Julieta

Julieta Anne Fortier




Resenhas - Julieta


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Bia09 15/02/2011

Quando eu era muito menina, surpreendia minha mãe pedindo para que ela colocasse no vídeo-cassete (isso existe ainda?) um filme que ela gravara há muito tempo. Não era nenhum desenho de Walt Disney, mas sim Romeu e Julieta de Franco Zefirelli, uma linda versão com a inesquecível Olivia Hussey que até hoje me encanta. Ali nascia minha paixão por essa história, e posso dizer claramente que Anne Fortier me fez amá-la ainda mais.
Não consigo definir em palavras o que toda a história me fez sentir, porque sinceramente não acho uma palavra... não sei o que esse livro fez comigo. Parece uma coisa sobrenatural, juro... mas eu me senti completamente transportada para dentro da obra, desejando ser Julie e me descobrir descendente de uma das personagens que eu sempre amei, desde pequena.
A forma como Anne transportou o romance para os dias atuais e como ela intercalou os fatos de 1340, contando a história da paixão avassaladora que tomou conta de dois jovens cheios de vida, que ao contrário do que Shakespeare nos contou, não eram de famílias inimigas, me fascinou. A maneira como ela uniu esses "fatos" com a busca da protagonista por suas raízes e por sua história também foi genial.
Alessandro também foi uma grata surpresa. Ele cresceu como personagem infinitamente e foi um perfeito herói para uma heroína espirituosa, inteligente e a típica "patinho-feio" que se tornou cisne. Ele, com seus segredos, com seu toque sedutor de mistério, que oscila entre mocinho e bandido, ganhou a cena. E não podemos deixar o Romeo de lado. Esqueça aquele Romeuzinho franzino, bobinho e meio canastrão do filme. Nesse livro, ele é digno do personagem que o imortalizou.
Preciso me conter, senão vou ficar horas falando desse livro mágico. Só posso dizer que ele me ganhou desde o prólogo, que é uma coisa linda! Talvez eu seja romântica demais, goste demais de poesia e histórias medievais, mas só posso dizer que Anne Fortier acertou no tom. Julieta é lindo, fantástico, poético... *suspira*. Virou favorito!

Para mais resenhas e promoções:
www.amormisterioesangue.com
Liége "Astreya" 18/03/2012minha estante
Também adoro Romeu e Julieta de Zefirelli, e amava assistir quando pequena!


Katy Fiama 28/10/2012minha estante
Nossa!Também amei a versão do Zefirelli, e olha que eu tava meio com preconceito de assistir porque é antigo, mas valeu super a pena. Além disso nunca fui fã de Romeu e Julieta, mas a Anne fez com que eu me apaixonasse tanto pela versão dela como pela do Shakespeare, fora isso tem a "nova versão" com a Julie que também é ótima, cheia de segredos, reviravoltas, surpresas e a belissima Siena...


Lisete 12/01/2013minha estante
Confesso que não tinha começado a ler muito empolgada, mas tive uma ótima surpresa... Anne realmente tem uma escrita maravilhosa e a "Nota da autora" no fim do livro me deixou ainda mais encantada com a história! Boa resenha (:

http://ourbooksontheshelf.blogspot.com.br/?m=0


Anne 20/10/2013minha estante
Eu não tenho palavras pra dizer o quanto esse livro é lindo . Esse livro e o melhor livro q eu já li . Com ele eu chorei , ri , briguei com os personagens.
E eu posso confessar q eu me apaixonei por Alessandro completamente . Também me apaixonei por Julie. Mas o que eu mais amei em Alessandro foi algumas coisas que nós temos em comum . E simplesmente posso dizer que a sua resenha foi ótima .




Amanda Azevedo 24/01/2013

Julieta - Anne Fortier
Fiquei completamente apaixonada pelo livro logo de cara, conhecem o “amor a primeira capa”? Dando uma olhada nos lançamentos da Editora Sextante eis que me deparo com Julieta escrito pela Anne Fortier. Só pela capa (uma rosa vermelha) já é um indício que se trata de um romance, não é mesmo? E de fato é, Julieta é um romance histórico. Já estando inteiramente encantada pelo livro sem saber ao certo do que se tratava a estória fui ler a sinopse e descubro que tem uma pitada (ou melhor, dizendo, um bocado!) de mistério. Pára tudo, o livro foi pro topo da minha lista de desejos!

Julieta traz a estória de duas irmãs gêmeas, Julie e Janice, que depois da morte de seus pais em um trágico acidente de carro, foram levadas de Siena para os Estados Unidos e lá foram criadas por sua tia-avó Rose e também pelo mordomo Umberto que sempre estivera presente na vida das três, ele era mais que um simples mordomo, era parte da família e, sobretudo o melhor amigo de Julie, talvez até mesmo, o único. Julie e Janice nunca foram grandes amigas, durante boa parte do livro elas vivem em pé de guerra.

A vida das irmãs ganha um rumo inesperado quando Rose morre. E para a surpresa de todos, ela deixa a sua casa nos EUA para Janice e para Julie resta apenas uma carta. Onde ela descobre que seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei e não Julie Jacobs, e sua irmã na verdade se chama Gianozza. Na carta sua tia diz que há um tesouro em Siena que pertence a sua família. Mesmo sem praticamente nenhuma esperança de sucesso nessa sua “caça ao tesouro” Julie/Giulietta parte para essa aventura, afinal ela não tinha nada a perder, ou será que teria? Sua vida? Talvez...

Chegando a Siena, Julie/Giulietta descobre que sua mãe tinha deixado para ela em um cofre de um antigo banco da cidade, um baú. Ela até pensou que em seu conteúdo pudesse realmente existir um tesouro, mas tudo o que ela encontrou lá foram papéis velhos, uma edição antiga de Romeu e Julieta de Shakespeare e um velho diário escrito por Maestro Ambrogio. E é aí todo o mistério ganha força.

Os capítulos são intercalados. Um narra os acontecimentos atuais e o próximo vem narrando o que se passou na Siena de 1340, de acordo com o que Julie vai lendo no diário do Maestro Ambrogio. Não se preocupem, não tem como ficar perdido. Isso só enriquece a leitura.

