A Maçã no Escuro

A Maçã no Escuro
3.99026 308




Resenhas - A Maçã No Escuro


10 encontrados | exibindo 1 a 10


Claudius 11/06/2012

A maçã na escuridão: Clarice Lispector
Pecado-redenção, morte-ressurreição e queda-ascensão são temas centrais no romance A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector. As personagens são aprendizes do mundo em uma narrativa adâmica, pois o romance em certa medida é uma parodia do mito da criação. Também neste romance, os seres estão em busca da plenitude ontológica: identidade sem fissuras. É uma narrativa de ação rarefeita e “uma literatura não do significante, mas do significado”. Clarice Lispector opõe-se às palavras estereotipadas que nada dizem e criam comportamentos alienados. E, assim, A Maçã no Escuro, é um romance da diáspora, em que o outro é o que orienta o discurso para o paradoxo e que cria a heroização e deseroização.
comentários(0)comente



Evelyn Ruani 19/01/2011

Otimo!
Não posso dizer que achei uma leitura fácil. Clarice nunca é fácil, pois como já relatei em outra resenha, a leitura de Clarice é densa porque faz pensar e traz a tona sentimentos que as vezes não queremos encarar. Por isso acho-a tão essencial.

Gostei muito de A maça no Escuro justamente por causa disso, muito embora eu confesso que tive dificuldades e achei o livro bastante cansativo em alguns momentos. Mas certos livros só mostram o seu verdadeiro valor quando você o termina de ler e pensa nele como um todo. A maça no Escuro é uma leitura muito reflexiva que trata de aprendizagem, sentimentos, transformações internas e sensações.

A obra está dividida em 3 capítulos: “Como se faz um homem”, “Nascimento do herói” e “A maça no Escuro”. Essa divisão e a forma como a história se desenrola faz com que você passe pelos estágios de transformação de Martin, o protagonista do livro, como se estivesse acontecendo com você. Você mergulha profundamente na mente da personagem e consegue sentir as transformações e sensações pelas quais vai passando ao longo dos acontecimentos.

Leitura recomendada!
Aline 22/12/2011minha estante
Clarice não é uma leitura fácil. O livro que mais achei complicado foi A paixão segundo G.H. Aquela aflição dela com a barata realmente me aflingiu e parei a leitura, mas um tempo depois retornei e fui até o fim. E então, fica aquela mensagem que vc mesma expôs "...livros só mostram o seu verdadeiro valor quando você o termina de ler e pensa nele como um todo". Considero um maravilhoso livro, pois ela conseguiu passar aquele sentimento dela com a barata. Tive ansiedade, raiva, nojo, admiração; e por um momento, desisti de enfrentar esse momento com a barata, mas algo dizia que deveria enfrentar o encontro (a passagem da barata). Há tempo que não leio mais Clarice. Retornarei.




Davisson 09/01/2009

Personagens cheios de conflitos internos e conflitando entre si.
Crimes e ações são pontos de mudança na vida de cada um.
Clarice é uma grande escritora de contos, em alguns pontos é fácil perceber como ela perde o fôlego da narrativa. O livro tem pontos alto e baixos tornando a leitura difícil em alguns treços.
Mas Clarice pra mim é a rainha da literatura é a minha fonte de inspiração e admiração.
comentários(0)comente



Francine 01/10/2010

A maça no Escuro, de Clarice Lispector
Comprei A Maça no Escuro numa dessas promoções do Submarino: foram 3 livros da Clarice Lispector por um preço ótimo. E escolhi A Maça no Escuro porque queria entender o nome: A Maça no Escuro – o que será que Clarice Lispector está querendo dizer? Essa foi a questão.

O livro é divido em 3 partes: “Como se faz um homem”, “Nascimento do herói” e “A maça no Escuro”. Na primeira parte o leitor não terá a mínima idéia do porque Clarice escolher esse nome, porém, é um ótimo início onde cada personagem é mostrado com muita mestria, onde só o fluxo de consciência é capaz de carregar essa missão. Clarice Lispector é tão espetacular quanto Virginia Woolf nesse sentido. É maravilhoso mergulhar nas mentes dos personagens e eu, particularmente, não consigo ler um livro onde isso não aconteça de alguma forma. E esse mergulho permanece na segunda e terceira parte, não poderia ser diferente tratando-se de Clarice Lispector, e é nisso que mora toda a mágica do livro: muitas vezes precisei voltar à terra, recuperar meu fôlego, reencontrar meu equilíbrio de emoções e seguir no mar profundo da leitura. Delicioso!

