Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 Ray Bradbury




Resenhas - Fahrenheit 451


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Thefy 15/06/2018

Uma distopia atual
Encaixam este livro no genêro de distopia, mas em minha sincera opinião não há nada de distopia, há meus caros, uma realidade sendo formada a nossa frente e nos a estamos escolhendo igual aos cidadões do livro. Este é a mais bela crítica social sobre o mundo literario e como nós (a população) estamos jogandoo no chão e os queimando. Final deixa um quê de mistério, com um ar de uma continuação. Alguns iram odeiar, outros iram amar. Eu me encaixei no grupo dos que amam este livro.
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pehlma 12/06/2018

Fahrenheit é uma obra BEM diferente do que eu esperava. É claro que por ser um clássico, eu já sabia do que se tratava, mas tinha apenas uma ideia geral.
Quando fui ler o romance tive uma baita surpresa, não foi positiva, infelizmente, já que eu esperava algo bem diferente mesmo.

A importância histórica e o fator alarmante da distopia do livro, são coisas inquestionáveis, mas como literatura ele me incomoda bastante, não é realmente meu tipo.

O livro conta com ideias geniais, alguns dos melhores diálogos que já li e principalmente o que mais admiro numa distopia (e scifi em geral):
COISAS PARA TE FAZER PENSAR!

Sim, meus amigos. Fahrenheit é cheio delas e elas funcionam lindamente como um aviso, então abra o olho.

Eu confesso que esperava mais e que imaginava uma historia completamente diferente.

Um clássico é um clássico, é impossível tirar os méritos do livro. Fico feliz por ter terminado e finalmente ter lido a obra, apesar dos pesares.

Melhor personagem é o Beatty sem dúvida, o livro devia ser sobre ele rs.

Concluindo, acho que o livro tem narrativas abruptas, ideias boas, porém mal desenvolvidas. A narrativa é bem arrastada e em vários momentos eu achei meio confusa, em outros eu achei meio contraditória.
Entretanto, tudo faz sentido quando o autor revela que escreveu às pressas em uma máquina de escrever alugada.


Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Nota: 7/10

site: http://resenhanaestante.blogspot.com/2018/06/resenha-fahrenheit-451-ray-bradbury.html
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Neylane @livrerias 11/06/2018

atemporal
Um mundo onde livros são proibidos e queimados. Essa obra foi escrita em 1953 numa sociedade que havia acabado de presenciar o nazismo. É uma "ficção científica", mas parece um relato de um futuro não tão distante. Simplesmente incrível e atemporal.
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João Victor - @sigamoslivros 04/06/2018

#RESENHASOL | 5/5 ? | Ray Bradbury | 215 páginas | "Ficção Científica Distópica" | Biblioteca Azul
#SCIFICOMSOL

Imagine um mundo com uma sociedade totalmente refém da mídia televisiva, não se pode propagar a filosofia, a política, a ciência e a religião e sem aquilo que amamos tanto: os livros. Queimam-os, se descobertos, e fazer a sua leitura se constitui um crime.

Montag, um bombeiro que não mais salva vidas e apaga incêndios, pois, as casas são anticombustão, agora sua função é de queimar obras literárias de todo e qualquer tipo. Vive com sua mulher, Mildred, que tem como familiares os personagens de uma novela, pois as relações sociais não são mais firmadas.

Em um momento de caminhada a noite, sua vizinha Clarisse de 17 anos, por meio de uma simples ação faz Montag refletir: ela falou com ele. E dessa conversa surgiu no bombeiro algo chamado dúvida. Não do "como" mas "o porquê".

Porque as pessoas não falam mais umas com as outras, o que tem nos livros que deve ser proibida a sua leitura, por que as pessoas não ligam mais para o mundo externo às suas casas? Porque? Porque? Porque?

Beatty, chefe de Montag, um "ótimo" superior que tem um poder importante para sua função: a persuasão. Seu convencimento faz o bombeiro ficar numa corda-bamba - continuar fazendo o que sempre fez ou seguir seus questionamentos?

O bombeiro chefe tem características super marcantes, lidera a queima de livros e mesmo assim chega a citar vários trechos de obras famosas.

