Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 Ray Bradbury


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Resenhas - Fahrenheit 451


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Arsenio Meira 17/12/2013

Parábola, Fogo, Solidão e Ruína

Faz uns 10 anos que olhava para este romance em livrarias, sebos, casa de amigos e familiares. Olhava-o distante, posto que detentor de um tema que não faz muito minha cabeça. Mas a Literatura e o Tempo são dois aliados. Indeléveis. Não tardou, e o tempo-maturidade me levou a romper esse divórcio que havia entre o livro e o meu mapa literário.

Ao término da leitura, penso com meus botões em como será o mundo daqui a cinqüenta anos, com os desdobramentos da engenharia genética, uso de células tronco, clonagem, difusão da televisão digital, aquecimento global, celular androide, hidrogênio como a nova fonte energética, fundamentalismo religioso e as novas potências querendo sua fatia do bolo. Bradbury em 1953, ao escrever Fahrenheit 451, foi além, pois pensou e criou um universo onde os livros eram proibidos e os bombeiros, ao invés de combater o fogo, tinham que usá-lo para manter a ordem, destruindo a fonte de conhecimento.

Apesar disso e da presença de algumas inovações tecnológicas, como os avançados sistemas de transportes, bebedouros de refrigerante, carros velozes, guerras nucleares e televisões interativas, o futuro de Bradbury é bastante próximo ao que estamos vivendo hoje. Isso porque, em vez de simplesmente apostar na frieza científica e nas catástrofes, o autor investiu numa temática humana, de ordem cultural, tornando os problemas levantados mais próximos de nossas preocupações.

Esta virtude acaba se refletindo na própria linguagem, com cenas mais baseadas em sentimentos do que em ações e aparatos tecnológicos. E mesmo quando se faz necessária alguma explicação sobre o funcionamento de um equipamento ou sobre os motivos que resultaram naquelas transformações sociais, elas aparecem dentro do enredo, através de conversas entre os personagens, sem precisar abrir parênteses ou notas de rodapé.

A história é contada através do bombeiro Guy Montag, em falsa terceira pessoa. Toda a trama se desenrola de acordo com o seu olhar. Se no início do livro, Montag mostra-se como um operário, uma engrenagem qualquer que cumpre mecanicamente ordens no trabalho e volta para dormir em casa, ao conhecer sua nova vizinha, Clarisse McClellan, ele passa a reagir como nós, leitores, diante desse universo estranho proposto por Bradbury. A partir das conversas com Clarisse, o bombeiro começa a redescobrir o mundo; abre-se uma fresta mítica e seu cotidiano perde toda e qualquer vulgaridade. O personagem questiona os alicerces que sustentam sua vida, desde o comportamento da sua esposa Mildred ao trágico motivo que dizimou os livros (por serem subversivos...)

O contraste entre a liberdade de interlocução com Clarisse e o vazio irreversivel de Mildred, afundada em quantidades industriais de pílulas para dormir, aliado ao convívio com sua família na televisão, faz com que Montag desate o nó para embarcar jornada em busca de respostas. E elas surgem. Nas palavras do comandante Beatty e do professor Faber, ficamos sabendo junto com Montag como e por que o valor da reflexão foi abandonado pela sociedade. São frases dignas de grifo, verdadeiras aulas de teoria da comunicação, uma coletânea dos pensamentos frankfurtianos de Walter Benjamin, Theodor Adorno, Max Horkheimer, Jürgen Habermas. O discurso adquire tons políticos claros, mas aparecem tão bem encaixados na trama que só aumentam a qualidade literária de Fahrenheit 451.

Com um lança-chamas, Bradbury ilumina questões como a influência da indústria cultural nas relações pessoais, o movimento do politicamente correto em defesa das minorias, o controle social exercido pelos meios de comunicação, o consumismo, a alienação e o sucessivo esvaziamento das ideias resultante da perda da individualidade.

O futuro proposto por Bradbury parece ainda mais obscuro do que os de outros clássicos da ficção científica como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell, que são construídos em cima de governos autoritários. Em Fahrenheit 451, a censura se fortifica em função do desinteresse da sociedade pelo conhecimento, mais preocupada que está em manter sua felicidade barulhenta e vazia. Deste vácuo nascem ruínas intransponíveis.
Fabio 25/07/2014minha estante
Parabéns !!!

Ótimo texto !!

Ainda nem terminei de ler o livro, e já gosto mais agora que li a sua resenha!!



Raissa Heidi 21/03/2015minha estante
O livro é fantástico e me fez chorar só com a ideia de queimar um livro. Não tenho mais nada a escrever perante a sua resenha! Concordo plenamente.


Arsenio Meira 22/03/2015minha estante
Obrigado, Raissa, pela generosidade das suas palavras.
E sinto a mesma emoção, sobre a ideia de se queimar um livro.
Abraços!


