Primavera Num Espelho Partido

Primavera Num Espelho Partido Mario Benedetti




Resenhas - Primavera Num Espelho Partido


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Lusia.Nicolino 02/08/2019

"Eu também tenho ideias..."
Ler é um prazer, mas e quando o primeiro capítulo arrebata e o olho brilha, o sorriso se desenha e o medo é apenas de que o segundo e o terceiro capítulo não sejam exatamente assim, arrebatadores?
Primavera Num Espelho Partido é arrebatador do começo ao fim. Pode seguir sem medo.
Com diferentes narradores, Benedetti nos conduz gentilmente pelos meandros da ditadura e suas consequências, mas sem ser partidário ou piegas.
Como as famílias e os amigos mantém as relações e as conexões depois de prisão e exílio. O que nos revela Beatriz, a garotinha, com suas definições e interpretações:
“Meu pai é um preso, mas não porque tenha matado ou roubado ou chegado tarde à escola. Graciela diz que meu pai está em Liberdade*, ou seja, preso, por suas ideias. Parece que meu pai era famoso por suas ideias. Eu também tenho ideias, às vezes, mas ainda não sou famosa. Por isso não estou em Liberdade*, ou seja, não estou presa. Se estivesse presa, gostaria que minhas bonecas, Toti e Mónica, também fossem presas políticas.

* irônica e sarcasticamente, a prisão onde está Santiago, o pai de Beatriz, se chama Liberdade.
Será que eles vão se reencontrar? Com capítulos curtos e muito envolventes, rapidamente você chega ao fim do livro para essa descoberta.
Não perca tempo, embarque nessa viagem!

site: https://www.facebook.com/lunicolinole
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Conça 02/07/2019

Minhas impressões, opniões e sentimentos
Primavera num espelho partido deixa ensinamentos, e traz à tona uma variante de sentimentos para refletir quantos exílios vivemos sem estarmos presos.
As partes mais comoventes dessa história, são as narrativas de Beatriz que me encantou e emocionou por diversas vezes pela inocência e sabedoria das sua colocações.
Um livro que deixa um grande aprendizado na história e no cotidiano.
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Ricardo.Mendes 25/05/2019

Leve
Um bom livro. Vale a pena experimentar de um tema tão duro e principalmente sob a forma leve que foi escrito.
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Carlosapmm 07/05/2019

Primavera num espelho partido do escritor Uruguaio Mario Benedetti e possui como curador o Julián Fuks, foi meu primeiro livro da TAG curadoria abrindo uma excelente experiência literárias, pois o livro é fascinante. Possui como personagens: Dom Rafael, Beatriz, Graciela, Rolando e Santiago. O livro trata da questão da ditatura uruguaia, não exatamente da ditadura em si contando suas histórias, mas sim seus efeitos na vida de todos os personagens principalmente na de Santiago e Beatriz. Traz relatos da vida fora (por parte de Beatriz e outros) e relatos da vida de um exilio. A narrativa é excelente, muito bem organizada. A estória é contada em capítulos curtos com narrações, acontecimentos e fatos.
Sinceramente, eu achei um livro excepcional, envolvente e emocionante. Existem várias passagens que emocionam e que dizem uma verdade, não só uruguaia, mas de um país como Brasil, uma nação. Um capítulo que me chamou bastante atenção foi o: Dom Rafael – Loucos lindos e feios (p. 99-104) nele só li verdades. Dom Rafael é um homem sábio, vivido e pai de Santiago. Beatriz é a filha de Graciela e Santiago na qual ainda não sabe nada da vida, sabe apenas que possui um pai exilado. Graciela é mulher de Santiago, mulher que tem as mesmas ideias e lutas do marido e que sente na pele (não tão literalmente) as consequências dessa ditadura: ficar longe de quem a gente ama. Rolando é um dos melhores amigos de Santiago.
Do meio para o fim do livro nos deparamos com o dilema de Graciela em que a mesma se envolve, seja por carência ou qualquer outro motivo, com Rolando ficando assim entre Rolando e Santiago. O final de início eu me questionei, porém não entendi como uma lacuna, mas sim como uma encaixa para outra história, outro livro. Mas afirmo: fiquei bem curioso. Enfim, sem palavras, é um livro sensacional e que deveria ser leitura obrigatória.
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Joana 05/05/2019

