Como Viver Eternamente

Como Viver Eternamente Sally Nicholls




Resenhas - Como Viver Eternamente


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blzsuh 14/04/2018

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Kymhy 11/04/2018

Como Viver Eternamente - Sally Nicholls
Nosso personagem Sam sabe que irá morrer em breve. Porém ao invés de cair na melancolia, ele passa a escrever um diário onde registra todos os seus pensamentos e nos faz refletir sobre as questões da vida e da morte.

site: https://gatoletrado.com.br/site/resenha-como-viver-eternamente-sally-nicholls/
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Coisas de Mineira 15/02/2018

Preparem os lencinhos pois a resenha de hoje é de um dos livros mais emocionantes e marcantes da história, cheio de lições de vida e coragem que somente uma criança é capaz de mostrar. Mas não se engane as lágrimas não serão somente pelas tristezas e sim pela força e bravura de um personagem único.

Sam, é um garotinho de onze anos, leucêmico pela terceira vez e debilitado pelos tratamentos agressivos que enfrenta na tentativa da cura do câncer. Enquanto faz o tratamento ele tenta viver tudo que uma criança de sua idade deseja da melhor forma possível devido as limitações que a doença impõe, afinal seu corpo está debilitado, mas isso não afetou sua imaginação fértil ou sua curiosidade pelos "Livro dos Recordes".

Para que ele possa viver o mais normal possível sua mãe contratou uma professora particular para dar aulas a ele e a seu melhor amigo Felix, que também enfrenta um tipo diferente de câncer e não tem como frequentar a escola. Em uma dessas aulas a professora do Sam o desafia a escrever um livro sobre o que quiser e depois de muito analisar ele acaba escrevendo sobre si mesmo.

E é neste momento que história começa, contada em primeira pessoa, a autora vai relatando os dias bons e ruins que Sam enfrenta ao longo da história e como ele lida com as notícias boas e ruins que recebe dos médicos em relação ao progresso de sua doença.

Para mim essas as partes foram as mais difíceis do livro, pois mesmo quando o médico relatava algo bom, sempre tinha algo mais para deixar o leitor na expectativa da resposta da cura e fui percebendo no decorrer do livro que mesmo que desejemos que algo mágico aconteça nem sempre temos finais felizes.

E é assim que você vai lendo esse texto escrito pela Sally Nicholls em primeira pessoa na visão de um dos personagens mais marcante, inteligente e amável que eu já conheci e descobre por que essa autora conseguiu o destaque que tem com este livro, pois ela foi capaz de criar diálogos em que o leitor consegue se identificar com uma criança de onze anos, além da forma como ela aborda a doença na família do Sam com um diferencial de qualquer outro livro eu tenha lido com o mesmo tema, porque a dor e o sofrimento estão lá, mas também há a serenidade dos acontecimentos, a alegria dos sonhos realizados e a certeza que o nosso protagonista viveu um dia de cada vez.

Eu chorei bastante no decorrer da leitura, não por que o sofrimento do Sam era demais mas sim por todos os pontos felizes que ele teve, pelo amor que seus pais tentavam mostrar a ele, pela dificuldade de sua mãe em lidar com uma notícia que nenhuma mãe merece receber, pela difícil decisão de quando se deve ou não continuar o tratamento, pelo pai que prefere não falar sobre a doença e fingir que ela não existe, mas que dá o melhor para seu filho, pelos momentos divertidíssimos que o Felix cria para que o Sam consiga realizar seus desejos e fingir que tem seu nome no Guinness Book. Esses foram os momentos que me fizeram cair em prantos ao pensar em como aquilo tudo era injusto e quanto o Sam era forte e corajoso.

Eu queria mais momentos com ele, saber o que aconteceu com a sua família depois da última página, mas como tudo foi escrito na visão do Sam e como ele mesmo disse na primeira página “se você está lendo este livro é por que eu já morri” é muito difícil a autora escrever algo na visão de um outro personagem da.

Quotes

"Este é o meu livro, iniciado em 7 de janeiro e terminado em 12 de abril. É
uma coletânea de listas, histórias, fotos, perguntas e fatos. É também a minha história."

"Não me lembro por quanto tempo nós choramos juntos. Mas me lembro de que,
quando paramos, ela me deu um lencinho de papel, e eu enxuguei minhas lágrimas, e ela secou os olhos. Senti o quanto ela queria fazer tudo voltar ao normal, mas não tinha como."

