O Clube do Biscoito

O Clube do Biscoito Ann Pearlman




Resenhas - O Clube do Biscoito


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Naty 24/01/2011

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Perfeito! Este livro é fabuloso. E, por incrível que pareça, a história se passa num único dia.

Segunda feira, a primeira segunda feira de dezembro. O dia mais esperado do ano chegou. Dia do Clube do Biscoito. Enquanto Marnie, biscoiteira-líder, prepara seus biscoitos e arruma a casa para receber as amigas, relembra o quanto elas são importantes para sua vida.

Apesar de voltar no tempo e lembrar-se do passado com as amigas, Marnie não consegue esquecer o presente e com ele o drama familiar: sua filha mais velha está grávida. Na verdade é a quarta gravidez. Ela e o marido, coincidentemente, possuem um gene raro, que combinados causam deformidade no feto. O bebê tem 50% de chance de nascer normal. Mas 50% de um jogo de dados. A cada jogada o dado é solto e a sorte está lançada. A sorte não sorri para ela. Primeira gravidez, uma alegria. Mal se recupera da novidade e sofre um aborto. Segunda gravidez, mesmo problema. Terceira gravidez... passam-se um, dois, três, quatro meses. O bebe está bem, ufa.

Prestes à dar a luz, no oitavo mês, descobre que o bebê está morto. O bebê esta apodrecendo dentro dela e ela não pode fazer nada, resta apenas esperar as contrações e parir um natimorto. Agora está grávida novamente, está esperando o resultado do exame que atestará a saúde perfeita de sua bebê. Marnie está com o coração pesado, não consegue parar de pensar em sua filha e na netinha que está para nascer.

Em meio ao devaneio a porta se abre, sua amiga Charlene é a primeira a chegar. Charlene está passando por um momento muito delicado de sua vida. Perdeu o filho, seu lindo e inteligente filho. Não há dor pior no mundo do que perder um filho. Chorou meses a fio, depois parou, não tinha forças para chorar. Rezava, acendia incensos, velas... tinha esperança de ver o filho, em espírito, nem que fosse uma única vez. Não acredita em anjos, mas tem certeza que o filho está próximo, cuidando dela.

' - Não posso chorar com meus filhos, eles ficam assustados, como se houvessem perdido Luke e a mim também. Como se eu fosse chorar para sempre. – Ela morde o interior do lábio e seus olhos se enchem de lágrimas. – Diane está determinada a curtir tudo o que os adolescentes devem curtir: festas, namorados, jogos de futebol americano. Na maior parte do tempo, ela está na rua com os amigos. Imagino que seja sua forma de lidar com o assunto. Uma vez, quando eu estava chorando, Adam me perguntou se eu queria me juntar ao Luke. “Não ainda. Não agora”, eu disse a ele, mas me pergunto se sua depressão não é uma forma de estar com Luke. Ou sua maneira de me manter aqui... Não tenho nada a fazer a não ser continuar me arrastando, de algum jeito. – Ela para, fecha a boca e fica imóvel, como se ouvindo a música tocando ao fundo...
- Merda. Não sei como te ajudar.
- Você se senta ao meu lado e me ouve e chora comigo. É tudo o que há. É amor.'
pg. 61


A dor ainda é muito profunda, talvez a nunca passe. Mas se alguém pode injetar ânimo e colorir sua vida, esse alguém são suas amigas. Ela jamais poderia faltar a uma reunião do clube.

Uma a uma, as outras amigas vão chegando. Cada uma carregando consigo uma história de vida e, claro, deliciosos biscoitos.

Como todo clube que se preze, o Clube do Biscoito, tem regras. Regras básicas como: apenas doze participantes, cada participante têm que levar treze dúzias de biscoitos em embalagens bonitas. Uma dúzia para cada integrante. A décima terceira dúzia será doada para uma casa de caridade.

Ah, importante lembrar a primeira regra: todas devem compartilhar a história do biscoito do ano.


