Uma Estranha Simetria

Uma Estranha Simetria Audrey Niffenegger




Resenhas - Uma Estranha Simetria


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Jow 19/05/2011

Reparar nem sempre é consertar.
Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?... Bem Que Se Quis – Marisa Monte / Nelson Motta

Na vida, aprendemos que tudo tem um limite. Mas, a cada dia que passa algo ou alguém nos mostra que é possível quebrar esses limites, principalmente os limites da razão e instituir novas possibilidades. E foi isso que Audrey Niffenegger fez mais uma vez! Quebrou todos os limites da razão, da sensibilidade e do sobrenatural ao escrever “Uma Estranha Simetria”

Tenho que confessar que não sou um admirador de uma literaturas que tenham um cunho espírita (Não é um livro psicografado, é um livro que tem uma temática espiritual), mas Niffenegger me conquistou com “A Mulher do Viajante no Tempo” e eu sabia que ela não me decepcionaria. Não quero fazer comparações agora, mas se em seu primeiro livro ela trabalha a busca incessante de um casal tentando se encontrar em meio aos infortúnios de uma vida marcada por viagens no tempo. Agora, ela quer quebrar com o sentimento de cumplicidade e busca de suas personagens. Esse é um livro que pessoas querem distancia daquilo no qual se parecem e que conviveram a vida toda, e essa separação trará encontros surpreendentemente inesperados.

Julia e Valentina são gêmeas idênticas, e isso é cansativamente discutido no livro. Vemos a intimidade dessas irmãs na sua mais completa infantilidade, onde ambas, por fora, são a pura imagem da outra. Mas, intelectualmente cada uma tem a sua peculiaridade e o seu desejo. O Problema é que o laço criado entre ambas é severamente forte, o que torna uma separação praticamente impossível.

Enquanto isso temos a morte de Elspeth(tia de Julia e Valentina e irmã gêmea de Edie, mãe das garotas) temos o cenário para que toda a construção de Niffenegger se desencadeie. É aqui que somos apresentados a Robert (namorado de Elspeth) e ao cemitério Highgate.

O fato de Julia e Valentina irem morar na casa de Elspeth trás a tona toda a sua personalidade, e isso afeta diretamente as gêmeas. Robert também sofre com essa aproximação já que ambas são copias da jovem Elspeth. Assim, todos lutam para não se tornarem reféns de seu psicológico, das lembranças que não são suas e dos amores que são mascarados pelo corpo de outra pessoa.
Niffengger tem grande poder de explicação científico/metafísico, e é usando dessa ferramenta que ela consegue construir a forma espiritual de Elpesth. Uma alma que tem consciência, matéria e sentimento. Aqui a Niffenegger consegue mais uma vez transcender a barreira sobrenatural e transformar o impossível em algo palpável. No momento em que Elsperth toma consciência de sua condição é que as verdadeiras reviravoltas começam. O despertar de sua alma contagia a imaginação de Valentina e desperta em Julia o medo de perder o contato construído com a irmã nos 21 anos de suas vidas. Robert se vê assombrado pelo amor que sente a Elspeth, mas não consegue suportar as visitas de Valentina.

Todos tem algo valioso demais a perder, todos precisam tomar uma decisão que mudará definitivamente as suas vidas, mas o medo e a covardia impedem tais personagens a fazer aquilo que realmente necessitam. É no personagem de Martin que todas essas inseguranças tomam personificação, um homem doente que perde tudo por causa de seu distúrbio, mas que começa a trabalhar a sua recuperação buscando reunir forças naquilo que todos os outros querem esconder: O amor.

E é assim, que entre desejos reprimidos, segredos escondidos e personagens maltrapilhos que Niffenegger constrói a sua trama. Onde a busca por respostas alimenta a discórdia e extermina o perdão, onde o desejo de amar é subjugado pelo medo de perder, pelo medo de infringir e pelo medo de tentar, e onde o amor sinceramente não explica certas atitudes tomadas pelas personagens.
Com um enredo consistente, personagens muito bem construídos, um belo olhar sobre Londres e uma narrativa que exalta a beleza do Cemitério Highgate, Audrey Niffenegger faz um ótimo livro, mas que em minha opinião, fica bem abaixo de seu romance de estréia.
Alan Ventura 20/05/2011minha estante
Toda vez que acesso minha conta aqui no skoob e vejo entre as atualizações a seguinte frase: "Jow fez resenha para...",abro imediatamente um largo sorriso porque sei que vou ler algo genial,e felizmente, ainda não me decepcionei. Resenha como sempre magnífica!


