Peter Pan

Peter Pan J. M. Barrie




Resenhas - Peter Pan


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Evelyn Ruani 24/09/2010

É uma história mágica e encantadora. O menino levado cuja gargalhada é igual às primeiras gargalhadas de todas as crianças, que se espanta com uma injustiça como se fosse a primeira vez e que ainda tem todos os dentes de leite além de uma vontade maior que ele de nunca crescer nos cativa logo no começo e não há como ler sem um sorriso no rosto. A maneira como o autor narra a história é simplesmente fantástica, conversando com o leitor e fazendo tudo parecer real além de mágico. Eu recomendo a leitura para todas as idades!
Lucia 27/04/2017minha estante
Otima resenha Evelyn!!!


a pequena dani ð 15/06/2020minha estante
melhor resenha pra representar esse livro! ?




Déborah Tesser 05/07/2020

Atemporal!
Um clássico cheio de ensinamentos.
Beleza em cada página!
Vale muito a pena a leitura ?
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Pauleesi 17/02/2012

Gostaria de ter lido esse livro quando criança. No entanto, a narrativa é tão linda e cativante que conseguiu me encantar mesmo hoje. Para mim, Peter Pan é uma das histórias que justifica a frase "Ninguém é velho demais para contos de fadas".
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Márcia 06/03/2012

Não deu.

O livro é bem chatinho, escrito de modo infantil, mas sem muita riqueza na narrativa (diferente de As Crônica de Nárnia, por exemplo). Mas além disso, a carga do conteúdo do livro é muito estranha. Um pouco forte até para o público alvo - crianças.

O livro ressalta em Wendy a perspectiva infantil feminina de que as mulheres devem ser mães e a outra, de que os meninos nasceram para ser os chefes, os adorados.
Não obstante, as crianças da Terra do Nunca (e os próprios Miguel, João e a Wendy) são retratadas de uma forma bastante macabra. Peter caça e mata piratas por puro prazer, além de ser terrivelmente cruel por baixo da sua camada aparentemente angelical de dentes de leite.

Ler sobre crianças com dentes de leite (que devem ter no máximo uns 6 anos) que matam e morrem foi demais para mim. Além do que, se Peter não cresce, imaginemos a idade que ele não carrega nas costas sem que o tempo deixa marcas em sua aparência. Para mim é praticamente um ser demoníaco.

Sinceramente, não leria de jeito nenhum para crianças.
Paula 04/03/2013minha estante
Peter pan é uma obra " oito oitenta" ou agrada muito ou desagrada bastante. Mas, respeitando bastante a sua opinião, preciso fazer algumas observações.
1- Peter pan não é uma obra inteiramente infantil e sim uma obra pra todas as idades, o autor mexe aqui com a percepção . Como assim ? a leitura pode gahar duas versões apenas dependendo que quem está lendo . pegamos um mesmo trecho, uma criança e um adulto irão ler, mas a interpretação será totalmente distintas .
2 - Sobre Wendy ser mãe e homem ser chefe : a obra na verdade é uma crítica e reflexo a sociedade no tempo em que Peter surgiu . Enredos assim podem ser comparados facilmente as obras de Alencar e Machado que usavam da mesma técnica .
3 - Apesar de ser comum os dentes de leite em crianças de até 06 anos, Peter pan já era um pré-adolescentecom a idade próxima de Wendy .Mesmo com 12 a 13 anos não é legal uma criança ser tão sádica, egoísta e tão cheio de si, não é ? porém Barrie mais uma vez usa da psicologia aqui . Peter é uma criança com transtornos psicológicos e todas as falhas de sua personalidade cabem a esse trastorno . A personalidade dos personagens é o que tem de mais magnifico , uma vez que Barrie usa de um certo realismo e não apenas de encantos . Peter Pan , na minha opinião é uma obra riquíssima .
excluindo...