'- Nós no revezamos distribuindo os biscoitos. No primeiro ano em que o fizemos, todas começaram a entregar os biscoitos simultaneamente. Se você consegue imaginar doze pessoas repassando treze saquinhos de biscoitos, pode imaginar o desastre que foi. Passamos horas desvendando quem estava com os biscoitos de quem. Então, resolvemos entregá-los uma de cada vez e, como cada uma de nós havia gastado tempo para fazer treze dúzias de biscoito, deveríamos falar alguma coisa sobre aquele biscoito particular. É nossa maneira de reverenciar o esforço de cada mulher. Faz com que o biscoito e o trabalho envolvido nele sejam especiais. Essa, acredito, foi a primeira regra.'
pg. 90


Ann Pearlman escreve com tanta doçura e naturalidade que, eu juro, conheço cada personagem há muito tempo. São histórias tão vívidas que é impossível não se emocionar com o drama da filha de Marnie ou a tragédia de Charlene. Ou com Rosie que descobriu que o pai tem um caso com sua melhor amiga e está no meio de uma encruzilhada: contar ou não à mãe? Ou com Taylor que foi largada pelo marido. Cheia de dívidas, foi obrigada a sair de casa com os dois filhos pequenos, sem um tostão no bolso. Graças às amigas do Clube do Biscoito conseguiu um lar temporário e comida pros filhos. Sete das doze amigas tiveram câncer... realmente impressionante, e todas superaram essa doença horrorosa.

O Clube do Livro (Bertrand Brasil, 294 páginas, R$ 39,00) daria um ótimo book tour, até sugeri para uma amiga que comanda uma comunidade de livro viajante no skoob. Bem, entrei fielmente no espírito da história e resolvi fazer uma das receitas do livro e contar a minha história desse ano.

Esse ano ando pensando muito em vida e morte. Sou do signo de Virgem e como tal não gosto muito de mudanças. Não gosto de mexer no que está dando certo, talvez seja medo. Mas, resolvi abrir a mente, e pedi demissão de um emprego de quase dez anos. É, precisei pensar muito, criei coragem e puf... embarquei num novo emprego.

Esse novo emprego não é ruim, mas toma todo meu tempo. Entro às 8h da manhã e não tenho horário para sair. Por isso ando um pouco ausente no twitter e msn. Fico pensando se valeu à pena ter trocado de emprego. Não quero voltar atrás, mas queria mais tempo para mim. A vida acaba num piscar de olhos... o que me faz lembrar o por que esse ano penso em morte, também.

Uma amiga, que mora perto de minha casa, tem apenas 33 anos, tem dois filhos lindos, de 9 e 3 anos, está com câncer. Descobriu há um ano. Esses dias, a mãe dela, desesperada, foi ao médico e pediu que ele a colocasse num soro (ela não consegue comer, está com 28 kg, não anda, não fala) e ele lhe disse: Para que prolongar mais o sofrimento de sua filha?

Minha mãe não consegue dormir à noite, ela me diz que enquanto há vida há esperanças, mas minha amiga sente dores terríveis e a mãe dela reza para que Deus a leve logo e a livre do sofrimento, ao mesmo tempo em que não se conforma com sua perda. Ela é muito jovem.

O padre foi vê-la. Sua família está toda reunida esperando o fatídico dia. Me coloco no lugar de minha amiga e imagino: Como será esperar a morte chegar? Acredito que ela não chore por falta de forças.

Ei, você que está lendo esse post, não vale chorar!!!! Deixa que eu me encarrego disso, sou uma manteiga derretida.

Nessas horas tudo que há de importante são família e amigos. Eu, graças a Deus, sou abençoada. Cultivei ao longo dos meus 28 anos, algumas amizades verdadeiras. Coincidentemente, recebi na sexta, uma caixa da Luka (Alê não fique com ciúmes, te adoro também), ela me enviou uns mimos e uma carta tão linda, que até minha mãe se emocionou ao ler. Sou abençoada e agradeço todos os dias pelos amigos que tenho.

Agora vamos aos biscoitos e deixar a tristeza um pouco de lado.

Sou péssima cozinheira, enquanto fazia os biscoitos minha mãe fiscalizava, acho que estava com medo da cozinha pegar fogo, rs. O legal é que foi um evento que reuniu toda a família. Meu pai foi comprar os ingredientes, minha mãe me ajudou na hora de cortar a massa com o molde (nos divertimos que nem criança) e minha irmã ficou de olho no forno.

Fiz a receita da Rosie (capítulo 3) modificando apenas a decoração. A massa leva um pouco de essência de baunilha. Quando retirei os biscoitos assados do forno subiu um cheiro tentador. Pearlman conta que a baunilha é afrodisíaca e aumenta os níveis de adrenalina. Os antigos acreditavam que a baunilha era tão poderosa que curava até impotência. Marnie costuma usar extrato de baunilha como perfume, e nos relembra:

'Não era isso que Scarlet O’Hara usava para seduzir Rhett Butler?'
pg 172.



