Sonho de Uma Noite de Verão

Sonho de Uma Noite de Verão William Shakespeare


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Resenhas - Sonho de Uma Noite de Verão


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Thay 11/08/2018

Este livro é muito especial, li quando tinha uns 12 anos (se eu não me engano), a ilustração é tao linda!
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leila.goncalves 05/08/2018

Encantadora Comédia
William Shakespeare, considerado um dos maiores expoentes da literatura, não escreveu só tragédias e prova é, essa encantandora comédia.

"A Midsummer Night's Dream" ("Sonho de uma Noite de Verão" em português) foi escrita em meados da década de 1590, provavelmente para um casamento. Acredita-se também, que Shakespeare tenha feito junto com "Romeu e Julieta" e de fato, existem pontos em comum entre ambas as histórias: amor probido e morte, desta feita, numa perspectiva cômica.

A narrativa apresenta três histórias em paralelo que se unem no desenrolar da trama: uma, tem como cenário um bosque habitado por fadas e duendes; a outra, envolve quatro amantes (Lisandro, Hérmia, Demétrio e Helena); e a última, retrata o ensaio de uma peça que será encenada durante o casamento do herói grego Teseu, e Hipólita, a rainha das amazonas. Numa noite de verão, os quatro jovens se encontram nesse bosque e com a ajuda do mundo sobrenatural, começam a apaixonar e desapaixonar-se entre si, numa grande confusão que acaba em casamento...

A leitura de uma peça teatral exige atenção, especialmente "Sonhos de Ums Noite de Verão", graças às inúmeras personagens, encontros e desencontros. Aconselho que não interrompa a leitura: uma vez iniciada, vá até o final. A excelente tradução vai facilitar essa tarefa, floreada na medida, afinal é Shakespeare!

Há muitas adaptações da peça. Para o cinema, indico "Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão" de Woody Allen, onde ele aparece como roteirista, diretor e pasmem... ator "coadjuvante".

Cinco estrelas para a comédia e o filme!
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Di Maio 13/07/2018

Tradução com explicações
Achei um bom livro para os pais lerem para os filhos. Tem fábula, muita história e mitologia grega, e algumas lições importantes sobre a realidade do amor e o desprezo de quando ele acaba (diferente dos contos de princesas). Toda a parte da fábula relacionada ao teatro que acontece paralelamente, para mim, é desnecessária. O final se alastra nesse teatro sem a menor necessidade. No entanto, como eu disse, é um ótimo livro pra analisarmos o comportamento dos amantes.

Sobre a tradução especificamente da Martin Claret, ela contém mais do que referências nos rodapés, mas verdadeira interpretação dos acontecimentos, o que prejudica a conclusão do próprio leitor, que poderia ser diferente do tradutor, mas acaba vinculado àquela. Então não aconselho muito.
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Polly @blogmadrugadaliteraria 30/06/2018

