Sonho de Uma Noite de Verão

Sonho de Uma Noite de Verão William Shakespeare


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Resenhas - Sonho de Uma Noite de Verão


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Kalyne @oreinodaspaginas 17/01/2019

Resenha
Creio que em algum momento da vida, você já se deparou com o nome William Shakespeare. Com toda certeza conhece a história trágica dos apaixonados Romeu e Julieta correto? Porem o meu roteiro preferido desse dramaturgo é o querido Sonho de uma noite de verão.
Conheci as obras de Shakespeare na infância e desde então me encantei por sua inteligência e ousadia em criar histórias tão encantadoras. Sonho de uma noite de verão se tornou a minha preferida pela graça e leveza que possui. Diversas vezes imaginei Shakespeare conduzindo essa peça de teatro antigamente. Como queria uma maquina do tempo para ver isso com meus próprios olhos.
Gosto do fato de Shakespeare ter dado uma nova visão de Hipólita, a grande rainha das amazonas. Aqui não vemos a guerreira destemida de sempre, mas a noiva do famoso Teseu, aquele que matou o minotauro. De certa forma acho estranho vê-la sem toda a sua magnitude de rainha e se transformar em uma mulher comum prestes a contrair matrimônio com um herói.
Um outro ponto que me marca profundamente nessa história é a confusão amorosa entre Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena. Eu dou gargalhadas sempre que leio ou me lembro das cenas cômicas a quais esses jovens passam por causa de um duende nem um pouco perceptivo. E por falar em duendes, não posso me esquecer de Oberon e Titânia, rei e rainha dos elfos e seu mundo mágico. Titânia é uma das minhas personagens preferidas e amei tê-la na capa desse livro.
Fico perplexa com a criatividade e genialidade de William Shakespeare sempre que leio alguma de suas peças, esse homem foi brilhante e merece toda a fama que o retrata. Sonho de uma noite de verão é uma de suas principais comédias, e mostra como o amor pode ter seus lados obscuros. A Martin Claret arrasou nessa edição, o livro está tão lindo que não dá vontade de largá-lo. E você, já leu ou tem vontade de ler algo de Shakespeare? Me conte aqui.


site: http://oreinodaspaginas.blogspot.com.br/
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Michelle Trevisani 09/01/2019

Oi gente! Tudo legal? Hoje a resenha que trago é uma obra clássica. Muitos já ouviram o nome de William Shakespeare. Acredito que seja um dos autores mais conhecidos do mundo. Suas obras já foram interpretadas centenas de vezes, em teatros, filmes, novas edições de livros, ele é o que podemos chamar de um imortal. Um ser que vai habitar essa terra por séculos e séculos sem fim com suas grandiosas obras.

Mas ouvir falar no nome de Shakespeare e conhecer por cima seus escritos - como a história de Romeu e Julieta, o clássico dos clássicos, não é a mesma coisa que ler os seus livros. É tão interessante e diferente quando temos contato a primeira vez com o seu estilo narrativo, que é na forma de teatro. Na verdade o que ele mais escrevia eram realmente peças de teatro, que depois eram interpretadas. Dele este é o quarto livro que leio. E é o primeiro dele que vou ter na estante. Os outros li quando ainda estava no colégio e peguei na biblioteca da escola mesmo.

Sonho de uma noite de verão é uma peça muito romântica. Além de contar com seres fantásticos, como fadas e duendes, dando uma conotação toda mágica ao enredo. Achei mais fácil começar e terminar a história sem misturar com outras leituras, porque como há muitos personagens, é preciso uma atença maior, para se fixar na narrativa.

Leia o restante da resenha no meu blog >> LIVRO DOCE LIVRO

site: https://meulivrodocelivro.blogspot.com/2019/01/resenha-sonho-de-uma-noite-de-verao-de.html
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Ari_Nay 07/01/2019

Sonho de uma Noite de Verão
? é um livro que trás uma história cheia de reviravoltas engraçadas e confusões entre personagens...brigas de casais vista de uma forma bem humorada...amei.
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Lisboa 12/12/2018

Li em um dia, claro. E imagina um cidadão que gosta de ler histórias mais góticas, dramáticas, melancólicas ler uma paixonite aguda dessa. Eu simplesmente liguei minha áurea do ''apaixonado estou''. Meu livro favorito de minha vida. Quero ler romeu e julieta.
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Victorrodriw 17/09/2018

Jdjdjdndn
Término 17/09
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Queren.Maraia 16/09/2018

