ubatuba e Paraty.

O Livro

Dragões de Éter Caçadores de Bruxas - se passa em uma terra fantástica chamada Nova Ether, um mundo sem deuses, mas repleto de Semideuses e suas criações: Homens, trolls, anões, fadas boas e fadas corrompidas. Estas últimas ao ensinaram os segredos de magia negra às mulheres, deram origem às temíveis bruxas. Não há um protagonista na narrativa de Draccon, exceto talvez o próprio narrador, que participa ativamente da estória, abusando de seus super-poderes de contador de estórias, procurando sempre deixar narrativa mais instigante.

O livro é dividido em três atos e é composto por uma seqüência de capítulos curtos, o que facilita a leitura, mesmo quando se está com pouco tempo. De forma sempre alternada, somos introduzidos aos principais personagens da trama: Ariane Narin, os irmãos João e Maria Hanson, os também irmãos, príncipe Axel Branford e Anísio Branford, o pai destes, o Rei Primo Branford e mais uma dúzia de figuras importantes da cidade de Andreanne, capital do reino de Azarllum. Bom, você poderia dizer, e daí? O que este livro tem de ruim, ou de bom? Bem, eu diria, vamos por etapas.

Novos contos de Fada que ora surpreendem e ora dão arrepios

Com poucos minutos de leitura, começamos a perceber, além da personalidade forte do narrador, a grande sacada desta estória. A reutilização e reformulação de personagens dos contos de fada, tais como Chapeuzinho Vermelho e o infame pirata Capitão Gancho. Além disso, há criação de novos personagens baseados no contexto de histórias de fada e outras referências da cultura pop, como jogos da série japonesa Final Fantasy. Raphael constrói com habilidade uma trama de relações entre tais personagens dando uma perspectiva menos idealizada, algumas vezes explicitando a maldade, crueldade e repugnância de seus vilões, que é usualmente mascarada e atenuada nas versões politicamente corretas de contos de fadas aos quais nos acostumamos a ver, talvez uma conseqüência da divulgação de muitos destes contos pelas animações da Disney. Em contraposição aos contos em que a morte da mãe do Bambi constituiu elemento polêmico, bruxas cruéis e piratas sanguinolentos são vilões que habitam e ameaçam a paz do reino de Arzallum e suas personagens.

Pela estrada afora, eu vou bem sozinha! Levar estes doces para a vovozinha.

Outro aspecto divertido da narrativa de Draccon, é um realinhamento lógico de acontecimentos dos contos de fada. Por exemplo, tomemos a história de Chapeuzinho Vermelho. Que mãe mandaria sua filha de nove-dez anos, atravessar uma floresta potencialmente perigosa, habitada por lobos famintos? O que uma velha senhora de idade faria morando numa casa no meio de tal floresta? Por que o lobo, tendo a oportunidade de encontrar-se com a menina, desprotegida nesta trilha, não a devoraria? Por que e iria esperá-la na casa da vovó? E quem ficaria dando explicações para tais fatos? Afinal, é apenas um conto de fadas, ora bolas! A resposta: Raphael Draccon, que se propõe a responder tais questões, sendo este um dos fatores de boa diversão contida no livro.

Adiante, o que vem?

Sinceramente não sei como está sendo a receptividade da obra de Draccon pelo público. E devo dizer, por tratar-se de uma mistura de elementos e estilos, alguns leitores poderiam não se identificar com a obra. Afinal, há momentos em que o livro parece voltado para um público adolescente, em contrapartida, há momentos em que o autor não demonstra misericórdia. Como quando os vilões aparecem para fazer seu papel, e como mencionei, a crueldade e maldade de seus atos não é mascarada. Assim, temos a contraposição de capítulos leves com romance, bom humor e ação de violência moderada, com alguns momentos na trama que classificaria como no mínimo: sombrios.

Para terminar, gostaria de ressaltar o fato de que a publicação um livro de Fantasia, da envergadura de Dragões de Éter e suas 420 páginas, por um autor estreante, em nosso país, já é por sim um grande feito.

Em segundo lugar, se forem apontados problemas ou críticas ao autor, não deixaria que isso fosse impedimento para seguir em frente. Aprendi isso quando tive uma oportunidade de contato com o incrível autor inglês, Brian Talbot, numa oficina sobre a criação de roteiros visuais para histórias em quadrinhos. O que me marcou, foi uma amostra que autor trouxe de sua primeira obra publicada. Era de fato, um trabalho bem simples se comparado com as obras maravilhosas que o Sr. Talbot vem publicando nas últimas décadas. Quando começou, não dominava todas a as técnicas, mas nunca desanimou e seguiu em frente, para tornar-se um grande autor.

Vejo em Dragões de Éter essa mesma semente. Raphael se apresenta como autor, narrando uma trama complexa, com personagens interessantes e um mundo de fantasia inspirado em contos de fada, vídeo games e cultura pop. Uma boa diversão para aqueles que se identificam com releituras de personagens e estórias de fantasia. E como história bem construída, tem seu clímax no terceiro ato, o ponto em que passei a gostar do livro e relevar meu desejo secreto para que um dos personagens da trama fosse morto: o narrador. Quem sabe no próximo livro?
Moon =D 22/05/2010minha estante
muito boa a sua resenha! parabéns. é sempre bom valorizarmos os autores nacionais, afinal, eles são, ou podem, ser tão bons quanto os de qualquer outra nacionalidade. Me interessei ainda mais pelo livro. =)


carlosmrocha 31/07/2010minha estante
Obrigado, Moon! Que bom que gostou. Estive bem parado com leituras e escrita, mas retomando aos poucos.


melissa 27/11/2011minha estante
Tem uma explicação pra mistura adolescente com um lado adulto cruel e ela se chama "literatura para jovem adulto" ou YA.


Lilian 'Indily' 26/04/2012minha estante
Excelente a resenha, sinopse e explicação do livro pelos teus olhos! Expressou bem tudo o que passa!


Mauro 18/01/2014minha estante
A sua é a melhor resenha. Soube ser bastante imparcial.


carlosmrocha 20/01/2014minha estante
Obrigado, Mauro!


Jefi 06/12/2017minha estante
Olá ! Por acaso vc tem alguns livros para indicar que atraiam a atenção de um menino de 15 anos que só sabe ficar no PC jogando ? rsrsrs aqui é uma mãe tentado fazer o filho ler ;)




Leandro Radrak 14/01/2009

Um Dragão falando de dragões.
Para aqueles que esperam encontrar batalhas de dragões, esqueçam. Dragões de Éter trabalha o simbolismo desta palavra, remetendo à força e liberdade dos homens. Cada personagem é um dragão, um ser de força de vontade, que preza por seus princípios e liberdade.
Mesmo assim, a Obra está longe de se afastar do Fantástico. Em uma inteligente re-leitura de conhecidos contos de fada, Raphael nos cativa com referências inesperadas, forçando-nos a lembrar de histórias esquecidas em algum lugar de nossas mentes.
A história é contada por um narrador bem Parcial, que não pensa duas vezes antes de expor suas idéias sobre o que está acontecendo na trama. Às vezes, tal narrador exagera um pouco na dose e deixa o texto cansativo, mas logo entra de volta na trama e prende nossa atenção com afinco. Admito que é necessário passar da página número 100 para se empolgar com a leitura. Mas julgo tal intervalo necessário, pois nestas páginas iniciais, o autor prepara as peças no tabuleiro, para só então mostrar a natureza de seu jogo.
Por fim, a narrativa culmina em uma mensagem ao leitor. Algo que fará algumas pessoas pensarem. Outras não. Aconselho uma pesquisa na Net, no Google mesmo, se você não entender algum termo, como egrégora, ou mesmo éter, isso ajudará na compreensão final.
Um livro que eu indico a leitura por dois motivos:
- O escritor é brasileiro, e vale a pena prestigiar o trabalho nacional (Que não perde em nada para os livros importados);
- Você não verá mais João, Maria (Aqueles da casa de doces) e Chapeuzinho Vermelho com os mesmos olhos...;
Aline Maia 14/12/2009minha estante
depois de ler sua resenha fiquei com vontade de ler o livro :D


Junior 08/03/2011minha estante
Vi esse livro numa livraria e achei super interessante. Tava procurando comentários sobre ele para saber se realmente vale ler, e pela sua resenha, me convenci. irei ler :D


Mari | Triplo Books 20/10/2011minha estante
Você disse a mais ura verdade.
Não consigo mais ver os personagem de outra forma.