Guilherme.Araujo 16/04/2015minha estante
Apesar de eu ser jovem,esse sem dúvida é um dos melhores livros que já li na minha vida!!Eu acho que nunca vou ler um livro tão interessante,tocante,realista e tenso.Realmente,um ótimo livro.


Arsenio Meira 08/05/2015minha estante
Oi Guilherme,
É um livro para sempre, sem dúvida, mas não duvide: você há de ler em sua vida livros tão bom quanto ou até melhores.
Abraços


Kamila 23/09/2015minha estante
O inicio da sua resenha encaixa perfeitamente com meus sentimentos e atitudes quanto a este livro. Achava-o pouco atrativo para meu gosto literário, porém mudei totalmente a visão que eu tinha quanto a temática do Fahrenheit 451. Irei comprá-lo em breve pois é digno de uma leitura com maior atenção e com direitos a grifos.
Ótima resenha!


Arsenio Meira 12/10/2015minha estante
Oi Kamila!
Obrigado pelas palavras generosas. Espero que gostes.
Um abraço




Tata 20/06/2010

A idéia é fantástica; Fahrenheit 451 tem uma trama que daria pra encher páginas e páginas de boa leitura facilmente.

O problema é que o livro é condensado demais, Ray Bradbury passa por cima de coisas que eu acho que acrescentariam qualidade ao livro se fossem melhor exploradas. Fahrenheit 451 é um daqueles livros que passam uma sensação de obra inacabada - faltou tato e sobrou desleixo na hora de discutir o assunto-chave.

Pra quem já leu, minha crítica pode soar absurda e irônica, principalmente levando em conta o epílogo do autor, mas não acho que é possível ficar satisfeito só com isso.
Bell 18/01/2010minha estante
Compreendo sua crítica, eu também achei q a história poderia render muito mais, porém atribuir isso à desleixo do autor e não a uma escolha dele (mesmo q errada) já é apostar um pouco alto, ele mesmo disse depois q acrescentaria pouca coisa ao livro.


atrafca 05/09/2010minha estante
Não sei se concordo com os motivos que você dá para essa sensação de obra inacabada, mas além de sentir o mesmo, confesso que conforme o livro avançava e as páginas não lidas iam diminuindo, fui ficando um pouco decepcionado. O tema é realmente interessante demais paraa forma que foi tratado.


Iury BAS 19/12/2011minha estante
Lendo seu comentário, começo a sentir o mesmo. Acho que o livro poderia ter um pouco mais de páginas e ter explorado mais um tema tão bom e atual.

Realmente, ao terminar de ler, você sente que faltou algo, que esta faltando coisas.

De qualquer forma, é um livro fantastico.


Leonardo 18/12/2012minha estante
O livro poderia ser muito maior, é um tema que prende todos apaixonados por livros. Pena ser tão condensado.


Lane @juntodoslivros 19/10/2013minha estante
Tata eu já acho o contrário. A simplicidade da leitura e a rapidez me conquistou. Enquanto "1984" que já bem explorado não me envolve. Ainda estou me arrastando na leitura a muito tempo.
Acho que se F451 tivesse especificações demais eu o acharia massante.
Mas ao mesmo tempo compreendo seu ponto de vista. Poderia ter um pequeno acréscimo de informações. ^^


Pedro 11/06/2014minha estante
Acho que você talvez não tenha entendido direito a ideia do autor. O livro ao terminar de ser lido nos dá a sensação sim de querer mais, de saber o que vai acontecer, e esse é o objetivo dele, querer que busquemos mais, que leiamos mais. O objetivo em si não é um livro com um final surpreendente e mastigado como muitos, mas sim o final em aberto para nos fazer pensar.


Fabio 30/07/2014minha estante
Adorei o livro e as reflexões propostas em suas paginas, porem concordo contigo. Poderia ter um pouco mais de desenvolvimento.

Fiquei curioso quanto aquele mundo criado, aqueles personagens, aqueles "marginais"...

Pena que foi apenas um lampejo.


Catharina 23/11/2014minha estante
Concordo, eu esperava um livro muto mais extenso e que o tema fosse melhor desenvolvido... inclusive teria sido bom se o Ray Bradbury incluísse no livro as partes "extras" inclusas na versão pra peça de teatro, no geral, gostei sim, mas esperava mais....


Céci 08/12/2014minha estante
Vi tantos comentários elogiosos à obra e ao autor (inclusive por parte de pessoas que admiro e que julgo possuir um senso crítico aguçado), que cheguei a me sentir um pouco estranha pela forma como detestei esse livro.
A proposta dele é de fato excelente (o que pode, aliás, ter contribuído para toda essa áurea que gira em torno dele), mas não tenho o menor medo de dizer que ele foi mal trabalhado.
Não vou discorrer aqui sobre minhas opiniões porque é impossível fazê-lo sem dar um spoiler sequer. No mais, fico feliz por não ser a única a compartilhar dessa conclusão.
Abs.


