Enterrem Meu Coração na Curva do Rio

Enterrem Meu Coração na Curva do Rio Dee Brown




Resenhas - Enterrem Meu Coração na Curva do Rio


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Rafael Moura 10/09/2020

Doloroso e cruel
Nunca meus olhos marejaram tanto quanto na leitura deste livro. É um relato perturbador, cruel e belo do massacre dos índios norte americanos, sua cultura e as mentiras, os crimes e o genocídio que o governo estadunidense perpetrou. Leitura indispensável, mas que requer um estômago forte e um coração sensível. Dói, mas é uma dor necessária, para entender este momento histórico, e iniciar a releitura história e cultural. Nunca mais verei um filme de faroeste da mesma forma!

Não dá pra fazer uma resenha nos mesmos moldes das minhas resenhas comuns aqui do Skoob. É preciso ler e chorar juntos dos índios, é fundamental ler e sentir a dor de um povo enganado, atacado, expulso e morto aos milhares.

E impossível não fazer um paralelo com nosso próprio genocídio indígena e negro. Senti falta de um livro semelhante que contasse esta história dos índios aqui do que seria o Brasil, mas entendo que provavelmente temos muito menos relatos escritos. Afinal, as histórias contadas nesse livro datam do século XIX, e nessa época os nossos índios já tinham sido dizimados bem antes!
Lidiane.Sousa 16/09/2020minha estante
Eu amo uma pessoa que escreve bem pra Carvalho!




Mopi 04/09/2020

Cansativo, mas Bem escrito.
Narrativa cansativa, todavia mostra bem o quão difícil foi para os índios "aceitarem" a inevitável expansão da comunidade branca americana nas terras antes dominadas pelos índios. Carnificina dos dois lados, mas venceu o domínio branco americano tal qual aconteceu em várias partes do mundo. Vale muito a pena a leitura deste Best seller.
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Montim 07/08/2020

Triste e revoltante
É um livro triste, revoltante, que trata do massacre dos Índios norte americanos, é uma leitura difícil.
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cristiane.ss 09/07/2020

Triste, porém perfeito!
O livro em si é triste. Me fez sentir raiva e uma profunda tristeza por conta das atrocidades e falta de humanidade para com os indígenas. Confesso que derramei lágrimas em algumas partes. Apesar de tudo, o livro é uma obra prima.
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Andre 26/06/2020

São tão absurdos e inacreditáveis que são os fatos que narram esse livro que eu li, digamos assim, meio anestesiado. Obviamente que choca em muitas passagens, mas só agora depois de terminar o livro é que a idéia se forma mais claramente na minha mente e posso dizer sem sombra de dúvida que foi o livro mais triste que eu já li em toda a minha vida e o primeiro que me faz ter vontade de chorar.
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Mariana 12/05/2020

Um livro extremamente agoniante.
Os relatos e a forma de narração do autor são muito bem feitos, de forma minuciosa, apresenta várias falas de índios e brancos presentes nas ações e conta, com uma riqueza de detalhes, todos os acontecimentos durante, antes e após cada batalha ou confronto.
A sensação que sobre, porém, é apenar esta: agonia, desconforto, raiva, desespero. Vemos, capítulo a capítulo um povo grande, nobre e orgulhoso ter que ceder cada vez mais a força e ignorância do homem branco, que quebra tratados e juramentos a bel prazer, sempre com uma justificativa nojenta de nação soberana, prontos pra justificar os milhões de mortos inocentemente, a destruição de vários povos, suas terras, a natureza e suas culturas.
Enfim, revoltante. Muito revoltante. E bem escrito. Uma leitura ótima, não teria como causar outro tipo de sentimento mesmo.
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Jeny 12/05/2020

O livro é bom e tem uma ótima fundamentação, mostra o outro lado do que a história tradicional conta.
Ele nos dá uma certa culpa ao longo da leitura, pois sabemos que no Brasil não foi muito diferente, além de deixar clara a divisão entre a inocência do índio e a malícia do homem branco.
Confesso que não li o livro inteiro, porque percebe-se certas semelhanças entre todas situações descritas, e não acredito que isso mudaria no final, mas acho que foi um grande embasamento que pude ter até onde li.
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Camila.Gomes 11/05/2020

Uma nova visão sobre os nativos norte americanos
Este foi um dos livros que eu mais demorei pra ler. Não por ser chato, mas pq trazem histórias que? sinceramente me fez chorar.
Imagine você estar no seu lar e de repente vir um monte de gente estranha e tomar sua casa e ainda te tirar a vida. Foi isso que aconteceu com os indígenas norte-americanos, que não foi diferente na história dos índios brasileiros.
Confesso que muitas vezes, durante a leitura, senti vergonha de ser branca. Mas ao mesmo tempo eu podia sentir a vontade de viver, de ser livre que aqueles indígenas sentiram, não sei é por eu ter descendência indígena também? Só Deus sabe.
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Kah 12/04/2020