Sonho de uma noite de verão
Resenha: Sonho de uma noite de verão
Sonho de uma noite de verão é uma obra de Shakespeare que nos conta a história de seres mitológicos e fantásticos da antiga Grécia. A história começa quando Egeu quer obrigar a sua filha Hérmia a casar com Demétrio, um homem que ela não ama. Demétrio era o ex-namorado de Helena, a sua melhor amiga é quem amava Demétrio e por outro lado, Hérmia era apaixonada por Lisandro. Eu gostei do livro porque é uma história romântica, e de muito amor envolvido. E essa história trás o encinamento para a nossa realidade que não devemos obrigar ninguém a gostar de alguém que não tem sentimento algum por ela. E apesar da história ter intrigas e desentendimentos termina cheio de amor e felicidade.
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Thay 11/08/2018

Este livro é muito especial, li quando tinha uns 12 anos (se eu não me engano), a ilustração é tao linda!
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leila.goncalves 05/08/2018

Encantadora Comédia
William Shakespeare, considerado um dos maiores expoentes da literatura, não escreveu só tragédias e prova é, essa encantandora comédia.

"A Midsummer Night's Dream" ("Sonho de uma Noite de Verão" em português) foi escrita em meados da década de 1590, provavelmente para um casamento. Acredita-se também, que Shakespeare tenha feito junto com "Romeu e Julieta" e de fato, existem pontos em comum entre ambas as histórias: amor probido e morte, desta feita, numa perspectiva cômica.

A narrativa apresenta três histórias em paralelo que se unem no desenrolar da trama: uma, tem como cenário um bosque habitado por fadas e duendes; a outra, envolve quatro amantes (Lisandro, Hérmia, Demétrio e Helena); e a última, retrata o ensaio de uma peça que será encenada durante o casamento do herói grego Teseu, e Hipólita, a rainha das amazonas. Numa noite de verão, os quatro jovens se encontram nesse bosque e com a ajuda do mundo sobrenatural, começam a apaixonar e desapaixonar-se entre si, numa grande confusão que acaba em casamento...

A leitura de uma peça teatral exige atenção, especialmente "Sonhos de Ums Noite de Verão", graças às inúmeras personagens, encontros e desencontros. Aconselho que não interrompa a leitura: uma vez iniciada, vá até o final. A excelente tradução vai facilitar essa tarefa, floreada na medida, afinal é Shakespeare!

Há muitas adaptações da peça. Para o cinema, indico "Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão" de Woody Allen, onde ele aparece como roteirista, diretor e pasmem... ator "coadjuvante".

Cinco estrelas para a comédia e o filme!
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Di Maio 13/07/2018

Tradução com explicações
Achei um bom livro para os pais lerem para os filhos. Tem fábula, muita história e mitologia grega, e algumas lições importantes sobre a realidade do amor e o desprezo de quando ele acaba (diferente dos contos de princesas). Toda a parte da fábula relacionada ao teatro que acontece paralelamente, para mim, é desnecessária. O final se alastra nesse teatro sem a menor necessidade. No entanto, como eu disse, é um ótimo livro pra analisarmos o comportamento dos amantes.

Sobre a tradução especificamente da Martin Claret, ela contém mais do que referências nos rodapés, mas verdadeira interpretação dos acontecimentos, o que prejudica a conclusão do próprio leitor, que poderia ser diferente do tradutor, mas acaba vinculado àquela. Então não aconselho muito.
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Polly @blogmadrugadaliteraria 30/06/2018