RaphaKiske 10/09/2015minha estante
Li que o autor meio que correu contra o tempo ao escrever este livro... talvez seja por isso que você teve esse sentimento sobre obra inacabada. =)


Leticia.Domenichini 21/01/2017minha estante
Olha, não li o livro ainda, mas está na minha lista, porém, se o livro fez isso de não ter explorado e se aprofundado tanto assim nos temas quanto os leitores queriam, imagino eu que o autor tenha feito isso de maneira proposital, pois ao dizerem q o autor não aprofundou o tema, automaticamente vcs estão pensando sobre o assunto tratado e refletindo sobre ele, da mesma maneira que (imagino eu) a Clarisse faz com o bombeiro. Ou seja, o autor pode ter tido essa intenção de fazer a obra de maneira "incompleta" para que os próprios leitores a completem pensando. Pelo menos, é o que eu imagino.




Luma 23/09/2011

Ao terminar a leitura deste livro, fechei-o sobre minhas mãos e comecei a pensar. Pensar. Ato tão magnificamente incentivado por Fahrenheit 451. Este impulsionou ainda mais a minha vontade de devorar livros. Livros às dúzias, vintenas, bilhões! Quero ser como Clarisse. Quero VER o mundo ao meu redor, e não apenas olhá-lo.
Em certo momento, o personagem Faber reproduz a seguinte fala: "Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolos." Exato. Um livro que cita Swift, Charles Darwin, Gandhi, Shakespeare, Byron, Tom Paine, Platão, Júlio Verne, Maquiavel, Bertrand Russell, entre tantos outros; nos faz perceber o quão pequenos nós realmente somos diante da vastidão literária e filosófica que nos cerca.
Entre as várias metáforas arquitetadas por Ray Bradbury, "Precisamos de conhecimento" é a lição que fica.
5 estrelas são insuficientes para qualificar. Boa leitura!
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Bell 29/12/2009

"Pois enquanto Huxley e Orwell escreveram seus livros sob o impacto dos regimes totalitários(nazismo e stalinismo), Bradbury percebe o nascimento de uma forma mais sutil de totalitarismo: a indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético - a moral do senso comum."

Esse trecho é do prefácio de Manuel da Costa Pinto, não precisa dizer mais nada, Bradbury acertou em cheio.
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fabianebastos 03/02/2009

Fahrenheit 451 - A temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima...
Em uma sociedade totalitária onde os livros são considerados uma ameaça e os bombeiros existem apenas para queimá-los, o bombeiro Guy Montag, começa a mudar seu ponto de vista e questionar o sistema, depois de conversar com sua vizinha adolescente que reflete sobre o mundo a sua volta. A ficção de 1953 é celebrada pela forma como critica a repressão política e a superficilialidade da era da imagem, mas este não foi o motivo pelo qual o escolhi.

Durante sua jornada de descobrimento, Guy, perde pouco a pouco, os referenciais do mundo a que pertencia. Pessoas com que se relacionava, tinha coisas em comum, idéias antes compreendidas agora pareciam completamente estranhas para ele. Assim como ele mesmo parece estranho aos olhos dos outros. Ao mesmo tempo conhece novas pessoas que ampliam ainda mais seus horizontes, afastando-o cada vez mais do seu antigo mundo.

A incompreensão e total falta de reconhecimento entre pessoas com perspectivas diferentes enfrentadas pelo personagem me fez perceber, como essa relação de perda e mudança está presente em meu cotidiano. Parece que à medida que o tempo passa perdemos pessoas pelo caminho, seja pela diferença de interesses, ou de oportunidade. As pessoas estão lá você convive com elas, mas não compartilham mais do mesmo universo, das mesmas idéias. Chegando a um ponto onde você não convive mais com as mesmas pessoas, não freqüenta os mesmos lugares.

Talvez esse fator tenha me chamado atenção por morar em uma cidade pequena onde o conhecimento das pessoas se limita ao que aparece na TV. Não temos cinemas, teatros, jornais locais bibliotecas, livraria apenas uma. A maioria das pessoas que tem acesso a outras fontes de informação e conhecimento mais cedo ou mais tarde abandona a cidade e as pessoas com quem antes conviviam.
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Lenita 16/03/2009minha estante
Oi Fabiane, gostei da sua manifestação por este livro. E parabéns, mesmo morando numa cidade sem muitas fontes de informação, como você diz, você está aqui, falando sobre livros. Isso é muito bonito. Eu sou bibliotecária e me gratifica muito ver alguém interessado por leitura. Se quiser faça contato comigo. Bj. Lenita


anjapsi 11/10/2009minha estante
Oi Fabi, gostei do comentário sobre o livro...

me interesso por este (ele) e o interesse aumentou...

Também moro numa cidade com poucas saídas culturais...

mas já foi pior. Hoje assisto suas melhoras possíveis... tive

um sebo nesta mesma cidade... fechou (um pouco) pela falta de incentivo a cultura e (suspeito) algum mal estar numa cidade que, de repente, tem que ver os livros de uma nova forma...