Fran Kotipelto 24/06/2011minha estante
"todos tem algo valioso demais a perder, todos precisam tomar uma decisão que mudará definitivamente as suas vidas, mas o medo e a covardia impedem tais personagens a fazer aquilo que realmente necessitam". Excelente frase, magnífica resenha, e ao que tudo indica, um maravilhoso livro. Parabéns! =D


Iris 19/09/2012minha estante
Confesso que com a trama que a Audrey Niffenegger criou, eu esperava um final melhor. Um final mais elaborado e que explorasse muito mais tudo aquilo que ela já havia escrito. A última página do livro foi um tanto decepcionante.
Foi só eu, ou todo mundo achou que poderia ter um segundo livro? Que contasse melhor o desfecho da história?
E concordo quando falou que "Uma Estranha Simetria ficam bem abaixo de A Mulher do Viajante no Tempo."


glenysson 07/03/2014minha estante
O LIVRO É MARAVILHOSO ... COMEÇA MORNO ... MAS O FINAL É DE TIRAR O AR...




Lime 18/02/2011

Um sobrenatural apaixonante
Histórias de fantasmas costumam me dar medo. Mas o novo livro da Audrey, autora do liiiindíssimo A mulher do viajante do tempo, vem com um enfoque completamente novo. Nas primeiras páginas, acompanhamos a morte de Elspeth, uma das personagens principais. Na condição de falecida, ela paira pelo próprio apartamento como um fantasma. E essa é uma das partes mais divertidas: Elspeth precisa descobrir como viver nessa nova condição. Agora, ela é capaz de morar dentro de gavetas, passar pelo buraco de uma agulha e começa a almejar entrar em contato com o marido, um homem por quem é muito apaixonada. E ele, saudoso, faz de tudo para continuar perto dela. Uma das partes mais bacanas do livro é o amplo espaço que a autora dá para personagens teoricamente secundários e histórias paralelas, que acabam se encontrando em determinado momento, especialmente, por causa de Elspeth. Um desses personagens são as gêmeas americanas Julia e Valentina, filhas da irmã gêmea de Elspeth. As meninas recebem o apartamento de Elspeth de herança e se mudam para Londres, cidade natal da personagem principal. Para quem ama Londres, é uma excelente oportunidade para fazer uma visita por lugares conhecidos apenas pelos moradores da cidade. É um livro denso, cheio de sentimentos, sensações, que fazem a gente pensar em como o amor move as pessoas, no quanto podemos estar separados, mas, ainda assim, juntos. Recomendo.
Thaís 19/02/2011minha estante
Gosteiii quero ler :))


Sam 22/03/2011minha estante
Eu gostei da resenha, e fiquei com vontade de ler o livro. O lançamento não tinha me chamado muito a atenção, mas como vi alguns blogueiros interessados, decidi ler mais sobre o livro, e me interessei também, kk.


Angel* 26/04/2011minha estante
Estou lendo esse livro e até onde li, embora seja ainda o começo do livro a autora está me convencendo! :)


sol 16/11/2011minha estante
AI..to com medo de comprar, são tantas opiniões diferentes, rs




Pandora 09/07/2012

Não sei se é porque não era o que eu esperava ou porque achei a tradução muito ruim ou ambas as coisas... o fato é que o livro terminou e eu não entendi qual foi a pretensão da autora - se é que ela teve alguma. As personagens eram interessantes: o obsessivo-compulsivo, o melancólico historiador da morte, gêmeas separadas por um segredo, gêmeas unidas demais... fora um fantasma que não conseguia sair de casa. Mas apesar de ter gostado do final, achei a leitura muito arrastada e as (poucas) boas situações mal aproveitadas. Sabe aquele livro que você torce para terminar de ler logo para poder começar outro? Então.
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Monaliza 04/02/2013