Sonho de Uma Noite de Verão: Uma Ode ao Amor Não Correspondido
Sonho de Uma Noite de Verão é uma peça um tanto desafiadora para se escrever uma resenha, pois são diversas histórias, que, de alguma maneira, se entrelaçam. Então, já te peço licença, porque isso é apenas uma tentativa de resumir a confusão que é essa obra. Bem, acompanhamos três histórias: a primeira, e principal, é a dos amantes apaixonados Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena; a segunda, é a de Oberon, Titânia e Puck, que são seres sagrados da floresta; e, por fim, a terceira e última (e mais hilária também) é a história dos artesãos que estão montando uma peça para apresentar no casamento de Teseu e Hipólita, o qual é o ponto em comum das três narrativas.
Hérmia e Lisandro são perdidamente apaixonados um pelo outro e, embora, o amante tenha tão bom nascimento quanto Demétrio, o pai da moça, Egeu, insiste em casá-la com este, mesmo que todo sentimento de Hérmia por Demétrio possa ser resumido apenas em desprezo. E, para isso, Egeu vai apelar ao duque Teseu para o cumprimento das (absurdas) leis atenienses. Demétrio, por sua vez, não liga para a indiferença de Hérmia e tudo o que deseja é casar-se com ela, ainda que isso não a faça feliz. Já Helena é obcecada por Demétrio e ele só a despreza. Sério, é vergonhoso o tanto que a garota se humilha. Durante a leitura, eu só pensava “Helena, minha filha, melhore!”, juro. E te falo, chega ao final da peça e Helena continua do mesmo jeito. Helena precisa urgentemente ser empoderada!
A história dos artesãos atores e a dos seres sagrados da floresta são as segundas a se entrelaçarem. Enquanto os atores amadores ensaiam uma peça, que conta a história de Píramo e Tisbe,
- de maneira sofrível, vale lembrar, e é justamente nisso que reside a graça da história -, Oberon e Titânia discutem pelos domínios da floresta e por um tal menino indiano. Mas, o problema entre eles, na verdade, é o ciúme que sentem de Hipólita e Teseu. Para se vingar de Titânia, Oberon vai contar com a ajuda do duende Puck. O traquino vai ter a missão de enfeitiçar Titânia para que ela se apaixone pelo ser mais feio que existe na floresta, assim, ele também enfeitiça Fundilho, um dos artesãos, o transformando em um ser com cabeça de burro e corpo de gente, condenando a peça, de vez, ao fracasso. E condenando também a reputação de Titânia ao fazê-la apaixonar-se por uma aberração.
Puck ainda receberá como missão de Oberon enfeitiçar Demétrio para que ele se apaixone por Helena. É que o rei dos duendes presencia a bela Helena humilhar-se para o rapaz e aquilo o incomoda bastante a ponto de fazê-lo se meter na história. No entanto, ao receber as ordens de enfeitiçar “um ateniense” para apaixonar-se pela donzela, Puck confunde Lisandro com Demétrio, atrapalhando não só a fuga dos apaixonados Hérmia e Lisandro, como também o seu amor. Para piorar, o duende traquino também faz o próprio Demétrio apaixonar-se por Helena. E os dois rivais, que antes brigavam pelo amor de Hérmia, passam a brigar pelo amor de Helena, que interpreta tudo como uma grande brincadeira de mau gosto dos apaixonados e de Hérmia para humilhá-la ainda mais.
E é nessa confusão que se desenrola a história. Puck vai ter que concertar toda a trapalhada que causou, mas, como ele fará isso, eu não vou te contar. Vais precisar ler a peça ou assistir-lhe, se tiver oportunidade. E, por falar nisso, amaria assistir à encenação de Sonho de Uma Noite de Verão. Se já conseguimos achar graça apenas lendo os diálogos, imagina eles sendo interpretados por atores num tablado? Deve ser maravilhoso!
Podemos destacar ainda, em Sonho de Uma Noite de Verão, a crítica que Shakespeare faz sobre a função da arte, especialmente o teatro, para a alta sociedade através da metalinguagem. Ao representar atores através de artesãos amadores, mostra como a arte era encarada, - e infelizmente ainda é -, apenas como puro entretenimento. Pouco se valoriza o trabalho criativo dos artistas e a função social da arte, que trata de desvendar os mais profundos sentimentos humanos, além de oferecer outros pontos de vista para o público, mudando assim a forma de pensar das pessoas e, como conseqüência, sua realidade.
Outro tema bastante relevante no enredo são os amores não correspondidos. Sabe aquele poema do Drummond? “Fulano amava Sicrana, Sicrana amava Beltrano”, e assim vai? Sonho de Uma Noite de Verão conta mais ou menos isso. Demétrio e Helena buscam amores não correspondidos, ao ponto de sacrificarem o “amor próprio”, na verdade, a expressão mais adequada seria o “respeito a si mesmo”. E se nós não nos respeitamos e valorizamos, quem vai fazê-lo? Só podemos cativar ao outro, se tivermos respeito pelo o que somos. E esse tal encanto se dá de forma natural. Se tem que forçar o sentimento, não é amor. Então, é melhor aceitar e a vida segue.
Assim, fica aqui minha dica de leitura. Sonho de Uma Noite de Verão é um texto leve, super engraçado e uma boa pedida para começar a ler Shakespeare, além de permitir uma reflexão sobre os não-amores e sobre a valorização da arte e de seus profissionais. Afinal, viva à arte!

site: https://madrugadaliterarialerevida.blogspot.com/2018/06/sonho-de-uma-noite-de-verao-uma-ode-ao.html#more
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evandroarte 01/06/2018

Shakespeare: o autor predileto | Sonho de uma noite de Primavera?
Shakespeare: o autor predileto

Ter um autor predileto não é colocá-lo acima dos demais, mas antes. Aquela fonte segura que lhe aparece nos momentos mais oportunos. Às vezes, você cita o autor ou a autora porque só aquilo lhe fará algum sentido. Ou não fará sentido algum. William Shakespeare já avisou por meio de uma personagem: “A vida não passa de uma história cheia de som e fúria contada por um louco significando nada“. Crer ou não crer nessa ideia é uma questão que a cada um convém responder se assim lhe aprouver. Desta feita que o próprio poeta de Stratford-upon-Avon seja meu autor predileto. Particularmente, sinto-me contemporâneo de suas peças, ainda que escritas séculos distantes e em paisagens tão longínquas que separadas por um Atlântico! Foi com uma edição adaptada de sua peça A Midsummer Night’s Dream, mal traduzida por Sonho de Uma Noite de Verão, que tive meu despertar para com a literatura e, principalmente, para com os livros. Era, então, apenas um adolescente que gostava de cinema e jogar futebol. Aos poucos, entrementes, as palavras escritas tomaram o lugar da bola, mas deixando um bom espaço para os filmes. Logo, rendo também uma homenagem ao autor de Hamlet e de outras dezenas de peças neste 23 de abril, Dia Internacional do Livro. A data comemorativa foi estabelecida por ser a mesma do passamento do bardo, bem como o de Miguel de Cervantes – ainda que, possivelmente, nenhum dos dois tenha deixado a vida neste dia. Shakespeare estava aqui antes de nós e por aqui continuará depois que nós partimos. E parece justo que seja assim.

