A Revolta de Atlas, vol. 1

A Revolta de Atlas, vol. 1 Ayn Rand




Resenhas - A Revolta de Atlas


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Waldir.peixoto 30/01/2011

Uma ode contra a hipocrisia
Ao verificar a longa jornada dos protagonistas, verificamos que a autora fez bem ao focar as consequências nefastas de um modo de pensar absolutamente irracional que ainda vige em boa parte da população.
Mais do que a atitude absolutamente irracional da maioria dos personagens indigna o leitor a hipocrisia daqueles que criticam um sistema econômico do qual eles retiram o próprio sustento, de forma absolutamente parasitária e hipócrita.
Mesmo em face de toda hipocrisia e irracionalidade, os protagonistas possuem a coragem de sustentar o seu objetivo, e agir de acordo com o mesmo, sem subterfúgios ou argumentos contraditórios.
A frase mais memorável sem dúvida é aquela onde é dito que, o homem mais desprezível é aquele que não tem objetivos. Eu, no entanto, gostaria de dizer que pior é aquele que não assume os seus objetivos e age de maneira contrária aquilo que sustenta.
Não há vergonha nenhuma em abraçar como objetivo principal a produção de riqueza material, a cada homem pertence seu próprio destino e não cabe a nós julgar as escolhas feitas por cada um.
O que causa repulsa é ver a tentativa alheia de controlar, restringir e acorrentar a vontade e a liberdade do outro.
A quem acredita em um ente supremo, eu digo que somente Deus pode julgar o outro, e a quem não acredita eu digo que o homem é o dono do pŕoprio destino, eu não pretendo controlar ninguém e espero que ninguém tente me controlar.
PS.: Quem desejar, ao término desta obra vale a pena ler o livro de KARL POPPER, chamado SOCIEDADE ABERTA DE INIMIGOS, retratando a falta de lógica das chamadas filosofias históricas.

HFB 20/04/2011minha estante
mto boa resenha!


Naty 07/08/2013minha estante
Tenho que ler. ¬¬


Jossi 05/02/2015minha estante
Grande resenha! Estou terminando de ler "A Nascente", da Ayn Rand e logo vou pegar para valer a trilogia A REVOLTA DE ATLAS, pois algumas dezenas de leitores já me recomendaram, como você disse, essa ode contra a hipocrisia. Os que rejeitam o capitalismo - sendo esse o sistema o único que, comprovadamente, gera riquezas e dá liberdade aos indivíduos de lutarem por seus ideias e alcançarem alguma coisa na vida, são os hipócritas que vão rejeitar as obras excelentes de Ayn Rand. Já iniciei A NASCENTE, e mesmo não sendo a obra-prima dela, já estou gostando. :)


Eduardo 02/06/2015minha estante
"all watched over by machines of loving grace"


Claudia 03/01/2016minha estante
Não achei esse SOCIEDADE ABERTA DE INIMIGOS nem aqui nem na Estante Virtual...




-Shadowcat- 04/07/2012

Rand, Rand, Rand... eu até que te entendo. Tem algo de positivo na sua filosofia, tem algo realmente de bonito atrás de tanta sociopatia. Você é a principal campeã do indíviduo, da individualidade do ser humano e da idéia que você pode fazer diferença se quiser, mas você é um escritora ruim, milha filha. Para quê tanta verborragia? Precisa realmente martelar suas idéias REPETIDAMENTE na nossa cabeça com a sutilidade de uma bigorna caindo a cem metros de altura? E que personagens são esses, rasos como pires, sem nenhuma ação que lembrem a de um ser humano? E Rand, se você ainda estivesse viva, eu sugeriria um psicólogo sexual para tratar de certo problemas sobre suas idéias relacionadas sobre o que é forçar ou não uma mulher. Elas são preocupantes.

Para algúem que ama a individualidade, você realmente é meio preto-e-branco no que diz respeito as idéias de seus personagens. Quem é a favor delas = bom. Quem é contra = mau. Cadê o individualismo que você tanto prega?. Quer dizer que alguém só pode fazer parte da sua sociedade ideal quem pensa igual a John Galt & Cia? Essa pessoa precisa seguir as idéias desse grupo e concordar em TUDO ? Isso é individualismo? Um pouco hipócrita não? Parecido com os métodos da URSS que você tanto odiava.

Outra coisinha, Rand. O mundo precisa de engenheiros, mas também precisamos de operários. Trabalho braçal é tão importante quanto o científico, e não é menos digno ou pior. E a necessidade deles é mais imediata que as dos "pensadores" (se é que podemos chamá-los assim)que você tanto ama.

É Rand, você foi apenas uma teórica (e, pelo que li, nem fez a necessária pesquisa científica para isso). Não foi engenheira, nem técnica, nem professora. Você nada inventou além de uma filosofia (ou um sistema político) que já existia de uma forma ou de outra.

Danilo 26/06/2012minha estante
Eu comprei o livro pelas ótimas críticas que vi a respeito da obra.
Faltam umas 50 páginas para terminar o volume I, e concordo muito com você Maíra.

A ideia dela é ótima, mas como escritora ela é uma lástima! Só existem dois tipos de personagens: Os extremamente inteligentes e esclarecidos e o oposto deles.
Ela exagera na ignorância e burrice dos personagens, isso torna a leitura uma tortura, fica extremamente massante.

Vou terminar esse volume, e pretendo ler os outros porque não gosto de começar algo e não terminar.
Mas adianto que não tenho a menor empolgação para isso...


luke2109 04/07/2012minha estante
Há de se considerar que a ideia não era um romance. Mas demostrar um filosofia de vida em forma de romance. E isso, na minha opinião, ela fez com maestria.


-Shadowcat- 04/07/2012minha estante
Dan, eu concordo. Não que eu ache o que ela defende de todo um errado, eu concordo com alguns pontos dela. Mas ela o faz de uma maneira fraca. O grande problema é que ela é verborragia, os personagens e como as idéias são postas. Parece não saber como se escreve um romance. Dizem que "The Fountainhead é bem melhor. É ver para crer.

Luke, eu também pensei nisso, mas o livro é escrito como um romance e deferia funcionar como tal. Porque não escrever um livro de filosofia pura, então? O meu maior problema são os diálogos e a construção dos personagens. E também para ela tudo é meio preto-e-branco e isso me incomoda. A filosofia não funcionaria no mundo real dessa forma. Eu concordo com algumas idéias dela, mas não como está no livro.


Isabela 13/09/2012minha estante
Estou dando uma olhada nos comentários por aqui pois pretendo ler esse livro que me indicaram! Pelo o que eu vi até agora e pelo o que me falaram, uma dos principais objetivos é a crítica à ideologia esquerdista e como ela se entranha na sociedade e na mente das pessoas (até mesmo inconscientemente) de forma astuciosa e mentirosa. Fiquei interessada pelo livro e vou lembrar tanto da sua resenha, quanto das outras que falaram bem dele, ao lê-lo, pra poder confirmar hehheeh e ver o que acho.


