Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 Ray Bradbury




Resenhas - Fahrenheit 451


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Gustavo Rodrigues 29/11/2020

Queria ter gostado, mas...
Esse é o segundo livro que leio da famosa "tríade distópica" formada por: 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo.

Quando li 1984 gostei demais, dei 5 estrelas com facilidade e esperava muito que o próximo livro da tríade seguisse o mesmo caminho, mas não foi o que aconteceu.

Não curti. Achei a narrativa bem lenta, sem nada interessante que realmente me prendesse a história. Também não simpatizei com os personagens, mas admito que a premissa do livro é, de fato, muito boa, porém não me identifiquei com a forma que ela foi desenvolvida.

Sim, tem uma crítica a alienação que muitos vivem, sempre em frente aos seus televisores e tudo mais, porém não vi nada muito impactante.

Um fato que me incomodou MUITO foi eu ter lido o prefácio e, sem saber, perceber que lá consta o final do personagem principal do livro. Então iniciei a leitura já sabendo o destino do Montag.

Enfim, eu não sou nada comparado a essa obra e a importância que ela tem pra inúmeras pessoas, então não me sinto muito bem em criticá-la. Recomendo sim a leitura, mesmo não tendo curtido, porque a experiência que um livro traz é única pra cada leitor. Eu não gostei, mas muita gente dá 5 estrelas e favorita.

Leitura não é unânime, e se fosse não teria graça.
Simone 29/11/2020minha estante
Bom saber


Thales 29/11/2020minha estante
Nossa experiência foi bem parecida. Quando ele levou 6 páginas pra atravessar a rua eu entreguei a Deus rs


Édison Eduarddo 29/11/2020minha estante
Te entendo tb odiei O Conto de Aia pela divsgação....


Maúd 29/11/2020minha estante
Pra esse livro ser chato ainda precisa melhorar bastante


Maúd 29/11/2020minha estante
Pra esse livro ser chato ainda precisa melhorar bastante, crendeuspai que livro chato


Renata 29/11/2020minha estante
O spoiler do prefácio é triste, eu já comecei o livro desanimada hahaha


Thais 29/11/2020minha estante
Muito bom seu ponto de vista!


Angelica.Silva 29/11/2020minha estante
Está na minha lista ainda para 2020, espero gostar


Jamile.Almeida 30/11/2020minha estante
Me falaram isso tb, sobre a lentidão. Devo ler proximo ano


Michelly 30/11/2020minha estante
Leitura é isso, algo bem pessoal. Eu gostei bastante da obra, achei uma crítica excelente à massificação. Mas essa foi a minha experiência.


Brenda.Podanosqui 01/12/2020minha estante
Nossa... Q bom ler sua crítica. Pq tô me amarrando pra terminar essa leitura. Que livro cansativo... tbm concordo que a premissa é excelente. Mas tbm não gostei da narrativa. Espero ter forças pra terminar logo haha


oLola 02/12/2020minha estante
?leitura não é unânime"
também me sinto desconfortável ao criticar uma obra bem "amada", mas penso exatamente dessa forma (minha opinião é apenas minha, não a verdade do mundo)
e valeu pelo aviso hahaha amo resenhas verdadeiras


Karina.Machado 02/12/2020minha estante
Gostei muito da crítica, inclusive vou ler este antes de ler 1984 pra poder ter uma experiência crescente.


Dielson(autor) 12/12/2020minha estante
Cara, eu amo George, mas 1984 não me pegou.


Arabelly 13/12/2020minha estante
No início do prefácio senti o spoiler e pulei pra história. Também esperava mais do livro pelo tanto que é famoso. Achei bacana, a ideia é muito boa mas nada de muito especial na narrativa.


Lilly 23/12/2020minha estante
Bom, pelo menos já sei que se for ler o livro vou pular o prefácio. Valeu pela resenha, foi ótima!


Ana 28/12/2020minha estante
bom, eu gostei muito do livro e guardei pra mim muitos aprendizados dele... enxerguei muita coisa q não via antes desse livro.


Val 30/12/2020minha estante
Gostei do seu comentário, apesar de ter me sentido diferente. Na verdade, foi um comentário muito maduro.
Eu gostei muito do livro e não achei tão cansativo assim, talvez por eu ser muito fã de metáforas e até de algumas divagações. E por não ter lido o prefácio, acho que alguém me avisou, não fiquei sabendo de nada antes da hora. Eu gostei tanto que eu tinha lido emprestado, mas acabei comprando porque queria poder marcar minhas partes favoritas.
A leitura tem dessas coisas, esse não funcionou para você, mas outros funcionarão.


sandy.lima 03/01/2021minha estante
Adorei sua crítica, é isso mesmo, cada um tem sua experiência de leitura, eu particularmente amei e li em um dia, mas é isso aí. 1984 é maravilhoso como você disse, talvez ler esse antes de Fahreinheit que é mais simples, tenha dado uma sensação de "mais do mesmo".