Paula 04/03/2013minha estante
Peter pan é uma obra " oito oitenta" ou agrada muito ou desagrada bastante. Mas, respeitando bastante a sua opinião, preciso fazer algumas observações.
1- Peter pan não é uma obra inteiramente infantil e sim uma obra pra todas as idades, o autor mexe aqui com a percepção . Como assim ? a leitura pode gahar duas versões apenas dependendo que quem está lendo . pegamos um mesmo trecho, uma criança e um adulto irão ler, mas a interpretação será totalmente distintas .
2 - Sobre Wendy ser mãe e homem ser chefe : a obra na verdade é uma crítica e reflexo a sociedade no tempo em que Peter surgiu . Enredos assim podem ser comparados facilmente as obras de Alencar e Machado que usavam da mesma técnica .
3 - Apesar de ser comum os dentes de leite em crianças de até 06 anos, Peter pan já era um pré-adolescentecom a idade próxima de Wendy .Mesmo com 12 a 13 anos não é legal uma criança ser tão sádica, egoísta e tão cheio de si, não é ? porém Barrie mais uma vez usa da psicologia aqui . Peter é uma criança com transtornos psicológicos e todas as falhas de sua personalidade cabem a esse trastorno . A personalidade dos personagens é o que tem de mais magnifico , uma vez que Barrie usa de um certo realismo e não apenas de encantos . Peter Pan , na minha opinião é uma obra riquíssima .
excluindo...


Márcia 04/03/2013minha estante
Oi, Paula. Gostei do seu comentário na minha resenha de Peter Pan. Não me importo de ler opiniões divergentes da minha, contanto que hajam argumentos. (Por que você digitou "excluindo" ao fim do comentário?)

Bem, eu percebi o jogo psicológico no livro, mas, sinceramente, não me agradou. Questão de gosto e/ou de momento mesmo.




Ellen Fidelis - @geekerela_ 18/04/2020

Tudo o que eu esperava
Peter Pan é uma das histórias que mais mexem comigo desde criança. Amo as adaptações que sempre fizeram, mas a de 2003 para mim é a mais especial. Minha primeira leitura do clássico foi a versão de Monteiro Lobato, devorei em um só dia na biblioteca mesmo. E lembro-me de na época ficar encantada pelo filme ser tão fiel apesar de serem poucas as diferenças. Ao contrário da animação da Disney em que foram feitas várias mudanças.

Porém, há coisas que os filmes não mostram. Mesmo sendo um livro infantil ele traz uma atmosfera mais sombria nas entrelinhas como todo conto de fadas. Peter é uma figura vilanesca juntamente com o capitão Gancho. Ambos possuem seus lados sombrios e suas virtudes. E ambos possuem razão em odiar um ao outro.

Peter Pan é uma analogia ao deus Pã, deus da floresta em algumas mitologias. Deus que aparece tocando uma flauta, que é zombeteiro e que punha medo em quem andasse nas florestas a noite. Na época em que o livro foi escrito (Era Eduardiana) existia uma espécie de culto ao deus Pã por alguns escritores ou outros, e que influenciou diversos livros clássicos, como por exemplo Jardim secreto. Até mesmo o escritor de A Ilha do tesouro que era super amigo de Jamie Barrie tinha um conto relacionado ao Pã. Representava uma espécie de liberdade e também uma certa cultura pagã.

Jamie traz referências de A Ilha do tesouro em sua história o tempo todo, inclusive citando seu vilão John Long Silver, para tornar o Gancho uma figura ainda mais temerosa.

Wendy é a figura feminina dona de casa e materna da época. Ela sonhava em ser mãe e poder costurar, cuidar de uma casa e ter todos os afazeres que as mulheres daquela época eram preparadas a terem. Assim como era a Sra Darling. E Peter vê isso nela e tudo o que ele mais quer no seu íntimo é ter uma mãe, mesmo não admitindo isso hora nenhuma. E ao mesmo tempo fica subentendido que Gancho quer ter um filho, tanto que ele reclama que nenhuma criança gosta dele.

E temos Sininho! O autor revolucionou ao trazer uma história de fadas diferente de muitas que existiam. Ele narra como nasce uma fada, como elas vivem e como elas se sentem e falam. Depois desse livro é muito difícil associar fada a algo diferente de como é retratado aqui.

