Louco aos Poucos (Going Bovine)

Louco aos Poucos (Going Bovine) Libba Bray




Resenhas - Louco aos Poucos


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Giulipédia 02/12/2018

Literalmente louco aos poucos...
Eu nunca faço resenhas, gosto de guarda o sentimento que o fim da leitura sempre trás, pra mim mesma, é egoísmo, sei disso, me processem!
Enfim, mas esse livro eu tinha que falar alguma coisa, que livro cara, que livro!!
A história começa falando Cameron, um adolescente basicamente comum, que apenas sobrevive, não é atleta, não é nerd não é popular, então o que o torna um personagem tão especial? A resposta, uma doença terminal. Mas Giuli como assim você gosta de livros desse tipo? Sem preconceito e julgamentos a parte, óbvio que não, eu corro desse tipo de história. Mas essa daqui contém todos os elementos que fazem uma história ser diferente e atrativa. Voltando, Cameron tem a doençada vaca louca, uma doença que vai "devorando" o cérebro dele até que ele eloqueça de vez e por fim, bom, bata as botas, até que ele recebe a visita de uma anja-punk, aí vocês podem pensar, forçado talvez? Só que não!!! Dulcie, a "anja-punk" que adora a cor rosa, é aquilo que os anjos de certa forma são, imprevisíveis e misteriosos, a diferença é que ela tem um visual bem maneiro, na minha opinião.
Nesse meio tempo ele se envolve numa viagem pra descobrir a cura pra sua doença e salvar o mundo junto com gonzo, o anão, então, eu adorei o fato da autora ter introduzido um personagem como gonzo nessa história, quase nunca vemos anões como protagonistas nos livros e ainda mais um com um desenvolvimento tão grande e gratificante de se ler, e voltando, de quebra um deus nórdico, chamado bauder, preso na forma de gnomo de jardim muito engraçado e com fobias de fotos.
O que eu tenho a dizer a respeito do livro é que caramba, é uma história bem bizarra e psicodélica que você se perde e se encontra várias e várias vezes a média que a leitura vai avançando, e muito empática também principalmente no período adolescente, onde mostram as nossas inseguranças e desejos, a busca pela felicidade tão esperada e se é realmente aquilo que a gente imaginou que seria ou se no final tudo não passava de ilusão do jeito que a vida sempre puxa nosso tapete no final, mas que eu digo, que por trás de toda rasteira que a vida dá, ela sempre trás uma lição de crescimento pra nós como seres humanos num todo e individual, pra nós como indivíduos.
O que posso dizer é que não é uma leitura pra qualquer um, pra encarar ela, você tem que está disposto a deixar o normal, e o certo para trás, pois esse é um livro louco e aleatório, onde você se perde e se encontra e por de trás de cada situação bizarra aleatória que acontece você se identifica um pouquinho mais!!
Recomendo, super recomendo, por mais adolescente, infantil ou sem nexo que as pessoas possam achar, libba bray acertou mais uma vez!!!
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Kymhy 23/04/2018

Louco aos Poucos - Libba Bray
Cameron era um rapaz despreocupado que acaba contraindo a doença da vaca louca e não acredita que esse será seu fim. Até que uma garota-anjo de estilo punk aparece e diz existir uma maneira de salvá-lo. Hora de botar o pé na estrada!

site: https://gatoletrado.com.br/site/resenha-louco-aos-poucos-libba-bray/
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itsbru 15/04/2017

Old but good
O livro em si é ótimo. Não tenho o que reclamsr. De início tende a não prender muita a atenção do leitor (demorei uns 3 meses pra ler porque tinha preguica) mas a ideia da história em si mostra o quão ingratos somos com a vida. Apesar de se passar em um mundo paralelo ficticio, a reflexão é uma porta a ser explorada.
Recomendo.
itsbru 15/04/2017minha estante
Reclamar* (corrigindo o erro ortográfico ali em cima já que não achei a opção de editar a resenha).




graziela.tome 20/08/2016

No fim, quem quase ficou louca fui eu
A princípio, cheguei a pensar que o problema do livro fosse o marketing já que a capa e sinopse parecem tratar de um livro tragicômico. Os primeiros capítulos são puxados para o drama, mostrando bem as relações de Cameron com a sua família, escola e sua visão de mundo, o que se torna bem interessante. O problema é que quando se inicia o segundo ato vira o samba do crioulo doido. Há boas reflexões sobre a vida e é isso.