Por: Leh Pimenta
Site: http://www.coisasdemineira.com/2015/05/livro-como-viver-eternamente-sally.html
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Jeff Ettore 14/02/2018

Já de cara percebe-se que é uma história triste. É uma leitura rápida e agradável, pois o personagem principal é carismático e seu melhor amigo que o acompanha durante toda a história é inteligente e bem sarcástico. Mas por outro lado, em muitas passagens os diálogos não me convenceu de que se tratava de duas crianças. Fica óbvio que um adulto está escrevendo. A graça de personagens infantis ou de gêneros diferentes do autor, é esquecermos que tem uma pessoa "x" por trás desses personagens e imergimos as cegas na estória. concluindo, é um bom livro e seu ponto forte é nos colocar no lugar dos (principalmente dos pais) dos personagens. É uma boa pedida para uma noite calma e muito feliz, porque ler esse livro num estado emocional ruim, não vai ajudar em nada.
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AB 23/12/2017

“Meu nome é Sam, tenho onze anos, coleciono histórias e fatos fantásticos, tenho
leucemia, quando você estiver lendo isso provavelmente já estarei morto.”

Como viver eternamente é um livro simples e incrível, tem uma leitura leve que te cativa, conhecer Sam e acompanhá-lo ao decorrer do livro é uma experiência pela qual você precisa passar, vai por mim.

Eu já havia lido este livro a algum tempo atrás e recentemente acabei relendo, pela saudade que dá da simplicidade e leveza de Sam.

Sam tem 11 anos e tem leucemia, ele sabe que tem pouco tempo de vida, pois todos os tratamentos até então não funcionaram mais do que prolongar um pouco sua vida. Logo no começo do livro, Sam é incentivado a escrever um livro, o qual ele resolveu escrever em forma de diário, onde ele coloca suas tantas perguntas que ninguém sabe responder e então procura respondê-las e também coloca lá tudo o que ele queria fazer antes de morrer, seus sonhos.

Junto com ele, nessa missão de responder as perguntas de seu livro e realizar seus sonhos, está Felix seu melhor amigo que também sofre de câncer. Felix incentiva Sam a realizar todos os sonhos da sua lista, nada parece ser impossível, os dois nos mostram uma grande lição no decorrer do livro. Como a vida pode ser simples e prazerosa, mesmo estando doente e restando só um pouquinho dela.

Resumindo, sem enrolação e direto ao ponto (eu não gosto muito de resenhas enoooooormes e acredito que a maioria também não kkkk') o livro é lindo, uma história comovente e que nos inspira, vale a pena se jogar nessa leitura.

site: http://www.abobrinhacomchocolate.com.br/2016/01/como-viver-eternamente-resenha.html
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Renata 02/12/2017

Como Viver Eternamente - Sally Nicholls
Sam é um garoto de onze anos quase como qualquer outro – curioso e cheio de perguntas a serem respondidas. A única diferença é que ele foi diagnosticado com leucemia e por isso precisa de um acompanhamento médico, o que o impede de ir para a escola com os outros garotos, mas ao mesmo tempo, não o impede de viver.

Em uma atividade passada por sua professora particular, Sam começa uma espécie de diário pessoal, onde rascunha um pouco sobre a sua vida como um garoto de onze anos, sua experiência com a sua doença e todas as perguntas que ele gostaria que fossem respondidas. É ao longo dessa narrativa que vamos conhecendo um pouco mais sobre este personagem e podemos descobrir se é realmente possível viver eternamente.


A narrativa do livro é toda feita em primeira pessoa, do ponto de vista de Sam. Acompanhamos desde antes do inicio das anotações, até quando as mesmas terminam. O que mais me encantou nessa narrativa, foi a forma simples e delicada que a autora escreveu contar os fatos na visão de um garoto de onze anos. Do meu ponto de vista, não há o que criticar, porque é exatamente essa narrativa que faz este livro ser absolutamente encantador.

O enredo é o mais simples que vocês podem imaginar, mas é uma simplicidade que comove. Meu primeiro contato com esse livro foi através de outras resenhas, eu não sabia o que esperar desse sick-lit depois de já ter lido tantos parecidos, mas Sally Nicholls encontrou a sua própria forma de ganhar meu coração e me fazer chorar durante toda a leitura.