Algo que me deixou bastante impressionada, o que entra uma das coisas sombrias da história é o fato de matar ser algo fácil e normal. As crianças derrotam piratas e matam com facilidade e sem remorso. Peter é um assassino ser nenhum sentimento. Na verdade Peter não guarda sentimento algum, pois ele se esquece de tudo. O tempo para ele não existe. Ele escolhe não crescer o tempo todo mesmo tendo oportunidade para tal. Para ele ser homem é se tornar patético, é ter que viver sendo escravo da vida adulta e perder a capacidade de sonhar e pensar em coisas boas. E por ele não crescer ele não tem motivo algum para guardar algo na memória, pois simplesmente não importa, nada irá mudar. Ele viverá novas aventuras sempre sem se preocupar com qualquer problema ou pessoas e principalmente sem ter medo de morrer.

O final do livro foi bem chocante para mim a forma como o autor narrou certas coisas. Sobre a morte de alguns personagens e como alguns terminaram. Além das perdas o esquecimento é algo muito doloroso de encarar. A vida para o Pan nunca muda e isso também traz um sentimento de vazio. Pois o que preenche as nossas vidas são todas as marcas que adquirimos durante o nosso crescimento, são todas as lembranças que temos e todos os vínculos que criamos com outras pessoas. Viver em um mundo de fantasia só é incrível porque existe a realidade. O bem só tem graça e valor porque o mal existe. Por mais divertido que pareça ser eterno, só parece justamente porque não somos, aqui nessa vida.

Existem diversas outras reflexões nessa história que caberá a uma releitura. Pois não dá para absorver tudo o que esse clássico traz como estudo psicológico, por exemplo. A própria vida do autor faz com que a história tenha um significado ainda maior, por isso é importante ler um pouco sobre ele e como a narrativa foi criada antes mesmo de ler.

Curiosidade:

Jamie passou por uma grande perda na infância (seu irmão mais velho) que o marcou bastante e o que trouxe inspiração para este menino levado chamado Pan. E eu, como alguém que passou por algo semelhante na infância também, me identifico muito com toda a lógica da criação do universo de neverland.
Até mesmo falando algo mais pessoal que nem deveria citar numa resenha, minha perda me trouxe um peso chamado síndrome de Peter Pan. No qual eu nunca quis crescer, pois como Peter não queria encarar os problemas de adulto e deixar de viver sonhando. Mas... Voltando a resenha, leia este livro de coração aberto. É um tesouro! Se você ler contaminado pelos filmes detestará Peter e seus amigos. A história é muito mais do que parece ser!


- Ellen (@geekerela_)
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Ana Luiza 07/07/2020

Não nego a importância da obra para a cultura popular, maaaas..
Eu realmente gostaria de gostar mais de Peter Pan. É um retrato fiel de uma criança mimada e xiliquenta. Embora inocente e muito justa, cresceu sem ter adultos e desenvolveu o que tem de melhor e pior em crianças que nunca conheceram limites. Apresenta características de anti-herói, se tornando um personagem humano e longe de estar num pedestal. Porém a ambientação da Terra do Nunca salva qualquer ranço que eu adquiri do personagem principal. Tão fantástica quanto perigosa, a Terra do Nunca se pareceu tanto com a criatividade das crianças, que oras pende para sonhos infinitos de aventuras alegres, ora se amedronta com a imagem do bicho-papão. É uma pena não poder mais alçar voo para além das estrelas e chegar aí. Recomendo fortemente para quem gostar, ler o livro Tiger Lily da Jodi Lynn Anderson
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Andresa 07/02/2020

"(...) nunca existiu um menino mais arrogante nesse mundo."
Acredito que quase todo mundo cresceu assistindo aos filmes infantis da Disney, e Peter Pan é um de seus mais famosos. O tão popular menino que não queria crescer é conhecido por todos e encanta tanto jovens quanto adultos que se identificam com a filosofia do livro (quem nunca também ouviu falar em Síndrome de Peter Pan?).