Hoje em dia já tem uma grande livraria, mas as pequenas, que eram um refresco de resistência cultural são "queimadas", mas não sem lutas...

nesta semana a secretaria de meio ambiente (reciclagem de lixo) recebeu o antigo acervo de um dos sebos que existia na cidade, e não resistiu... uma incentivadora da cultura chamou escolas (direções) e depois aos alunos para recolherem os "livros-lixos"... dei a idéia de enviá-los ao presídio... e vi algumas pessoas, que como eu, ama os livros carregando de sacolas, bicicletas e carros...

Adoro a idéia de LIVRAR os livros...

abraços





Craotchky 08/09/2016

451 Bradburn
Será verdadeira a máxima que diz que "A primeira impressão é a que fica"? Não sei, porém, admito que tenho algumas experiências que corroboram com uma resposta positiva para essa questão. Alguns autores não me agradaram num primeiro contato e após isso não tive interesse de procurar outras obras do mesmo. Casos de: Isaac Asimov, Sidney Sheldon e Bernard Cornwell.

Neste livro Ray Bradbury projeta uma sociedade futura na qual, claro, a tecnologia avançou muito. Contudo, o fenômeno mais alarmante nessa sociedade é a quase total falência de humanidade nas pessoas. Com o progresso tecnológico temos, assim como nos nossos dias, inúmeras distrações e formas de entretenimento de massa. Praticamente inexiste relações entre pessoas. Quando existe, é tão superficial que torna-se irrelevante. Pessoas entorpecidas, alienadas, povoam esse novo mundo. Todos levam uma vida veloz, vertiginosa; ninguém tem tempo para nada.

"Se não quer que uma pessoa seja politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para se preocupar. Dê-lhe uma só. [...] Não lhes dê coisas escorregadias como filosofia e sociologia."

Além disso, nos tempos que correm, é proibido ter e/ou ler livros. Estes, quando achados, são abominados e incinerados 🔥. Todavia, essa repulsa aos livros não partiu tão somente de um governo num primeiro momento, e sim das próprias pessoas que viam nos livros um lazer obsoleto em comparação com as demais formas de passatempo. Pessoas mais ignorantes, como sabemos, pode agradar um governo. Isso enfim acontece, culminando no decreto de proibição dos livros.

Os temas e suas consequências são campos vastos para discussão, mas não vou me alongar mais neles. Quero fazer algumas críticas baseadas na minha visão da leitura:
Primeiramente não gostei do início quando caímos de paraquedas na história sem nenhum tipo de ritual introdutório àquela sociedade, ao contrário do que acontece em Admirável mundo novo. Achei também extremamente vago de detalhes acerca da organização política, econômica, cultural, ambiental e por aí vai. Achei que faltou aprofundar os assuntos, esmiuçar esse mundo distópico. Julgo que as descrições me foram insuficientes para eu formar claramente a imagem desse mundo e sua máquina funcional.

A expectativa era alta e por isso me decepcionei um pouco. Achei que o autor se ateve muito na personagem central e suas interações, e não explorou o mundo ao redor deste, não explorou todo o potencial do livro. Acho que fahrenheit 451 não chega aos pés da distopia de Huxley. Não achei ruim ao ponto de pensar em não ler mais nada dele, mas chegou perto. Se essa resenha ficou vaga e não aprofundou os assuntos, deixando-os incompletos, então ela espelha bem como o livro me pareceu.
Ricardo Rocha 08/09/2016minha estante
eu gosto muito de Fahrenheit 451. mas não criei expectativas e digo a razão; li depois de ver o filme (que amei) e num caso desses a gente sabe o que esperar, até porque, considerando a "tese" de tarkovski, há livros que podem ser adaptados porque, por melhores que sejam, sustentam-se numa ideia, numa história, não necessariamente em todo conjunto - estilo, personagens, história, etc - que faz de um livro uma obra-prima. perfeito e portanto não-filmável. Fahrenheit está longe de ser isso. mas é sim uma ótima ideia e uma história instigante. nada mais, porém isso não é pouca coisa. se tivesse de avaliar dariam as mesmas tres estrelas que vc


Craotchky 08/09/2016minha estante
Sim, uma ótima ideia, promissora, mas pouco desenvolvida.


Michely Looz 25/09/2016minha estante
Como você disse, não chega nem aos pés de Huxley. Uma pena, vim aqui para ver justamente as opiniões negativas em relação ao livro, algo que justificasse o fato de estar com 70% dele já lido mas sem nenhum apreço. Ideia interessante aparentemente, as pessoas comentam muito bem a respeito da temática e o inserem na breve lista de obras memoráveis que incluem Admirável Mundo Novo e 1984. Mas o que vejo é um livro que poderia decolar mas que tudo dentro dele é tratado com superficialidade. Todos os personagens são trazidoa de modo superficial, não sei se em vã tentativa de dar ritmo à estória. Enfim, pareço chata, me sinto realmente chata por não ter me identificado com um livro tão consagrado por críticos e leitores. Mas me parece que há muitos pontos soltos e pouco desenvolvidos nesta estória. Que bom qie achei teu comentário, assim pude me sentir menos mal.


