O suicídio

O suicídio Émile Durkheim





Resenhas - O Suicídio


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Beatriz Campos 04/12/2016

O Suicídio, Émile Durkheim
A obra “O suicídio” demonstra uma tentativa de Durkheim em consolidar a análise sociológica como uma ciência autônoma e específica, através de um método empírico, buscando dados estatísticos, organizando as informações colhidas, demonstrando certa regularidade em eventos antes tidos como aleatórios e baseando-se nesses elementos para uma sólida construção teórica. Provando que o suicídio, apesar de se apresentar como um acontecimento individual está intimamente ligado a fatores sociais.
Durkheim afirma que as sociedades apresentam em cada momento uma maior ou menor tendência a essa prática. Seu estudo consiste principalmente na tentativa de identificação de fatores determinantes do suicídio dentro dos mais variados meios. O aludido autor busca compreender os fatores sociais que levam o individuo a tal atitude, considerando que o modo como esses fatores refletem na realidade individual dependem muito do modelo de sociedade que se considera.
Diante disso, explica o suicídio por meio da esquematização de três tipificações: O suicídio Egoísta, o Altruísta e o Anômico, sendo a coesão social a grande responsável pela variação entre tais categorias, posto que diante de uma sociedade mais unida e coesa existe uma preponderância do suicídio altruísta, enquanto que na situação oposta os casos de suicídios egoístas e anômicos tendem a ocorrer em maiores proporções.
Nesse diapasão, classifica o suicídio Altruísta como aquele onde o individuo atribui a sociedade ou a uma causa um valor muito maior que o da sua própria existência, abdicando da vida em nome de uma razão maior, em prol do bem social.
O suicídio Egoísta, por sua vez, como aquele em que o ego individual está acima do ego social, sendo o reflexo de uma extrema individualização do sujeito, relacionado muitas vezes ao rompido de laços com a sociedade. Caracterizado principalmente pela busca de objetivos individuais, dentro de uma sociedade consumista, individualista, movida a aparências e a um ilimitado desejo de aceitação social.
Por fim define o suicídio Anômico como aquele decorrente de uma negligencia, quando as normas sociais não conseguem mais regular o ritmo de vida do sujeito, o que culmina em uma ausência generalizada de respeito a tais normas, posto as instituições perdem a efetividade e como consequência as normas decorrentes dessas instituições também deixam de funcionar. Esse tipo de suicídio caracteriza-se principalmente pela ausência de normas que mantem a sociedade unida.
Émile Durkheim é considerado o pai da sociologia, empenhou-se ao longo da vida em transformam o estudo da sociologia em uma ciência, seu método e sua importância são notáveis, posto que pouco se tem avançado nesse campo após sua morte. Um ponto importante observado no livro é o estado de anomia evidenciando uma visão abrangente, o que demonstra que Durkheim enxergava além das causas que seriam mais óbvias no caso o tipo egoísta e o altruísta
Hélio Fontenele 16/09/2017minha estante
Ótimo! Vim tomar conhecimento da obra através do livro "A vida na Sargeta", indico a leitura!




Iuri.Tavares 31/08/2016

Suicídio não psicopatológico
Três tipos de suicídios coletivos
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Lane Lou Salomé 09/08/2011

Meu novo favorito
Um título forte,que para muitos sôa como romance literário,mas não!
O Suicídio é nada mais,nada menos que uma grande obra do sociólogo Emile Durkheim!um dos precursores da sociologia.
Li este livro no primeiro período do curso de psicologia,não como leitura obrigatória,mas por pura curiosidade e interesse,que não obstante tornou-se também em prazer!
Esta obra de Durkheim,mostra que os fatos sociais(e quais fatos sociais) contribuem para que o indivíduo chegue a executar um suicídio e não apenas isso,mostra a complexidade do "termo" suicídio, de forma a segmentá-lo em três abordagens que são caracterizadas pelas causas de seu efeito.Redundantemente digo que ainda não é apenas isso,pois é uma obra que não nos mostra apenas embasamento teórico,mas também embasamento estatístico,com gráficos que faz com que assimilemos ainda melhor os brilhantes estudos de Durkheim com a realidade a nossa volta.
Deixo agora um trecho do livro para despertar em você o interesse em lê-lo:

"Foi dito algumas vezes que,em virtude de sua constituição psicológica,o homem não pode viver a não ser que se ligue a um objeto que o ultrapasse e que lhe sobreviva,e deu-lhe como razão disso uma necessidade que teríamos de não perecer inteiramente.A vida,diz-se,só é tolerável quando percebemos nela alguma razão de ser,quando ela tem um objetivo,e que valha a pena.Ora,o indivíduo,por si só, não é um fim suficiente para sua atividade.Ele é muito pouca coisa.Além de ser limitado no espaço,é estreitamente limitado no tempo.Portanto,quando não temos outro objetivo além de nós mesmos,não podemos escapar à idéia de que nossos esforços estão,afinal,destinados a se perder do nada,pois a ele devemos voltar.Mas a anulação nos apavora.Nessas condições,não conseguimos ter coragem para viver..."

Uma obra maravilhosa,acessível e instigante!
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