Ao contrário do que todo mundo pensa, este não é um daqueles sick-lits como A Culpa é das Estrelas. Não estamos falando de um romance, mas sim de um garoto de onze anos, pequeno para a sua idade, de cabelos castanhos que estão crescendo aos poucos que resolve contar, por si só, um pouco da sua vida. Se isso inclui a experiência com a leucemia? Com certeza, mas a beleza dessa história vai muito mais além de tratamentos médicos e hospitais.

Sam é de uma inocência que te emociona do primeiro capítulo ao último. Eu me conectei de tal forma com o personagem que conseguia visualizar com perfeição cada uma das cenas, como se fizesse parte dela. A sua simplicidade em ver as coisas que estavam a sua volta fazia o meu coração doer, e sinceramente? Esse livro foi uma das minhas leituras mais difíceis.

Por mais que o livro fosse narrado do ponto de vista do Sam, a sua narrativa era muito sincera, então eu conseguia visualizar com muita clareza os personagens secundários da história, principalmente a relação que os seus pais tinham com a doença dele. Não era uma situação fácil, e cada um deles tentava lidar da melhor maneira possível, o que me fez entender que cada pessoa tem a sua própria forma de lidar com a dor.

A amizade dele com Félix foi o que mais me tocou durante todo o livro. E eu confesso que é muito difícil escrever essa resenha sem ter vontade de chorar e sem dar nenhum spoiler da história. Mas, na simplicidade e limitações da amizade deles, acho que ambos encontram uma forma própria de passar pela doença sem se sentir realmente doentes. Pra mim isso foi ápice de lindeza dessa história.

Como Viver Eternamente foi a minha primeira experiência de leitura com a Sally Nicholls e eu não tenho palavras para descrever o quão maravilhada eu estou com a escrita dessa autora. Com a sua narrativa simples e com o seu enredo encantador, ela deu vida a um personagem que nos ensina muito mais do que só a vida de um garoto de onze anos, mas também nos mostra a apreciar nossos sonhos e a nossa vida.

Sei que muitos já estão saturados de sick-lit, mas se você ainda não colocou Como Viver Eternamente na estante, acho que deveria realmente dar mais uma chance a esse gênero literário e ler este livro em particular. É uma leitura que vai surpreender a todo
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Marceli 08/10/2017

Palavras eternas
Livro marcante, repleto de palavras sinceras que nos tocam para sempre... Exatamente como as pessoais especiais que já não habitam o nosso mundo visível, mas se fazem eternas pela essência que deixaram em nossas vidas.
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Esdras 08/08/2017

“Pode ser algo que morre ou pode ser algo que nasce. Depende do ângulo que se escolhe.”
Aqui conhecemos o Sam. Um garoto de 11 anos que tem Leucemia. Já faz um tempo que ele lida com a doença e o livro trata do seu dia a dia na luta contra a mesma.
Sam já não frequenta a escola. Tem aulas particulares em casa junto com seu amigo Felix.
A amizade dos dois é muito legal de acompanhar e proporciona momentos engraçados, mesmo em meio a esse clima de ‘tem algo muito errado por aqui’.

Sam resolve escrever um livro sobre sua vida. E nele inclui várias listas sobre coisas pra fazer antes de morrer, recordes a quebrar, pensamentos e melhores coisas que fez na vida. (O livro dispõe de pesquisas também, com fatos verídicos.)
Interessante analisar o que se passa na cabeça dele. Ele tem consciência da doença e sua gravidade, mas ao mesmo tempo não se sente como alguém incapaz. De modo que se questiona, junto ao amigo, o porquê de crianças portarem doenças desse tipo ou qualquer outra doença. Por que crianças? É Deus quem lhes dá doenças? Com qual propósito?
Contamos ainda com suas reflexões sobre morte, pra onde vamos, se a gente sente quando morre e coisas do tipo.

“ – É a minha vida. Não quero passar o resto dela tomando drogas horríveis...”

Essa leitura encanta e emociona por sua simplicidade e inocência. Sobretudo pela esperança que os personagens se negam a abandonar. Todos lutam, bravamente, da maneira que conseguem suportar.
É uma narrativa pesada no quesito sentimental.

A rotina do Sam torna-se mais e mais desgastante ao longo do desenvolvimento e isso ultrapassa o papel e atinge a gente em cheio e nos faz compartilhar tudo o que ele sente. É exaustivo. É triste.

“ – Pensei que seria amedrontador. Mas não era. Era apenas silencioso e vazio.”

