Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 Ray Bradbury




Resenhas - Fahrenheit 451


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Bárbara 21/01/2020

Um clássico necessário
Um futuro incerto. Ler é completamente dispensável. O conhecimento é adquirido através de vídeos televisivos e programas interativos. A sociedade do consumo e do espetáculo intensifica que a leitura não traz felicidade.

Guy Montag é membro do corpo de bombeiros. Nessa sociedade, os bombeiros são chamados não para apagar o fogo, mas para queimar livros. Ler é extremamente proibido, levando quem o faz à morte ou à prisão. E, para quem não entendeu a razão do número 451 no título, esta é a temperatura necessária, em graus Fahrenheit, para que o papel passe pela combustão. E qual a razão de se queimar livros? Bem, eles levam a ideias e ao conhecimento, e isso é extremamente danoso.

A vida segue tranquila até Montag conhecer Clarisse McClellan, uma vizinha, que o faz olhar o céu, conversar, falar sobre livros. Montag começa a pensar a respeito, desperta sua consciência e leva suas dúvidas ao seu chefe, Beatty. Esse, prontamente, explica que ler livros deixa as pessoas infelizes, e por isso devem ser exterminados.

As incertezas de Montag aumentam após ele testemunhar mais uma queima de livros. Até aquele momento, tudo era feito sem a presença do denunciado. Nesse caso em especial, a senhora acusada não aceita se separar de seus livros.

É com essa morte tão impactante que Montag passa a rever sua própria vida e ações, nos seus 10 anos de carreira. Suas dúvidas apenas crescem, principalmente depois que sua vizinha some misteriosamente. É uma leitura impactante e repleta de discussões. Até que ponto um mundo cercado de tecnologia pode ser prejudicial? Você conseguiria viver num mundo sem livros?

A obra é dividida em três partes, de leitura facilmente compreensível e atual, mesmo após 66 anos de sua escrita. E, o mais incrivel, é a mensagem final de esperança pelo poder da memória. O futuro nem sempre estará perdido.

site: http://www.instagram.com/leiturasdebarbara
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Mima 20/01/2020

Esse é o ano que escolhi pra desencalhar minhas leituras distópicas.

Um livro que fala sobre livros. Em um mundo onde as casas são a prova de fogo, os bombeiros deixam de ter sua função de apagar fogo, para poder ter outra bem maligna; o de queimar os livros... Nessa distopia os livros são terminantemente proibidos. Casas são incendiadas pelos bombeiros para que se queimem os livros contidos lá.
Nem é tão distante assim de nossa realidade, até porque já tivemos um tempo em que livros eram queimados em praça pública.
Achei o livro curto, mas deu pra absorver a ideia que o autor quis passar, com um final indeterminado faz refletir, " e a partir de agora? Se não hoje, quando? Como?" Muito bom.
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Laura 14/01/2020

Um livro incrível sobre livros. Fahrenheit 451 é assustadoramente atual. Quando os leitores passam a colocar antolhos nos autores e ignoram textos que não os representa, os livros passam a ser uma perda de tempo; logo depois, são vistos como um veneno para a tranquilidade da ignorância e não demora para que, voluntariamente, as pessoas os expurguem de suas vidas.
Ler um bom livro é doloroso, sim! Se não nos afasta da zona de conforto, se não nos faz pensar, também não nos faz crescer. Na sociedade criada por Ray Bradbury (e, longe de qualquer exagero, na sociedade em que vivemos), a busca hedonista pelo prazer faz com que as pessoas não se permitem olhar o mundo real a sua volta. As "paredes" desta obra literária poderiam, muito facilmente, serem nomeadas de celulares e televisores nos dias atuais. As pessoas não conversam, não observam o mundo, não vivem.
O livro trata sobre um homem que, aos poucos, por intermédio de personagens fantásticos, se dá conta da cegueira que tem tomado a quase todos. O mundo está em chamas e os livros são extintores de incêndio.
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Leonardo.Rodrigues 12/01/2020

