Valiant

Valiant Holly Black




Resenhas - Valiant


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Larissa Lauane 27/02/2021

Esse livro me agradou mais que o primeiro, mas ainda assim foi uma leitura bem arrastada e foi difícil me envolver com a história.
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jzschereave 15/05/2019

"basta o tempo de um suspiro de uma fada que eu estarei do seu lado."
PENSA NUM LIVRO GOSTOSO PRA LER!
Conta a história de Valerie que tem 17 anos e é cética em relação a seres mágicos, tipo, elfo, fadas e trolls. No começo do livro, ela encontra seu namorado e sua mãe juntos, e isso desencadeia nela uma raiva que a faz ficar fora de si, a ponto de sair e decidir nunca mais voltar. Ela raspa o cabelo e dorme em alguns cantos, até que ela encontra Lolli e Dave, que aparenta um casal simples. Lolli com seu cabelo azul e uma gata, e Dave, o Mal Acabado, são moradores de rua, que fazem uma amizade com Val. Logo depois de um tempo juntos, eles a levam pra passar um tempo com eles, porém, o começo pra Val é difícil. Ficar sem banho, trocar de roupa, e passar fome e frio, coisas que ela não está acostumada, pois antes era só ela e sua mãe.
Ela se envolve com drogas, a Nunca Mais. Nunca Mais é uma droga que faz com que tudo vire magia. Numa noite de uso, com Lolli, elas se divertem. Fazem pedras virarem bolo, migalhas de pães um belo banquete e todas as outras coisas mágicas possíveis de imaginar.
Só que como Luis diz: "nunca mais que dois dias seguidos, nunca mais que uma picada de cada vez e nunca mais que dois dias seguidos." Val vicia com a droga, e o mundo mágico fica cada vez mais fácil de acreditar. E de se apaixonar.
PENSA NUM PLOT TWIST. Acho que foi um dos livros com o final mais surpreendente e que eu mais gostei! Cheguei a ficar triste com esse livro, e nem tô na TPM hein!
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Amy 20/02/2015

Introdução

Em Valiant, o foco da narrativa está em Valerie, uma garota que vive uma vida comum, tem o namorado que gosta tanto, uma mãe que quer ser adolescente e uma melhor amiga gótica. Até aí, tudo normal, certo? Porém, Valerie, está em conflito e decide ir morar na rua para não ter que enfrentar sua mãe. Ela se sente traída e ganha novos amigos com essa experiência.

Sobre Holly Black

Holly Black nasceu em 1971 numa mansão vitoriana decadente em Nova Jersey. Sua mãe era pintora, fazia bonecas e, nas horas livres, alimentava a filha com histórias de fantasmas e fadas que formaram muito daquilo que faria parte do mundo de Holly posteriormente. Ela teve uma infância feliz, onde passava horas preparando poções mágicas imaginárias e atendendo às necessidades de seus ratos de estimação.

Narrativa

Holly investe numa narrativa em primeira pessoa sob o ponto de vista de vários personagens, ou seja, todos eles tem sua voz. Sendo assim, os personagens secundários conseguem ter um espaço suficiente para conhecê-los de perto. Os seres fantásticos não ficam só no mundo das fadas, sim. Holly coloca um troll verde em um túnel no metrô de NY. Ah, o troll tem nome, Ravus. Diferente do livro anterior, Valerie é de longe, uma das personagens mais malucas que li recentemente, ela troca uma vida comum por uma totalmente fora dos eixos.

Diagramação

Sinceramente, não sei o que acontece com as capas dos livros dessa série, elas não se parecem em nada. A capa não é chamativa novamente e a tradução foi feita por outra tradutora o que diverge bastante e torna a leitura de um livro totalmente diferente do anterior.

Considerações Finais

O que posso dizer desse livro? Inusitado pra caramba. Quando você acha que ela não pode surpreender, poft: supreende de novo. Doses de romance, ação e suspense são um marco. Uma pequena que essa série não tenha feito tanto sucesso no Brasil, pois é altamente criativa e diferente dos livros que abordam o tema. Um aviso: personagens principalmente os mais explorados no primeiro livro, não aparecem nesse. O que é bem estranho por sinal. Ou seja, se espera respostas do livro anterior, pegue a senha.

site: http://il-macchiato.com/?p=13621
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Thais 08/09/2011

Não se deve julgar o livro pela capa.
Literalmente, com esse livro, o ditado se concretizou. Não se deve julgar um livro pela capa.
Porque, convenhamos, não é a capa mais linda nem a mais chamativa do mundo. Ela até tem a ver com a história, mas nem tanto. Mas falando com sinceridade, o conteúdo é tão bom, que a capa não se tornou problema nenhum.