Craotchky 25/09/2016minha estante
Então Michely, o autor não explorou quase nada do potencial da história. Concordo também que ficou tudo extremamente superficial. Realmente não tem sentido comparar este livro aos outros dois citados; que dirá então pretender equivaler os três!
Aproveito para dizer ao Ricardo que mudei minha avaliação inicial atribuindo, sim, duas estrelas. Me perguntei: eu gostei do livro? A resposta foi negativa. Acho que três indicaria que gostei. Então diminuí uma estrela.


Ricardo Rocha 25/09/2016minha estante
rsrs... tudo bem... eu continuo relevando muita coisa porque a ideia é muito boa e por mais que nao tenha uma execução perfeita, longe disso, merece minha admiração, porque, por exemplo, amei o filme que vi na adolecencia e foi uma experiência que não existiria se o livro não existisse


Michely Looz 27/09/2016minha estante
Ricardo, mas é isso aí mesmo. Cada livro é aproveitado de acordo com as nossas próprias experiências. Eu, por exemplo, tenho livros que acabei comprando mas não consegui ler. Ah, Ensaio sobre a Cegueira, comprei para uma disciplina da faculdade na época, sabia que era muito comentado, li um pouco mas pq nao consegui avançar e precisava para um questionário, acabei assistindo ao filme para não me sair tão mal. Depois disso não consegui voltar a ler pq nao curti o filme. Mas tenho certeza de que guardarei o livro para uma nova tentativa pois achei a escrita de Saramago simplesmente maravilhosa. Mas é isso, cada um tem uma experiência e que bom né, assim a gente pode conversar e entender a obra, ser tolerante com essa pluralidade de experiências, evoluirmos no pensamento e blá-blá-blá. hehehe abraços!


Julia 09/10/2016minha estante
Não acha que se Montag fosse um personagem profundo e complexo ele não faria sentido? É um mundo de superficialidades, é disso que o livro fala, Montag e Mildred são superficiais, a história é contada pelo ponto de vista dele. É um mundo das superficialidades.


Craotchky 10/10/2016minha estante
Não tenho certeza, você pode estar certa Júlia, mas ainda acho que Montag pode ser diferente dos demais pois vejo ele como um contraponto naquela sociedade superficial, ele deve fugir da mesmice para nos trazer uma visão diferente; o mesmo acontece em Admirável mundo novo onde temos também a personagem que destoa das demais, sendo o contraponto, o que vai na contramão, possibilitando ao leitor o contraste necessário para levantar questões sobre a sociedade. Como todo livro, é passível de interpretação.


Julia 10/10/2016minha estante
Então, eu não vejo o Montag pensando diferente, mas vejo ele sendo afetado, ele começa a ser afetado por Clarisse, de assim sucessivamente. Mas vejo ele como um homem imerso naquela cultura. Imagine que todos os dias podemos ser afetadas por alguem/alguma coisa, mas criamos o hábito de ignorar a maioria - um exemplo, crianças vendendo balas no sinal, a maior parte das pessoas aprende a ignorá-las porque se deixar afetar por isso lhe fará infeliz (existem um milhão de coisas no nosso mundo que podem incomodar, mas simplesmente ignoramos, é mais confortável). E ai por outro motivo, por conta de uma pixação em um muro, um bilhete esquecido, uma conversa, ou porque vc estava no lugar errado na hora errada, ou qualquer coisa, vc se deixa afetar. Mas a tendência é vc querer escapar disso naturalmente, porque ser afetado pode ser perigoso. Acho que irrita em Montag é justamente o fato dele ser muito parecido com a maioria de nós. E o que diferencia - assustadoramente - essa distopia das outras é que aquele mundo é o que é não por um ditador que impõe todas as regras, mas porque as pessoas as quiseram assim, e é bom não procurar referências na história "real".

Bom como você mesmo diz - questão de interpretação. Eu li o Fahrenheit 451 depois de ler alguns textos de Nietzsche e outros filósofos do gênero, então tive sim um outro ponto de vista.


Craotchky 10/10/2016minha estante
Pois é, cada ponto de vista é único. Acho que ambos estamos certos, cada qual no seu apontamento. Você está certíssima na passagem:
"E o que diferencia - assustadoramente - essa distopia das outras é que aquele mundo é o que é não por um ditador que impõe todas as regras, mas porque as pessoas as quiseram assim"
Sua teoria sobre afetação é também muito válida. Você poderia ter ignorado está resenha, mas talvez tenha sido afetada por ela. Agradeço os comentários e os apontamentos, falta isso no skoob, pessoas que aprofundem uma discussão.


Juliana 15/12/2016minha estante
Concordo com sua resenha, entre as ditopias que li esse com certeza foi o mais fraco. Não achei ruim, tem coisas para pensar que comincidem com o momento social que estamos vivendo. Mas é uma obra fraca, que podia ser melhor.


