Tom Jones

Tom Jones Henry Fielding




Resenhas - Tom Jones


9 encontrados | exibindo 1 a 9


Raquel 20/01/2019

Não foi o que eu esperava...

Tom Jones foi um dos últimos livros lidos em 2018, e também fazia parte dos escolhidos para o projeto calhamaço do ano. Considerado um clássico na sua época, por ser considerado uma inovação em estrutura (pequenos capítulos com títulos e sempre com um prólogo antes de narrar os acontecimentos, onde o autor discute um assunto de forma íntima com o leitor), por seus personagens e por ser considerado uma estória engraçada, no qual não consegui ver humor nenhum ao longo das mais de 800 páginas.

O livro conta a história de um órfão abandonado na cama de rico fidalgo viúvo, o Sr. Allworthy, que além de adotar o menino, que muitos suspeitam ser seu filho bastardo, propõe criá-lo com as mesmas mordomias que seu sobrinho Blifil. Para educá-los, existem dois tutores, ambos rivais, que além de discordarem sobre diversos aspectos éticos e morais, também em certas ocasiões acreditam que Tom é relapso na conduta e tenta incriminá-lo para diminuir a estima do fidalgo em relação ao seu pupilo, principalmente o Sr Thwackum que alimenta os ressentimentos e ciúmes de Blifil pelo pobre órfão.

Ao apaixonar-se pela bela e rica Sophia Western, símbolo da beleza, virtude e bondade, Tom será vítima de todo tipo de tribulações: é expulso de casa pelo pai adotivo, quando este é convencido da má conduta do garoto, perde a pequena herança que lhe é ofertado na ocasião, além de meter-se em diversas trapalhadas pelo caminho na procura pela dona do seu coração, ao descobrir que esta fugiu de casa por não aceitar casar com o pretendente escolhido, seu primo invejoso Biflil.

Na busca pelo perdão de Sophia, Tom tem um affair com a manipuladora Lady Bellaston, dentre tantos outros o que, na minha opinião faz dele um mulherengo irremediável. Erra, arrendem-se, erra novamente. O ciclo vicioso do dito "herói perdura o livro inteiro". A maioria das trapalhadas do jovem tem envolvimento de mulheres e suas paixonites pelo belo moço.

No final da narrativa, além da redenção do herói e sua conduta frívola em relação às mulheres, segredos do seu nascimento e origem são revelados, favorecendo o enlace com Sophia e o perdão do Sr Allworthy.

De forma geral, não foi um livro que eu adorei. Não achei engraçado as maquinações e muito menos gostei dos personagens, exceto o bondoso Sr. Allworthy e a virtuosa Sophia. Em alguns momentos, achei a forma como o autor se posiciona pedante ao citar sempre os autores clássicos repetidamente, como defendeu seu falso herói, bem como seus modelos de virtude e bondade na conduta de determinados personagens. Apesar de ser considerado um grande livro por Dickens, de quem sou fã incodicional, acredito que Tom Jones não é um livro que pretendo reler.
comentários(0)comente



Fendrich 26/11/2018

"Tom Jones", de Henry Fielding, um livro com mais de 250 anos, precisa ser mais conhecido. Talvez a melhor propaganda seja dizer que Jane Austen e as irmãs Brontë eram leitoras e fãs do Fielding.

O livro fala "sobre a tolice do amor e a sabedoria da prostituição legal", expressão altamente irônica usada pelo autor para se referir ao casamento por interesse.

O enredo tem ares de tragédia romântica, mas também é bastante cômico. Ao final de cada capítulo, Fielding faz outro em que se põe a discutir a própria obra que está escrevendo. Ele fala com o leitor muitas vezes e de uma maneira bem divertida. Esses capítulos metalinguísticos são bem interessantes para refletir sobre o “fazer literário”.

Exemplo:

"Um autor, para me fazer chorar, diz Horácio, há de chorar primeiro. Ninguém em realidade pode pintar bem uma aflição se não a sentir enquanto pinta; nem duvido de que as cenas mais patéticas e comoventes tenham sido escritas com lágrimas. O mesmo se verifica com o ridículo. Estou convencido de que nunca faço rir gostosamente o leitor senão quando eu mesmo rio antes dele; a menos de suceder alguma vez que, em lugar de rir comigo, ele se sinta inclinado a rir de mim".