Gabriel Horta 15/01/2021minha estante
Eu também peguei o spoiler do prefácio, porém, a escrita do autor me prendeu MUITO no livro. Eu particularmente achei que o que foi proposto foi bem desenvolvido. Quando a Mildred falava/agia, por exemplo, eu sentia a inércia da personagem. O Capitão me assustou com aquela personalidade sociopata dele. Tudo fez sentido.


Camila.Paulino 17/01/2021minha estante
Li o prefácio e já fiquei revoltada tb: cadê o alerta de spoiler, gente?


Cammy 18/01/2021minha estante
Eu tava na metade mas a estória parece q tava no começo Zzzzzzz


Urbneto 13/03/2021minha estante
nossa, eu morri quando eu li o spoiler no prefácio, horrível....


Christian 18/03/2021minha estante
Eu gostei, mas os demais livros da tríade são bem melhores.


Nick 28/03/2021minha estante
Exatamente oque estou passando com ele!


Tsn.Tn90 08/04/2021minha estante
Por mais críticas assim no mundo. Cara eu amei o livro, li em uma tarde, me pegou com a mudança de mentalidade de Montag e a perseguição quando o mesmo se rebela contra o sistema, más essa é apenas minha percepção. Dei 5 estrelas no livro e curti sua resenha, muito construtiva, apresentando de modo respeitoso seu ponto de vista.

Parabéns!


Jefferson.Medeiros 22/04/2021minha estante
Estou tendo a mesma experiência, passei por 1984 e vim empolgado para devorar este, mas é bem arrastado mesmo.


Pedro 04/05/2021minha estante
Excelente comentário!!




Arsenio Meira 17/12/2013

Parábola, Fogo, Solidão e Ruína

Faz uns 10 anos que olhava para este romance em livrarias, sebos, casa de amigos e familiares. Olhava-o distante, posto que detentor de um tema que não faz muito minha cabeça. Mas a Literatura e o Tempo são dois aliados. Indeléveis. Não tardou, e o tempo-maturidade me levou a romper esse divórcio que havia entre o livro e o meu mapa literário.

Ao término da leitura, penso com meus botões em como será o mundo daqui a cinqüenta anos, com os desdobramentos da engenharia genética, uso de células tronco, clonagem, difusão da televisão digital, aquecimento global, celular androide, hidrogênio como a nova fonte energética, fundamentalismo religioso e as novas potências querendo sua fatia do bolo. Bradbury em 1953, ao escrever Fahrenheit 451, foi além, pois pensou e criou um universo onde os livros eram proibidos e os bombeiros, ao invés de combater o fogo, tinham que usá-lo para manter a ordem, destruindo a fonte de conhecimento.

Apesar disso e da presença de algumas inovações tecnológicas, como os avançados sistemas de transportes, bebedouros de refrigerante, carros velozes, guerras nucleares e televisões interativas, o futuro de Bradbury é bastante próximo ao que estamos vivendo hoje. Isso porque, em vez de simplesmente apostar na frieza científica e nas catástrofes, o autor investiu numa temática humana, de ordem cultural, tornando os problemas levantados mais próximos de nossas preocupações.

Esta virtude acaba se refletindo na própria linguagem, com cenas mais baseadas em sentimentos do que em ações e aparatos tecnológicos. E mesmo quando se faz necessária alguma explicação sobre o funcionamento de um equipamento ou sobre os motivos que resultaram naquelas transformações sociais, elas aparecem dentro do enredo, através de conversas entre os personagens, sem precisar abrir parênteses ou notas de rodapé.

A história é contada através do bombeiro Guy Montag, em falsa terceira pessoa. Toda a trama se desenrola de acordo com o seu olhar. Se no início do livro, Montag mostra-se como um operário, uma engrenagem qualquer que cumpre mecanicamente ordens no trabalho e volta para dormir em casa, ao conhecer sua nova vizinha, Clarisse McClellan, ele passa a reagir como nós, leitores, diante desse universo estranho proposto por Bradbury. A partir das conversas com Clarisse, o bombeiro começa a redescobrir o mundo; abre-se uma fresta mítica e seu cotidiano perde toda e qualquer vulgaridade. O personagem questiona os alicerces que sustentam sua vida, desde o comportamento da sua esposa Mildred ao trágico motivo que dizimou os livros (por serem subversivos...)