Estranho
Estranho porque me surpreendeu , estranho porque apesar não ser uma daquelas leituras gostosas, é uma leitura quase obrigatória . A minha visão dos personagens é que ficou meio distorcida, afinal, Valentina era depressiva ou só mimada e idiota ? Logo de cara fiquei com pena dela, afinal, enquanto Julia era saudável e de alguma maneira superior, a Ratinha ( apelido carinhoso de Valentina) era frágil, pequena e vivia constantemente recebendo ordens da irmã. E então isso já me fez desgostar da Julia, oras, quem ela pensa que é ? A dona do mundo ? Mas, algumas paginas depois, descobri o quanto Julia se preocupava com Valentina, e esta , por sua vez só pensava em se livrar de Julia. Ok,eu entendi o lado dela, mas o que me deixou fula da vida é porque ela simplesmente não disse isso pra Julia com mais convicção, com mais vontade, porque ela não se impôs? No final, constatei que Julia é a personagem mais real, mais normal do livro todo. E entrando na minha lista de personagens preferidos , Martin, me deixou louca com seu jeito louco, e eu adorei, simplesmente me encantei com sua doçura, com loucura, com seu amor. E sobre os outros personagens, todos anormais, só digo que se merecem. O livro , em si, tem uma historia legal e o segredo de Elseph e Eddie é o melhor do livro, me deixou confusa, não é um segredo sórdido, é um segredo estranho, muito estranho.
Natasmi Cortez 12/09/2013minha estante
Concordo contigo ! A estória me surpreendeu e tive a mesma sensação que você!No início fiquei com pena da Valentina mas depois fiquei com raiva da idiotice dela e essa deprê toda querendo se matar! Ah vai se catar! Tinha que ter ficado com o Robert e pronto! E essa tia dela! Mulher do mal ¬¬'


Erika Lina 11/03/2015minha estante
Tive a mesma percepção do livro, bem igual a você!


sol 06/01/2016minha estante
To quase na metade do livro e to lendo pq gostei muito do outro livro da autora e tbem pq ja senti q tem algum segredo no final, mas tenho q confessar q o livro todo me causa uma sensação de repulsa, sim, é isso q eu sinto sobre todos os personagens, kkkk


Moonpierre 23/09/2017minha estante
O mais interessante do livro, é que mesmo que a Valentina fosse tratada como "a frágil"....
Spoiler:
foi ela que bateu na Júlia.
Não me fez nenhum sentido, e percebi que nesse livro os personagens "não são o que parecem ser", pelo menos foi essa minha impressão. Como se tudo que a autora dissesse, fosse uma mentira, que a gente tivesse que descobrir e montar as peças do quebra cabeças.




Thais Saes 01/10/2011

Estranhamente Lindo
Que livro estranho, mas delicioso de se ler. Sim, é esse pensamento que tenho ao terminar “Uma Estranha Simetria” de Audrey Niffenegger.


É uma obra diferente de tudo que já li. Em alguns pontos, eu lembrei de “A Sombra do Vento” e “O Jogo do Anjo” do autor Carlos Ruiz Zafón, mas mesmo assim o enredo e o sobrenatural é inédito para mim.


“Uma Estranha Simetria” conta a historia das gêmeas espelhadas Valentina e Julia, filhas de Edie, irmã gêmea de Elspeth. Ambas são unidas em tudo, no gosto pelas roupas, pelas atividades em comum... Contudo, essa simetria acaba sendo abalada com a morte de sua tia Elspeth, que deixa de herança o seu apartamento em Londres.


As gêmeas trocam sua pacata cidade americana pelo pequeno apartamento londrino localizado no fundo do cemitério Highgate. Nessa mudança, elas descobrem que a morte foi a maneira que sua tia encontrou de se aproximar de suas sobrinhas, uma vez que por um motivo sombrio sua mãe e Elspeth não se viam há mais de 21 anos.


Audrey Niffenegger transpõe todas as barreiras do sobrenatural, nos envolvendo de maneira complexa e convincente.


Adorei!
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Mari 11/05/2011

A expectativa com relação a leitura deste livro foi tanta, que ao final me senti bem desapontada. A narrativa dele é bem cansativa e a promessa de um desenrolar envolvente e instigante não se concretizou na minha opinião.