Pesado
É perturbador ser confrontada com as atrocidades de que somos capazes, enquanto seres humanos. Sim, somos, pois cada massacre descrito nessa obra foi executado por indivíduos que julgavam estar tomando decisões corretas sob o seu ponto de vista.
A riqueza de detalhes torna a leitura um pouco cansativa em alguns momentos, mas é essa mesma característica que torna a obra indispensável. A narrativa é densa e impactante. Totalmente recomendado para nos tirar da nossa bolha por alguns momentos e explicar de forma clara o processo histórico que constrói os privilégios dentro da sociedade.
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Denise 30/03/2020

Leitura obrigatória!!!
O que falar desse livro? É um livro que acho de leitura obrigatório a todos os seres humanos.De forma muito fluida e com um olhar bem perspicaz e fidedigno, o livro abordara a história da formação dos Estados Unidos da America;baseado em anos de pesquisa pelo autor,o livro mostrara,contara e dará vozes aos povos nativos daquela região.(tudo baseado em fatos e relatos verídicos).É um livro onde presenciamos o pior do ser humano,e em alguns momentos,o melhor também; a formação de ideias absurdas (muitas vezes defendidas ate hoje) e de politicas de expansionismo e colonialismo.É de fato um livro que continua sendo tão recente que nos faz pensar nas politicas publicas (que não existem) para com esses grupos que ,literalmente sobraram,não só na América do norte,como aqui mesmo no Brasil,e nos perguntarmos ate quando vamos deixar e esperar para defender,salvar,e entender a história e a vida desses grupos ancestrais que, ao que me parece só querem uma coisa,continuar vivos.Super recomendo, Leiam!!!
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Fabio Shiva 18/03/2020

Angustiante
Esse foi um dos livros mais angustiantes que li na vida. Só senti um mal-estar assim com o “Arquipélago Gulag” de Soljenítsin. Cada página é um exasperante testemunho de nossa precária e bruta condição humana...

Nunca mais poderei assistir um filme de faroeste sem lembrar do massacre de Sand Creek, quando um regimento de soldados assassinou centenas de mulheres e crianças indígenas, para depois mutilar seus corpos, cortando os genitais das vítimas e colocando como enfeites de seus chapéus! Nove homens brancos morreram e trinta e oito ficaram feridos nesse massacre, a maioria em decorrência de disparos dos próprios soldados, pois estavam bêbados quando partiram para o “combate”. Essa cena, sucintamente descrita em duas páginas, sintetiza a essência do livro, bem como toda a história do extermínio dos nativos americanos originais, privados de suas terras, de seu modo de vida e por fim de suas próprias vidas pela ganância do homem branco.

História essa que guarda dolorosas semelhanças com situações que vivemos hoje em dia, aqui mesmo no Brasil. Para justificar sua cobiça pelo ouro e pela devastação da natureza, o homem branco criou uma ideologia que justificasse e tornasse nobre (ao menos aos seus próprios olhos) todos os crimes cometidos contra os povos indígenas: a doutrina do “Destino Manifesto”. A partir daí, foi progressivamente demonizando a figura do índio como uma “ameaça vermelha”, que deveria ser exterminada a todo custo:

“Vim para matar índios e acho que é certo e honroso usar qualquer modo sob o céu do Senhor para matar índios.” (fala do coronel Chivington)

Sabe essa história de “Bandido bom é bandido morto”? Teve sua origem no Velho Oeste, quando Tosawi, da tribo dos arapahos, foi se render ao poderoso general Sheridan e disse, em um inglês trôpego: “Tosawi, bom índio.” A resposta do general foi implacável: “Os únicos índios bons que já vi estavam mortos.” A frase logo se popularizou como “Índio bom é índio morto” e, infelizmente, ainda é pronunciada em nossos dias (substituindo-se o índio pela “ameaça” que se deseja exterminar).