Sonho de Uma Noite de Verão: Uma Ode ao Amor Não Correspondido
Sonho de Uma Noite de Verão é uma peça um tanto desafiadora para se escrever uma resenha, pois são diversas histórias, que, de alguma maneira, se entrelaçam. Então, já te peço licença, porque isso é apenas uma tentativa de resumir a confusão que é essa obra. Bem, acompanhamos três histórias: a primeira, e principal, é a dos amantes apaixonados Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena; a segunda, é a de Oberon, Titânia e Puck, que são seres sagrados da floresta; e, por fim, a terceira e última (e mais hilária também) é a história dos artesãos que estão montando uma peça para apresentar no casamento de Teseu e Hipólita, o qual é o ponto em comum das três narrativas.
Hérmia e Lisandro são perdidamente apaixonados um pelo outro e, embora, o amante tenha tão bom nascimento quanto Demétrio, o pai da moça, Egeu, insiste em casá-la com este, mesmo que todo sentimento de Hérmia por Demétrio possa ser resumido apenas em desprezo. E, para isso, Egeu vai apelar ao duque Teseu para o cumprimento das (absurdas) leis atenienses. Demétrio, por sua vez, não liga para a indiferença de Hérmia e tudo o que deseja é casar-se com ela, ainda que isso não a faça feliz. Já Helena é obcecada por Demétrio e ele só a despreza. Sério, é vergonhoso o tanto que a garota se humilha. Durante a leitura, eu só pensava “Helena, minha filha, melhore!”, juro. E te falo, chega ao final da peça e Helena continua do mesmo jeito. Helena precisa urgentemente ser empoderada!
A história dos artesãos atores e a dos seres sagrados da floresta são as segundas a se entrelaçarem. Enquanto os atores amadores ensaiam uma peça, que conta a história de Píramo e Tisbe,
- de maneira sofrível, vale lembrar, e é justamente nisso que reside a graça da história -, Oberon e Titânia discutem pelos domínios da floresta e por um tal menino indiano. Mas, o problema entre eles, na verdade, é o ciúme que sentem de Hipólita e Teseu. Para se vingar de Titânia, Oberon vai contar com a ajuda do duende Puck. O traquino vai ter a missão de enfeitiçar Titânia para que ela se apaixone pelo ser mais feio que existe na floresta, assim, ele também enfeitiça Fundilho, um dos artesãos, o transformando em um ser com cabeça de burro e corpo de gente, condenando a peça, de vez, ao fracasso. E condenando também a reputação de Titânia ao fazê-la apaixonar-se por uma aberração.
Puck ainda receberá como missão de Oberon enfeitiçar Demétrio para que ele se apaixone por Helena. É que o rei dos duendes presencia a bela Helena humilhar-se para o rapaz e aquilo o incomoda bastante a ponto de fazê-lo se meter na história. No entanto, ao receber as ordens de enfeitiçar “um ateniense” para apaixonar-se pela donzela, Puck confunde Lisandro com Demétrio, atrapalhando não só a fuga dos apaixonados Hérmia e Lisandro, como também o seu amor. Para piorar, o duende traquino também faz o próprio Demétrio apaixonar-se por Helena. E os dois rivais, que antes brigavam pelo amor de Hérmia, passam a brigar pelo amor de Helena, que interpreta tudo como uma grande brincadeira de mau gosto dos apaixonados e de Hérmia para humilhá-la ainda mais.
E é nessa confusão que se desenrola a história. Puck vai ter que concertar toda a trapalhada que causou, mas, como ele fará isso, eu não vou te contar. Vais precisar ler a peça ou assistir-lhe, se tiver oportunidade. E, por falar nisso, amaria assistir à encenação de Sonho de Uma Noite de Verão. Se já conseguimos achar graça apenas lendo os diálogos, imagina eles sendo interpretados por atores num tablado? Deve ser maravilhoso!
Podemos destacar ainda, em Sonho de Uma Noite de Verão, a crítica que Shakespeare faz sobre a função da arte, especialmente o teatro, para a alta sociedade através da metalinguagem. Ao representar atores através de artesãos amadores, mostra como a arte era encarada, - e infelizmente ainda é -, apenas como puro entretenimento. Pouco se valoriza o trabalho criativo dos artistas e a função social da arte, que trata de desvendar os mais profundos sentimentos humanos, além de oferecer outros pontos de vista para o público, mudando assim a forma de pensar das pessoas e, como conseqüência, sua realidade.
Outro tema bastante relevante no enredo são os amores não correspondidos. Sabe aquele poema do Drummond? “Fulano amava Sicrana, Sicrana amava Beltrano”, e assim vai? Sonho de Uma Noite de Verão conta mais ou menos isso. Demétrio e Helena buscam amores não correspondidos, ao ponto de sacrificarem o “amor próprio”, na verdade, a expressão mais adequada seria o “respeito a si mesmo”. E se nós não nos respeitamos e valorizamos, quem vai fazê-lo? Só podemos cativar ao outro, se tivermos respeito pelo o que somos. E esse tal encanto se dá de forma natural. Se tem que forçar o sentimento, não é amor. Então, é melhor aceitar e a vida segue.
Assim, fica aqui minha dica de leitura. Sonho de Uma Noite de Verão é um texto leve, super engraçado e uma boa pedida para começar a ler Shakespeare, além de permitir uma reflexão sobre os não-amores e sobre a valorização da arte e de seus profissionais. Afinal, viva à arte!

