O Palácio da Meia-noite

O Palácio da Meia-noite Zafón




Resenhas - O Palácio da Meia-Noite


78 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6


Pedro 30/06/2013

Livro que marca a vida de uma pessoa! O Palácio da Meia Noite
Já li todos os livros do Zafón, todos os livros dele existe um personagem com que eu me identifico.
Os livros dele me deixam um pouco tristes. Porque sempre que os leio, vejo que joguei minha juventude fora. Nunca tive uma experiência extraordinária com que eu sempre me lembrarei. Minhas aventuras sempre foram na frente da televisão ou no universo dos livros.
Em especial, esse livro me marcou bastante. O Ben, um dos personagens principais, integrante da Showbar Society, e filho do Engenheiro Lahawaj Chandra Chatterghee me marcou bastante. Não por ele ser inteligente ou por que ele age sempre por impulso, mas sim por que apesar dele ser um menino que cresceu sem uma família tradicional (pai e mãe), ele é uma pessoa extremamente bondosa, que apesar dos seus amigos não serem seus irmãos ele os trata como se fosse.
Essa foi minha primeira resenha que fiz aqui no Skoob, não é boa, mas é o que eu senti quando terminei de ler o livro. Chorei pela dor do Ben, chorei pela vida dos personagens serem tão precárias, mas mesmo assim conseguem fazer amizades verdadeiras, e que hoje no mundo rela amizades verdadeiras não existem mais!



Renata CCS 06/11/2013

Sobre coragem e amizade

Em O PALÁCIO DA MEIA-NOITE, ao contrário dos outros livros de Zafón, não é em Barcelona que se passa a história, mas sim na mística Calcutá, no coração da Índia, em 1916 e 1932. O narrador é Ian, já com mais de 60 anos, que relembra o que ocorreu quando, aos dezesseis anos, ele e um grupo de mais seis amigos deveriam deixar o orfanato onde cresceram e desfazer o Chowbar Society, clube secreto e fechado, formado pelos sete amigos que se reuniam semanalmente no palácio da meia-noite, uma construção abandonada em ruínas assim por eles batizada. Mas antes que esta sociedade se desfaça, eles embarcam em uma arriscada investigação na tentativa de desvendar uma trágica história.

Um dos garotos, Ben, foi entregue ainda recém-nascido pela avó, Aryami Bosé, àquela instituição, com o objetivo de salvá-lo do assassino de seus pais. Sua irmã gêmea, Sheere, permanece com a avó, que optou por separá-los imaginando que assim teriam mais chances de sobreviver. Enquanto Ben cresceu no orfanato entre amigos, Sheere levou uma vida errante com sua avó, e por este motivo, cresceu solitária.

Dezesseis anos depois, o homem que eliminou seus pais está de volta. Os irmãos, com a ajuda dos seis amigos de Ben, começam uma busca para tentar entender o passado dos gêmeos e o que aconteceu para que essa ameaça mortal pairasse sobre a família.

Diferentemente do livro anterior, O Palácio da Meia-Noite não me conquistou totalmente. A ação e a aventura só foram tomar força lá pela metade do livro, e o mistério e o sobrenatural não se revelaram como pontos fortes na obra. A identidade do perseguidor, para mim, ficou um tanto evidente logo no início da leitura. O jogo de palavras para camuflar sua real identidade mostrou-se bastante óbvio, tirando um pouco do suspense na narrativa.

O ponto forte do livro são os adoráveis personagens. Os adolescentes, com seus ideais de amizade e lealdade acentuados pela magia da juventude, são encantadores. É comovente a força e a lealdade das amizades puras, mesclada com aquela convicção de que tudo é possível, mesmo em situações sombrias. A visão quase inocente dessa juventude contrasta com o inevitável lado fantasmagórico de um inimigo sobrenatural, e vai de encontro ao medo e a coragem de cada um, colocando à prova esta amizade e a união do grupo. A inesperada força das convicções desses jovens, e o afeto genuíno que sentem uns pelos outros, tornam a leitura válida.