Luciano 27/11/2011minha estante
Concordo com o que disse: nas primeiras 100 paginas ele "solta os nos" da trama, por isso é um pouco mais cansativo.. mas depois disso volta a amarrá-los e o livro se torna uma otima leitura!


tchucobrs 19/04/2012minha estante
gostei muito da resenha e adorei a colocaão:
" - O escritor é brasileiro, e vale a pena prestigiar o trabalho nacional (Que não perde em nada para os livros importados); "


Luanny 24/11/2012minha estante
Otimaa Resenha, Primeiramente fui a Bienal de São Paulo e encontrei FIOS DE PRATA, de Draccon e foi um amor a primeira vista inexplicavel, e no final do livro, apresentam-se algumas informações sobre Nosso escritor brasileiro e sobre Dragões de Éter e foi ai que me vi procurando por este na NET e por culpa de sua resenha fiquei extremamente curiosa e vou comprar logo o BOX *--*




Maltenri 02/08/2011

O que uma bela capa não faz...
Adquiri recentemente o box contendo a trilogia Dragões de Éter. Grandemente influenciado pelo enorme volume de críticas favoráveis, decidi lê-lo o quanto antes. Acabado o primeiro tomo, resultou um misto de esperança e decepção.

Comecemos pelo começo como já dizia o sábio grego (Aristóteles). Raphael Draccon, jovem escritor carioca, começa sua jornada pelo mundo da literatura com “Caçadores de Bruxas”, livro de literatura fantástica. O livro é baseado em vários dos contos de fadas que povoaram muitas infâncias por aí. Esses contos, como estabelece o autor, são extraídos de episódios ocorridos em Nova Éther, mundo povoado por humanos principalmente mas também por vários outros tipos racionais (mais ou menos desenvolvidos).
A sinopse é difícil de ser resumida sem “spoilar”, razão pela qual suspeito da ausência de tal prática na contracapa ou na orelha do volume. Neste mundo fantástico, e mais precisamente na capital do reino de Arzallum, Andreanne, reina a paz após um período violento e sombrio. Durante este período, chamado de Caça às Bruxas, combates violentos e uma atmosfera negra reinavam no mundo. Após o fim deste episódio trágico, o herói do momento, Primo Branford, assume o trono do reino. Estabelece vários anos de paz, tumultuadas apenas por dois episódios trágicos: as histórias de chapeuzinho vermelho e de João e Maria. Porém, após todos estes anos de paz, uma sombra paira sobre o reino e a paz pode não ser mais tão garantida quanto todos gostariam de acreditar.

O leitor atento vai reparar num paradoxo: contos de fadas associados a eventos trágicos? Esta é a maior força do romance de Draccon. Ele consegue, e muito bem, rever contos que são bonitos para crianças, dando explicações mais racionais e adultas para os eventos ocorridos nesses contos, ao mesmo tempo imaginando o que aconteceria com os protagonistas Chapeuzinho Vermelho, João e Maria – que também são alguns dos protagonistas do livro. Desta forma, clássicos da literatura infantil se tornam contos trágicos sob a pluma de Raphael Draccon.
Alguns dos contos revisitados são, claro, “Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau”, “João e Maria”, mas também “Capitão Gancho” ou a ”Princesa e o Sapo”, tudo regado as mais diversas referências da cultura pop.

Observando o grande número de contos abordados pelo autor, pode-se chegar a uma conclusão: muitos são os personagens de “Caçadores de Bruxas”, sejam eles oriundos de contos ou da imaginação do autor. Durante todo o livro, o autor-narrador segue um ou outro de seus personagens principais, bem ao estilo das mais variadas histórias fantásticas.

O jovem carioca escreve de maneira leve, com um vocabulário bem acessível, ideal para jovens leitores. Uma ou outra palavra podem ser desconhecidas, porém nada que um bom dicionário não resolva. Seu estilo leve, com frases curtas, permite uma leitura rápida e agradável da obra: ponto muito promissor para uma primeira tentativa escrita.
Como já disse, a narração é feita pelo autor-narrador, e nesta história isto é mais do que nunca verdade. Não direi mais para não estragar uma das descobertas fundamentais da obra. No entanto, gostaria de fazer minhas as palavras do editor Pascoal Soto, quando este declara que Raphael Draccon é um bardo de nossos tempos. Não acredito haver melhor definição para o estilo de Draccon. Digo isto pois realmente temos a impressão durante o livro que o narrador está frente a frente conosco, em uma taberna, bar ou qualquer outro estabelecimento onde servem comes e bebes, contando (ou cantando, pois era o que os bardos de outrora faziam) uma história de terras ou tempos desconhecidos.


Esta característica é interessante e inusitada. Apesar da originalidade, durante a obra, o estilo é inconveniente muitas vezes. Credito isto na conta da inexperiência. Muitas vezes, para dar opiniões ou fazer piadas como se estivesse contando oralmente uma história, o narrador interrompe a história, quebrando o ritmo e de certa forma perdendo um pouco o leitor. Este tipo de interrupção funciona em conversas, porém no escrito isto esfacela a trama, tornando a leitura por vezes enfadonha.

Continuando no tema da narração, é importante salientar que uma narrativa feita acompanhando ora um personagem, ora outro, não pode ter capítulos tão breves quantos os de “Caçadores de Bruxas”. Como já estabelecido, cortar toda hora a evolução da trama só perde o leitor, que não consegue se firmar em aspecto algum de uma história. Ler vários aspectos de uma trama não é um problema, e sim uma vantagem, porém mudar de perspectiva a cada minuto lido torna-se um problema. Vide o exemplo da série televisiva americana “The Event”, muito criticada neste aspecto.

Outro problema freqüente é um certo enchimento de lingüiça, num português bem direto. Piadas repetitivas, explicações desajeitadas e por vezes incompreensíveis além de dar vários pontos de vista para um mesmo evento (poderia ser interessante se o autor não usasse as mesmas frases e parágrafos nos diferentes pontos de vista) são encontrados no decorrer da trama. Acredito que a intenção fosse aumentar o aspecto da conversa com o leitor, mas muitas vezes isto satura desnecessariamente a narrativa.