O contraste entre a liberdade de interlocução com Clarisse e o vazio irreversivel de Mildred, afundada em quantidades industriais de pílulas para dormir, aliado ao convívio com sua família na televisão, faz com que Montag desate o nó para embarcar jornada em busca de respostas. E elas surgem. Nas palavras do comandante Beatty e do professor Faber, ficamos sabendo junto com Montag como e por que o valor da reflexão foi abandonado pela sociedade. São frases dignas de grifo, verdadeiras aulas de teoria da comunicação, uma coletânea dos pensamentos frankfurtianos de Walter Benjamin, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Jürgen Habermas. O discurso adquire tons políticos claros, mas aparecem tão bem encaixados na trama que só aumentam a qualidade literária de Fahrenheit 451.

Com um lança-chamas, Bradbury ilumina questões como a influência da indústria cultural nas relações pessoais, o movimento do politicamente correto em defesa das minorias, o controle social exercido pelos meios de comunicação, o consumismo, a alienação e o sucessivo esvaziamento das ideias resultante da perda da individualidade.

O futuro proposto por Bradbury parece ainda mais obscuro do que os de outros clássicos da ficção científica como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, que são construídos em cima de governos autoritários. Em Fahrenheit 451, a censura se fortifica em função do desinteresse da sociedade pelo conhecimento, mais preocupada que está em manter sua felicidade barulhenta e vazia. Deste vácuo nascem ruínas intransponíveis.
Fabio 25/07/2014minha estante
Parabéns !!!

Ótimo texto !!

Ainda nem terminei de ler o livro, e já gosto mais agora que li a sua resenha!!



Raissa Heidi 21/03/2015minha estante
O livro é fantástico e me fez chorar só com a ideia de queimar um livro. Não tenho mais nada a escrever perante a sua resenha! Concordo plenamente.


Arsenio Meira 22/03/2015minha estante
Obrigado, Raissa, pela generosidade das suas palavras.
E sinto a mesma emoção, sobre a ideia de se queimar um livro.
Abraços!


Guilherme.Araujo 16/04/2015minha estante
Apesar de eu ser jovem,esse sem dúvida é um dos melhores livros que já li na minha vida!!Eu acho que nunca vou ler um livro tão interessante,tocante,realista e tenso.Realmente,um ótimo livro.


Arsenio Meira 08/05/2015minha estante
Oi Guilherme,
É um livro para sempre, sem dúvida, mas não duvide: você há de ler em sua vida livros tão bom quanto ou até melhores.
Abraços


Kmilab 23/09/2015minha estante
O inicio da sua resenha encaixa perfeitamente com meus sentimentos e atitudes quanto a este livro. Achava-o pouco atrativo para meu gosto literário, porém mudei totalmente a visão que eu tinha quanto a temática do Fahrenheit 451. Irei comprá-lo em breve pois é digno de uma leitura com maior atenção e com direitos a grifos.
Ótima resenha!


Arsenio Meira 12/10/2015minha estante
Oi Kamila!
Obrigado pelas palavras generosas. Espero que gostes.
Um abraço


Diego.Prado 28/10/2019minha estante
Otima resenha...parabens! Um dos melhores livros da minha humilde estante...


Gabriel 20/04/2020minha estante
Q resenha gostosa. Vou ler com certeza


Dedé 02/05/2020minha estante
Excelente resenha.


Juliana 11/10/2020minha estante
Resenha Maravilhosa! Estou relendo e esse livro só melhora com o tempo. Triste constatação.


Nalice 29/12/2020minha estante
Resenha incrível!
Um dos livros que mais marcaram minha vida, com certeza.




@aprendilendo_ 14/03/2021

Resenha de Fahrenheit 451
Publicado pela primeira vez em 1953 e considerado uma das grandes distopias do séc. XX, Fahrenheit 451 se trata da obra mais famosa de Ray Bradbury, autor norte americano. Na trama, acompanhamos Guy Montag, um bombeiro, o qual vive em uma sociedade que, ao invés de apagar, gera incêndios, destruindo livros e alienando a população com telas gigantes, drogas e uma interação com terceiros quase que forçada e extremamente fútil.