O livro tem um desenrolar maravilhoso, a história te prende e você fica: Quem será o Romeu da atual Julieta? Eles terão um fim menos trágico? Mais trágico? Ficarão juntos? Morrerão juntos? A maldição que persegue as duas famílias terá um fim? Quem é o homem misterioso que persegue Julie em Siena? Das pessoas que ela conhece quais são realmente confiáveis?

Em vários momentos da leitura você vai pensar ter descoberto a resposta para várias destas perguntas, mas não seja tão confiante, o que não faltam são reviravoltas. Quando parece que tudo está entrando nos eixos puff aparece alguém ou acontece alguma coisa, e eu ficava com minha cabeça a mil e devorava mais e mais páginas, louca pra saber quais eram os fatos verídicos.

Aviso importante: nem pense em torcer o nariz para Julieta pensando que se trata de uma imitação barata da obra original imortalizada por Shakespeare. Julieta é um romance histórico cheio de suspense! Pra mim foi a mistura perfeita. A autora, Anne Fortier fez a sua história, com algumas referências a obra original, sim. Mas não é uma cópia!

O livro é apaixonante. Alguns termos em italiano não foram traduzidos (mas da pra entender perfeitamente), isso deu um charme todo especial a narrativa. E vale ressaltar a vontade louca que fiquei de conhecer Siena! Esse ar de cidade antiga, hm... Eu quero!

Mas nem tudo são flores... Achei que faltou um pouco de “sangue fervendo” dentro da Giulietta atual. A sua antepassada, a Giulietta Tolomei de 1340 tinha muito mais audácia, era muito mais petulante. Faltou um salzinho na nossa Julie recente.

O livro tem emoção do início ao fim, mas o crédito disso não vai para Julie/Giulietta e sim para os outros personagens, como Alessando (suspiros), Umberto (o mordomo), entre outros... E por último, mas não menos importante, Janice, a irmã gêmea de Julie. A impressão que ela passa no início do livro, de irmã chata, muda totalmente. E ela passa longe do papel de vilã odiada. Ela é sarcástica, muito sarcástica e às vezes sem coração. Mas ela me arrancou várias risadas durante a leitura.

— Diga-me, Janice, como é que eles enfiam isso tudo aí dentro? Pelo umbigo?
— Diga-me, Julie - imitou minha irmã -, como é não ter nada enfiado aí? Nunca!


Esses pontos negativos, que foram muito, muito poucos. Não afetaram em basicamente nada a leitura. Por isso me recuso a retirar sequer meia estrela desse livro. Recomendo Julieta de olhos fechados! Incluam esse livro na sua lista de desejados sem medo, e acredito que, assim como aconteceu comigo, da lista de desejos ele passará para a lista de livros preferidos.


Amanda — Lendo&Comentando
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Andreia Santana 05/02/2011

Romeu e Julieta para além das fronteiras de Verona... e do tempo
Romeu e Julieta é uma história que pertence ao panteão dos mitos literários e, portanto, é intocável e irretocável, certo? Nem tanto. Embora não se atreva a reescrever a obra mais famosa de William Shakespeare, a dinamarquesa Anne Fortier, em seu romance de estreia, vem causando tanta sensação quanto Dan Brown na época em que lançou O código Da Vinci. Julieta, publicado no Brasil pela Sextante, a mesma editora das obras de Brown em português, mostra que nestes tempos de pouca novidade e muita reconfiguração, nem a heroína trágica do bardo inglês escapa a uma revisada.

Para o caso dos mais puristas já terem torcido o nariz, aviso: Julieta é bem mais interessante do que uma mera imitação da obra original. Dando mostras de conhecer bem o terreno onde pisa – nesse caso, a bibliografia de Shakespeare -, Anne Fortier cria um thriller de suspense que não visa necessariamente recontar Romeu e Julieta, mas mostrar outros ângulos da malfadada história de amor. É ficção verossímil, inteligente, envolvente, de leitura rápida e fluída, mas que funciona também como um tributo ao bardo.

O livro conta a história das gêmeas Julie e Jeanice, duas jovens que nasceram em Siena, mas após a morte dos pais, foram criadas por uma tia-avó nos Estados Unidos, desde os três anos de idade. Com a morte dessa parenta, Julie, agora com 25 anos, descobre que na verdade se chama Giulietta Tolomei e que em Siena existe um misterioso tesouro deixado por sua mãe. O tesouro teria relação com o trágico fim de um jovem chamado Romeu Marescotti e de sua amada Giulietta Tolomei, de quem Julie herdou o nome. Os dois seriam os supostos personagens reais que inspiraram Shakespeare a escrever sua famosa obra.

Após a hesitação inicial, Julie/Giulietta se muda para a Itália e começa a busca pelo tesouro, mas acaba na mira da máfia e às voltas com os efeitos de uma maldição que pesa sobre seu nome há 600 anos.

A mistura parece impossível de dar certo, mas para quem busca uma boa leitura de entretenimento, funciona muito bem. Com maestria, a autora descreve a Siena do século XXI, uma cidade ainda apegada às tradições medievais e de grande beleza histórica, mas em eterno conflito entre passado e presente. A narrativa intercala as agruras e aventuras da Giulietta contemporânea com os trechos do diário de um pintor do século XIV, verdadeira testemunha ocular do fim trágico de sua antepassada.

Mas se Romeu e Julieta (o romance de Shakespeare, que na verdade foi escrito para o teatro) se passa em Verona, por que este recria o mito em Siena? Tem explicação para a pergunta e até embasamento histórico. Segundo Anne Fortier, no posfácio de seu livro, existe uma tradição sienense que dá conta de relatos pré-Shakespeare sobre um triste caso de amor, traição e morte, ocorrido no século XIV e envolvendo famílias que governavam a Siena medieval. A cidade toscana teria sido uma das mais violentas na Idade Média e para quem ainda se lembra das aulas sobre Feudalismo, a Itália enquanto nação só passa a existir do século XIX para cá. Antes dessa época, o país era dividido em diversos reinos que disputavam poder e território em sangrentos embates e conspirações. Rivalidade de família era praticamente lei.