Um problema grave, que a meu ver pode se tornar erro freqüente caso não seja remediado, é o fato do autor anunciar a torto e a direito o que vai acontecer em seguida alguns capítulos antes do real momento. Como quando assistimos “Caverna do Dragão” (para utilizar o exemplo do autor), ou qualquer outra série de TV, e a cada intervalo ou fim de episódio, o narrador fala: “porém uma nuvem negra paira sobre os heróis”, ou então, “porém esta decisão vai ter conseqüências mortais no próximo episódio”. A trama é suficientemente boa sem este tipo de artifício para prender o leitor. O leitor quer, e vai saber o que acontecerá. Um livro não é um programa de TV que busca garantir telespectadores custe o que custar. É como contar uma piada e começar a rir antes do final: o receptor não sente o que sentiria se tivesse descoberto o final sozinho.

Para terminar o quesito narração, percebe-se que é o primeiro livro do autor quando muitas vezes durante diálogos, o autor alterna momentos de linguagem formal com linguagem informal no mesmo diálogo. Isto torna tudo menos verossímil, e colabora para uma imersão nem tão eficiente.


Falando em imersão e linguagem, é importante mencionar a mistura que o autor faz de gírias e expressões modernas (especialmente carioquismos, fazendo jus a sua origem) em alguns momentos com uma linguagem excessivamente formal, utilizadas há sabe-se lá quanto tempo e completamente inutilizadas hoje em dia. Tudo isto torna o universo ainda menos crível, sendo que uma linguagem normal moderna e uniforme, sem muitas gírias, seria mais do que suficiente para a imersão total do leitor.

A questão do universo também ainda não foi dominada por Draccon. No começo do livro nos deparamos com um mapa (que não saiu bem na impressão, pelo menos na minha edição da Leya, muito escuro, não podendo ser bem analisado). Porém no desenrolar dos eventos, muito pouco se utiliza realmente do mundo físico: o mapa torna-se supérfluo. Talvez nos próximos volumes da saga ele se torne importante, porém neste primeiro, é um elemento totalmente desnecessário. Mas isto é um detalhe perto dos outros problemas do universo criado por Draccon.

O maior problema é Draccon se perder no próprio universo. Pode parecer improvável, mas uma leitura atenta mostra que Draccon não se sente tão à vontade assim dentro de sua própria criação: problemas de câmbio entre as moedas do universo, anunciadas de um jeito no começo, porém mudadas no decorrer da trama (ou então o Raphael errou na matemática); um príncipe com problemas de geografia e conhecimento dentro de seu próprio reino (quando foi estabelecido que este entende a geopolítica de Nova Éther); ou então um personagem, que está em período de aprendizado escolar não saber diferenciar as raças do mundo (como se alguém não conseguisse diferenciar um gato de um cachorro no nosso mundo).
Da mesma forma, certos elementos podem parecer extremamente inverossímeis para o leitor atento: senhas de segurança máxima que não mudam em anos (algo realmente seguro e normal).
E há também incongruências na história tecida pelo autor: a maior delas sendo a história entre a rainha e o rei de Arzallum; ou então um personagem já calejado por guerras e crises que se deixa levar a loucura por um dia e meio de crise.

Pode parecer implicância com pequenos detalhes, porém quase qualquer um pode criar um universo bruto. A diferença, ou seja, a marca da excelência está na lapidação que o criador faz nos seu universo: os mais verossímeis, os melhores são aqueles em que tudo se encaixa, nem que todos os pormenores fazem sentido. É no detalhe que se encontra o verdadeiro brilhantismo.


A maior crítica que posso fazer, no entanto, está no âmbito intelectual e filosófico.
É verdade que o autor desenvolve uma belíssima metáfora no decorrer da narrativa, falando sobre o criador-escritor, por intermédio do narrador. Desenvolve idéias interessantes, como o fato de tanto o criador como os observadores da criação – ou seja, o leitor – serem responsáveis pela perenidade do mundo. Ou então o fato do criador moldar e modificar o mundo como deseja, estabelecendo isto como uma prerrogativa básica do escritor. Enfim, Draccon trata leitores e escritores da mesma forma, dando responsabilidades a ambos e instigando a imaginação do leitor, que segundo ele, está só a um passo de descobrir um novo universo, que tenha relações com o nosso e com todos os outros já descobertos (como ele descobriu Nova Éther).

No entanto, no decorrer da obra, Draccon apela para um maniqueísmo absurdo: o Bem e o Mal estão sempre presentes e o autor mostra seus personagens como um ou outro. Tudo é construído através do prisma desta dualidade: sentimentos, ações, pensamentos. Nada é uma coisa e outra ao mesmo tempo. Inúmeras são as vezes em que as palavras aparecem, sempre dividindo as coisas de formas grotesca, sem deixar espaço para o meio-termo. Por exemplo, orgulhar-se de algo feito com justiça é maléfico, e só a humildade é o bom caminho. Ou então o fato de negar ajuda a alguém é errado, mesmo que isso cause enorme dano a si mesmo e possivelmente outros. E mais, a providência recompensa aqueles que seguirem por tais caminhos “bondosos”.
O que nos leva a um ponto fundamental da obra: o excesso de lições de morais construídas para crianças. É verdade que a história se passa num mundo de conto de fadas, mas como o autor estabelece no início, um conto de fadas mais adulto. E não é o que se reflete nas incessantes lições de moral sobre o Bem contra o Mal. Nada melhor para exemplificar do que quando um dos personagens declama do alto de toda sua maravilhosa filosofia de porta de boteco que mesmo a plebe é cheia de gente rica apesar de seus meios materiais limitados, fazendo alusão, claro, à riqueza de caráter destas pessoas. Uma verdadeira apologia ao politicamente correto.

Algo que me deixou preocupado foi a doutrina religiosa cristã, e especialmente católica, existente na obra. Ao melhor estilo “Crônicas de Nárnia”, o carioca planta diversas filosofias religiosas na sua obra. Já falei do maniqueísmo e da providência que recompensa os de coração puro. Existem ainda diversos outros exemplos, sendo o mais marcante o “Criador”, que aparece em destaque a cada cinco minutos, provedor de tudo e responsável por todos, que olha pelas suas criações sem descanso; justo e cheio de compaixão, mas que não hesita ao castigar os que vão contra seus desígnios. Ou então as repetidas vezes em que o narrador descreve como a fé tudo resolve, pois este é o sentimento de maior importância e pureza. Sem falar nas fadas, que lembram estranhamente os profetas e anjos bíblicos, pregando a lei divina e testando os homens.
Podem falar que estou sendo demasiadamente implicante, mas tudo isto junto lembra demais um dogma que todos conhecemos. Mas prefiro responder usando as palavras do autor: “pelo Criador”, ou “que o Criador nos ajude”, ou então, a mais indicativa de todas, “Que as fadas estejam conosco (...); elas estão no meio de nós”. Lembrando que as fadas são as representações físicas do Criador.


Por essas e outras, não consigo considerar “Caçadoras de Bruxas” um bom livro. Raphael Draccon é talentoso e tem futuro, inquestionavelmente. Mas deveria ater-se a criar e narrar boas histórias, sem tentar dar lições de vida religiosas. Acho que qualquer humanista ficaria com os cabelos em pé ao ler este livro, especialmente quando o autor considera que nem todos os homens são iguais (*SPOILER**SPOILER* *SPOILER* sacrificar um membro da família real é melhor do que um outro qualquer *SPOILER* *SPOILER* *SPOILER*) . O estilo é interessante, com algumas falhas aqui e acolá, frutos certamente da inexperiência. As idéias e filosofias veiculadas pela obra, no entanto, são inteiramente dispensáveis.
diego 09/09/2011minha estante
FRancamente, o mesmo que eu pensei, apesar de não ter gostado do livro valeu a pena ler sua resenha muito bem feita, sensacional! Também não gostei dessa paçoca do autor, mundo atual com contos de fadas não dá! Abandonei a série...