Em primeiro plano, já pelo rápido estabelecimento da amizade entre Guy, o protagonista, e Clarisse, jovem responsável por abrir os olhos do bombeiro, pode-se perceber a característica fluída da narrativa, bem como seu tom de aventura e ação. Tal elemento, por claro, molda as páginas do conto e o diferencia de outras grandes distopias. Isso, pois, ao contrário de, por exemplo, “1984”, obra escrita por George Orwell, aqui, o autor foca muito mais em uma história com momentos repletos de adrenalina e perseguição. Nesse contexto, há contrabalanço entre as qualidades de uma história extremamente divertida e contagiante e uma distopia a qual é insuficiente no detalhamento da realidade a qual queima livros.

Prosseguindo, cabe deixar explícito o fato de, por Fahrenheit 451 ter tomado um caminho diferente de outras distopias, isso não o torna um livro pior ou menos divertido. Pelo contrário, sua estrutura, a qual é naturalmente mais leve do que outras obras do mesmo gênero, dá à história de Montag uma singular capacidade de distrair o leitor e imergi-lo em meio à adrenalina dos momentos de ação da obra. Tudo isso, no entanto, pode trazer uma decepção aos leitores em busca de livros os quais contextualizem mais o mundo distópico ou mesmo deem mais foco ao processo de transformação do protagonista. Apesar disso, a obra faz muito bem ao entregar os principais elementos de uma ótima leitura, como, uma boa escrita, personagens carismáticos e uma história cativante. Tudo isso, enquanto gera ótimos momentos de reflexão e simbolismos interessantes.

Portanto, carregado de momentos repletos de ação e uma análise pertinente sobre os rumos os quais a sociedade tem tomado, Fahrenheit 451 é um livro encantador e divertido, sendo uma ótima pedida, tanto para aqueles em busca de uma leitura rápida, como para os à procura de uma obra divertida e acelerada.
Nota:8,6

Instagram: @aprendilendo_
Marcela.Nogueira 29/03/2021minha estante
Esqueci o nome do intelectual que sentenciou: "uma sociedade que começa queimando livros termina queimando pessoas". Salvo engano, foi na época da ascensão do Nazismo.


Nicole 03/04/2021minha estante
Ótima resenha. Eu, particularmente, gostei muito do livro, sei que muitas pessoas não curtiram o final, mas eu não sou muito crítica quanto o desfecho, achei bem realista.




Lara.Bia 08/03/2021

Obrigada Matheus por me emprestar esse livro
A premissa é muito boa, mas infelizmente não foi bem desenvolvida. Em várias partes o livro se tornava entediante, e não conseguiu prender a minha atenção. O final também não fez muito sentido para a direção que a história estava tomando. Mas a mensagem que o livro quer passar é boa e consegui captar bem.

Apesar de todo mundo já conhecer essa citação do poeta alemão Heinrich Heine, ela continua sendo verdadeira: ?Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas?.
Isa 08/03/2021minha estante
Ouvi pessoas falarem muito bem e outros falarem mal do livro. Não sei o que esperar Kkkk.


Matheus Lapa 09/03/2021minha estante
Arrasouuuuuuuu




@Marlonbsan 11/08/2020

Fahrenheit 451
Num futuro próximo, os livros de literatura e de conhecimentos sobre o mundo estão proibidos. Tudo é controlado e as pessoas obtêm o conhecimento através das telas de TVs espalhadas pelas casas e praças. Com a tecnologia que tornam as casas livres de incêndios, os bombeiros passaram a ter uma nova função, queimar esses livros. Guy Montag é um desses bombeiros, seguindo alienado, até conhecer uma pessoa que o faz pensar.

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos o que ocorre com Montag. A linguagem é relativamente simples e a fluidez e progressão do livro oscila, já que há partes bem densas quando está sendo contado o que acontece e também em alguns monólogos mais filosóficos e descritivos.

Os livros clássicos, são assim considerados pelo seu valor histórico e a mensagem que passa, normalmente através de ideias inovadoras que permitem pensar fora do contexto padrão. Aqui temos uma premissa muito boa aplicada de forma simples, mas sem se aprofundar em determinados méritos, o que pode gerar a sensação de faltar algo.

A leitura, no meu caso, se perdeu um pouco nas questões de motivação, que não foram tão convincentes. Aqui podemos traçar um paralelo de como as pessoas podem influenciar nos gostos, nas atitudes e na vida dos outros através da censura ou ditar o que é certo ou errado, mas, como normalmente encontramos nesses livros clássicos de distopia ou ficção científica, há muito nas entrelinhas e cabe várias interpretações.

Uma história rápida para ser lida e que gera conteúdo para ser debatido, com certeza traz contextos sobre a alienação causada pelas telas, o sentimento de seguir um determinado padrão de convívio, a repressão devido às regras impostas à sociedade. Assim como no que diz respeito as pessoas que estão virando máquinas, deixando de fazer aquilo que elas gostariam de estar fazendo e seguem o que se está na moda ou o que os influenciadores estipulam que é o certo.