Biscoitos prontos e decorados (não ficou perfeito, rs, ainda sou aprendiz). Entreguei doze sacolas a doze vizinhas e a décima terceira entreguei à carteira. Fiz minha parte, com muito prazer.

O Clube do Biscoito merece ser lido. Recomendo e digo mais: depois que lê-lo, com certeza, algo dentro de você mudará. E para melhor.


****
Para visualizar a foto do biscoito que fiz: http://www.meninadabahia.com.br/2011/01/o-clube-do-biscoito-ann-pearlman.html
*Rô Bernas 25/01/2011minha estante
Lindo Naty! Já tinha lido no seu blog!

Tô doida pra colocar ele logo pra viajar e assim mais pessoas possam ler...não vou poder limitar a 12 pessoas, pois é muito lindo...precisa viajar mais para que muito mais gente conheça a história do "CLUBE DO BISCOITO".


*Rô Bernas 28/01/2011minha estante
Naty, bem que a gente podia fazer um Clube do Biscoito...topa?


Dana Silva 31/01/2011minha estante
muito linda a resenha, amei, estou passando por momentos dificeis e acho que esse livro vai ser de grande ajuda pra mim. bjos




Cau 09/02/2011

Emocionante!
O livro "O Clube do Biscoito" me encantou logo nas primeiras páginas.
Um grupo de 12 mulheres se reúne todos os anos, na mesma data (1ª segunda-feira do mês de dezembro), cada uma levando 13 dúzias de biscoitos caseiros: 1 dúzia para cada integrante do Clube, e a 13ª dúzia para a caridade.

Mas, por trás destes encontros recheados de delícias, existem também os dramas, os problemas, as preocupações, enfrentados por cada uma dessas mulheres.

Marnie, a biscoiteira-líder, é quem recebe as amigas em casa. Sua filha mais velha enfrenta sérios problemas na gravidez. Assim como ela, as outras integrantes também possuem seus próprios dramas: uma luta para superar a morte do filho, algumas venceram o câncer, uma acaba de adotar uma criança e não sabe bem como lidar com isso, outra enfrenta problemas financeiros...

O livro trata de assuntos importantes como amor, perdas, superação, família, amizade... A amizade de 12 mulheres que vivem os problemas umas das outras.

"Taí uma coisa que eu questiono: quando vejo uma amiga se direcionando para uma estrada difícil, até que ponto devo confrontar e até que ponto compreender, sabendo que estarei presente para apanhar os cacos? Até que ponto sou a amiga que ouve, carinhosa, e até que ponto devo apontar os perigos? Até que ponto aceito e até que ponto devo advertir? (...) As amigas sempre vão fazer aquilo que desejam fazer, apesar de tudo. E, apesar de tudo, eu estarei ao lado delas. Não tenho nenhum interesse em mudar isso."

Cada capítulo fala de uma dessas mulheres, e traz a receita do biscoito que cada uma preparou para o Clube. As receitas são, de alguma forma, relacionadas com fatos da vida de cada uma delas, o que torna o ato de fazê-los mais interessante. Os biscoitos que Juliet faz, por exemplo, lembram a sua infância, quando ela se sentava, junto com seu avô, para saborear os biscoitos molhados no café.

"- Nossos Natais não eram muito fartos. Roupas. Talvez um ou dois brinquedos. E os biscoitos. E a cerimônia de mergulhá-los no café era a única coisa que eu realmente compartilhava com meu avô. É absolutamente minha única lembrança dele. - Seus braços estão cruzados e sua voz é estável. - Toda vez que faço estes biscoitos, mergulho o primeiro deles no café e penso na cozinha da minha avó, com o piso de linóleo desgastado onde ela ficava, e o saleiro e o pimenteiro de gatinho, em cima da mesa na salinha de jantar. O cheiro do meu avô misturado ao do café e dos biscoitos. E, é claro, o sabor do biscoito. Não sei se é a lembrança ou se eles realmente são tão deliciosos assim. Vocês é que vão me dizer."

Além de ser uma história linda e emocionante, a forma como Ann Pearlman escreve, torna a leitura deliciosa e comovente! Reli várias partes, anotei muitos trechos, me emocionei, parei muitas vezes pra pensar...