A explicação sucinta do motivo do medo que a sociedade tem pelo conhecimento
O livro, por ser relativamente pequeno, talvez não desenvolva tão bem os conceitos apresentados no decorrer da história. Sobram muitas perguntas a respeito do mundo em que a história se passa. Entretanto, o objetivo do livro é cumprido muito bem: mostrar e criticar a existência do medo e da inquietação que a sociedade em geral tem pelo conhecimento e a leitura. É atemporal!
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Gabrielle 08/01/2020

"Queime-os ou eles o queimarão. Nesse momento, a coisa é simples assim"
É tipo um filho mais novo do Admirável Mundo Novo com 1984, que não herdou todo o talento dos pais (mesmo porque, seria uma coisa difícil de acontecer), mas definitivamente tem seus méritos próprios.

A leitura é muito fácil, então a mensagem acaba sendo mais profunda e impactante que a história em si. O foco é (infelizmente) muito atual: conhecimento não deve ser censurado, e não devemos subestimar os perigos de uma sociedade vulnerável ao controle e manipulação.

As metáforas, que são realmente muito boas, e as associações que o livro proporciona fazem ter vontade de ler em uma tarde só. Além disso, o posfácio onde o autor conta como o livro foi escrito com 9 dólares em moedas, é ouro.

Tem milhares de resenhas contando a história do livro, mas a única coisa que você precisa saber é: se você chegou até aqui, você já sabe que tem quer ler. Provavelmente já deveria ter lido.
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pelamente.wordpress.com 07/01/2020

(Resenha) Livro - Ray Bradbury - Fahrenheit 451
Neste ano fiz a releitura deste livro que para mim é muito especial. Através dele deu-se o meu primeiro contato com o gênero Ficção Científica.

Este clássico escrito em 1953, que criticou a opressão cultural nazista, nos faz visitar nossa realidade em um mundo que nos bombardeia de "entretenimento", mas nos torna uma sociedade cada vez mais alienada.

Fahrenheit nos alerta sobre o PODER do LIVRO e da EDUCAÇÃO.
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Elô 06/01/2020

Maravilhoso
Queimar era um prazer.
Por mais que essa frase possa ser confundida anunciada por um fã de rammstein, essa frase nada mais é que um dos mais belos começo de livros que já li.
Quase tão atual quanto a sua respiração nesse exato momento Fahrenheit 451 nos leva há uma distopia em que livros são vistos como a mais alta forma de se lubridiar o governo que impôs a extinção de todos os livros, sejam eles religiosos, de fantasia, históricos... Quaisquer que fossem: PRECISAVAM SER QUEIMADOS.
Somos apresentados ao bombeiro Guy Montang em que a única função é localizar e queimar livros assim como todo e qualquer bombeiro da cidade.
Em uma de suas "missões" ele entra em um conflito ideológico e se passa a questionar o porquê de estar executando essa ação, o porquê da queima de tantos livros e o mais importante: ele começa a nutrir uma curiosidade absoluta no que se refere ao conteúdo de cada livro queimado.
O ato de ler é visto em Fahrenheit 451 como o pecado mais trôpego que um cidadão pode cometer, as pessoas são guiadas pelas "grandes telas" que emanam trivialidades afim de fazer com que cada fique preso em sua teia de assuntos rasos como o melhor carro, a melhor roupa, as melhores marcas.
Assim vivem as pessoas em Fahrenheit 451, moldadas numa dialética demoníaca através da tv sobre o que fazer, o que gostar, como agir e o mais importante: não tenha ideia de consciência.
É interessante refletir sobre os questionamentos que o livro nos apresenta, como a idealização do prazer carnal e na preocupação apenas com o mesmo, sobre como a sociedade não se preocupa com a qualidade da informação e como estão absortas de realizar ações por si mesmas sem que seja cuspido e mastigado pela mídia.
No mais, convido a cada um que leu até aqui a apreciar essa obra. O livro é curtinho, de fácil entendimento e grande absorção.
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Marco.Antonio 05/01/2020