Foto e resenha no meu IG @marlonbsan
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Nado 30/08/2020

Leitura necessária, mas o protagonista não cativa
Em um país, onde o presidente da República diz que livros didáticos tem muita coisa escrita e o ministro da Economia quer taxar os livros (segundo ele livro é para a elite), essa obra de Ray Bradbury tem um significado ainda maior.
Por isso dei 4 estrelas e não 5, pois o autor não conseguiu tocar meu coração como eu estava esperando. Talvez porque eu fui com muita expectativa para a obra na espera de maiores críticas à sociedade, mas me deparei na maior parte da leitura com a narração do drama de um protagonista que não me cativou, mesmo recomendo fortemente a leitura.
Layla 30/08/2020minha estante
Eu tive os mesmo sentimentos que vc sobre esse livro. Achei que faltou algo a mais.


Michele F. 30/08/2020minha estante
meu deus simmmmmm, amo esse livro favorito com certeza


Nado 30/08/2020minha estante
Correção última frase: "mesmo assim, recomendo fortemente a leitura"




Debs 08/09/2020

"Os que não constroem precisam queimar"
Não estou encontrando as palavras certas para definir esta obra. E olha que isso é um assombro, pois raramente me faltam palavras para comentar um livro.

Creio que seja um desses livros que todos deveriam ler.

Por muito tempo várias pessoas me falaram dele. Inclusive, meu pai teve uma banda com o nome de "Fahrenheit 451". Ele era jornalista, músico e maluco por livros.

Não nego, meu receio sempre foi a premissa básica do livro, ou seja, a ideia de queimar algo tão precioso.
Só isso me fazia perder a coragem de ler. Até que meu marido me deu de presente depois de descobrir o nome da antiga banda do meu pai.

E não acho que deveria ter lido antes, eu li exatamente quando precisava ler.

Concordo com a maioria das resenhas que vi, é um livro atemporal.

Me peguei refletindo sobre questões que poucas vezes refleti. Me peguei comparando as passagens com cenas da minha realidade que já observei ou senti.

Me doeu o estômago! Não apenas pela queima dos livros, mas por entender que isso acabou sendo imposto pela sociedade. Por entender a merda que o mundo acaba se tornando sem os livros.

Porém, a escrita não me agradou tanto e sinto que faltou profundidade nesse universo distópico.
Não consegui interagir muito com o mundo criado.
Gostei do protagonista, simplesmente pq senti com ele cada descoberta, cada pensamento angustiante.

Não tem romances amorosos. Não tem vilões. Tem pessoas.
Pessoas que tomaram decisões ruins, pessoas que se tornaram tão superficiais que não percebem mais a própria tristeza. Que não percebem a própria angústia e desolação. Pessoas tão soterradas no buraco que nem lembram mais que existe terra acima.
Esse foi o choque. Pq é fácil imaginar um louco queimando livros, é fácil imaginar um político autoritário querendo calar o conhecimento e a imaginação. Difícil é imaginar que isso ocorre entre os indivíduos comuns... Os amigos, os vizinhos. Que ocorre no trabalho, na escola e dentro de nossas casas.
E ler isso foi tão real que chegou a doer.

Me peguei refletindo diversos momentos se eu já estaria nesse nível de "alienação" ou se demoraria muito para chegar. Me peguei refletindo, inclusive, qual seria o livro que eu escolheria para guardar na minha memória para sempre.

Fahrenheit 451 é mais do que um romance, é meio que um tapa na cara. E um alerta. Afinal, como diz no posfácio existem muitas maneiras de queimar um livro.
Isabela.Araujo 08/09/2020minha estante
Amei, ótima resenha?


Debs 08/09/2020minha estante
Obg Isabela ?


Lu 08/09/2020minha estante
Adorei sua resenha ! Eu reli esse livro a poucos dias , e até favoritei.


Debs 10/09/2020minha estante
Obg Lu. Certamente ele vai entrar para os meus favoritos tbm!




Alecsandro 23/05/2020

Existe mais de uma maneira de queimar um livro. E o mundo está cheio de pessoas carregando fósforos acesos.
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Rafa 25/07/2020

O Despertar da alienação e apatia
Fahrenheit 451 é extremamente atual, nem tanto pela supressão de liberdade (incineração de livros), mas sim no que concerne a desídia provocada pelo excesso de informações provindas das redes sociais.
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Tata 20/06/2010

A idéia é fantástica; Fahrenheit 451 tem uma trama que daria pra encher páginas e páginas de boa leitura facilmente.

