Sentimento Fatal

Sentimento Fatal Janethe Fontes




Resenhas - Sentimento Fatal


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Fernanda 25/03/2014

Resenha: Sentimento Fatal
Resenha: “Sentimento Fatal” explora emoções intensas e problemas graves em um relacionamento. Janethe Fontes, assim como nos outros livros anteriores que li da autora, consegue demonstrar a intensidade das ações de pessoas descontroladas e do desespero de quem sofre qualquer tipo de abuso. São momentos de descrença e dor, retratadas de forma realista e sólida.

Adriana Diniz é casada com Roberto Aguiar, um homem possessivo e repleto de ciúmes. Aos poucos ele começa mudar suas atitudes e demonstra ser uma pessoa muito violenta e sabe amedrontar a esposa nas medidas certas. Claro que ela poderia pedir a separação, mas como eles tem uma filha de cinco anos, ela teme se separar dela.


CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/03/resenha-sentimento-fatal-janethefontes.html
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Fulana Leitora 09/02/2013

resenha feita por Kezia Martins para o blog Fulana Leitora: http://fulanaleitora.blogspot.com.br/2013/02/resenha-sentimento-fatal-janthe-fontes.html
Eu tinha prometido postar essa resenha na quinta-feira, mas devido ao estado emocional em que essa leitura me deixou, eu tive que adia-la. O ano mal começou e eu já posso afirmar que essa é a leitura mais marcante de 2013.

Sentimento Fatal conta a história de Adriana, uma mulher que se casou jovem com o homem que ela achava ser o amor de sua vida. Roberto, seu marido, no início era, aparentemente, amoroso e atencioso, após o nascimento de Letícia as coisas começam a mudar. O ciúme que Roberto sente por Adriana começa a tomar proporções maiores, ele passa a ser violento e a agredi-la com frequência.
Adriana definha a cada dia. Ela abriu mão de si, de sua liberdade, em prol de sua família. Vemos nela toda a coragem e medo que uma mãe é capaz de sentir.

“A imagem que se refletia no espelho era de dor, desesperança. Aos vinte e poucos anos de idade, ela em nada se parecia à mulher forte e determinada que fora outrora.”

Adriana tenta, aos poucos, retomar o rumo de sua vida. Ela decide voltar a estudar o que não deixa Roberto nada contente. Roberto é o tipo de homem que acha que lugar de mulher é no chão. Para ele o dever do homem e trazer o sustento para casa e o da mulher é manter a casa limpa, cuidar dos filhos e satisfazer o seu marido. Mas, Adriana já não aguenta mais essa vida de submissão e agressão e procura uma forma de dar a volta por cima e é aí que conhecemos Daniel.

Daniel é professor de Adriana na faculdade e é também seu primo, o qual ela não via há anos. Ele é lindo, carinhoso, atencioso e sempre foi apaixonado pela Adriana, desde a infância. No decorrer da história acompanhamos como esse amor reascende após tanto tempo e ficamos frustrados com a impossibilidade de ele se tornar real. Roberto fica cada vez mais agressivo pois percebe que Adriana, a cada dia, está lutando para se reencontrar, para se livrar dele, o que o leva a cometer atos irracionais que podem alterar o futuro de todos.

"O homem é o único animal que se diferencia dos demais por agredir as suas fêmeas." Jack London

Fiquei estarrecida com a história, com os sentimentos nela contidos, com os acontecimentos... Tudo é tão real. Eu me senti fragilizada e impotente junto com a Adriana. Seu medo, sua insegurança, o amor por sua filha... Fiquei surpreendida com Letícia, mesmo tão jovem ela consegue perceber o que acontece ao seu redor, e a forma como ela lida com tudo é impressionante.

Eu ainda estou comovida e consternada com a história. A agressão a mulher é uma realidade recorrente na vida de muitas famílias. Eu passei nove anos da minha infância vivendo nessa situação e posso dizer a Janethe teve muito tato para abordar esse tema tão delicado.
Além de um alerta, esse livro é uma lição. Se você está passando por essa situação perceba: há uma saída. Se você já passou por isso compreenda: não é motivo de vergonha e sim de orgulho, você sobreviveu. Se você nunca passou por isso entenda: ninguém vive nessa situação por que gosta ou por que quer, mas por que ainda não conseguiu a coragem necessária para mudar.

O que mais eu posso dizer? Muito obrigada, Janethe, por ter me dado a oportunidade de conhecer essa história. Tenho certeza que existem muitas Adrianas por aí e torço para que elas também encontrem a coragem necessária para mudar.
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Leninha Sempre Romântica 23/02/2011

A imagem que se refletia no espelho era de dor, desesperança. Aos vinte e poucos anos de idade, ela em nada se parecia à mulher forte e determinada que fora outrora.
O que havia acontecido para que permitisse uma mudança tão radical? Onde estaria aquela mulher corajosa que fora?
Refugiara-se atrás do medo, respondeu a si mesma com amargura, enquanto fazia esforço para não perder o controle.
Mas a verdade era que há muito tempo ela não tinha mais o controle da própria situação. Por isso deixou as lágrimas correrem livremente. Em seguida, abriu o chuveiro e ensaboou-se com força para lavar as marcas que seu marido havia deixado em seu corpo... as marcas de um amor doentio.


Janethe Fontes é conhecida pelo seu sucesso como livro Vítimas do Silêncio, e agora ela nos brinda com esse livro que tem tudo para ser mais um grande sucesso.

Violência Doméstica, um tema tratado com maestria, que aborda o lado perigoso do amor, que transforma e destrói.

Adriana já não se conhecia por baixo da capa de infelicidade que se tornou sua vida, ela que sempre foi forte, de bem com a vida, agora se vê olhando para os lados, temerosa que o simples fato de cumprimentar um amigo possa ser motivo de uma noite de amargura e dor.
Mesmo com todo o medo Adriana não desiste da sua independência, precisa saber que poder trabalhar, estudar, viver como todas as pessoas normais, mas não será fácil driblar o ciúme doentio de Beto, seu marido, aquele a quem jurou amar, respeitar o qual não confia na sua integridade.

Beto usa de todos os artifícios para manter Adriana em casa, lá é seu lugar, ela não tem a necessidade de trabalhar, ele pode suprir a casa e a manter em segurança, cuidando da filha e dele acima de tudo, ele não consegue entender o por que dessa vontade de independência, ela só podia estar querendo ter um amante, deixá-lo, isso ele não aceitaria de forma alguma, Adriana era dele, e não seria de mais ninguém!

Daniel jamais esqueceu sua prima Adriana, e vendo ela agora ali, na sua frente, todo o amor que um dia guardou dentro do peito aflora, mas aquela mulher tensa, frágil, não se parecia em nada com a Adriana sorridente, viva, que ele não via há 10 anos. O que aconteceu com ela, por que aquela nuvem em seus olhos?!
Seria seu amor capaz de transformar aquela mulher frágil na Adriana que ela fora um dia?!