A escrita da autora é muito envolvente. E excelente ao mesclar a seriedade da doença com a leveza e a magia do olhar de uma criança.
Sem dúvida, muito marcante. Amei.

Fernando Lafaiete 10/08/2017minha estante
Goste da resenha e como adoro livros assim; já está na lista de futuras leituras! Percebi que você mudou a estrutura da resenha, gostei bastante!! :)


Esdras 10/08/2017minha estante
Espero que goste, Fernando.
Obrigado.




Bia 08/08/2017

Sem palavras.
Simplesmente é incrível.

Chorei com esse livro.
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Bruna Roque 14/07/2017

Como viver eternamente
Uma história encantadora. É o que eu tenho a dizer sobre esse livro.
Sam é um garoto de onze anos muito esperto. Ele sofre de leucemia desde os seis anos. Ele mora com os pais e sua irmã mais nova, Bella, uma menininha espevitada, que não se deixar ser dominada facilmente.
Sam não precisa mais ficar internado, nem ir com tanta frequência ao hospital. Annie, uma enfermeira contratada para atende-lo em casa, vai até lá para lhe dar plaquetas. Por conta da doença Sam também não vai à escola. Ele e seu amigo Felix tem aulas em casa com a Sra. Willis.
Um dia, em uma das aulas, a Sra, Willis dá a ideia de que Sam e Felix escrevam algo sobre eles mesmos. Felix não leva muito a sério, mas Sam se empolga. Ele começa a escrever sobre ele, pessoas a sua volta, coisas que gosta e quer fazer e possíveis respostas para as perguntas que ninguém quer responder.
Sam acredita (e aceita) que não tem muito tempo, mas possui várias perguntas que quer saber a resposta, e inúmeras coisas que deseja fazer. Com sua mãe sempre se preocupando e seu pai evitando o assunto sobre sua doença, Sam vai se unir a Felix para descobrir o que os adultos evitam lhe contar e tentar fazer coisas que deseja antes que seja tarde.
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Naia 26/05/2017

Resenha: Como Viver Eternamente
“Meu nome é Sam.
Tenho onze anos.
Coleciono histórias e fatos fantásticos.
Quando você estiver lendo isso,
Provavelmente já estarei morto.”

É isso mesmo que você leu, ao pegarmos o livro para iniciarmos a leitura, nos deparamos com essa frase na orelha do livro e também depois do sumário, logo compreendemos que se trata de uma história que envolve a morte. Sinceramente pensei que não teria nada que me motivasse a continuar lendo, principalmente se há indícios de sofrimento e falecimento de um personagem de apenas 11 anos, que ainda não experimentou quase nada da vida, sendo assim, não haveria nada mais a esperar se não lágrimas, dores, tristezas, partidas sem volta e talvez mágoas ou revoltas vindos de seu ingênuo e imaturo entendimento.

Quando a novata Sally Nicholls escreveu Como Viver Eternamente, seu primeiro romance, ela tinha apenas 23 anos, mas diante de tamanha riqueza de detalhes, sensibilidades aflorando em cada parágrafo com textos fortes e reflexivos, me fez pensar que sua experiência nos dava indícios de que já estávamos diante de uma grande escritora. A partir desta publicação ela se tornou uma escritora profissional e sua sensibilidade foi tão abundante que chamou a atenção de uma das maiores editoras do mundo para livros infantis e juvenis, chamada Marion Loyd, da Scholastic. O impacto emocional foi tão abundante que 16 países ficaram dispostos em conseguir os direitos autorais. Mas, por que tanto frenesi assim? A julgar pelo título e pela capa, talvez esse impacto tão fulminantemente tenha acontecido por ser tratar de mais um livro de autoajuda. Como bem sabemos, esse gênero é muito procurado, a razão talvez se deva pelas crises existenciais que enfrentamos e que às vezes nos desequilibram psicologicamente e deixamos de enfrentar com resignação as dificuldades que se encontram em certas mudanças pessoais inesperadas, por isso, já não é de hoje a grande necessidade de buscar uma solução imediata ou simplesmente uma palavra de consolo para a alma que está aflita. Publicações desse nível geralmente têm um volume grande de venda, ainda mais quando se trata de assuntos delicados relacionados a doenças psicológicas ou terminais, como o câncer.

