Ligeiramente fora de foco

Ligeiramente fora de foco Robert Capa




Resenhas - Ligeiramente Fora de Foco


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Aguinaldo 03/02/2011

ligeiramente fora de foco
Vi este livro nas prateleiras da CESMA e fui arrebatado pelas fotos ao folheá-lo (no início quase displicentemente, confesso). O livro reúne uma centena de fotos de guerra e um texto relativamente curto do autor das fotos: Robert Capa. Ele é lembrado por muitas coisas: foi co-fundador da agência cooperativa de fotografia Magnum e produziu centenas de fotos ao permanecer na linha de frente de todas as guerras possíveis entre os anos 1935 e 1954 (quando pisou em uma mina terrestre na Indochina e morreu). Uma de suas fotos mais famosas registra um miliciano da guerra civil espanhola no exato momento em que tomba alvejado de morte. Em "Ligeriamente fora de foco" ele conta parte de sua vida nos anos da segunda grande guerra, principalmente aspectos rocambolescos de como conseguiu tornar-se correspondente de guerra e estar quase sempre na frente de batalha mesmo sem contar inicialmente com um passaporte oficial (ele era Húngaro, um país que naquela época já estava tomado pelos nazistas). O ritmo do texto lembra o tom dos livros de memórias de David Niven, principalmente quando ele fala dos acasos da vida, de como a vida é mesmo sempre surprendente até para o mais neurótico dos estrategistas mentais. Este tom é de farsa, como se o autor quisesse (inconsciente ou deliberadamente, vá se saber) que não confiássemos totalmente em sua descrição dos fatos, de sua versão dos acontecimentos. Uma brincadeira que mantêm o leitor fisgado pois com isto tudo o que é contado parece mágico, como um conto de fadas macabro. O impacto desta técnica narrativa talvez não incomodasse tanto quando o livro foi lançado, quando o heroísmo e a maluquice na guerra era algo que provocava mais inveja nas pessoas do que hoje. Atualmente suas histórias me parecem anacrônicas (mais acostumados com os horrores de qualquer guerra não rimos tanto de um sujeito que conta com a sorte o tempo todo e só se preocupa verdadeiramente em como gastar seu dinheiro em bebidas, em como se hospedar em hotéis caros quando se afasta do front, em como viabilizar seus encontros amorosos. A memória é sempre seletiva. De qualquer forma o texto é movimentado e bem escrito. Acompanhamos Capa dos Estados Unidos a Inglaterra, de lá para o Norte da África, ao sul da Itália e finalmente ao desembarque na Normandia, no mítico dia D. As fotos são realmente boas. Quando a guerra termina um fotógrafo como ele não tem muito o que fazer (a não ser procurar outra, claro, pois morrer de tédio é impossível). O livro inclui ainda uma boa introdução de Richard Whelan e um prefácio de Cornell Capa (irmão mais novo de Robert). [início 15/11/2010 - fim 19/11/2010]
"Ligeiramente fora de foco", Robert Capa, tradução de José Rubens Siqueira, editora Cosac Naify, 1a. edição (2010), capa-dura 16x23 cm, 296 págs. ISBN: 978-85-7503-950-2
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Saribera 29/07/2011

Fora de foco
Ligeiramente fora de foco

É um livro de um fotografo de guerra que conta suas experiências na cobertura dos últimos anos da 2° Guerra Mundial. Mais do que um livro de guerra, é um relato da vida pessoal desse fotógrafo feito em uma narrativa que poderia perfeitamente ser um roteiro de filme de cinema.

O roteiro tem elementos cinematográficos como uma relação amorosa que acompanha todo o livro. Lições de coragem e covardia. Um crescente da importância dos capítulos da guerra, começando com uma invasão na Sicília, passando pelo dia D, a tomada de Paris e a chegada a Berlim. Além de pequenos enredos intermediários que divertem e preendem.

Apesar de ser cinematográfico, a narrativa não é visual, e essa falta de descrição dos lugares não faz falta, pois o texto é intercalado com belas fotos de Capa, elas fazem o ilustram aquilo que está sendo narrado, e funcionam muito bem.