Sentimento Fatal é mais que um livro com um tema forte, ele nos traz um cotidiano tão comum, aquele que acontece atrás das janelas fechadas de várias casas, tantas mulheres que vivem isso no seu dia-a-dia, que por um amor doentio são sufocadas, maltratadas, humilhadas e que precisam de ajuda, mas que não sabem erguer a mão e pedir. Elas são as Marias que vemos às vezes nos noticiários, então ouvimos os comentários " Nossa eles pareciam ser tão felizes", e a felicidade pode ter existido um dia, mas foi suplantado por um monstro que vivia adormecido.

O homem é o único animal que se diferencia dos demais por agredir as suas fêmeas.
Jack London


Recebi o manuscrito desse livro enviado pela Janethe Fontes e assim que eu o tive nas mãos sabia que havia recebido um presente. É sempre uma honra ler um livro que ainda nem foi publicado por que conseguimos visualizar o que o futuro leitor irá sentir ao ler.

O livro traz um tema forte sim, mas ele é uma realidade que vemos por ai, na TV, nos jornais ou mesmo na casa ao lado. Ao ler o livro eu tentava me colocar na pele de Adriana e tentava entender o por que de ela não denunciar o marido, o por que de sempre dar mais uma chance, o por que de ela acreditar que ele mudaria, acho que consegui entender o qual difícil deve ser para uma mulher denunciar o pai do seu filho, o homem que um dia amou, claro que isso não é desculpa para aceitar ser maltratada, mas muitas mulheres não tem saída, por não ter para onde ir, por saber que as leis são falhas, e principalmente por 'Medo,' medo de atiçar ainda mais a raiva do parceiro, medo de que ele atinja não só a ela mais aos filhos, medo de morrer. E ai elas vão vivendo dia após dia pensando que ele pode ser o último!

Talvez o que a Janethe tenha tentado passar nesse livro possa ajudar algumas pessoas, e com certeza ajudará. E apesar do livro trazer um tema forte, o livro é um romance, às vezes doce, às vezes duro, mas acima de tudo um belo aprendizado.

Um livro envolvente, tocante, que prende do início ao fim que eu recomendo sem medos, por que se por um lado o tema possa assustar, por outro ele vai com certeza tocar seu coração.


Janethe Fontes 25/02/2011minha estante
Querida, fiquei realmente muito feliz por saber que você gostou de Sentimento Fatal.

Bjs.


Vanessa Meiser 21/02/2012minha estante
Que livro mais booom!!!!
Devorei ele.

Vanessa - Balaio




Paula Juliana 08/07/2020

Ciúmes. Amor. Descontrole. Violência. Paixão. Liberdade!
Quando o ciúme vira doença e o amor se torna um perigo? Quando você não se sente feliz dentro de sua casa? Se sente amarrada, sufocada, amedrontada e violentada, é chegada a hora de lançar escudos e tomar posse do próprio destino e se libertar.
Com o livro Sentimento Fatal, somos levados a uma importante reflexão e entramos de cabeça em um romance de tirar o fôlego.
Perigoso e Fatal, os sentimentos representados por essa obra vão muito além de uma simples paixão, ou um simples romance. Sentimento fatal mostra o caminho para um amor seguro e verdadeiro e a autora Janethe Fontes - que como sempre arrasa - mostra uma narrativa regada de sedução, paixão, suspense, com uma lição social e moral que não vemos em qualquer livro.

Sentimento Fatal aborda a violência domestica.
Adriana, a nossa Dri, se casou cedo, montou sua família, teve sua filhinha, Letícia.
Amava seu marido. Seu marido, Roberto, a amava. Porém, Beto sente um ciúme doentio por sua mulher. E enquanto, Dri, foi a boa esposa que ficou bonitinha em casa o esperando e criando sua menina, estava tudo certo. Mas Adriana procurava sua liberdade, ter sua própria vida, começou a trabalhar fora e ir para a faculdade. Essa sede por ter sua própria realização não só incomodava Beto, foi o fazendo ficar cada vez mais violento e opressor com a esposa.

De ameaças, a chantagens psicológicas, tapas, socos, brigas constantes na frente da filha. Dri se transformou de uma mulher forte, determinada e corajosa, para a mulher que se escondia atrás de seu próprio medo. A imagem da mulher fraca e submissa, que havia perdido a controle da situação. Por causa de um amor doentio. Um amor destrutivo.

Juntamente com sua disposição a mudança, Dri encontra uma surpresa do destino! Seu professor, é nada mais, nada menos... que seu primo. Dani, seu primeiro beijo, sua paixão de infância/adolescência. Seria capaz um amor infantil durar uma vida? Dani e Dri, mostram que quando tem que ser. Simplesmente é.

Dri se sente atraída por seu primo instantaneamente. Dani nunca esqueceu aquela menina de sorriso largo. Poderia esse amor ressurgir dentro de uma atmosfera tão opressora e cruel como a que Dri vive? Será ela capaz de superar seu medo da violência e se separar de Beto? Beto será capaz de se currar dessa doença? Poderá recuperar o amor de sua família?

Roberto é doente. Não tem outra forma de descreve-lo. Ele chega a ter ciúmes de com quem Dri está SONHANDO. Ele segue ela, quer controlar tudo, quer as coisas como quer. Vê a esposa como um objeto que pode usar e abusar. E quando não consegue, se sente impotente, e deprimido. Transtornado, atormentado, desesperado pela hipótese de perder sua mulher. Ele mistura um ciúme doentio, uma visão traumatizada que não pode confiar em mulher alguma, com drogas e bebidas. Beto ''ama'' sua família. Ele não consegue se controlar. Ele precisa de tratamento.

E Dri precisa de um amor que realmente traga luz a sua vida.

Letícia sua filha, tem cinco aninhos, sente medo do seu pai. Não sabia o que acontecia entre quatro paredes entre seus pais, mais tinha certeza que era o pai que machucava a mãe e a fazia chorar.

O romance entre Dri e seu primo é lindo. Sensual, quente e romântico. A superação e coragem de Adriana é de se admirar. As crianças da trama são incríveis - Felipe filho de Dani e Lê filha de Dri. A autora mostra pequenos dramas famílias entre os personagens secundários, sempre com uma lição importante como pano de fundo. As famílias dos personagens protagonistas são bem presentes na história.

Luiz e Olívia. Alunos e amigos dos protagonistas são fundamentais em algumas partes. Olívia, trabalhando na delegacia da mulher, mostra para o leitor algumas realidades sobre o abuso e violência domestica.