Os personagens principais: Martim, Vitória e Ermelinda têm algo em comum: a necessidade de compreender o que se faz em cada passo, mas esses passos são dados sem, necessariamente, ter entendido o passo anterior. Não sei se isso é claro para eles como pessoas, mas Clarice Lispector “rouba” a mente deles e apresenta ao leitor tudo organizado, preciso, bonito. E ao mesmo tempo: louco, confuso, torto, divino. E não há como se perder na história, pois é um mergulho na confusão da humanidade, um apocalipse do que pode ser e o que não é. Puta que pariu (me desculpem o palavrão), mas Clarice Lispector é foda! Ao final do livro eu vi nitidamente a maça no escuro como se eu admirasse uma tela impressionista. E o que mais posso acrescentar perante isso? Estou anestesiada por conta desse livro, pois a aproximação que Clarice permite para cada personagem a cada página do livro é algo que somente os grandes escritores conseguem, e fico aqui boba pensando “e ela se achava amadora”. Sim, Clarice se achava amadora e afirmava gostar de ser assim porque se sentia livre para criar. Amém. Mas ela não tem nada de amadora e eu só pude compreender isso lendo A Maça no Escuro, devido a complexidade, a densidade, a consciência e o derrame perfeito de palavras para tentar compreender a vida, para tentar buscar um sentido. Sentido este que pode surgir de um ato mau para um bom ou de um bom para um mau. E, ao final, o importante, mas importante mesmo, não é encontrar o sentido e sim não ter medo de colher a maça no escuro.

http://acontadora.wordpress.com/2010/10/01/a-maca-no-escuro-de-clarice-lispector/
Felipe 25/06/2016minha estante
Que bacana tua resenha! Tô na página 30 e tô naquela vibe ainda de achar a leitura pesada, vira e mexe, ela dá uma sacudida na nossa mente com esse furacão de emoções.
Lendo aqui o que vc escreveu, até animei de continuar a leitura do livro. Obrigado.




mylla 31/08/2016

Maça no escuro
O livro é divido em 3 partes: “Como se faz um homem”, “Nascimento do herói” e “A maçã no Escuro”. Na primeira parte o leitor não terá a mínima ideia do porque Clarice escolher esse nome, porém, é um ótimo início onde cada personagem é mostrado com muita mestria, onde só o fluxo de consciência é capaz de carregar essa missão. Clarice Lispector é tão espetacular quanto Virginia Woolf nesse sentido. É maravilhoso mergulhar nas mentes das personagens e eu, particularmente, não consigo ler um livro onde isso não aconteça de alguma forma. E esse mergulho permanece na segunda e terceira parte, não poderia ser diferente tratando-se de Clarice Lispector, e é nisso que mora toda a mágica do livro: muitas vezes precisei voltar à terra, recuperar meu fôlego, reencontrar meu equilíbrio de emoções e seguir no mar profundo da leitura. Delicioso!

Os personagens principais: Martim, Vitória e Ermelinda têm algo em comum: a necessidade de compreender o que se faz em cada passo, mas esses passos são dados sem, necessariamente, ter entendido o passo anterior. Não sei se isso é claro para eles como pessoas, mas Clarice Lispector “rouba” a mente deles e apresenta ao leitor tudo organizado, preciso, bonito. E ao mesmo tempo: louco, confuso, torto, divino. E não há como se perder na história, pois é um mergulho na confusão da humanidade, um apocalipse do que pode ser e o que não é. Ao final do livro eu vi nitidamente a maçã no escuro como se eu admirasse uma tela impressionista. E o que mais posso acrescentar perante isso? Estou anestesiada por conta desse livro, pois a aproximação que Clarice permite para cada personagem a cada página do livro é algo que somente os grandes escritores conseguem, e fico aqui boba pensando “e ela se achava amadora”. Sim, Clarice se achava amadora e afirmava gostar de ser assim porque se sentia livre para criar. Amém. Mas ela não tem nada de amadora e eu só pude compreender isso lendo A Maçã no Escuro, devido a complexidade, a densidade, a consciência e o derrame perfeito de palavras para tentar compreender a vida, para tentar buscar um sentido. Sentido este que pode surgir de um ato mau para um bom ou de um bom para um mau. E, ao final, o importante, mas importante mesmo, não é encontrar o sentido e sim não ter medo de colher a maçã no escuro.
comentários(0)comente