Sabendo que na segunda guerra eram-se queimados livros e até na ditadura do Brasil as apresentações artísticas eram proibidas, atualmente as pessoas dão mais valor a assistir novelas do quê a ler um livro... Será que essa obra foge tanto assim da realidade?

Essa obra mistura ficção científica com distopia, porém as características se fundem mais ao segundo gênero: a descrição de um lugar fora da história, em que tensões sociais e de classe estão aplacadas por meio da violência ou do controle social.

A escrita do Ray é simples, direta e ao mesmo tempo rebuscada. Sem voltas, sem arrodeios ele imprime nas páginas tudo o que quer dizer e com pouca extensão. São poucas as páginas mas de conteúdo nem preciso reforçar que essa obra é extensa.

Com seu desfecho impressionante, Bradbury nos apresenta essa obra simplesmente tocante e reflexiva.
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IvaldoRocha 29/05/2018

Li graças a uma nova versão cinematográfica do livro. Valeu a pena.
Achei um tanto estranho que de repente começasse a receber, via internet, várias ofertas do livro Fahrenheit 451, o que não é comum para um livro lançado em 1953. Depois descobri que uma nova versão cinematográfica estava para ser lançada. O livro já tinha virado filme em 1966, pelo diretor François Truffaut e agora em 2018 uma nova versão do Diretor Ramin Bahrani, curiosamente lançada no Brasil simultaneamente aos EUA e diretamente para a TV, através dos canais HBO.
Como é sempre bom ler o livro antes de assistir o filme, fui busca-lo na estante.
Para quem é apaixonado por livros, ler uma história onde os livros são proibidos e destruídos aos montes é um tanto indigesto, mas valeu a pena.
Trata-se de uma “Distopia”, ou seja, o contrário de uma “Utopia”, onde tudo tende ao maravilhoso, numa distopia encontra-se geralmente um regime totalitário, autoritário e opressor. Escrito durante o período da guerra fria, Fahrenheit 451 se mostra tão atual como nunca, pois não se limita apenas ao controle político, mas também ao controle midiático. As pessoas possuem em suas casas, grandes telas de TV, ondem convivem e interagem com famílias virtuais.
Quantas pessoas você conhece que ao chegar à casa a primeira coisa que fazem é ligar a TV, que geralmente fica sintonizada em um único canal quase todo o dia. É como se a TV fosse alguém para lhe fazer companhia e ajudar a fugir do sentimento de solidão.
O grande crime aqui é possuir, abrir ou ler um livro, atitude impensável às pessoas de bem.
O estado se preocupa em lhe dar todas as informações e entretimentos necessários. Livros lhe levam a pensar e questionar as coisas e isto só irá torna-lo infeliz. Faça uso das medicações, colírios e comprimidos, disponíveis a todos, para ajuda-lo a viver sempre feliz. Esqueça-se das antigas memórias.
Hoje todas as casas são de plástico e totalmente à prova de fogo, e os bombeiros que antes combatiam incêndios tem como sua única tarefa, queimar os livros e levar sobre custódia seus proprietários.
Não sou muito fã, nem tenho paciência para ler Prefácio, Posfácio e afins, mas neste caso é diferente. Existe, além de um ótimo posfácio, uma “Coda”. Confesso que não tinha a menor ideia do que fosse. E descobri depois, que “coda” é uma cauda, um restinho de final que geralmente aparece em uma partitura musical.
Bem esta coda é imperdível, não deixe de ler, nela Ray Bradbury fala com brilhantismo das diferentes maneiras de se queimar um livro, não sendo necessário um fósforo sequer. Conta das constantes cartas que recebe de minorias, sugerindo que ele altere até obras já publicadas e acrescente mais personagens femininos ou negros ou batistas, republicanos, homossexuais, adventistas e por ai a fora.
Segundo ele, cada minoria se acha no direito de esparramar o querosene e acender o pavio.
Na história, o personagem Beatty capitão dos bombeiros, explica como os livros foram sendo destruídos, primeiro pelas minorias, cada uma rasgando a página ou o parágrafo que lhe desagradava, até que os livros ficaram vazios e sem sentido e as bibliotecas fechadas.
Depois de ler o livro, assista ao filme. Eu gostei, mas ai é outra história.
A propósito, 451 graus Fahrenheit, correspondem a 232 graus Celsius que é a temperatura exata em que um livro entra em combustão.
P.S. Nada contra as minorias.
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Keylla 28/05/2018

Imagine um mundo em que as pessoas vivem suas atividades cotidianas baseadas em assistir TV o dia inteiro, onde os programas de TV são alienadores; tomam suas pílulas para dormir, ouvem suas músicas com fones de ouvido imbecilizantes o dia inteiro. Ninguém se vê, ninguém se toca ou conversam. E nesse os livros estão completamente proibidos!! Assustador ou quase profético?