Luan 14/10/2012minha estante
Engraçado, Rand previu de forma profética (usando a razão, hein?!) esse tipo de comentário a cerca de sua obra. Interessante...


joaofld 29/12/2012minha estante
Estou lendo o primeiro volume e não consigo deixar de pensar como esse romance funciona como um conto de fadas capitalista. É interessante pensar que parte do livro é quase uma releitura da caverna de Platão. Caso os personagens fossem um eu-lírico das música de Roberto Carlos, diríamos, "eles estão surdos".

Algo mais interessante ainda, é o tratamento da sexualidade. As cenas de sexo são bem menos eróticas que os momentos em que os personagens sublimam tal desejo. A cena mais erótica do volume I é, sem dúvida, a primeira viagem de trem.

De alguma forma, parece que o ato sexual é uma ótima metáfora para a filosofia objetivista: o sexo sempre tem um objetivo, o orgasmo (pelo menos para os homens). E é como se os sujeitos devessem sempre ter por objetivo o "orgasmo" (metafóricamente falando) que é resultado de uma ação com sentido.

É como se tudo ao redor, que não tem sentido, não merecesse respeito ou sequer ser considerado, justamente, por que não ter sentido é ser irracional.

A gente pode até pensar numa crítica do livro ao aspecto feminino da vida, já que a protagonista Dagny é bem pouco "feminina" no seu modo de agir. Ela é um empresáriO. Claro, isso se lembrarmos que irracionalidade (emotividade, já que os sujeitos emotivos são irracionais, segundo o romance) e feminino eram quase sinônimos na década de 50.

Mas, o mais interessante é perceber como as utopias movem boa parte dos pensamentos humanos.


Rodrigo 13/06/2013minha estante
Danilo acabei de ler o livro 1 ontem e concordo com voce, a ideia e interessante mas a leitura e muito, muito massante...os personagens nao tem carisma, como ja dito antes fizesse um livro de filosofia pura pq como romance nao convenceu...vou terminar de ler os outros 2 volumes mas sem nenhuma empolgaçao tbm


Mojo 02/08/2013minha estante
Li os 3 volumes recentemente e estou vendo que minha opinião é exatamente igual à sua.
Concordo com algumas coisas do livro, como a questão do empreendedorismo, da crítica às pessoas que se aproveitam dos outros, parasitando, mas acho o ponto de vista muito extremo (e eu detesto extremismo), inclusive ao considerar o altruísmo como o "mal do mundo", rs. Praticamente o livro todo somos levados a crer nisso.
As vezes parece que está querendo fazer uma lavagem cerebral na gente. Repete as coisas sem parar. Dá vontade de dizer "tá bom tá bom, já entendi!!!".
Sinceramente eu não sei como consegui ler essas mil e duzentas páginas.
Mostra algumas situações muito parecidas às atuais, como a falta de escrúpulo dos políticos e alguns empresários, que se utilizam da "maquina estatal" para beneficio próprio.
Seria mais aceitável pra mim como um livro teórico. Os personagens (que na verdade só tem um com nomes diferentes) são totalmente irreais, só falam através de discursos filosóficos. Eu tenho a impressão que se um mendigo falar, sai um discurso de 20 páginas. Isto é, se for um dos caras "do bem", porque se for "do mal", não saem nem 5 linhas.
Eu tinha dado 3 estrelas, mas, relendo minhas anotações aqui, 1 estrela já está bom demais.
Um abraço.


Tiago 21/01/2014minha estante
Esse: "eu até que te entendo" foi ótimo. Gostando do assunto estava me sentindo culpado por estar julgando mal a autora por sua total inépcia com a formação das personagens e com a grosseria das ideias prontas, ou a "sutileza de uma bigorna caindo a cem metros de altura". Mas agora ficou tudo bem. Obrigado por expressar tão claramente.


José Carlos 25/01/2014minha estante
Esquerdalha detectada


Léo 16/03/2015minha estante
Algumas idéias do objetivismo de Ayn Rand, diluídas nesse romance distópico, são até interessantes; tanto para refletirmos questões de ordem individual, quanto à uma perspectiva sobre o que o coletivismo pode nos impor em termos políticos. Porém, no aspecto literário, essa obra de Ayn Rand é simplesmente enfadonha, o que me faz concordar com alguns pontos citados pela autora dessa resenha. O romance não flui, não cativa. A sua leitura é pesada, arrastada, maçante. A construção dos perfis das personagens é muito simplória: tudo preto no branco, 8 ou 80, beirando a um maniqueísmo. O texto em si, então, é tão raso... Os diálogos são pobres. Custei a terminar os três volumes. Em pensar que cheguei a ouvir de um sujeito que o texto de Rand é qualquer coisa como de um Dostoievski. É, Rand, no seu sangue russo não correu mesmo nada da genialidade de alguns dos maiores gênios da literatura de sua pátria natal... kkkkkkkk


Breno 03/05/2015minha estante
"Porque não escrever um livro de filosofia pura, então?"

Ela tem vários livros puramente de filosofia. Estou lendo no momento "A Virtude do Egoísmo" e é bem interessante. Os romances são formas boas de resumir o pensamento dela em formas mais interessantes de leitura. Muitas pessoas não conseguem ler livros de filosofia pura. O motivo dos romances dela serem tão influentes é que ela tornou a filosofia dela mais acessível transformando-os em romances.

Por mais que eu tenha algumas críticas aos romances da Rand, acho que vale ressaltar alguns pontos:
-O estilo preferido dela era o Romantismo, que segundo ela exalta e idealiza o homem inspirando os outros a serem sempre melhores. Tanto A Nascente quanto A Revolta de Atlas são exemplos disso. Não são simples caricaturas, mas pessoas idealizadas segundo os preceitos éticos da filosofia dela. Mas sim, vai ter "bom" e "mau" como Branca de Neve.
-Rand ressignifica as palavras "Egoísmo" e "Altruísmo". No discurso de Galt mais para o final da trilogia ela explica esmiuçadamente para evitar dúvidas. Ela não usa essas duas palavras no sentido que usamos.
-Ela realmente não fez uma pesquisa científica. Ela era dramaturga, escritora e filósofa, não cientista.


Fabio 23/10/2015minha estante
Esse livro é espetacular, bem como a escritora. Criticar o fato da autora ser 8 ou 80 não faz sentido, o intuito é esse mesmo, exagerar e evidenciar o que de fato aconteceria em um governo que limita o intelecto dos indivíduos. Quanto a sua crítica da autora não valorizar o trabalho braçal, acredito que não faça muito sentido, por diversas vezes no livro ela deixa claro que valoriza e um governo naqueles moldes prejudicaria também essa classe da sociedade. Enfim, toda crítica é valida e saudável.