Felipe Gustavo 29/10/2017minha estante
Também criei bastantes expectativas sobre o livro, todavia, como diz minha amada e querida Isabela Freitas ´´nunca crie expectativas, elas só causam decepções.´´ . Adorei a sinopse do livro, e só por isso o li; creio eu que tinha tudo pra da certo, mas acho que a escrita do autor e a comunicação/interação que ocorre entre os personagem ficou muito superficial, chegando a ser até mesmo desprezível.


Craotchky 29/10/2017minha estante
Sim, Felipe, superficial demais, não explorou o que podia ser explorado.




Rafael 08/09/2016

Overrated
Eu fiquei surpresíssimo ao ver que não tem praticamente nenhuma resenha negativa de um livro tão overrated!

É uma heresia querer compará-lo com Orwell ou Huxley (infinitamente superiores), já que ele poderia ter feito algo muuuito melhor com esse conceito da vitória da imbecilização e a condenação dos livros. Na verdade, tem-se a impressão de que Bradbury tinha nas mãos uma ótima ideia (e tinha mesmo) e construiu um romance em volta dela puramente para explorá-la, de forma que tudo fica meio superficial. Os impulsos do protagonista são meio estúpidos e todo o clímax poderia ter sido evitado e já colado no final (Montag cavou sua própria cova só por motivos de plot). Não apenas isso, mas o livro teria sido BEM melhor se tivesse acabado umas 50 páginas antes e evitado um final absolutamente nada convincente. Outro ponto bem negativo é a maneira como as coisas simplesmente PLAU! aparecem com uma explicação totalmente nada a ver. Quer dizer que no começo ele queimava os livros e aí cometeu o grande crime de roubar um. Mas então porque gastar tensão criando essa ideia se depois é revelado que ele já havia roubado vários? É totalmente contraditório à tudo o que o personagem sentia no começo do livro. Por falar em não convincente, aí vem o personagem Faber com o seu incrível walkie-talkie q ele convenientemente olha só, tira do nada, assim metendo mais o louco do que o Tite Kubo fez em Bleach.

O teor conservador do posfácio é uma afronta à qualquer pessoa com o mínimo do bom-senso, extremizando fantasiosamente a luta das minorias por algum papel representativo na sociedade. Bradbury (que não conseguiu aguentar o recalque de ter uma peça negada por só ter personagens masculinos) simplesmente aponta os oprimidos e as minorias como causadores daquela distopia que ele inventou, quando na verdade a luta pra moldar uma sociedade melhor vem transformando o nosso mundo hoje, através da empatia. Vamos dar um desconto nesse discurso imbecil pelo livro ter sido escrito nos anos 50, mas não nos esqueçamos que em 2016 ainda tem gente elogiando essa ideia. Então quando alguém diz que é um livro incrivelmente atual, sim, infelizmente é verdade.

Bom, não é um desperdício tão grande de páginas porque pelo menos o Truffaut pôde fazer um filme legal baseado nele, em 1966. O ponto mais alto de todos, sem dúvidas, é o título (451 graus Fahrenheit é a temperatura em que o papel entra em combustão, uma sacada ótima). Unicamente por ter uma ideia tão foda, embora mal aproveitada, Farofaheit 451 tem capas de livro incríveis (internacionais, infelizmente).

Enfim, é bem livrinho de Ensino Médio mesmo.
Resenha completa no castelo:

site: http://www.castelodecartas.com.br/index.php/2016/09/08/fahrenheit-451-rapidinhas-10/
Isabela 22/09/2016minha estante
Cara, eu não curti muito o livro não, porém não sabia como expor em palavras hahaha
Não senti a história me atrair realmente pra dentro da trama e achei bem cansativo de ler! Tinha muita curiosidade, pois é uma das distopias mais populares e elogiadas, e a premissa é incrível! Mas infelizmente não deu.


Achilles.Sitta 16/12/2016minha estante
Ótima resenha


Achilles.Sitta 16/12/2016minha estante
Parabéns


Maria Cristina 21/12/2016minha estante
Nossa moço, obrigada!


Rafael 21/12/2016minha estante
Hahahah


Camila 30/12/2017minha estante
Hahaha ainda vem que alguém fez essa resenha! A ideia do livro poderia ser boa, mas a execução falhou. Me incomodei muito tambcém om a representação escrota das mulheres no livro.


Maria Fernanda 31/05/2018minha estante
Eu queria ter escrito essa resenha, porque é isso. Sério,obrigada. A cada linha que eu lia da coda ficava mas indignada, discursinho imbecil mesmo.




Milla 16/02/2013

Muito bom. Só que não
Fahrenheit 451 é uma distopia publicado pela primeira vez em 1953 que retrata uma sociedade futurista. Universidades, escolas e conhecimento não têm nenhum significado e os bombeiros têm como função incendiar livros.
Basicamente é isso.