Fahrenheit 451 conta a história de uma sociedade no futuro, ambientada nos EUA, provavelmente nos meados do século XXI (!!!) onde todos os livros são proibidos e cabe às autoridades descobrirem essas bibliotecas clandestinas, e incendiá-las! O livro é uma distopia, isso quer dizer, que há o autoritarismo e o controle por parte do governo, tentando controlar a sociedade através da censura e da violência. Aqui, foram os cidadãos que resolveram abrir mão dos seus direitos e sua liberdade de ler livros em troca de uma sociedade sem conflitos, baseada nos prazer, no consumo e do entretenimento. Essa sociedade acha que é possível viver sem preocupação e sofrimento. E aí que os livros entram no foco! Os livros nos trazem sentimentos, emoções, nos tiram da nossa zona de conforto, mudam a nossa visão de mundo e nossos valores. Os livros são perigosos e objetos de perturbação social.

O personagem principal é o bombeiro Montag. Nessa sociedade, os bombeiros não são os caras legais que apagam os incêndios e salvam vidas. Aqui, eles são os responsáveis por colocar fogo nas bibliotecas clandestinas através de denúncias. Montag está, completamente, à vontade com sua profissão e sua vida até que aparece Clarisse, uma vizinha adolescente muito diferente das demais pessoas. Ela é considerada problemática por conversar com as pessoas, por observar a natureza, por se importar com os outros...Não se deixou contaminar pelo mundo triste que essa sociedade do futuro criou (que me pareceu muito com a nossa!) Ela observa que as pessoas voam nos seus carros e nunca reparam nas flores, na grama, na lua, no sereno. Montag começa a sentir um vazio e uma pobreza em seu espírito, pois aos poucos, Clarisse tocou em sua alma.

Num chamado para incêndio, Montag não consegue convencer a dona da casa a sair para fazer a queima da casa e dos livros. Ela recusa-se, e resolve por si própria acender o fósforo que incendiaria tudo, inclusive ela mesma. O olhar dessa mulher e o livro que ele pegou clandestinamente, mudaram a vida de Montag. Agora ele muda de lado.
Que livro, senhoras e senhores! Há a crítica às universidades, que segundo o autor, destroem a criatividade e padronizam os alunos. Esse livro chega a ser triste porque é atual. Há muita semelhança na nossa realidade. Já não estaríamos vivendo uma distopia?
Rafa 30/05/2018minha estante
Um dos livros que mais gosto. Parabéns pela resenha!


Keylla 31/05/2018minha estante
Oi, Rafa! Obrigada. Eu achei esse livro sensacional! Vou fazer releitura futuramente. Que ideia inteligente do escritor há 60 escrever sobre isso, não? Também entrou nos meus favoritos!




Thiago.Franklin 21/05/2018

Muito bom
Eu assisti a versão gravada pro cinema, e ela é tão ruim que me afastou do livro por muito tempo, mas agora, vencido o preconceito, posso dizer que esse livro é muito bom.
Merece o título de clássico.
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Chiemi @mochisanbooks 18/05/2018