Foi uma leitura muito prazerosa. Muito forte e intensa. Eu já falei uma vez aqui que os livros dessa autora são aqueles que fazem a gente virar a noite lendo, e não teve como eu largar ele. Sofri demais com Dri. As partes que a pequena Letícia mostrava como estava sendo afetada, apertava tanto meu coração que doía. Suspirei demais com Dani. Queria que Dri largasse logo o marido, queria que ela fosse feliz, que encontrasse um amor bom e puro.
Gritei, me revirei no sofá, aprendi, achei a história simplesmente linda. Com uma linguagem
muito bonita, simples e fluída, uma história maravilhosa é formada. Não pensem vocês, que por ter um tema forte, a história é explicita, ou contém cenas grotescas de violência. Você não vai encontrar aqui. Vai encontrar uma história forte e delicada, uma história que vai mostrar como o amor pode ser perigoso e fatal, mais também bonito, seguro, calmo e transformador.

A força do perdão. Perdoar a si mesma e ao próximo, aprender a dar valor a sua vida, a sua existência, aprender que a raiva não dá direito a ninguém de machucar o outro, de ser cruel. Sentimento fatal me fez terminar o livro entre lágrimas e com o coração repleto de felicidade e esperança! Super indico cada linha dessa obra! LEIAM!



Paula Juliana

site: https://overdoselite.blogspot.com/2020/07/resenha-sentimento-fatal-janethe-fontes.html
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Brendinha 29/12/2014

Não costumo julgar um livro pela capa, mas não posso deixar passar o quanto à capa deste livro me chamou atenção, e o título então, foram dois pontos positivos que me fez ter maior interesse pelo livro. Além de ter uma narrativa de fácil compreensão, foi um livro que me prendeu bastante, pois acontecem várias reviravoltas durante a história.


Conta a história de Adriana, que tem uma filha chamada Letícia, que é uma linda garotinha, e é casada com Roberto, um homem de meia idade, que faz academia para manter a forma e treina boxe, é um marido que com o passar dos anos Adriana percebeu que tem um ciúme doentio, e por este motivo era capaz de bater em sua esposa.

Roberto não queria que Adriana trabalhasse fora, mas por causa da insistência da mulher ele arrumou um emprego para ela na mesma empresa onde trabalha, para que pudesse ficar vigiando ela de perto. Mas "Beto" não gostou de quando Adriana resolveu que iria fazer faculdade, e sempre usava a filha como desculpa, para tentar convencer Adriana, e quando não conseguia, partia para a ignorância por este motivo muitas vezes a esposa teve que faltar ao trabalho ou mentir para as pessoas, pois estavam sempre com muitas marcas roxas pelo corpo, resultados da violência do marido.

Para mim a melhor parte foi quando Dri reencontrou Daniel, sua paixão de infância com quem ela deu seu primeiro beijo, e ao se encontrarem viram que o amor que sentiam quando crianças, havia apenas adormecido. E a partir daí uma grande história de amor e perseguição, me deixou completamente empolgada, não vou contar mais, pois acho que todos deveriam ler!

Este livro me marcou bastante, pelo fato de mostrar uma péssima realidade atual, as mulheres que apanham de seus companheiros, mas por medo não denunciam, mesmo sabendo da atual lei chamada de "Maria da Penha" que podem achar que não, mas ela realmente pune os homens que batem em mulher. O difícil é convencer a mulher a falar, e a procurar ajuda, pois tem medo de que a situação piore e o homem tenha mais ódio ainda, mas se não denunciar pode um dia acontecer uma tragédia.

Adorei o livro, muito bom mesmo!!! RECOMENDADÍSSIMO!!! Um livro que mostra que o verdadeiro amor é o que prevalece, e quanto uma mulher pode ser forte!

site: http://livroaestantedavida.blogspot.com.br/2013/04/resenha-12.html
Marcy 09/02/2015minha estante
Estou pretendendo ler esse livro e pela sua resenha ele parece ser ótimo.. ;-)




Karoline Coimbra 09/10/2016

Sentimento Fatal
Neste livro vamos conhecer Adriana, que é casada com Roberto e tem uma filha de cinco anos chamada Letícia. Antes de seu casamento o Roberto era muito carinhoso e companheiro e só pensava na segurança e no bem estar da Adriana. Mas após o casamento, Roberto foi se transformando em uma pessoa ciumenta que controlava todos os passos de Adriana, inclusive fez com que ela parasse de trabalhar na época do casamento para poder organizar melhor a festa, e conseguiu um emprego para ela (na mesma empresa em que ele trabalha) até então, ela achava que era só amor, mas com o tempo foi percebendo que tudo isso era por ciúme e para ficar de olho em tudo o que ela fazia. image

Mesmo com esse temperamento de Roberto, Adriana tentava viver sua vida, fazendo faculdade (que Roberto tinha muita dificuldade em aceitar) e cuidando da sua filha e família mesmo sem nenhum apoio do Roberto e sendo vigiada por ele. Depois que voltou a estudar, o ciúme de Roberto aumentou, e por consequência, suas agressões físicas e verbais também. Adriana apenas não se separava de Roberto porque tinha medo que ele levasse sua filha embora e que nunca mais voltasse a vê-la e por isso aceitava o que estava acontecendo, mas tentando acreditar que o Roberto mudaria, pois após a violência se mostrava arrependido do que tinha feito e fazendo promessas de mudanças.


Adriana tem sua vida balançada quando em uma de suas aulas, reencontra seu antigo amor, Daniel. Seu primeiro amor, primo e agora seu professor. E redescobre o amor que sentia por ele há muito tempo e a vontade de estar com ele se torna maior do que a vontade de estar com o marido. Então Adriana se encontra em um dilema entre estar com Daniel e enfrentar seu marido.

Lemos esse livro em parceria com a autora Janethe Fontes, e é preciso ser uma mulher de muita coragem para escrever sobre esse tema que é super pesado e pouco encontrado em nossa literatura: Violência Doméstica. É um livro que retrata bem esse tema, a autora soube passar esse conflito de sentimentos que a personagem Adriana vive, e também a delicada questão que é a pequena Letícia convivendo com o pai e seu ciúmes doentio pela sua mãe. Roberto é um personagem muito bem escrito, pois conseguimos enxergar todo o seu ciúme doentio por coisas banais e com isso acaba esquecendo a filha, usando-a somente como meio de chantagem para ter a “amada” ao seu lado.

Gostamos bastante da retratação de violência doméstica se passar com um casal de classe média e com instrução de nível superior, pois ainda há muito preconceito e falta de conhecimento de algumas pessoas, que ainda acreditam que esse tipo de situação apenas acontece com pessoas de classe baixa e com pouco conhecimento. E também é muito interessante compreender os motivos, sentimento e pensamentos que levam uma pessoa a conviver com esse comportamento abusivo por parte do marido, pois ainda há preconceito e pessoas que acreditam que estas mulheres aceitam esse comportamento do marido por gostarem de apanhar.