site: https://madrugadaliterarialerevida.blogspot.com/2018/06/sonho-de-uma-noite-de-verao-uma-ode-ao.html#more
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evandroarte 01/06/2018

Shakespeare: o autor predileto | Sonho de uma noite de Primavera?
Shakespeare: o autor predileto

Ter um autor predileto não é colocá-lo acima dos demais, mas antes. Aquela fonte segura que lhe aparece nos momentos mais oportunos. Às vezes, você cita o autor ou a autora porque só aquilo lhe fará algum sentido. Ou não fará sentido algum. William Shakespeare já avisou por meio de uma personagem: “A vida não passa de uma história cheia de som e fúria contada por um louco significando nada“. Crer ou não crer nessa ideia é uma questão que a cada um convém responder se assim lhe aprouver. Desta feita que o próprio poeta de Stratford-upon-Avon seja meu autor predileto. Particularmente, sinto-me contemporâneo de suas peças, ainda que escritas séculos distantes e em paisagens tão longínquas que separadas por um Atlântico! Foi com uma edição adaptada de sua peça A Midsummer Night’s Dream, mal traduzida por Sonho de Uma Noite de Verão, que tive meu despertar para com a literatura e, principalmente, para com os livros. Era, então, apenas um adolescente que gostava de cinema e jogar futebol. Aos poucos, entrementes, as palavras escritas tomaram o lugar da bola, mas deixando um bom espaço para os filmes. Logo, rendo também uma homenagem ao autor de Hamlet e de outras dezenas de peças neste 23 de abril, Dia Internacional do Livro. A data comemorativa foi estabelecida por ser a mesma do passamento do bardo, bem como o de Miguel de Cervantes – ainda que, possivelmente, nenhum dos dois tenha deixado a vida neste dia. Shakespeare estava aqui antes de nós e por aqui continuará depois que nós partimos. E parece justo que seja assim.

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Sonho de uma noite de Primavera?

No original: Midsummer night’s dream, escrito por William Shakespeare. Na edição portuguesa: “Sonho duma noite de S. João”, traduzido por Castilho. Eis que temos uma interessante explicação sobre a titulação da obra traduzida. A seguir, trechos da nota (escrita, de facto, por Victor Hugo) a qual o tradutor se utiliza para justificar a escolha do título santo: “Midsummer não significa propriamente o meio do Estio. Não é um prazo incerto do ano”. “Midsummer é um dia de festa, inteiramente britânico, marcado no calendário protestante no dia 24 de junho, isto é, no começo do Estio, correspondente ao S. João no calendário católico”. “Muitos comentadores por desatentarem nesta explicação dada pelo próprio poeta, fantasiaram que por este título 'Midsummer night’s dream', quisera ele especificar o prazo em que o enredo da comédia se passava. A prova de que andaram errados neste juízo, é o cuidado com que o autor nos precaveu, por boca de um dos interlocutores, de que a acção se dá no começo de maio. Quando Teseu descobre na mata maravilhosa os quatro amantes por terra a dormir, diz a Egeu que certamente haviam de ter vindo celebrar o rito de Maio, e para isso madrugaram. Portanto, não é, como geralmente se cuida, numa noite de Estio, que Botom (Canelas) e Titânia se enamoraram; foi sim numa noite de Primavera”.

site: https://cronicasdoevandro.wordpress.com/
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Filino 18/02/2018

Uma divertida peça do essencial Shakespeare
Em tradução de Barbara Heliodora, lemos uma divertidíssima obra do Bardo. Envolve três conjuntos de personagens ("reais" e fantásticos) que acabam se entrecruzando em situações das mais diversas: desde amores dificultados por resistências familiares até poções mágicas que fazem o indivíduo apaixonar-se pela primeira pessoa que encontre pela frente. Muito bom!
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Ana 13/02/2018

Fulana amava sicrano, que amava beltrana...
Li ''Sonho de uma Noite de verão'' em 2008, quando havia começado o curso de pedagogia na Universidade do Estado do Pará, logo no primeiro semestre.
A versão que li é uma adaptação em prosa feita por ninguém menos que Ana Maria Machado para a série Reencontro, da Editora Scipione, aquela mesma série que adaptou clássicos para o leitor jovem em uma linguagem mais acessível e atualizada.
A história é muito divertida e gostosa, conta as desventuras de quatro jovens apaixonados que encontram-se e desencontram-se: Lisandro ama Hérmia, que ama Lisandro e é amada por Demétrio, que é amado por Helena; depois, Demétrio ama Helena, que ama Demétrio e é amada por Lisandro, que é amado por Hérmia. Uma confusão, onde envolvem-se ainda por cima seres mitológicos, para acabar de completar.
É um dos meus livros preferidos do Bardo de todos os tempos, ainda mais por se passar em algum lugar, em um bosque na Grécia Antiga. Fico imaginando aqueles figurinos... a imaginação rola solta. Muito bom. Só quem ama Shakespeare e suas adaptações para o português vai curtir.