Montag é um bombeiro casado com Mildred. Sua esposa passa o dia inteiro numa sala com telões cujos programas interagem e são a "família". Embora Montag não goste desses telões, ele é quem trabalha para comprá-los a fim de manter sua esposa ocupada. Por ser um bombeiro, ele passa o dia no quartel e lá, quando recebem um chamado, eles vão até a casa do criminoso, ateiam fogo em seus livros e prendem a pessoa.

As coisas continuam sendo normais. Queimar livros é um prazer. Até que Montag topa com Clarisse, uma menina diferente que conversa com ele (conversar é uma coisa completamente anormal). E entre um diálogo e outro, onde ela fala sobre coisas como a chuva e as estrelas (afinal, quem se interessa pela chuva e as estrelas?), ela pergunta se ele é feliz e aí a vida dele muda.

Ele começa a se questionar sobre o que tem nos livros, sobre por que queimá-los e sobre a sociedade ao seu redor. Mas pensar é muito perigoso.

Gente, um livro com uma ideia tão inteligente, mas que me deixou tão decepcionada. A forma que a trama é conduzida não me envolveu, li o livro bem rápido, mas estava achando maçante e desconexo. As frases parecem ser aleatórias, os pensamentos dos personagens seguem tortuosas linhas incompreensíveis.

Muitas coisas retratadas são geniais, Bradbury descreve uma realidade completamente crível, onde só o que importa é o prazer e a velocidade, as pessoas vão se alienando cada vez mais. O pensamento não tem significado, não é incentivado. Tudo é muito prático, instantâneo, momentâneo. Ele não inventa carros que voam, nem desmata todas as florestas, mas ele cria carros que só andam em alta velocidade, televisões e programas que absorvem as pessoas, escolas que mantém os filhos longe dos pais, pessoas que não sabem conversar sobre coisas que não sejam dinheiro, roupas.

Das poucas distopias que li, essa foi uma das que mais consegui acreditar. As casas são à prova de incêndio, os bombeiros servem para destruir qualquer possibilidade de livros contaminarem as pessoas com suas ideias.

O que tirou a grandiosidade de Fahrenheit 451 para mim, foi a forma que o autor conduziu uma história que tinha tudo para ser brilhante. Recomendo mais ou menos.
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Sybylla 03/08/2012

Essencial
Uma ficção científica distópica e com o um tom social nunca sai de moda. Para quem gosta do estilo, com certeza este livro deve estar em sua prateleira para ser lido de tempos em tempos, pois trata do conhecimento e de como esse valor pode ser perdido de uma hora para outra caso não puder ser mais transmitido.

Para manter vivas as chamas da literatura e do conhecimento, as pessoas decoram livros inteiros para serem contatos ao redor de fogueiras para que todos saibam do passado. É um livro que não sai de moda e que deveria ser explorado especialmente nas escolas, para uma análise sobre sociedade, o valor do conhecimento e sobre guerras.
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andresam 11/07/2010

Um futuro da comunicação em massa
O que achei muito legal neste livro, foi quando o personagem discorreu sobre o fato das pessoas lerem cada vez menos, noticias rapidas e curtas. Com isso nenhum livro é mais lido, e nenhum fato é aprofundado.
Vale muito também o pósfacio do autor.
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Andressa 11/09/2014

O que seria de nós se os livros fossem proibidos?
Guy Montag vive num mundo anti-intelectual e bastante opressor, no qual opiniões próprias e senso crítico são extremamente proibidos. Além disso, não se pode ler livros e sequer tê-los! Guy tem um casamento monótono e trabalha como bombeiro. Porém, neste mundo, criado por Bradbury, bombeiros não apagam o fogo e sim o ateiam. Consequentemente, Montag ateia fogo a inúmeros livros. Certo dia, Guy conhece a nova vizinha, Clarisse, que o faz questionar seu universo e sua própria felicidade. A partir disso, os questionamentos de Montag o fazem perceber que há algo de errado no mundo em vive.

A narrativa é em 3a pessoa, mas o foco é sob a visão de Guy Montag. A narrativa é fluida, porém algumas vezes eu precisei reler alguns trechos, os quais considerei confusos. Neles, o autor repetia certas frases várias e várias vezes de formas esquisitas para enfatizar a ação ou o pensamento que estava acontecendo.

Não consegui me envolver muito com os personagens (o que me chateia durante uma leitura), pois eles foram superfluamente explorados. A personalidade deles não é bem desenvolvida (mas refletindo isso deve ter sido proposital, eles estão mais para alegorias do que para personagens), o que sabemos é que Montag é bombeiro e vive uma vida vazia e infeliz; Mildred é sua esposa, dona de casa, meio maluca e contra quaisquer ideias desagradáveis ao sistema, porque no fundo é muito medrosa. Clarisse (minha favorita), a adolescente que dá sentido a vida de Montag, ao querer saber por que e não como é considerada impopular, inclusive por seus colegas e professores; Faber, o amigo professor de Montag; o Capitão Beatty, que é a representação do sistema opressor; entre outros que vão surgindo e tem passagem breve.