Rico. 28/12/2015minha estante
Você precisa estudar mais para entender este livro.


Geovane 19/07/2016minha estante
"Engraçado, Rand previu de forma profética (usando a razão, hein?!) esse tipo de comentário a cerca de sua obra. Interessante..."
Engraçado, lendo "A Nascente" percebi que a autora usa o mesmo argumento para defender o personagem principal: Ele é um gênio, e quem ousar discordar disso é invejoso.
Obviamente ela se considerava genial, a maior intelectual viva [sic], e quis se defender.
É simples, ela escreveu propaganda capitalista de péssima qualidade e, sabendo das suas limitações, se defendeu de antemão.




Camila(Aetria) 04/02/2014

A revolta de Atlas
Pensei muito antes de conseguir organizar meus pensamentos para não escrever uma bíblia aqui nessa resenha.

O A Revolta de Atlas me fez pensar muito e me identificar mais um bocado gigante.

Estou indo para um mestrado de sociologia, e para a prova tive de ler uma penca de coisa sobre Marx, Foucault e assim vai. E tinha ficado na mente que, realmente, o estado mais estável seria um comunista. Claro que para ele ser realmente funcional não seria possível haver um detalhe ínfimo como a corrupção, mas ele é realmente o mais estável. Fiquei com isso na mente. Fim.

Aí comecei a ler o A Revolta de Atlas.

E pimba.
Vieram uma pilha de conjecturas. Legal, essa sociedade onde o bem maior é o foco seria muito mais estável, seria um foco de igualdade, faria o mundo durar mais. Mas e a liberdade?

O que é realmente a liberdade? Dois personagens no livro, Dagny Taggart e o Hank Rearden (claro que os personagens principais são reflexo da personalidade dela), são os típicos empresários com ambição, com um foco sincero em ganhar dinheiro (porque convenhamos que é uma hipocrisia absurda essa vontade de fingir ser altruísta quando sua intenção é melhorar sua imagem perante outros.) e lucrar com seus negócios. É uma emoção pura. Lucro. Dinheiro. Fim. Eles tem seus objetivos, e querem cumpri-los. Super a cara do capitalismo selvagem que não se importa em quem está embaixo, contanto que o resultado seja servido no final. Começam então a surgir umas medidas do governo sobre uma tal da Lei da Igualdade de Oportunidades, onde grandes empresários com mais de uma empresa teriam de vender suas ramificações e ficar apenas com uma área de negócio, para dar chance para os menores chegarem a um patamar onde pudessem se manter. Claro que nesse aspecto, como a autora é super contra qualquer tipo de Estado coletivo, há uma corrupção imeeensa rolando por trás, e nenhuma intenção verdadeiramente altruísta em nada daquilo.

Mas. Por mais que essa competição desenfreada realmente acabe com os recursos, não mantenha todo mundo num patamar digno, apenas quem tem contatos, talento (nem sempre, claro, mas estamos falando de uma ficção, onde os dois são realmente talentosos e tem uma ambição do fundo da alma, o resto dos personagens no poder são uns panacas intencionalmente) e a oportunidade para isso, isso não é a liberdade? Você querer atingir seu objetivo sem dever nada a ninguém, isso me parece realmente ser livre. Mas nessa hora eu me pergunto. Queremos essa tal liberdade? Conseguimos honestamente lidar com o fato de outra pessoa ser livre pra pisar em nós se esse for seu objetivo? Não parecereria "injusto", eles deveriam nos ajudar, nos sustentar, manter o mundo em ordem enquanto vivemos?
O que queremos realmente como seres humanos inseridos nessa sociedade?
Não me parece certo as pessoas gritarem aos quatro ventos que querem ser livres se não conseguem lidar com a liberdade do outro...

E quando se tem uma vontade sincera, se realmente almeja alguma coisa e se sabe que pode chegar nesse lugar, alguém vem e acaba com essa vontade, alguém que não tem capacidade pega nossa oportunidade, porque tem esses "contatos" e vem com ares de o que importa realmente é o bem comum. Isso angustia profundamente.

Além desses pensamentos todos, em apenas 1 livro, Ayn Rand conseguiu criticar a mídia. E quem recebe toda essa mídia.

Quem passa as informações que recebemos? Será que realmente o que acontece no mundo é o que ouvimos falar? será que isso importa? quem filtra o que ouvimos com o resto das informações disponíveis?


Acreditar em tudo que se ouve não é fé afinal de contas? Acreditar em todas as informações cegamente é uma superstição, é uma religião involutária. Que tende à ser extremista e condenar qualquer outra crença contra o que se ouviu. Não é a ciência uma dessas maiores fontes? Uma ciência que julga conhecer a verdade absoluta e a vai mudando a cada descoberta? Que te diz uma hora que o ovo faz mal, e outra que não faz mais mal não, vá em frente, coma, sem um mero "ops, acho que erramos na nossa certeza", apenas falando sua próxima conclusão com base em testes que parecem conclusivos.
O que acontece com essa passividade imensa que sentimos? Essa angústia de não poder fazer nada, de não saber nada. De apenas seguir. Um pedacinho inútil na máquina social.

E ao mesmo tempo que tudo isso vem à mente, uma poesia incrível se mostra presente.

A autora consegue variar do profundo tabefe na cara, para uma poesia literária maravilhosa, com uma narrativa que te faz sentir sendo levado para a história, não esperando presumir o que vai acontecer, mas assistindo como se fosse sua vida. Ela escreve de uma maneira que nunca li antes.

E é preciso ler cada linha dessa e tentar refletir. trazer o que puder para a vida. Antes que comece a passar por uma estação de trem como outro qualquer, sem objetivos, sem a chama que impulsiona a humanidade e o que os faz humanos.

(e isso só no primeiro livro, são 3...)

site: http://www.castelodecartas.com.br/index.php/2014/01/31/a-revolta-de-atlas-ogs67/
Joyce 10/06/2014minha estante
Uau, adorei!


Érica 28/08/2014minha estante
Uma das melhores reviews que li aqui sobre o livro.


Paulo 07/01/2015minha estante
Esse comentário irá me fazer ler esse livro! :)


Eliene 04/02/2015minha estante
Camila!
Simplesmente mágico sua resenha.
Agora quero ler todos.
Obrigada por compartilhar conosco.


03/04/2018minha estante
Comprei essa trilogia numa promoção que encontrei no Submarino em 2012, mas e a vontade de ler? Pois, ela reapareceu graças a essa resenha MARAVILHOSA!




HL Castro 01/02/2016

Um tapa na cara do comunismo
Este livro é um banho de sinceridade sobre aqueles hipócritas que pregam as doutrinas esquerdistas mas querem todas as vantagens do capitalismo.

Vale a leitura, recomendadíssimo!
Matheus 01/03/2017minha estante
Em suma, resumiu a quintessência do livro. Reforço a sua recomendação! O livro é um sucesso!