Maltenri 12/09/2011minha estante
Agradeço o elogio Diego.


Igor Ramalho 26/10/2011minha estante
Concordo em gênero, número e grau!


Karol 31/01/2013minha estante
A melhor resenha que li sobre Dragões de Éter.


Gabi 14/06/2013minha estante
Que resenha perfeita!
Você conseguiu expressar em palavras tudo o que está na minha cabeça, mas não consigo explicar para as pessoas que me perguntam "Por que não gostou tanto desse livro?".
Estou agora começando o segundo livro da série, nem cheguei na página 100 ainda, mas infelizmente ele está pior do que o primeiro. :(


Vanessa - @livrices 06/12/2018minha estante
Concordo com tudo. Li os três volumes, por pura insistência.... me arrependi horrores.




Rusbis 12/01/2011

O que dizer sobre o livro?
Raphael Draccon, seu doido. Você me fez ficar fascinado com um livro como a taaaaanto tempo eu não ficava antes. Desde "Harry Potter" que o mundo da fantasia não foi mais a mesma coisa para mim e garanto, para muuuuita gente. Estava órfão de um mundo vasto e permeado de magia como o da senhora Rowling. Li livros excelentes até este momento, claro, mas, nenhum deles conseguiu passar a magia pura e excitante que "Harry Potter" conseguia me transmitir. Mas, eis que surge "Dragões de Éter". AAAAHHHHH, "Dragões de Éter" (olha a emoção da pessoa!). Gente, este livro é fantástico. Acabei de ler ele a poucos minutos e posso encher o peito e gritar a todo pulmão: "Os gringos tem Tolkien, nós temos Draccon!!!"
E não estou exagerando, povo. O livro é fantástico. Super criativo. Inovador. Incrível. Com toda a certeza, um dos melhores que já li este ano, se não for o melhor. A história prende tanto que, fiquei de uma sexta-feira para o sábado, lendo desde as 19:00 da noite até às 5:00 da madrugada, diretão e nem havia notado. Só fui perceber quando minha mãe bateu na porta do meu quarto delicadamente e disse: "VÁ DORMIR AGORA, SEU ZUMBI!!!"
É sério gente. Raphael Draccon conduz tão bem a história que nem vemos o tempo passar. Me senti religado à magia que havia ficado para trás com o fim de "Harry Potter".

Quais os destaques do livro?
Minha nossa!!! É tanto destaque que, se eu fosse falar todos, esta resenha ficaria maior que os três volumes de "O Senhor dos Anéis" juntos. Mas, vamos começar com os maiores destaques da obra. E que obra. A edição ficou primorosa, uma capa muito bem trabalhada e que, mesmo sendo simples, passou uma sensação tão boa e uma visão tão bonita que o livro se torna magestoso simplesmente pela capa. Os personagens. Noooooossa!!! Um melhor que o outro, gente. Ariane "Chapeuzinho Vermelhor" Narin é ótima. Muuuito engraçada, doidinha, destemida e cativante. Evolui muito no decorrer da história, passando de uma menina super protegida dos males do mundo e inoscente para uma criança com visão da maldade ao seu redor e determinada a fazer o certo. João "Joãozinho" Hanson é incrível. Irmão mais novo super carismático, esperto de dar inveja e bem "às avessas". Morri de rir com muitos momentos de ataque de ciumes dele. Ele é hilário. Até mesmo os vilões são ótimos. Todos são tão bem desenvolvidos que ficamos até meio que do seu lado, mesmo sabendo que eles não estão fazendo o certo. Fiquei comovido com a história de Babau, a famosa bruxa da Casa de Doces.
A narrativa, com certeza é o ponto mais forte de toda a história. O narrador é como se fosse um bardo, um contador de histórias, desses que se sentam em uma taberna (que tal a "Lobo Mal", taberna mais famosa de toda Andreanne???) e nos contam a história toda, com um pitaco aqui e outro ali no seu ponto de vista. Ele usa e abusa dos poderes que tem de controlar aquele mundo, nos mostrando vários fatos que ocorrem ao mesmo tempo, pausando cenas e nos permitindo andar por todo o cenário em pausa e avançando ou voltando no tempo para nos mostrar fatos interessantes e curiosos que levaram à uma determinada ação (morri de rir com a história do "veadinho cute-cute"). O grande ponto alto de toda a obra.

Quais os pontos negativos do livro?
E teve??? Sério, povo, este é um dos primeiros livros que leio e não vejo ponto negativo NENHUM. Pouquíssimos livros que li saíram sem nenhum ponto negativo, e, para citar alguns, "As Brumas de Avalon", "Eldest", "O Iluminado", "Harry Potter e a Ordem da Fênix" e mais uma meia dúzia, apenas. E este está incluído entre os livros que li e não tiveram pontos negativos.
EEEEeeeeehhhh!!! (olha a animação da criança!!!).

Concluindo:
Digo que: Deixem de ser preconceituosos e abram os olhos para a literatura brasileira atual.
Gente, tem tanta coisa boa escrita por gente da "nossa terra" que é uma vergonha para nós não aproveitarmos essas ótimas obras. Se nós não lemos livros de escritores brasileiros, como as editoras vão criar coragem de investir neste trabalho? Temos de incentivar. E nada melhor do que incentivar do que com livros perfeitos como este. Recomendo este livro a TODO mundo. Isso mesmo, desde os leitores de chick-lit aos devoradores de romances históricos. Todos vão adorar, pois, "Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas" é fantástico e o NOSSO "Senhor dos Anéis"!!!
kelly 11/12/2011minha estante
Depois dessa resenha tão entusiasmada não me resta outra opção: Tenho que ler imediatamente este livro!!! Adoro suas resenhas!!!




Douglas 29/11/2012

RPG de iniciante
Cheguei a conclusão de que Dragãoes do Éter foi uma aventura de RPG, mestrada por um narrador iniciante para uma mesa de adolescentes.
O livro é ruim.

Eu nunca na minha vida havia lido tanto "E".
"E ele foi... E ele entrou... E então tudo aconteceu... E foi então que ela notou..."

Simplesmente todas as páginas do livro possuem "E", o que me angustiou.


Os personagens possuem personalidades forçadas. Maria ou a Arianne não são inteligentes tanto quanto a Hermione (e eu não gosto de Harry Potter), o príncipe Axel não é o Aragorn e por ai vai.
Sempre tem o mais malvado, o mais bondoso ou o mais sábio.



Por respeito ao trabalho de muitos envolvidos, irei até o fim. Só estou curioso para saber se nos outros livros o autor evoluiu. Alguém sabe dizer?
Gabriel 26/12/2014minha estante
Evoluir é uma palavra mt forte, meu amigo. Mas o Raphael sem dúvida demonstrou "alguma" melhora no segundo. A quantidade de "E"s, infelizmente, continua gigante kkkkkkkkkkkkk




Carol Chiovatto 01/09/2010

Volume 1 - A Caçada das Bruxas (Dragões de Éter)
Bom, acredito que muita gente já tenha resenhado esse livro, portanto vou pular a parte de resumo, até porque eu não tenho certeza de que saberia resumir esta obra maravilhosa.

O que posso dizer é que palavras humanas não foram feitas pra descrever o sentimento que o livro traduz. É muito interessante quando encontramos esse tipo de publicação: aquela que não só faz você pensar, mas também sentir.