Ler esse livro nos faz refletir sobre como agiríamos, pois sempre temos uma idealização de reagir e fazer a denúncia nesses casos, mas na hora será que saberíamos realmente como agir ou ficaríamos como Adriana? É um livro muito bom, gostamos bastante de ler e conhecer a escrita da autora, e o mais interessante é que ela escreve sobre um tema super pesado sem cenas trágicas de violência, pois é uma história de superação, o que deixa o leitor ainda mais curioso para ler. Recomendamos a leitura desse livro pois as pessoas precisam conhecer sobre esse tema.



site: https://pequenosinfinitosz.blogspot.com.br/
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Luma 04/09/2015

Sentimento Fatal: uma linha tênue entre o amor e a loucura
Em seu romance Janethe Fontes nos leva a explorar um tema muito presente na vida das mulheres e pouco abordado em obras literárias: violência doméstica. Obsessão, amor doentio, covardia, agressão, dor, sofrimento, humilhação, revolta e indignação são apenas alguns dos sentimentos que o leitor terá ao longo das páginas de “Sentimento Fatal”.

Adriana e uma mulher de vinte e poucos anos, mãe de Letícia de 5 anos e esposa de Roberto, um homem doente de ciúme. Sua vida conjugal é como uma roda gigante na última rodada, passa lentamente, quase parando, repetindo os mesmos movimentos, as mesmas brigas, pedidos de desculpas, perdões.

Tudo muda radicalmente quando a protagonista cria coragem de enfrentar o marido para que possa voltar a estudar, pretende fazer faculdade, o que o deixa transtornado e inseguro. Em uma das aulas a jovem reencontra seu amor de adolescência- o primo Daniel, agora seu professor. Não fosse difícil o bastante se sentir cada vez mais infeliz(o único motivo que a mantém viva é a filha), o amor que ficou adormecido por anos começa a lhe tentar.

Adriana tem que escolher entre jogar tudo pro alto e tentar uma vida nova com Daniel e Leticia, arriscando a segurança de todos pois, Roberto jamais a deixará ir ou continuar numa rotina humilhante ao lado do marido, para que a filha fique em segurança.

Sem entrar em muitos detalhes para que possam saborear a leitura, é muito interessante a forma que Janethe trata o assunto: com delicadeza, e mostrando os sentimentos à partir dos três envolvidos, inclusive a sensibilidade ao desenvolver a personagem “Letícia”, que com todo cuidado vai demonstrando por meio de gestos- que muitas vezes a própria mãe não compreende- como se sente em relação ao pai, em presenciar as cenas de agressão da mãe, do medo, insegurança e da força que ela adquiri para confortar a mãe.

Os dados sobre violência doméstica são assustadores e não é só no Brasil. No mundo todo o machismo prevalece. Enquanto as leis não forem julgadas com rigor e refeitas sem brechas para agressores, estes maridos continuarão a estuprar, espancar, aleijar e até matar suas companheiras.

Seguem alguns dados muito importantes e significativos:

“De acordo com o Conselho da Europa(integrante do sistema europeu de proteção aos direitos humanos), a violência doméstica é a principal causa de morte e deficiência entre mulheres de 16 a 44 anos de idade e mata mais do que câncer e acidentes de trânsito”

Segundo a Anistia Internacional, a violência atinge uma em cada três mulheres no mundo.

Outro fator interessante do livro foram as citações, Roland Barthes e Shakespeare são mestres em retratar este ciúme masculino doentio, que praticamente em todos os casos tem alguma relação com a maneira como aquele homem foi criado, histórico de abandono da mãe, ou o pai era machista também…tudo geralmente já vem enraizado no crescimento dele até que ao constituir uma família o exemplo que teve começa a ser colocado em prática.

Desejo a todos uma excelente leitura.
Janethe Fontes 09/11/2015minha estante
Oi, Luma!!

Não tinha visto este seu comentário aqui.
Fico super feliz que tenha gostado!

Bjs




naniedias 01/03/2012

Sentimento Fatal, de Janethe Fontes
Adriana era ainda uma adolescente quando conheceu Roberto. Pouco tempo depois os dois se casaram e uma gravidez inesperada a atou ao homem que amava.
Entretanto, com o passar do tempo, os ciúmes de Roberto atingiram níveis alarmantes e ele foi ficando cada vez mais violento.
Agora as agressões físicas eram frequentes e Adriana suportava tudo calada. Por medo. Medo do marido, medo de perder a filha, vergonha de contar a verdade.
Mas ao reencontrar Daniel, seu antigo amor dos tempos de adolescência, ela se lembra da mulher forte que sempre foi e tentará se livrar desse Sentimento Fatal.

O que eu achei do livro:
Sentimento Fatal é um livro que dói no coração de qualquer mulher. A obra de Janethe Fontes é ficção, mas trata de um assunto que, infelizmente, está super presente na vida real: a violência contra a mulher. Segundo a Anistia Internacional (conforme citado no próprio livro), um terço das mulheres sofre ou já sofreu algum tipo de violência. E, ainda mais alarmante, 70% das mulheres assassinadas foram mortas por seus companheiros ou ex-companheiros. É um assunto sério e que precisa ser discutido. Inseri-lo em um livro pode ajudar muitas mulheres a tomar coragem para denunciar esses abusos.
O mesmo assunto já havia sido retratado, embora de maneira bem diferente, no outro livro que li da autora, Vítimas do Silêncio. Em Sentimento Fatal, entretanto, apesar de ainda manter uma escrita simples e um ritmo dinâmico, conseguimos observar uma grande evolução na escrita da autora - o que é maravilhoso!
A edição da Dracaena deixa um pouco a desejar na revisão, o que é uma pena. Atrapalha um pouco a leitura? Eu acho que erros recorrentes (um ou dois conseguimos encontrar em qualquer livro, por mais bem revisado que seja) sempre acabam atrapalhando. Entretanto, a história é realmente muito boa e a leitura vale a pena.
Um dos personagens do livro - Daniel - também me incomodou um pouco. A narração, em terceira pessoa, sempre o caracteriza como um bom rapaz, sério, centrado, resumindo, uma excelente pessoa. Entretanto, em vários momentos a reação dele era um tanto quanto contraditória. Ainda que não fosse tão violento quanto Roberto, ele se descontrolou e me assustou um pouco.
Adriana é uma persnagem densa. Uma mulher forte, mas que está enfraquecida pela situação na qual se encontra - tem muito medo do marido, um medo infundado de perder sua filha, de apenas cinco anos, e ainda muita vergonha de expor o que acontece em sua casa. Frequentemente usa desculpas esfarrapadas para explicar os hematomas que aparecem em seu corpo - coisa muito comum na vida real. Realmente acho que a leitura desse livro pode ajudar outras mulheres com o mesmo problema.
Sentimento Fatal é um livro sobre um amor doentio, possessivo e agressivo. Mas também é uma história de superação e recomeço.

Nota: 9
Dificuldade de Leitura: 7

Leia mais resenhas em http://naniedias.blogspot.com
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Barbara Sant 08/04/2012

Brasileiríssimo #01 – Janethe Fontes – Sentimento Fatal
Oie Gente!