Apontado pela critica internacional como uma versão feminina do mais que pop O código Da Vinci, Julieta, embora siga a mesma cartilha dos romances com um pé na literatura de suspense-policial e o outro no romance “histórico”, tem méritos próprios. A reconstituição de época é cuidadosa e a personagem principal tem uma história pessoal, dramas familiares não resolvidos e limitações que a tornam bem mais carismática do que o simbologista Robert Langdon. Rende um bom roteiro de sessão-pipoca.

Para fechar com chave de ouro, lógico, existe um Romeu moderno para essa Giulietta que usa jeans e camiseta. Mas se o final faz jus a Shakespeare, só lendo para descobrir...

Resenha publicada na edição de sábado, 05/02/2011, do Caderno 2+, suplemento cultural do jornal A TARDE, em Salvador-BA
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Keila 04/12/2012

Surpreendente...
Recheado de romance, e muito, mas muito suspense e ainda por cima repleto de revira-voltas. Julieta é um daqueles livros que prende o leitor, que impressiona e não decai em um único se quer momento.

Temos toda a coisa de Shakespeare, mas nesse livro vemos o que veio "antes" de Shakespeare, as raízes de Romeu e Julieta. E vemos tudo sob um ângulo romântico, algumas vezes até poético, engraçado e claro, dramático.

As idas e vindas da narrativa entre o presente e meados de 1340 vão nos dando não pistas, mas nos deixando ainda mais curiosos e intrigados com o que é e o que não é verdade, o que aconteceu ou deixou de acontecer, o que vai acontecer ou que está perdido para sempre...

Nesse universo de Romeu e Julieta, não há só a briga entre duas famílias, há uma terceira, e tudo que envolve as três é tão intrincado, e as árvores genealógicas e sobrenomes fazem questão de embaralhar tudo mais ainda, o que nos leva a ficar ainda mais surpresos quando certas identidades e descendências são reveladas.

No fim, a emoção, o desejo por pelo menos um final feliz no meio de todas as brigas, amores e o tempo, fazem com que seguremos o fôlego e o livro, é simplesmente eletrizante, não dá para largar e depois que fechamos a última página não dá para esquecer.

O livro é maravilhoso e vale apena ser lido...amei muito mesmo.
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Reniére 14/11/2012

Uma caça ao tesouro com Giulietta.
Julieta é encanto do início ao fim. Confesso que quando comecei a leitura, não esperava muito do livro, mas na metade do mesmo, já me vi inteiramente apaixonada e querendo devorar cada vez mais páginas para saber mais, descobrir mais sobre a pequena cidade de Siena e a história de Romeu e Julieta.

Apesar de o livro ser apenas uma ficção, a autora consegue mesclar os acontecimentos históricos reais com os que foram pura invenção da própria e fazer uma mistura incrível que vai personalizando o livro.

Bom, o livro começa com Julie Jacobs (como é chamada desde que se lembra) passando por uma fase difícil, pois sua tia e mãe de criação acaba de falecer. Após a morte da tia, Julie descobre que sua irmã gêmea, Janice, herdou tudo o que a falecida tinha, enquanto Julie recebe apenas uma carta dizendo-a para ir até Siena, cidade onde nasceu, para encontrar um tesouro que sua mãe, já falecida desde os três anos de Julie, havia deixado lá. Nessa mesma carta, Julie descobre que esse não é o seu verdadeiro nome e que sua verdadeira identidade é Giulietta Tolomei.

Julie parte para Sienna numa "caça ao tesouro", fazendo descobertas e em busca de respostas que a leve ao passado de sua família e ao tesouro deixado por sua mãe. Nessa caça, Julie descobre ainda, que descende de uma mulher, chamada também Giulietta Tolomei e que a vida da mesma teve todo um enredo similar à Julieta Capuleto de seu autor favorito: Shakespeare.

A leitura do livro é de fácil compreensão, e é fato: você vai se apaixonar pela história. Apesar de ser um livro que envolve o romance, esse não é a base de toda a história, o que a faz bem diferente de outras. Durante a leitura, nos deparamos com suspense, drama e uma curiosidade indescritível de sabermos como tudo aconteceu e por quê.

Obs.:Após terminar o livro, gostaria que tivesse a opção de estrelas infintas pra marcar, de tanto que gostei dele!
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Sandra 07/08/2011

Há algum tempo já estava enamorada pelo título e capa desse lindo livro. Ao folheá-lo e ver que o tema tinha um pé na obra mais famosa de Shakespeare, não tive como resistir por muito tempo.

Imagine se os eventos relatados na peça de Shakespeare, Romeu & Julieta realmente tivessem de fato acontecido, não em Verona, mas sim na bela e misteriosa Siena de 1340?

É o que nós, juntamente com Julie Jacobs, ou melhor, Giulietta Tolomei descobriremos ao longo de uma trama divertida, de leitura agradável, com suspense, reviravoltas, mistérios e claro, um romance à moda antiga, no melhor estilo de um dos casais mais famosos da literatura e eternizados pelo Bardo.

A descoberta de que Julie é Giulietta e pode ser descendente da heroína Julieta é o mote principal da história por trás da história famosa de Shakespeare.

Paralelamente à investigação que Giulietta fará para descobrir os mistérios e uma herança familiar preciosíssima, acompanhamos também o Diário de Maestro Ambrosio, que descreve o que de fato sucedeu na Siena de 1340 e quais as verdades por traz do mito de Romeu & Julieta.

É bom lembrar que a descrição do cenário em que se desenrola a história é um convite a deixar qualquer um louco para conhecer o solo italiano.

Acrescente-se a isso todo o charme do ambiente, seus costumes e tradições, mescle tudo à história de Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti e temos em mãos um livro inesquecível.

Delicioso, encantador e romântico, Julieta é uma bela homenagem ao Bardo, ao amor e ao casal mais belo da literatura, símbolo da luta pelo que parecia ser impossível e tornou-se uma das histórias de amor mais tristes e ao mesmo tempo bonitas que conhecemos.
Cris-SC 07/08/2011minha estante
Achei que tua resenha resume muito bem a história, e com certeza vai inspirar muitos a lerem esse livro tão maravilhoso e inesquecível, que já prende a atenção do leitor desde o início!

A história nos faz imaginar as cenas e passear por Siena mesmo, e concordo plenamente quando tu diz que o livro nos deixa o gostinho de querer viajar para a Itália JÁ!