Antes de terminar a leitura, eu já tinha decidido que também faria as minhas 13 dúzias de biscoitos. E fiz! Embalei todos eles, cuidadosamente, em saquinhos enfeitados, e dei a 12 pessoas que, por motivos diversos, mereciam recebê-los.

Confesso que escolher apenas 12 pessoas foi complicado. A vontade que eu tinha era de fazer centenas de biscoitos e distribuir para cada pessoa que eu considero importante!

Mas o melhor de tudo foi perceber com essa história quanta gente boa faz parte da minha vida!

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Nana 28/03/2011

Quero participar deste clube!!
Sou suspeita pra falar, pois adoro ler estórias que tratam sobre a amizade.
Este livro é sobre a vida de várias amigas que se encontram todos os anos próximo do natal, trocam receitas de biscoitos, partilham seus problemas pessoais, se ajudam e se divertem com muito carinho, amizade e amor.
As personagens são muito reais e todas com problemas comuns ao nosso dia a dia, o que faz com que o leitor se sinta muito próxima delas.
No final fica um gostinho de "quero mais" e a esperança que tenha uma continuação com um novo livro contando sobre o encontro do próximo ano!
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Léia Viana 04/03/2011

Um livro quase que doce demais
A maneira diferente, encontrada por Ann Pearlman, de narrar uma história de ficção que se mistura com alguns enredos da vida real, torna “O Clube do Biscoito” uma história doce e cheia de vida.

Misturar as receitas dos biscoitinhos como uma “pré-introdução” de apresentação do personagem deu um charme todo especial, tanto ao livro quanto à história. Além disso, a maneira como é descrita a origem de alguns alimentos principais na fabricação dos vários tipos de biscoitos, como: a farinha, o chocolate, o gengibre, tâmaras, baunilha, entre outros, deu todo um diferencial ao livro, tornando a narrativa rica em conhecimento gastronômico. No entanto, a autora peca nos excessos de detalhes desnecessários, deixando a leitura um pouco cansativa, por isso as quatro estrelinhas.

Mesmo com um enredo tão criativo e humano, sentia-me um tanto enfadonha com tantos excessos de detalhes.

Mas são histórias de luta, perseverança, amor e biscoitos, muitos biscoitos por parte dos personagens.

A idéia em reunir as amigas em uma data linda como o Natal, para as trocas dos biscoitos embalados para presente é uma grande oportunidade, para celebrar a vida e a amizade, além de fortalecer os laços que as une na vida real.

É uma história bonita, que reúne acontecimentos tristes - e muito real, mas mostra a força que muitos têm em encarar e superar seus dramas particulares.
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Dana 17/05/2011

Impossível não querer ter um clube desses!
Este é um livro que fala da amizade de 13 amigas, que se reúnem todos anos e trocam biscoitos e histórias.
Eu amei o livro, principalmente aquilo que ele mais destaca: que a vida não é fácil, mas fica muito menos difícil levá-la quando se tem amigos com quem contar.

O livro é recheado de lições de vida e de trechos que te fazem pensar sobre algumas certezas e concluir que não há certezas, que tudo depende da alegria, da indecisão, da tristeza, enfim, do sentimento que você está experimentando.

Alguns me marcaram, como lições mesmo. Por mais que elas não expressem o que eu penso, me serviu para entender como o próximo pode se sentir.

Pág. 28
"Eu disse a minhas filhas que as amo. E aos meus pais. A algumas de minhas amigas. Mas com um homem, não tenho certeza do que signifiquem essas palavras.
Elas são uma exigência e um fardo grande demais. Soam como se você estivesse querendo alguma coisa. Estabelecem compromissos. Obrigações. Além disso, como podemos saber o que significam?
Leio em algum lugar que a cor dos nosso olhos influencia as tonalidades que realmente vemos. Se isso for verdade, como posso saber que amor significa ara mim a mesma coisa que amor
significa para você? Principalmente porque nem sequer sabemos se vermelho é igual para nós dois. Além do mais, não se supõe que o amor dure para sempre? Não existe para sempre com um homem."

Pág. 62
"- Tempo não faz que uma vida seja inteira. Viver sua vida intensamente é o que a torna inteira. Você lembra da Doobie?
-Aquela gata cinza gorda?
-Sim. Ela viveu 22 anos. Uma vida longa para um gato. Mas só o que ela fazia era dormir. Teve 20 anos de sono e 2 de vida, mas olha só...era o que ela queria fazer. Quem pode julgar?"

