Eu e Outras Poesias

Eu e Outras Poesias Augusto dos Anjos




Resenhas - Eu e Outras Poesias


41 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3


Daniel 02/03/2013

Augusto é dos grandes. Com uma capacidade única de manter o padrão clássico da métrica e da rima enquanto dessacraliza a poesia tradicional, ele é um monstro dos versos.

Em Eu e outras poesias vemos a repetição e afirmação de temas de sua obra. A morte inevitável, o materialismo em dualidade simbolismo, seu vocabulário científico e seu onipresente pessimismo.

Vários dos poemas são clássicos por si só e demonstram a genialidade dele que, não é de se espantar, é quase inclassificável. Um verdadeiro macabro, ele muitas vezes passeia entre a resignação e a explosão, a apatia e a afetividade. Muitos dos poemas são completamente perturbadores enquanto outros são melancólicos e até amorosos, na sua estranha visão de mundo.

Também é nitidamente centralizado nas suas próprias experiências e destino. Ainda que trate da morte, que está aí para todos, ele sempre a aborda de maneira intrínseca e pessoal.

O melancólico é, além de talentoso, erudito. Estudou e demonstra isso seja nas suas passagens mais parnasianas, simbolistas ou expressionistas. Ele sabe subverter e tirar o máximo da métrica clássica. Consegue misturar um vocabulário apoético em sonetos irretocáveis. Não lhe falta domínio linguístico.

Talvez por conta de tamanha originalidade, Augusto é muito sozinho. A solidão seja factual ou poética é marcante em sua obra e vida. Não há um momento em que o eu lírico não passe uma grande impressão de isolamento, até em certos pontos auto-imposto intelectualmente.

Só não dou 5 estrelas ao livro por achar que, por seu tamanho, acaba tornando-se repetitivo. Augusto muitas vezes bateu na mesma tecla e, por mais que ele seja genial, há um limite de "repetição" para todos.

Ou seja, Augusto, individualmente, poema por poema, é mais que cinco estrelas. Para seu melhor aproveitamento, leia em pequenas doses. Recomendo também fazer anotações, facilitam muito a percepção da volta dos temas recorrentes.

Fecho essa curtíssima resenha com meus versos favoritos, cortesia do poeta: "Para iludir minha desgraça, estudo/intimamente, sei que não me iludo."
comentários(0)comente



wrodrigues 01/11/2009

O maior poeta brasileiro
"...Como os velhos Templários medievais,
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas,
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!"

Últimos tercetos de VANDALISMO, o melhor soneto escrito em língua portuguesa.

Apesar de deste espaço ser de uma resenha, qualquer coisa que eu disser sobre este monstro literário será aquém do que ele merece. Tanto na originalidade, quando na métrica ou na profundidade das idéias, em tudo ele se supera.

AUGUSTO DE CARVALHO RODRIGUES DOS ANJOS - O MAIOR POETA BRASILEIRO!
comentários(0)comente



fabianom 27/01/2009

Este livro foi a referência para meus primeiros textos. Denso e augusto como sempre. Espero um dia chegar perto da profundidade do autor.
comentários(0)comente

Naty Fênix 19/08/2009minha estante
Amo




Anna Duzzi 17/05/2011

"Eu e Outras Poesias" ilustra porque Augusto dos Anjos é um dos maiores tesouros da literatura em versos no Brasil.
comentários(0)comente



Tiago Ceccon 16/02/2009

Maravilhoso. Horrivelmente maravilhoso, cruelmente sincero e absolutamente genial. Augusto dos Anjos usa o dialeto científico para ilustrar a agonia e as incertezas do homem. Imperdível!
comentários(0)comente



Cesar AS 12/03/2009

Virei poeta depois que li isso!
Andréia 03/07/2012minha estante
Escrevo sonetos agora pq eu li esse livro




Paulo.Brito 14/12/2016

O Morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela igneo e escaldante molho.

"Vou mandar levantar outra parede..."
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

Eu não tinha gosto por poemas, mas, influenciado por um colega que me introduziu a vários autores, eu me descobri leitor de poemas.

E Augusto dos Anjos é o "meu" poeta.
comentários(0)comente



Raphael 23/08/2012

Genial e bizarro
Ótimo livro, parece coisa de doido, mas quando se lê com atenção, você fica tão imerso que, depois que acabar de ler, precisa de um pouco de contato humano pra ter certeza que você ainda está vivo.
comentários(0)comente



21eyes_ 02/11/2012

Augusto dos Anjos vem para escancarar na cara da sociedade que poesia não é só entretenimento.
comentários(0)comente



Valéria 12/03/2012

Delicioso de ler em voz alta, bem teatralmente. Escatológico, autêntico, clássico.
Erânio 06/05/2019minha estante
Esse é o típico livro para se ler em voz alta. Sem dúvida!
Cada verso torna-se uma espécie de mantra, invocação mágica ou mística! Singularíssimo!




Marcos 11/12/2012

A única certeza
Dizem que a única certeza é justamente aquela que nunca gostamos de pensar a respeito. Dizem também que é o único assunto relevante da arte. Possivelmente Augusto dos Anjos concordasse com tudo isso e seu livro de poesias é justamente uma imensa reflexão sobre a morte inevitável. Uma morte eminentemente material como descreve com riquezas de detalhes, o que nos leva a grande reflexão: se nosso corpo vai apodrecer debaixo da terra, porque damos tanto valor a ele? As respostas não estarão nos belos sonetos de Augusto dos Anjos, mas são um bom ponto de partida.
comentários(0)comente



Mara Vanessa Torres 05/09/2009

VISCERAL!
Augusto dos Anjos está na lista dos meus autores preferidos. Ele é sagaz, visceral, direto, funcional e passional. Eu poderia passar o dia enumerando adjetivos, mas Augusto não precisa disso.

Sua criticidade transforma poesia em denúncia velada (denúncia comportamental, eu diria). Fantástico! ;)

comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Ricardo 12/04/2014

O fodão.
Já tinha lido alguns poemas do Dos Anjos e até baixado o livro em PDF, mas não tinha encontrado tempo pra lê-lo por completo, mas assim que encontrei ele em ''carne e osso'', comprei e li todo. O que posso dizer? Dos poetas que li até agora, independente da nacionalidade, o Dos Anjos é meu preferido. Além do mais,meus poemas tem uma certa similaridade com os dele (os lances ora pessimistas, ora belos), sendo que posso ser considerado uma versão sem o estudo que o Dos Anjos teve, assim como sem a inteligência que ele usava pra ajeitar as palavras no papel.É realmente uma maravilha quando você encontra um escritor que parece escrever exatamente o que você pensa/está sentindo no momento.Dos Anjos é foda.
comentários(0)comente



joedson 15/12/2010

EU
verme maior que marte e vênus
o eu ergue-se do seu cadáver
mostrando o mais que é menos
comentários(0)comente



41 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3