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Sonho de uma noite de Primavera?

No original: Midsummer night’s dream, escrito por William Shakespeare. Na edição portuguesa: “Sonho duma noite de S. João”, traduzido por Castilho. Eis que temos uma interessante explicação sobre a titulação da obra traduzida. A seguir, trechos da nota (escrita, de facto, por Victor Hugo) a qual o tradutor se utiliza para justificar a escolha do título santo: “Midsummer não significa propriamente o meio do Estio. Não é um prazo incerto do ano”. “Midsummer é um dia de festa, inteiramente britânico, marcado no calendário protestante no dia 24 de junho, isto é, no começo do Estio, correspondente ao S. João no calendário católico”. “Muitos comentadores por desatentarem nesta explicação dada pelo próprio poeta, fantasiaram que por este título 'Midsummer night’s dream', quisera ele especificar o prazo em que o enredo da comédia se passava. A prova de que andaram errados neste juízo, é o cuidado com que o autor nos precaveu, por boca de um dos interlocutores, de que a acção se dá no começo de maio. Quando Teseu descobre na mata maravilhosa os quatro amantes por terra a dormir, diz a Egeu que certamente haviam de ter vindo celebrar o rito de Maio, e para isso madrugaram. Portanto, não é, como geralmente se cuida, numa noite de Estio, que Botom (Canelas) e Titânia se enamoraram; foi sim numa noite de Primavera”.

site: https://cronicasdoevandro.wordpress.com/
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Filino 18/02/2018

Uma divertida peça do essencial Shakespeare
Em tradução de Barbara Heliodora, lemos uma divertidíssima obra do Bardo. Envolve três conjuntos de personagens ("reais" e fantásticos) que acabam se entrecruzando em situações das mais diversas: desde amores dificultados por resistências familiares até poções mágicas que fazem o indivíduo apaixonar-se pela primeira pessoa que encontre pela frente. Muito bom!
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Ana 13/02/2018

Fulana amava sicrano, que amava beltrana...
Li ''Sonho de uma Noite de verão'' em 2008, quando havia começado o curso de pedagogia na Universidade do Estado do Pará, logo no primeiro semestre.
A versão que li é uma adaptação em prosa feita por ninguém menos que Ana Maria Machado para a série Reencontro, da Editora Scipione, aquela mesma série que adaptou clássicos para o leitor jovem em uma linguagem mais acessível e atualizada.
A história é muito divertida e gostosa, conta as desventuras de quatro jovens apaixonados que encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia, que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Uma confusão, onde envolvem-se ainda por cima seres mitológicos, para acabar de completar.
É um dos meus livros preferidos do Bardo de todos os tempos, ainda mais por se passar em algum lugar, em um bosque na Grécia Antiga. Fico imaginando aqueles figurinos... a imaginação rola solta. Muito bom. Só quem ama Shakespeare e suas adaptações para o português vai curtir.

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Edu 08/01/2018

Um livro muito divertido
Amei
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Juh Lira 26/12/2017

As Peripécias do Sonhar em Sonho de Uma Noite de Verão
"Os amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, fantasias tão imaginativas, que acabam por conceber mais do que a fria razão pode compreender".

Sonho de Uma Noite de Verão - Ato V, Cena I

Publicado em 1600 Sonho de Uma Noite de Verão (A Midsummer's Night Dream) é uma das comédias mais famosas do Bardo. Numa noite de verão quatro amantes atenienses cruzam o caminho de de Titânia a rainha das fadas e Oberon durante a preparação do casamento do duque de Atenas, Teseu e a Rainha das Amazonas, Hipólita. Para a festa de casamento que não foi somente um, trabalhadores locais preparam uma peça amadora trágica de tão ruim e engraçada, que poderia tudo ter sido um grande sonho...

Um dos elementos mais notáveis nesta peça é a influência direta da mitologia grega em todo o enredo, incluindo os elementos da fantasia, muito mais explícito do que em outras peças do autor. Enquanto que em A Tempestade ou Conto de Inverno, o elemento fantástico é mais sutil, em Sonho de Uma Noite de Verão o encantamento de duendes a mando de Oberon causa toda a confusão dos personagens.