Julia e Valentina são irmãs gêmeas, extremamente ligadas uma à outra desde o útero, e essa forte ligação também era presente na relação entre a mãe e a tia delas no passado. Quando Edie, a irmã gêmea de Elspeth, recebe a notícia de sua morte, junto vem uma surpresa: Elspeth deixou para as sobrinhas o seu apartamento com vista para o imponente cemitério Highgate, em Londres - sob a condição de que as duas vivam lá por um ano. Quanto a Edie e seu marido Jack, o testamento determina que eles não podem acompanhar as meninas na mudança e muito menos entrar no apartamento. Há todo um mistério envolvendo o distanciamento das irmãs que já não se falavam há um bom tempo, mas essa condição imposta por Espelth foi uma forma que ela encontrou para se aproximar das sobrinhas.

As gêmeas Julia e Valentina, com 20 anos de idade, têm uma forte conexão, e não entendiam o motivo da sua mãe e sua tia terem se afastado no passado, mas tanto a mãe quanto o pai delas evitavam tocar no assunto. As meninas nunca tinham estado em Londres e jamais haviam saído dos Estados Unidos. Londres era a terra natal de sua mãe, mas Edie e Jack pareciam querer se manter afastados de lá a todo custo.

Todos os personagens foram muito bem construídos, mas nenhum deles me cativou, pois lhes faltava magnetismo e profundidade. Julia é extrovertida, tem personalidade forte e gosta de mandar na irmã; Valentina é mais tímida, frágil, que não consegue se desprender das amarras de sua irmã gêmea; Robert, companheiro de Elspeth, não consegue se conformar com a morte da esposa e passou a trabalhar como guia do cemitério em que Espelth foi enterrada; por fim, Martin, um vizinho que tinha Transtorno Obssessivo Compulsivo (se lembra do detetive Monky com sua obssessão por limpeza?) e foi abandonado pela esposa, que já não conseguia mais conviver com esse problema que ele insistia em não tratar.

Leia mais no blog: http://confissoesliterarias.blogspot.com/2011/05/resenha-uma-estranha-simetria-por.html

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Iaa de Camargo 05/06/2013

Uma estranha historia
Desejei esse livro por um ano e decidi que o deveria ler.
Feita a compra, comecei minha leitura tão esperada.
Resultado: levei meses para acabar.
O livro se mantem em quase sua totalidade num ritmo quase monótono e sem grandes incidentes que nos causem surpresa.
Meses apos ler metade do livro o retomei e acabei.
A leitura já ficou mais facil e o ritmo ficou um pouco mais apreensor.
O final me surprendeu pois realmente manteve o grande segredo ate o fim.
Leitura monótona, mas mesmo assim recomendo.
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Psychobooks 01/12/2011

A Audrey é uma dessas autoras magníficas que têm o dom de começar uma história de um ponto aleatório da vida do personagem e, a partir daí, desenvolver toda uma trama envolta em segredos, suspense e, por que não? sobrenatural! Foi assim que me senti com “A Mulher do Viajante no Tempo” e foi EXATAMENTE assim que me joguei na leitura desse livro e no prazo de 12 horas já havia terminado.
Conhecemos Elspeth no seu leito de morte sendo pranteada por seu companheiro, Robert. O início do capítulo é intitulado de “O Fim”. Esse é o fim da vida da personagem principal, mas apenas o começo da descoberta de seus segredos.
Elspeth morava em Londres, onde tinha um apartamento que dava fundos para o cemitério de Highgate, Robert era seu vizinho de baixo e amante. No mesmo prédio também mora o casal Martin e Marijke, esse primeiro sofre de TOC e não deixa o apartamento há 20 anos.
Imagens do Highgate Cemetery, ao longo do livro o cemitério se torna um personagem:

E assim são introduzidos os personagens ingleses do livro. Depois voamos para os Estados Unidos, onde uma carta com o testamento de Elspeth chega às mãos das gêmeas espelhadas Julia e Valentina, filhas de Edie e Jack.
Edie é a irmã gêmea de Elspeth e não falava com ela há 20 anos. As condições do testamento são as seguintes: Julia e Valentina herdam todos os bens da falecida, com a condição de se mudarem para o apartamento assim que completarem 21 anos e viverem lá por 1 ano completo, podendo depois disso dispor dos bens como bem entenderem. A mãe e o pai das gêmeas não podem colocar os pés no apartamento, e é claro que essa condição só aguça ainda mais a curiosidade das duas a respeito da briga de sua mãe e tia.
O livro é narrado sob a visão de todos os personagens, sejam eles principais ou secundários. Temos a visão do casal Martin e Marijke e a luta dos dois contra o TOC; acompanhamos Robert em seu luto; passeamos com as gêmeas em suas descobertas na Inglaterra e nos encantamos com Elspeth e suas descobertas e conquistas como um fantasma dentro de seu apartamento.
É bem interessante a forma como a autora aborda a codependência das irmãs, como as duas se completam e como são vazias quando a outra não está por perto. Falei ali em cima que elas são gêmeas espelhadas, e é daí que vem o título do livro: Valentina é exatamente o reflexo no espelho de Julia, todos os seus órgãos são invertidos. Julia é destra, Valentina é canhota. Achei essa uma grande sacada da autora, pois as duas não são espelhadas apenas nas características físicas, são também o oposto em personalidade.
A forma como as vidas dos personagens vão se entrelaçando também é surpreendente. Com a chegada de Julia e Valentina, Robert fica confuso com semelhança das gêmeas com sua ex-amante e a saudade que isso causa; seu ponto de apoio vira Valentina. Martin, após ser abandonado pela esposa, encontra em Julia uma refrescante companhia e visualiza a possibilidade de redenção. E como pano de fundo o relacionamento das duas irmãs, que chega a ser doentio.
As descobertas de Elspeth como um fantasma preso no apartamento são entusiasmantes. Aqui a autora brincou bastante com o sobrenatural e as possibilidades que isso trazia ao texto.
A única coisa que REALMENTE me incomoda nos enredos da autora é a mania que ela tem de deixar claro em todo o momento aonde a sua narrativa está nos levando.
Aconteceu isso quando li “A Mulher do Viajante no Tempo” o que fez com que eu quase abandonasse a leitura e ela fez a MESMA coisa com “Uma Estranha Simetria”, em dado momento, se o leitor está atento à trama dá para visualizar PERFEITAMENTE o lugar onde a autora está nos levando. Isso quebra um pouco o charme do suspense do livro.
Em suma é um livro intrigante, de leitura envolvente onde os segredos vão se revelando e a vontade é de ir consumindo cada página para acabar de revelar todos.
As partes que mais me encantaram foram as descrições do amor de Martin por Marijke e a falta que ela fazia em sua rotina. Lembrei bastante do filme “Melhor é Impossível” meu Martin era o Jack Nicholson, e a frase “Por você eu quis me tornar um homem melhor” não saia da minha cabeça:
“Martin ficou parado, segurando a carta. O pior aconteceu. Ele não conseguia acreditar. Ela foi embora. Ela não ia voltar mais. Marijke. Lentamente dobrou a cintura, os quadris, os joelhos, até ficar de cócoras no chão, diante da escrivaninha, com a luz forte nas costas, o rosto a centímetros da carta. Meu amor, ah, meu amor… Todos os pensamentos desapareceram, restando apenas um grande vazio, como quando a água recua antes de um tsunami. Marijke.
Página 28.
O sentimento de melancolia está presente em todo a leitura. É daqueles livros em que você termina um parágrafo e é impossível segurar o suspiro…

Link: http://www.psychobooks.com.br/2011/03/resenha-uma-estranha-simetria.html
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Tatiana 22/04/2017

