Minha Vida Fora dos Trilhos

Minha Vida Fora dos Trilhos Clare Vanderpool


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Resenhas - Moon Over Manifest


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Bia 16/09/2018

3.75
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Gladis Klein 04/09/2018

Simplesmente Fantástico
Fascinante, com um desfecho perfeito em que não deixa nenhuma questão em aberto.
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Pasianotto 04/09/2018

"Quando há sofrimento, procuramos um motivo. E é mais fácil encontrar esse motivo em si mesmo."
Minha vida fora dos trilhos conta a vida de Abilene com seus 12 anos de idade, Abilene diferente das outras crianças não tem uma casa, é como se a casa dela fosse o mundo, mas por algum motivo seu pai a manda sozinha para uma cidade onde ele já havia morado, a história começa a partir daí, quando ela vai para essa cidadezinha do interior chamada Manisfest.

Quando chega a manisfest Abilene fica na casa de Shade, um velho amigo de seu pai, e dentro da casa em um esconderijo acaba encontrando uma caixa de charuto, com algumas cartas e objetos, ela fica curiosa e começa a procurar saber sobre a história por traz dos objetos, o verão que Abilene passa em manifest acaba fazendo com que ela viva uma aventura, faça novos amigos, e conheça pessoas do passado.

"Eu tinha a necessidade de ouvir a sua história, e ela tinha a mesma necessidade de contá-la. Era como se a história fosse o único bálsamo a proporcionar conforto. "

É reconfortante ler "minha vida fora dos trilhos", é uma sensação estranho de prazer e quietude, como se voltássemos a ser crianças e pudéssemos entender Abilene. Não é que nos achamos iguais a ela, nossas vidas são totalmente diferentes, mas é o querer se encontrar, achar o seu lugar, e entender a vida de forma simples e pura.

"Quem sonharia que alguém pode amar sem ser esmagado por esse peso"

site: https://corte-de-livros.webnode.com/l/minha-vida-fora-dos-trilhos/
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Taci.Souza 25/08/2018

🛤 "Esperança é coisa que nenhum de nós tem tido ultimamente. Alguns homens tentam evitá-la como um resfriado forte. Outros se deixam envolver por ela como se fosse um cobertor. Eu? Ela se esgueira silenciosamente para dentro dos meus sonhos e parece com meu pai, com você e com a minha casa."

🛤 Abilene Tucker, é uma corajosa e impetuosa jovem de 12 anos, que vê sua vida mudar ao ser colocada em um trem a caminho de Manifest, uma pequena cidade do Kansas, para passar o verão sob a tutela de um velho conhecido de seu pai, enquanto ele trabalha em uma ferrovia. Para Abilene, aquele seria o período mais solitário e entediante de sua vida. No entanto, as coisas seguem um rumo novo e inesperado quando ela encontra, dentro de uma velha caixa de charutos, cartas antigas e pequenas lembranças de outros tempos. Os olhos curiosos da menina logo transformam a misteriosa caixa em uma verdadeira arca do tesouro, onde segredos enterrados conectam dois momentos da cidade e evocam memórias surpreendentes e emocionantes.

💬 OPINIÃO 💬

🛤 Em seu primeiro livro, Clare Vanderpool explora acontecimentos que vão desde a época da Primeira Guerra Mundial à Grande Depressão norte- americana dos anos 1930. Com uma fidelidade histórica elogiável, a autora constrói uma narrativa que encanta e emociona, principalmente ao tratar aspectos profundos da natureza humana como perda e redenção. Sua escrita delicada permite ao leitor imergir rapidamente na história, e estabelecer uma deliciosa conexão com as personagens.

🛤 O livro é dividido em duas narrativas cronológicas, onde passado e presente se misturam com precisão e delicadeza. Abilene chega à pequena Manifest confusa e apreensiva. Além de lutar contra a sensação de abandono pelo pai e a incerteza de que ele voltará, ela precisa lidar com a insegurança de estar em um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas. Ao ter acesso a relatos de acontecimentos passados e memórias a muito perdidas, os medos de Abilene começam a se dissipar, e a medida que novos laços são forjados, o desconhecido naturalmente torna-se familiar.