Primavere-se
Um livro delicado para tratar sobre um tema tão pesado, a ditadura no Uruguai, mas sem deixar de lado as dificuldades e tristezas passadas pelos personagens. O diferencial do livro é a narrativa dividida e exposta por vários personagens e cada um com uma visão diferente sobre o mesmo processo!
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Rodrigo Brasil 15/04/2019

Foi melhor do que esperava. Daria um 4.2. Achei sensível em várias partes e duro e pesado noutras. Um belo livro sobre a ditadira uruguaia.
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Érika 09/04/2019

Intenso e difícil.
Ao mesmo tempo nos faz ser solidários com vários personagens diferentes. Experimentar uma mistura de rancor e, ao mesmo tempo, compreensão.
Como seria exilar-se? E como seria ser forçado a isso? E como seria esperar pelo seu companheiro por tempo indeterminado?
5 anos é uma vida. É um período radical de mudança. É ter novas ideias e mudar de ideia várias vezes sobre elas. É criar e romper laços. É iniciar e concluir muitos "algo". É início, fim e recomeço. Várias vezes.
Por isso é tão difícil julgar. E ao mesmo tempo é tão difícil não ter opinião sobre. O que fazer na posição complicada de Graciela? E de Rolando? E, ainda, como Santiago? E seu pai, com seus conselhos?
Um livro sensível e intenso, com relatos que movem e comovem o leitor. E de final abrupto que quase me fez roer as unhas de novo - e talvez jogar o livro longe, para depois buscá-lo arrependida.
Fica a dúvida, a angústia e a tentativa de empatia. Quantas emoções!
Paz, amor e bem.
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Soterradaporlivros 07/04/2019

Eu sempre tenho um pouco de dificuldade de falar sobre livros que eu não gostei, principalmente quando é um livro da TAG em que as opiniões foram bem divididas: parte do grupo não gostou, parte amou o livro, de verdade.

Eu estou no grupo que não gostou mesmo! Tive dificuldade de terminar, inclusive. Porém independente disso, o livro gerou um debate muito positivo.

A obra trata dos efeitos que a ditadura uruguaia tem em uma família e é narrado sob várias perspectivas: o marido/pai preso político, a esposa, a filha e o pai dele que estão exilados, um dos companheiros de luta agora em liberdade e em alguns capítulos relatos do próprio autor, de sua vida e de seus amigos no exílio.

O melhor narrador sem dúvida é a filha, mesmo que fique sempre a certeza de que é um adulto escrevendo como uma menina. Meu capítulo preferido foi sob seu ponto de vista e eu não detestei mais o livro por causa dela.
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Alê Ferreira 06/04/2019

Mas apesar da ponda quebrada o espelho ser a primavera serve
Primavera num espelho partido
Romance de Mario Benedetti, cujo pano de fundo é a ditadura uruguaia, a qual se estendeu de 27 de junho de 1973 a 28 de fevereiro de 1985.
O autor esteve exilado do Uruguai por dez anos em razão de seu posicionamento político, o que lhe rendeu o apelido de escritor do compromisso. Nesse período não cessou sua produção literária, escreveu 9 livros, sendo Primavera num espelho partido o único romance entre eles, fortemente marcado pela experiência do autor, - tanto que ele insere como um dos fragmentos do livro capítulos nominados Exílios, que representam a lembrança e a voz do próprio autor, imprimindo um traço autobiográfico ao livro - foi publicado em 1982.