Decepcionante...
Escrito há mais de 60 anos, o livro é retrato quase perfeito de nossa sociedade, talvez por isso todo o sucesso.
Mas apesar do plot inicial ser genial - um governo totalitário que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído a se rebelar contra o Estado. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas - o autor não consegue alcançar o grande potencial desse mundo. Isso porque Bradbury não conseguiu apresentar o mundo criado por ele logo de início, por isso todas as informações são jogadas como um quebra cabeças, impedindo que o leitor consiga compreender as engrenagens que movem aquela sociedade.
Não consegui empatizar com nenhum personagem, já que todos, inclusive o protagonista, são clichês. Não há um aprofundamento em nenhum deles e sequer consegui entender direito a motivação de cada um deles.
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Nhonhonho 05/01/2020

Censura e Alienação
Fahrenheit 451 trata de uma distopia onde livros são queimados, para se manter a alienação da população, pelo menos, foi assim que me descreveram. É uma distopia, mas os livros não são queimados para manter a alienação em stricto sensu.
A narrativa nos trás um mundo onde as pessoas foram se entretendo com rádios, depois outras tecnologias mais avançadas e pararam de ler progressivamente. Essas tecnologias proporcionavam a grande massa um teor anestésico muito forte, fechando totalmente seus olhos diante da censura que era feita em cima dos livros, que é uma consequência da população, e dos próprios programas populares, onde eram reduzidos a um minimo de diálogo demonstrados pela esposa de Montag. Assim podemos ver um caso onde os poderosos (dos quais não temos nenhum vislumbre) se aproveitaram da ação dos populares e deram um empurrãozinho na alienação mudando o dever dos bombeiros, transformando-os em incendiadores de livros, o que não passa de um circo de entretenimento.
Esse vislumbre de uma sociedade se levando a censura é o que faz o livro valer a pena, no entanto, comparando com seus irmãos distópicos 1984 e Admirável Mundo Novo, o mundo de Fahrenheit 451 tem uma construção pobre, onde não temos minima noção geopolítica, por mais que esse não seja o enfoque do livro, é um aspecto que faz falta.

"Quantas vezes um homem pode afunda e ainda continuar vivo?" Montag
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Alessandro 05/01/2020

Um Livro atemporal
Um livro incrível! Um distopia com críticas a governos autoritários controlando a vida de todos. Muito bem escrito com uma leitura muito fácil!!! Uma obra atemporal!!!
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Julio.Souza 02/01/2020

Necessário
Não existe outra palavra pra explicar Fahrenheit 451 como arrebatador, é um chute na cara.

O livro vai contar a história de Montag em um futuro distópico aonde bombeiros em vez de apagar fogos, incendeiam livros.

Foi um livro bem rápido, ele não perde tempo. Lento e contemplativo, o único defeito do livro são os personagens que são interessantes mas não tiveram uma profundidade que mereciam
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Phelipe Guilherme Maciel 02/01/2020

"Das war ein Vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen."
O título dessa resenha vem em alemão. Porque esse livro fatalmente nos transporta para a Alemanha, onde os nazistas promoveram em maio de 1933 uma queima de livros das mais absurdas já registradas. Esta frase está em um monumento que existe nesta praça, e a tradução é algo como:

"Isso foi apenas um prelúdio. Onde queima-se livros, no final acaba-se por também queimar pessoas".

A história de Farenheit 451 é a história de uma sociedade futurista (que se passa aproximadamente em nosso tempo atual, segundo algumas dicas que o livro dá, pois a data precisa não é informada), onde as pessoas escolheram deixar de lado as leituras dos livros. Não se trata de uma sociedade analfabeta. Eles ainda podem ler, mas escolheram ler apenas resumos dos resumos de verbetes de dicionários, eliminando de suas vidas, todas as possibilidades de ter que refletir sobre questões que possam lhes trazer conflitos morais ou sentimentais.
A história nos apresenta a Guy Montag, um bombeiro que possui atribuições bastante interessantes. Sua função é queimar livros, e não apagar fogo. Os bombeiros não apagam fogo, pois nesta sociedade, as casas são imunes ao fogo. A tarefa dos bombeiros é atear fogo em todo e qualquer livro que esteja na lista proibida pelo governo - que é praticamente tudo.