Enfim, a ideia em si é muito boa, mas ficou a sensação de que nem de longe foi bem desenvolvida, tirando o potencial do ato final.
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André Polga 18/02/2016

Reflexivo
Um livro que de começo não prende muita atenção...
No decorrer da leitura, se percebe que os ensinamentos que ele traz, assim como suas reflexões, estão nas pequenas coisas e nas pequenas situações que Cameron e Gonzo passam, assim como Dulcie.
Um final esperado, no entanto, difícil de entender! rsrs
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Patrícia Belmonte 31/08/2015

"LOUCO AOS POUCOS", LIBBA BRAY - ID EDITORA
Este é o oitavo livro da escritora norte americana Libba Bray, porém foi o primeiro dela que li e a experiência foi super positiva, pois a partir dele busquei mais obras da autora.

Já li alguns comentários não tão favoráveis do livro aqui pela web, mas acho importante salientar que antes de começarmos uma leitura devemos saber em qual viagem estamos embarcando.

Libba Bray escreve para adolescentes, então se fores entrar nessa aventura, procure ler com os olhos coloridos da adolescência, pois trata-se de uma literatura fantástica, com direito a uma garota-anja-punk e um deus viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim.

O livro envolve temas bastante atuais da realidade dentro desse mundo de fantasia.

site: http://atualizandolivros.blogspot.com.br/2014/05/louco-aos-poucos-libba-bray-id-editora.html
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Ana Usui 27/02/2015

Senti muitas coisas ao ler Louco aos Poucos. Desde desânimo (no começo), confusão e irritação à alegria, tristeza, nostalgia e o mais importante, aquela sensação de que se descobriu um pouco mais do universo, mesmo que não entenda exatamente o que descobriu.
Louco aos Poucos é um livro que deve ser lido com dedicação porque você definitivamente será recompensado.

A história é sobre Cameron, um jovem irresponsável, sarcástico, mal humorado e solitário (tanto na escola quanto em sua própria casa), vivendo sua patética vida ignorando tudo e todos com músicas pouco conhecidas e um pouco de maconha (que apesar de não ser algo bom, totalmente se encaixa na loucura do livro).
Cameron não se importa com nada, porque ele faz aquelas perguntas que todos nós fazemos, mas não insistimos por muito tempo porque sabemos que as possíveis respostas não são agradáveis.
Porque estamos aqui? Qual o sentido de estudar, trabalhar, se esforçar tanto enquanto tentamos agarrar pequenas centelhas esporádicas de felicidade, só para então morrermos? Qual é a razão de tanto esforço, tanto sofrimento? Nós somos a grande piada do universo no fim das contas?

Cameron acha que o mais esperto a se fazer é simplesmente esperar pacientemente pelo seu ponto final. E então ele chega. Cameron é diagnosticado com a doença da vaca louca e de repente é uma merda ter o seu ponto final ali.
Então uma estranha anja punk que já o perseguia lhe aparece com uma proposta de missão, viajar sem qualquer direção, procurando por sentido no aleatório, para tentar salvar o mundo e encontrar um tal Doutor X que, supostamente, tem a cura. Tudo isso com um anão chamado Gonzo e mais tarde um gnomo de jardim chamado Balder (que por acaso é um deus viking imortal).

Louco aos Poucos não é o tipo de livro que tudo faz sentido, mas sim o tipo de livro de onde se extrai o sentido de pedaços. Não adianta buscar alguma constante em sua viagem, mas sim fazer exatamente o que Cameron está fazendo, curtir essa viagem, viver ela e ver onde vai dar, sacar as entrelinhas das coisas simples. Até porque o livro tem muita loucura e mesmo que você não queira você vai se perder nela.