No começo do livro eu fiquei meio relutante com o estilo da escrita (e só porque é muito diferente do meu), mas a história já havia me cativado nas primeias páginas, então desistir de ler estava completamente fora de questão.

A ideia geral é fantástica. Usar os contos de fadas e criar um história sensacional que os envolva foi uma jogada de mestre, mas não só a narrativa como a mensagem é muito preciosa.

Terminei de ler ontem à noite, no ônibus, naquele delicioso trânsito paulistano na Marginal Tietê, e só pude pensar no que eu ia escrever na resenha. Claro, porque um livro desses precisa de uma resenha, ou eu não faria jus à leitura. Acho que tudo no universo é uma grande troca, e se um autor proporciona a você alguns dos melhores momentos dos seus dias, o mínimo que se pode fazer é prestigiá-lo tanto quanto possível.

Pois bem; nada falei sobre a história, apenas sobre minhas impressões. E vou manter assim. Eu vou dizer que foi um dos melhores livros que li na minha vida inteira, e quem conferir a minha estante (ainda incompleta), vai ver que li uns livros muito bons. Na verdade, só não digo aqui que foi o melhor livro de todos porque isso faria parecer um elogio banal, daqueles que fazemos a todos os livros bons. Não é o caso. E quem ler vai entender por quê.

Mais um parágrafo, apenas para falar do orgulho que senti sendo brasileira e ávida leitora ao ler um livro desse nível de um escritor brasileiro. Porque os brasileiros tem o péssimo hábito de renegar seu país e achar que tudo o que se produz aqui é ruim. Como consequência disso, o povo lá de fora pensa a mesma coisa. Então, por favor, leiam esse livro e comecem a mudar os seus conceitos, se é que já não mudaram com algum outro autor nacional, porque ver alguém escrevendo com a alma é algo que me faz ter vontade de anunciar ao mundo inteiro. Por enquanto, só posso anunciar aos meus amigos, familiares e contatos da internet.
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Lorena 05/06/2012

Um tanto quanto... chatinho.
Bem, eu (infelizmente) comprei a trilogia inteira, crendo que essa "releitura" dos contos de fadas seria de alguma forma interessante. A princípio, até que era, mas a forma como Raphael juntou as histórias para o mundo de Nova Ether não foi das mais criativas.

Fadas, semideuses, uma energia mágica (no caso, o éter), orcs, duendes, príncipes, bruxas, lobos... Nada novo. A história desenvolveu-se de uma forma incrivelmente previsível, o final do primeiro livro não foi dos melhores.

Entretanto, estes aspectos que eu citei são totalmente perdoáveis. O que eu não perdoei até agora, foi o tedioso narrador. Bolas! A história foi narrada como se uma pessoa — no caso, um "bardo" — contasse a você uma estória de taberna. A narrativa usa muitas expressões orais, e um contato desnecessário com o leitor, que sinceramente me incomodou bastante. Bastante mesmo! Como muitos citaram abaixo, o maldito bardo conta tim-tim por tim-tim certos detalhes que são facilmente entendidos, como se fôssemos completos abestados! Eu roía as páginas com os olhos, não me aguentava p'ra acabar aquele livro!

O ponto culminante do meu desconforto com a oralidade empregada no livro, foi quando a personagem Ariane Narin (chapeuzinho-vermelho, para os que não são íntimos) dirigiu-se ao príncipe Axel Branford (era como um astro, um ícone de beleza para a plebe) da seguinte forma:

"Lindo, tesão, bonito e gos..."

Graças aos Céus que a personagem foi interrompida por alguém (João, creio eu) no meio de uma frase tão, tão... vulgar! Por que será mesmo que ele usou logo essa "expressão" tão pobre? Carambolas! Eu não entendo! Pior: terei de terminar os três livros, para valer o meu dinheiro gasto! Calabresa! Acho que não vou suportar terminar a série em menos de um ano de muito esforço.

*Não quis de forma alguma "esculachar" a obra de Raphael Draccon. Porém, o livro não me agradou. Duas estrelinhas p'ra ele, e olhe lá.*
Nathy 28/06/2012minha estante
Sou completamente apaixonada por DdE, mas não vou escrever nenhum comentário pessoal, mas sim colar o que o próprio Draccon fala sobre esses aspectos que você comenta:

"1)MEDIEVALISMOXFUTURISMO
Um determinado conflito ocorre quando o leitor encara Nova Ether de cara como um ?cenário medieval?, da mesma forma como os cenários de Cornwell ou Tolkien, por exemplo.

Por esse ponto de vista, aos poucos ele pode começar a considerar Nova Ether ?contemporânea? demais para um cenário que deveria ter características e pensamentos mais arcaicos do que os apresentados.

É apenas mais uma vez uma questão de corrigir um vício de leitura.
O cenário possui um continente tecnologicamente avançado e outro ainda em vias de compartilhar esse conhecimento e descobrir essa união de magia e tecnologia. Um descobrimento que vamos acompanhando aos poucos.

Logo, Nova Ether está muito mais próxima de cenários como Etérnia ou qualquer série de Final Fantasy do que de cenários como Mordor ou Nárnia.

Partindo desse príncípio, a leitura flui ainda melhor.

2)NARRATIVA
Alguns leitores estranham inicialmente a forma como a obra é narrada, com um narrador literalmente lhe contando uma história como na época em que os contos de fadas mais sombrios não eram escritos, mas narrados.

É uma questão apenas de costume; basta avançar um pouco que ao se acostumar com o estilo, percebe-se como a narrativa se complementa ao que está sendo narrado.

A Quarta Parede ? No teatro, quando um ator se dirige diretamente à platéia se diz que ele rompeu a Quarta Parede.

Em ?Dragões de Éter? os livros são separados em três Atos simulando um grande espetáculo, e possuem momentos em que o bardo rompe igualmente essa barreira.

Inicialmente isso pode causar certa estranheza, mas quando se compreende a forma como ele e os habitantes daquele mundo enxergam os semideuses e a criação da vida naquele mundo, abrindo a mente e deixando-se conduzir pelo narrador do livro o momento se torna uma experiência diferenciada e única.

3)LINGUAGEM
Os personagens de Dragões de éter possuem três formas de tratamento uns com os outros.
A nobreza se trata em segunda pessoa e de forma pomposa, a burguesia em terceira pessoa e os adolescentes podem se utilizar até mesmo de gírias próprias.

Alguns leitores se encantam com esse diferencial; alguns estranham a princípio. Essa estranheza se dá exatamente por observarem Nova Ether como um ?cenário medieval?.

Só que como citado, Nova Ether não é um cenário medieval. Nem futurista.

Nova Ether é Nova Ether.

Para aproveitá-la da melhor maneira, simplesmente deixe-se levar e sonhe com ela.

Ela, agradecida, passará a sonhar literalmente com você."

(Fonte: http://www.dragoesdeeter.com.br/ )


Elenai 14/08/2012minha estante
Nossa Lorena!
Agora que sei isso (a linguagem chula e desrespeitosa com o leitor do autor; as explicações minuciosas) desisti de ler!
Acredito que se um autor quer usar de um vocabulário mais "próximo" dos leitores, que utilizasse uma menos chavão!


Andrea 21/10/2012minha estante
Não sei qual o problema de "lindo, tesão, bonito e gos..." quando há "buceta" nos livros de George R. R. Martin.