Hoje estou estreando uma nova secção aqui no blog: a “Brasileiríssimo”.
Nela vou resenhar obras brasileiras que tenham me marcado de alguma maneira.
Mas não fiquem imaginando que só vou falar que obras que eu tenha adorado. Nãããõoo!
A marca registrada das resenhas feitas nessa secção é que as obras tenham provado emoções extremas.
Tenha eu as amado ou odiado profundamente, elas virão parar aqui.
Então podem se preparar, que os posts serão sempre passionais e altamente expressivos.
E para começar com o pé direito, venho de “Sentimento Fatal”, da escritora romancista Janethe Fontes.
Esse não é um livro para pessoas de corações fracos. Ele vai levar você aos pólos emocionais.
Você vai amar alguns personagens, desejar que eles fossem reais e que morassem na casa ao lado. Também vai odiar outros, com forças e intensidades reservadas para vilões de contos de fadas e das novelas das oito.
E, para complicar ainda mais seu estado emocional, você ainda tem uma personagem que causa a mais absoluta e completa repulsa feminina.
Por amor se mata? O amor destrói? E o ciúme, pode ou não ser controlado? Sentimento Fatal levará você a pensar nessas questões e rever seus conceitos… todos os seus conceitos em relação ao amor. “Dividida entre a paixão avassaladora do marido Roberto, que tem um ciúme doentio, e o grande amor de infância de Daniel, que ela torna a encontrar dez anos depois, Adriana Diniz Martinez terá de vencer o medo e reencontrar a si mesma… Lutar pela própria integridade e também pela filha Letícia, pela qual é capaz de tudo.
Adriana vive um inferno com o marido, Beto, um homem ciumento, possessivo e violento.
Ela tenta manter o casamento pela necessidade de manter a filha feliz, mas cada vez que o marido a estupra, fica mais e mais desesperada.
É isso mesmo que você leu. Estupro.
Roberto é um homem obsessivo, violento e controlador.
Trata a esposa como sua posse e, quando contrariado por ela, parte para todo tipo de violência.
Tenho que dizer que não foi um livro fácil de ler. Foi preciso um estômago forte (e um coração resistente), para concluir as partes mais verdadeiras e duras da leitura.
Se você já assistiu a uma reportagem sobre violência doméstica, conhece alguém que já passou por isso ou até mesmo já leu algo sobre o assunto, aposto que se perguntou o que levou a mulher a continuar naquela situação.
Quando a mulher é pobre, sem estudo, normalmente se escuta dizer que é porque ela não tem opção, não tem conhecimento do que pode fazer para sair desse ciclo de violência.
Mas e quando a mulher não entra em nenhum desses estereótipos? Ela é bem educada, culta.
Tem trabalho, família e todos os motivos do mundo para escapar da violência?
É essa história que a Janethe nos apresenta de maneira sublime.
Sem eufemismos, sem desculpas e com a crua realidade de uma vida marcada pela violência, o novo romance da Janethe vai fazer você se arrepiar.
Gente, eu confesso ter sofrido muito [muito MESMO] durante essa leitura.
Precisei parar, respirar fundo e desanuviar a mente para conseguir ler.
Sabe quando as palavras fazem você sofrer? E, mesmo assim, você não consegue largá-las?
Ela também conseguiu mostrar os momentos felizes vividos por essas famílias.
Aquelas situações em que normalmente vemos a mulher dizendo “mas ele estava mudado, prometeu que não faria mais isso”. Pois é, ela retrata tudo isso e faz você sofrer junto com a Drica, soluçar junto com a pequena Letícia ao ver a mãe sofrer e ficar com o coração apertadinho cada vez que a Adriana insistia em perdoar o marido.
É um daqueles livros que, por mais que você tente evitar, vão deixar uma marca na sua vida e fazer você pensar e analisar muitas coisas.
Uma leitura emocionante e arrasadora, totalmente indicado para quem gosta de grandes emoções.
Recomendo!

http://indeath.com.br/2012/02/brasileirissimo-01-janethe-fontes-sentimento-fatal/#.T4G745mvivs
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Vanessa Meiser 21/02/2012

http://balaiodelivros.blogspot.com/
Este é o segundo livro da Janethe Fontes que eu leio, o primeiro foi Vítimas do Silêncio que eu por sinal resenhei e sorteei aqui bem lá no início do Blog.
Quando a autora entrou em contato perguntando se eu gostaria de ler Sentimento Fatal, nem pensei duas vezes pois, como simplesmente adorei Vítimas do Silêncio tinha certeza de que adoraria este também....
O tema é o mesmo: Violência Doméstica. Janethe aborda este tema com muita delicadeza, e ao mesmo tempo em que deixa o leitor indignado com os fatos, também o deixa aliviado por não ser um livro pesado e triste ao extremo. É uma forma sutil de tocar num assunto que precisa muito ser amplamente divulgado devido ao número crescente de mulheres que sofrem com maridos, namorados...extremamente ciumentos, possessivos e muito agressivos.
Adriana foi criada com todo o amor por seu pai e sua mãe adotiva sem saber que ela não era sua mãe verdadeira, que na verdade seu pai teve um encontro de uma noite apenas com uma prostituta e que nesta ocasião Adriana foi concebida. Este fato só tornou-se do seu conhecimento nas vésperas da morte de sua mãe e apesar de a revelação a ter chocado, nunca alimentou mágoa por seu pai pois sempre foi muito amada por ele e o sentimento era recíproco.
Adriana é uma linda e jovem mulher casada com Roberto, um arquiteto bem sucedido e com carreira reconhecida. Juntos eles tem uma filhinha de 5 anos, a Letícia.
Roberto tem um histórico familiar bem infeliz. Sua mãe o abandonou com seu pai quando ele era ainda uma criança, com apenas 10 anos de idade para fugir com outro homem sem nunca mais o procurar, nem quando já era um homem adulto. Roberto sempre foi estimulado por seu pai a não confiar nas mulheres, acreditando que nenhuma é digna de confiança e que todas podem vir a surpreendê-lo com uma traição, e é assim que seu casamento com Adriana vai se desenrolando, ele não confia na esposa e constantemente a agride por desconfianças infundadas, vigia todos seus passos e é contra ela trabalhar e estudar fora.
Adriana é tão infeliz que por muitas e muitas vezes chegou a pensar em suicídio....
Letícia, a filhinha do casal, é um doce de menina, meiga e delicadinha, muito apegada à mãe e apesar de demonstrar ter uma certa maturidade para entender o que está acontecendo dentro da sua casa, ela apresenta-se um tanto traumatizada devido a sua curta experiência de vida ao lado dos pais demonstrando ter medo de Roberto e querendo sempre proteger sua mãe.
A vida de Adriana vira um inferno quando ela decide cursar faculdade à noite. Roberto mostra-se bastante descontrolado por sentir que a esposa está lhe escapando dos dedos, que ela já não agüenta mais a vida que está vivendo e tem a certeza de que ela tem amantes na faculdade, controla os horários que sai e que chega em casa e por pouco mais que nada a agride deixando-a muito machucada.
Acontece que é lá na faculdade que Adriana reencontra Daniel, seu primo, grande amigo e seu amor de infância. E qual não é a surpresa ao saber que este mesmo primo é seu professor....
O que ela não sabia é que Daniel nunca a esqueceu e que mesmo já tendo sido casado, ainda nutre um grande sentimento por ela e fica muito feliz quanto à proximidade dos dois. Adriana se vê novamente apaixonada pelo primo e ao mesmo tempo ainda esperançosa de que o marido mude suas atitudes, não sabe ao certo qual atitude tomar pois, pensa não só em sim, mas também na filha que acredita precisar da figura paterna.
O livro nos traz uma tomada de relacionamento infelizes destruídos pelo ciúme descontrolado, como por exemplo é claro o casamento de Adriana e Roberto, o casamento de Daniel com Célia (sua ex esposa) e até mesmo o casamento dos pais de Daniel que mesmo depois de 30 anos juntos acabam se separando.
Enfim, o livro tem 347 páginas e eu li o livro em dois dias apenas de tão bom que é, recomendo muito e afirmo que você não irá se arrepender. É extremamente tocante e emocionante. Uma ótima leitura!
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Literatura 03/09/2012

