Vício Inerente

Vício Inerente Thomas Pynchon




Resenhas - Vício Inerente


11 encontrados | exibindo 1 a 11


Alan 11/09/2020

Um livro instigante.
Este livro é um grande quebra-cabeça. Mas o autor não entrega todas as peças ao final. As fronteiras de realidade, sonho, "viagem" não estão nem um pouco definidas. Ninguem no livro é confiável. Nem o narrador, nem o personagem principal, nem os outros. Um livro instigante q da vontade de reler assim q termina de ler.
Fernanda.Alves 11/09/2020minha estante
Uau. Gostei.


Alan 11/09/2020minha estante
Caso leia, me conte o q achou!


Fernanda.Alves 11/09/2020minha estante
Claro, vou colocar na minha lista.


Ferreira.Souza 25/01/2021minha estante
sem dúvida um de meus autores favoritos irreverente, atual , confuso na sua genialidade




Gustavo.Campello 10/03/2015

Complexa Viagem Paranoica e um Spoilerzinho de Leve
Li o livro em uns 4 ou 5 dias, o negócio e ler rápido pra não se perder nos caminhos intrínsecos da investigação de Doc Sportello... to aqui na dúvida ainda entre colocar 4 ou 5 estrelas no livro, porque apesar de confuso e ter partes que parecia que era eu que estava viajando no ácido o livro não deixa de ter partes confusas mesmo que me deixaram com aquela cara "Mas que porra é essa, bicho?"

No capítulo 4 ele é entregue pro FBI pela Penny, daí no capítulo 8 quando ele vê Coy no discurso de Nixon ele está com a Penny de novo, mas lá pro capítulo 15 ele vai encontrar a Penny e fica preocupado pois não encontrou ela desde que ele entregou ele pro FBI.... mas então que porra ele estava fazendo com ela no capítulo 8? Erro de cronologia? Viajem astral? Alguém sabe se o Pynchon explicou isso? Enfim.... essa é a vibe do livro.

Achei o Wolfmann um puta personagem mal aproveitado no fim das contas e tal... mas o livro conseguiu me envolver como não acontecia fazia tempo. Não recomendo pra ninguém que não conheça muito bem, mas eu curti bastante a viagem que foi, me diverti bastante

site: http://meleveparalonge.blogspot.com
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Lucas.Gomes 13/08/2020

A paranoia angelina setentista
Em Vício Inerente, Thomas Pynchon retrata a Los Angeles dos anos 70 de forma magistral. A obra é conduzida através de um narrador em terceira pessoa que a todo momento ilumina o detetive particular Larry "Doc" Sportello. O personagem é ótimo, divertido, e, bom, paranoico. Em determinados momentos Pynchon consegue construir o ambiente de confusão pela própria dificuldade do personagem, graças às drogas, de distinguir a realidade do que ele imagina, ou daquilo que é espiritual, chegando a determinados momentos em que o mesmo perde o controle até sobre o que diz ou deixa de dizer.

O autor é amplamente enciclopédico e gosta de mostrar sua variação de conhecimentos, no caso, surf music, cabelos afro, e, muita cultura pop da época. Todavia, as informações não acabam funcionando como uma masturbação intelectual, mas sim, como uma imersão no contexto em que a história se passa.

A escrita do autor é marcada por cortes quase que repentinos de cena e construções rápidas, assemelhando-se a um pensamento, o que também acompanha o método do próprio Sportello de investigar, que, diferentemente dos famosos detetives da literatura, apenas segue o que lhe aparece, não tem organização alguma, o que pode confundir o leitor. (Apenas entre na paranoia e isso não será problema).