Cátia 11/07/2012

Perspicácia
É incrível ler esse livro e pensar que a autora o escreveu na década de 1950, pois é uma obra que retrata o caminho que nossa sociedade atual está seguindo.
A hipocrisia, o politicamente correto, as mil e uma "bolsas de ajuda", todos os direitos assegurados aos que são canalhas, aproveitadores e imorais e, em contradição, o trabalhador e o empreendedor têm cada vez mais obrigações e estão cada vez mais sobrecarregados de tributos e cada vez têm menos direito de aproveitar os benefícios conquistados pelo seu trabalho.
Quero deixar claro que a autora considera empresários de verdade aqueles que não se envolvem em esquemas e falcatruas do governo, porque enriquecer assim, não tem mérito algum!!!
Apesar de ser radical na sua escrita, (eu pessoalmente não concordo nem com o radical comunista, nem com o radical capitalista), a autora nos mostra de maneira explícita a beira do precipício em que nos encontramos, tanto como indivíduos, quanto como sociedade.
É claro que não somos e nem seremos perfeitos, nenhuma ideologia é, mas deixar de recompensar as pessoas por seus méritos, recompensando os medíocres e relapsos, é um erro que irá nos conduzir à uma sociedade bem parecida com a descrita no livro.
Cátia 08/08/2012minha estante
Nalí, infelizmente não é piada. Qualquer pessoa que prestar atenção no desenrolar dos acontecimentos políticos, vai perceber que na realidade a situação é desesperadora e quase sem perspectiva de mudança positiva. Os canalhas roubam, desviam, criam esquemas de corrupção que prejudicam a todo trabalhador honesto desse país e o que acontece com esses canalhas, aproveitadores e imorais? Nada, eles têm todos os direitos assegurados. E quem paga o prejuízo e fica sem poder contar com serviços essenciais aos quais já havia pago uma carga tributária absurda? Nós. Cadê nosso direito de usufruir do nosso trabalho? Cadê nosso direito à saúde, educação e segurança? Na verdade, piada é a falta de informação do povo, só que essa é uma piada de mau gosto.




Ana Carolina 14/10/2012

A Revolta de Atlas - Volume I
Assim como o titã que foi condenado por Zeus a carregar o céu sobre os ombros, os pensadores, os que propõem soluções para os problemas e aqueles que surgem com novas ideias são condenados a viver com os mesquinhos, com aqueles que nada de útil produzem. Esse é o grande peso que carregam.
Assim como Nietzsche diz que não é destino dos grandes ser espanta-moscas, Ayn Rand nos fala que devemos seguir as nossas ideias, os nossos sonhos e simplesmente ignorar aqueles que nada têm a construir, deixá-los "às moscas". Muitas "almas grandes" mudam seus objetivos por acreditar que a verdade sai da boca imunda da massa, mas Rand reforça que de nada importa essa massa. Importantes são os que fazem acontecer.
Esse é o peso que Atlas, ou alguns de nós, carregam: o peso de um grande e pesado céu da imbecilidade e mesquinhez humana.
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Luis Netto 02/01/2011

A Revolta de Atlas
O livro escrito pela autora Ayn Rand, conta que através de um castigo da mitologia grega, Zeus manda Atlas carregar em seus ombros o peso dos céus. Assim começa o incrível suspense de “A Revolta de Atlas”.
A história se passa em uma época onde os EUA é o ultimo pais que ainda adotava a política do absolutismo. O governo americano resolve aplicar um método de administração onde pretendia acabar com a desigualdade dos EUA, pois o governo obrigava as grandes empresas a dividir todo lucro que ganhasse com a venda de seus produtos com as empresas menores, para que todas tivessem força no mercado americano.
Logo após esta nova forma de governo, começa a surgir nos EUA a corrupção e burocracia, transformando o comércio americano em um verdadeiro caos. Juntamente com tal fato, começam a desaparecer os maiores empresários e os grandes pensadores americanos da atualidade. Ninguém tem nenhuma pista de onde eles poderiam estar.
Na tentativa de sair daquele caos econômico o governo resolve tomar posse de algumas propriedades e de algumas invenções. Mesmo com esta tentativa os americanos não conseguem manter o lucro que estavam conseguindo anteriormente.
O que estaria acontecendo com os EUA? Qual seria o verdadeiro motivo de tanta desorganização? Quem estaria por trás de tudo isto? Será John Galt? Mas quem é John Galt realmente? Será Atlas se vingando de Zeus?
Foram essas perguntas que durante os três volumes da obra, não saíram dos meus pensamentos. Atormentaram-me. Queria descobrir logo quem era este tal de John Galt, que tanto aparece na obra sem revelar sua verdadeira face, sua história.
É para que vocês, meus amigos, leiam esta obra fascinante da autora Ayn Rand que deixou estas perguntas sem respostas.

Vale a pena.
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Phelipe Guilherme Maciel 21/01/2018

Não sei se defino a primeira parte como conto de fadas ou se foi apenas indecente mesmo.
Quero deixar claro que estou falando apenas pela parte 1 do livro. Eu esperava muito mais. Me considero liberal e acho Ayn Rand um grande nome na filosofia politica mundial, com uma biografia absurda. Mas o que é isso? Li inclusive uma resenha aqui no Skoob mesmo que a leitora mandava eu me preparar para um cenário onde pontos de vista conflitantes iriam se chocar violentamente e teria uma overdose de filosofia. Além dela, diversos grandes nomes da economia brasileira e mundial dizem que esse livro é fundamental. É... Passou muito longe. Ou lemos livros diferentes.
Estou com um sentimento absurdo de decepção.

Todos os personagens do livro ou são super heróis e claro, ilustram o capitalismo, ou são completos idiotas e representam o socialismo. Tudo bem que isso parece muito com o estilo literário do romantismo, enquanto eu lia, lembrei demais dos livros de José de Alencar, mas não consigo enxergar como isso se aplicaria num livro que vai discutir toda a ideia filosófica da pessoa.

O enredo é basicamente:
O mundo está tomado de países populistas e socialistas e os Estados Unidos é a única nação capitalista, mesmo assim, decaindo também. Todos os grandes nomes da economia, artes, esportes e etc estão desistindo da vida e se aposentando ou desaparecendo. Alguns poucos capitalistas continuam tentando sobreviver e sempre são barrados por "vilões" socialistas que tentam atrapalhar seu negócio ao máximo por pura inveja, e quando tudo dá certo, lhes tomam o trabalho duro na mão grande.
O livro é apenas uma sequencia de feitos milagrosos onde os capitalistas, suplantando todas as dificuldades que os socialistas lhes impõem com sua ignorância, incompetência, e corrupção. E no momento que eles atingem a gloria, os invejosos criam uma lei que usurpa aquilo que eles criaram, os forçando a começar tudo do zero mostrando novamente que eles são superiores a todos eles. E esse é o mote do livro. Até quando eles conseguirão isso? Quando Atlas vai encolher os ombros?