Confesso, no entanto, que essa nunca foi um das minhas histórias preferidas, principalmente pela personalidade de Peter. O personagem é um dos mais controversos que já conheci, sendo extremamente vaidoso e cruel, o que a princípio não parece se encaixar com as características infantis da bondade e inocência que esperamos encontrar nas histórias para crianças.

A história, na verdade, sequer foi iniciada como um livro. Seu autor, antes de colocá-la no papel, a contava para os filhos pequenos de seus amigos como uma forma de recordar de seu irmão, que faleceu ainda muito jovem. Além disso, a história antes tornou-se uma peça, na qual o filme foi baseado, para só então poder virar páginas de um livro.

Existem diversos elementos fantasiosos no enredo, bem típicos das histórias infantis, como voar, conversar com estrelas, fadas ciumentas, uma babá que na verdade é uma cachorra e muitos outros!

Os pais das crianças Darling são de uma crítica incrível, principalmente o Sr. Darling, homem vaidoso, tolo e que gostava de ostentar o que não tinha. Há diálogos surreais, como quando os pais fazem cálculos e teorias se ficam ou não com as crianças devido a como a permanência delas na casa ia afetar as finanças da família.

É justamente por isso que ele possuem uma babá canina que, apesar de cuidar muito bem das crianças, foi escolhida para a função apenas por representar um custo a menos. A redenção do Sr. Darling foi um dos pontos fortes pra mim na leitura!

Outro ponto interessante é que, para a época em que foi escrito, o livro possui elementos bastante machistas, como a necessidade de se levar Wendy a Terra do Nunca para que seja mãe dos meninos perdidos. Por mãe, entende-se cuidar das crianças e da casa. Assim, Wendy quase não participa das brincadeiras e aventuras, aparecendo constantemente a remendar roupas, fazer comida e cuidar dos garotos. Ao mesmo tempo, existe o contraste de apresentá-la sempre como a personagem mais sensata, onde as meninas são constantemente elogiada como mais inteligentes que os meninos.

E por falar em aventuras, temos aqui bastante crueldade para um livro infantil. Os garotos, que tem como inimigos os piratas e seu chefe, o famoso Capitão Gancho, disputam episódios sangrentos, com direito a espadas, mortes e sangue! Confesso que fiquei chocada de encontrar esses elementos, mas, em contrapartida, o conflito a bordo do navio pirada foi a minha parte preferida da história.

Para finalizar, a mensagem do livro (que, sendo honesta, só captei após a discussão com os outros leitores do clube) é essa visão de que a infância deve ser bem aproveitada, ignorando-se o futuro que nos espera enquanto adultos, onde a magia e a forma simples e leve de ver a vida, acreditando no impossível, acabam desaparecendo dos nossos corações, dando lugar a uma existência monótona e sem aventuras.

O único que parece imune a essa ação do tempo é o próprio Peter, que representa, então, o clico infinito da magia presente na infância, que nunca se acaba enquanto novas gerações de crianças que acreditam nele vão surgindo no mundo.

Foi uma experiência muito interessante ter lido esse livro. Gosto muito de reler contos de fadas e perceber que, na vida adulta, a gente acaba tendo uma visão muito literal sobre o que lemos, reforçando a teoria do livro de que perdemos o encanto com a idade. Discuti-lo foi mágico, pois pudemos nos relembrar da nossa infância e do quanto essa leitura seria mais bem aproveitada na nossa mente infantil - embora as lições morais, as pequenas críticas sociais e o sarcasmo da escrita só sejam compreendidos pelos adultos.

Como disse, não é meu conto de fadas preferido e não simpatizei com o personagem novamente. Há trechos um pouco confusos, que admito não ter entendido, mas acredito que é uma leitura muito válida para crianças que estão iniciando sua vida leitora e adultos que gostam de ler um bom clássico que atravessa gerações - não só para apreciá-lo, mas entendê-lo em seu contexto histórico e de criação por trás da obra, muitas vezes mais interessantes que ela própria.

site: https://umdiamelivro.com/2020/02/06/resenha-peter-pan-de-j-m-barrie
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heyimjuliana 14/05/2020