Vi 24/09/2015minha estante
Não gostei do livro , mas não há nada de imoral nisso. Desculpa, mas parece até que é só pq é um livro brasileiro já que existem centenas de livros estrangeiros jovens adultos que há xingamentos e isso nem é um


Andrea 26/09/2016minha estante
Mudei de ideia. É péssimo mesmo.


Tzahal 19/11/2018minha estante
Lixo total, pra péssimo teria que melhorar muito!!




Igor Gabriel 20/06/2012

Frustrante
Dragões de Éter é uma história narrada, como se você estivesse ouvindo a história diretamente de um bardo, ou de um contador de histórias, coisa que achei bastante interessante e diferente de outras fantasias que já li.

Diferente do que imaginava, Draccon não criou os personagens principais, ele usou personagens das diversas estórias de fantasia que viamos, liamos, ouviamos (eu tinha várias fitas k7 com estórias de fantasia, nostálgico) como chapéuzinho vermelho, João e Maria, Peter Pan, Hobin wood, entre outros, criando uma possível continuação ao invés de aceitar o tão conhecido "viveram felizes para sempre".

A primeira coisa que não gostei é que ele repete várias vezes algumas explicações que já haviam sido explicadas antes, ao invés de avançar na trama ele sempre tenta justificar uma ação ou uma consequencia com as mesma coisas, fica muito repetitiva a história.

A segunda coisa que não gostei foi o fato de ele muitas vezes usar o mesmo personagem para histórias diferentes exemplo: A personagem Branca de Neve é a mesma princesa que beija o sapo e o transforma em príncipe. Achei que ele viajou muito nisso!

A terceira foi o uso excessivo de gírias, o que torna os diálogos muito chatos. É como se estivéssemos ouvindo uma conversa entre esses adolescentes que matam aula pra ir no shopping (ex: "Tipo assim", "po cara, sem noção!", "ah fala sério", etc).

A quarta foi que ele deixou a desejar com relação a alguns personagens (os realmente interessantes) que ele poderia ter explorado mais, personagens que se fossem separados mais capítolos para eles o livro seria mais interessante.

Enfim, não vou colocar tudo que me decepcionou no livro. Vi muitos elogios antes de adquirir a trilogia acho que acabei criando muita expectativa, acabei me frustrando.

Notas 0 a 5

Capa: 5
Trama: 1
Personagens: 1
Idéia: 3
Narrativa: 2
Thalita Branco 07/01/2014minha estante
Ótima resenha!
Estou na metade do livro e quase desistindo. Sobre as gírias, também me incomodaram no inicio mas poderia encara-las como o modo de falar daquele povo naquele mundo. O problema é que a maior parte dos diálogos são chatos por si só e no caso as gírias parecem que só contribuem para sua chatice.
O que mais me irritou foram palavras aparecerem "assiiiiiim" ou pontuações "assim!!!". Estou lendo um livro, não um texto na internet!
E aquele narrador é insuportável...




Camila 30/09/2010

Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas
Um livro simplesmente encantador que reúne o que há de melhor no mundo da literatura fantástica!! Com uma narrativa envolvente, o livro é indicado para todas as idades!! Incrível do começo ao fim!!!

www.leitoracompulsiva.com.br
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Tzahal 13/09/2013

Ruim é pouco!
Sem dúvida o pior livro que já tentei ler, já livros horríveis e consegui terminar, esse não teve jeito. O cara trata o leitor como se todos fossem meio dementes, cheio de gírias ridículas, totalmente sem pé nem cabeça. Jamais recomendaria.
Franciely 23/09/2013minha estante
Concordo. Não consegui aguentar ler pq o autor nao parava de me explicar tudo o que escrevia. Não passou uma piada sem que ele explicasse depois ¬¬ Fala sério, todo mundo sabe que piada explicada perde a graça. E faz vc se sentir burro, que é como o autor nos trata desde o início.




Wendell 12/06/2011

Dragões de Éter – Caçadores de Bruxas / Raphael Draccon
Desde sempre eu tento colaborar com a literatura fantástica brasileira, sempre que posso eu apóio novos escritores comprando ou indicando suas obras. Raphael foi um deles. Em 2006 (eu acho) eu entrei na comunidade do livro, acompanhei o desenvolvimento e tal, até que enfim, chegou a tão esperada publicação no ano de 2007. Era meu aniversário, e todos os anos eu peço livros. Eu fui então na livraria para escolher algum livro e iria levar outro (nem lembro mais qual era) daí vi o livro lá escondido num pilha de outros livros, e resolvi dar uma forçinha. Não me arrependi (pelo menos não na primeira leitura). Acho que eu tinha uns 14 anos na época e lembro que devorei no primeiro dia 80 págs., enfim terminei o livro rapidinho e sabem porque ? Vou lhes contar.

Dragões de Éter é um livro que se propõe a desconstruir e reconstruir os contos de fadas, as releituras dessas histórias fofinhas são baseadas nas histórias originais – que por si só já são bastante sinistras, e em inúmeras outras influencias como a mente brilhantemente doentia do Kurt Cobain, as loucuras do Limp Bizkit e a beleza de Final Fantasy. Um pouco ambicioso de mais né não ? Pois é sim. O número de quotes e homenagens é bem grande principalmente as musicais. Por exemplo: Axl é o nome do príncipe, não lembra nem um Axel Rose não ? João e Maria Hanson, Hanson é uma banda bastante conhecida pela sua musica ‘Save Me’ e por ai vai.

Porém o romance não se limita a ser um prato cheio de referencias, na verdade Raphael se apodera dos contos de fadas e os reconta à sua maneira de uma forma bastante surpreendente, e foi justamente essa releitura que me enfeitiçou - um mistério logo no começo do livro também contribuiu bastante.

A história se passa em Nova Ether, mundo criado especialmente para comportar tais histórias, e envolve piratas, reis, príncipes, boxe e fantasia muita fantasia. Esse mundo é protegido pelas fadas poderosos avatares que ‘trabalham’ para os semi-deuses. Isso é uma clara alusão a Deus e seus anjos. Então nos é informado que algumas delas se rebelaram com as atitudes dos humanos e pararam de protegê-los. A magia que era branca tornou-se negra. A precursora dessa revolta foi uma fada chamada Bruja, por isso todas as suas futuras discípulas receberam a alcunha de Bruxa. Bruja, obviamente, é o nosso querido Lulu(cifer). Brincadeirinha. Dá-se inicio então a Era Antiga que foi marcada pelo sangue que provocou seu fim. Primo Branford, o filho de um moleiro, juntou-se com outros homens - que hoje são os mais reconhecidos heróis de Nova Ether, e iniciaram a Caça as Bruxas. Eles deram cabo de todas as feiticeiras, pelo menos achavam eles, até que certo dia, após Primo ter-se tornado Rei por mais de 20 anos sem incidentes, acontece algo muito macabro.

E a partir daí a história se desenrola.

A primeira vez que li, amei, recomendei a muitas gente, emprestei bastante, e hoje vejo muitas pessoas comentando o livro. Porém anos atrás eu não havia adquirido um olhar critico, por isso achei o livro muito bom, mas após a minha releitura, com um olhar mais maduro, percebo erros e incongruências. Mas também tive a oportunidade de realçar as qualidades. Confira abaixo os pontos que achei positivos e negativos.

Primeiro vamos aos pontos fortes do livro:

- Suas releituras: a forma como o Raphael recriou os contos de fadas foi fantástica, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, o Príncipe Encantado, Peter Pan, tudo isso teve uma nova roupagem mais sombria, mais sangrenta e interessante.