Eu esperava ver verdadeiros embates entre antagonistas fortes e inteligentes com os protagonistas do livro. O que recebo, são dezenas de paginas de um diálogo chato, onde homens irretocáveis e sem maculas conversam com ignóbeis idiotas que mal sabem o que estão fazendo. Esperava muito mais.

Eu havia separado um pacote inteiro de post its pensando que marcaria o livro inteiro mas não usei nem 10 marcadores direito, e os usei para marcar alguns dos personagens importantes e alguns eventos importantes no livro, pois não houve nenhum diálogo que ensinasse algo importante, ou que discutisse os diversos pontos de vista sobre economia, política, e sim diversos diálogos entre alguém que está sempre muito superior em relação ao seu interlocutor, pois é burro demais ou emocional demais para entender seu pensamento superior.

Um adendo que devo fazer: Sei que o livro é da década de 50, mas Ayn Rand era uma mulher muito inteligente e eu não sei como ela pode criar uma personagem feminina tão poderosa como Dagny Taggart e a transformar num animal subjugado quando está se relacionando com homens sexualmente: Servil, submissa, algumas vezes até humilhada. Alguns eventos ali demonstraram até uma certa violência. As cenas onde ela viaja nos trens de sua família são muito mais sensuais que as cenas de sexo. Isso é um problema no livro.

Não sei se defino como conto de fadas: O Socialismo é a bruxa má sempre pronta a fazer maldades e usurpar o que não é dela, e o Capitalismo é o herói maravilhoso montado a cavalo, sempre disposto a colocar as coisas em ordem e salvar a princesa. Ou se foi indecente, no sentido de realmente considerar que todo mundo é idiota e corrupto se não pensar daquele modo. E se o sentido fosse esse, é triste a perda da oportunidade de criar um romance para explicar aos mais leigos de uma forma exemplificada todo seu pensamento, baseado naquilo que seus opositores vivem pregando. Seria perfeito.

Vou ler o segundo livro pois acho que não deve ser somente isso. Esta resenha, repito, diz apenas o que sei até o ponto que li deste livro, não estou falando pela obra completa, mas pela primeira parte.
Craotchky 21/01/2018minha estante
Essa discrepância de opiniões não deve se derivar de vocês terem lido um livro diferente, mas deve indicar que a leitora citada é provavelmente é bem diferente de você.


Phelipe Guilherme Maciel 21/01/2018minha estante
Sim, com certeza somos leitores diferentes. E a comparação não é com a leitora, usei ela somente como exemplo de que realmente todos falam muito bem do livro e ATÉ agora não vi os motivos de tanta exaltação. Isso é uma parcial.


EA 21/01/2018minha estante
Estou lendo o livro II, que é bem melhor que o I. Mas lendo sobre suas expectativas, creio que ainda estará aquém.
De qualquer forma, vale manter a leitura.


Phelipe Guilherme Maciel 21/01/2018minha estante
Eloiso, só de ouvir essa sua confirmação de que o 2 é melhor que o 1, já fico revigorado de continuar, porque o cansaço estava grande. Eu entendo que ela fez algo que era comum na epoca do romantismo: Criar o personagem perfeito, imaculado, cheio de virtudes, lendo esse livro eu lembrava de José de Alencar. Mas o problema é que os diálogos ficaram muito fracos. Mas no livro 3 eu farei uma resenha definitiva e talvez mude de ideia.


Lucas.Sousa 26/02/2018minha estante
Tem que olhar o contexto histórico em que a obra é feita: anos 50, após a guerra. Revoluções socialistas irrompiam e eram traídas aos montes pela burocracia stalinista, o que deixa a marca do socialismo como "autoritário" e de uma "corja de imcompetentes", o ocidente, tentava frear esse movimento propagando as ideias dominantes feitas aquém da realidade concreta, isto é, ideologia. O estilo romântico é puro pastiche.
Os EUA eram invencíveis militarmente, mas não podiam usar da força devido à possibilidade de destruição total, por isso utilizam-se dos meios de produção do consenso. O livro de Ayn Rand serviu a esse propósito, e deu certo, junto com todo o aparato hegemônico cultural. Não à toa de 45 a 75 é chamada de A Era de Ouro do Capital.


Phelipe Guilherme Maciel 11/04/2018minha estante
Lucas, obrigado pelo comentário. Li a Obra completa. Eu esperava muito mais dele. Entendo que a Ayn Rand queria passar a filosofia dela da forma mais simples possível para que todos pudessem entender nesta obra, e isso ela faz muito bem. Você consegue entender bem os conceitos da filosofia de Ayn, sem precisar sofrer muito. O que acabou por empobrecer o livro na minha opinião é a idiotização que as visões opostas às dos protagonistas são apresentadas, e a pobreza de alguns diálogos chave, que justamente apresentam as idéias de Ayn de forma mais vigorosa.


Francielle Lima 31/07/2018minha estante
A Dagny neste primeiro volume é a típica mulher que as mulheres da década de 50 eram na visão da Ayn, destruidora de padrões, mas que não podem esquecer do sexo, penso que se todas as cenas mais sexuais fossem retiradas do livro, falta não fariam.




Renegados 30/08/2013

ESTANTE RENEGADA | A REVOLTA DE ATLAS
Muitas pessoas conhecem a ligação de BioShock, shooter aclamado por sua ambientação vintage e enredo envolvente e perturbador, e aquela que é considerada a magnum opus da filósofa, pensadora e escritora Ayn Rand. Mas nem todos vão além de conhecer a ligação, até a origem das coisas, e tomam em suas mãos os três volumes de A Revolta de Atlas, lançado originalmente no Brasil na década de 80 como Quem é John Galt?

Mesmo porque A Revolta de Atlas não é uma obra de fácil leitura. Seu ritmo não é frenético e alguém que não goste de filosofia e política não se sente exatamente confortável com qualquer um dos tomos em mãos. Eu mesmo, que gosto dos temas, voltava alguns capítulos para reler e me situar novamente ou entender algumas passagens. Os diálogos algumas vezes podem ser extensos e acabam torcendo-se uns sobre os outros com tantas linhas, mas nada que tire o brilho e a força deles.

Ayn Rand defende, através de sua ficção e de seus personagens uma linha de pensamento única, o objetivismo. Nesta filosofia, Ayn argumenta que o objetivo moral de todo humano é alcançar sua própria felicidade e interesse racional independente dos outros à sua volta e, por consequência, o único sistema social que suporte essas diretrizes morais é aquele que respeite os direitos dos seres humanos à liberdade, vida, propriedade e busca da felicidade. Em outras palavras, o capitalismo laissez-faire.