A sacada mais engraçada do livro é o capítulo chamado "Receita para recobrar a perdida afeição de uma esposa, que nunca se soube houvesse falhado nos casos mais desesperados”: é o capítulo em que o marido morre.

Há momentos de novela picaresca, a la Dom Quixote, mas há momentos de incrível tensão, o que inclui uma trama em que uma mulher combina com um homem o estupro de outra.

Como curiosidade, constatei o seguinte: em Cervantes, as pessoas desmaiam; em Tolstoi, elas coram; e em Fielding elas ficam sentadas uma diante da outra sem falar nada por vários minutos.

Mais algumas frases que eu pesquei na obra:

“É um segredo bem conhecido dos grandes homens que, ao concederem um favor, nem sempre fazem um amigo, mas criam infalivelmente muitos inimigos".

"Os homens de verdadeiro saber e conhecimentos quase universais sempre se amiseram da ignorância alheia; mas os sujeitos que se distinguem nalguma artezinha baixa e desprezível desprezam sempre os que lhes desconhecem a arte".

“Dá-se, porém, com o ciúme o que se dá com a gota: quando se encontram no sangue essas enfermidades, nunca se pode ter a certeza de que não se manifestem”.
comentários(0)comente



gabriel 04/08/2017

Então, Tom Jones...
A historia do jovem Tom Jones, é um pouco inusitada, mas não deixando de ser intrigante ao leitor. Nela somos apresentados a personagens bem construidos que nos levam a um quebra-cabeça a ser montando, mas como?

Jones, apareceu ainda recém-nascido na casa de um grande fidalgo de uma cidadezinha do interior, onde ele o adotou, mesmo ele não sendo o pai da criança, e muito menos sabendo quem poderia ser... Mesmo assim, ele adotou o jovem Jones e o criou como se fosse seu próprio filho.

A infância/adolescência dele foi um pouco complicada, não por ele ser um jovem rebelde, pelo contrario, por ser leal de mais ao, bem, seu único amigo, o meteu em algumas confusões, mas que nem chegavam aos pés das que o filho da irmã do seu "pai" o colocava.

É claro que não iremos falar sobre a vida toda dele aqui, o.k? Até porque no livro é contado tudo muito rapidamente, apenas dando ênfase as partes necessárias para a continuidade da historia (o que resulta em vários saltos no tempo).

De qualquer maneira, a historia real do livro começa quando Tom Jones, é expulso de casa após se apaixonar pela linda Sophia Western, que também retribuía seu amor, mas que não era bem visto pelos pais de ambos, o motivo? Jones ser adotado...

Assim, Jones começou uma viajem para se "descobrir", mas no meio do caminho ele acaba descobrindo que sua Sophia fugiu de casa... Agora você já deve imaginar mais ou menos o desfecho dessa historia, né?

Sim, Jones irá em busca de Sophia, e ela dele, mas, como nada é tão fácil, eles terão muitos encontros e desencontros até ficarem - talvez- juntos no final, mas ainda temos algumas perguntas a serem resolvidas até esse final, como: quem é o pai de Jones, a mãe...

"Essa foi uma leitura rápida e divertida. Jones nos mostra que ser honesto e pensar no próximo pode sim, te fazer ter o seu final feliz, se bem que ele foi posto a prova varias vezes e isso não mudou seu jeito de ser, o que me admirou muito, visto que algumas vezes, seus 'amigos' é que o traiam... O seu romance impossível com Sophia me deixou um pouco nervoso no final, confesso, mas tudo acabou se encaixando e... tem que ler, sabe?"

site: http://perdidoemlivros.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



jonatas.brito 25/03/2017

Por que ler adaptações?
Assim que li sua sinopse, eu – voraz consumidor de literatura clássica – não hesitei em lê-lo imediatamente. Publicado originalmente em 1749 pelo escritor inglês Henry Fielding (1707 – 1754), Tom Jones tem lugar de destaque na história da literatura inglesa por ser considerado o primeiro romance moderno. Nele é narrado, com finos traços de jocosidade, as peripécias, aventuras e desventuras do jovem Tom Jones, desde o seu nascimento à sua juventude.