Na minha opinião Gonzo representa o medo, enquanto Balder representa a juventude imortal e Dulcie o amor e a proteção.
Cada parada na história trás uma reflexão sobre algo. Felicidade, sua, minha e do outro. A aleatoriedade da vida, estereótipos, vidas em embalagens, classificação e rotulação pela sociedade. Amizades, sonhos e vida.

Ler Louco aos Poucos foi incrível, mesmo que tenha sido difícil nas primeiras 100 páginas (como foi pra todo mundo que já leu...), valeu cada parte, e no fim me deu aquela sensação, aquela pela qual sempre buscamos quando lemos e que poucas vezes encontramos, aquela sensação quente no peito de ler uma boa história, de se sentir incrível e ao mesmo tempo perdido, sem saber o que fazer agora com a sua realidade.
O final foi surpreendente, mesmo que em parte já esperasse, e se eu entendi o final?
NÃO! Mas não era para entender mesmo, afinal, quem diz quando é o final?

Depois de pegar o embalo eu ri muito, mas muuuuuito com eles, a ponto de me olharem feio no ônibus, então cuidado aonde vai ler. Brisei muito nas loucuras de Cameron, não fazia ideia de quando era realidade e quando não era. Mas quem diz o que é e o que não é real? (ninguém tem um psiquiatra por perto, certo?)
Tive muitos momentos do tipo "oh meu deus! tem uma puta filosofia por trás desse parafuso enferrujado cara!" e me admirei com a evolução dos personagens.

Enfim, esse foi o meu primeiro livro non-sense, que agora é um dos meus favoritos e desta vez eu não vou finalizar com uma recomendação porque este livro se tornou aquele tipo de livro que a gente guarda quase como se fosse um segredo, como se fosse importante demais para sair anunciando.
Então se quiser ler, vá em frente, mas vá com tudo, seja forte e não decepcione todos aqueles que guardam essa história como um segredo bonito no peito.

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"Num mundo como esse apenas o aleatório faz sentido."

"Talvez todos nós façamos parte do mesmo ensopado do inconsciente, sonhando os mesmos sonhos, compartilhando as mesmas esperanças, precisando da mesma conexão, tentando encontrar e errando, tentando de novo - cada um de nós encenando nossos papéis nos roteiros dos outros, apenas um enorme novelo humano todo embaraçado. Talvez seja isso."
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Eder Duarte 24/02/2015

Aleatoriamente bom
No fim das contas percebo que quem fica louco aos poucos lendo esse livro somos nós os leitores e o que eu tenho a dizer é que esse foi um dos mais doidos e aleatórios que já li. Deixo apenas essa passagem para reflexão: Talvez todos nós façamos parte do mesmo ensopado do inconsciente, sonhando os mesmos sonhos, compartilhando as mesmas esperanças, precisando da mesma conexão, tentando encontrar e errando, tentando de novo - cada um de nós encenando nossos papéis nos roteiros dos outros, apenas um enorme novelo humano todo embaraçado. Talvez seja isso.
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Nay 29/03/2014

Louco aos Poucos
Louco aos Poucos foi uma experiência... diferente. E diferente não quer dizer ruim, pelo contrário, eu considero a diferença como uma característica própria que nos traz as nossas melhores qualidades.
Libba Bray criou uma realidade completamente opositória à nossa, sem se perder nos exageros, mas que pode não ser uma leitura tão atrativa àqueles que preferem o gosto do real. O livro é extremamente engraçado e eu me diverti como nunca lendo, então aviso: NÃO LEIA NA RUA. Podem ocorrer gargalhadas em locais impróprios.
Se tratando dos personagens, posso dizer que Cameron me agradou muito, pois mesmo sendo irresponsável, irritante e sarcástico, ele representou bem o jovem de hoje e todos os seus gostos e impulsos. Aliás, até relacionei nossas personalidades, o que deve contar como um adicional suspeito a minha crítica. Gonzo é muito interessante, com todas as suas contradições e medos, mas que está sempre pronto para ajudar Cam em sua aventura pelo U.S, e Balder é de longe meu personagem preferido e simplesmente o mais engraçado com suas tiradas sobre a imortalidade e sua convicção em ser invencível por ser um Deus amaldiçoado.
O final me confundiu um pouco, deixando lacunas e perguntas não respondidas que comprometeram um pouco a leitura, mas que o enredo em si é extremamente criativo e possui muitas reviravoltas que prendem a pessoa ao livro.
Leitura legal e descontraída.
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Andrea 09/03/2014

Nem sei por onde começar essa resenha. Sabe aquele livro que mexe com você e você passa um bom tempo pensando nele depois de terminar? Pois é, foi o que senti lendo Louco aos Poucos.