Há algo de curioso de Teseu desposar Hipólita, já que nos contos mitológicos, Teseu se casou com outra amazona, Antíope após uma guerra com as mesmas. A personagem Helena, a rejeitada por Demétrio que preferia sua amiga Hérmia, pode se referir a descrita Helena de Tróia. Hérmia seria a rainha das fadas e ninfas; Lisandro era um espartano que derrotou a frota ateniense durante a Guerra do Peloponeso e por fim, Demétrio (que existiu ao contrário dos outros) foi um mártir e santo militar grego ortodoxo.

Misturar todos esses personagens - excluindo Demétrio - já conhecidos do grande público da época elizabetana em uma história inusitada, deve ter causado risos da platéia que assistiu a representação. Essa característica é crucial para passar a ideia de surrealidade da história, que para nós brasileiros, muitas da vezes ignorantes com todo esse panorama histórico e mitológico do teatro shakesperiano, deixamos passar.

Mas Shakespeare deixa uma dúvida no ar: será mesmo que Oberon e o duende Bute foram responsáveis pelos desencontros e brigas entre Demétrio, Lisandro, Hérmia e Helena, os quatro amantes? Será mesmo que a pobre Titânia, enganada por Oberon, se apaixonou por um asno? O que poderia se chamar sonho, pode ter sido um grande pesadelo para alguns personagens!

Não é a primeira vez que Shakespeare brinca com a questão dos sentidos humanos que são falhos e limitados. Podemos ver isso em Otelo, claro de forma muito mais trágica. O mundo real em nossa volta pode não ser habitado por fadas e duendes, porém pode nos enganar nas situações diversas da vida de forma fácil demais. A facilidade de como os quatro amantes amam e desamam numa mesma noite, retrata como as paixões são efêmeras e inconstantes, às vezes até cômica como o Bardo nos mostra tão bem.


O mundo fantástico das fadas se choca com a realidade pitoresca de Atenas e de seu governante. A normalidade e o "absurdo" dos sonhos convivem lado a lado. Os personagens atravessam a fina camada da realidade para um momento que não possuem nenhum controle, que não faz o menor sentido - uma realidade do avesso e até assustadora, mas com o trunfo de transformar tudo isso em comédia.

No último ato temos uma peça dentro de uma peça dos trabalhadores locais para o casamento triplo, que nada mais é do que uma sátira engraçadíssima de Romeu e Julieta, publicada um anos antes. Se Shakespeare nos faz chorar com suas tragédias, ele também é capaz de nos fazer rir com suas comédias e sorrir com os finais felizes do amor sólido e real, que por fim prevalece.

site: www.mundosilenciosoblog.com.br
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Eduarda 01/08/2017

Fascinante mas entediante.
Certo, em primeiro lugar é bom saber que eu sou apenas uma garota de 14 anos. Uma garota de 14 anos que leu 100 livros? Sim. Mas apenas uma garota de 14 anos mesmo assim. Por isso foi muito difícil ler esse livro e entender tudo o que acontecia. Não entendi tudo mas me orgulho de ter entendido boa parte. Tendo em vista todos os elogios que se fazem à Shakespeare, eu acabei indo com muita expectativa lendo o livro. Achei impressionante todas as rimas no livro, não sabia sequer que era possível montar um livro em que todas as frases são de rimas! Ponto. Os personagens também são dignos de estudo e o comportamento também. Mas o que me deixou mais pensativa enquanto lia foi pensar em como o desprezo pode se transformar tão rápido em amor e vice-versa.
É um livro interessante, sem dúvidas, faz você questionar os sentimentos das pessoas e suas ações mas não vá com muita sede ao pote imaginando que vai encontrar um monte de morte e desgraças aqui, esse é um livro leve e está mais para divertimento do que para lágrimas. É um pouco entediante principalmente pela linguagem rebuscada o que muitas vezes te deixa confuso sobre o que está acontecendo mas não deixa de ser fascinante.
Renata.Cavalcante 01/04/2018minha estante
Concordo com você. A leitura é pesada, mesmo para mim que tenho 36 anos, porque é uma linguagem arcaica (ou clássica, como preferir chamar). O que eu acho é que o importante é conhecer a história, mesmo que seja através de uma adaptação. Existem várias editoras que trabalham com adaptações de clássicos (scipione, fundamento...). Procura ler essas adaptações primeiro. Aí se você quiser pegar depois a obra original vai ser bem mais fácil de entender. Eu preciso de fato ler as obras originais, mas primeiro leio uma adaptação para me facilitar a leitura do original.