A obra é carregada de personagens que se distribuem em características de contracultura, ou contra-contracultura, e, às vezes, os personagens transitam esses dois "lados". A atmosfera paranóica que envolve o livro é criada com muita sutileza, capítulo após capítulo, conforme a mística entorno do canino dourado vai criando forças, ao mesmo tempo que a forte presença hippie é a própria paranoia para os mais conservadores (contra-contracultura), devido ao recente incidente Mason. Aqui temos um ponto essencial, acredito que por mais que algumas oportunidades possam ter sido "perdidas" por Pynchon, como no personagem de Mickey Wolffmann, ou até mesmo nas possibilidades da "cidade perdida", ou do canino dourado. Penso que o ponto da história não era esse, era, essencialmente, a paranoia angelina setentista; os hippies paranoicos, sejam por consequência das drogas ou dos movimentos conservadores ou organizações secretas de dentistas, e, os conservadores, pelo recente episódio da Família Manson, o que incendeia uma dúvida ferrenha sob o aspecto passivo e pacífico dos hippies, como todos sendo assassinos em potencial, além da questão Macarthista, que, num pano de fundo, também se espalha.

Vício Inerente foi meu primeiro contato com a obra de Pynchon e anseio pela próxima leitura. Recomendo.
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Alexandre Kovacs / Mundo de K 07/09/2011

Thomas Pynchon - Vício Inerente
Editora Companhia das Letras - 464 páginas - Tradução de Caetano W. Galindo - lançamento 22/11/2010.

Vencedor do National Book Awards de 1974 com o romance O Arco-Íris da Gravidade, o norte-americano Thomas Pynchon já tem o seu nome consolidado entre os maiores escritores contemporâneos em língua inglesa. Harold Bloom chegou a compará-lo com autores do nível de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy. A fama de recluso e inacessível, já que nunca concede entrevistas, foi mantida por Thomas Pynchon durante muitos anos e essa técnica de marketing, intencional ou não, também ajuda bastante na divulgação de seus principais romances: O Leilão do Lote 49, Mason e Dixon e Vineland, todos já publicados no Brasil pela Companhia das Letras.

Neste seu último romance, Vício Inerente, Pynchon criou um personagem desconcertante, inspirado nos livros de literatura policial de Dashiel Hammet e Raymond Chandler, o detetive particular Doc Sportello que sobrevive na cidade de Los Angeles no início dos anos 1970 no final da era da contra-revolução hippie, uma época marcada pelos crimes de Charlie Manson e a perda da ingenuidade da cultura Flower Power. Doc Sportello é um usuário compulsivo de alguns tipos de droga, como a maconha, que ele consome em grandes quantidades, hábito que faz com que o seu raciocíno seja totalmente influenciado por viagens psicodélicas ou surtos de paranoia. Mesmo assim ele consegue progredir em um ritmo alucinante em suas confusas investigações sobre o desaparecimento de um empresário do ramo imobiliário, parte de uma pretensa conspiração maior que envolve traficantes, policiais corruptos, FBI e uma estranha organização chamada de Caninos Dourados.


Cesinha 10/03/2017

Um Pynchon bem suave
Pode parecer zueira, mas esse livro é o mais de boa de se ler do tio Thomas. De boa mesmo, suavão.

Trata-se de um livro que para mim poderia facilmente ser confundido com um daqueles livros beat bem loucos, bicho!

Mas na moral, não ligue para a história em si, jhow! Pode parecer só uma história de hippies loucos de dorga e tetinhas indecentes, mas é um lance cheio de uma sacadas numa camada interna da história, manja? O cara pode parecer escroto, mas é escroto igual todo mundo, ouviu, santinhos?

A manha desse little calhamaço é que expôe os personagens nas suas contradições mais toscas, e isso que torna isso tudo daora.

Leiam esse de mente aberta, se deixem pegar pela história, porque ó, vou te contar, ler os outros big calhamaços dele é trampo pra muito mais do que uma carreirinha de branquinha consegue te deixar brisado, pensa num tiozinho doido esse Pynchon, bicho!
Emanuel.Silva 26/06/2020minha estante
Quero ler algo do Pynchon ainda esse ano e talvez comece por esse! To entre ele e o Ultimo Grito.