Não vale a pena, não é explorador
A sinopse é interessante ao mesmo tempo que não é, como algo monótono que você olha sem saber direito o porquê. Um fã nato de ação é suspeito pelos dizeres seguintes, contudo, o desenvolvimento é entediante. Longas páginas para conhecermos os personagens até finalmente chegarmos a proposta inicial, podando nossa imaginação ao simplesmente deixarmos nossos olhos seguirem as linhas.
Esforcei-me para prosseguir a leitura, porém, nas partes finais, devorei as últimas folhas, que depois do tudo, conclui como bizarro no mais péssimo sentido, mas não surpreendente. Fez quase ter válido a pena ler, mas por diversos fatores, não o recomendo, explicando-os abaixo;
Os personagens são pouco aprofundados, terceiros chegam a ser totalmente neglicenciados mesmo com papéis a desempenhar de grande importância as protagonistas. Não houve empatia em momentos tensos ou melancólicos. Seus objetivos e motivações pareceram fúteis mesmo sendo o centro dos capítulos, o que fez tudo parecer sem sentido.
O local em que é passado é tão recluso que nos faz ter a impressão de que Londres era só ali, na companhia de gêmeas. São jogados nomes e nomes em nosso rosto, frutos de uma pesquisa da autora, porém, ela pareceu esquecer o porquê de querermos saber memorizar ruas e túmulos, que em nada ajudaram sem alguém com conhecimento prévio do local para uma boa ambientação.
Os romances são superficiais, como se estivesse ali para não ser tão parado, envolto de sangue familiar que fora totalmente ignorado para dar lugar a perguntas inseguras comuns sem a devida importância. Poderia ter sido muito mais bem explorado, mas como não, recebeu uma nota baixa.
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Pandora 06/07/2011

Estranhíssimo
Mais resenhas em www.trocaletras.wordpress.com

Esse foi o primeiro livro que li dessa autora e virei fã =)

Júlia e Valentina são a segunda geração de gêmeas da família.
Quando sua tia Elspeth morre, as gêmeas herdam o apartamento com todos os seus pertences, exceto seus diários.
Ao se mudarem para Londres em seu novo lar, as garotas percebem que não estão exatamente sozinhas: o fantasma de Elspeth paira sobre as gêmeas.
A questão aqui é: quais as reais intenções de Elspeth? Qual o limite para o relacionamento entre gêmeos?

O livro em si é estranhíssimo!
Niffenegger nos apresenta uma gama de personagens bizarros, alguns deles até irrelevantes para a trama principal. O relacionamento das irmãs Júlia e Valentina beira o doentio.
E nunca sabemos qual é o real caráter de cada um dos personagens.

O ritmo do livro é lento, não há uma ação central que comanda os acontecimentos e sim várias pequenas atitudes que culminam com o clímax, que vai direcionar as vidas dos personagens.
Mas, apesar do ritmo, o livro é tão perturbador e diferente, que li compulsivamente até terminá-lo.

Recomendo o livro para quem gosta de experiências diferentes :)
sol 16/11/2011minha estante
Leia então A mulher do viajante no tempo, vc vai amar!!! É da mesma autora!




Murphy'sLibrary 04/07/2011

Antes de ler Uma Estranha Simetria eu já havia tido contato com a escrita da Audrey. Caso contrário, acho que não estaria preparada para a franqueza que sua narrativa nos mostra. Já tinha sentido essa força na narrativa doce-amarga de A Mulher do Viajante do Tempo, mas não existem dúvidas do nível de superação da autora em seu novo livro.

Elspeth, gêmea de Edie e tia das também gêmeas Julia e Valentina, tem uma presença incrível no livro, algo que eu jamais esperaria, visto que logo na sinopse descobrimos que ela morre e deixa o apartamento para as sobrinhas.

Ela morre. Mas não parte. Em forma fantasma, Elspeth persiste e resiste no mundo dos vivos, voltando ao seu apartamento e formando, com a chegada das sobrinhas, uma incrível jornada sobre vida, morte e relações humanas.

Julia e Valentina te deixam admirado e enojado ao mesmo tempo, com a relação tão bela de gêmeas, mas que por momentos beira a obsessão. Elas são cascas iguais que têm, como o título do livro mesmo fala, uma estranha simetria. São de personalidades opostas e o funcionamento de seus corpos não bate. Li uma resenha que as cita como “reflexos de espelho”. E concordo, elas são. Mas, no fundo, elas também são iguais. São uma daquelas contradições inexplicáveis.

Robert, o amante de Elspeth, é um personagem para quem você quer torcer, de quem você acompanha as angústias. Me peguei sentindo Robert, e acredito que tenha sido o lado humano do livro.