Além de serem boas, as fotos retratam locais e momentos de perigo, tensão ou alegria popular. São às vezes imagens do pelotão que estava mais a frente ou mostra os rostos de quando populações locais acabam de ser libertadas dos alemães. Isso reflete a frase de Capa : “Se suas fotos não estão boas o suficiente é pq vc ainda não está perto o suficiente”.

Capa vai perto o suficiente, e escreve um livro gostoso de ler, com boas imagens, e que é um pequeno e bom retrato do que foram os últimos anos da Grande Guerra.
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Volnei 20/05/2015

Robert Capa
Depois de cobrir varia guerras Capa se coloca a disposição de um jornal para cobrir os conflitos da 2ª guerra na Europa . A todos os momento ele estará enfrentando perigos para obter os melhores ângulos para suas fotos. Este livro traz algumas dessas fotos. Depois do fim da guerra ele vai fotografar o conflito no Vietnã onde fara suas ultimas fotos. Capa perde a vida ao pisar em uma mina

site: http://toninhofotografopedagogo.blogspot.com.br/
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Felipe B. Cruz 15/03/2011

Um dos melhores livros sobre a Segunda Guerra
Descreve com leveza, clareza e um excelente humor um dos piores conflitos que a humanidade já enfrentou. O interessante é que, mesmo com todo o horror da guerra, Capa consegue descrever a guerra como se ela fosse apenas um detalhe ou um trabalho dele como repórter fotográfico. Os jornalistas irão se idenfiticar com o livro. Vale a pena ler. Ótimo.
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Baltar 27/06/2011

Ligeiramente romance
É um bom livro, mas decepiciona um pouco quem espera maiores informações e detalhes históricos sobre a segunda guerra mundial. O livro, escrito pelo próprio Capa, foca mais no romance do fotografo com a inglesa Pink.

Belas e históricas fotos, ilustram o livro.
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Marina 02/01/2013

Um dos melhores livros que já li. Eu desconhecia o poder narrativo do Capa... achei a história fantástica, embora um pouco fantasiada, conforme avisado no prefácio, e muito bem contada. As fotos e o texto competem, página a página, a preferência do olhar do leitor; muito bom!
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Allysson Falcon 23/01/2013

Impossível parar de ler até o final. As fotos históricas de Capa acompanhadas de um relato envolvente e ágil. Excelente.
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isa.dantas 12/10/2016

Além de suas fotos incríveis, através dessa autobiografia, conseguimos captar também o ótimo senso de humor do maior fotorepórter do século XX, que tinha uma habilidade incrível de não se levar nada a sério. Impossível não gargalhar em alguns trechos do livro.
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IvaldoRocha 12/11/2016