Bem, felizmente quero comunicar que estava enganada, li e muitíssimo admirada fiquei em descobrir que a história não se trata de uma autoajuda, então, de novo vale lembrar que não podemos julgar um livro pela capa e nem também pelo título, porque a história de Sam Oliver McQueen revela de forma tão natural, sem frases de efeito e clichê sobre o câncer. Nesse caso, Sam tem leucemia, mas de uma forma muito humana, inocente e linda, ele inicia um livro tendo as impressões de um pré-adolescente que precisa lidar com este problema e prosseguir sua rotina diária, preenchendo as horas em que não sente dor, incômodos em suas feridas ou longos períodos dormindo, por conta dos medicamentos. Ele ocupava o pouco tempo consciente fazendo as coisas que mais gosta: pesquisas científicas, listas de coisas que quero fazer, fatos sobre ele, perguntas que ninguém quer responder e além também de refletir sobre a importância de experimentar uma vida eterna em vida, tentando realizar sonhos simples, mesmo que aparentemente a sua existência seja vista como curta.

Como leitora, me vi vivendo o privilégio de saber desde o início dessa história o que se passava no coração desse adolescente, cheio de segredos, medos e ousadia que os outros personagens não podiam ter acesso. Vivenciei junto à ele de uma forma totalmente transparente o que se passava e através do acesso as suas reflexões e confissões na alma, eu pude enxergar, ouvir, sentir e aprender excelentes lições de sinceridade e sentimentos diante da realidade que ele vivia. Toda essa porta de informação só foi possível porque o próprio Sam é o narrador de seu livro e consequentemente também dos seus dias.

“Vocês, vocês, vocês”, pensei. Sou eu que tenho de tomar a decisão! Senti meu rosto ficar vermelho de raiva. Lembrei-me de tudo, dos comprimidos, das injeções, das salas de espera nos hospitais, tudo isso e nada me fez melhorar. Eram apenas coisas absurdas para eu passar o tempo me preocupando.”

A leitura foi rápida, prazerosa e senti muita leveza na escrita de Sally Nicholls, por isso é possível encerrar o livro em poucas horas, mesmo sendo de 230 páginas. Ele resgata da memória algumas realidades sobre a passagem entre a vida e a morte, mas nem por isso senti pesar em meu coração e nem tão pouco chorei de tristeza, porque a história não foi escrita de forma dramática ou triste, na verdade, eu a senti tranquila, serena e profundamente ciente da satisfação de viver mesmo estando gravemente doente, pois passei algumas horas dentro do cotidiano de Sam, experimentando os acontecimentos em família, vivendo as aventuras fantásticas com ele e seu melhor amigo Félix, durante as fantásticas aulas em casa com a professora Sra. Willis ou acompanhando seu tratamento de quimioterapia junto com a enfermeira Annie. Dentro dessa rotina de sentimentos e felicidades sutis em meio ao processo doloroso e sem uma resposta concreta, ainda assim a história de Sam nos responde claramente que para viver eternamente não é necessário buscar desenfreadamente por um manual de "como viver bem" e nem espiritualizar forçosamente tudo ao seu redor, o que necessitamos de fato é sermos gratos pela vida, pelas pessoas que são maravilhosos presentes, pelo destino que Deus escolheu para nós e nunca deixar de reaprender a ser feliz, na simplicidade ou na abundância do dia a dia... isso é viver eternamente.

É preciso também ter esperança, seja aqui, no agora, no presente... isso também é viver eternamente, independente da dor que estamos enfrentando. Para viver eternamente não é preciso se desgastar em somatizar precipitadamente a morte, porque ela chegará... querendo ou não um dia todos nós iremos encará-la face a face, mas antes que isso venha a acontecer, é preciso viver no hoje momentos de toque, abraços, sorrisos, confianças, sonhos, mãos estendidas e relacionamentos bem cuidados e floridos, para que não saiamos de nossos corpos sem saber o que é ter paz e realização em ter vivido alianças que nos salvem de uma vida sem vida.

“Vovó diz que morrer é como lagartas virando borboletas. Ela diz que é claro que é assustador, como também deve ser para as lagartas quando entram no casulo. Mas o que aconteceria se, por exemplo, as lagartas saíssem por aí dizendo “Ah, não, chegou a hora de entrar no casulo, não é justo”? Não haveria borboletas – é isso que aconteceria."