Romantismo e suspiros garantidos!
E amei compartilhar essa leitura contigo!




Livy 12/05/2011

Surpreendente e envolvente!
{ para ler a resenha completa acesse | nomundodoslivros.blogspot.com }

Eu sempre adorei ler. Quando eu era pequena, mesmo quando não entendia as palavras escritas no papel, eu sentia o poder delas. Depois, com o tempo, eu aprendi que a leitura não era apenas algo necessário, mas algo mágico. E hoje, não apenas tenho essa opinião, como tenho uma convicção: há livros que são para a vida toda. Entre tantas leituras e releituras, há livros que são mais que uma boa estória, passando a ser inesquecíveis. Eu diria que esses livros são os chamados especiais. Sabe, aquela leitura maravilhosa que você não tem vontade de que chegue ao fim (não por ser ruim ou mediano, mas por que é tão bom que seu término causa tristeza), ou aquele livro que te toca de uma maneira totalmente diferente? Este é o caso de Julieta, um livro totalmente especial.

Anne Fortier reconta a famosa estória de Romeu e Julieta de uma forma encantadora e envolvente. Não comparo aqui, nesta resenha, a famosa obra do Bardo e a obra de Anne Fortier. Afinal, ambos são bem diferentes, e separados por mais de 600 anos de cultura, mas têm como pano de fundo o mesmo sentido: o amor impossível. Eu diria que Shakespeare imortalizou a trágica estória de um jovem casal apaixonado, e Anne reconstruiu este romance de forma primorosa e inovadora, a trazendo para os tempos atuais e nos apresentando algo terrível: todo o infortúnio entre as famílias Marescotti, Salembeni e Tolomei, são frutos de uma maldição. Também, segundo a autora, a estória do casal não se passaria em Verona, e sim em Siena, na Itália de 1340.

Falando da estória do livro, eu diria que poderia fazer uma resenha ENORME e mesmo assim não teria palavras para descrever o que senti, ou fazer um resumo sem soltar spoilers (sabem que odeio soltar detalhes... é, fiquem curiosos). Por isso, não irei me prender aos detalhes do livro (que são muitos e claro, não teria graça eu contá-los), e sim, irei dar minha opinião geral do livro, ok?

Julie Jacobs (Giulietta Tolomei) é uma jovem reservada que foi criada junto com sua irmã gêmea, Janice, por sua tia-avó, Rose, depois que seus pais morreram em um trágico acidente de carro. Julie e Janice nunca se deram muito bem, e o desprezo e mágoa de Julie é evidente no decorrer do livro, já que desde pequenas vivem em conflito. Depois que Rose morre, Julie fica estremamente triste ao sabe que ela não lhe deixou nada além de uma carta, que lhe é entregue por Umberto (mordomo e condifente da família). Enquanto isso sua irmã turrona herda a propriedade de sua tia-avó. Injusto não? Talvez nem tanto, afinal em sua carta, Rose dá a Julie algo mais do que dinheiro: a oportunidade de voltar à Itália (não que ela possa voltar, mas este é um detalhe que deixarei em suspense). Na carta, Rose conta que a mãe de Julie descobriu um antigo tesouro da família e pede a ela que viaje para lá, a fim de tentar achá-lo. Mesmo não acreditando na veracidade ou coerência de tudo isto, ela se decide por ir. E quando Julie chega a Siena sua vida vira de pernas para o ar. Pois ela não apenas descobre que não há tesouro algum além de antigos papéis e um diário velho, como também descobre que ela é nada mais, nada menos, do que Giulietta.

Este diário "velho", de Maestro Ambrogio, famoso pintor da época, é a peça central de toda a trama, e sua leitura, atrevés de Julie, é que nos garante a narrativa da estória de Romeo Marescotti e Giulietta Tolomei.
Estes trechos (que se mesclam com os acontecimentos atuais) são extremamente instigantes e arrebatadores. O que nos é revelado é algo semelhante à obra de Shakespeare, mas totalmente diferente, muito mais real e palpável. E como não poderia deixar de ser, muito triste. Mas o que me deixou encantada foi o amarrado entre o passado e presente, feito de forma tão perfeita. A ambientação é muito boa (tanto que dá vontade de visitar Siena, quem sabe?), e eu fiquei fascinada com os costumes e curiosidades que não conhecia ( os lugares e tradições, e até mesmo palavras e expressões italianas).

Os personagens são muito bem desenvolvidos e a trama é muito bem contada, com uma narrativa cuidadosa. Eu me identifiquei muito com Julie e dei boas risadas com Janice. Aliás, esta última, foi uma grande surpresa para mim, pois eu achava que passaria o livro todinho a odiando, mas no fim ela se torna uma persoangem extremamente importante para o desfecho da estória e nos garante boas cenas divertidas. Alessandro além de se mostrar um ótimo desafio (e que desafio), é um personagem cativante e misterioso.

Em diversos momentos se tem a impressão de que uma conspiração está por trás de todos os acontecimentos estranhos, mas eu diria que é apenas o destino (ou a Fortuna) pregando sua peça e unindo para sempre Romeo e Giulietta, tornando possível este amor imortal, e desacreditando uma maldição antiga. Além disso, é uma jornada pelo descobrimento da própria verdade, pelo amor a si e ao próximo. É uma jornada pela busca da felicidade. A base do livro não é o suspense, nem mesmo a ação, mas ele está recheado de boas cenas de tensão e aventura. O maior enfoque, claro, fica para o romance, mas acho que esta é uma obra que agradará a gregos e troianos.

Para finalizar digo: não pude deixar de me emocionar lendo-o, pois ele me tocou de tal maneira, que minha impressão ao terminar de lê-lo, é de que eu possuia em minha mãos, não apenas mais um livro, mas um bom e inesquecível livro. E como já disse anteriormente, não há palavras que possam descrever o que senti (e o que aprendi) com esta leitura, mas tenha certeza de uma coisa: Recomendo!
Rayanne 22/11/2013minha estante
Olá, passando pra te convida a curti minha pagina no face. é recém criada, ajude-nos a crescer. Beijos,

https://www.facebook.com/minhabibliotecapessoal




Leo 14/01/2013

Não esperava que fosse tão perfeito!!!
Quando eu comprei Julieta e li a sinopse, eu pensei "Deve ser um daqueles tipicos livros de suspense que a gente já sabe quem fez tal coisa logo na metade do livro". E eu acho que eu devo minhas sinceras desculpas á Anne Fortier, porque esse livro foi além de todas as minhas expectativas.

Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni.

Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias. E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo.

Eu adorei tudo o que tem no livro: a criatividade da autora, as histórias intrigantes, os personagens criativos e bem detalhados. Eu fiquei relutante em comprar esse livro, admito, mas eu comprei. É um livro excelente, recomendo.


Blog MVL - Nina 18/03/2011

Minha Vida por um Livro | minhavidaporumlivro.blogspot.com
Mistérios, códigos secretos, conteúdo histórico relacionado ao atual, estórias paralelas e romance na medida certa. O mais engraçado é que quando me deparei com o lançamento Juliet da autora Anne Fortier, a sinopse captou a minha atenção, porém, com a quantidade de livros que tenho para ler e obrigações de rotina a cumprir, acabei deixando a leitura para depois. E fico feliz com isso. A tradução da editora Sextante está de parabéns. Não houve erros grosseiros de gramática ou de digitação. O bom aproveitamento de um livro está intrinsecamente ligado à tradução/versão do tradutor.


O enredo do livro Julieta trouxe à superfície lembranças do livro que li quando era ainda menina e que depois encenei na adolescência. Para ser completamente honesta, Romeu e Julieta nunca fui uma das minhas peças preferidas de Shakespeare, muito menos uma história de amor com a qual eu me identificasse. Por mais genial que o “Bardo” tenha sido em seus contos eu sempre me reservei o direito de gostar ou não de suas obras, independente do fato dele ser um autor clássico. Romeu e Julieta, em minha opinião, é um romance frágil e um tanto superficial, assim como seus dois protagonistas. Sei que não sou popular por esta opinião, mas tenho que me manter verdadeira á minhas idéias.


O que me estimulou a ler Julieta foi o conteúdo histórico que a sinopse anunciava o fato de ter sua estória centrada numa espécie de caça ao tesouro. Aprecio muito a temática da descoberta, seja pessoal ou a de lugares e culturas diferentes.


Quando gosto muito de um livro costumo dizer que foi “experiência” lê-lo. E é exatamente assim que me sinto em relação a Julieta. De personagens complicados e profundos à descrição equilibrada de lugares e acontecimentos, este livro foi uma experiência e uma descoberta. E vou cometer o sacrilégio de afirmar que prefiro, respectivamente, os Romeu e Julieta de Anne Fortier.


Quanto á protagonista Julie Jacobs, posso dizer que me identifiquei ao extremo com sua personalidade. A introspecção que esconde uma mente bem afiada e certa insatisfação em geral, sempre procurando alguma coisa e sentindo uma parte de si vazia por isso.


Em uma de minhas passagens favoritas do livro, Alessandro – um personagem muito charmoso- diz a seguinte frase.

“Porque você acabou de descobrir quem é (...) e tudo começa a fazer sentido. Tudo o que você fez, tudo que optou por não fazer... agora você entende. É o que as pessoas chamam de Destino.”

Eu nunca me senti confortável com o conceito de Destino, porém ao ler esta frase não pude negar que fez muito sentido para mim e assim como diz Alessandro, tudo que fiz e faço,acaba por definir quem eu sou. Por isso jamais faço nada levianamente. E começo a entender que talvez Destino seja apenas um sinônimo para quem eu sou e quem nasci para ser.


Amei Julieta e indico para jovens e adultos, homens e mulheres das mais variadas idades.


5 Livrinhos emocionados!

Marina Moura

Blog: Minha vida por um Livro
http://minha-vida-por-um-livro.blogspot.com/
TFreitas 23/02/2014minha estante
Esse seu final, foi profundo e concordo. Quando Alessandro fala de destino, faz sentido, te dá no que pensar.




Silvana 01/02/2015

A vida de Julie Jacobs, muda completamente quando sua tia-avó Rose vem a falecer aos 82 anos. Desde a morte de seus pais, Julie e sua irmã Janice que nasceram em Siena na Itália, aos três anos foram morar com Rose nos Estados Unidos. Apesar de gêmeas, as irmãs não são nada parecidas, nem fisicamente, nem em personalidade. Julie sempre ficou a sombra de sua irmã, que é mais expansiva e insaciável. Quando Julie chegou para o enterro de Rose, Janice já estava vendendo as coisas da falecida. Por isso, Julie ficou mais do que surpresa quando soube que tia Rose deixou tudo para Janice. Para ela restou apenas um envelope, que foi entregue por Umberto, mordomo de tia Rose, escondido de Janice e do advogado da família.

Dentro do envelope havia um passaporte, uma chave e uma carta. Na carta, sua tia diz que seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei e que sua mãe deixou um tesouro para ela num banco em Siena. E como sua mãe não deixou nada para Janice, ela quis ser justa deixando sua herança para sua irmã. Julie não se conforma com isso, pois, alem de ter certeza de que não tem nada importante no tal banco, ela teve alguns problemas com a polícia italiana e foi proibida de voltar ao país. E quem garante que depois de vinte anos o tesouro ainda estará lá? Mas mesmo com essas dúvidas, ela acaba viajando para Siena. E o destino faz com que ela viaje com Eva Maria Salimbeni, que fica muito surpresa quando descobre o nome de Julie. Ela explica a Julie que suas famílias são inimigas desde sempre, igual os Capuleto e os Montéquio em Romeu e Julieta. Mas Julie sente que apesar da rixa entre as famílias, ela ganhou uma amiga.

Quando finalmente ela coloca a mão no "tesouro" que sua mãe deixou, ele não passa de cartas antigas, um caderno com desenhos e um diário de um famoso pintor italiano de 1340. O que chama sua atenção é que seu nome, Giulietta, está escrito várias vezes no diário. E quando ela lê o que está escrito, ela fica sabendo sobre a maldição que persegue a família dos Tolomei e dos Salimbeni a mais de 600 anos. E parece que ela será a próxima vítima dessa maldição. Decidida a quebrar essa maldição e também a encontrar o verdadeiro tesouro que sua mãe lhe deixou, ela começa a explorar a cidade. Só que nessa busca ela acaba se envolvendo com alguém que pode ser tanto a sua salvação, já que sua vida está correndo perigo, como a sua ruína, o capitão Alessandro Santini, chefe da segurança no Palazzo Salimbeni.