Considerado uma das três maiores distopias do mundo, ao lado de Admirável Mundo Novo e 1984, o livro Fahrenheit 451 não nos apresenta um mundo onde há grande presença de um Estado Opressor que tudo vê e tudo governa apesar dele existir. Nós percebemos uma sociedade onde o povo escolheu viver do modo como vive. Nesse país, as pessoas só precisam se preocupar em trabalhar poucas horas diárias, e depois se entreter com jogos, novelas, músicas, direção em alta velocidade, e se todo o aparato governamental de distrações não for suficiente para te deixar feliz, pode usar drogas que façam o serviço para você. Diferente de Admirável Mundo Novo, onde é proibido ser infeliz, nesta sociedade, a infelicidade existe, mas é sumariamente ignorada pelos seus habitantes. Diferente de 1984 onde o governo vê tudo o que se passa na vida de todos, num grande big brother, nesta sociedade, as pessoas voluntariamente enchem suas casas com telas gigantes que lhes apresentam uma falsa vida em 3 dimensões, vivendo papéis nas produções feitas pelo governo, onde você interage com a tela, mas não com as pessoas ao seu lado.

O enredo do livro é bastante simples, e os personagens são poucos. Guy Montag está feliz com sua vida, ele não é um típico protagonista rebelde que toda distopia nos apresenta. Ele próprio está feliz com a vida que vive. Mas os seus encontros com Clarice, uma adolescente que é sua vizinha estranha, muda o rumo da sua vida. Ele não se lembrava de qual havia sido a ultima vez que uma pessoa havia olhado em seus olhos e perguntado com real interesse como ele estava. Se ele era feliz. Se ele se recordava do cheiro da chuva, ou das nozes, ou de uma folha caída. Ele nunca havia sido questionado sobre o que pensava de uma sociedade que andava a 200km/h em todos os sentidos, alheios a tudo à sua volta, preocupados apenas em sair do ponto A e chegar ao ponto B. Essa inquietação, aliada com o fato de Montag ter quase perdido a esposa num "acidente" doméstico (uma tentativa de suicídio involuntária) faz com que o nosso protagonista aos poucos vá abrindo os olhos e vendo o absurdo da vida que vive. Ele enfim se rebelará contra o sistema onde vive, e com a ajuda de Faber, um antigo professor universitário, mudará o rumo de sua vida, até os acontecimentos finais do livro.

As pessoas desse livro não eram analfabetas, mas desejaram ser ignorantes. Elas não queriam saber sobre a guerra que acontecia em seu país, pois eles estavam seguros. Não queriam saber sobre a situação dos outros países, onde as pessoas passavam fome, pois eles estavam saciados. Não queriam saber por que as coisas aconteciam, pois as coisas simplesmente estavam ali. Uma sociedade voltava totalmente para o utilitarismo. O personagem mais fantástico desse livro é o capitão Beatty, chefe de Montag. Ele é o exemplo cabal da sociedade que vivemos hoje. Beatty era capaz de citar Shakespeare e Platão, mas ainda assim, preferia continuar vivendo a vida da forma como estava. Impossível não perceber que é assim com nossa sociedade. As pessoas tem acesso à informação. Nunca houve tanto acesso a informação de qualidade, ou a conhecimento nos livros, nunca houve tanta liberdade de expressão. Mas as pessoas continuam optando pela ignorância. As pessoas que possuem privilégios não querem dividir esse privilégio, querem manter o status quo. Ele seria também o mais próximo possível de um vilão neste livro, ou da personificação do governo. Ele é muito letrado, de extremo conhecimento, e utiliza todo seu sofismo para argumentar que as pessoas não devem ter acesso a toda essa informação, pois isso as fariam infelizes. Ele gosta de ter o poder de conhecer tudo o que sabe, mas utiliza-se desse seu poder para impedir que as outras pessoas também tenham acesso a esse poder. Mas infelizmente ele não é um vilão ou a face do governo, eu diria que ele é o mais alienado de todos. Tive tanta dó desse personagem.