Tiago 14/06/2017

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

Pode parecer estranho que uma comedia, como é o caso da peça de Willian Shakespeare, “Sonho de uma noite de verão”, possa ter como núcleo a tragédia de Piramo e Tisbe. Seria de fato estranho se fosse uma abordagem literal da tragédia, mas Shakespeare conseguiu transpor o gênero trágico para o cômico ao adotar uma ótica burlesca. Nesse ponto confesso que pela primeira compreendi a dimensão de Shakespeare, como ele é atual e intenso. Ao me deparar com uma comedia com eventos dramáticos imediatamente me lembrei do trecho de uma das mais famosas canções do Bee Gees: “started a joke. Which started the whole world crying”
Não apenas a ótica diferenciada foi responsável por dar ao texto seu tom de comedia. As peças de Shakespeare pertencem ao gênero dramático. Acredita-se que esse gênero tenha surgido na Grécia antiga durante os rituais ao deus Dionísio. A comedia supostamente teria se originado dos mesmos rituais, portanto, a própria origem da comedia teatral explica a transposição entre os gêneros, inicialmente considerados sinônimos.
A grande questão na peça “Sonho de uma noite de verão” é compreender a extensão do papel da natureza como elemento caracterizador. O drama de Piramo e Tisbe possui uma arvore como objeto central, origem de toda emanação do sentido filosófico através do qual o amor é construído. A arvore, portanto, teria todos os atributos físicos - raízes, tronco, ramos e folhas – que se prestassem ao papel de representante metafórico do conceito de amor shakespereano: cresce sobre uma forte dependência afetiva (raíz), se transforma numa solida união entre corpo e alma (tronco) e se ramifica em diferentes formas através do tempo (ramos). Aqui o aspecto intermitente do amor também é explorado simbolicamente: o amor pode ser pleno de conflitos, mas de tempos em tempos ele renasce na forma de frutos e folhas. Uma arvore, testemunha inanimada do fim de uma história trágica, serviu perfeitamente a Shakespeare, um gênio que por toda a sua vida tentou sinalizar a intensidade das emoções.
A grande sacada de Shakespeare foi perceber que essa arvore simbolizava a figura do próprio dramaturgo uma vez que esta foi capaz de absorver as marcas da tragédia e expressa-las na sua própria imagem. Os eventos são limitados pelo tempo humano, mas a força por traz de tais eventos transcende os limites do tempo e se expressam na forma de arte! A natureza teria convertido a historia em arte, teria não apenas recontado uma história, mas dado um novo sentido a ela, assim como o próprio Shakespeare que, conforme se acredita, não escrevia roteiros originais, mas criava histórias a partir de fatos reais, ou seja, dava um novo sentido à realidade.
A história de Piramo e Tisbe sugere uma antecipação mitológica do enredo que mais tarde daria forma a peça “Romeu e Julieta”, no entanto, “Sonho de uma noite de verão” possui um enredo próprio que se sobrepõe a tragédia grega. A peça começa com os preparativos para o casamento de Teseu, um Duque de Atenas, com Hipólita, rainha das amazonas. Teseu é chamado para ajudar a solucionar um dilema amoroso: Demetrio, um nobre de Atenas, é apaixonado pela filha de Egeu, chamada Hérmia, que por sua vez é apaixonada pelo príncipe Lisandro. Teseu apresenta a Hérmia três alternativas: ou casa-se com Demetrio conforme a vontade de seu pai; se converte e passa a viver a clausura de um convento ou abandona o amor de Demetrio e se entrega a Lisandro – neste ultimo caso sendo condenada a morte por desobediência ao seu pai. A margem de todo esse dilema aristocrático está Helena, melhor amiga de Hérmia, e a mais bela dentre as mulheres atenienses. Só havia um inconveniente: Helena era apaixonada por Demetrio, que no passado havia feito juras de amor à bela Helena. Para Hérmia e Lisandro só havia uma alternativa: fugir. No teatro Shakespereano a paixão encarna o elemento trágico devido a sua força transgressora: Leis são ignoradas e laços familiares são desfeitos diante do elemento passional.
Em um bosque próximo a cidade de Atenas, Titânia, a rainha das fadas, se recusa a permitir que seu marido Oberon transforme um jovem menino em seu criado. Oberon irritado com a recusa de Titânia manda que Puck, um elfo da floresta, traga-lhe uma flor de Amor-perfeito, para que com ela faça uma poção que uma vez despejada sobre os olhos faz com que a pessoa se apaixone pelo primeiro ser vivo que encontrar pelo caminho.
Em Atenas, Helena revela a Demetrio que Lisandro e Hérmia haviam fugido para um bosque nas proximidades. Helena e Demetrio adentram na floresta no exato momento em que Puck havia partido para buscar a flor de Amor-perfeito. Oberon, que estava à espera, ficou irritado com a forma grotesca com que Demetrio tratava Helena e assim que Puck retornou mandou que este encontrasse um homem vestido em trajes aristocráticos e despeja-se sobre seus olhos um pouco do suco da flor. Oberon segue para o local onde Titânia dorme e despeja em seus olhos a porção.