Livro nostálgico
O Livro Peter Pan, escrito por James Barrie, conta a famosa história do garoto que não queria crescer e nunca o fez.
Esse livro da Zahar é na versão pocket e é uma graça.
Lendo este livro,já adulta, voltei ao passado e relembrei da história da Disney que eu assistia aos filmes. Foi algo bem nostálgico. A história original é um pouco diferente da adaptação da Disney mas quase tudo é igual.
Foi muito bom ler um dos clássicos da literatura. Recomendo.
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Lari 03/04/2020

Um conto de fadas com gostinho de quero mais...
Que delicinha foi ler esse livro! Mesmo não sendo mais criança há tempos, foi uma experiência maravilhosa ter a oportunidade de ler esse clássico!

Mesmo sendo um livro mais antigo, a linguagem é bem simples (já que é livro pra crianças né). Gostei da forma que o autor usou alguns fatos (como um beijo, por exemplo) e criou superstições metáforas em cima disso. Senti o tempo todo estar dentro de uma brincadeira de faz-de-conta!
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Jucyara.Sales 16/04/2020

Um clássico especial.
Apersa de ser um clássico Peter pan tem a leitura muito fluída.
Um livro cheio de aventuras com aquele sabor de infância.
Uma das melhores leituras do ano.
Perfeito.
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Deise 04/08/2012

simplesmente lindo.
Esqueça as bobagenzinhas (com todo o respeito) da Disney e produções cinematográficas. Peter Pan é um livro poético, na minha opinião feito por tabela para crianças, mas de propósito a encantar adultos... é um dos meus livros preferidos, então não tem como fazer uma resenha imparcial...ressalte-se que foi bem difícil encontrar o texto na íntegra em português!


Um pequeno trecho:

"Todas as crianças crescem — menos uma. Elas logo descobrem que vão crescer,(...) a partir daí Wendy soube que teria de crescer. A gente sempre sabe, quando tem dois anos. Dois é o começo do fim.

(...) Até Wendy chegar, sua mãe era a pessoa mais importante ali. Uma mulher encantadora, com uma cabeça romântica e uma boca delicada e zombeteira. Sua cabeça romântica era como aquelas caixinhas, uma dentro da outra, que são fabricadas no enigmático Oriente: por mais que você as retire lá de dentro, sempre sobra mais uma. E sua boca delicada e zombeteira guardava um beijo que Wendy nunca conseguiu ganhar, embora ele estivesse ali, bem visível no canto direito."
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Manu @vamos_falar_dee 30/05/2020

Não foi como eu imaginava
Sei que não devia esperar que fosse igual ao filme, a Disney tem esse costume de deixar tudo bonito, mas definitivamente esse é um caso em que (pra mim) o filme é melhor.
De modo geral gostei do livro, teve vários momentos em que ri horrores e a criação de mundo do autor merece ser valorizada, mas não me vejo lendo esse livro para meus filhos (quando tiver), a Sininho é muito irritante e o Peter bem rebelde. Claro que o objetivo disso é trazer algumas mensagens implicitamente, e algumas realmente funcionam, mas não me tocou como eu esperava .. Talvez tenha sido as expectativas, já que é um clássico e tanta gente elogia, ou talvez eu tenha lido tarde demais.. Enfim, não me arrependo de ter lido, mas também poderia viver sem.
jonathandbarb 30/05/2020minha estante
Eu li esse ano, com 19, pela primeira vez e me apaixonei e encantei. Amo a adaptação de 2003, acho bem fiel. Chorei demais também KKK sou um crianção ainda.




lari 21/03/2020

Além da Disney
O filme da Disney é uma completa ilusão. O livro trata de questões estruturais, como, preconceito e machismo (sobre o ?dever? da mulher na sociedade).
É surpreendente a forma como o escritor fala sobre o Peter, sobre os seus defeitos e as suas qualidades deixando para o leitor uma verdade dura: a Wendy não merece um garoto assim. Eu fiquei triste com a tristeza dela ao deixá-lo e crescer, mas ele não tem a mesma malícia que ela e ela realmente acha que poderia mudá-lo se ficassem juntos - o que eu considero um pensamento muito errado.
Peter não quer crescer, ele prefere viver em uma ilusão fantasiosa e aventuresca.
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Luana.Nantes 07/04/2020

Nunca tinha ouvido falar
É uma versão de Peter Pan totalmente diferente pra mim. Amei. Achei diferente!!!