O problema é que o livro é condensado demais, Ray Bradbury passa por cima de coisas que eu acho que acrescentariam qualidade ao livro se fossem melhor exploradas. Fahrenheit 451 é um daqueles livros que passam uma sensação de obra inacabada - faltou tato e sobrou desleixo na hora de discutir o assunto-chave.

Pra quem já leu, minha crítica pode soar absurda e irônica, principalmente levando em conta o epílogo do autor, mas não acho que é possível ficar satisfeito só com isso.
Bell_016 18/01/2010minha estante
Compreendo sua crítica, eu também achei q a história poderia render muito mais, porém atribuir isso à desleixo do autor e não a uma escolha dele (mesmo q errada) já é apostar um pouco alto, ele mesmo disse depois q acrescentaria pouca coisa ao livro.


atrafca 05/09/2010minha estante
Não sei se concordo com os motivos que você dá para essa sensação de obra inacabada, mas além de sentir o mesmo, confesso que conforme o livro avançava e as páginas não lidas iam diminuindo, fui ficando um pouco decepcionado. O tema é realmente interessante demais paraa forma que foi tratado.


Iury BAS 19/12/2011minha estante
Lendo seu comentário, começo a sentir o mesmo. Acho que o livro poderia ter um pouco mais de páginas e ter explorado mais um tema tão bom e atual.

Realmente, ao terminar de ler, você sente que faltou algo, que esta faltando coisas.

De qualquer forma, é um livro fantastico.


Leonardo 18/12/2012minha estante
O livro poderia ser muito maior, é um tema que prende todos apaixonados por livros. Pena ser tão condensado.


Lane @juntodoslivros 19/10/2013minha estante
Tata eu já acho o contrário. A simplicidade da leitura e a rapidez me conquistou. Enquanto "1984" que já bem explorado não me envolve. Ainda estou me arrastando na leitura a muito tempo.
Acho que se F451 tivesse especificações demais eu o acharia massante.
Mas ao mesmo tempo compreendo seu ponto de vista. Poderia ter um pequeno acréscimo de informações. ^^


Pedro 11/06/2014minha estante
Acho que você talvez não tenha entendido direito a ideia do autor. O livro ao terminar de ser lido nos dá a sensação sim de querer mais, de saber o que vai acontecer, e esse é o objetivo dele, querer que busquemos mais, que leiamos mais. O objetivo em si não é um livro com um final surpreendente e mastigado como muitos, mas sim o final em aberto para nos fazer pensar.


Fabio 30/07/2014minha estante
Adorei o livro e as reflexões propostas em suas paginas, porem concordo contigo. Poderia ter um pouco mais de desenvolvimento.

Fiquei curioso quanto aquele mundo criado, aqueles personagens, aqueles "marginais"...

Pena que foi apenas um lampejo.


Catharina 23/11/2014minha estante
Concordo, eu esperava um livro muto mais extenso e que o tema fosse melhor desenvolvido... inclusive teria sido bom se o Ray Bradbury incluísse no livro as partes "extras" inclusas na versão pra peça de teatro, no geral, gostei sim, mas esperava mais....


Sabrina 08/12/2014minha estante
Vi tantos comentários elogiosos à obra e ao autor (inclusive por parte de pessoas que admiro e que julgo possuir um senso crítico aguçado), que cheguei a me sentir um pouco estranha pela forma como detestei esse livro.
A proposta dele é de fato excelente (o que pode, aliás, ter contribuído para toda essa áurea que gira em torno dele), mas não tenho o menor medo de dizer que ele foi mal trabalhado.
Não vou discorrer aqui sobre minhas opiniões porque é impossível fazê-lo sem dar um spoiler sequer. No mais, fico feliz por não ser a única a compartilhar dessa conclusão.
Abs.


RaphaKiske 10/09/2015minha estante
Li que o autor meio que correu contra o tempo ao escrever este livro... talvez seja por isso que você teve esse sentimento sobre obra inacabada. =)


Leticia.Domenichini 21/01/2017minha estante
Olha, não li o livro ainda, mas está na minha lista, porém, se o livro fez isso de não ter explorado e se aprofundado tanto assim nos temas quanto os leitores queriam, imagino eu que o autor tenha feito isso de maneira proposital, pois ao dizerem q o autor não aprofundou o tema, automaticamente vcs estão pensando sobre o assunto tratado e refletindo sobre ele, da mesma maneira que (imagino eu) a Clarisse faz com o bombeiro. Ou seja, o autor pode ter tido essa intenção de fazer a obra de maneira "incompleta" para que os próprios leitores a completem pensando. Pelo menos, é o que eu imagino.