Pág. 79
"Taí uma coisa que eu questiono: quando vejo uma amiga se direcionando para uma estrada difícil, até que ponto devo confrontar e até que ponto compreender, sabendo que estarei presente para apanhar os cacos?
Até que ponto sou a amiga que ouve, carinhosa, e até que ponto devo apontar os perigos? Até que ponto aceito e até que ponto devo advertir? (...) As amigas sempre vão fazer aquilo que desejam fazer, apesar de tudo. E, apesar de tudo, eu estarei ao lado delas. Não tenho nenhum interesse em mudar isso."

Pág. 179
- Sempre achei que uma pessoa que ficasse sentada o dia inteiro escutando os problemas dos outros fosse cautelosa.
Ela riu.(...) - Que nada. Eu aprendi o contrário. Aprendi que, mesmo que você faça tudo como deve ser feito, as coisas podem dar terrivelmente errado; portanto, é melhor fazer o que seu coração mandar.

E, ao final do livro, você fica com aquele sentimento: preciso fazer parte de um clube assim!
Marta 10/01/2016minha estante
Bela resenha, Dana!




Dominique 20/03/2011

Delícia açucarada!
Esse livro foi uma grata surpresa para mim. Com uma leitura leve e gostosa, ele te puxa para dentro da história e te faz saborear cada biscoito criado, cada história contada pelas biscoiteiras, cada aroma, sensação e emoções transmitidas.

Com personagens bastante reais, assim como eu e você, suas histórias emocionam e cativam aqueles que leem o livro. Cada capítulo é destinado a uma das participantes do clube do biscoito. Na primeira página deste capítulo reside a receita do biscoito criado pela biscoiteira, assim como ao longo da leitura é contada sua história e como ela é entrelaçada com das demais personagens. No fim dos capítulos, a autora conta a história de algum ingrediente muito importante para a construção de um biscoito e sua importância para a humanidade. Achei sensacional as histórias dos ingredientes.

Confesso que fiquei bastante tocada com a história da filha de Marnie, a Sky, que estava em sua terceira gravidez de risco, tendo perdido os bebês anteriores. Talvez eu tenha ficado mais sensível com essa parte e torcendo muito pela Sky, por conta de minha própria gravidez. Deve ser realmente terrível ir dar a luz ao seu bebê, tendo consciência de que ele está morto dentro de você, apodrecendo.


"Segurei sua mão. Troy andava de lá para cá. Enxuguei a esta dela. Ela apertou os olhos com força. Gritou. Enfrentou toda a agonia do parto sem o final feliz. A dor não desapareceu com o primeiro choro do bebê. Ela expeliu lágrimas conforme expelia o bebê morto. Azul.

- Pelo menos acabou. - Ela se deitou como se quisesse afundar na mesa de cirurgia e desaparecer. - Não achei que fosse conseguir.
- Mas conseguiu. E se saiu com uma verdadeira campeã. - Apertei sua mão e beijei-lhe a testa.
- Por que você não me avisou? - Os olhos dela estavam arregalados de choque, como se eu a houvesse traído, ocultando-lhe informações importantes de propósito.
- Porque você esquece a dor assim que segura seu bebê.
Ela fungou. - Suponho que eu não vá esquecer, então."
(p. 18)

Simplesmente leia o livro, independente se você gosta ou não de chick lit. Em algum momento, você se identificará com uma história ou encontrará a história de uma amiga, de sua vizinha, de alguém conhecido. Apesar de eu ter lido esse livro no calor de 40º do RJ, senti-me preenchida de conforto, quietude e paz, que somente os dias frios proporcionam. É uma história para ser lida debaixo do cobertor, com um chocolate quente do lado e com o barulho da chuva. Sem sombras de dúvidas, eu recomendo esse livro.
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ValGouveia 30/12/2014

Adorável
Peguei o livro pra ler porque queria algo leve pra ler essa semana corrida de Natal. Não fui com grandes expectativas, mas gostei demais.

O livro conta a história de 12 mulheres, a maioria delas na faixa dos 50 anos que todos os anos, se reúnem nesta época do ano, no Clube do Biscoito. Todas elas são bem amigas e de várias classes sociais.

Todas estão passando por algum tipo de problema: um filho que morreu de forma inesperada, o marido que foi embora deixando os filhos e inúmeras contas pra pagar, a preocupação com as filhas que estão grávidas e uma delas corre risco de perder (de novo) o bebê.