Imagine um mundo onde ler ou possuir um livro é considerado um crime. Um futuro onde, as pessoas ficam alienadas por conta da tecnologia, onde as conversas são escassas, calor humano é substituído pela frieza das máquinas e os simples atos de cheirar uma flor, sentir curiosidade, pensar, são vistos com maus olhos pelos ?cidadãos de bem?.
É nesse universo que Fahrenheit se passa. Essa distopia clássica nos apresenta Guy Montag, um bombeiro, cujo trabalho, ao contrário do que conhecemos, é incendiar bibliotecas juntamente com as casas dos ?criminosos?. Montag sempre se sentiu satisfeito com sua rotina, queimar livros e ao final do dia ir para casa descansar, onde sua esposa Midred passa a vida entretida com suas três televisões gigantes, a ?família?.
Até que um dia, enquanto Montag retornava para casa, ele conhece a jovem Clarisse. A adolescente é considerada estranha por todos, por fazer questionamentos, CONVERSAR com sua família e passar o dia vagando pela cidade, aproveitado as coisas mais simples da vida. Após esse encontro, Montag passa a pensar nas inúmeras perguntas que a menina lhe fizera, e que o mesmo, por mais banal que fossem, não sabia como responder.
O bombeiro começa a refletir sobre a sociedade em que vive e, principalmente, sobre seu trabalho, despertando sua curiosidade sobre o porquê de acharem livros tão perigosos, despertando um desejo de saber o que contém um livro.
Ambientado em um futuro não tão distante, com uma narrativa metafórica e ainda assim simples, Fahrenheit 451 é diferente de tudo aquilo que eu já li. A escrita do autor é leve e faz várias críticas a censura, manipulação das massas e também ressalta a importância dos livros.
É impressionante ver como essa obra é atemporal, pois muitas das coisas que são criticadas no livro (lançado em 1953), permanecem até hoje. Aquela mesma sociedade que busca loucamente por felicidade e no meio do caminho torna-se ignorante e se afasta do objetivo, não é muito diferente da que temos hoje.
Eu não conhecia o gênero e depois desse livro, quero ler mais distopias. Leitura super recomendada pra vocês.
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Re 16/05/2018

Uma Distópia
Releituras precisam ser feitas.
Fahrenheit 451, junto com 1984 de George Orwll e Um mundo Feliz de Aldous Huxley popularizaram o termo Distópia que é o avesso da Utópia.
Em linhas gerais un romance "distópico" acontece em um universo, país ou mundo imaginário criado de uma forma pouco ou nada atrativa. São modelos de Governos horrendo, infelizes e tenebrosos.
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Bruna.Patti 13/05/2018

Fahrenheit 451
Resenha
Livro: Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury
Ano de lançamento: 1953

A distopia é a filosofia ou pensamento baseado em ficção que representa a antítese, o contrário da utopia. De acordo com a revista Galileu, é uma história com uma lição, que em geral, envolve a denúncia de regimes ditatoriais, tirânicos e autocráticos. Em suma, é uma janela escancarada para as consequências de qualquer tentativa de moldar e dar direção a algo tão plural quanto a civilização.

Fahrenheit 451 é uma distopia, um dos livros clássicos da ficção científica, obra-prima do autor. É importante levarmos em consideração o contexto do lançamento do livro, que se deu após o fim da Segunda Guerra Mundial, sendo uma clara crítica à censura intelectual promovida pelo nazismo.

O livro conta a história de Guy Montag, um bombeiro, que, ao invés de apagar incêndios, faz o trabalho inverso: é um incendiário. Nessa sociedade distópica, os bombeiros colocam fogo em livros, pois eles são muito perigosos, e foram proibidos à população. Ele é casado com Mildred, uma mulher que passa os dias vendo telões e conversando com a TV e não troca nenhuma palavra de profundidade com seu marido. Guy leva sua vida normalmente, fazendo aquele trabalho que foi designado para fazer, sem refletir criticamente sobre, até conhecer sua nova vizinha: Clarisse.

Clarisse é uma adolescente, mas faz o que ninguém mais nessa sociedade tem a ousadia de fazer: pensar. No mundo do livro, as pessoas não leem, não refletem, necessitam de diversões instantâneas, saberes resumidos, fluidez, apatia, analfabetismo político. Ninguém pensa por si próprio, são levados a pensar, a sentir e não apreender, nem se envolver.
Voltando à Clarisse. Ela desperta no protagonista a vontade de pensar, de observar a natureza, contemplar o outro, assim, conhecendo a si mesmo. Podemos traçar paralelos com nossa sociedade atual, onde vivemos com o nariz enfiado em nossas telas de celulares, computadores e televisores, e não nos olhamos, não conversamos, não nos sentimos, não nos apreendemos. A realidade virtual é a que importa. O impressionante é que o autor criticava esse modelo de sociedade há mais de meio século atrás.