“Deixem-nos matar esfolar e vender até que o búfalo tenha sido exterminado, pois esse é o único modo de conseguir paz duradoura e permitir a civilização progredir.” (Resposta do general Sheridan a um grupo de cidadãos texanos preocupados com a extinção do búfalo nas mãos dos caçadores brancos)

Estava eu no meio dessa pesada leitura quando recebi uma espécie de revelação. Esse livro é uma excruciante evidência do quanto é difícil para o ser humano conviver de forma pacífica com o diferente. Quando duas culturas diversas entram em contato, ao longo da história, tem sido inevitável que uma delas sucumba diante da outra. E então chegou a epifania, que me levou dos irmãos indígenas aos irmãos de outros planetas: talvez essa nossa imaturidade ao lidar com a diversidade seja um dos grandes motivos para a presença extraterrestre ainda não ter sido amplamente divulgada. A descoberta de povos alienígenas, em sua maioria muito superiores aos terrestres, significaria talvez a extinção da cultura humana, em nosso atual nível de consciência. Antes eu sonhava com o dia em que os ETs se mostrassem à humanidade como significando o fim de toda intolerância étnica, religiosa ou de gênero. Agora percebo que enquanto formos intolerantes, não estaremos prontos para esse encontro com nossos irmãos das estrelas.

Voltando ao Velho Oeste, nem todos os brancos concordavam com as insanidades e atrocidades disfarçadas como missão divina:

“Pois uma nação poderosa como a nossa estar realizando uma guerra contra uns poucos nômades isolados, em tais circunstâncias, é um espetáculo muito humilhante, uma injustiça sem paralelo, um crime nacional muito revoltante que deve, mais cedo ou mais tarde, atrair sobre nós ou nossa posteridade o julgamento do Céu.” (trecho do relatório do coronel ‘Suiças Pretas’ Sanborn ao governo americano)

“É muito frequente (...) jornais fronteiriços disseminarem toda espécie de exageros e falsidades sobre os índios, o que é copiado em jornais de elevado conceito e ampla circulação (...) enquanto o lado índio do caso é raramente divulgado. Dessa forma, as pessoas ficam com ideias falsas sobre a questão.” (fala do comandante Crook sobre as Fake News disseminadas contra os indígenas para justificar os roubos de terra e os massacres).

A atual pandemia do Coronavírus, quem sabe, talvez nos ensine algo da antiga sabedoria indígena: todos os homens são irmãos, filhos do mesmo Pai.

“Touro Sentado (...) não podia compreender como os brancos poderiam ser tão indiferentes aos seus pobres.”

Trailers do filme inspirado no livro:
https://youtu.be/sTK33wnSgJA
https://youtu.be/drpMEZe_WUA

https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/03/enterrem-meu-coracao-na-curva-do-rio.html



site: https://www.facebook.com/sincronicidio
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Saulo Barreto 07/01/2020

Relato impressionante e triste
Nossa. Como foi difícil ler e terminar esse livro.
Dee Brown fez um dos trabalhos mais completos em relação à História dos Índios Americanos. Ou melhor, a forma como foram tratados pelo governo estadunidense e como foram, inevitavelmente, dizimados.
Documentos sobre povos nativos de países colonizados é um conteúdo que gosto bastante de consumir. E este livro é bem completo e retém muitas das principais referências das histórias dos Índios americanos.
Dee Brown faz uma narrativa muito justa envolvendo brancos e peles vermelhas, glorificando seus atos, quando merecidos, e domizando os mesmos, quando ocorrido. Não pinta os índios apenas como martíres.

Senti muita vontade de chorar em vários momentos. É um livro que nos leva a isso.
"Quando Colombo viu a ilha pela primeira vez, descreveu-a como "muito grande, muito alta e com árvores muito verdes... O conjunto é tão verde que é um prazer olhá-lo". Os europeus que o seguiram destruíram sua vegetação e seus habitantes - homens, animais, pássaros e peixes - e, depois de transformarem num deserto, abandonaram-na".

Lembro que Alexandre, o grande, brigava muito com seus contemporâneos que não ligavam, ao conquistar reinos novos povos, para sua cultura e sua história, geralmente, muito mais antiga do que a sua.

É difícil concluir como foi a experiência desta leitura, mas certamente é indispensável para quem gosta de conhecer mais sobre esse ramo de história.
Márcio 07/01/2020minha estante
Sempre quis ler.. vou colocar na minha lista


Saulo Barreto 08/01/2020minha estante
Eu recomendo. É um trabalho muito bom




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Julio.Araujo 17/04/2016

Uma historia emocionante sobre os povos indígenas americanos
Este livro chama a atenção sobre uma parte obscura da sociedade americana, a qual, em um período da historia massacraram os povos indígenas da América do norte. Uma historia real e fascinante, pois após esta leitura você vai entender como algumas tribos americanas foram exterminadas da face da terra. Também com esta leitura você vai conhecer os grandes lideres indígenas da época e suas trajetórias de vida. Uma ótima leitura para quem quer conhecer um pouco da história dos povos indígenas.
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