Gostei do livro porque tem drama, a autora soube passar de forma quase que real os dramas, desventuras (e porque não?), as aventuras das várias personagens.

No começo de todos os capítulos, é contada a história e a origem dos vários ingredientes que fazem parte das receitas dos biscoitos que são feitos para serem trocados entre as amigas.

São 13 dúzias. Uma dúzia para cada amiga e uma dúzia para uma casa de caridade local.
Na verdade, a mensagem que o livro passa é que apesar de todos os problemas, todas as dficuldades, o mais importante é poder contar com os amigos, o importante é TER amigos e principalmente SER amigo.

Indico bastante a leitura. É um livro "pequeno" e bem rápido de ler

site: http://valgouveia.com.br/
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Maria Faria 04/09/2011

Encantador, mas pouco surpreendente
Ao final do livro, Ann Pearlman revela que o Clube do Biscoito é real, mas que alguns dramas relatados no livro não fizeram parte da vida real das integrantes do verdadeiro clube. De qualquer forma, o livro apresenta histórias cativantes que estão presentes na realidade de muitas mulheres em vários países. O livro relata um encontro anual de doze amigas e cada capítulo revela a vida de cada uma delas. Amor, traição, perda, doenças, expectativas e diversos outros dramas são os ingredientes que unem as mulheres deste clube. Mas acima de qualquer dificuldade, está a união e a capacidade de se apoiarem. O Clube do Biscoito é na verdade um grupo de amigas do qual qualquer mulher gostaria de fazer parte. A única dificuldade é conseguir, ao longo da leitura, assimilar e reter a história de cada uma. O drama e a vida de cada biscoiteira são apresentados em apenas um curto capítulo e o contato do leitor com cada uma das doze histórias é bem breve.
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Danni 07/09/2011minha estante
Adorei sua resenha, foi a mesma coisa que pensei!




Paula 31/01/2012

Adorei as receitas! Ainda pretendo testar algumas.
Leitura despretensiosa, para aqueles momentos "quero ler algo leve e açucarado".
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Lu 26/08/2012

Biscoito enjoativo
Livros e comida formam uma combinação clássica e que já rendeu ótimos livros, como "O Clube das Chocólatras", de Carole Matthews, o maravilhoso "O Chá do Amor", de Jennifer Donnely e o encantador "A Senhora das Especiarias", de Chitra Banerjee Divakaruni.

Comida geralmente dá a ideia de conforto e de lembranças boas. Foi com esses elementos que a Ann Pearlman trabalhou e muito bom em seu Clube do Biscoito. A atmosfera do livro é aconchegante, a narrativa é envolvente. Somado às receitinhas de biscoito e as curiosidades sobre as origens e os usos de certos ingredientes... Parecia um daqueles livros simplesmente perfeitos. Mas não é.

O problema com "O Clube do Biscoito" é o exagero. Há personagens demais, drama demais e detalhes demais. O livro parece um manual de temas dramáticos para folhetins. Problemas com drogas? Tem. Romance com homens mais velhos ou mais novos? Também. Traição entre amigas, gravidez na adolescência, questões raciais.... Pense em um tema e pode ter certeza de que a Ann Pearlman usou. Tudo bem, são bons temas e que rendem boas histórias. Mas não tudo junto. Por mais que a narrativa da autora seja boa e as reflexões sejam interessantes, a leitura se torna desgastante, pesada. Até porque não há um pouco de humor para contrabalançar as coisas. É um choroô atrás do outro. Quando ela chegou na amiga ex-stripper e ex-viciada em drogas, eu simplesmente desisti. Faltavam ainda 100 páginas para terminar o livro.

Outra questão são os personagens, que são muitos, mas pouco marcantes. O que se destaca são os dramas que as biscoiteiras vivem, não suas personalidades. Não me lembro de nenhuma personagem que me cativasse mais, que fizesse com que eu me apegasse à leitura. É complicado ler um livro assim.

O resultado é um livro meloso, cansativo e moralista. Claro, o fato de estar esperando um chicklit engraçadinho e levinho não ajudou em nada. Ainda assim, acho que a autora realmente exagerou. Talvez, se fosse uma trilogia e cada volume agregasse um grupo menor de protagonistas, mais bem construídas e suas histórias desenvolvidas com mais calma, o livro fosse melhor. Mas não assim.