A sociedade do livro é – assustadoramente, devo acrescentar- parecida com a nossa. Nas escolas, não há professores. Os alunos aprendem com telas, onde passam vídeo aulas, semelhante ao que tentam empurrar para nossos estudantes atualmente: desvalorizando a profissão dos professores. Escolas onde os alunos não podem questionar, apenas aceitar. Existe um momento que a Clarisse questiona: me chamam de anti-social por não me encaixar nesse modelo de escola, porém eu observo, aprendo. Eles ficam parados em frente às telas. Quem é o verdadeiro anti-social? O que se encaixa nessa sociedade doente ou não?
Trago abaixo um trecho que exemplifica o papel da escola e da educação na sociedade do livro, e que podemos traçar paralelos com a nossa também:

“A escolaridade é abreviada, a disciplina relaxada, as filosofias, as histórias e as línguas são abolidas, gramática e ortografia pouco a pouco negligenciadas, e, por fim, quase totalmente ignoradas. A vida é imediata, o emprego é que conta, o prazer está por toda a parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?”

Um ponto de destaque também: quase não existe parto normal na história. Os bebês nascem por cesárea. Semelhante à nossa realidade? Exatamente. Desumanizamos o modo de ser, estamos desumanizando, afastando a nossa humanidade desde a via do nascimento. Não estou dizendo que cesárea não é uma via humana de nascer, óbvio que é. Mas as altas taxas dessa cirurgia que salva vida, não eram para existir em condições normais.

O conhecimento pode ser perigoso. Os livros nos fazem pensar, nos desmobilizam, nos fazem sair do senso comum. Enfrentamos atualmente na sociedade brasileira um sem número de manifestações de ódio ao conhecimento, à reflexão, à ciência. Penso continuamente onde iremos parar com essa paixão ao avesso desenfreada pela não reflexão.

O fascismo, que segundo Márcia Tiburi, ocorre quando não nos colocamos no lugar do outro, quando não praticamos alteridade, ronda e atravessa nossa sociedade. Diante disso, os livros, de literatura ou não ficcionais, são responsáveis por nos abrir os olhos. Penso que a literatura é importante, pois nos faz colocar no lugar de outra pessoa, praticamos empatia, sentimento tão importante, nessa nossa modernidade líquida, onde somos levados continuamente a nos desconectar verdadeiramente do outro que está ao nosso lado. Citando um trecho do filme argentino Medianeras: “Tantos quilômetros de cabos servem para nos unir ou para nos manter afastados, cada um no seu lugar?“. Eis a questão. Por isso, digo : vida longa aos livros.

Abaixo, segue um trecho , que acho perfeito para fechar a resenha, que resume um dos papeis da literatura em nossa vida.

“ A maioria de nós não pode sair correndo por ai, falar com todo mundo, conhecer todas as cidades do mundo. Não temos tempo, dinheiro ou tantos amigos assim. As coisas que você está procurando, Montag, estão no mundo, mas a única possibilidade que o sujeito comum terá de ver noventa e nove por cento delas está em um livro. Não peça garantias. E não espere ser salvo por uma coisa, uma pessoa, máquina ou biblioteca. Trate de agarrar a sua própria tábua e, se você se afogar, pelo menos morra sabendo que estava no rumo da costa.”

LINK DO MEU BLOG ABAIXO:


site: http://abiologaqueamavalivros.blogspot.com.br/2018/05/fahrenheit-451.html
Ricardo.Groovelim 22/05/2018minha estante
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Silvana (@4blogsdelivros) 12/05/2018

Ray Bradbury pergunta: O que dizer de Farenheit 451 nos dias de hoje?
Polêmica de livro considerado obsceno chega à Câmara de Vereadores de Florianópolis (Notícias do Dia Online - 18 de abr de 2018)

Secretaria de Cultura do Pará altera cartaz de Feira do Livro após polêmicas envolvendo racismo (G1 PA, Belém - 25/04/2018)

LGBT+ na literatura de horror: a baixa representatividade é que assusta (Revista Galileu - 30 de jan de 2018)

Mãe denuncia racismo em livros didáticos utilizados em escola do Recife (G1 PE, 07/06/2017)

Após polêmica sobre gênero, editora suspende livro e vai revisar conteúdo 'mais fácil' para meninas (G1 – 23/08/2017)