Descobri esse livro meio sem querer, fuçando em estantes alheias. Adoro histórias non-sense (porque elas costumam ser divertidas) e não pensei duas vezes quando li na sinopse: doença da vaca louca, viagem de carro e gnomo de jardim. Consegui de troca logo depois e o passei na frente de vários livros que estão esperando aqui há meses/anos para serem lidos, coitados...

Mas voltando: o começo desse livro é meio chatinho, confesso. Não dá pra se simpatizar com o Cameron e acho que algumas pessoas podem até pensar em desistir aí. Como me foi prometido a doença da vaca louca e uma viagem com um gnomo de jardim, insisti. O que muito valeu a pena, porque melhora muito mesmo depois daí. E na verdade, depois que você termina, entende o quanto aquele começo é importante pro desenrolar da história.


ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS A PARTIR DAQUI!!!


Depois que terminei - e depois de ler algumas resenhas - fui correndo reler alguns trechos do livro e gente, tá tudo lá. Tudo. Eu simplesmente amei ver como o Cameron criou toda a viagem com as coisas que tinham sido citadas anteriormente. E acrescentando algumas coisas que aconteciam durante a internação. A única coisa que eu não achei explícita foi o Ed. Seria ele quem o Cameron achava que o pai queria como filho?


FIM DOS SPOILERS!!!


Num geral, é um livro muito divertido, com uma história realmente non-sense e ótimos personagens. Impossível falar do livro sem citar Balder e Gonzo, que roubam a cena. Ri várias vezes com eles durante a leitura. O problema mesmo é só quando termina: você sente toda a tristeza e fica, putz. E ah, é um livro longo, mas como a leitura flui, dá pra ler rapidinho, desde que você não desista no começo.

Recomendo muito.


PS: esqueci de falar da tradução. Achei vários errinhos bobos, como letras faltando ou palavras fora de ordem. Nada que atrapalhasse o entendimento da história, mas que acaba desconcentrando na hora de ler.
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Beatriz 06/09/2013

Sinais. Coincidências. O aleatório.
Serei extremamente sincera: de cara eu não gostei do livro. Achei que seria muito viajado (o que é), que teria muita coisa que eu não conseguiria entender (o que teve) e que provavelmente eu me arrependeria (o que NÃO aconteceu). De verdade, acho que até as últimas 150 páginas eu não tava curtindo a história. Realmente caminhou junto com minhas expectativas, mas - graças a Deus - os últimos capítulos mudaram minha ótica e me mostraram o quanto eu estava errada. E só o final valeu pelo livro todo. Acho que o final EXPLICA o livro todo. Você finalmente entende o que a autora quis dizer, o que Cameron quis dizer, o que Dulcie quis dizer, o que a história quis dizer. É um livro realmente lindo e emocionante. Não julguem-no pela capa, pela sinopse, pelo tamanho e nem pelo conteúdo. Você vai gostar...
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Sofia Dolabela 27/04/2013

Loucamente cômico
Na primeira vez que vi Louco Aos Poucos na estante de uma livraria, pensei que era só mais um livro comum com uma sinopse estranha.

Eu não poderia estar mais errada.

"Louco Aos Poucos" conta a história de Cameron, um adolescente descuidado, sem amigos e maconheiro (não encontrei palavra melhor) que não tem nenhuma pretensão para o futuro e tem um emprego miserável. Vivendo à sombra da irmã, que ao contrário dele faz parte da "turma dos populares" e é o orgulho da família, Cameron leva uma vida problemática e que pode ser considerada infeliz, cujos únicos momentos remotamente alegres são quando ele está na loja de discos favorita ou quando está chapado.