O livro é uma releitura do clássico Romeu e Julieta. Mas aqui a história é um pouco diferente. Acontece em Siena e não em Verona e as famílias inimigas não são as famílias dos enamorados. Mas o desfecho é o mesmo. E nossos protagonistas vivem 600 anos depois dos acontecimentos, mas como são descendentes dos originais Romeu e Giulietta, a maldição ainda os segue. E só eles podem quebrá-la. A história é dividida entre a Siena atual e a Siena de 1.340. Acompanhamos as descobertas de Julie no tempo atual, enquanto conhecemos a história antiga através da leitura do diário. O que gostei no livro é que ele tem de tudo um pouco. Aventuras, ação, suspense, caça ao tesouro e o melhor de todos, uma verdadeira viagem pelas ruas de Siena. Agora o que não gostei foram os personagens.

Os personagens não são o forte do livro, eles não são cativantes. Pelo menos não os da história atual. Julie, a protagonista, é o personagem mais fraco na minha opinião. Já sua irmã Janice, eu não gostei dela no inicio, mas depois que vi que ela era o oposto de Julie e no fim as duas se completavam, gostei mais dela. Alessandro, também mais fez figuração do que outra coisa. Não teve nenhum personagem que se destacou. Isso pode ter acontecido pelo excesso de personagens na história, tanto os atuais como os antigos. Enfim, a leitura vale a pena mais pela exploração de Siena do que pela história em si. Se você gosta de livros estilo Dan Brown acho que você irá gostar. Mas não espere um romance de tirar o folego. Até tem um romance, mas que foi bem do forçado na minha opinião. Infelizmente a minha opinião foi diferente da maioria das resenhas que tinha lido. Mas leia e tire as suas conclusões.


site: http://blogprefacio.blogspot.com.br/2015/01/resenha-julieta-anne-fortier.html
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Tracinhas 11/02/2017

por Amanda Steilein
Julieta é um pouco mais do livro light e mel-com-açúcar-e-melado que eu achava que iria ser. Pela sinopse, você descobre o básico: uma releitura do clássico de Shakespeare, Romeu e Julieta. Nada de muito emocionante podemos tirar dali. Achei, primeiramente, que fosse algo ao estilo Julieta Imortal, uma coisa mais fantasiosa e mais YA. Bom, eu estava enganada – muito enganada.

Ao contrário do que pensei, Julieta não é um YA. Nem de perto. Ele é um livro com uma personagem, GiullietaTolomeia, mais madura, envolvida numa escrita do mesmo nível, sem vícios de linguagem ou frases de efeito clichês.


- Existe luxúria, como sabeis, e existe o amor. São coisas aparentadas, mas, ainda assim, muito diferentes. Comprazer-se com uma exige pouco mais do que uma fala melíflua e uma muda de roupa; para obter o outro, porém, o homem tem que abrir mão de sua costela. Em troca, sua mulher desfará o pecado de Eva e o reconduzirá ao Paraíso. (p. 87)


O livro gira em torno de, é claro, Giullieta e Romeo. No ambiente do livro, a lenda é que Romeu e Julieta existiram de fato e a história aconteceu em Siena, não Verona. Ainda batendo de frente com a tragédia shakesperiana, Anne Fortier descreve com detalhes a sua própria versão de Romeu e Julieta, atirando o leitor no meio de uma Siena em pleno século XIV, fazendo você realmente sentir-se lá. Desde então, houveram várias Julietas e vários Romeus, todas as suas novas encarnações sendo vítimas da maldição que condena o amor dos dois até que todos se arrependam do primeiro ato contra o amor do Romeu e da Julieta originais. É aí que voltamos ao século XXI, com a Julieta da vez vivendo nos EUA.

Julieta é o romance de Shakespeare da maneira que Dan Brown o contaria, mas sem a riqueza de detalhes históricos e factuais, assim como a tecnologia avançada utilizada em seus livros. Anne Fortier, ao invés de se fixar no amor trágico do casal secular que protagoniza mais uma vez uma maldição poderosa, volta-se também para os outros personagens interessantes que foram meio deixados de lado por Shakespeare. À sua maneira, Anne Fortier recria toda uma rede de intrigas familiares e trilhas que acabam levando a artefatos esquecidos, pertencentes aos Tolomei, Salimbeni ou Marescotti, o que gera uma série de conflitos e ressentimentos renascidos.


- Ele entra e sai. Sempre tarde da noite… Vem para cá e fica sentado, olhando para ela. - Balançou a cabeça em direção ao depósito onde se achava o retrato de Giulietta e disse: - Acho que ainda é apaixonado por ela. É por isso que deixo a porta aberta. […] Você existe! Por que ele não existiria? (p. 126)


A leitura de Julieta é viciante. Você nem precisa gostar de Shakespeare mas quem é que NÃO gosta de Shakespeare? para gostar de Julieta. Você simplesmente não consegue parar de ler até descobrir exatamente quem é quem e o que vai acontecer com cada personagem dessa vez. Quem é o mocinho, quem é o vilão… Mesmo para quem já conhece a história e vamos lá novamente: quem é que NÃO conhece Romeu e Julieta?, fica difícil distinguir as personagens em pleno século XXI. De qualquer maneira, lá estamos nós, devorando página após página até o final.

Ajuda muito o fato da autora ter uma escrita fluída, bem detalhada e muito visual. A sensação é de se estar em Siena, passando férias com Romeu e Julieta, participando de todas as intrigas e situações emocionantes na qual todos eles se colocam. Apesar de algumas vezes a leitura ser detalhada em demasia, é superável. Leitura obrigatória para amantes de Romeu e Julieta! Mesmo que eu prefira Hamlet.