Sinto até pena de dar duas estrelas para um livro que começou bem e que prometia muito, mas não posso ignorar a sensação de irritação que eu sentia quando finalmente decidi abandonar a leitura. Uma pena.

Não recomendo.

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Shirlei 26/04/2011

http://umlivropordiaouquaseisso.blogspot.com/
O livro conta em apenas um dia a história de 13 mulheres, que se encontram sempre na primeira segunda feira de dezembro para trocarem biscoitos, receitas e histórias. É um livro de amizade... é lindo e comovente...
Marnie, a biscoiteira chefe, e suas 12 amigas íntimas... imagina ter 12 amigas íntimas? - se reunem para uma festa, e nesta festa que é a primeira das festas de final de ano, abrindo a temporada de natal, elas se presenteiam com dúzias de biscoitos caseiros... existem regras para permanecer no clube do biscoito, e entre elas há a de que a sócia não pode faltar, mas se faltar deve deixar seus biscoitos para serem distribuídos, e sempre em uma linda embalagem, nada de papel de papelão e filme plástico... cada uma das sócias tem que levar uma dúzia de biscoitos para cada uma das outras sócias e uma dúzia a mais para caridade... ufa!! são 13 dúzias de biscoito todo ano!
Enquanto Marnie vai descrevendo o clube, com suas regras e deleites, ela também nos conta sobre sua história e sobre a vida de cada uma de suas amigas... cada capítulo do livro é escrito com a história de uma das mulheres... e temos todas as receitas de todos os biscoitos desta reunião do clube, e devo dizer que tem algumas receitinhas de dar água na boca... e algumas até bem fáceis de fazer, que eu já anotei para testar depois...
O tema principal do livro não é culinária, mas amizade e como os amigos são importantes na nossa vida, como nos dão apoio... todas as mulheres ali tem problemas, uns maiores que outros, mas elas se ajudam... a filha mais velha de Marnie está passando por uma gravidez de risco depois de perder 2 bebês, a mais nova está grávida de um ex presidiário, de outra raça e classe social - e aliás, a mãe dele é a mais nova biscoiteira da noite... Rose quer filhos, seu marido não quer... como isso afeta a vida dela e como as amigas podem ajudá-la? Essas são apenas algumas das maravilhosas histórias de amizade que o livro nos traz...
Tenho que confessar que eu chorei, até solucei em algumas cenas, mas o livro vale muito a pena... Leiam e depois me digam... e quando eu fizer alguns dos biscoitos são bem vindos a experimentar... :c)
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12/04/2016

Amor e amizade
O livro trata da amizade de um grupo de mulheres que se une todos os finais de ano pra trocar biscoitos.
Mas o que elas realmente trocam entre si é o apoio e o amor para enfrentar as certezas da vida.
Gostei e me emocionei muito com o livro.
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Suzane 11/07/2014

O clube do biscoito
Confesso que foi a capa do livro o que me chamou a atenção ela é toda fofa com esses biscoitos e combina bem com a história.
Esse livro possui uma história bem diferente sobre doze amigas - e ótimas cozinheiras haha - que todo final de ano se reúnem para uma festa do biscoito, quer coisa melhor do que juntar suas amigas e um monte de comida gostosa? Até eu fiquei com vontade de participar desse clube!
A história se passa em apenas um dia e é narrado em primeira pessoa pela biscoiteira líder, a Marnie e vamos conhecendo as outras personagens, suas histórias, seus problemas, este livro aborda temas como traição, divórcio,morte, romance entre pessoas com grande diferença de idade,dificuldades financeiras, entre outros, porém, sem parecer forçado.
Achei bem legal colocar a receita dos biscoitos de cada uma para introduzir cada capitulo e as curiosidades sobre os alimentos ao final de cada um, apesar de ser meio chato e cansativo de ler essas coisas.
De uma maneira geral gostei bastante do livro mas acho que ficou faltando alguma coisa. Mas vale apena ler esta história de amizade entre mulheres e se você quiser ler lá pra Dezembro para ir entrando no clima de final de ano e quem sabe fundar um clube do biscoito! Boa leitura!

"-E talvez o amor seja, em última análise, a melhor coisa que podemos receber.Não resolve tudo,mas,apesar dos pesares, é a coisa mais significativa que possuímos." pag. 287
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Ana 06/02/2017

O clube do biscoito

Só pra variar #sqn eu peguei esse livro na Biblioteca Pública bem do jeito que costumo escolher por lá, ao acaso. Eu simplesmente fico andando e esperando que algum livro me chame a atenção. E dessa vez foi esse. Esse é um livro que eu já tinha certeza que ia gostar por causa do nome. Não é porque é um nome atraente, mas porque eu sabia que ia ter comida envolvido, e como já falei por aqui, costumo gostar muito de livros que envolvam a temática de alguma forma.