Gabriel 14/07/2013

Família, maldições e Zafón
Aproveitarei-me desses instantes que se seguem ao terminar de ler um bom livro, esses cheios de melancolia e vazio, para poder conseguir o sentimentalismo e/ou as ideias necessárias para falar sobre O Palácio da Meia-Noite.

Depois de ter lido A Sombra do Vento, me encantei pela forma singular de escrita do Zafón. Segui a leitura indo atrás de O Jogo do Anjo e, com ele, afirmei ainda mais a minha certeza de ter encontrado um autor que sinceramente amasse. Li e comprei todos os seus livros que foram publicados no Brasil e, desde O Jogo do Anjo, que eu li em setembro de 2011, não havia sentido aquela sensação de ter lido não somente um bom livro de um bom autor, mas de ter lido algo mais impactante, que gera aquele vazio incompreensível, ao ler algo de Zafón. Voltei a sentir isso com O Palácio da Meia-Noite, que acaba de se tornar um dos meus livros favoritos.

Indo contra todas as expectativas, o livro se passa na Índia, invés de se passar na Espanha, como estava acostumado, mas isso não quer dizer que eu não tenha amado o cenário exposto pelo autor. Muito pelo contrário, adorei as relação mitológicas e religiosas feitas pelo livro, tudo com bases indianas. Os nomes, os lugares, os personagens. Nossa, os personagens.

Ben é com quase toda a certeza a semente que originaria Daniel Sempere e David Martín. Ele é irônico, brincalhão e esperto. Sheere se mostrou uma personagem feminina muito mais envolvente do que imaginei a princípio e o restante da Chowbar Society me apunhalou direto no coração ao sentir aquela amizade forte e as características maravilhosas de cada um. Um por todos e todos por um era o lema nas entrelinhas.

A história vai se construindo aos poucos. Clichês a parte, senti certos temores em algumas cenas descritas, principal no final do livro, que praticamente faz colocar o coração na mão, não só de medo, mas de angústia. O vilão é formidável e o nível de escrita de Zafón está ótimo, apesar de ter sido escrito bem antes de seus maiores sucessos.

O Palácio da Meia-Noite me deixou extasiado. Enrolei muito para lê-lo e acho que por isso se tornou tão importante: porque eu me liguei a ele. A história é boa, os personagens te envolvem aos poucos e é Zafón. Não poderia estar mais realizado do que ter lido uma boa obra dele, fechado o livro e pensado consigo mesmo: uau.
comentários(0)comente



Caroline 16/10/2013

Um tanto assombroso, no bom sentido...
Para que meu raciocínio seja entendido devo dizer que o primeiro livro que li de Zafón foi Marina, seu quarto livro, e logo passei para A Sombra do Vento, seu quinto livro e obra-prima. Zafón considera seus quatro primeiros livros como sendo literatura juvenil, embora o indique para todas as idades e peça que não os comparemos com seus romances adultos. De fato, apesar de Marina ter me encantado e ter ganho um pedacinho do meu coração, nada se compara a grandiosidade e densidade de A Sombra do Vento, com seus inúmeros personagens e épocas que se entrelaçam, seus assassinatos e as relações de ódio, ressentimento, arrependimento, amor, incesto e traição. Por mais que queiramos, não há como não comparar ou criar grandes expectativas.

Já que queria ler toda a sua obra, decidi (re)começar pelo seu primeiro livro, O príncipe da Névoa, e seguir a ordem em que foram escritos. Portanto, cá estou para falar do segundo romance, O Palácio da Meia-Noite, que assim como o primeiro, ainda não tem a linguagem poética e metafórica que tanto me fez salivar e me encheu os olhos. Se isso é o que espera, irá se decepcionar, certamente, mas se deseja apenas uma estória cheia de mistério e fantasia - muita fantasia, diga-se de passagem - escrita por alguém que, de tanta despretensão, parecia não ter ideia aonde chegaria, poderá gostar e desfrutar de alguns momentos um tanto sombrios e macabros, no melhor sentido.