🛤 Ao longo da narrativa, Abilene se aventura numa busca por respostas sobre seu pai e os motivos que o levaram a mandá-la para longe dele. Nessa jornada à procura da verdade, ela acaba por resgatar a história da própria Manifest e de seus habitantes, através dos relatos da misteriosa srta. Sadie, do empolgante 'Suplemento de notícias da Hattie Mae', e das emocionantes cartas do Soldado Ned Gillen para seu amigo e companheiro fiel de enrascadas, Jinx.

🛤 Mais do que acompanhar a trajetória de Abilene, acabamos por compartilhar seus sentimentos e emoções, como se assumíssemos o papel de testemunhas oculares dos acontecimentos narrados. É fácil nos imaginar pulando do trem junto com ela, segurando sua mão ao entrar na cidade, trocando olhares de cumplicidade ao encontrar a caixa de charutos. Clare Vanderpool consegue fazer com que o leitor experimente, de forma nítida e tangível, a diferença que existe entre ler e sentir uma história.


🛤 Esse livro é apaixonante e encantador. Além de nos ensinar muito sobre amizade, amor e fidelidade, sua história e personagens retratam as dificuldades enfrentadas por imigrantes tentando encontrar seu lugar, bem como os horrores dos tempos de guerra. 'Minha vida fora dos trilhos" rompe os limites de uma simples ficção para entretenimento, e nos apresenta uma verdadeira lição sobre valores, respeito e esperança. Ao virar a ultima página, somos invadidos por um sentimento de plenitude que só a leitura de um bom livro consegue evocar.

🛤 A Darkside Books, como sempre, preparou uma edição linda e caprichosa que só enaltece a experiência do leitor. Para finalizar, eis a minha dica: "para saber tudo sobre as pessoas, os eventos, os motivos e os lugares"... leia 'Minha vida fora dos trilhos.

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Koala Leitora 12/08/2018

Lindíssimo
Abilene Tucker é uma menina de 12 anos que é enviada para uma cidade desconhecida para ela de nome Manifest. A garotinha pensa que seu pai lhe mandou embora por não querer mais ela por perto e tudo isso muda quando ela encontra uma caixa de charutos fechada que conta muito mais do que uma simples história, essa carta revela a vida de muitas pessoas.
Esse livro é lindo do início ao fim, não me fez chorar, mas me fez sentir um amor tão intenso e lindo que foi difícil me desprender dessa história.
Às vezes queremos tanto algo logo e não apreciamos sua chegada de maneira tão calma, e Abilene precisa apreciar essa chegada do que ela quer, pois não tem muita escolha, mas o percurso é lindo.
Um livro com uma criança linda e que possui uma história linda para contar, não sei como levei tanto tempo para ler ele, mas posso dizer, veio na hora certa.
A minha caixa de charutos dos livros amados está começando a ficar meio cheia com mais uma história que acabo de acrescentar a ela.
Quero ler e ler e ler novamente esse livro quantas vezes for possível, é uma necessidade.
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Coruja 08/08/2018

Nunca tinha visto ou ouvido falar de Clare Vanderpool até ela ser traduzida aqui no Brasil - e meu interesse em ler seus livros foi, de início, puramente estético: praticamente babei na capa de Em Algum Lugar nas Estrelas, fiquei quase maluca atrás dele assim que saiu a pré-venda. A Darkside tem uma tendência a criar projetos gráficos de encher os olhos para seus títulos e eles definitivamente se esmeraram nesses dois volumes da autora. Claro que aparência só não basta… Felizmente, Vanderpool não deixa nada a desejar no quesito conteúdo.

Comecemos com Minha Vida fora dos Trilhos, que foi o primeiro livro publicado pela autora, em 2010, e o primeiro que li. Abilene Tucker, a protagonista, tem doze anos, e foi enviada pelo pai - um trabalhador da ferrovia - para a cidadezinha de Manifest, no interior do Kansas, para passar o verão com um pastor que ele conheceu no passado. Estamos em 1936, em plena Grande Depressão e Manifest claramente vive os reflexos dessa crise.

Abilene é uma menina esperta, extremamente ligada ao pai, que sua única família, e que se ressente dessa separação. Pouco a pouco, contudo, ela vai se encontrando em Manifest: primeiro, ao descobrir uma caixa repleta de cartas e itens algo prosaicos; na amizade com duas outras meninas da cidade, Lettie e Ruthanne; e, por fim, nas histórias que vão lhe sendo narradas pela vidente da cidade, a senhorita Sadie, sobre o passado de Manifest e os dois correspondentes da carta que ela encontrou: Ned Gillen e Jinx.