José Vitorino 25/03/2020

Minha primeira experiência com Thomas Pynchon, posso dizer que esperava mais, não no sentido de substância literária, em termos de qualidade o texto de Pynchon atende bem as expectativas, tem um personagem minimamente complexo, com uma narração que intercala algumas vozes e ironias pontuais, e um plot não confuso, mas minucioso - o esperar mais diz respeito às confusões que se costuma atrelar ao texto do autor.

No fim das contas, lidei bem com ele. E é muito bom.
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peter 05/04/2015

Pynchon
Falo um pouco sobre o livro e o filme no último vídeo do meu canal:
https://www.youtube.com/watch?v=OZZYoTrf940
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Patricia.Colmenero 01/06/2016

Li até a metade e não consegui continuar. O livro me decepcionou. Achei que ia encontrar escrita e estrutura revolucionárias, pós-modernas, inventivas e não foi nada disso. Narrativa comum e personagens misóginos. As únicas mulheres do livro estão sempre com roupas mínimas e só querem transar.
Rodrigo 12/06/2020minha estante
Caramba,sempre tem que ter um chatonildo pra criticar obras primas com um argumento mais raso que um pires e que todo mundo já tá de saco cheio,os tempos eram outros informação escassa e os pensamentos infelizmente eram assim na maioria,o livro é foda Pynchon e um gênio,tem seus erros como todo mundo mas julgar por causa duma frescura dessa ah vááá




vortexcultural 09/08/2016

Por Thiago Augusto Corrêa
Representante do informal Clube de Autores Reclusos, Thomas Pynchon evita aparições públicas e o assédio de repórteres. Em 1997, quando foi filmado pela CNN, barganhou as imagens por uma entrevista exclusiva para o canal. Os retratos conhecidos do autor são de sua adolescência, representando um rosto jovial, tipicamente americano, com destacados dentes frontais.

Vencedor do Prêmio Faulkner por V, do National Book Awards por Arco-Íris da Gravidade e outros prêmios de prestígios, suas obras são comumente extensas, apresentando excesso de personagens e situações em uma narrativa erudita que faz referência a diversos campos científicos. Estruturalmente, não se prende a usos normativos das palavras e recria vocábulos quando necessário. Não a toa, o crítico Harold Bloom considera sua prosa canônica entre os escritos contemporâneos americanos.

Publicado originalmente em 2009 e lançado no país no ano seguinte pela Companhia das Letras, Vício Inerente retorna à atmosfera paranoica dos 70 e estabelece uma homenagem aos mestres da literatura policial americana, Raymond Chandler e Dashiell Hammett, em um romance que se estrutura na narrativa policial mas se insere na atmosfera pós-hippie.

O principal enfoque da obra é a maneira como o estilo do escritor conduz a trama e compõe a personagem central, o detetive Larry “Doc” Sportello, que reaparece neste romance após protagonizar Vineland e O Leilão do Lote 49. Produto do flower power da década dos anos 60, Doc é um hippie que vive de maneira modesta na cidade e representa uma cultura em decadência. Consumindo drogas freneticamente, sua personificação foge do estereótipo do detetive, sem nenhum simbolismo representativo de investigadores tradicionais.

Pynchon faz de Doc uma paródia do policial. Se detetives usam a experiência e um certo instinto para prosseguir na investigação de casos, seu método investigativo permanece a maior parte do tempo alheio devido ao uso constante das drogas. Uma paranoia intensa compartilhada pelo público que acompanha a história a partir do ponto de vista da personagem, e que também permanece em dúvida sobre o que é real ou não dentre os absurdos em cena. Diluindo a realidade entre usos maciços de drogas e alucinógenos, a trama produz os mistérios naturais de uma história policial, e conduz o leitor a compartilhar as experiências de Doc por meio do trânsito que alterna o real e a divagação.

Leia a crítica completa no Vortex Cultural.

site: http://www.vortexcultural.com.br/literatura/critica-vicio-inerente-thomas-pynchon/
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