- A filosofia que o autor tenta passar, pra mim isso foi muito importante, afinal ele nos mostra a moral de um conto de fadas, mas de uma forma bem mais poética e isso deixa a história mais rica.

- Capítulos curtos, isso contribuiu muito na fluidez do texto. Por serem capítulos muito curtos dava muita vontade de ler pois a empolgação de passar páginas rapidamente só faz atiçar mais a sua vontade. A fonte grande também ajudou.

- Temas pouco usuais numa obra de fantasia medieval, como pugilismo, investigações, drama psicológico e reflexões. Poucos autores desse gênero se aventuram em ir além de jornadas e batalhas com monstros incríveis. Ponto muito positivo

- O humor, Muralha o troll que trabalha de guarda costas do príncipe, o Mestre Anão que nutre uma rivalidade com os trolls, Ariane Narin e as amigas de Maria Hanson me deram bons momentos de humor. Gostei muito disso.

- A estrutura me lembrou, e muito, A Guerra dos Tronos, em que cada capitulo é focado numa personagem, em Dragões de Éter cada pequeno capitulo foca-se numa personagem e no seu ponto de vista, e isso foi legal.

Pontos negativos foram:

- O narrador, eu simplesmente O-D-I-E-I. Beleza que isso é basicamente o autor se comunicando diretamente com o leitor, e isso é bastante legal, mas é também algo muito complicado de se fazer, afinal narrar uma história se intrometendo nela, quebrando ritmo a todo momento, tentando ser carismático e esquecendo-se do mais importante, A HISTÓRIA. Só a partir da pág. 100 mais ou menos é que o narrador começa a desaparecer para dar lugar ao enredo. Esse foi um pecado mortal que quase me fez desistir do livro.

- Erros de ortografia e digitação, em alguns momentos foram bem chatos. Lembro-mede uma passagem em que, se não me engano, ele descrevia o martelo de um personagem e foi descrito mais ou menos assim:

‘... um martelo rústico, ricamente trabalhado e cheio de detalhes .’
Não viram nada de errado ai ? Eu vi.

Significado de Rústico: adj. Relativo ao campo; campestre: terreno rústico. Incivil, grosseiro: indivíduo rústico. Sem acabamento, rude: estilo rústico.

Me expliquem como um objeto pode ser rústico e trabalhado ao mesmo tempo ?

Esses e outros erros acompanham a leitura, mas eu não se eles foram corrigidos pela Leya – pois a minha versão é a antiga, a da editora Planeta. Se foram, bem. Se não foram não fazem muita diferença pois não são erros de continuidade, então podemos deixar passar.

- Repetição de palavras, isso me irritou bastante, principalmente a
palavra ‘esdrúxulo’, por ser uma palavra bastante esdrúxula (perdoe o trocadilho) e não deixei de perceber como ela foi repetida. Claro, muitas e muitas palavras são repetidas em uma única página, mas são palavras comum do cotidiano, agora palavras feito essa ? E isso só foi uma forma de tentar deixar o texto mais rebuscado, mas não colou porque o texto é demasiado simples.

- Forçação de barra, aaah isso foi muuuito muuito chato. Tentar inserir gírias e comportamentos contemporâneos num mundo fantástico como nova Éter ? Não me agradou nem um pouco e eu fiquei bastante incomodado com as loucuras de Ariane, não por não serem legais, eram de fato engraçadas às vezes, mas por não caberem naquele ambiente. Não me convenceu.

Apesar das falhas, o livro mantém um bom ritmo, história criativa –apesar de final previsível, que se deve, provavelmente, ao fato de ser o livro de estréia do autor, e alguns personagens cativantes. Já comprei o segundo livro e vou começar a leitura, espero que este seja ainda melhor.

Leiam e ajudem a fortalecer a literatura fantástica brasileira dando uma chance a esse jovem e talentoso autor.

PS. Eu comentei sobre os erros ortográficos do autor, porém eu também cometi vários, mas eu tô com preguiça de arrumar . ;D
LidoLendo 21/05/2013minha estante
Oi Wendell! Acho que a Leya fez uma revisão sim... pq o que mais me incomoda em livros é a repetição de palavras e expressões e não notei isso na minha edição! Quanto a usar gírias atuais, achei legal! É claramente uma tentativa de tornar o conto de fadas mais moderno, tanto que as gírias eram somente ditas pelas crianças e adolecentes... isso me agradou, achei bem engraçado! Ótima resenha!! Isa - LidoLendo.


Wendell 10/09/2013minha estante
Oi Isa!
Espero que tenham consertado isso mesmo, pq não era legal. hehe

Já a questão das gírias é como eu falei, não são ruins, são legais e interessantes, mas não cabem no contexto do livo a meu ver.
Trabalhar duas épocas simbolicamente distantes é interessante, mas também complicado.

Em Romeu + Julieta por exemplo o diretor dosar perfeitamente a mão do contemporâneo numa obra clássica, mas recentemente o mesmo diretor filmou a mais nova adaptação do Grande Gatsby e o que aconteceu? Ele errou a mão. As músicas não casaram com o filme, apesar de serem músicas boas. Para mim ele tentou fazer um paralelo com a sociedade de antigamente com a atual, e foi uma ideia interessante, mas mal executada.

Da mesma forma foram as gírias em Dragões de Éter, ideia boa, mas não tão bem executada.

Enfim, muito obrigado pelo seu comentário, e fiquei lisonjeado afinal, quando eu era um rapaz com mais tempo na internet eu sempre assistia seus vídeos do LidoLendo, sou fan, mas o tempo não tá me favorecendo já faz bastante tempo. :P

Bye, e obrigado mesmo pela visita! :)




Karol 27/09/2011

Nem rolou
Eu ando tão “Literatura Nacional” esses últimos dias que ninguém pode me acusar de ser preconceituosa com o povinho de nossas terras tropicais. Contando por alto, de 5 livros que eu li no último mês, 3 são nacionais, logo, você pode parar e pensar: “uau, literatura nacional bombando e cheia de qualidade, hein!”. Aí eu vou virar e te dizer: “ledo engano, caro amigo! Quantidade é diferente de qualidade!”. E é exatamente essa frase que, para mim, define Caçadores de Bruxas, do brasileiro Raphael Draccon.

“Quantidade é diferente de qualidade.”

Isto posto, vamos ao livro.

Em Caçadores de Bruxas, Raphael Draccon nos conta a história da família real do Reino Fictício de Azrallun, onde vivem seres fantásticos como as já citadas bruxas, Mestres Anões, Trolls, “águias-dragões” e outras coisas do tipo. Acompanhamos mais especificamente a aventura do Príncipe Axel para resgatar seu irmão perdido, o herdeiro do trono de Azrallun, Príncipe Anísio e a resistência da corte e da plebe contra um grupo de piratas malvados que tenta invadir a capital e assassinar seu soberano.

A história é muito simples: um ataque, um resgate. Mas isso é contado com personagens que nós crescemos conhecendo superficialmente e que, no livro, Draccon os toma para si e dá vida a eles além dos contos de fadas, com personalidade, desejos e anseios. São eles: João e Maria, Chapéuzinho Vermelho, Branca de Neve E os Sete Anões, O Sapo que vira príncipe e por aí vai. Essa é a maior sacada do autor: mexer com nossa imaginação trazendo personagens da nossa infância, que já tem um carisma com o público.