Os capítulos se alternam na história de Abilene, em 1936 e nos episódios narrados por Sadie, passados em 1918, intercalados com as cartas de Ned e fragmentos de colunas de jornal. Pouco a pouco, Vanderpool vai costurando um enredo que parece bastante óbvio - afinal, somos levados pela narração de Abilene e, como ela, queremos enxergar a ligação do pai com os fatos de 1918 -, mas que acaba nos surpreendendo por completo.

Enquanto Ned vive a realidade das trincheiras na Europa - estamos perto do final da Primeira Guerra Mundial -, Jinx, Shady e os membros da comunidade de Manifest vivem a realidade da pobreza e da opressão, representadas pelo dono da mina de carvão; e da intolerância e do preconceito, numa cidade composta majoritariamente de imigrantes. Como se não bastasse, ainda há o espectro da gripe espanhola no horizonte.

Abilene, ao investigar os objetos da caixa escondida naquela época, faz a cidade relembrar de sua História; não apenas das dificuldades, mas também da solidariedade, do companheirismo, da coragem e da amizade.

Minha Vida Fora dos Trilhos não é o que se poderia chamar de uma narrativa feliz. Mas é uma daquelas histórias necessárias: verdadeira, emocionante, envolvente; que nos faz pensar nas nossas perdas, e sobre a importância do passado, de fincar raízes e forjar laços; mas não deixa de ter esperança para o futuro. Não à toa, Vanderpool ganhou com esse livro a medalha Newbery, prêmio literário norte-americano concedido anualmente pela Associação de Serviços Bibliotecários para Crianças da American Library Association (ALA) para o autor da “mais distinguível contribuição à literatura americana para crianças”.

site: http://owlsroof.blogspot.com/2018/08/desafio-corujesco-2018-uma-historia-em.html
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Tamirez | @resenhandosonhos 07/08/2018

Minha Vida Fora dos Trilhos
Minha Vida Fora dos Trilhos é o primeiro livro escrito por Clare Vanderpool, que já havia sido publicada em 2016 no Brasil com Em Algum Lugar nas Estrelas. Como eu não li o outro livro, mas ouvi coisas bem positivas, resolvi embarcar nessa viagem ao Kansas e acompanhar Abilene em sua aventura. A história não foi tudo o que eu esperava, mas também não vem para decepcionar.

Pense em uma boa garota, esperta, vivaz, inteligente e disposta. Essa é Abilene Tucker. Uma menina que sempre tenta tirar o lado bom das coisas, sem perder a sagacidade da idade. E por isso é fácil se apegar a ela e a compreender os seus anseios. Por mais que ela vivesse com o pai, ele não era exatamente aberto para contar muitas histórias. Então, quando ela é enviada a Manifest, duas coisas florescem nela: a primeira é que ela vai conhecer mais sobre Gideon, pois devem haver “pegadas” dele pelo lugar; e a segunda é que quanto mais procura e anseia por isso, mais descobre que sabe tão pouco sobre aquele que mais ama e é sua única família.

Mas o ponto de vista de Abilene é só um dos quatro que temos nessa narrativa. Em primeiro plano temos sim Abilene, em 1936, vivendo sua nova vida, mas intercalado a isso há a apresentação das cartas trocadas entre Ned e Jinx em 1917, recortes das colunas de jornal de anúncios e do suplemento de notícias de Hattie Mae e, por último, uma narrativa no passado, nos contando a história também dos garotos que Abilene fica tão fascinada. Esses quatro momentos vão se interligando e se fechando em volta de uma só história que envolve a todos eles.

Nesse passado, quem tem protagonismo é Jinx, um menino forasteiro que chegou a Manifest fugindo de algo e logo fez amizade com Ned, antes de ele partir para a guerra. Os dois então passam a trocar as correspondências, que 20 anos depois serão encontradas por Abilene. A questão é que Jinx tem um passado conturbado e, como forasteiro, não é bem visto na cidade, se envolvendo em algumas complicações.

Mas minha personagem favorita não é nem Abilene nem Jinx, e sim a “vidente” da cidade. Ela que sempre foi mal vista, é uma das responsáveis por posicionar as peças dessa história no lugar, e sua conclusão foi a que mais me tocou.