Sendo assim, Cameron é diagnosticado com a doença da vaca louca, sem chances de sobrevivência. Numa reviravolta inacreditável, passa a ser o mais popular da escola e ganha até mesmo uma homenagem, mas mal sabia ele que aquilo era apenas o começo. Já no hospital, encontra com Gonzo, o anão neurótico e engraçado que o acompanha pelo resto do livro e presencia cenas essenciais, e recebe a visita de Dulcie, uma anja (que de angelical não tem nada) punk que, inicialmente, ele pensa ser uma alucinação, mas depois, quando foge do hospital com Gonzo e passa a viajar o mundo, acostuma-se com a ideia de que Dulcie é (bastante) real e conta com a ajuda da anja em questões tão profundas quanto sua doença: destino, vida e morte.

Com sua narrativa envolvente e irônica, Cameron conquista o leitor em poucas páginas e faz com o que o livro seja agradável de se ler. O contraste entre as cenas de humor com Gonzo e Balder (o deus vicking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim) e as de drama com Dulcie dá um ritmo equilibrado para a história, e faz o leitor refletir sobre os assuntos abordados até conseguir achar uma resposta para as perguntas que o livro expõe. A narrativa cômica de Cameron, no entanto, não deixa que esses temas profundos se tornem chatos, e provoca reações derivadas no leitor: desde crises de riso até crises sem fim de choro.

O final imprevisível só deu mais colaboração para que Louco Aos Poucos entrasse para minha lista de livros favoritos. Sem dúvida, foi um livro que mudou minha maneira de pensar e de ver as coisas, e fez com que eu ficasse dias fazendo questões sem resposta sobre vida e morte e que me deixou, inevitavelmente, louca aos poucos.


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Bárbara T. 04/12/2012

Eis a Felicidade
O livro conta a história de Cameron, um garoto diagnosticado com a doença da vaca louca, e que não tem chances de vida. Enquanto está internado no hospital, ele recebe a visita de Dulcie, uma anja punk que lhe diz que ainda á uma chance de ele viver. Ele precisa encontrar o Doutor X., que, segundo Dulcie, é o único capaz de salva-lo. Junto com Gonzo, um garoto anão neurótico que ele conhece no hospital, ele foge e vai em busca de Doutor X. (No caminho encontram também Balder, um deus Viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim.)
Ao inicio o livro parece apenas mais um livro infanto juvenil, com seu personagem principal revoltado e tendo problemas de família constantes, com alguma história qualquer como plano de fundo. Mas, até nas primeiras páginas é possível ter um pequeno sopro daquilo que a autora quer nos passar.
Não é possível dizer exatamente o sentido do livro, pois, é uma coisa tão intima e peculiar, que se altera de acordo com a visão de quem lê. Então, está ai a minha interpretação.
É uma critica sincera ao modo de vida das pessoas, sociedades, e jovens em geral. Certas pressões, cobranças e ilusões, que alteram a nossa vida e nos cegam para o que é mais importante.
No livro, existe um dialogo iniciado com a pergunta: "Você viveu essa ultimas duas semanas?" A resposta a principio é muito simples, qualquer ser humano que esteja com o coração batendo está vivo. Porém, qual o sentido de "viver"? Se fosse simplesmente estar com o coração batendo não poderíamos substituir "viver" por "existir"? Então, por não estarmos todos nós mergulhados numa ilusão de "vida perfeita", sem privacidade nem confiança, sempre insatisfeitos a procura de uma felicidade que pode ser destruída assim que lançarem um modelo novo, sempre vendados por histórias lúdicas cujo único objetivo é fazer você acompanhar todos os filmes, não estaríamos nós, apenas existindo?
A autora, indiretamente, nos diz que pequenos detalhes podem decidir sua vida pra sempre, que existem pessoas a sua volta, você não está sozinho aqui e muito menos tem o direito de se isolar sem mais nem menos porque você não é o centro do universo! E que tudo, e exatamente tudo é imperfeito...E é isso que faz com que a vida seja especial.
Nós não temos que procurar uma vida perfeita, onde não aja injustiça, dor e sofrimento, isso não existe. Se nós apenas parraremos para observar tudo de bom que já existe na nossa vida. O amor da nossa mãe e familiares, o fato de estar vivo até agora e poder enfrentar as dificuldades da vida, e tantas outras coisas. A vida "perfeita" está bem nas nossas mãos, se não está, você tem a chance de alcança-la apenas sorrindo pras dificuldades que aparecem.
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Gabi Lima 02/11/2012