Quando o amor destrói
Por força de meu trabalho, muitas vezes me deparo com situações-limite, tais como violência contra crianças e mulheres. Não sou delegado, ou policial. Não, sou um funcionário público que trabalha na área de informática. Tenho um sistema que faz o cadastramento de várias dessas reclamações e quando vou dar suporte ao programa fico chocado, entram mulheres e crianças tão machucadas que chego a pensar que um animal as atacou. E, sem sombra de dúvidas é um animal, animal humano, mas ainda assim um animal.

Sentimento fatal (Dracaena, 350 páginas) trata justamente do tema violência contra a mulher. Como dominar o medo, como reagir. E onde os familiares entram nessa história, devem se intrometer, devem apoiar. Parece um tema de simples solução, mas tenham a certeza de que após a violência tudo é maculado – o corpo, a mente, a alma. E respinga em todos os que estão ao redor. E tem mais um detalhe, mesmo com
a lei Maria da Penha, muitas mulheres continuam sendo vítimas das mais bárbaras atrocidades. Até que ponto o amor pode servir de justificativa para a violência?

Como podem ver a solução não é tão simples assim e sendo nosso país eminentemente machista, a coisa fica bem pior. Sei que estamos num estágio bem mais avançados do que países como Afeganistão, Arábia Saudita e tantos outros do Oriente Médio, mas não se enganem, estamos longe de ser um país que respeite as desigualdades.

Janethe Fontes é uma autora que conhece do assunto e sabe romantizá-lo. Já havia escrito “Vítimas do Silêncio” em 2008 e retornou ao assunto com propriedade. Adriana vive um dilema, - deve abandonar seu marido Roberto, que alimenta um ciúme doentio por ela e que é pai de sua filha (única coisa que faz com que ela queira continuar vivendo) para se jogar nos braços de Daniel, seu primo e o grande amor de sua vida, que ela encontra depois de dez anos? – um enredo simples, corriqueiro, mas estupidamente real. E é isso o que mais choca. A história de Adriana poderia ser a do nosso vizinho, ou de um familiar, ou mesmo nossa própria história. O noticiário da TV está cheio de casos que terminaram da forma mais trágica possível, por causa de um caso de ciúme, de posse.

Clique na imagem para acessar o site:
http://bit.ly/O6Ud8R
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Mirela L. 25/04/2012

Resenha que eu fiz para o Inteiramente Diva
O ID tem tido a oportunidade de conhecer obras espetaculares de orgulhos autores nacionais. Sentimento Fatal é uma obra complexa; ao mesmo tempo em que encanta, revolta. Janethe Fontes consegue narrar um assunto tenso, que é a violência doméstica, com uma maestria e delicadeza indescritível. Uma história que tem um propósito louvável de deixar o leitor refletindo sobre a realidade, mas imerso em um romance apaixonante e encantado por uma menininha linda! *-* Por amor se mata? O amor destrói? Será que um sentimento tão puro é capaz de ações e sensações tão ‘pequenas’?

“Mas a verdade era que há muito tempo ela não tinha mais o controle da própria situação. Por isso deixou as lágrimas correrem livremente. Em seguida, abriu o chuveiro e ensaboou-se com força para lavar as marcas que seu marido havia deixado em seu corpo... as marcas de um amor doentio.”

Adriana é uma jovem muito bonita, mãe da pequena e fofa Letícia, e casada com Roberto, um arquiteto reconhecido. Um casamento que mesmo fadado ao fracasso desde o inicio, trouxe a querida Lê para a vida de Adriana… Mesmo diante de tanto sofrimento, de tanta escuridão existia a doce Letícia, a responsável por trazer a luz nos momentos mais difíceis e cheios de amargura.

Roberto, sempre foi estimulado, pelo pai a não acreditar em mulheres. Para ele uma mulher só precisaria ter três ocupações na vida: cuidar dos afazeres domésticos, dos filhos e marido. Para ele, a mulher que precisasse ter uma vida fora do lar, só poderia ser por amantes ou coisas do gênero *pausa para respirar*. Mas mesmo com toda a pressão, Adriana se sente disposta a lutar pela sua independência, afinal precisava trabalhar, estudar, resolver sua vida, enfim… VIVER! E o primeiro passo seria voltar a estudar, já que era obrigada a trabalhar na mesma empresa que o marido.

Na faculdade, para a sua surpresa, Adriana reencontra Daniel, um amor do passado. E não é verdade que quando se ama, se tem uma grande amizade; há comunicação apenas pelo olhar? Daniel conseguia ver que algo estava errado na vida de Adriana… A mulher forte e determinada de outrora estava escondida em algum lugar no seu íntimo, dando vazão a uma mulher amedrontada e insegura. E é pelo amor que nunca deixou de sentir, que ele se sente disposto a resgatar a mulher que sempre amou do vazio onde ela se encontrava.

Sentimento Fatal consegue nos deixar imersos nos pensamentos dos personagens… Na desconfiança, insegurança e medo que Adriana nutria do marido. Revela os pensamentos doentios de Beto, no que o ciúme doentio é capaz de fazer com a mente das pessoas (deturpar frases, cultivar pensamentos sem lógica, desconfiar de tudo e de todos…); uma pessoa que machuca sem perceber em seus momentos de crise, mas que logo em seguida, nos momentos de sanidade, se arrepende. Mas logo, tudo volta a acontecer novamente. Ele a agredia, mas depois a enchia de mimos para tentar reparar o mal feito. E também temos a visão do universo de sofrimento em que a pequena Letícia estava envolvida (que é de ‘cortar’ o coração! :/).

"- O senhor machucou a minha mãe.
- Não! Eu não machuquei – rebateu ele, zangado – E vá tomar logo o seu banho.
Letícia permaneceu parada, as perninhas tremendo, e, de repente, um filete de urina escorreu por suas pernas.”