O cenário de A Revolta de Atlas é uma América do Norte decadente, último bastião do capitalismo num mundo dominado por repúblicas populares, pobreza e mercados negros. Em um escopo maior, pode-se até mesmo dizer que o cenário é o planeta como um todo. Lentamente, de um modo inexplicável, as mentes criativas estão sumindo dos Estados Unidos e de outras partes do globo, fazendo com que as
nações regridam gradativamente. Washington se torna um ninho de víboras corruptas, que alcançam seus cargos por meio de favores escusos e dinheiro sujo, onde valores são invertidos e a desonestidade velada passa a ser o arauto da justiça.

É interessante ver como Ayn consegue ser atemporal em sua obra. O que se passa em Atlas, a inversão de valores sociais, onde homens desprovidos de talento, que vivem suas vidas apenas em prol do mal tomam para si a fortuna dos honestos, o suor do povo e o sangue daqueles que trabalham, criam e se desdobram para levar um país em frente; é algo que poderia acontecer daqui a algumas décadas, ou anos, dias. Pode estar acontecendo agora. É tudo atual e remoto, em um mesmo momento.
E a escrita da autora, meio vaga, meio destacada e arrojada, serve para moldar um mundo permeado de suspense e apreensão, no qual é difícil dizer o que virá a cada página virada.

Para levar todo esse turbilhão de ideias, de emoções, disputas e intrigas, Rand nos dá personagens apaixonantes, cada um à sua maneira. Dagny Taggart, única mulher no colossal conglomerado ferroviário da Taggart Transcontinental, mulher de fibra, determinada e desinibida, que tenta a todo custo salvar a empresa de sua família das mãos do irmão James e da escassez de trabalhadores competentes; Henry Rearden, industrial que cresceu do nada que se vê destituído até mesmo de sua propriedade intelectual e que, a duras penas, aprende a lutar contra o sistema falho da sociedade; e Francisco D’Anconia, amigo de infância de Dagny e playboy por excelência e berço, que leva displicentemente uma vida de luxo e indulgências.

Mas, depois de tantas informações, você deve estar se perguntando, afinal, qual a relação de tudo isso com BioShock? Simples. Boa parte da trama de BioShock reflete as ideias de alguns personagens de Atlas, especialmente toda a utopia pregada pelo povo de Rapture antes de sua queda. A própria queda da cidade subaquática é uma alusão à decadência do mundo que Rand constrói em seu livro.

Obra contemporânea, que mostra outra faceta do capitalismo, revestido de um modo que, provavelmente, ninguém analisa, menos monstruoso e mais racional. Mostra a busca de cada um por seu lugar ao sol, soltando-se das correntes de obrigações sociais inúteis. Um livro de temas que nos rodeiam à todo momento, como governos que agem nas sombras, puxando cordas de marionetes, e a população que se submete sem contestar à essa situação e Ayn Rand, em sua maestria, consegue nos levar às mais diversas reflexões enquanto somos guiados em seus parágrafos.

Nas conversas de Eddie Willers com um operário da Taggart, na força exuberante e inacreditável do frágil corpo de Dagny, nos olhos azuis de aço e nos altos e baixos, na redenção de Hank Rearden, A Revolta de Atlas é um livro denso, que requer dedicação, muitas garrafas de café e silêncio, exterior e interior, para ser apreciado. Mas é uma história que pode-se levar para o resto da vida, que certamente deixará sua marca em brasa em quem a ler.

PAULO SUCHOJ

site: renegadoscast.com/resenha-a-revolta-de-atlas/
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Hiago 02/02/2013

Destruindo a "esquerda Light".
Ayn Rand... Não é apenas o terror de socalistas, em seus livros, mas sim de qualquer populista e que tenha um discurso de: "Vamos dar opurtunidades a todos tirando de quem tem mais" (muitas vezes á força, não diretamente, mas por jurisprudência e por brechas na lei). Qualquer um que tenha simpatia com os ideais da esquerda em geral sentirá um profundo ódio pela obra dela, que joga na cara como o mundo funciona para quem quer "melhora-lo.
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RGiuliano 02/08/2012

Que TRAMA!!!
Sem sombra de dúvida, um dos melhores livros que já li!!!
O trama que a aurtora nos apresenta neste primeiro livro da triologia chega a tirar o fôlego quando se aproxima das últimas páginas. Isso com um texto fluído e envolvente.
A maneira como, no final deste volume, são apresentados fatos "novos", ainda desconhecidos, através de "flashbacks" consegue contextualizar e cruzar uma série de acontecimentos, sem parecer corrido!
Sem dúvida, o leitor começa a ter um ponta de ódio, indignação e até repúdio, de tão sólida que é a história, além das óbvias relações feitas, especialmente com nosso atual cenário político e empresarial.
Não é a toa que este é um dos livros mais lidos nos Estados Unidos da América! O tema, os personagens e a TRAMA surpreendem, ora pela sua dinâmica tão real para nós, ora por nos fazer vislumbrar a visão que a autora teve do mundo para criar esta obra!!!
Já comecei a leitura do segundo volume, ávido por descobrir a verdade...


RGiuliano!
Sheila Castro 09/08/2013minha estante
Caraca, acho que li outro livro então, rsrs




Ralf 21/12/2015

Como um livro tosco pode ser interessante
O livro é bom, mas é um tanto superestimado. Depois de 1200 e tantas páginas de capítulos repetitivos chego a algumas conclusões:
O livro poderia ser mais curto; Seus personagens são toscos e rasos (parecem personagens de gibis de super-herói); Existem dois mistérios a obra inteira que são resolvidos em um capítulo; O ritmo do livro é uma repetição neurótica, uma tortura de catequização; Uma anedota sobre a meritocracia: os obstinados, competentes e individualistas são heróis numa sociedade de ovelhas, uma espécie de ode à vontade de potencia contra a moral cristã, a moral socialista "materialista vulgar", o discurso relativista e irracional pós-moderno. Um livro "rock'n roll" para adolescentes que acham que só eles pensam e que os demais são inertes passivos. A autora subestima as pessoas comuns e cria estereótipos muito ridículos como por exemplo o fato dos heróis serem arianos ricos, bonitos inteligentes, disciplinados em detrimentos dos "coletivistas" feios, covardes, burros e etc. As cenas de romance são tão ridículas quanto os livros da leva "cinquenta tons de cinza". Apesar de tudo isso, este livro me intrigou, e ainda me intriga. Ele positiva as crenças liberais juntamente com as qualidades humanas, as "virtudes". Propõe uma nova ética e moral libertárias e inverte os valores do senso comum cristão ocidental. Sei que este livro é muito tosco (mas o que na literatura americana não é?) mas ao mesmo tempo este livro possui uma mensagem muito forte e ideias muito poderosas que inspiraram pessoas que até gente de esquerda admira como o fundador da Wikipédia e Julian Assange. Talvez "A Nascente" não seja tão entediante. Vamos ver.
Assis.Utsch 21/01/2016minha estante
A obra de Ayn Rand, especialmente A Revolta de Atlas, reflete seu enorme pessimismo com relação ao Estado. É por isso que ela constrói uma obra gigantesca tentando provar os desatinos do estatismo. Curiosamente, quem mais pode compreender o parasitismo do Estado são justamente aqueles que trabalharam no Estado, aqueles que tiveram os privilégios estatais ou até mesmo foram beneficiários da corrupção existente nesse ambiente. Mas estes, por serem beneficiários, nunca denunciam tal situação. Como passei boa parte da vida dentro do Estado, pude compreender que a atuação do Estado é sempre mais dispendiosa, morosa, buroratizada, hierarquizada, cheia de instâncias, delongas e muitos outros entraves. O Estado sempre necessita de dez funcionários onde três bastariam; dez unidades de capital onde os particulares usariam apenas três; suas mordomias parecem não ter limites; oferece benesses sem cobrar resultados; no seu interior há sempre uma enorme distância entre os comandados e os executores, além de muitos outros vícios.