O livro é bem conduzido e bastante interessante mas não teve, pelo menos comigo, aquela pegada (que pegada? Aquela de me prender totalmente e viciar). A história é interessante, bem construída, os personagens são legais mas tem uma coisa que me incomodou o livro todo e me impediu de adorá-lo ao invés de só “gostar” como foi o caso. Essa coisa é a narração de Raphael Draccon. Não a narrativa e sim a narração. O narrador pra ser mais específico.

Pra mim, o narrador deve ser uma incógnita na história, ou seja, ele NÃO DEVE CHAMAR MAIS ATENÇÃO QUE OS PROTAGONISTAS a não ser que ele SEJA personagem da história. Em Caçadores de Bruxas o narrador não é personagem, é um narrador como outro qualquer, ou seja, não existe no mundo criado pelo autor. Mas ele é muito chato! A história poderia muito bem ser contada em metade das quase 400 páginas de livro se Draccon só cortasse um pouquinho a quantidade de informação inútil que seu narrador passa durante a história. Além de comentários irônicos que ficariam muito melhor colocados na boca de algum dos protagonistas e não do narrador. Sei lá. Isso me incomodou demais.

O negócio é que é como se fosse uma criançinha fofa falando palavrão: no início é engraçadinho “olha, o bebê está falando besteira”. Mas depois fica feio. E enche o saco. Eu me senti meio retardada ao ler o livro porque ele explica minuciosamente coisas que poderiam ser deduzidas. É como se o leitor não fosse capaz de tomar suas próprias conclusões, ficou exagerado: “Quantidade é diferente de qualidade”.

De qualquer maneira, a história é muito legal, assim como as idéias. Eu recomendo o livro pra quem gosta de fantasia e tem mais paciência que eu para aturar todas as divagações desnecessárias do autor porque, vencendo esse probleminha, o livro caminha muito bem.

Para concluir eu lembro um comentário muito sábio da Mônica, do blog Ler é o melhor lazer: “alguns autores ainda não estão preparados para ser publicados”. Eu posso estar sendo dura demais e corro o risco de ser crucificada por não amar a obra de Raphael Draccon (como o resto do mundo ama) mas penso que, se amadurecesse melhor a ideia, talvez Caçadores de Bruxas não fosse tão cansativo, afinal, li o segundo livro da série (antes do primeiro, longa história) e nesse segundo a narração não me incomodou tanto, ou seja, o autor evoluiu.

Enfim, é isso aí. E antes que vocês me perguntem: “Ahhh se você só gostou mais ou menos porque vai continuar?” eu respondo: Lerei porque sou masoquista! (uhsauashusahuashasuhsa) Ok, brincadeira. Lerei porque quero saber como termina a história! Hehehehe

Até a próxima!

=)

Ahh já ia esquecendo da nota: 3/5. (mais tarde eu arrumo uma imagem de estrelas ou luazinhas ou corações ou espadas como são as do blog e arrumo isso bonitinho.)
Raiyuno 20/08/2018minha estante
Concordo plenamente contigo, acabei abandonando porque a narração é insuportável




Lidi 12/08/2013

Maçante
Pelo amor de Deus! Que livro maçante.
Reconheço que, de certa forma, a ideia da história é até interessante. Ponto. Mas ele consegue estragar até isso.
Achei a escrita muito coloquial, os "comentários" do autor durante o desenrolar da história muito inoportunos e desnecessários, certo linguajar das personagens esdrúxulos e devido a isso tudo, o livro ficou maçante, enjoativo, sem graça e... Preguiça!
Comecei a ler e logo de cara já achei tudo isso. Mas ainda assim, insisti. Até Sheldon consegue ser assim em alguns de seus livros, mas apenas no começo, depois tudo engata! Mas infelizmente Draccon não engatou. Eu terminei de ler só porque já tinha começado e detesto abandonar leitura. Mas sentia preguiça de ler! Ele não me fazia sentir vontade de ler, não me ganhava na história, não conseguia me fazer ficar com aquele gostinho de "poxa, queria continuar lendo pra saber o que vai acontecer, mas estou sem tempo", mas não!
Achei muito ruim o livro. Daqui uns meses dou continuidade na saga. Quem sabe ele tenha melhorado nos dois próximos livros!
Igor Gabriel 01/11/2013minha estante
Olá Lia, as críticas que você fez ao livro foram as mesmas que tive ao lê-lo, o segundo livro dá uma melhorada porque a história legal, mas você ainda vai encontrar linguajar esdrúxulo, comentários excessivos, etc.
Abraço.




Vitor 18/09/2015

não perca seu tempo
nunca li um livro tão ruim, dá até dor de barriga ler isso a que chamam de "livro". Criatividade zero por parte do autor, que só pegou histórias conhecidas, misturou tudo, inventou umas coisas sem pé nem cabeça e puff, saiu essa coisa aí. A escrita então parece que é obra de uma criança de 10 anos, não é possível alguém escrever tão ruim assim. deusulivre
Mobula Birostris 26/12/2015minha estante
Você me compreende então! Qualquer pessoa com uma leitura crítica não gostaria desse livro




Cassia 02/10/2015

Sinceridade? Não vi até agora o porque desse livro ser tão incensado
Decidi ler esse livro após ver recomendações apaixonadíssimas, em termos de compará-lo a um "Tolkien brasileiro". Minha opinião após a leitura? Menos, gente. Muitíssimo menos!

Não dá para falar muito da narrativa sem dar spoiler, coisa que detesto fazer. Mas é uma história de fantasia nos moldes clássicos, onde personagens clássicos de contos de fadas e outras obras famosas são colocados em outros papeis e sob uma nova luz - nesse mundo onde passam por uma série de aventuras, que em seu ponto principal culmina em uma caçada às bruxas, entre outras coisas.

Tinha tudo para ser interessante, mas não decola. Mesmo.

Para mim, os problemas começam com a narrativa, feita por um narrador onisciente absolutamente irritante e redundante. Se fosse uma "contação de histórias" em tempo real, eu teria levantado e ido embora, pois minha paciência teria ido pelo ralo em menos de 10 minutos pelo fato de ele demorar muito para chegar aos pontos realmente relevantes da narrativa, bem como pelo uso de uma linguagem pomposa enervante.

Depois, as inconsistências narrativas, que estão em um nível triste (sendo a principal a ideia do panteão "inovador", de supostos semideuses que se comportam como deuses [!]). Personagens rasos, que são "remodelados" de forma tal que lembram aqueles doces lindos e que, quando consumidos, mostram não ter gosto nenhum. Mas, o principal, inadmissível, em minha opinião: uma quantidade tão grande de erros gramaticais (e eu não me refiro apenas a erros que poderiam, com boa vontade, passar como erros de revisão; são erros de construção, de coerência, de conjugação verbal). A edição que eu li era das mais antigas: rezo aos semideuses que tenham inspirando ao autor para que ele os tenha corrigido nas novas edições, porque o leitor não merece um troço desses.

Só não dei uma nota mais baixa porque há alguns momentos interessantes e divertidos, que compensam um pouco de tanta ruindade.

Espero que a coisa melhore a partir do segundo volume. Mas, se seguir a linha do que vi até agora, vai algo muito difícil.

Com toda a honestidade? Recomendaria a leitura apenas para aqueles leitores muito novos, e que estão se iniciando na leitura de fantasia. Para os leitores mais exigentes, o livro deixa MUITO a desejar. MESMO!
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