O Palácio da Meia-Noite se passa em Calcutá no ano de 1932, dezesseis anos após o nascimento dos gêmeos Ben e Sheere, que tiveram suas vidas separadas para que o temível Lahawaj não os encontrasse. Sheere fica com sua avó e Ben cresce em um orfanato. Com outros seis órfãos, Ben cria uma sociedade na qual prometem proteger uns aos outros acima de tudo. Quando Lahawaj reaparece, esses jovens não imaginam o rumo que suas vidas irão tomar e é aí que começa uma sequência de mistérios tenebrosos e mais que fantasiosos.

O começo do livro prometia muito mais do que ele realmente se mostrou. O foco nos dramas familiares, estórias do passado e os relacionamentos dos personagens foram bem interessantes e me prenderam bastante. Da metade para o fim é que a fantasia extrapolou todos os limites da realidade. Explico. Nos outros livros, nunca se sabia ao certo o que era realidade e o que era fantasia, não se sabia se os fatos narrados eram frutos da imaginação do personagem, se aquilo tinha acontecido ou não e poderíamos encontrar um caminho para explicar tal fantasia. Aqui, não. Não há como. É fantasia pura, sem outra explicação.

Não posso deixar de citar as descrições do autor, sempre minuciosas, bem colocadas e meticulosas - sem se tornar prolixo - que facilmente nos transportam para o cenário descrito. O Palácio da Meia-Noite também tem um pouco de suas maestrais idas e vindas no tempo, uma das principais características de seus enredos. Não tem como não se encantar por esse maravilhoso contador de estórias e a peculiar magia que envolve cada uma de suas palavras.

Dos quatro livros que li, esse foi o que menos me cativou - apesar de ser notável a evolução textual entre ele e seu primeiro livro - mas ainda assim recomendo para os que queiram, como eu, degustar toda a sua obra, pedacinho por pedacinho, até que outro A Sombra do Vento chegue até nós e possamos, novamente, encher a boca de água.


Douglas 29/06/2013

Recomendadíssimo...........
Mais uma vez Zafón nos apresentou uma história cheia de mistérios, com um cenário tão bem descrito que você se sente jogado na trama, em certos momentos eu jurava estar ouvindo vozes de crianças gritando também. Particularmente, eu sou fã dos livros do Zafón – é um dos poucos que me faz emocionar de verdade. Não tenho dúvidas de que este será mais um livro cheio de mistérios, atmosfera sombria e de uma descrição incrivelmente bem feita – nos mesmo estilo de seus outros livros -, fazendo com que nós, leitores, sejamos carregados para a história. Recomendadíssimo.
comentários(0)comente



Nayana 04/04/2020

Atmosfera sombria
Não consigo me imaginar não gostando de um zafón, já virou uma categoria de livro que é sinônimo de carinho no coração. Me sinto abrigada e transforma a leitura em uma experiência completa pra mim.
Esse livro foi uma leitura fácil e rápida. A história em si é juvenil e com muita ficção misturada a histórias tristes bem reais. Bem como o primeiro livro da trilogia da névoa, é um misto de história gostosa e personagens cativantes numa atmosfera sombria e um tanto azarada.
Não é meu zafón preferido, mas é um zafón, isso já torna a leitura válida!
comentários(0)comente



Psychobooks 26/07/2013

Vou começar dizendo que eu estava muito enganada. Cheguei a pensar que o livro O Palácio da Meia-Noite era o segundo de uma trilogia, mas eu estava errada. Se você também pensava como eu, deixa eu explicar melhor. Os livros 'O Príncipe da Névoa', 'O Palácio da Meia-Noite', Marina e As Luzes de Setembro (ainda não lançado no Brasil), são os primeiros livros que o autor escreveu e são voltados para o pública juvenil, mas suas histórias são independentes, passadas em épocas e lugares diferentes com personagens diferentes e não fazem parte de uma série. Dito isso, bora saber o que achei da leitura!