(Me falem de não dá vontade de ‘entrar’ na história para abraçá-la e evitar que ela sofra com o que percebe do sofrimento da mãe?!)

Por mais que ele tentasse se controlar o sentimento de posse e insegurança era maior que ele. E por conta das violências que sofria do marido, maquiagens, roupas e ‘máscaras’ eram necessárias para esconder o maltrato e as marcas do corpo e da alma; marcas de uma pessoa sucumbida ao desespero. Mas Adriana encontra um anjo; um anjo determinado a salvar o que ainda lhe restava de vida.

Sentimento Fatal nos conta a história do sofrimento de uma mulher, mas também de luta e de determinação em sair da situação e dar a volta por cima, se reerguer diante dos obstáculos da vida. O leitor acompanha a luta de Adriana pela sua felicidade e da pequena Letícia. Uma obra que traz um tema forte e que acontece (mais do que imaginamos) no cotidiano de muitas e muitas mulheres. Mulheres que são machucadas e humilhadas dentro das suas próprias casas, mas que por ‘n’ fatores não conseguem ultrapassar o medo e pedir ajuda. Conseguimos perceber que ainda existe vergonha em admitir, mas além de tudo o medo ainda é o maior culpado pelo silêncio. Nos deixa refletindo que para a violência não há raça ou classe social, ela simplesmente acontece e não deve passar impune!

Uma obra MAIS que recomendada! Uma verdadeira reflexão! “Por ciúme se mata! Não só pessoas, mas também sentimentos, situações, ligações, afeições… O ciúme destrói!”

Confira: http://inteiramentediva.blogspot.com.br/2012/04/resenhando-58-sentimento-fataljanethe.html
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Ednelson 04/12/2012

Análise:

“Por que tudo tem de ser deste modo? [...] Por que a vida, o destino, fez isso conosco?”
—Pág. 258.

Olá, caros leitores! Sou um leitor que costuma mergulhar de cabeça nas páginas pelas quais me aventuro e quando essa minha característica é somada a uma narração envolvente é certeza que todo o sentimento que vier a ser suscitado pela leitura será intenso. Como confessei em uma resenha anterior minha do livro “Vítimas do Silêncio”, também da Janethe Fontes, não tenho qualquer vergonha em admitir que sou um leitor, salientando propositalmente o gênero masculino, que se envolve facilmente pelas emoções de um livro bem escrito, seja o ódio, tristeza, amor, medo e tantas outras tonalidades do espírito humano. Sim, já chorei com livros. Acredito que se conhecer e admitir o seu próprio modo de pensar, sentir e agir é um importante passo tanto para sermos seres humanos melhores, quanto para usufruirmos melhor de nossas experiências, seja uma leitura, música ou o que for. Portanto, quero dizer, se você aprecia saborear emoções vai querer ler as palavras que tenho a dizer acerca de “Sentimento Fatal”.

Esse é o segundo livro da autora e assim que ele chegou às minhas mãos, enviado diretamente pela própria autora (Obrigado, Janethe), me perguntei: O que será que esta obra me guarda? O primeiro livro da Janethe me agradou muito e confesso que para este segundo o meu nível de exigência aumentou, pois, devido à experiência anterior, já sabia do que ela era capaz e sinceramente, minhas expectativas antes mesmo de abrir o livro eram de uma escrita ainda mais madura e um enredo que me capturasse ainda mais. Posso falar com claras palavras: Obtive tudo o que esperava e mais um pouco!

A trama se mantém alicerçada em uma figura feminina, nesse caso, a jovem Adriana, uma mulher que se vê presa em um casamento que degenerou até um estado doentio, onde o marido a trata como uma posse que pode ter a vontade dobrada à sua. O marido de Adriana, Roberto, a oprime em múltiplos níveis: físico e mental. Essa opressão não atinge somente Adriana, mas também a filha do casal, Letícia, de cinco anos, assim como qualquer um que se coloque na trajetória de Roberto, um homem que move a sua vontade como uma bala, capaz de atingir qualquer um e aparentemente impossível de ser freada. A autora consegue desenvolver a figura de Roberto de tal forma que é impossível não odiá-lo e percebê-lo como um verdadeiro monstro e com certeza a forma mais grotesca e repugnante que um ser humano pode assumir. Com isto já comecei a perceber que a força da Janethe para nos causar extremos de emoções com suas criações literárias foi ainda mais aguçada nesse segundo livro.

Todas as personagens são muito bem trabalhadas, inclusive a pequena Letícia, que pensei que fosse ter um desenvolvimento mais singelo, se prova uma personagem muito carismática, inteligente e que interage muito com os eventos do livro. Foi muito bom a Janethe se preocupar em não mostrar somente a perspectiva dos adultos na história, mas os efeitos em Letícia, pois o tema do qual o livro trata é uma questão que também deixa marcas profundas em uma mente que normalmente sequer está preparada para compreender as intempéries da vida. Essa transferência de perspectiva para a criança também proporciona uma percepção mais ampla do cenário que se forma à nossa frente.

Em meio à turbulência que se tornou a existência de Adriana é justamente a filha a única coisa que a mantém ancorada na realidade e que lhe motiva a ainda viver, pois, com tanto sofrimento, ela não se sente capaz de extrair felicidade de outra fonte que não seja a sua garotinha. Constantemente me questionei sobre as razões que fariam uma pessoa suportar tantas e tamanhas agressões, mesmo sabendo que as emoções às vezes são elementos intempestivos que nos posicionam em situações que acabam criando uma vida própria da qual só saímos com muita dificuldade. Foi inevitável sentir certa irritação com Adriana por se manter tão submissa a um homem que a tratava como qualquer coisa, menos como um homem deveria tratar a sua esposa, pelo menos segundo os conceitos mais belos expostos nos votos matrimoniais. Esse começo foi perfeito e tornou a revolução de Adriana ainda mais poderosa, além de que a situação de degeneração do matrimonio e qualquer mínimo respeito ao outro é uma condição, infelizmente, mais banal do que gostaríamos e que alcança milhares de lares. Garanto que os leitores conhecem ao menos um caso assim. Admiro essa preocupação da Janethe em erguer uma obra tão empenhada em debater com os leitores sobre uma moléstia que aflige tantos lares e espalha tanta dor por milhares de vidas, pois essa energia ruim às vezes fica retida nas pessoas envolvidas e acaba afetando o resto de suas existências em qualquer lugar. O que me deixa ainda mais fascinado pela escrita da Janethe é o fato dela saber narrar de uma forma que, mesmo abordando um tema pesado, o leitor se sente completamente à vontade nas páginas e a leitura se mantém num nível de atratividade constante.