Apesar da narrativa construída sobre a temática da Ditadura, do exílio, esse romance não pretende colocar em evidência aspectos políticos, pelo menos não delimita fatos e contextos histórico-políticos, antes convida o leitor a visitar os recônditos da vida privada, da intimidade da família abalada pelos efeitos da censura e da repressão da ditadura.
Assim vamos conhecendo Santiago, preso político e sua família, também atingida pelos efeitos da ditadura, vez que exilada na Argentina.
O livro é dividido em seis fragmentos com vozes que se intercalam e, em cada qual o leitor percebe a estória da perspectiva de uma das personagens, como se cada fragmento fosse um pedaço do espelho em que são refletidos seus sentimentos, angustias esperanças.
O espelho fragmentado é a família de Santiago, esfacelada e separada pela repressão,.
Intramuros/extramuros: aqui Santiago comunica-se por meio de cartas. Com alguma limitação imposta pela censura, ele expressa seus sentimentos na prisão e tenta manter por esse fio tênue a ligação com sua família.
Em feridos e contundidos um narrador nos apresenta a Graciela vivendo seus dilemas ao enfrentar a distância forçada do Uruguai, a separação de Santiago, enquanto segue cuidando de sua filha Beatriz.
Os capítulos mais doces do livro revelam toda a inocência de Beatriz, que busca a seu modo entender tudo porque sua família tem passado, assim como se esforça para compreender a figura do seu pai, ao qual ela não conheceu.
Dom Rafael: é narrado pelo pai de Santiago e vai descortinando a intricada relação entre pai e filho durante o exílio, toda a carga emocional de acompanhar ao longe o sofrimento do filho e antever o seu estado por meio do que consegue extrair das entrelinhas de suas cartas, como no trecho em que diz:
"Santiago está bem. Aprendi a ler suas entrelinhas e sei que está mentalmente são. Meu temor era esse. Não que delatasse ou esmorecesse. Isso não. Acho que conheço meu filho. Meu temor era que deslizasse da sanidade para sabe-se lá o que."
Aliás esse é um dos trechos do livro que perpassa pelo sofrimento infligido pela ditadura de forma sutil, como um fio de seda a costurar toda a dor da prisão, da tortura, do exílio.
O outro: trata-se de Rolando, um amigo do casal, inclusive do tempo de militância, com quem Graciela mantém um constante contato.
Exílios: é a voz do próprio Benedetti. Imprime a realidade que viveu a sua obra ficcional.
Assim, em uma trama que vai sendo tecida em retalhos, em fragmentos, que proporcionam ao leitor reunir diversas perspectivas da mesma estória, o autor trata de temas dolorosos e arrasadores com toda a suavidade poética, sem agredir ou causar asco, como seria de se esperar diante do tema do livro.
A narrativa é suave, poética, delicada, especialmente nos capítulos da Beatriz, que quebram a tensão. Ora nos diverte com sua ingenuidade curiosa, ora nos enternece com sua simplicidade.
Portanto esse livro não atende a quem espera um tratado político da época, ou mesmo a exploração do contexto histórico, mas conduz a reflexões mais profundas sobre os efeitos da repressão política na esfera da vida privada, na intimidade e na dinâmica das famílias atingidas pelo regime ditatorial. Lança luz sobre os efeitos dos longos anos de interrupção ao curso da vida normal. Enquanto Santiago está preso, distante, sua família segue o curso de suas vidas. A vida não comporta pausas, não é possível parar em determinado ponto e então recomeçar mais à frente. A vida segue o seu curso, Beatriz segue crescendo, Graciela segue sentindo, Dom Rafael segue envelhecendo, vão tecendo novas relações, no novo país, porém o coração segue acalentando um sonho que foi espedaçado pelo peso da repressão.
Nesse contexto, o final proposto pelo autor, aberto e indefinido, ainda que tenha sugerido ao leitor o que aconteceria, cumpre bem esse papel de lembrar que a vida é construída dia-a-dia, não há como predefinir, predestinar o que será.


site: https://www.instagram.com/viva_lendo/
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Yasmin 03/04/2019

"a primavera ainda não está ao alcance da mão / a primavera não chegará amanhã mas talvez depois de amanhã"
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Caroll 27/03/2019

Sutil
Um relato sutil, tocante e provocador. Foi exatamente assim que vi essa história. Mostrando a ditadura a partir de pontos de vistas diferentes, com o foco nos sentimentos, não nas ações.
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Pandora 24/03/2019

É difícil largar "Primavera num espelho partido", tanto ao longo da leitura como agora que se faz necessário encontrar para ele um lugar na estante.

O Mário Benedetti tem uma escrita cativante, sincera. Não fraz drama, mas aborda situações dramáticas e desumanas sem perder o fio da esperança e da crença na possibilidade da vida sobreviver as atrocidades.

Esse é um livro sobre o que aconteceu as pessoas do Uruguai ao longo da ditadura, como algumas delas padeceram, viveram e sobreviveram a essa experiência. Tem muito de autobiográfico. É real e apesar lúdico também é didático. Livro necessário. Um presente para a humanidade.
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