- Enredo

Tudo começa com uma noite chuvosa em Calcutá, o ano é 1916 e um homem está sendo perseguido pelas ruas escuras da cidade. Escondido em seu casaco, dois bebês - gêmeos -, choram de fome e de frio. O homem consegue enganar seus perseguidores por um momento e entrega as crianças à avó, que tem poucos minutos para sair de casa e encontrar um lugar seguro para os bebês. Depois de pensar por uns instantes, acredita que a melhor forma é separar as crianças e deixar o passado para trás. O menino, ela entrega em um orfanato e apela para que o diretor não conte nada ao garoto sobre seu passado, em nome de uma velha amizade o diretor cria Ben em seu orfanato com a maior discrição possível. Enquanto a senhora - Aryami - e sua neta - Sheere -, fogem da cidade.

Ben teve uma infância feliz ao lado dos seus amigos, eles formaram o Chowbar Society, uma sociedade secreta que realizava seus encontros noturnos em uma casa abandonada que ganhou o apelido de Palácio da Meia-Noite. Ao completar dezesseis anos, todas as crianças do orfanato devem seguir seu próprio caminho, pois já são considerados adultos perante a justiça. Na noite do último encontro da Chowbar Society, o passado de Ben retorna e ele finalmente irá conhecer sua irmã gêmea Sheere, a avó Aryami e descobre que alguém o quer morto.

- Narrativa

A escrita do Zafón é sublime. Ainda que esse livro tenha sido escrito para o público juvenil, ele não usa uma linguagem simples, ele faz com que seus leitores pensem e ampliem seus horizontes. O toque macabro é muito bem colocado, entrelaçado nas tramas do enredo que vai se desenvolvendo em uma velocidade impressionante.

O autor cria uma montanha russa de emoções, com suas reviravoltas impressionantes e apenas no final do livro é que descobrimos a verdade sobre os mistérios dessa família, que um dia foi feliz, mas acabou sendo destruída pela maldade de Jawahal.

- Personagens

Como sempre, a construção dos personagens do Zafón é muito bem feita, cada um com suas características físicas e psicológicas desenvolvidas de forma que eles fiquem humanizados e até mesmo o vilão é crível.
O narrador dessa história é o Ian, um garoto que sonhava em ser médico. Sheere foi criada pela avó, elas estavam sempre mudando de lugar, nunca teve amigos até encontrar a Chowbar Society.

Jawahal deixa todos tensos durante a leitura, não tanto para descobrir o que ele é, mas sim, o que ele será capaz de fazer, qual seu próximo passo para obter o que quer.

- Concluindo

Dentro do gênero juvenil, esse é um dos melhores livros que já li. Bem escrito, com uma trama envolvente, personagens cativantes e um vilão de causar arrepios. As motivações de Jawahal não foram uma grande surpresa - para mim -, mas isso não desmerece toda tensão criada ao longo da leitura.
Mas atenção, não espere um livro complexo e profundo como o famoso A Sombra do Vento - escrito para o público adulto, anos após os livros juvenis -, O Palácio da Meia-Noite é maravilhoso, dentro do seu gênero.

(...) Ouçam com atenção e tenham certeza de que tudo o que sair dos meus lábios é exato, embora não exista nada mais terrível e difícil de acreditar do que a verdade nua e crua dos fatos...
Página 195


site: www.psychobooks.com.br
comentários(0)comente



AndyinhA 21/07/2013

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Eu disse que faz parte, mas não faz por isso simples motivo, neste livro mudamos de data, país e até o vilão (eu achei que o vilão ‘ligava’ os livros formando assim uma série, mas não foi bem assim que a história se desenvolveu).

Não consegui amar e me manter tão interessada quanto no livro anterior. E olha que as informações e a cultura desse são bem mais abrangentes, além de sair do lugar-comum que é todas as coisas se passarem nos EUA. Acredito que o outro nos deixou mais envolvidos com o mistério e o porquê das coisas, neste de modo geral o final foi meio jogado.

O livro é contado como se tivesse acontecido há muito tempo atrás, um dos meninos que vivem no orfanato e estão prestes a sair – eles estão na faixa de 16 anos – conta como ele e seus amigos se envolveram e descobriram um grande mistério e como esse fato mudou a vida deles.