Não sei explicar ao certo, não é algo como receitas tá, porque também não sou tão doida assim pra gostar de ler receitas, mas é a forma como relacionam o paladar e os alimentos com a nossa vida e sentimentos/momentos tão importantes. Pensa bem… geralmente grandes eventos e encontros estão associados à comida e bebida, e ali a vida acontece… Sinceramente não sei explicar, mas isso me fascina. Se você já leu Comer, Rezar e Amar, e gostou da primeira parte (ou de todas também porque o livro é perfeito do início ao fim) você vai entender o que estou dizendo e pode ler esse livro sem dó. É muita fofura em forma de “biscoito”.

Há histórias lindas, tristes, românticas, de fé e esperança. Eu achei tão, tão, mas tão bacana, que resolvi transcrever aqui um trecho da sinopse, por não achar palavras mais adequadas para descrever meu entusiamo:

“O Clube do Biscoito fala de caminhos percorridos, da absoluta alegria de viver e amar – apesar das decisões das quais nos arrependemos – , das escolhas difíceis, das reparações que temos que fazer e dos sacrifícios ao longo da jornada. Em última análise, é a história de todas as mulheres. Ao ler esta, a de Marnie e suas ador´veis amigas, suas lutas e triunfos, o que as faz rir e o que já as fez e fará chorar, você queria leitora, verá a si mesma e alguns dos ingredientes de sua própria história de vida.

Celebrando a coragem e a alegria – a despeito das dificuldades -, e honrado a importância da amizade entre mulheres, Ann Peralman escreveu uma história que se destina a todas nós, mulheres do mundo.”

Fala sério, como não apaixonar!?!

site: http://blogmudeideideia.com/livro-o-clube-do-biscoito/
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Pâmela 27/11/2011

O clube do biscoito - Ann Pearlman
A cada primeira segunda-feira de dezembro, Marnie, a biscoiteira chefe, se reúne em sua sua casa para o clube do biscoito. O clube tem algumas regras e cada uma deve contar sua estória enquanto fazia seus biscoitos. Cada integrante deve fazer doze dúzias de biscoitos (uma dúzia para cada) e uma extra que será doada para caridade. So cute *--*

"Então, resolvemos entregá-los uma de cada vez e, como cada uma de nós havia gastado tempo para fazer treze dúzias de biscoito, deveríamos falar algumas cosa sobre aquele biscoito em particular. É nossa maneira de reverenciar o esforço de cada mulher. Faz com que o biscoito e o trabalho envolvido nele sejam especiais. Essa, acredito, foi a primeira regra. Isso e nada de usar pratos de papel cobertos com filmes plástico."

Enfim, cada uma conta sua estória, compartilha o que aconteceu em sua vida durante o ano inteiro, todas se veem outra vez, o que é realmente um grande exemplo de amizade. O livro é divido em capítulos, sendo que cada um é destinado a uma biscoiteira. Além de contar suas estórias com os biscoitos, Marnie também fala sobre suas experiências com cada uma de suas amigas, de quando eram mais jovens e da importância de cada uma delas em sua vida. No início de cada capítulo, temos a receita do biscoito que cada integrante fez (não preciso nem falar que dá água na boca :P), e no final ela fala sobre um ingrediente especial de seu biscoito, como farinha, amêndoas, nozes, canela, etc.

A amizade foi realmente um ponto forte no livro, deu para sentir como cada uma se importa realmente com a outra. Mas o livro não foi perfeito. Demorei muito tempo para ler porque, sinceramente, se eu parasse eu não ia conseguir voltar. Ele não te dá motivação para continuar, porque não tem nada que você fique ansioso(a) para chegar ao final, só para saber o que aconteceu. Os capítulos são pequenos e te dá pouco tempo para fazer a ligação entre cada uma das amigas da Marnie, ficando confuso.

O clube do biscoito é uma lição, fala de amizade e da importância do amor. Além das receitas deliciosas de biscoito, é claro. :P rsrs'

Original em: http://aritmeticadasletras.blogspot.com/2011/11/resenha-o-clube-do-biscoito-ann.html
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