Encontrado ainda bebê nos aposentos do Sr. Allworthy – um grande proprietário de terras, rico, porém viúvo e sem filhos – Tom Jones é acolhido, adotado e tratado como filho pelo mesmo. Embora sabendo desde o início quem seja sua mãe, a identidade do pai de Jones mantém-se incógnito durante toda a leitura, sendo revelado apenas nos parágrafos finais da trama. Desde pequeno e por inúmeras razões, Jones conquista a admiração e o ódio de diversas pessoas. O Sr. Allworthy possui um sobrinho, Master Blifil que, mesmo tendo crescido junto com Jones, torna-se seu principal oponente. Vizinho à propriedade do Sr. Allworthy mora o Sr. Western, este possui uma filha chamada Sofia, da qual Jones apaixona-se perdidamente, porém a mesma é prometida pelo pai para casar-se com Blifil. Embora as aventuras tardem a começar, dá-se início quando, através da influência de Master Blifil sobre seu tio, Tom Jones é expulso de casa. Com sua evasão e a fim de evitar um casamento contra sua vontade, Sofia foge de casa e aventura-se ao encalço de Jones. Nisto, basicamente, se concentra toda a ação do livro.

O protagonista, infelizmente, não atraiu minha empatia. Tom Jones, embora inúmeras vezes declare seu amor por Sofia, é definitivamente um cafajeste. Entre encontros e desencontros, ele envolve-se com outras mulheres e isto motiva várias reviravoltas na história. Na verdade, todos os personagens são retratados com superficialidade a ponto de o único sentimento a ser nutrido pelo leitor é de indiferença. A única exceção, talvez, seja o personagem Partridge, o fiel companheiro de Jones. Sua fina ironia e as altas doses de filosofia, de fato, enriqueceram a narrativa. Outros pontos negativos se devem à excessiva credulidade dos personagens. Foi até ofensivo, para mim como leitor, constatar que atitudes extremas dos personagens eram tomadas com base apenas em fofocas infundadas e sem nenhum inquérito. Além de várias e improváveis coincidências claramente forçadas com o fim de dar mais sustança à trama. Um ponto positivo a ser destacado é a constante interação do narrador com o leitor. Para quem é fã de Machado de Assis, identificará facilmente as semelhanças. Durante a leitura, temos a sensação de estarmos sentados à mesa ouvindo a história da boca do próprio autor.

Mesmo não sendo cativado pela história, tornou-se muito difícil para eu avaliá-la. Explico: o livro em questão não é a obra integral do autor, mas sim, uma adaptação feita séculos depois pela também escritora Clarice Lispector, direcionada para o público jovem. Isto levou-me a levantar vários questionamentos acerca do real efeito das adaptações literárias na literatura (embora pareça redundante, objetivo apenas excluir as adaptações literárias para o teatro ou cinema, por exemplo). Ainda que sua causa seja nobre, ou seja, de apresentar e atrair a atenção de jovens leitores à leitura de obras clássicas, o ato de adaptá-las, de certa forma, agride a obra original por ter que, forçosamente, suprimi-la; alterando assim seu sentido e sua mensagem e tornando-a, portanto, mais pobre. O livro escrito originalmente por Fielding possui mais de 800 páginas, enquanto sua adaptação dispõe de um pouco mais de 300. Eis algumas indagações que fiz ao findar da leitura:

. Por não ter me identificado com a adaptação, isso anula o original de minhas futuras leituras? Seria injusto ao autor caso a resposta fosse afirmativa.

. Porém, ainda terei interesse em ler a obra integral sendo que minha experiência com sua adaptação não foi positiva? Possivelmente, não.

. A adaptação literária de uma obra clássica tem a probabilidade maior de atrair ou de afastar o público jovem?

Enfim, sei que não sou um crítico literário, mas sou um leitor crítico. De qualquer forma, os questionamentos são válidos, porém inconclusivos. Por tratar-se de um assunto amplo e polêmico, trataremos dele numa outra oportunidade.

site: http://garimpoliterario.wordpress.com/2017/02/27/resenha-tom-jones-henry-fielding-adaptacao-clarice-lispector/
NYS 27/12/2017minha estante
Se me permite contestar sua opinião... Eu li a versão integral, em capa dura azul, com 846 páginas. E te digo mais: essa versão ainda é pequena. Há um capítulo que diz que se trata de exatamente 11 páginas, mas no meu só tinham 7, ou seja, um pouco mais da metade (Quantos páginas será que tinha esse livro no original?).