A carga emocional e a ideia geral do livro é muito boa, aliás, o autor consegue essa proeza de mesmo que uma história que não te desperte tanta atenção, você acaba ficando curioso para saber como vai terminar e segue com ela, talvez não na mesma velocidade que uma que você amou, mas quer saber de tudo e eu me senti assim, queria saber das coisas, mas senti a todo momento que faltava um algo a mais, um ‘plus’ que teve no outro livro e não aqui. Imagino que seja algo a ver com o enredo em si, o outro me fez querer entender e sacar o mistério, neste ele ficou meio a desejar.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2013/07/poison-books-o-palacio-da-meia-noite.html


CooltureNews 17/07/2013

Coolture News
Com mais esse lançamento a Suma de Letras prova que vai cumprir a promessa de publicar os primeiros livros deste autor que se tornou fenômeno internacional e é um dos meus favoritos. O Palácio da Meia-Noite é o segundo volume da Trilogia da Névoa, e como estou me acostumando, e com isso posso englobar todos novos leitores, a ler séries que nada mais são do que sequências, afirmo que estava esperando justamente isso, ainda mais com o final de O Príncipe da Névoa, mas não. Essa é uma história nova e existem sim algumas semelhanças entre o primeiro livro, mas não consegui ainda definir qual delas é o instrumento de ligação para essa série de livros.

A história começa com uma fuga alucinante de um membro do exercito inglês para salvar duas crianças de seu perseguidor, mesmo sendo essa uma missão suicida, logo fica claro que ela é simplesmente guiada por amor e uma promessa. Essas crianças são Ben e Sheere, irmãos gêmeos separados logo após esse acontecimento para que possam se manter em segurança. Ben acaba sendo criado em um orfanato, e apesar do preconceito que ronda essas instituições, ele levou uma vida relativamente comum e fez amizades para a vida inteira, e quais amizades não são assim quando se é criança?

Sheere foi criada por sua avó sem nunca ter conhecido o que é ter um lar, apesar de ter todo o amor e carinho de sua avó, ambas viviam mudando de cidade e passando temporadas nas casas de amigos e parentes. Mas próximo de completarem 16 anos seu algoz resolve aparecer novamente e suas vidas voltam a correr perigo.

E assim os dois irmãos se encontram novamente e com ajuda de um grupo de amigos de Ben que fazem parte de uma sociedade secreta chamada Chowbar Society, partem em busca de respostas sobre o passado e como podem alterar o futuro.

Essa sem dúvida é um história envolvente e a principio a leitura flui muito rápido, mas infelizmente perto do fim os leitores já sabem o que realmente esta acontecendo muito antes do autor resolver contar e as cenas finais chegam a se arrastar em alguns pontos.

O autor continua com a sua forma espetacular de narrar e descrever os cenários, em alguns momentos chega quase a ser possível sentir o cheiro das ruas. Desta vez porém não estamos nas ruas de Barcelona e sim em Calcutá, logo não temos os cenários já conhecidos entre os leitores de Zafón.