- Porque você acabou de descobrir quem é – retrucou Alessandro sem rodeios. – E tudo finalmente começa a fazer sentido. Tudo o que você fez, tudo o que optou por não fazer… agora você entende. É o que as pessoas chamam de destino. (p.208)


O enredo todo é muito rápido e agradável. É um livro longo, mas esse fato passa despercebido pela quantidade de informações e acontecimentos no decorrer da trama muito bem desenvolvida. Não é um livro chato ou maçante, muito pelo contrário. Há ação, aventura e até mesmo gente morrendo. Muita emoção mesmo. Julieta acabou sendo não apenas mais uma releitura de Romeu e Julieta, mas se tornou a melhor que já li em tempos mesmo que eu prefira Hamlet, mas NINGUÉM faz releitura de Hamlet ): e super recomendo para quem está afim de uma leitura mais leve, sem muito comprometimento, mas ainda assim bacana. Muito bom!

site: http://jatracei.com/post/156862305142/resenha-237-julieta
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Dirce 18/05/2012

Desfolhando a margarida.
A leitura desse livro me levou àquela antiga brincadeira de infância (de zilhões de anos): desfolhando a margarida, só que não seria o bem me quer, mal me quer, e sim: gostei, não gostei, gostei, não gostei ...gostei.
Logo no início da leitura, gostei. Havia a promessa de mistério e suspense, depois...Depois, ao contrário da Bia, que, em sua resenha, disse que o livro Julieta de Anne Fortie reforçou sua antiga paixão pelo filme Romeu e Julieta de Franco Zefirelli, eu ,que assisti esse filme, quando jovenzinha , na década de 60 ( ontem mesmo),e que fui envolvida por uma aura indescritível diante da beleza da obra: tema, figurino, cenários , atores, no decorrer da leitura do livro, ao me recordar do filme, para minha surpresa, foi como se eu tivesse acabado de assisti-lo. As cenas, os diálogos estavam vivos em minha mente, embora nunca mais tenha assistido ao filme – apenas li , tempos, muito tempo depois, o livro " Contos de Shakespeare" de Charles & Mary Lamb, traduzido por Mário Quintana, e, dentre muitas obras de Shakespeare constante do livro, Romeu e Julieta figurava entre elas.
Isso tudo me levou a achar que a história criada por Anne Fortie estava profanando a obra original de Shakespeare : Verona passou a ser Siena, Giulieta e Romeo não se conheceram em uma baile de fantasia e, tampouco, eram filhos das famílias Capuleto e Montequio ( ferrenhas inimigas), mal sabia eu, que estava enganada.
Lá pelas tantas, a história toma um novo rumo ( foi uma verdadeira caça ao rato) o que me levou a constatar que Anne Fortie não cometeu profanação alguma. Sua história tinha embasamento. Diane - mãe de Jules e Janice, melhor dizendo, mãe de Giulietta e Gianozza - tinha verdadeira paixão pela genealogia, e sua mãe,antes de morrer, tinha lhe revelado um segredo, o que justifica uma nova versão da obra de Shakespeare.
O que eu não contava é que, em Nota da Autora, Anne Fortie esclarece que o livro é uma obra de ficção baseado em fatos reais. Ela esclarece também que a versão mais antiga de Romeu e Julieta é ambientada em Siena ,e que, Siena na Idade Média, foi dilacerada pelas rivalidades entre famílias. Há outros esclarecimentos interessantes inerentes às suas inpirações para a criação do enredo do romance.
Bem, na última pétala da margarida, ou melhor, na última página do livro, cheguei a conclusão que eu gostei do livro, mas o considero, apenas um bom livro, pois, para mim, foi um livro que se findou no término da leitura.

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Sueli 22/07/2014

Julieta
Antes de mais alguma coisa, preciso deixar bem claro que a resenha definitiva, pelo menos em meu entender, já foi escrita e encontra-se no blog Paixão Por Livros.
Obrigada, Vick, por me incentivar e apressar a leitura de romance delicioso!
Contudo, como não poderia deixar de ser, não acho que tenha lido um livro esplêndido... Mas, quase isso...
Eu li sobre uma caça ao tesouro empreendida por Julie Jacob, a herdeira preterida por sua tia Rose, e que sai em busca de sua pretensa fortuna, que ela imagina encontrar com muita facilidade em Siena.
Porém, muito antes disso sua vida vira um caos, onde grandes ameaças e perigos atrozes rodam cada passo do seu caminho. Mas, como o que é do homem o bicho não come nossa Julie irá a tudo enfrentar com ajuda de pessoas inesperadas, que farão com que ela compreenda que os grandes tesouros nem sempre são de natureza material.
Bem mais que uma novela romântica, eu li uma história de suspense, drama e ação, onde os capítulos se alternam entre o presente e o passado de forma competente, mas que em alguns momentos me deixaram frustrada com o anticlímax causado por este recurso literário.
Anne Fortier foi de extrema competência ao amarrar de forma inventiva as pesquisas realizadas por sua mãe. Embora, eu tenha sentido muito a falta de cenas mais românticas durante a leitura.
E, como costumo dizer, penso que um bom autor deve se mostrar tão competente nas cenas de profundo teor dramático, quanto nas cenas sensuais, não que para isso seja necessário enveredar para o erotismo, muito pelo contrário!
Mas, convenhamos que em um livro baseado em uma história tão emblemática quanto a de Romeu e Julieta, seria de esperar que ao menos a noite núpcias fosse compartilhada com os seus leitores, não é mesmo?
Antes de terminar, gostaria de elogiar a revisão do meu exemplar. Posso dizer que nas quatrocentas e quarenta e quatro páginas, eu não encontrei, ou não percebi, nenhum erro grosseiro, ou grandes problemas de tradução.
Parabéns, Editora Arqueiro! E, mesmo que tenham mudado a capa nas novas edições, eu continuo achando a “minha capa” muito linda! Rsrsrsrs
Lizzy 01/08/2014minha estante
Querida Sueli, eu me apeguei à abordagem original desse livro e felizmente consegui apreciá-lo, entrou para os meus favoritos. Foi até diferente essa minha avaliação, pois normalmente minha mente se recusa a gostar de livros em que o casal não tem a sua sexualidade explorada pela autora - é isso, vou logo confessando, sou uma amante incondicional da sensualidade e do erotismo, e não tenho nenhuma vergonha de dizer que amo cenas eróticas nos livros, sejam suaves o hardcore. No entanto, com esse livro foi diferente, esse aspecto não pesou na minha avaliação, o que me surpreendeu.
Adorei a resenha da Vick, e obrigada mais uma vez pela dica. Bjs


Sueli 05/08/2014minha estante
Isso mesmo, Lizzy, Julieta é um livro maravilhoso. E, eu fico feliz por você ter gostado, mesmo que sem as cenas de amor que eu apreciaria mais caso elas fossem um pouquinho só mais sensuais...
Beijão, querida!