Algo que une essas duas épocas é o cenário de guerra e incerteza. Manifest é uma cidade pobre e todos os seus moradores dividem as dúvidas do que há por vir. Nessa situação há um sentimento de união e apoio que é necessário para a sobrevivência de todos. Esse ar de cidade pequena também é bem característico, já que mesmo os considerados “ricos” são na verdade pobres com um pouco mais. No fim do dia a falta de agua, a escassez de comida e o confronto que os cerca pode chegar para todos.

Porém, mesmo a história sendo bonitinha e com seus bons momentos, foi um daqueles casos onde eu não consegui me apegar ou achar um ponto de identificação que me afeiçoasse ao que estava lendo. A narrativa é fluída depois que você entra pra dentro da trama, mas ainda assim faltou algo pra mim dentro dessa história. As coisas caminham em uma direção e é pra lá que elas vão, não há uma grande surpresa ou reviravolta, é realmente uma história simples. E, vejam bem, esse não é um problema. Há várias nesse estilo que já me cativaram e viraram queridinhas pra mim, como por exemplo A Vida do Livreiro A. J. Ficky, que não tem absolutamente nada demais e mesmo assim conseguiu me inundar de sentimentos, coisa que aqui não acorreu. E, como já mencionei, o único momento que fui tocada, foi com o desfecho da vidente, que nem parecia estar tão centralizada na história, apensar de peça importante.

“Eu achava que sabia algumas coisas sobre as pessoas. Tinha até a minha lista de universais. Mas agora estava em dúvida. Talvez o mundo não fosse feito de universais que podiam ser arrumados em pacotinhos perfeitos. Talvez só tivesse pessoas. Pessoas que estavam cansadas, magoadas e sozinhas, da sua própria maneira e no seu próprio tempo.”

A edição, no entanto, está bem bonita como sempre. Ela trabalha essa coisa do antigo e também dos trilhos de trem que são uma parte relevante dentro da narrativa. Gostei bastante da vibe de recortes e também dentro, quando os personagens são presentados, que normalmente é um lista com o papel de cada um, aqui há uma diagramação diferenciada que deixa a experiência mais legal.

Mesmo assim não desanimei e ainda quero ler Em Algum Lugar nas Estrelas, que teve uma receptividade bem bacana e sei que tocou muitas pessoas. Minha Vida Fora dos Trilhos é uma leitura agradável, mas que não foi muito além disso pra mim e que passou sem deixar aquela marca que nós leitores tanto ansiamos.

site: http://resenhandosonhos.com/minha-vida-fora-dos-trilhos-clare-vanderpool/
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Nandsland 03/08/2018

Minha vida fora dos trilhos se revelara um certo desafio para mim, por sua protagonista ser uma menina de apenas 12 anos já que faz muito tempo que não me aventuro com uma personagem principal tão jovem.
Clare Vanderpool nos traz a possibilidade de viver através de Abilene, uma garota de 12 anos que é mandada para uma cidade desconhecida - Manifest - sob a guarda de um estranho durante as férias enquanto seu pai trabalha na construção de uma ferrovia, lugar que ele alegara não ser adequedo para uma jovem moça.
No quarto disponibilizado para ela, sob tabóas no chão, Abilene encontra artefatos antigos aleatórios junto com um conjunto de cartas.
A partir daí, somos encaminhados para duas linhas temporais distintas mas que no final se mostraram muito semelhantes: uma em 1936 (dois anos antes da 2º guerra) onde se encontra Abiline, e a o outra em 1918 ( último ano da 1º Guerra) data em que as cartas achadas foram escritas.
Eu não vou mentir, você só se dá conta da grandiosidade da história no final, onde todos pedaços avulsos e aleatorios da história até então, se mostram peças perfeitas de um quebra-cabeça muito maior. Então, quero deixar claro que não me arrependo da leitura mas também, que a jornada é um saco mas o destino vale a pena.
A única coisa legal do meio da história é que você faz uma viagem do tempo para os EUA do século XX, o que para mim, amante de história, foi uma oportunidade de ver em meio ao cotidiano dos personagens sinais de grandes marcos históricos que vemos na escola como as Grandes Guerras Mundiais, o grupo Ku Klux Klan e até os primeiros indícios da Guerra fria.
Outro ponto que devo ressaltar, é que diferente da maioria das histórias em que vemos o ponto de vista dos soldados que deixaram suas casas para lutar a grande guerra, em Minha Vida Fora dos Trilhos, vemos o ponto de vista daqueles que ficaram. Dos pais que aguardavam seus filhos, as esposas seus maridos, e o vazio que aqueles que não retornaram deixam nas cidades em que cresceram como acontece em Manifest.
Aline 11/08/2018minha estante
Eu desisti desse livro, achei um saco... Nada anda e eu lia e lia... E nada! Não deu liga! Mas lendo sua resenha, será q devo retomar?