As coisas começam a mudar de cor com o surgimento de Daniel, a grande paixão da vida de Adriana. Está é outra característica que me cativou nas obras da autora: a maneira como, apesar de aparentemente clichê, os enlaces amorosos conseguem adquirir seus contornos de originalidade e surpreendem. Não esperem uma relação plena, pois mesmo sendo frutos de uma obra de ficção, as personagens são demasiadamente verídicas e conflitos de pensamentos acontecem portanto, a coisa não funciona na base do “se encontraram, permanecem unidos, lutam juntos contra o mal e são felizes para sempre”. Há algumas surpresas ao longo do livro, mas garanto que o final é muito bom e não deixa nada a desejar.

Uma característica que me chamou a atenção nessa obra da Janethe é que, ao contrário de “Vítimas do Silêncio”, onde a violência sexual era o eixo, neste livro ela se detém mais sobre a relação do casal formado por Adriana e Daniel. Acredito que isso se deva justamente ao fato de no livro anterior o sexo representar a fonte do trauma para a protagonista, mesmo quando o afeto vem de uma pessoa em que ela confie. Para superar verdadeiramente isso, a protagonista de “Vítimas do Silêncio” demora bastante tempo. As cenas mais intimas do casal não são descritas de forma vulgar ou desnecessária, como um apelo pela atenção do leitor, mas com um jeito tão poético que as ações em si não são o mais importante, mas o simbolismo que elas carregam, pois para um casal que se ama de verdade, fazer sexo não é unicamente um processo físico, mas uma integração de mentes, espíritos, uma espécie de jornada em que se pode por um momento sentir-se mesclado ao outro, um único ser que se sente pleno por encontrar naquele instante a razão do universo. Sei que pode soar um pouco exagerada essa visão, mas é a melhor maneira como este humilde leitor acha que pode retratar a beleza da poesia que a autora consegue alcançar nesse romance. Adriana é uma personagem que se desenvolve tanto durante o livro que é impossível não admirá-la como exemplo de pessoa forte que, após muitas provações, lágrimas e sangue derramados, não recua quando se encontra de frente para o perigo em um momento decisivo. Recomendo este livro para todos os leitores! Emocionante e engajado, duas qualidade belíssimas! Por isso, dou quatro dos cinco selos cabulosos para “Sentimento Fatal”.

Escrevo no: http://leitorcabuloso.com.br/
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Bia Rodrigues 27/03/2013

"O homem é o único animal que se diferencia dos demais por agredir as suas fêmeas."
Jack London

Essa é a ultima frase desse livro, e acho que é perfeita para ele. Realmente nessa pequena frase Jack London consegue falar muito. E a partir do tema dela Janethe Fontes consegue construir uma historia extraordinária. Janethe aborda muito bem temas do gênero, ela consegue realmente traduzir os sentimentos de vitimas de violência domestica nesse livro. Apesar do livro ser ficção, o tema é tão real que torna a historia tão forte a ponto de em nenhum momento parecer ficção.

Adriana é uma mulher comum, como muitas que conhecemos por ai, porem seus sentimentos não são nada comuns, tudo que vem sofrendo em seu casamento por causa do "amor" obsessivo do marido tem destruído sua auto-estima. Durante a leitura as reações e sentimentos de Adriana são algo que me envolveu tanto. Apesar de tudo uma mulher forte.

Roberto é um homem frio e calculista e isso tudo se deve ao fato do que aprendeu com seu pai, que sempre o incentivou a não confiar em mulheres. Abandonado pela mãe e com um pai que só soube guardar rancor e incentiva-lo com sentimentos ruins ele acaba se tornando excessivamente ciumento e praticando atos violentos contra a mulher a quem diz tanto amar.

Um personagem que pra mim fez toda a diferença no livro para torna-lo ainda mais duro, porem ao mesmo tempo com uma doçura é a filha da Adriana, que mesmo com sua inocência sofre por tudo que a mãe passa. Acho que mostrar o que essa situação causa também a uma criança tornou a historia ainda mais real.

Sentimento Fatal consegue nos deixar imersos nos pensamentos dos personagens. Na desconfiança, insegurança e medo que Adriana, nos pensamentos ingênuos e triste da sua filha ao ver, mesmo que sem entender perfeitamente tudo que a mãe esta passando, na obsessão doentia de Roberto, e no amor incondicional de Daniel.

O livro não fica focado apenas na vida de Adriana, conhecemos e nos encantamos por outros personagens também. Janethe tem o dom de criar historias duras, mas que ainda assim tem um toque de romance, um toque doce que faz toda a diferença para nos emocionar ainda mais.

Leia mais resenhas em: http://pepperlipstick.blogspot.com
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Joyce 02/04/2013

Resenha do Blog Entre Páginas e Sonhos
Esse já é o terceiro livro que leio da Janethe e posso dizer que adoro a escrita da autora. Os três livros possuem histórias fortes que nos fazem refletir, e em "Sentimento Fatal" não seria diferente, já que traz a tona a violência doméstica.

A história é sobre Adriana, uma jovem que é casada com Beto e que tem uma filha de 5 anos chamada Letícia. Sua vida já não é a mesma desde que seu marido se tornou violento e passa a ter um ciúmes doentil por ela. Ele a agride, maltrata e a machuca mas o medo das ameaças de perder a filha faz com que Adriana se cale e sofra calada, já que Beto sempre pede desculpas e promete nunca mais agredi-la de novo, o que nunca cumpre.

Adriana com muito sacrifício consegue voltar a estudar iniciando um curso superior e por feliz coincidência do destino seu professor é o seu primo que não via há mais de 10 anos e que foi seu primeiro amor (eles não são primos de sangue mas conviveram intensamente durante a infância). Daniel que também sempre foi apaixonado por Adriana, vai fazer de tudo para ajudá-la a se desvencilhar de Beto.

Sofri muitas vezes com Adriana. Ela sofre muito e é revoltante tudo que ele passa nas mãos de Beto. A sua única alegria e o que dá forças para continuar vivendo é Letícia e depois Daniel, que tem um filhinho também. Letícia é uma criança que também sofre por essa situação e guarda uma mágoa muito grande do seu pai.

A narrativa flui muito bem e fiquei bem envolvida na história, torci muito para Adriana e Daniel. Tem partes no livros bem tensas mas há também cenas mais calientes. As cenas finais me surpreenderam muito porque não esperava que chegasse no ponto que chegou. Fiquei tocada com o texto de Shakespeare no fechamento do livro que é muito lindo.

É uma leitura carregada de emoções e com um assunto difícil de digerir, mas o romance de Adriana e Daniel deu uma leveza na história. É difícil imaginar como um homem bate em uma mulher que é mais frágil fisicamente e a agride psicologicamente sem sentir remorso.

A narrativa está em terceira pessoa mas tem bastante diálogos. Não sei gostei da capa, acho que poderiam tê-la feito de outra forma apesar de conter elementos da história. As páginas são amareladas e a diagramação é simples.

Recomendo para quem gosta de histórias que nos fazem refletir e que acredita que o amor verdadeiro pode ser a solução para todos as dificuldades.


http://entrepaginasesonhos.blogspot.com.br/
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