E ainda temos as histórias secundárias, como Martin, cheio de TOCs que o impedem de sair de casa há anos, e Marijke, que tenta ser sua fonte de força. Nem tão secundárias assim, pois a narrativa é tão ampla e forte que tudo parece essencial. As histórias se misturam de uma forma incrível. As interações entre as gêmeas, entre as gêmeas e a tia, entre Valentina e Robert, Julia e Martin, e todos os demais personagens da trama são de uma genialidade gritante.

Eu descrevi o livro para a Maeva no dia que estava separando os quotes como “sick”. Ele é um livro doentio, sim. E lindo exatamente por isso. Elspeth não morreu  porque sua vontade de permanecer era mais forte que a morte. E eu me peguei pensando, muitas vezes, qual seria o limite de sua obsessão pela vida, e se sua vida, no final das contas, não se chamaria apenas Robert. Elspeth foi uma personagem tão “obsessiva” que te desperta o interesse, a vontade de conhecer, de entender. O livro é extremamente instigante por isso.

Uma Estranha Simetria não nos conta a história apenas de gêmeas e suas semelhanças ou diferenças. O livro nos conta a história das simetrias e dissimetrias de cada personagem. Nos conta sobre suas falhas de caráter e sobre suas superações. É um livro cruel, com uma narrativa extremamente surpreendente—talvez apenas não tão surpreendente quanto o final.
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GiselleC 24/06/2012

Terminei de ler este livro há um ou dois meses atrás e ainda não sei exatamente o que achei dele. "Uma Estranha Simetria" me chamou atenção primeiramente por causa do nome, devido a uma música do Engenheiros do Hawaii e a capa também despertou minha curiosidade, li a sinopse e me pareceu no mínimo interessante, então resolvi ler.

Confesso que não li o romance best-seller da autora, assisti ao filme e achei bonitinho, fofinho, até mesmo original, mas nada de surpreendente. Eis que, por algum motivo, Uma Estranha Simetria acabou me dando a mesma impressão.

A ideia da obra é genial, a maioria das famílias escondem alguma coisa e tem alguma briguinha que os descendentes jamais poderão entender, e é isso que acontece aqui. Elspeth Noblin mora em Londres e tem uma irmã gêmea que vive nos EUA com o marido e as duas filhas, também gêmeas, com quem é brigada há anos. As duas nunca ousam comentar com alguém o motivo da sua separação, o que poucos entendem considerando que gêmeas geralmente são melhores amigas, extremamente próximas, etc e tal.

De repente, Elspeth morre e resolve surpreender a todos, deixando tudo em seu testamento, inclusive seu apartamento de frente para o cemitério onde foi enterrada, para as suas sobrinhas gêmeas, com quem nunca teve contato. Mas ela dá uma condição: as meninas terão de morar por um ano no apartamento e seus pais não poderão entrar lá nesse meio tempo. E é lá que seu fantasma resolve ficar, "assombrando" as sobrinhas e ajudando todos nós o que realmente aconteceu para conturbar tanto sua relação com a irmã gêmea, Edie.

A personagem mais encantadora do livro, em minha opinião, é a Valentina, uma das sobrinhas gêmeas, a Ratinha. A relação das meninas desperta uma sensação de ser muito mais conturbada que a da geração anterior, e o história tem um ambiente espetacular para ser narrado, já que fica praticamente toda entre o apartamento de Elspeth e o Cemitério de Highgate.

Gostei muito de como a história se desenrolou, achei vários detalhes fascinantes e muito bem-pensados, mas acabei me decepcionando no final. Não necessariamente na forma em que acaba a história, mas sim em como foi descrita, talvez como se a autora estivesse com pressa para terminá-lo e tivesse corrido nas últimas duas páginas ou coisa assim.

De qualquer forma, recomendo. Foge bastante dos clichês e os personagens tem a humanidade, o egoísmo e os defeitos reais de um ser humano, ninguém é perfeito demais.
Telma 25/06/2012minha estante
estou para ler esse livro, em algum momento.
Sua resenha, super bem escrita, me fez protelar um pouquinho mais. Mas, chego lá! ;)


Iris 19/09/2012minha estante
Concordo contigo em relação à Valentina, foi o único personagem do livro que conseguiu me cativar.