Enquanto isso Puck vaga pela floresta a procura de seu alvo e acaba encontrando uma companhia de atores que ensaiavam para uma peça sobre o drama de Piramo e Tisbe. Bottom, o tecelão da companhia de teatro, ensaiava o papel de Piramo. Puck, querendo pregar uma peça na trupe, transformou Bottom em um homem com cabeça de burro. Assustados os outros atores fogem e deixam Bottom vagando sozinho pela floresta. Assim que Titânia desperta de seu sono ela vê Bottom diante de seus olhos e se apaixona por ele. Puck que ainda procurava pela floresta por um homem em trajes aristocráticos acaba encontrando Lisandro, adormecido sobre a relva, e despeja em seus olhos a porção de Amor-perfeito. Após inúmeros mal entendidos Puck também despeja a porção nos olhos de Demetrio. Aos despertarem Demetrio e Lisandro se deparam com a imagem de Helena e ambos se apaixonam por ela.
Com muitos personagens, muitos encadeamentos e desdobramentos o enredo se torna um pouco complexo quando visto na forma de resumo, mas a leitura do texto em si não é tão complicada como parece. Basicamente o que vemos na peça é a transformação do amor em ilusão, algo que, ao contrario do que se espera, parece reforçar sua intensidade. Neste ponto a natureza aparece com uma forma superior de existência, pois ela brinca com uma das mais intensas patologias humanas: a paixão. Sempre enxerguei “Sonho de uma noite de verão” como uma alegoria para a busca de sentido por trás do que não conseguimos explicar.
Ao colocar a tragédia grega como temática de uma peça de teatro, e cujo enredo se pareia com o dilema amoroso do quarteto principal, é como se Shakespeare quisesse mostrar o poder dos palcos como espelho cômico da realidade. Ele propõe uma inversão bastante interessante: trata a mitologia, encenada nos palcos, como uma realidade e ao mesmo tempo trata a realidade como uma lenda.
Por envolver temas da mitologia o enredo de “Sonho de uma noite de verão” pode causar certa hostilidade inicial ao leitor devido ao seu distanciamento da realidade. Mas não seria essa a principal essência do teatro? Suspensão momentânea da realidade? Para acreditar que s personagens encima do palco são reais não é, antes de tudo, fundamental que neguemos aos atores por trás das mascaras o direito de existir enquanto o espetáculo não termina?
Existe algo muito interessante em “Sonho de uma noite de verão” que é a exposição da natureza como ela é de fato: caótica, enganadora e indiferente aos nossos propósitos. Em diversos momentos vemos um flerte com a idéia de impotência do homem diante da natureza e dos perigos ocasionados pela busca em subordinar os elementos naturais aos desejos do próprio homem.
A questão da porção, que uma vez depositada sobre os olhos, faz a pessoa se apaixonar pelo primeiro que enxergar ilustra bem a indiferença da natureza a vontade ou aos padrões estéticos. O mito de Piramo e Tisbe, por exemplo, mostra que as forças da natureza são indiferentes aos laços de afeto humano. É uma concepção de natureza bastante cruel ainda que bela.
A noção de um ambiente natural favorável a sobrevivência humana é um sonho que se desfaz diante da realidade. A natureza oprime na mesma proporção que liberta. A sobrevivência em seu meio é infinitamente mais custosa e exige no mínimo o vigor da juventude.
De alguma forma Shakespeare remete a uma interpretação finalista e até teológica da natureza onde os animais e as plantas, organizados de forma hierárquica, teriam como função servir ao homem. Nesse aspecto os sentimentos do próprio homem adquirem valor hierárquico superior as supostas criações divinas naturais, pois o homem era capaz de controlar relativamente a natureza, mas se mostrava impotente diante de suas paixões. A razão domina tudo exceto a desordem mental que lhe deu vida.
Shakespeare pode parecer buscar a imagem infantil de uma natureza que se sensibiliza com os dramas humanos, mas o que ele faz de fato é o oposto disto. Oberon por exemplo é um personagem que funciona como uma espécie de projeção dos elementos da natureza, assim como Titânia. Ambos os personagens mostram em determinado momento uma espécie de compaixão pelo drama humano: Oberon se enfurece ao ver Demetrio tratar Helena de forma cruel e Titânia se solidariza com a figura do menino que Oberon queria transformar em seu criado. Percebe-se que os únicos elementos que não ficam indiferentes aos dramas humanos são seres mitológicos e portanto irreais.
Alem de irreais são também contraditórios. Oberon se sensibilizou pela condição de Helena, mas parece não ter visto problema algum em transformar uma criança em seu criado particular. Titânia pode em um primeiro momento parecer altruísta, mas na realidade demonstra uma sensibilidade que se ampara no interesse: ela se sensibiliza com a criança por que essa era filho de uma mulher que lhe era devota. Nota-se que esses personagens possuem contradições e fraquezas, o que é perfeitamente compreensível uma vez que são figuras mitológicas gregas que nunca foram construídas com a mesma pretensão cristã de um Deus onipotente e sem defeitos.