Provavelmente o maior fotojornalista de todos os tempos, um mito por ele mesmo.
“Se suas fotos ainda não estão boas o suficiente é porque você ainda não está perto o suficiente” Do ponto de vista da fotografia parece ser um bom conselho, mas quando você lembra que ele era um fotografo de guerra o conselho passa a ser um tanto questionável.
Robert Capa, que na verdade não era Robert Capa, e sim Endre Ernô Friedmann, um fotógrafo húngaro que cobriu as principais guerras da primeira metade do século XX. Revolucionou o fotojornalismo, achava que as fotos ligeiramente fora de foco davam uma sensação de movimento e dramaticidade à imagem registrada.
Enfrentou grandes dificuldades para poder trabalhar durante as guerras, principalmente por ser húngaro. Graças a uma série infinita de artimanhas e golpes de sorte que o destino lhe reservou, conseguiu estar nos lugares certos, embora quase sempre os mais arriscados, no momento certo.
O livro será devorado rapidamente, graças ao modo com que Capa adorava entreter os amigos e os recém conhecidos, com suas histórias um tanto melhoradas, para não dizer, nem sempre fiéis a verdade. Na edição original do livro aparecia na primeira orelha esta frase de Capa:
“Como é evidentemente muito difícil escrever a verdade, no interesse dela eu me permiti às vezes ir um pouco além ou ficar um pouco aquém. Todos os eventos e pessoas nesse livro são casuais e têm alguma coisa a ver com a verdade”.
Embora Capa fotografasse os horrores da guerra, não são apenas fotos da morte que reviram seu estomago. Momentos de solidariedade, solidão, revolta e a inevitável ambiguidade das guerras estão presentes a todo momento.
Sobre as fotos de Capa, quando do lançamento do livro, o Philadelphia Inquirer publicou: “O que Tolstói faz com palavras por Sebastopol, Hemingway por Caporetto, Crane pela Guerra Civil, Capa consegue com sua câmera”.
Falar sobre a guerra, mostrar imagens e vídeos sobre ela, são sempre algo indigesto, mas não deixa de ser necessário. Hoje com a rapidez e a quantidade monstruosa de informações que recebemos, as coisas tendem a ser banalizadas e perdem às vezes o impacto e a indignação a que deveriam estar sujeitas. A guerra é uma dessas coisas.
Principalmente durante o período olímpico, onde disputas diárias eram realizadas e o esforço dos atletas que dedicam uma vida na busca de um ideal olímpico, foi apresentado a todo instante, com os termos: guerreiros, batalhadores e similares, termos que se banalizaram como nunca.
Não, uma busca olímpica nunca pode ser uma guerra, na guerra morre gente, crianças e pessoas inocentes são destruídas com um simples apertar de um botão. A vida não pode ser uma guerra, uma batalha. A vida é para se vivida e os sonhos para serem construídos a cada dia, com esforço sim, com sacrifícios e perseverança, mas sem guerra, sem batalhas. Veja aqui o que é a guerra e depois pense nisso.
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Carol | @carolreads 31/07/2019

Ligeiramente Fora de Foco
Um livro envolvente.

Robert Capa é um famoso fotógrafo que se dedicou a cobrir conflitos armados ao redor do mundo. Durante sua carreira ele participou de cinco guerras e, em Ligeiramente Fora de Foco, ele conta a sua experiência como correspondente na Segunda Guerra Mundial.

Os relatos não podem ser considerados 100% verdadeiros pois logo na introdução Capa expõe: “Como é evidentemente muito difícil escrever a verdade (...) no interesse dela eu me permiti às vezes ir um pouco além ou ficar um pouco aquém. Todos os eventos e pessoas neste livro são causais e têm alguma coisa a ver com a verdade”.

Mesmo utilizando de certa liberdade narrativa, os relatos de Capa são, além de bem humorados, hipnotizantes. Eles conseguem ser curtos e objetivos e, ao mesmo tempo, mostrar as aventuras pessoais de Capa (seu namoro, sua relação com Ernest Hemingway e John Steinbeck) e os horrores da Segunda Guerra.

As fotografias, que servem como ilustração do texto, são únicas. Elas mostram a campanha no norte da Africa, na Sicília, a invasão da Normandia e da Alemanha (inclusive, uma das fotos dessa inovação se tornou a capa do livro).

PS. Visitem os sebos da sua cidade! Não acreditei quando achei essa edição por lá (e com um preço justo). Para completar meu sonho de consumo da Cosac só falta encontrar Moby Dick do Melville e Um diário Russo do Capa e do John Steinbeck!

site: https://www.instagram.com/carolreads
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Luís Gustavo 02/08/2020

Livro perfeito de um dos maiores fotógrafos da história
Um livro de relato histórico em primeira pessoa da guerra, feito por um dos maiores fotógrafos da história. Robert Capa, nome artístico de Endre Friedmann, escreve sobre suas histórias na Segunda Guerra Mundial, às vezes dando o contexto de alguma foto, às vezes contando alguma passagem engraçada da convivência no front, e tudo com um pouco de ironia e de humor. Tudo isso mesclado com as fotos dele.
É um livro excelente e, especialmente, para quem gosta de fotografia. Assim como é legal enxerga o Capa pelas suas fotos, também é legal enxergar o Capa pelo seu texto.

Espero que algum dia alguma outra editora publique esse livro na mesma qualidade e carinho da Cosac. Livro maravilhoso.
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