site: www.coolturenews.com.br
comentários(0)comente



Raffafust 06/06/2013

Cada livro do Zafón que chega em minhas mãos me encanto mais ainda com a forma única que ele tem de contar suas histórias.
Difícil escolher um livro favorito quando eu me sinto culpada por interromper uma leitura de qualquer livro dele no meio.
Dessa vez a história se passa em Calcutá na Índia, onde um casal de irmãos gêmeos será ameaçado de morte por um inimigo do pai deles e serão separados para serem salvos.
Sem nem lembrarem um do outro a avó do menino após perder sua filha para o malvado Jawahal, se vê em uma difícil situação: ficar com apenas uma das crianças e dar a outra para adoção.
A escolha de Aryami ( a avó dos meninos) é ficar com Sheere, já o menino que será chamado de Ben por Carter, diretor da escola que irá acolher o menino até este completar 16 anos.
Afastados e sem saber da existência um do outro, Sheere vive fugindo de cidade em cidade sem endereço fixo com a avó. Já Ben vive uma vida mais feliz com os amigos do orfanato no qual faz parte da Chowbar Society, onde seus amigos prometem lhe ajudar e se unirem sempre que precisarem.
O livro começa narrado por Ian, um desses amigos que consegue realizar o grande sonho de ser tornar médico, no entanto, o que ele presenciou durante sua amizade com Ben e Sheere o marcou para sempre e ele mesmo diz que sente ser ele a contar a história porque os envolvidos não sabe onde estão no presente.
Zafón como sempre guarda todo o suspense para o final onde tudo que foi revelado não é tão verdade assim, ao sabermos quem é Jawahal de verdade nos assustamos e tememos pela vida dos irmãos que sabendo agora do passado resolvem não mais ficar fugindo e enfrentarem o homem que matou seus pais.
O que nos deixa tenso durante a leitura é que não sabemos o que esperar do vilão, e o que de verdade ele é. Para completar uma figura misteriosa ainda aparece volta e meia no orfanato e muitos acreditam ser um vulto que fica ao redor da cama de Ben.
Tudo que acontece é emocionante, desde os irmãos fugindo com os amigos até as histórias do passado na qual o autor nos envolve para explicar porque aquele homem tem tanto interesse em matar os gêmeos mesmo depois de passados 16 anos.
Ben é adorável e Sheere também, senti pena quando eles dizem que não vão mais fugir com a avó porque achei que meio abandonaram a senhora que só fez da vida proteger um deles e optou por separá-los pois acreditava que assim Jawahal não mataria os dois, seria mais seguro.
O final teve um ponto que não gostei, mas não posso contar claro !
Mas lamentei muito essa parte e esperei que tivesse lido errado.
Infelizmente Zafón não nos dá um final mega feliz mas na medida certa para nos prender com mais uma história muito bem contada por esse autor fantástico. Vale muito a pena !


Josie.Derossi 10/02/2020

null
Uma estória muito gostosa de se ler, você se envolve e quer saber o que vai acontecer aos irmãos. Indico para quem quiser ler algo de fantasia com uma linguagem fácil e envolvente.
comentários(0)comente



Lili 24/06/2019

Esse foi o primeiro livro que li desse autor. Uma típica aventura envolvendo adolescentes, muito bom para quem quer rexalar e passar o tempo. Grande parte do livro soube me prender. Só o final que achei um pouco agridoce; posso até arriscar e dizer que me decepcionou um pouco.
comentários(0)comente



Mayara 15/03/2019

Sem dúvidas é uma história adolescente
Não dá pra negar que seja realmente uma história voltada para um público mais infanto-juvenil, embora a linguagem seja adulta, com uma escrita impecável, o enredo é bem ficcional e sobrenatural, com personagem adolescentes e um cenário indiano. Pra mim, foi um livro que me prendeu pela história rápida e pelas aventuras, porém a todo momento senti que precisava enfatizar para mim mesmo que as personagens eram adolescentes e que o período histórico era totalmente outro. Eu não sei se é minha ignorância ou o quê, mas tive, durante toda leitura, a sensação de que as personagens eram muito inteligentes para a idade que tinham. Não que adolescentes não sejam inteligentes, não quero menosprezar, só me assustou como a linguagem deles e alguns assuntos eram muito mais maduros do que eu estou acostumada a ver em adolescentes comuns, daí que tinha que me lembrar o tempo todo do apelo ficcional da obra, do período e do cenário que se passava a história, mas mesmo assim isso me martelou o livro todo. Do mais, acho que foi uma boa história adolescente, com um belo suspense, um sobrenatural bem característico do autor e uma escrita muito boa. Acho que se eu tivesse 16 anos, com certeza me encantaria muito mais, porém, com o dobro da idade, prefiro os livros mais adultos escritos pelo Zafón, como A sombra do vento, mesmo com a pegada sobrenatural que ele gosta de colocar em suas obras.
comentários(0)comente



Tatiane 06/04/2016

Fraco
Acabei comprando todos os livros de Zafon as cegas, mas depois de A Sombra do Vento e Marina que amei, este livro nao me prendeu, a historia se desnvolve mal e dá muitas voltas e tem muitos personagens desnecessarios, o "grande mistério" do livro nao foi surpresa, uma vez que nas primeiras páginas eu já identifiquei, foi uma leitura difícil de terminar.