E quanto essa sua frase: "Gostei muito de como a história se desenrolou, achei vários detalhes fascinantes e muito bem-pensados, mas acabei me decepcionando no final. Não necessariamente na forma em que acaba a história, mas sim em como foi descrita, talvez como se a autora estivesse com pressa para terminá-lo e tivesse corrido nas últimas duas páginas ou coisa assim." Eu concordo COMPLETAMENTE contigo.

Ela criou uma trama tão fantástica, tão cheia de detalhes, e o final praticamente não explorou nada disso. Sinto que o final foi um tanto pobre e que foi feita as pressas mesmo.

Gostaria que tivesse um segundo livro para explorar o final do primeiro, que tinha um potencial imenso.




Nathália 01/05/2011

Quando vi que a Suma das Letras lançaria outro romance de Audrey Niffenegger eu fiquei louca pra ler! A Mulher do Viajante no Tempo foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Amei demais mesmo e o livro mexeu muito comigo! Por isso tamanha ansiedade por outro livro dela...

Elspeth está morrendo e em seu testamento deixa todos os seus bens, principalmente seu apartamento em Londres, para as duas sobrinhas gêmeas que não conheceu, Julia e Valentina, filhas de sua irmã (também gêmea), Edie. Mas com algumas condições... As meninas precisam morar juntas no apartamento por um ano e sua irmã e o cunhado, Jack, não podem pisar nele.

Mas a história não é só sobre as gêmeas mais novas e a aventura de viver num novo país. Na verdade, o livro gira em torno da morte – e do fantasma – de Elspeth e fala da relação entre irmãs gêmeas.

Logo no início já percebemos que aconteceu algo importante e grave entre as irmãs no passado. Elas eram amigas e muito unidas, mas por algum motivo se separaram. Elas não se viam há 20 anos. E não só por Edie ter ido morar em Chicago e Elspeth ter ficado em Londres...

Todos os personagens são muito bem construídos, profundos e complexos! Julia é extrovertida, forte e mandona; Valentina é mais tímida, frágil, mas não gosta de se submeter à irmã; Robert, companheiro de Elspeth, que não via a hora de conhecer as sobrinhas, mas quando elas chegam tem medo de se apresentar; Martin, vizinho de cima, que tem TOC e foi abandonado pela esposa... Enfim, são vários personagens fortes!

Londres é um pano de fundo maravilhoso. Passeamos por toda a cidade junto com Julia e seus mapas... Mas o cemitério Highgate é um dos principais cenários da história, quase que um personagem secundário. Afinal os apartamentos têm vista pra ele, além de Robert trabalhar lá como guia e o cemitério ser o assunto de sua tese. Confesso que fiquei bem curiosa pelo lugar!

Só que achei a história bem monótona até quase a metade do livro, quando o fantasma de Elspeth – que está preso no apartamento – começa a se comunicar com eles. E é a partir daí que alguns mistérios começam a ser revelados.

Acho que minhas expectativas quanto ao livro eram grandes demais por causa de A Mulher do Viajante no Tempo e, com isso, acabei ficando um pouco decepcionada. Sei que não deveria compará-los, pois são histórias completamente diferentes, mas não teve jeito. A história desse é interessante, a narrativa da autora é boa e o final é surpreendente, mas não achei tão empolgante nem emocionante quanto o primeiro romance dela.

Os personagens são todos tão egoístas que não consegui torcer por nenhum deles! Nem pro bem nem pro mal. Na verdade meu personagem favorito acabou sendo o Martin, que tinha um problema real e foi muito bem escrito. Mas ele era no mínimo o quinto em termos de principal...

Acho que no final das contas fiquei em cima do muro, não sei bem o que achar dele. Sabe quando o livro termina e você fica confuso, tipo: "Era isso? Será que eu gostei?!" Pois é, eu ainda tô assim...

Acho que cada um vai ter que ler pra tirar suas próprias conclusões! Mas já aviso logo, se você leu A Mulher do Viajante no Tempo, não espere nada igual. Tenha em mente que aqui você vai encontrar uma coisa totalmente diferente. Nem melhor nem pior, diferente!

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