Nandsland 11/08/2018minha estante
Aline, eu abandonei esse livro de primeira também e fui ler outro. Acabei que tinha lido todos q tinha pra ler e voltei a ler ele enquanto esperava os novos que comprei. Me forcei um bocadinho e acabou que no final fez mais sentido. Mas o decorrer é um saco mesmo. Se você tiver paciência retoma depois sem muita expectativa




Portal JuLund 25/07/2018

Minha Vida Fora dos Trilhos, Editora Darkside Books
Como não se apaixonar pelos livros da Darkside Books é quase uma missão impossível, comigo não poderia ser diferente e “Minha Vida Fora dos Trilhos” foi meu primeiro livro dessa editora, que arrasa na edição e no acabamento dos seus livros, é simplesmente um luxo e uma preciosidade cada livro, com folhas envelhecidas e artes que enriquecem ainda mais a obra.
Bom o livro é do selo DarkLove e apesar de no princípio imaginar que seria uma linda história de amor, o que realmente é, porém não é o amor carnal de um homem por uma mulher, fala do amor de uma filha deixada pelo pai e de sua busca para descobrir o passado daquele homem que ela tanto ama e admira e que apesar de tudo não acredita que ele a abandonaria.
Nossa personagem é uma garota forte e destemida, Abilene Tucker foi enviada de trem para uma cidade desconhecida, Manifest no Kansas, seu pai a enviou para passar o verão com amigos, enquanto iria trabalhar e não poderia levar Abilene com ele, mas ela sabia que algo estava errado, pois desde o dia que sofrerá um acidente e ficou à beira da morte.
Passar o verão em Manifest não estava nos planos de Abilene, muito menos ficar em um lugar rodeada por desconhecidos, mas ela fez a vontade do seu pai e lá ficou sobe a tutela do pastor Shady Howard, o que prometia ser um verão enfadonho se tornou um dos melhores verões de sua vida, tudo isso graças a um velha caixa de charutos, encontrada no quarto em que ficou hospedada.

Resenha completa no

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/minha-vida-fora-dos-trilhos-editora-darkside-books
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La Oliphant 01/06/2018

Eu, literalmente, acabei de ler Minha Vida Fora dos Trilhos e, eu preciso escrever essa resenha enquanto a história ainda está bem fresca na minha cabeça. O que dizer? Minha primeira leitura de Clare Vanderpool foi muito mais complicada do que eu estava esperando. Não vou dizer que foi uma experiência ruim, mas com certeza não entrou para o hall de melhores livros que eu já li na minha vida. Com um enredo arrastado e cheio de informações vagas que não conseguem prender a atenção do leitor, Minha Vida Fora dos Trilhos é um livro com uma proposta interessante, mas que não entrega o que promete ao longo das páginas.

Lançado pela Darkside Books, Minha Vida Fora dos Trilhos é o segundo livro da autora publicado em terras brasileiras. O young adult vai contar a história de Abilene, uma garotinha que é enviada pelo pai para passar o verão na cidade de Manifest, com um “conhecido” dele. E o que era apenas para ser um verão normal em um lugar diferente, acaba se transformando em uma grande aventura quando Abilene entra uma caixa contendo diversas cartas e uma referência a um possível espião vivendo entre eles. O que ela não esperava era que a busca pelo tal espião fosse revelar a ela muito mais do que ela estava buscando.

A primeira coisa que se nota no enredo de Minha Vida Fora dos Trilhos é que, apesar de toda a conotação de mistério que é colocada em cima da história, não existe realmente um mistério. E, por isso, a leitura simplesmente não caminha conforme as expectativas do leitor. A escrita da Clare Vanderpool te instiga a procurar por uma aventura, a se envolver com os personagens, a tentar entender os porquês de tudo o que é mostrado ao longo da leitura, porém a autora não entrega nenhuma dessas coisas. O enredo não tem profundidade assim como os seus personagens, nos deixando preso no marasmo que é cada página do livro.