Su 28/01/2016

A maçã no escuro é o quinto livro da autora Clarice Lispector. Lançado no ano de 1961, embora tenha sido concluído no ano de 1956.
Ele é dividido em três partes. Parte I – Como se faz um Homem, Parte II – Nascimento do Herói e Parte III – A maçã no escuro.
A estória começa em uma noite de março, aonde vemos Martin fugir de um hotel e ao mesmo tempo fugir de si mesmo, de seus pensamentos, de tudo aquilo que o faz humano.
Mais tarde, somos informados de que Martin cometeu um crime, o qual não sabemos. E essa é a real razão para que ele queira começar tudo de novo.
Esse é o maior livro da Clarice, pelo menos dos que eu li, somando 336 páginas. A leitura é complexa e acredito que esse é daqueles livros que te fazem questionar a vida, a sociedade atual, entre outras coisas.
Claro, não poderia deixar de fora um trecho, para que vocês possam refletir um pouco.
“Mas como escapar à tentação de entender? sem conseguir vencer
certa sensualidade, ele entendeu. Para não se comprometer de todo, tornou-se
enigmático, a fim de poder recuar logo que se tornasse mais perigoso.
Então, cuidadoso e sonso, ele entendeu assim: “Como se impedir de
compreender, se uma pessoa sabe tão bem quando uma coisa está ali!”, e a
coisa estava ali, ele sabia, a coisa estava ali. “Sim, assim era, e havia o
futuro.” O largo futuro que tinha começado desde o começo dos séculos e
do qual é inútil fugir, pois somos parte dele, e “é inútil fugir porque alguma
coisa será”, pensou o homem bastante confuso. E quando for — oh como
poderia ele se explicar diante de uma manhã tão inocente? — “e quando for,
então será”, disse ele humilhado com o pouco que dizia. E quando for, o
homem que nascer se espantará de que antes... “Mas quem sabe se já não
é?”, ocorreu a Martim com grande argúcia. “Acho até que já é”, concluiu
com dignidade de pensamento. Então, de algum modo satisfeito, tomou
uma atitude oficial de meditação. Ele meditou, enquanto olhava a manhã
no campo. E quem há de jamais responder por que borboletas num campo
alargam em compreensão obscura a vista de um homem?”

site: http://detudoumpouquino.blogspot.com
comentários(0)comente



Dani Santos 02/09/2013

O homem
Sinceramente, a delicadeza de Lispector no homem-animal. Aconselho. Mesmo que, de vez em quando, a leitura se tornava tão densa, que fosse preciso respirar para continuar, é uma bela história e memorável.

É uma fuga de Clarice de si mesma, e nossa, conforme vamos passando cada página. Não há como não refletir, pós-leitura, por alguns dias a fio.
comentários(0)comente



Audrey Lispecto 30/10/2013

"- Por que você toma tanto calmante? perguntou ele sorrindo.

- Ah, disse ela com simplicidade, é assim: vamos dizer que uma pessoa estivesse gritando e então outra pessoa punha um travesseiro na boca da outra para não se ouvir o grito. Pois quando tomo calmante, eu não ouço meu grito, sei que estou gritando mas não ouço, é assim, disse ela ajeitando a saia."

Clarice Lispector em "A Maça no Escuro", Editora Rocco, p. 187
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Thiago 02/07/2011

Ser livre
Um homem que procura a liberdade,
mas sem saber, ele já tem.
Eu amo C. Lispector e sou suspeito pra falar.
Acho um romance ousado, uma estrutura diferente, com personagens diferentes.
Foge do ideal e do comum.
Recomendo para quem já está habituado à Clarice.
comentários(0)comente



10 encontrados | exibindo 1 a 10