O final desse livro é impactante. Tem muito a ver com a frase que eu abri a resenha, em alemão. Não darei um spoiler sobre isso, embora eu sempre pense que não exista spoilers para clássicos... Mas este final é bastante feliz, no sentido que o autor te dá a possibilidade de imaginar se é algo bom ou ruim que aconteceu ali. O final fica por sua conta, por sua capacidade de visão do mundo. Escolha...

Ray Bradbury escreveu esse livro em 1953, e estava impressionado com o rumo que o mundo estava tomando. Ele percebeu a chegada da televisão nos lares das pessoas, e observava o rumo do mundo com a temida Guerra Fria. É fácil e até difícil de não se entregar ao desejo de fazer a teia de aranha deste livro se conectar com a vida fútil que a maioria de nós leva atualmente. Ver as tecnologias apresentadas naquele livro e refletir isso ao que temos no presente. O Instagram, onde vivemos vidas falsas e maquiadas, onde todos são felizes. O Facebook, onde interagimos com amigos falsos, em sua maioria. Os grandes Realities Shows, de todo tipo, onde podemos participar daquela história forjada por uma rede de televisão, decidindo a vida das pessoas até a chegada a um campeão. O atual desejo das pessoas de abandonar o livro físico para a leitura de pequenos resumos, aplicativos de leitura de livros em 12 minutos, a transformação de grandes clássicos em filmes de 2 horas...

Mas a grande questão que deve ser analisada nesse livro, é a nossa própria relação com o mundo e com as modernidades, pois esse livro fala um pouco sobre o comportamento de cada um de nós. Estamos vendo a guerra que acontece no mundo hoje? Percebemos as pessoas quem passam fome e clamam por ajuda? Damos valor às nossas famílias? Ou estamos como a esposa de Montag, que já possui 3 telas gigantes em sua casa e quer adquirir a 4° tela gigante, e assim se fechar dentro de si própria, com o mundo fantasioso a rodeando de todos os lados, totalmente alheios ao resto?

Leia enquanto pode-se ler.

Antes que tudo se torne cinzas.
Craotchky 02/01/2020minha estante
Ótima resenha. Gostei da sua relação do mundo distópico do livro com a atual grande oferta de informação e a livre opção pela ignorância. Gostei das provocações inseridas na resenha; sobretudo a última.


Phelipe Guilherme Maciel 02/01/2020minha estante
Filipe, esse não foi um livro fácil de ler. A princípio, eu achava o Montag muito superficial, queria um protagonista forte, e foi difícil entender que ele não era o protagonista que eu queria, porque ele era parte daquela sociedade, ele queria ser apenas "another brick in the wall"...

Entendi o estado lamentável dele apenas quando ele começou a dialogar com Faber e questionava: Não quero fazer as coisas do seu modo, se for para ser apenas mandado a fazer coisas sem se questionar, preferiria continuar do modo como as coisas estavam"...

Ai entendi o nosso protagonista nesse livro.

Apesar de ser uma distopia, todos os acadêmicos o classifica assim, que sou eu para dizer o contrário, eu ainda acho que ele não deveria ser classificado desse modo, pois essa é uma sociedade que dá a entender que APENAS nos Estados Unidos a vida estava dessa forma. Em alguns momentos, algumas frases nos dá a entender que o resto do mundo queria destruir os EUA pela forma de vida que eles levavam, e eles se perguntavam se fora daquele país ainda existia livre acesso aos livros ou não... É como se fosse apenas 1 país tomando aquele rumo, e não o planeta inteiro. Não houve nenhuma grande catarse, enfim... Falta muita coisa para poder comparar esse livro às obras de Huxley ou de Orwell...


Márcio_MX 03/01/2020minha estante
Parabéns Phelipe. Excelente resenha.


Phelipe Guilherme Maciel 05/01/2020minha estante
Obrigado Márcio. Vindo de você, é uma lisonja! Abraço :)




Joshua Amaral 31/12/2019

Semelhanças com o 1984
Livro impactante, que nos ensina que queimar livros não é só com o fogo! Muito bom!
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