Enza Cerqueira 01/05/2019minha estante
Concordo, mesma sensação que eu tive.


CadenThrones 09/04/2020minha estante
Pior que, pela minha experiência de leitura, não acho nada irônica sua crítica! Senti a mesma coisa, e foi super frustrante quando cheguei no final, que é ainda mais broxante que o resto da narrativa.




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Debs 05/04/2021

Fahrenheit 451
Fahrenheit 451 ambienta-se num mundo distópico cujo protagonista, Guy Montag, trabalha como bombeiro. Porém, seu serviço é bem diferente do que estamos habituados: ele busca vestígios de livros para queimá-los.
Sempre quis ler esta obra clássica da literatura contemporânea, mas adiava por não ter muito interesse em ficção científica — agora estou repensando esse gosto. Li as 216 páginas em praticamente um dia por puro fascínio com a narrativa.
A trama por si só já é instigante, mas a forma como Ray Bradbury a comanda é incrível. Você consegue se apegar ao protagonista nas primeiras páginas. Durante toda sua jornada, é possível compartilhar de suas emoções
a cada descoberta e se envolver com seu grande conflito ético e pessoal: a curiosidade de saber o que tem nos livros.
Um dos sentimentos mais fortes que me pegou foi o paradoxal fato de estar LENDO um livro que narra a proibição de LER. É tão bizarra a sensação de estar usufruindo de um poder que o personagem pelo qual se torce não pode. É uma mistura de privilégio com transgressão.
O momento de catarse e a epifania de Montag são indescritíveis. Além disso, a crítica social é atemporal. Impossível terminar Fahrenheit 451 e não questionar a possibilidade de um dia o extremismo apresentado nos ocorrer.
Ps. Pesquise a quantos graus um livro precisa estar para ser queimado e entenda a genialidade do título.

site: https://www.instagram.com/p/CLSSN_PL5m2/?igshid=12tarpu2nk91y
yqsmim 05/04/2021minha estante
Eu assisti o filme e gostei bastante, agora falta o livro


Debs 05/04/2021minha estante
Vale muito a pena a leitura. Ainda não vi o filme.




Book.ster por Pedro Pacifico 01/03/2020

Fahrenheit 451, Ray Bradbury - Nota 8,5/10
Publicado pela primeira vez em 1953, Fahrenheit 451 é considerado um dos principais romances distópicos da literatura mundial. Nesse mundo fictício, a população é submetida a um governo totalitário, em que tudo é controlado e a leitura é estritamente proibida. É nesse cenário que acompanhamos a história de Guy Montag, um cidadão comum, que exerce a profissão de bombeiro, como uma peça de uma engrenagem que funciona de forma automática, sem questionar as regras que obedece constantemente. No entanto, não se trata de uma atividade comum de bombeiro, como a que estamos acostumados. Pelo contrário: os bombeiros são responsáveis por queimar os livros e, com isso, impedir a disseminação de informações. No entanto, esse comportamento passivo do protagonista muda quando conhece Clarisse, uma garota de 16 anos, que o faz refletir sobre sua vida, relacionamentos e as drásticas consequências de sua profissão. A questões trazidas pelo autor estão diretamente ligadas com a importância do conhecimento para os cidadãos, principalmente na luta contra governos autoritários e totalitaristas. Apenas uma crítica final: achei que o autor poderia ter se aprofundado mais nessa sociedade distópica criada... Muitas informações são jogadas e terminam sem explicação.

site: https://www.instagram.com/book.ster/
Dira 02/06/2020minha estante
Nossa sim. Me frustrei um pouco. Sem contar que a história é arrastada. Eu ouvia falar tão bem do livro, criei muita expectativa e talvez tenha sido isso.


Nai 16/12/2020minha estante
Eu gostei, só achei o final meio sem fim. Ele poderia desenvolver mais. Por outro lado, quem sou eu pra criticar a obra dos outros. Inclusive o autor faz essa crítica, a orquestra é dele. Eu gostei do livro. Me tocou.




Wennedy 08/12/2020

Tudo queima! Alguém vai ter que parar!
Essa resenha foi divida em duas partes. A primeira, é um relato sobre como era a cidade e o contexto onde se passa a história do livro.

A segunda parte, se trata da resenha propriamente dita. Se quiser só ler a segunda parte, já dá pra ter uma noção, mas recomendo ler as duas parte, vão te preparar (em nivel de consciência) pro livro.