"Fadas não existem, certo? Bem, pelo menos era isso que pensava Valerie Russel, uma garota de dezessete anos até então parecida com muitas outras que existem por ai. Isso até resolver fugir de casa e ir morar com alguns jovens de rua nos túneis do metrô de Nova York. Logo, Val irá perceber que seus novos amigos são alguns dos poucos humanos que sabem da existência de um universo fantástico, repleto de seres encantados e magia, onde Val terá um papel muito importante a cumprir."


Como pode ser notado, o livro trata de alguns assuntos polêmicos. Drogas, traição, a vida nas ruas. Esse livro tem a temática voltada para as Fadas, ou seres Encantados. Mas já deu para observar que o jeito que o tema é abordado não é nem um pouco "encantador". Isso porque a maioria das pessoas prejulgava os livros "de fadas" por julgarem um tema muito infantil ou muito feminino. Mas esse é o ponto. É totalmente o contrário. Os seres encantados são cruéis, maldosos e ardilosos, eles tem, certas vezes, a aparência grotesca, gostam de brincar e de jogar com os humanos.

Valiant, acima de tudo, é um livro que quebra esse conceito. É narrado em terceira pessoa, ampliando o ângulo de visão de cada personagem. É sombrio, misterioso, um livro que retrata uma protagonista perdida, sem rumo, se sentindo traída por quem mais confiava. E conta como essa protagonista magoada conhece a magia, a verdade sobre esse mundo das fadas, que se mostrava tão sombrio quanto seu próprio mundo.

Aliás, a protagonista é um forte ponto a favor do livro. Valerie é uma garota normal, tem um namorado de que gosta, uma melhor amiga meio gótica e uma mãe metida a adolescente. E num piscar de olhos, consegue ser enganada pelas três principais pessoas de sua vida. A raiva e a angústia dela se fazem presentes boa parte do livro, motivo que a levou ao extremo, a sair de casa e raspar os cabelos. A raiva de Valerie se mostra o fator principal do livro, eu diria.

Os personagens secundários são muito bem trabalhados. Cada um tem uma forte participação no livro, principalmente os três moradores de rua que convidam Val a juntar a eles. Loli, Dave e Luis vivem pelos túneis do metrô de NY, túneis que levam a um tipo de "covil" de um troll. Uma criatura mágica, com pele esverdeada e cabelos negros. E eis o nosso mocinho, o par romântico de Val (Que não chega a ser de cara um romance, mas sim uma atração, digamos).
Sim, um troll verde. Um ser encantado que também magoou e foi magoado, e por isso está vivendo na cidade, no meio do ferro. O ferro, que aliás, é um veneno para os seres encantados. E o caso é esse, os seres encantados que vivem na cidade estão morrendo, e de alguma forma, os olhares se voltam para Ravus (o troll, que também faz remédios contra o veneno do ferro), e ele passa a ser o principal suspeito das mortes.

Valerie faz um acordo com o troll, ela trabalhará para ele, entregando os remédios aos seres encantados, por ter invadido seu covil. Ravus de início, parece mais um monstro troglodita que assusta todo mundo. Mas com o passar do livro, ele se mostra cada vez mais gentil e cada vez mais mostra porque é tão solitário e melancólico.

Val também descobre um tipo de droga que serve de alimento para os encantados, mas que se usado em humanos, concede um certo poder. O "Nunca Mais". Viciada nessa sensação de fuga da realidade, ela põe em risco até mesmo sua amizade com Ravus, e para reconquistá-la ela precisará, literalmente, buscar de volta seu coração.

O livro mostra tanto o amadurecimento da personagem principal quanto de todos os outros. Amadurecimento ou retrocesso. Holly Black escreve de um jeito que não pode ser descrito em poucas palavras, por que de alguma forma, a narrativa sem rodeios, sem máscaras, nos faz adentrar no livro, entender os personagens.
Valiant é muito mais que uma capa. É fácil de gostar. É fácil entender.
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