Por essas e outras razões, acredito que a história de Sam não foi escrita somente com o objetivo de falar dessa temática ao coração da criança ou pré-adolescente. Sua história e sua vida foram construídas e escritas com bases fundamentais para leitores que estão vivos e que sabem que assim eles estão, que independente de suas idades e de suas experiências precisam ser alertados sobre algumas coisas fundamentais que há na vida, antes que o tempo voe, porque sobre a eternidade e a morte, nós estaremos prontos em saber sem correr atrás quando soubermos caminhar seguros e realizados aqui, em vida, afinal de contas, a vida eterna começa a partir do momento em que sabemos e compreendemos sobre o que é viver.

“Na minha velha escola, costumávamos preparar ciclos de vida. Sei tudo sobre o ciclo da água, o ciclo do carbono e o ciclo do nascimento das estrelas. Tem a ver com coisas velhas que morrem e coisas novas que nascem. Velhas estrelas formando novas. Folhas mortas se transformando em plantinhas. Pode ser algo que morre ou pode ser algo que nasce. Depende do ângulo que se escolhe.”

site: http://www.leiturasdapaty.com.br/2017/05/resenha-como-viver-eternamente.html
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Hester 20/05/2017

É um livro triste pois trata-se de crianças doentes, mas é ao mesmo tempo doce e otimista.
O Sam é muito sapeca, doce e otimista. Encara os problemas de frente na tenra idade. Muito bom!!!!!!!!!!!!
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Deza Farias 19/05/2017

ALGUMAS COISAS SÃO PERFEITASDO INÍCIO AO FIM.
Foi favoritado SIM, Vai ter resenha SIM.

O que fala desse livro que na primeira página já te faz chora ? Ops na primeira página não , ele começa a te fazer chorar logo na orelha do livro ( Meu nome é Sam, Tenho onze anos, Coleciono histórias e fatos fantásticos, Quando você estiver lendo isso,provavelmente já estarei morto).Tenho quase certeza que eu não sou a única que leio tudo que tem na capa , contra-capa , orelha do livro , data de edições e os cambaos, então me diz , como não chora com isso ? Como não querer proteger esse garotinho da maldade da autora ? Porque mo minino ela é uma mal amada , a vontade que eu tinha era de puxa ele pelas mãos e trazer ele para perto de mim , oferecer amor e conforto . Só que sabemos que não podemos fazer isso infelizmente , e que todo o livro tem que trazer consigo a moral da história... E a moral desse livro é que a felicidade está nas coisas simples , que as vezes passamos tanto tempo preocupados em consegui objetivos mais significantes , que esquecemos que a felicidade está nas pequenas coisas , e que o tempo só vai valer a pena se ele for bem usado , que cada segundo conta , que um sorriso conta , que um bom dia conta , vamos parar de pensar no futuro , e focar no hoje ? Vamos parar de tenta agradar os outros e vamos ter mais amor próprio ? As vezes fazer o que tiver vontade , mesmo que isso parece coisa boba, vamos viver , pois estamos vivos.

leitura indicada com sucesso , é um livro rápido , que contem imagens , letra cursiva , o livro é todo mágico....
Ah depois vocês me dizem , se o coração de vocês , não tinha a sensação de está se esmagando e sufocando , quando ia ser aproximando o dia 12 de abril.


PS: NÃO LEIA SE POR ALGUM MOTIVO , VOCÊ NÃO ESTIVER FELIZ , OU LEIA SE VOCÊ QUISER FICA FELIZ...
LEMBRE-SE TUDO É QUESTÃO DE PERSPECTIVA !

Boa leitura !!!
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Quequel 03/05/2017

A mensagem é linda, a história muito bem pensada. Mas não foi incrível,os personagens não me encantaram!
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Luciano Otaciano 01/11/2016

O livro é estupendo!
Ao iniciar a leitura fui positivamente surpreendido logo nas primeiras páginas do opúsculo pois a autora teve uma sensibilidade fora do comum. Este foi o primeiro livro da autora e devo dizer que ela acertou em cheio pois seu livro é comovente. Está bem, o livro é simples e direto mas cheio de riqueza e de sentimentos que o tornam único e especial para quem o lê.

Conhecemos Sam, um menino de onze anos que tem leucemia e ele sabe que vai morrer em razão da doença. Isso é inevitável e ele tem pouco tempo de vida já que todos os tratamentos que fez para combater o câncer foram em vão e não surtiram efeito, apenas prolongaram o seu sofrimento. Ele tem aulas particulares em casa e em uma dessas aulas é estimulado a escrever um pouco sobre si. Porém, se empolga e acaba escrevendo um livro em forma de diário onde conta acontecimentos do seu cotidiano, seus sonhos e suas tantas perguntas sem respostas.