Matheus 01/03/2017minha estante
Concordo parcialmente com você. De fato, as personagens principais são muito idealizadas, parecem quase semi-deuses. Não imagino um único ser humano hoje, mesmo os mais poderosos, que consiga ser tão diligente e incansável quanto Hank Rearden, tão fria e inescrutável quanto Dagny Taggart, tão auto-confiante e esperto quanto Fracisco D'Anconia ou tão clarividente e persuasivo quanto John Galt - embora eu consiga perfeitamente vislumbrar na minha imaginação um James Taggart, um Wesley Mouch, uma Lilian Rearden, um Philip Rearden ou um Orren Boyle da vida real, todos estes vilões da trama. Sim, Ayn Rand peca em atribuir divindade a seres humanos, não importa o quão brilhantes eles sejam - e são.
A verborragia da Srª. Rand é outro problema - você gasta mais de hora para finalizar um capítulo, isto se você for um leitor dinâmico (eu sou). Se não houver uma enorme força de vontade, a pessoa abandona a leitura ainda no primeiro capítulo do primeiro volume (e são três volumes e trinta capítulos).
Por outro lado, eu não usaria estes elementos para chamar o livro de tosco. O livro pode ser prolixo, mas certamente é bem escrito e não perde o fio da meada em nenhum momento. Conseguimos nos identificar com alguns dos personagens - eu me vi bastante no Hank e na Dagny e moderadamente no Ragnar, nos ideais deles, nas suas reflexões de mundo e nos seus modos de agir - e somos capazes de apreender a filosofia dela (o Objetivismo) na nossa experiência diária e na nossa vivência acumulada até aqui. O livro é uma ode à liberdade, à criatividade e ao intelecto e quem é que não valoriza estas coisas, não é mesmo? Até o mais vil dos cidadãos sabe da importância desses elementos para fazer a engrenagem social girar.


Guilherme 09/02/2018minha estante
"Um livro "rock'n roll" para adolescentes que acham que só eles pensam e que os demais são inertes passivos"

Cara, Parabéns !
Você definiu perfeitamente nessa frase a minha opinião sobre essa obra.




Bruno 22/12/2013

UMA DISTOPIA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA DA NOSSA REALIDADE
A revolta de Atlas é sem sombra de dúvidas uma obra-prima.

Ayn Rand oferta críticas mais do que diretas a um ameaçador mundo intervencionista em que a individualidade e a capacidade singular de cada um é abafada em detrimento do "bem-estar coletivo".

Em breves linhas temos a história de Dagny Taggart, herdeira de um império ferroviário que está por vias de entrar em colapso dada a postura de seu irmão (presidente da companhia).

Repleto de contatos, influente e preocupado com a política de favores de seu tempo, James Taggart é o irmão passivo de Dagny, que abusa de seu status e posição para administrar a linha, olvidando-se de prazos, de metas, da concorrência e da própria realidade com receio de prejudicar o país e o "conjunto": o todo.

Dagny está disposta a mudar esta situação e usa de uma postura pro-ativa para tentar levantar a ferrovia e reerguê-la do abismo em que a colocou seu irmão, valendo-se de investimentos, alternativas, planos "b" e de pessoas que acreditam em seu potencial para se colocar em uma situação de disputa, de concorrência!

Ocorre que entraves estatais, pessoas que somem, políticas mirabolantes, burocracia e mesquinharias dificultam o intento de Dagny, tornando sua missão uma epopéia!

Longe de parecer egoística a proposta do livro revela o lado sombrio da política planificada, retratando ainda os malefícios do protecionismo exacerbado e da postura daqueles que "são levados pela maré".

Lobbies, favores, politicagem, suborno e interferência direta do Estado na economia são retratados de forma ímpar e colocam “A revolta de Atlas” como uma obra não de ontem, mas mais de hoje do que nunca!
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Leandro Gouveia 18/10/2012

Para quem Luta todo dia
Se voce é do tipo de pessoa que batalha todos os dias para se dar bem na vida ou nos negocios vai adorar este livro agora se voce e do tipo de gente que acha que o governo tem que te dar alguma coisa so porque voce existe nao vai gostar nenhum pouco da revolta de atlas, a filosoia por traz do romance vai fazer entender muita coisa sobre a economia nacional e tambem sobre como um pais se desenvolve economicamente e do que ele é dependente para isto, vai ver que enquanto tem gente se desdobrando para produzir outros incompetentes so se lamentam e criam uma situaçao de injustiça para si.
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Café & Espadas 15/08/2014

Resenha A Revolta de Atlas
A Revolta de Atlas se consagrou como um clássico há muito tempo atrás. Quando foi publicado aqui no Brasil na década de 80, o livro já era considerado um dos mais importantes para a literatura americana. No entanto, mesmo com toda essa fama o precendo, eu não sabia muito bem o que me aguardava.

Já tinha lido alguma coisa sobre a sua autora, Ayn Rand, e sobre o seu posicionamento ideológico, social e político; e sobre o fato de a sua obra evidenciá-lo com muita transparência.

Já posso dizer de antemão, antes de expor minha opinião sobre essa obra magnífica, que a leitura de um livro como este, nos tempos de hoje e mais precisamente na época em que nos encontramos aqui no Brasil onde vemos embates políticos constantes tomando não só as redes sociais, mas a internet como um todo é muito pertinente. Principalmente, por ela ir violentamente ao encontro do pensamento de uma boa parte da maioria, nitidamente inclinada para as bases ideológicas de esquerda.

Vou falar um pouco mais sobre como a autora levanta o estandarte do individualismo na sua história e na construção dos seus personagens, mas antes quero ressaltar que não pretendo, em nenhum momento, discutir política aqui nesta resenha. Somente analiso a obra como literatura pura e simples, como vocês já devem estar acostumados. Deixo isso para blogs ou sites especializados no assunto.

Dito isso, vamos a história do primeiro volume de A Revolta de Atlas.

O livro nos leva de início a um Estados Unidos que não está localizado em um momento certo no tempo.