Baah 27/04/2014

Julie e Alessandro ou Giulietta e Romeo?
Logo no início da leitura, percebemos que esse livro não é uma tentativa de plágio da obra mais famosa de Shakespeare, e sim um suspense de ficção com um toque irresistível de mistério e romance.
O livro é de longe empolgante e misterioso, além do fato de estrar incluído um romance super contagiante.
Nossa protagonista é Julie Jacobs, uma mulher independente e reservada de 25 anos que sempre tentou desaparecer e ficar um tempo longe de sua irmã gêmea Janice, que é glamorosa e excêntrica. Desde os três anos, as duas ficaram sob os cuidados da tia-avó Rose e do mordomo Umberto, depois que um trágico acidente com seus pais aconteceu na cidade natal das meninas, do outro lado do mundo em Siena.
Tia Rose é americana e uma mulher rica e disciplinada mas que tinha seus momentos amorosos com as duas meninas, e as tratavam com total igualdade, pelo menos era o que a Julie achava, até que a tia morreu e simplesmente a excluiu do testamento, e a única coisa que restou para Julie foi a entrega de uma mísera carta escrita por Rose.
Umberto, o mordomo e talvez o melhor e único amigo de Julie, foi quem entregou a carta. Que contava que a mãe das meninas, antes de morrer, tinha deixado um tesouro guardado em um cofre em Siena. As instruções eram claras e pedia a Julie ir direto a Itália com uma chave que abria o tal tesouro. E a carta ainda incluía a informação que deveria ter sido compartilhada, há exatos 25 anos atrás, que seu nome verdadeiro era Giulietta Tolomei e seu passado é todo entrelaçado com a história real de Julieta.
Agora que Julie é na verdade Giulietta Tolomei, ela não terá problemas em entrar na Itália. Lembram-se da parte em que eu descrevi a personagem como “reservada”, na verdade não é totalmente verdade em todas situações, mas só lendo o livro pra saber ao que eu me refiro.

“Esfreguei o rosto, basicamente para evitar seu olhar acusador.
- Mesmo que ela tivesse razão, você sabe que eu não posso voltar à Itália, Eles me prenderiam num piscar de olhos. Você sabe o que eles me disseram.”
Pag. 20

Sem nada a impedindo, Giulietta...Julieta... Vou chamar ela de Julie okey?!
Bom, ela decide ir à Siena, descobrir sobre o tal tesouro que sua mãe achava que era tão valioso assim. E durante sua estadia na cidade, Julie descobre que a família rival dos Tolomei, os Salimbeni são mais do que isso, porquê tudo a sua volta, inclusive o destino, o amor e o ódio apontam para eles como amigos confiáveis e não como inimigos.
Não conhecemos o Romeo mas não senti falta dele em nenhum momento, porque existia o Alessandro. Um homem lindo, grosso e ignorante que fazia das páginas super magnéticas e românticas. Alessandro é sobrinho de Eva Maria que é uma mulher excêntrica que conheceu Julie no avião. E quando seu sobrinho foi buscar a tia no aeroporto, o encontro foi mais rude do que poderia esperar com a amiga nova que ela arrumou.
Parece que as pessoas de Siena vivem no passado, porquê quando Julie apareceu desencadeou uma trama na cidade. As pessoas começaram a andar atrás do tesouro que ela está tentando achar e entender a importância para sua falecida mãe. E é graças a essas situações que o suposto herói da história aparece, não, não é o Romeo. Estou falando do Alessandro.
Num primeiro momento não entendemos nada sobre essa ignorância de Alessandro com Julie, mas depois de algumas situações de quase morte da protagonista ele nos conta o porquê. Tsc tsc, sem spoilers.

“– Pense bem. Se Julieta tivesse conhecido Páris primeiro, teria ficado apaixonada por ele. E os dois viveriam felizes para sempre. Ela estava pronta para se apaixonar.
– Claro que não! – objetei. –Romeu era uma gracinha...
–Gracinha? – Alessandro revirou os olhos. – Que espécie de homem é uma gracinha?
– ... e um excelente dançarino...
– Romeu tinha pés de chumbo! Foi ele mesmo quem disse!
–...porém o mais importante é que tinha lindas mãos! – concluí.
Nessa hora, finalmente, Alessandro pareceu derrotado:
– Entendo. Tinha lindas mãos. Nessa você me pegou. Quer dizer que é disso que os que são feitos os grandes amantes?
– De acordo com Shakespeare, sim. – Dei uma olhada para as mãos dele, mas Alessandro me frustrou, enfiando-as nos bolsos.
– E você quer mesmo – perguntou voltando a andar – levar sua vida de acordo com Shakespeare?”
Pág. 210 - Alessandro e Julie.

A parte mais intensa do livro é quando a autora entrelaça a narração da Siena de 1340 e a do presente de acordo com essas cartas lidas por Julie. Uma co-relação entre as duas histórias que faz você ficar cada vez mais curioso.
O mais interessante, é que todos os personagens se desenvolvem, a autora conseguiu me fazer acompanhar cada mudança. E é realmente diferente do que você imagina no começo, até a irmã gêmea da Julie nos faz mudar de concepção do que era no começo.
Claro que existem coisas no livro que é meio óbvio, mas a autora simplesmente fez dessas informações como ponto positivo do início ao fim.
Recomendo sem hesitar para as pessoas que amam romance sem um clichê entediante. E garanto a você, esse livro é o oposto de entediante.

site: http://imperfeicaoliteraria.blogspot.com.br/
Beathriz 21/09/2016minha estante
Uia, fiquei curiosa pra ler!

Muito boa a resenha Bah =D


Baah 23/09/2016minha estante
Awnt




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