Mais uma leitura nostálgica e na versão áudio book!!!

Super viajei na narração, criei outro filme de Peter Pan na minha cabeça... Super indico a leitura!!!
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Coruja 07/05/2014

Todo mundo que não mora debaixo de uma pedra já ouviu falar de Peter Pan, o menino que não queria crescer, mas são poucas as pessoas que realmente leram a obra de James Barrie – elas o conhecem principalmente por causa dos filmes. Até ganhar esse livro da Virgínia, a única versão que eu conhecia da história era a versão para o Sítio do Pica Pau Amarelo que Monteiro Lobato escreveu.

Ler o original já adulta tirou parte do encanto da narrativa – é óbvio e ululante que Peter Pan é um daqueles livros que temos de conhecer na infância – mas isso não significa que não haja prazer em descobri-lo.

A Terra do Nunca e todos aqueles que a habitam são absolutamente fascinantes. Gancho é um dos vilões de nossa infância (provavelmente por causa de um certo filme com o Robin Williams...), Peter um de nossos primeiros amores e existe uma interatividade, um convite a participar da história que não se encontra em qualquer livro.

O que tem lógica, considerando que originalmente, as aventuras de Peter Pan foram criadas para o teatro. Aliás, eu assisti uma apresentação da peça e mesmo sendo uma das pessoas mais velhas da audiência (eu tinha ganho o ingresso de presente e estava sozinha no meio de um mar de crianças...), bati palmas com gosto redobrado para afirmar que acreditava em fadas e assim salvar Sininho.

Curioso é que em tempos de politicamente correto, é um tanto estranho ver como se mata gente sem pensar duas vezes na história. Todos os garotos – incluindo aí Miguel, o ‘bebê’ – matam piratas; os piratas matam os pele-vermelhas, os pele-vermelhas matam os piratas e os meninos perdidos... Não é simplesmente uma questão de derrotar o inimigo, mas de massacres e banhos de sangue mesmo...

A questão do que eu falava antes é que, adulta, prestamos atenção em detalhes que não nos despertariam maior reflexão mais jovens – o medo patológico de Peter não apenas de crescer, mas de assumir responsabilidades; sua cegueira em torno do que querem as mulheres de sua vida (Sininho, Wendy, a princesa Tigrinha); sua incapacidade de reter relações verdadeiras com as pessoas que estão ao seu redor, fruto de não conseguir reter suas próprias lembranças.

Peter não cresce não apenas porque não quer crescer, mas porque não se lembrando do que viveu, estando sempre preso exclusivamente ao presente, não tem como aprender com suas próprias ações. Ele é uma página em branco todos os dias reescrita.

Isso não me importaria muito quando criança – e realmente não me importou quando tive meu primeiro contato com a história – mas hoje não posso deixar de pensar que a figura de Peter Pan seja um tanto trágica, só comparável a de seu arquiinimigo, o extraordinariamente solitário Capitão Gancho.

Não obstante, é um clássico daqueles para ler para as crianças, para bater palmas e tentar voar pulando das camas – para lutar com os piratas e fazer tic-toc fingindo ser o crocodilo, para mergulhas com sereias e dançar em torno da fogueira com os pele-vermelhas. Um livro para todos aqueles ainda capazes de alcançar a Terra do Nunca, “segunda estrela à direta, direto até o amanhecer!”.


site: http://www.owlsroof.blogspot.com.br/2014/05/desafio-corujesco-peter-pan.html
Nanci 06/02/2015minha estante
Muito bacana sua resenha. Também estou revisitando Peter Pan, enquanto leio Jardins de Kesington, do Rodrigo Fresán, que coloca Barrie como personagem e reconta a história da criação de Peter Pan etc.


Sam 06/09/2015minha estante
Gostei muito da sua resenha! Li o livro e simplesmente amei a história!




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