Decadente e com a sua economia em frangalhos, o país ainda resiste a uma crise global, onde as forças políticas da esquerda tomaram o poder e exercem cada vez mais pressão sobre os governantes americanos para que estes adotem políticas mais populistas e que minem o desenvolvimento individual e entreguem o progresso tecnológico nacional e o trabalho das cabeças pensantes que existem por trás dele nas mãos do governo.

As ruas estão abandonadas. Famílias vivem em situação miserável e a cada dia que avança, estabelecimentos comerciais e grandes industrias declaram falência. As grandes mentes da humanidade estão sumindo uma após a outra, misteriosamente, e não há nada que ninguém possa fazer com relação a isso.

Será esse o fim de uma das maiores nações capitalistas do mundo? Não é nisso que Dagny Taggart acredita.

Ela é a vice-presidente operacional da Taggart Transcontinental, a maior empresa ferroviária do país, que foi fundada pelo o seu avô, e vê a crise e a péssima administração do seu irmão, James Taggart, presidente da empresa, ameaçar a soberania e as finanças da transcontinental.

Tudo começa quando Dagny decide tomar as rédeas da ferrovia definitivamente e se arriscar na compra de novos trilhos - feitos de uma liga metálica recém inventada - para a recuperação de uma linha de suma importância não só para a sua empresa mas para todo o comércio do país. Este novo metal (chamado de Metal Rearden) foi desenvolvido por Henry Hank Rearden, um grande magnata e um gênio da siderurgia.

A luta de Dagny para reerguer a sua companhia acaba se tornando uma luta pela recuperação e progresso da economia americana, baseando-se no livre comércio, e muitos aliados se unem a ela nesta causa. Mas a batalha não será tão simples assim, e os grandes poderosos incluindo o seu irmão James irão fazer oposições severas e usarão de todos os artifícios para pararem suas ambições.

Alguns poderão até questionar se esse livro realmente se encaixa na temática desse blog, já que o seu cunho político e sua volumosa carga de referências as ciências econômicas é muito marcante. A primeira vista até eu mesmo me questionei sobre isso. Mas logo vi que me enganei em pensar isso.
O Estados Unidos criado pela autora saturado, com um governo que age mais como um deteriorador social transvestido de populista se encaixa perfeitamente no gênero de distopia. Somando-se a isso os elementos básicos de ficção científica que são facilmente notáveis, como os avanços tecnológicos retratados na obra.
Uma das várias virtudes literárias dessa obra é a forma como Ayn Rand conduz sua trama. Uma linguagem eloquente, diálogos profundos e primorosos, com ótimas doses filosóficas que colocam o leitor no centro de ótimos debates do tipo capitalismo X socialismo. O desenrolar dos acontecimentos e a forma como eles se sucedem é tão cativante que a cada reviravolta implacável, simplesmente somos surpreendidos com uma atitude inesperada de algum dos personagens. Personagens esses que são um espetáculo à parte.

São praticamente obras primas dentro de uma outra obra prima. Fortes, com mentes vigorosas e respostas ácidas e chocantes para quaisquer questionamentos feitos a eles. Personagens sem nenhum traço clichê, por mais que o estereótipo de "gênio" e "dama de ferro" sejam comuns, podemos notar como a autora os difere, mostrando que nada é absoluto, e por mais forte que eles sejam, têm suas fraquezas e defeitos.

Dagny é uma mulher de fibra, que defende vários ideais feministas vigentes na época dos meados do século XX, como a destruição da concepção de que a mulher foi feita para o lar, e que nunca poderia atuar no mundo dos negócios. E para provar isso, ela começa de baixo. Sem precisar pisar ou destruir nada nem ninguém. Somente galgando cada degrau, com extrema eficiência e domínio do seu ofício. É daquele tipo de personagem que podemos levar como exemplo para nossas próprias vidas.

Hank, é um gênio dentro da sua área e um empreendedor brilhante que vive um conflito cruel com a sua própria família, que nunca compreende o seu afinco por tudo que conquistou. Desprezo que ele interpreta como medo e inveja por não terem se esforçado o bastante para conseguir algo parecido.

Francisco D'Anconia vai de encontro a dureza de caráter e integridade dos outros dois. Mesmo sendo um gênio nos negócios e em tudo o que ele se mete a fazer... ele se torna um ricaço esnobe e fanfarrão, que desperdiça seu talento e fortuna em festas e luxúria. Mas tudo indica que há um motivo oculto para toda essa transformação.

A trama se sustenta principalmente nesses três personagens, os quais a autora faz questão de mostrar suas origens em flahsbacks, de forma muito precisa. No momento certo da narrativa, sem atrapalhar o andamento ou tornar a leitura maçante. Vale ressaltar como são bem elaboradas essas origens, como são ótimos esses personagens criados pela Ayn Rand...

Sobre a edição: a Editora Arqueiro produziu uma diagramação simples e ao mesmo tempo muito informativa. Os três volumes possuem capas iguais, e vieram em um belo box personalizado. O livro não e muito volumoso, como mencionei, porém a sua mancha gráfica (o espaço que as palavras ocupam nas páginas) é grande, o que torna a leitura um pouco lenta. Nada comprometedor, visto o papel de qualidade excelente e as orelhas que trazem muitas informações sobre o livro e sobre a autora.

É complicado resumir a qualidade dessa obra em poucas palavras ou parágrafos.

Em alguns momentos, a autora subitamente estrutura sua narrativa de uma forma a fazer o leitor entender e sentir como a mente dos seus personagens funciona diante das situações as quais são obrigados a conviver.

A escrita de Ayn Rand assume uma nova dimensão, que cruza a zona limítrofe das narrativas convencionais (em 1ª ou 3ª pessoa) e cria uma experiência quase sensorial, ministrada com virtuosismo único, com o domínio não só da escrita, mas também - por meio da sua narrativa magistral - da capacidade de interpretação do leitor.

Ler a forma como os seus personagens encaram suas dualidades e seus desejos mais íntimos, contrastando com a imponência e suas frias tomadas de decisões será um deleite para os leitores que desejam sair da leitura água com açúcar, e conhecer uma história digna de estar no hall das grandes obras literárias da humanidade.

A obra vai muito além da pergunta Quem é John Galt?.

Ela é um brado contra o fim da liberdade de crescimento, contra o conformismo e a hipocrisia, contra a imposição de limites em todos os níveis - pelos menos capacitados. E uma merecida homenagem a todos os indivíduos que - assim como o titã Atlas carregam em suas costas o fardo de ter uma visão além de seu tempo, que sempre será minada por quem não a possui.

Digo sem medo: um dos melhores livros que já li na vida. Ótimo saber que esse foi só o primeiro volume da trilogia. Recomendo fortemente a leitura de A Revolta de Atlas.


site: http://cafeeespadas.blogspot.com.br/2014/08/resenha-revolta-de-atlas-volume-i.html
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