Os seres mitológicos gregos são “humanizados”, ou seja, apresentam os mesmos defeitos que os humanos por que são uma criação da consciência humana. E nesse ponto que Shakespeare rompe com o ideal romântico de natureza, pois todos os elementos da natureza que respondem aos dramas humanos são elementos criados pela consciência humana.
Essa busca mental por um meio natural onde a vida seria melhor do que ela é já havia sido criado pela bíblia por meio de Adão e Eva no jardim do Eden. A partir daí o sonho idílico de viver e meio a natureza onde supostamente o homem encontra a paz que tanto busca passou a acompanhar a realidade. Shakespeare não se alinhou a esse ideal e buscou mostra em sua obra que a vida na natureza é não apenas caótica, mas também trágica, o que no fim das contas acaba sendo vista como bela.
A riqueza temática da obra de Shakespeare possuía uma vastidão que cobre diversos conceitos em diversas épocas. Como um amante da química, confesso que me senti fascinado pela simbologia de algumas peças e pela proximidade dos temas com conceitos explicados pela química como ciência. Sabemos que a paixão se manifesta em nossos corpos devido à influência de substancias químicas que causam sensação de bem estar como, por exemplo, as endorfinas.
Atualmente a simbologia da floresta mágica pode ser interpretada como as substancias psicoativas presentes nas plantas e que podem provocar delírios e alucinações. Muitas são as obras de Shakespeare onde são feitas referências a extratos de plantas alucinógenas ou venenosas. Julieta parece ter experimentado os efeitos do chá de Beladona, Hamlet teve o pai assassinado com veneno de Hebona derramado diretamente em seu ouvido. A química é uma ciência que cobra um preço auto de todos aqueles, que de alguma forma, negligenciam o seu poder devastador sobre os sentidos - reflexo das necessidades afetivas. O dependente químico ou o alcoólatra são exemplos disto.
Um dos aspectos mais interessantes de “Sonho de uma noite de verão” é o conceito antropomórfico dado a alguns personagens. Essa atribuição de características humanas a elementos da natureza pode ser encarada como uma manifestação dos sentidos – algo muito explorado por Shakespeare – e, por conseguinte como uma forma de alucinação.
A mente que se liberta do seu racionalismo, como durante um sonho, experimenta sensações que são dominadas pelo instinto e pelo desejo. O sonho liberta os amantes de seus juramentos e dessa forma permite a expressão do caráter frágil de suas palavras. Seriam seus sentimentos verdadeiramente sinceros? Titânia, a rainha das fadas, representa a mente sempre receptiva as diversas vertentes de alucinação. Não é sem motivo que o absinto, bebida que ganhou fama no século XIX por causar alucinações, era conhecida por seus consumidores como “fada verde”. Deixando um pouco de lado essa “analise química” da peça “Sonho de uma noite de verão”, o que resta e um texto magnífico que explora os efeitos do amor e da despercionalização provocada pelo mesmo.
Para Shakespeare amar é ser vulnerável a uma forma particular de obsessão na qual o outro vive na realidade dos meus desejos e permanece como causa primeira de meus infortúnios na medida em que nego a mim mesmo o direito de existir - e isso acontece quando deixo de valorizar meu “eu” inconsciente - e passo a permitir que o outro imprima em mim os seus desejos e as suas necessidades. Em síntese quando amo e sou correspondido, passo a viver na consciência do outro e o outro na minha.
A profundidade insana do conceito de amor construído por Shakespeare em sua obra é tão intensa que vai além da simples reciprocidade do sentimento de companheirismo e ou de desejo. Ela sugere um intercambio de consciência, uma sobreposição de valores, uma forma onírica de pura satisfação sexual e ectasy. Nesse aspecto pode-se perfeitamente caracterizar o amor shakespereano como uma síntese dos elementos patológicos. Uma assimilação afetiva de paranóias cuja força perturbadora seria proporcional ao enredo que lhe da vida.
Do dialogo entre Hérmia e Helena, logo no primeiro ato, pode se enxergar como, e a que nível, o senso de inferioridade nos oprime e nos esmaga. Como em alguns momentos vemos em outras pessoas os “atributos de felicidade” que supostamente nos faltam. Em como somos frágeis e manipulados por nossos próprios sentimentos ao nos permitir enxergar aquilo que falta não a nós, mas ao outro. Não seria exatamente este o motivo do sofrimento de Helena? Ver em Hérmia não a sua real imagem, mas o conjunto de características que fizeram de sua beleza a dona dos sentimentos de Demetrio?