Com relação à adaptação, eu não a li, mas em determinado capítulo, o autor mesmo afirma que cria MUITAS passagens no livro só pra aumentar o volume do mesmo. Pela sua sinopse e sua opinião sobre o Tom, não acho que você teria uma opinião MUITO diferente se tivesse lido as 846 páginas (até mesmo o autor admite que o personagem preferido dele é a Sofia e não Tom)... Talvez você desistiria no meio e nunca conheceria essa história se tivesse lido esse monstro de mais de 800 páginas.

Se me permite, se você gostou da forma com que ele narra, eu indicaria ler Dom Quixote (que eu, particularmente, acho que é realmente o primeiro romance moderno), que é um livro que o Henry Fielding já tinha dito que era mais do que fã e é realmente uma leitura mais agravável! :)




Hofschneider 06/12/2016

Sr. Jones
O livro é muito bem escrito. O autor foi o percursos do realismo. A história se passa na Inglaterra e o narrador dialoga muito com o leitor, é uma troca franca de pensamentos. O humor do livro está nas situações mirabolantes e confusas. O personagem principal é um anti-herói, mas que preserva o espírito bom, tanto na filosofia quanto na religião. Henry Fielding nos escreve como quem conhecia a criminalidade da época, já que no livro se fala muito dos batedores de estrada. Ele também se mostra influenciado pelo livro Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, sendo ele talvez sua inspiração.
A trama é bem arquitetada com reviravoltas um pouco mirabolantes. É de sofrer com Jones e emocionar-se com sua amada Sofia. Um belo clichê inovador (de sua época).
comentários(0)comente



Luciano Luíz 28/11/2016

TOM JONES - A HISTÓRIA DE UM ENJEITADO de HENRY FIELDING ainda é meu romance favorito de todos os tempos. Um livro grande, onde temos o cotidiano de um cara que o autor considera como alguém mau, mas em verdade não é nada disso. Enjeitado é o mesmo que rejeitado, já que Tom foi abandonado quando bebê e então um cara bem de vida o adotou. Agora, adulto, ele sai pelo mundo e tem suas aventuras conhecendo diversos outros e claro, se envolvendo com a belíssima Sofia. O livro é o típico romance dos tempos áureos. A narrativa é fodástica, os diálogos envolventes. Antes de cada parte, há uma conversa do autor com os leitores e este se gaba por ser o primeiro a realizar tal proeza. O primeiro texto parece um tanto chato, mas depois, tudo muda pra melhor. Apesar de ser um volume realmente gordo, o enredo cativa do início ao fim. É mais do que recomendado.

Nota: 10

L. L. Santos

site: https://www.facebook.com/LLSantosTextos/
comentários(0)comente



Tati Kementári 10/10/2009

Engraçado e extremamente criativo
Tom Jones, herói do livro homônimo(um anti-herói, para se falar a verdade!), é um orfão que ao se tornar jovem vira um galã de província irresistível para as mulheres do condado e se mete em mil e uma confusões, tudo para ficar com a bela e aristocrata Sophia Western.

O livro é recheado de milhares de personagens e situações absurdas e divertidas, que me fizeram rir bastante, mas acho que o grande fator atrativo e uma das melhores partes do livro é justamente o narrador da história. Sarcástico e criativo,com observações engraçadas e inteligentes, sempre falando diretamente ao leitor, já começa apresentando o livro ao leitor como se fosse um banquete e que ele está aos seus serviços; pára o fluxo da história pra contar outro caso ou assunto, e assim por diante. Essa narrativa original e irônica inspirou vários outros escritores posteriormente: Machado de Assis é um grande exemplo da influência do Henry Fielding, e isso pode ser percebido bastante nas suas obras.