PRIMEIRA PARTE:

Era um mundo "pós-apocalíptico".

Tirou-se o véu e eis ali, a alta tecnologia, a velocidade, a facilidade, tudo o que o ser humano precisa pra ser feliz.

E, claro. Eis ali o homem, sorridente, alegre com tudo o que sempre quis. Distante das duvidas e da melancolia. Depressão? Ali, não se via! Diversão? Claro que existia! Depois do trabalho era só prazer! Prazer, não lazer. Não confunda! Nem confunda lazer com dia de folga!

Era uma cidade veloz, os carros eram tão rapidos que...

Haviam super-parques, televisores gigantes e interativos, entreterimento de sobra. Nas escolas se insentivava os esporte. Legal né? Muito esporte. Esporte, esporte, esporte.

Tudo menos livros! Livros, não! Pra quê livros, se os livros já viraram filmes ou resumos, que viraram frases, ou palavras no dicionário. Livros são só palavras!

E o povo percebeu isso! Percebeu que aquilo não serve pra nada.

Livros só servem pra confundir. Essas filosofias só servem pra nos deixar pensativos e tristes. O mundo se encheu de minorias, imagina, agora, um querendo ser mais esperto que o outro, varias pessoas querendo colocar seus pensamentos e opniões no papel e espalhar por ai. Não! Assim fica dificil de controlar o povo.

Ainda bem que o povo deixou os livros. E os bombeiros (heróis do povo), por demanda, assim que as casas se tornaram aprova de fogo, assumiram a função de ajudar o povo, queimando os livros.

Eles tem entretetimento facil, e a toda hora, sem ter que pensar em nada, todos são iguais e felizes. Não é isso que todo mundo quer, ser feliz?

SEGUNDA PARTE:

O livro Fahrenheit 451, escrito por Ray BradBury, publicado em 1953, trata-se de um romance de ficção cientifica, que se passa num futuro distopico, numa cidade regida por um governo totalitarista.

Os livros, ali, são proibidos. Opinião própria e pensamento critico, suprimidos.
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O autor já falou em alguns lugares que, o ponto central do livro era falar de como a TV mata o Hábito da leitura.

Mas olhando pro todo do livro, e ainda, trazendo pra nossa realidade, o livro tem muito mais significado.

As tvs, agora, se espandem pra telas (telas dos celulares, dos tablets, dos computadores, etc..)

E os livros se espandem para as 'coisas simples da vida'( tudo o que nos leva alem de nós mesmos, tudo o que nos faz pensar, amar, 'SENTIR')

O livro vai falar sobre isso! Sobre como as telas, e ainda, as tecnologias e as facilidades do mundo moderno, nos afastam dos livros, e ainda, da comunhão familiar, da apreciação da natureza, e tantas outras coisas primordias na vida, que agora foram sobrepostas pela nossa nova realidade veloz, tecnológica, que tanto nos orgulha.

Nós passamos mais tempo com o celular do que com a nossa família. Será que eles são a nossa nova família?

O livro também vai tratar de outros temas.

E cara, apesar desse dado não valer tanto, levando em consideração a pouca quantidade de livros que já li, até então, esse é o melhor livro que já li, o único favoritado.

O livro transmite sentimento mesmo sem utilizar de frases forçadas, é tudo tão natural, tudo tão profundo!

Volte algumas paginas se precisar (eu fiz isso algumas vezes), se você conseguir entender e se conectar minimamente, não tem como não amar esse livro.

Ele além de ser necessário, tem qualidade! Você só precisa de lazer, pra digeri-lo.

Alguém ai já leu o livro? Fala ai, pra quem tiver em dúvida se é bom! Ou se quiser conversar sobre, manda msg no chat.
DominicSReynaldo 09/12/2020minha estante
Eu li esse livro por empréstimo de um amigo e fiquei apaixonada! Tem tanto pra se discutir, do que se falar.
Não apenas sobre o tema do livro, mas aplicá-lo em outros momentos. Quantas vezes já não fomos Montag e vivemos uma década em uma noite? Abrimos nossos olhos, saímos da caverna, demos um segundo olhar?
Fahrenheit 451 é um dos poucos livros que me marcou de forma tão ferina.


Wennedy 10/12/2020minha estante
Sim, o livro é muito intenso e riquíssimo em sentimento e significado, me deixou em êxtase.




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Marcello.Henrique 31/03/2021minha estante
Muito boa análise!!


Laís 31/03/2021minha estante
Obrigada ?




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