___________________________________
Ray Bradbury responde:

"Cerca de dois anos atrás, recebi uma carta de uma digna dama da universidade de Vassar dizendo-me quanto ela gostara de ler meu experimento em mitologia espacial, As crônicas marcianas. Mas, acrescentava ela, não seria uma boa ideia, passado tanto tempo, reescrever o livro introduzindo mais personagens e papéis femininos? Alguns anos antes disso, recebi certa quantidade de cartas relativas ao mesmo livro, reclamando que os negros no livro eram do tipo pai Tomás, e perguntando por que eu “não os criava de novo”? Mais ou menos na mesma época chegava um bilhete de um branco sulista sugerindo que eu era preconceituoso em favor dos negros e que a história toda deveria ser descartada.

(...)

O sentido é óbvio. Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos. Cada minoria, seja ela batista, unitarista; irlandesa, italiana, octogenária, zen-budista; sionista, adventista-do-sétimo-dia; feminista, republicana; homossexual, do evangelho-quadrangular, acha que tem a vontade, o direito e o dever de esparramar o querosene e acender o pavio. Cada editor estúpido que se considera fonte de toda literatura insossa, como um mingau sem gosto, lustra sua guilhotina e mira a nuca de qualquer autor que ouse falar mais alto que um sussurro ou escrever mais que uma rima de jardim de infância.”

Coda (Ray Bradbury)
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Lara 03/05/2018

Pra te fazer refletir...
?Que progressos estamos fazendo. Na Idade Média, teriam queimado a mim; hoje em dia, eles se contentam em queimar meus livros?.

Ambientado em um futuro no qual a ato de ler é considerado crime pelo governo, Farenheint 451 aborda críticas sociais de extrema importância com assustadora semelhança à nossa realidade. .
Se você não lê, não se questiona. Sem questionamento, que é a principal causa de tristeza e desentendimentos, a felicidade está garantida.
Esse é o princípio fundamental da sociedade construida na obra de RayBradbury. Pessoas alienadas, cheias de uma falsa felicidade, cercadas por meios de  entretenimento que visam eliminar qualquer possibilidade de tempo livre que possa ser usado para pensar. As relações interpessoais são deixadas em segundo plano. Quem precisa conversar com o marido ou um parente que more na mesma casa, se tem à disposiçao um televisor interativo no qual é possivel conversar e se divertir com milhares de outras pessoas ? Quem precisa ouvir sobre o dia de trabalho do companheiro quando se tem um aparelhinho, que quando inserido no ouvido, te transmite informações 24h por dia, te deixando absorto até de seus próprios pensamentos?
Uma sociedade alienada é uma sociedade feliz!
Nesta obra, temos como personagem principal o bombeiro Guy Montag. Mas, diferentemente dos nossos bombeiros heróis, os dessa história não são mocinhos. Cabe a eles a função de queimar livros e punir o cidadão de acordo com o nivel do crime, que varia entre ter a casa e bens queimados até ser caçado e morto.
Montag é bom cidadão e bom funcionário. Nunca questionou sua função nem os motivos por trás dela. Até conhecer a jovem Clarisse.
Clarisse é considerada louca. Louca porque pensa. Porque conversa. Porque vê o mundo. Porque simplesmente para um pouco para observar o céu estrelado ou parar sentir o gosto da chuva. Essa menina desconhecida, que um dia cruzou o caminho do bombeiro, é o ponto de partida dessa incrível história de autodescoberta.
Pollyana Camilo - @pollyesuaestante 03/05/2018minha estante
Arrasou na resenha.


Lara 04/05/2018minha estante




Larissa 30/04/2018

Um livro bastante verídico
Um mundo onde os livros foram abolidos, são totalmente proibidos. Você tem livros em casa? Serão queimados. E por quê? Porque livros incitam pensamentos,faz as pessoas terem diferentes pontos de vista,pensar na vida. Traz melancolia e desigualdade. E quem é o responsável por isso? Todos,pois as pessoas deixaram se levar cada vez mais pela indústria do entretenimento, não há mais tempo para ler,para pensar. Há muitas novidades, há muito para se "divertir."
É esse o retrato de Fanhrenheit 451, que está se tornando cada dia mais o retrato da nossa sociedade.
Larissa 30/04/2018minha estante
No meu a avaliação não tá aparecendo, mas eu dei 4 estrelas.




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