O livro pode ser uma boa leitura para algumas pessoas, não nego. Acredito que aqueles que se aventuraram em Em Algum Lugar Nas Estrelas, certamente vão achar este livro tão bom quanto o primeiro. E talvez seja, caso você goste de uma leitura que não apresenta muitos desafios ao leitor. Agora, se você está começando Minha Vida Fora dos Trilhos com altas expectativas e esperando por um enredo que vai fazer seu coração palpitar, eu sugiro que faça uma pausa, conte até dez e depois recomece a leitura com os pés no chão, sabendo que existe uma grande chance de você se decepcionar.

Minha Vida Fora dos Trilhos não vai muito além da busca de uma garota por um suposto espião e uma vidente contadora de histórias que realmente sabe como prender a atenção de uma criança. Com capítulos arrastados e um enredo que nunca parece chegar a lugar algum, não espere se envolver com os personagens ou conhecer mais da história da própria Abilene. Esse livro não é sobre ela. Não é sobre muito coisa que você vai achar que é e, quando realmente por sobre alguma coisa, ele vai acabar e você vai ser deixado no breu da frustração com a dúvida de ter ou não realmente entendido a história.

A autora pecou bastante na falta de ambientação das duas linhas temporais que são trabalhadas em Minha Vida Fora dos Trilhos. Nós temos a história da Abilene que se passa durante a grande depressão e, nós temos a história contada pela vidente que se passa durante a primeira guerra mundial. Dois períodos históricos muito importantes que eu acredito que foram abordados de forma bastante superficial, tendo muito pouca influência no desenvolvimento da história em si.

Mas eu não vou ser tão crítica com o que eu descobrir ser, o livro de estreia da Clare Vanderpool. Sua escrita é interessante e soa como uma poesia muito bem construída. Mas ela se perde um pouco na quantidade de floreios, nos detalhes desnecessários e esquece que a narrativa precisa caminhar e que o leitor anseia por algo que o faça querer chegar no próximo capítulo, ou até mesmo, na próxima página. O enredo não foi bem organizado, informações necessárias não foram colocadas, os outros ângulos da narrativa não foram explorados e, por fim, ficamos apenas com os fatos que temos e o fim.

Coloquei Minha Vida Fora dos Trilhos de volta na estante com o desejo de ter conhecido mais sobre Manifest, sobre a vida das pessoas daquela cidade e sobre a nossa heroína e o relacionamento com o seu pai, que foi a parte do livro que eu mais ansiei em ler, mas me foi negada pela autora. Acredito que até mesmo os personagens secundários como Shady e Hattie Mae, deixaram sua marca em mim, mesmo que eu não tenha menor ideia de quem eles sejam realmente. Faltou background, falou diálogos mais profundos e histórias contadas em primeira pessoa e não em terceira.

Eu não duvido que Clare Vanderpool seja uma escritora maravilhosa. Eu gosto da forma que ela escolhe suas palavras, são sonoras, se encaixam bem no enredo, mesmo que não levem o leitor para lugar algum. Eu comecei a leitura de Minha Vida Fora dos Trilhos esperando viver uma grande aventura ao lado da personagem principal do livro, mas não sei dizer se ela mesma viveu essa aventura. Faltaram muitas coisas nesse livro que eu espero encontrar na minha próxima leitura da autora, quando eu me recuperar dessa ressaca literária de um livro que não chegou nem perto de ser o que eu esperava.

site: https://www.laoliphant.com.br/resenhas/resenha-minha-vida-fora-trilhos-clare-vanderpool
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Paula.Martuchelli 10/05/2018