Louco aos Poucos conta a história de Cameron, um jovem de 16 anos que nunca se importa com ninguém e adora fumar maconha e escutar o Grande Tremolo, um músico brasileiro. Além disso, ele trabalha em um fast food chamado Buddha Burger no qual só trabalha porque foi obrigado pela mãe.

A vida de Cameron muda completamente quando ele descobre que tem a doença da vaca louca, ou seja, seu cérebro está sendo desintegrado por vários príons e não tem como evitar. Cameron irá morrer. Depois de saber sobre a doença, Cameron encontra Dulcie, um anjo de botas e cabelo colorido que diz para ele procurar o Doutor X, pois ele pode curá-lo. Mas como encontrar esse tal médico? Segundo Dulcie é só seguir o aleatório. Isso mesmo, o aleatório. Através de outdoors e propagandas, Cameron vai passeando pelo país em busca do misterioso Doutor X.

Claro que ele não faz essa viagem sozinho. Seus companheiros de viagem são Gonzo, um anão que acha que tudo pode deixá-lo doente, e Balder, um deus viking que está aprisionado na forma de um gnomo de jardim e que só quer voltar para casa.

Confira o resto da resenha em: http://livrofilmeecia.blogspot.com.br/2012/10/resenha-louco-aos-poucos.html
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pri 31/08/2012

Louco aos Poucos
Hey!

Uma história muito diferente, única, envolvente e ótima. Mas não tem como começar sem falar que quando peguei esse livro na estante da livraria, paralisei com a capa que é simplesmente maravilhosa! nota 10!

A história tem como personagem principal Cameron Smith que tem 16 anos, é irresponsável, irritante e sarcástico bem como os adolescentes de hoje, e foi diagnosticado com a doença da Vaca Louca o que significa que ele vai morrer. Esse garoto nunca foi muito importante na vida de ninguém, pelo menos é o que pensava, sua irmã era lider de torcida e ele era um zero a esquerda nos corredores do colégio, mas depois que ele para de ir á escola a turma faz um vídeo dizendo como sua presença faz falta, ele não intende nada, mas como a garota mais linda do colégio aparece no vídeo mandando um beijo para ele, ele decide não perguntar muito e apenas curtir.

Um dia Cameron tem um encontro com uma garota-anja-punk, a Dulcie, que sempre desaparece nas horas que mais se precisa dela, mas por mais que isso aconteça ela consegue colocar na cabeça de Cam que a Vaca Louca tem cura e ele precisa achá-la, por falar tanto Cameron acaba concordando em ir atrás do que ela tanto diz, mas o que o espera é muito mais que uma jornada para sua melhora e vai acabar precisando salvar o mundo junto com tudo que se depara. Para isso ele vai contar com a ajuda de Gonzo, um anão neurótico, cheio de medos e preconceitos, fazendo Cam perder a paciência as vezes mas nunca deixa seu amigo na mão. E tem também o Balder um deus viking aprisionado no corpo de um gnomo de jardim, que se acha invensível e imortal, muito peculiar em suas ações e decisões e sempre pronto para dar uma resposta para tudo.

Durante a aventura você se apega aos personagens, ri junto com os acontecimentos pois é muito engraçado e divertido, é bem difícil de largar as páginas para ir fazer alguma outra coisa. Completamente sem o senso comum que se encontra nas histórias batidas: um livro para ser bom não precisa terminar tudo bem, não precisa de ser fora da realidade nem ter um 'e foi feliz para sempre' e a Libba Bray conseguiu mostrar isso singelamente. Arrasou. Fez uma história muito gostosa de ler. Para quem gosta de algo leve, com uma linguagem fácil e bem divertida vale a pena, ele com certeza traz experiências novas: enxerga a vida por uma fresta bem diferente da maioria das pessoas.
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