Um livro que caiu nas minhas mãos por um acaso, e que me surpreendeu bastante com sua vivacidade e comédia!
comentários(0)comente



Rafael 14/07/2009

Uma grande DÚVIDA literária...
Cheguei até este livro depois de ouvir muitas indicações de amigos. Cheguei até mesmo a ouvir que daria boas gargalhadas com ele. Não foi assim. Daniel Defoe talvez o escrevesse melhor (hehe). O fato de eu não ser muito fã da época em que passa a história pode ter contribuido um pouco para a minha falta de empolgação com ela. Não sei dizer se gostei ou não deste livro, mas tão cedo não o quero de novo frente aos meus olhos. Achei confuso, muito embora seja um clássico. Quem quiser conferir...
comentários(0)comente



Claire Scorzi 19/03/2009

Questão de gosto
Lembro-me de ter lido que esse era um romance de morrer de rir. Fui ler; não achei isso. Também me pareceu que o autor tinha um preconceito visível contra os franceses, já que volta e meia havia alguma menção que os denegria. O protagonista tem atitudes censuráveis (especialmente o fato de ser um mulherengo patente, enquanto diz o tempo todo que 'ama' a heroína); personagens desagradáveis como o pai de Sophia, o sr. Western, são tratados com simpatia por Fielding... Enfim: tudo que Henry Fielding parece julgar engraçado, simpático, defeitos menores, não coincidem com as minhas impressões.
Talvez eu volte a ler "Tom Jones". É um clássico, e tenho inclinações de gosto por clássicos. Mas pode ser o período desse clássico, o século XVIII, que nunca foi dos meus favoritos em matéria de literatura. Acho esse período de um sarcasmo desagradável, em que todas as boas intenções e sentimentos louváveis são em geral ridicularizados na ficção; um período literário bem semelhante ao da nossa época (da qual também não sou admiradora, por sinal).
Claro, há exceções, como o maravilhoso Defoe. Mas Defoe pertenceu em boa parte ao século XVII, o mesmo de Milton e Donne, e no qual Shakespeare morreu. A literatura do XVIII já soa bem filha da Restauração, com sua zombaria irreverente.
Para explicar as 3 estrelas: "Tom Jones" tem momentos, o autor usa o artifício de conversar com o leitor em algumas passagens do romance. E é isso.
Fendrich 10/06/2015minha estante
Puxa vida, Claire. Li Tom Jones há pouco e tive impressões tão diversas das suas. Não pareceu visível esse preconceito contra os francese, embora eu tenha percebido sim algumas alfinetadas. Não achei que o Sr. Western é tratado com mais simpatia do que qualquer outro. E, sim, o protagonista tem atitudes censuráveis, e isso não me parece um demérito senão moral, jamais literário. A impressão que eu tive é que toda a comicidade que se atribui ao livro está na metalinguagem, e não no enredo, que tem lá os seus ares de tragédia romântica.


Fendrich 10/06/2015minha estante
Também não me parece que seja o caso de uma ridicularização das boas intenções e dos sentimentos louváveis. Pelo contrário, eu diria que está mais perto é de uma exaltação dessas mesmas coisas, á medida em que o principal objeto de sátira do livro é o casamento por interesse. Há um trecho deliciosamente irônico que provavelmente passa despercebido, mas que, a meu ver, resume bem o pensamento do livro. É quando a tia da Sofia fica lhe ensinando "sobre a tolice do amor e a sabedoria da prostituição legal".


Thiago 01/05/2016minha estante
Agora sei o porquê, da sua indiferença ao Machado de Assis.


NYS 27/12/2017minha estante
Eu tive a mesma impressão do Fendrich!

Acho que o Sr. Western não foi tratado com simpatia, acho que ele foi sempre levemente censurado, as pessoas sempre pedindo pra que ele tivesse mais calma e paciência, em uma época em que era raro você "meter a colher" na vida de outras famílias.

Ele tem um humor... inglês. Essa coisas meio de "e esse personagem, agora, morreu... de eplepsia... porque pessoas morrem de repente mesmo". Para mim, pelo menos, trouxe um pouco de charme na obra dele. Não foi o livro da minha vida, e nem perto do "gostar muito", mas eu jurava que ia ser um livro horrível e terminei e disse: ok, foi até bom... Talvez seja uma mera questão de expectativas mesmo hahaha




9 encontrados | exibindo 1 a 9