Bonitinho, mas falta algo...
Considerando minhas experiências anteriores com livros da darkside, esperava que esse livro fosse similar ao " a guerra que salvou a minha vida", por exemplo, na qual temos uma criança narrando uma história mas sem se tratar de um livro infantil, tendo temática densa e pano de fundo histórico bem construído e amarrado à história. Porém, para mim, " minha vida fora dos trilhos" se aproxima demais de um livro infantil: história bonitinha, porém bobinha e sem graça, simplesmente não consegui me conectar a ela!
A maior parte do livro acompanhamos 3 crianças entediadas em férias escolares em uma aventura de investigação que, em alguns momentos, se mescla com uma história do passado (esta sim, um pouquinho mais interessante, mas que não é aprofundada o suficiente e quando começa a ficar boa, a história volta para as crianças no presente); os cortes na história talvez tenham sido prejudiciais para me conectar a ela, pois quando começava a engatar e gostar, a história mudava de tempo; o pano de fundo histórico do presente e do passado também é pouco explorado,não contribuindo para apimentar a história. Resumindo: Bem sessão da tarde mesmo.
Nas últimas 50 páginas a trama começa a ficar um pouco mais agitada e interessante ( talvez porque a história do passado seja mais explorada nesse final) e temos um desfecho bem bonitinho até e com uma moral da história graciosa mas que não foi suficiente, a meu ver, para fazer valer a trama fraquinha.
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Eddie.Erikson 02/05/2018

Um ótimo livro. E pra completar com uma das lindas capas da Darkside. Mas quem quer conhecer o melhor trabalho da autora, recomendo Em algum lugar nas estrelas. Foi o motivo de comprar mais essa obra.
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Roseane 27/04/2018

?Quem sonharia que alguém pode amar sem ser esmagado por esse peso??
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Luan 20/04/2018

Reflexivo, o livro é uma deixa que contribui o leitor a colocar a vida nos eixos
Minha vida fora dos trilhos é um livro bastante simples com uma premissa que não traz nada de tão inovador, mas que conquista seus méritos na "moral da história". O livro de Kimberly Brubaker Bradley é sobre cada pessoa descobrir a que lugar pertence, descobrir suas raízes, revisitar o passado para seguir com o futuro. E dentro deste objetivo, sem dúvida a autora obteve seu êxito, embora o desenvolvimento da obra tenha afetado um pouco o todo.

Minha vida fora dos trilhos conta a história de Abilene Tucker, de 12 anos, que cresceu ao lado do pai, Gideon, um homem que trabalha na construção de trilhos de trem. Mas em determinando momento, quando a menina se machuca – sem gravidade – o pai muda seu comportamento e pouco tempo depois decide enviar a filha para Manifest, no Kansas, um lugar que ele viveu a infância anos antes. Na nova cidade, Abilene vai precisar se acostumar às novas pessoas, mas viverá ao mesmo tempo uma aventura tentando descobrir sobre o passado do pai, dos moradores e de dois personagens especiais que ela descobre ao ver uma caixa com recordações de muitos anos atrás.

A premissa do livro é bem simples para aqueles que lerem apenas a sinopse. Pode até não chamar a atenção. No entanto, a obra cresce no leitor pela história contada pela autora. O problema, contudo, reside no desenvolvido construído por Kimberly. A cadência dele, isso é, a evolução da contação da história não tem um ritmo que me agradou. Contado em capítulos intercalados entre presente e passado, o livro apresenta duas histórias - a nova vida de Abilene e o passado de Manifest. E as duas só têm êxito na reta final, quando fazem o todo valer a pena.

O problema para foi que as histórias afetivas nas duas versões de tempo não tiveram "carisma" justamente pelos cortes abruptos sem um ápice em cada momento que eram contadas. Isso só ocorreu de fato pouco depois da metade do livro, quando finalmente pude me conectar de verdade à história. Mas o livro não é de todo ruim. Tirando isso, há vários aspectos positivos. Os personagens criados pela autora são cativantes. A escrita e os diálogos são precisos e delicados, como a história pede. A reta final traz uma mensagem tão poderosa que é impossível o leitor não ficar conectado e se sentir representado de alguma forma ali.

Kimberly trouxe em Minha vida fora dos trilhos uma fórmula muito parecida daquela de Em algum lugar das estrelas – na verdade, foi ao contrário, já que lá fora "Minha vida..." Foi publicado antes e "Em algum lugar..." Só depois. Mas o que quero dizer é que ambos têm uma estrutura parecida, com protagonistas crianças que vivem a aventura de descobertas em meio ao lúdico e ao mistério. O trabalho da DarkSide Books é incrível. Talvez um dos maios bonitos que a editora fez. Isso só para premiar merecidamente a belíssima história que a autora construiu.
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Stefany.Balbino 17/04/2018

Envolvente...
Fofo, envolvente, misterioso e divertido.
Clare vanderpool é exelente em fazer o leitor flutuar pela leitura.
Recomendo muito!
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