Douglas 25/12/2015

O Palácio da Meia-noite
Depois de ler "A Sombra do Vento", me animei a comprar todos os livros do Zafón.
Alguns são excelentes, outros nem tanto, mas eu gosto bastante do autor. Acho a pegada de mistério nos livros dele bem interessante.

Diante disso, confesso que faço esta resenha com o "coração partido", embora seja sincero.

"O Palácio da Meia-Noite" tem uma premissa fantástica: irmãos gêmeos perseguidos por um espírito diabólico e, juntamente com os amigos, terão de enfrentar o temível pássaro de fogo.

A trama em si é bem interessante e conseguiu me prender. Fiquei aflito para ver o desfecho da história.

Este é um livro que tinha tudo para ser uma história fenomenal. Infelizmente, não é.

Explico meus motivos:

- Tive bastante dificuldade com os nomes de alguns personagens: Seth, Isobel, Siraj, Roshan (em minha mente era uma menina, mas era um garoto), Lahawaj, Jawahal, etc.
Tenho problemas em criar empatia com nomes complexos, mas aí pode ser problema meu e não propriamente do livro.

- Achei que a história ficou muito tempo no passado, sendo revelado o mistério a conta-gotas, ficando com muitos personagens que tiveram pouca participação aqui.

- Em relação à narração, me irritou o fato dela revelar uma parte do mistério e depois isso ser falso! Talvez o autor quisesse fazer uma reviravolta na história, mas fiquei com a impressão de que ele criou uma trama, mudou de ideia, mas resolveu deixar tudo como estava.
Não ficou bom.

- Os diálogos em alguns pontos também não ajudam muito. Há muita repetição de nomes. Exemplo na pág. 248:
"Ben retirou a plaquinha e leu o nome que estava escrito nela. SIRAJ (...)
- SIRAJ – ordenou Ben -, salte deste trem e suma daqui.
SIRAJ esfregou os punhos doloridos (...)
- Não tenho a menor intenção de sair daqui – respondeu.
- É melhor obedecer, SIRAJ – disse Ian (...)
SIRAJ negou com a cabeça (...)
- Vá embora, SIRAJ (...)
SIRAJ vacilou."
Tudo bem que autor deixa claro no prefácio que na época ele não tinha toda a perícia de escritor que tem hoje. Mesmo assim, em alguns pontos a repetição dá uma "engessada" na leitura.

- Embora a premissa seja fantástica, os rumos adotados pelo autor são questionáveis. Quando descobri o que é (ou melhor, quem é) o vilão da história, achei a conclusão totalmente estapafúrdia, sem verossimilhança alguma. Mesmo a explicação do autor não me convenceu. Jamais Jawahal faria o que fez, sendo quem é e tendo a referida conexão com Ben e Sheere.

- Por fim, a conclusão adotada por ele é, na minha insignificante opinião, totalmente deprimente. Embora a história dê a entender que é um mistério sobrenatural, seu enredo se assemelha a um drama, quiçá uma tragédia.
Todos sabemos que em dramas a ideia é deixar o leitor num meio termo entre a alegria e tristeza. Porém, Zafón exagerou na dose. Concluí a leitura com a sensação de ter levado um soco no estômago, o que criou certa aversão ao livro.

Bem, já escrevi demais. Quero deixar claro que eu gosto bastante do autor, mas não posso fazer vistas grossas aos problemas que encontrei aqui. Não seria uma resenha justa.
Mesmo com tantos problemas, continuo sendo fã do Zafón. Pode parecer contraditório, mas o exposto aqui fica restrito a este livro e não ao profissional que o escreveu.

Grande abraço a todos.


78 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6