Todos devem deixar algo para trás quando morrem, dizia meu avô. Um filho, um livro, um quadro, uma casa ou parede construída, um par de sapatos. Ou um jardim. Algo que sua mão tenha tocado de algum modo, para que sua alma tenha para onde ir quando você morrer. E quando as pessoas olharem para aquela árvore ou aquela flor que você plantou, você estará ali. Não importa o que você faça, dizia ele, desde que você transforme alguma coisa, do jeito que era antes de você tocá-la, em algo que é como você depois que suas mãos passaram por ela.

No entanto, na minha opinião, o verdadeiro protagonista deste livro é o próprio universo criado pelo autor. Neste novo mundo, além dos bombeiros terem a função oposta da real e das pessoas serem alienadas, nas casas há televisores enormes que ocupam as paredes e exibem famílias de mentirinha para que os personagens tenham com quem conversar. Mildred vivia conversando com seus familiares dos televisores. Outro fato interessante é que os bombeiros tem cães de caça mecânicos chamados Sabujos, que farejam livros e até pessoas e, juntos, eles detém a desordem.

Fahrehneit 451 já foi interpretado de inúmeras formas e a mais conhecida diz que é uma crítica a Guerra Fria, ao sistema norte-americano da época e aos efeitos da mídia e da televisão em massas. Independente do seu real significado, gostei muito do livro. Achei fantástica a forma como Ray Bradbury usou seus personagens de forma alegórica. Há muitas passagens super atuais, as quais considerei aprendizados para a vida toda. Além disso, consegui perceber a paixão do autor pelos livros através de suas palavras e isso é incrível.

A diagramação está bem agradável, letras grandes que facilitam a leitura e não encontrei erros. A capa da Editora Biblioteca Azul é lindíssima!

Acredito que este livro tenha muito a ensinar e a acrescentar, uma vez que o achei bastante inspirador na tentativa de buscar um mundo melhor. Recomendo!

Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolos (...) A maioria de nós não pode sair correndo por aí, falar com todo mundo, conhecer todas as cidades do mundo. Não temos tempo, dinheiro ou tantos amigos assim. As coisas que você está procurando, Montag, estão no mundo, mas a única possibilidade que o sujeito comum terá de ver noventa e nove por cento delas está num livro.

site: http://www.papodeestante.com/2014/09/fahrenheit-451-ray-bradbury.html
RaphaKiske 10/09/2015minha estante
Ótima resenha! Principalmente quando você cita que o universo distópico citado no livro é o protagonista da estória. = )


Andressa 15/09/2015minha estante
Obrigada! :)




Victor Hlebetz 30/12/2009

Ficção pessimista que descreve um mundo onde os livros são objetos proibidos aos indivíduos. Ray Bradbury constrói diversas críticas à sociedade educada pelas televisões e aparatos tecnológicos como as "radioconchas", descrevendo nossos descendentes como seres dotados de pouquíssima cultura, infelizes e totalmente sem sentimentos reais. A escrita é riquíssima, tanto em criatividade como em detalhes e metáforas. A edição da Globo ainda traz uma coda/ensaio muito legal no final, onde o autor senta o cacete nos editores pentelhos e minorias dotadas de um moralismo enfadonho.
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Matheus 04/10/2017

Feio... mas legal
O estilo do autor é um desastre: confuso, desnecessário e suas metáforas fazem-no ter mais um defeito: são totalmente fora de contexto, são metáforas ruins, porque não têm elementos em comum com as situações que querem metaforizar. Desnecessário, pelas frases repetidas a esmo tanto nos diálogos como nas descrições de aproximação de um objeto, por exemplo. Para quem não está acostumado com os clássicos, pode achá-lo ok, do contrário, sentirá falta de uma escrita instigante.
Entretanto, o universo distópico que o autor cria é bastante interessante, confesso que apesar dessas frustrações estilísticas e narrativas, a estória me prendeu bastante a atenção. Além disso, o autor no final desenvolve um argumento que eu, particularmente, acho interessante e com o qual concordo: as referências culturais (no sentido de cultura como cultivo) são irrelevantes sem a existência de uma comunidade que as fomente. Esse livro nos leva, assim, a fazer uma reflexão acerca da importância das universidades como mantenedoras dessas referências na sociedade atual, onde fora delas a cultura não têm quase nenhuma significação, que não seja o entretenimento.
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Bibliotecária Vanessa 18/08/2009

Qual livro vc quer ser?
Os bombeiros se tornam vilões, e para proteger os livros, é necessário decorá-los para não se apagar da memória.
Mais um livro distópico que merece atenção! Eu recomendo!!!
cid 04/03/2011minha estante
Sabe que essa pergunta me faz pensar? E você, que livro gostaria de ser ?




Isidro 18/07/2010

Premonitório! Esse é o adjetivo certo para descrever a obra-prima de Ray Bradbury.
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