HÉRMIA: Faço-lhe cara feia, ele me adora.
HELENA: Tivesse eu risos feios desde agora!
HÉRMIA: Maldigo-o, e ele me devota seu amor
HELENA: Quem me dera obter tamanha afeição em minhas suplicas!
HÉRMIA: Encontra-se em vias contrarias seu amor e meu desdém.
HELENA: Com o seu desprezo o meu amor também.
HÉRMIA: De tal loucura a culpa não é minha.
HELENA: É de tua beleza. Quisera que essa culpa fosse a minha!

Helena é como uma vela que derrama lagrima enquanto bilha e se consome diante do seu amado. Retrato perfeito da paixão – sentimento intenso e ardente que trás a desconfiança, a insegurança e o medo como reflexo. A fragilidade de seu brilho remete ao aspecto efêmero da felicidade sempre rasa em substancia e, portanto, superficial: a vida é como a chama tênue de uma vela, frágil a tal ponto que se extingue até mesmo diante de um sopro do acaso.
Somos felizes quando compreendemos o que vemos, a duvida é o primeiro degrau da incerteza que leva ao nível da melancolia. Helena não compreende como Demetrio pode se deixar levar pela beleza de Hermia e por isso trata da melancolia como uma mascara de seus sentimentos.
Confesso que a peça parece possuir laços estreitos com algumas obras medievais. Shakespeare simboliza a imagem do amor por meio de uma flor – o Amor-perfeito - o que de certa forma remete ao romance medieval de Guillaume de Lorris e Jean Meun, chamado “O romance da Rosa”, na qual o personagem principal se apaixona por um botão de rosa. Shakespeare reconhece o poder que a beleza exerce sobre os sentidos e ao atribuir ao amor à imagem de uma flor reafirma o caráter doloroso do sentimento amoroso, afinal Lady MacBeth já dizia: “Assemelhe-se à flor inocente, sob a qual se oculta a serpente.”



AUTOR
TIAGO RODRIGUES CARVALHO


site: http://cafe-musain.blogspot.com.br/2016/07/sonho-de-uma-noite-de-verao_13.html
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Mara.Sousa 12/05/2017

Resenhar Shakespeare...
Divertidíssimo e sempre atual (é Shakespeare).
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Gi_radaeli 06/03/2017

História incrível com poesias
Esse livro conta uma história de romance nele contém poemas muito lindos.
Esse livro conta a história de duas amigas uma se chama Helena e a outra Hérmia Helena ama Demétrio, porém Demétrio ama Hérmia, mas Hérmia ama Lisandro. Egeu,um velho ateniense promete sua filha Hérmia em casamento ao jovem Demétrio e Lisandro e Helena terão também que se casar.Hérmia e Lisandro não se conformam e fogem para o bosque,sua amiga Helena e Demétrio também vão para lá.O bosque é frequentado , á noite,pelo rei dos elfos (Oberon) e a rainha das fadas(Titânia), que usam poções mágicas para encantar, confundir ou até aproximar casais para se apaixonarem e isso acaba causando bastante e muita confusão.
Amei o livro,só achei ele meio confuso no começo mais aí conforme vai lendo você começa a entender ele melhor, e por isso recomendo a todos.
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Grazi @graziela.franzoni 20/01/2017

"Às vezes vale mais a emoção do silêncio do que um caloroso discurso. Na minha opinião, o amor e a simplicidade, mesmo falando menos, acabam dizendo mais..."
Primeiro livro do William Shakespeare que eu leio, curtinho mas com muitas mensagens para refletir.

Sonho de uma noite de verão, foi uma das primeiras produções de William Shakespeare. Uma obra escrita em forma de peça de teatro, assim como a obra de Nelson Rodrigues que eu li anteriorimente Vestido de Noiva (que vocês já encontram a resenha aqui). Porém, gostei mais dessa obra de William Shakespeare do que a de Nelson Rodrigues, a de Nelson Rodrigues achei meio sem nexo, não tem começo, meio e fim, como todas as histórias, e não trouxe mensagem nenhuma pra mim.

Nessa história William Shakespeare consegue misturar personagens gregos como:Hércules, Centauro, Helena, Vênus, com fadas, elfos e duendes, sem parecer uma coisa nada a ver.

Uma das melhores partes da história pra mim e mais divertida, é do bosque quando Puck (elfo da corte de Oberon), obedece as ordens de seu chefe Oberon para aplicar um feitiço no casal Demétrio e Helena, e ele confundi tudo, e acaba criando uma grande confusão.

Se você gosta de ler, não deixe de ler Shakespeare, todo mundo tem que ler Shakespeare uma vez na vida.

site: https://blogdietaecultura.wordpress.com/2017/01/20/resenha-de-livro-william-shakespeare-sonho-de-uma-noite-de-verao/
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