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Edu 08/01/2018

Um livro muito divertido
Amei
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Juh Lira 26/12/2017

As Peripécias do Sonhar em Sonho de Uma Noite de Verão
"Os amantes e loucos têm cérebros tão fervilhantes, fantasias tão imaginativas, que acabam por conceber mais do que a fria razão pode compreender".

Sonho de Uma Noite de Verão - Ato V, Cena I

Publicado em 1600 Sonho de Uma Noite de Verão (A Midsummer's Night Dream) é uma das comédias mais famosas do Bardo. Numa noite de verão quatro amantes atenienses cruzam o caminho de de Titânia a rainha das fadas e Oberon durante a preparação do casamento do duque de Atenas, Teseu e a Rainha das Amazonas, Hipólita. Para a festa de casamento que não foi somente um, trabalhadores locais preparam uma peça amadora trágica de tão ruim e engraçada, que poderia tudo ter sido um grande sonho...

Um dos elementos mais notáveis nesta peça é a influência direta da mitologia grega em todo o enredo, incluindo os elementos da fantasia, muito mais explícito do que em outras peças do autor. Enquanto que em A Tempestade ou Conto de Inverno, o elemento fantástico é mais sutil, em Sonho de Uma Noite de Verão o encantamento de duendes a mando de Oberon causa toda a confusão dos personagens.

Há algo de curioso de Teseu desposar Hipólita, já que nos contos mitológicos, Teseu se casou com outra amazona, Antíope após uma guerra com as mesmas. A personagem Helena, a rejeitada por Demétrio que preferia sua amiga Hérmia, pode se referir a descrita Helena de Tróia. Hérmia seria a rainha das fadas e ninfas; Lisandro era um espartano que derrotou a frota ateniense durante a Guerra do Peloponeso e por fim, Demétrio (que existiu ao contrário dos outros) foi um mártir e santo militar grego ortodoxo.

Misturar todos esses personagens - excluindo Demétrio - já conhecidos do grande público da época elizabetana em uma história inusitada, deve ter causado risos da platéia que assistiu a representação. Essa característica é crucial para passar a ideia de surrealidade da história, que para nós brasileiros, muitas da vezes ignorantes com todo esse panorama histórico e mitológico do teatro shakesperiano, deixamos passar.

Mas Shakespeare deixa uma dúvida no ar: será mesmo que Oberon e o duende Bute foram responsáveis pelos desencontros e brigas entre Demétrio, Lisandro, Hérmia e Helena, os quatro amantes? Será mesmo que a pobre Titânia, enganada por Oberon, se apaixonou por um asno? O que poderia se chamar sonho, pode ter sido um grande pesadelo para alguns personagens!

Não é a primeira vez que Shakespeare brinca com a questão dos sentidos humanos que são falhos e limitados. Podemos ver isso em Otelo, claro de forma muito mais trágica. O mundo real em nossa volta pode não ser habitado por fadas e duendes, porém pode nos enganar nas situações diversas da vida de forma fácil demais. A facilidade de como os quatro amantes amam e desamam numa mesma noite, retrata como as paixões são efêmeras e inconstantes, às vezes até cômica como o Bardo nos mostra tão bem.


O mundo fantástico das fadas se choca com a realidade pitoresca de Atenas e de seu governante. A normalidade e o "absurdo" dos sonhos convivem lado a lado. Os personagens atravessam a fina camada da realidade para um momento que não possuem nenhum controle, que não faz o menor sentido - uma realidade do avesso e até assustadora, mas com o trunfo de transformar tudo isso em comédia.

No último ato temos uma peça dentro de uma peça dos trabalhadores locais para o casamento triplo, que nada mais é do que uma sátira engraçadíssima de Romeu e Julieta, publicada um anos antes. Se Shakespeare nos faz chorar com suas tragédias, ele também é capaz de nos fazer rir com suas comédias e sorrir com os finais felizes do amor sólido e real, que por fim prevalece.

site: www.mundosilenciosoblog.com.br
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