Falando sobre os personagens da obra:

Além de Sam, conhecemos também Felix, o seu melhor amigo que também sofre com o câncer. Juntos eles vivem suas aventuras e Felix ajuda Sam a realizar seus sonhos, ambos percebem que nada é impossível, que eles podem ser e realizar tudo o que quiserem. Neste livro não consegui definir meu personagem preferido pois ambos são fantásticos. Sendo assim, fico com os dois. Não teve jeito, gente, a história é incrível, vocês têm que ler o livro. Alguns outros personagens compõem a obra de forma coesa.

Falando sobre a leitura do livro:

A escrita da autora é simples como a de um menino e, exatamente por esse motivo, o livro pode ser lido de maneira muito ágil. Contudo, não podemos deixar nos levar pela leveza infantil do romance, já que Sam é um menino que apronta como qualquer outra criança de sua idade. A sombra da doença ainda paira em sua mente ao ponto de fazê-lo questionar tudo o que sabemos e dizemos a respeito da morte. E nesse ínterim, de forma bela e tocante, ele vai aprendendo a viver seus dias limitados a realizar seus sonhos, mesmo aqueles que realmente são impossíveis, e incitar os que estão ao seu redor a darem valor à vida e às suas pequenas e insubstituíveis alegrias.

O que eu achei mais bonito na história é que, mesmo doente e sabendo tão pouco ou quase nada da vida, ele dá um verdadeiro show ao nos ensinar a agarrar as oportunidades — porque se não fazermos, elas nunca são perdidas como muitos pensam —, a lutar pelo que queremos e a amar de forma incondicional. Em suma, ele transforma os que estão ao redor, tanto dentro quanto fora do livro, e não pela pena gerada por sua condição mas pela naturalidade com a qual ele lida com a situação. Posso dizer que mesmo na dor o livro é belo. Entretanto, apesar dos sorrisos que Sam arranca, essa história tem sim o seu lado obscuro e dolorido, como as frustrações, as recaídas, as perdas e a dura realidade por trás do olhar compreensivo desse menino protagonista, afinal, o fato de ele saber que vai morrer e lidar razoavelmente bem com isso, não diminui a dor dessa compreensão. Ainda assim não espere um livro no estilo dramalhão, a obra de Sally Nicholls é muito fácil de se ler, tem uma mensagem bonita e traz uma reflexão valorosa e verdadeira que, em nenhum momento, tem a intensão de chocar e emocionar ao extremo seus leitores. E confesso que fiquei fascinado com isso. Sendo assim, só posso dizer que esse foi um livro leve e de leitura rápida, mas também bonito e extremamente tocante. O tipo de história que encanta por ter uma bela mensagem, mas principalmente por proporcionar isso ao leitor de uma maneira direta e simples.

Meu quote favorito:

Gente, foi muito difícil escolher um quote preferido nesse livro; o livro tem muitos quotes maravilhosos porém não ficarei em cima do muro, escolhi esse:

''TEM A VER COM COISAS VELHAS QUE MORREM E COISAS NOVAS QUE NASCEM. Velhas estrelas formando novas. Folhas mortas se transformando em plantinhas. Pode ser algo que morre ou pode ser algo que nasce. Depende do ângulo que se escolhe.''

Finalização:

A capa e diagramação do livro me agradaram bastante, aliás, a diagramação do livro está simplesmente perfeita. As folhas são amareladas, fato que não prejudica a leitura, somente ajuda, e o tamanho da fonte é legível, um excelente trabalho da editora. Parabéns pelo trabalho realizado com esse livro. Este é um opúsculo que fala sobre perda, dor e morte, mas também fala de amizade, os elos do amor e da família, sonhos e o poder da vida, vida esta que é tão rara, tão bela e tão simples. A vida pela qual passamos tão depressa e que o menino Sam aprendeu em sua tenra idade, a dar um valor inestimável. Sendo assim, não posso dar menos de 5 estrelas. Se eu pudesse daria milhões de estrelas. O que eu posso e irei fazer é favoritá-lo, e o farei com minha alma leve e revigorada depois de lê-lo.

site: leootaciano.blogspot.com.br
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