A Vida Imortal de Henrietta Lacks

A Vida Imortal de Henrietta Lacks Rebecca Skloot




Resenhas - A Vida Imortal de Henrietta Lacks


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Rita 26/01/2017

O renascimento de Henrietta Lacks
Estou impressionada pela forma como a Henrietta Lacks entrou para a história da medicina e, consequentemente na historia da humanidade. Injustamente a familia ficou aquem da fama e dos beneficios e avanços da medicina, que ainda é regida pelo lucro. Escritores como Rebecca Skloot, que se dedicam à pesquisa de fontes documentais, de entrevistas e investigação em busca da real historia são necessários para divulgar e tornar pública essas personagens, que são esquecidas ou pior, são despresadas, ignoradas. Recomendo a leitura para refletir sobre a ética médica, a indústria farmacêutica e de patentes de partes de seres humanos ( células, tecidos, órgãos etc.) Até quando o ser humano irá explorar o ser humano sem pensar no bem estar coletivo? As condições sociais ainda serão o critério para decidir quem vai viver ou morrer?
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Edivaldo_Jr 24/12/2016

Tocante e profundamente humano. Rebecca Skloot conta a história da família de Henrietta Lacks, uma mulher negra que morre de um câncer cervical muito agressivo em 1951. As células do tumor são removidas e cultivadas em laboratório, provavelmente sem o consentimento da paciente, originando a linhagem celular imortal conhecida por HeLa (Henrietta Lacks). As células HeLa representam um marco na medicina e auxiliam no desenvolvimento de muitas vacinas e medicamentos, como a vacina Salk que combate a poliomielite, salvando milhões. Foram enviadas ao espaço e bombardadas com radiação, para testar esses efeitos na atividade celular. Apesar da importância das células HeLa, a família de Henrietta nunca recebeu um único centavo das grandes empresas de biotecnologia e passam por muitas dificuldades financeiras. A família só descobre que as células da mãe estavam sendo usadas na pesquisa quase 25 anos depois da sua morte. Seus filhos, com pouca instrução formal, por não entenderem o que são essas tais células, não compreendem como parte de sua mãe pode continuar viva, depois de tanto tempo e sofrem ao imaginar que um pedaço do “seu corpo” esta sendo usado em experimentos. Em um panorama mais amplo, a autora relata a crueldade dos experimentos realizados com negros nos Estados Unidos, na década de 1950. O livro emociona em vários momentos em que nos convida a refletir sobre a fragilidade e singularidade da vida e é uma lição sobre como devemos tratar o outro com respeito. A leitura é agradável e fluida, mesmo para os que não tem treinamento formal em ciência. Rebecca se preocupa em explicar os conceitos de biologia mais importantes para o entendimento da história das células HeLa, de maneira muito natural e sem “academicismo”. O foco é sempre o componente humano e as relações.
Rhewter 26/12/2016minha estante
Adorei a resenha :)




Fabiana 02/01/2015

Maravilhoso.
Leitura obrigatória para quem trabalha com pesquisa acadêmica ou clínica.
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Luana 09/04/2013

Quando adoeceu, no final da década de 1940, Henrrieta Lacks provavelmente não sabia o que era uma célula. A bela jovem descendente de escravos se dividia entre o trabalho na plantação de tabaco e a criação dos cinco filhos. Vivia com humildade na pequena Baltimore, nos Estados Unidos. Também desconhecia os mecanismos da enfermidade mais temida pela sociedade, o câncer. Câncer que se tornou a causa de sua morte prematura em 1951.

Aquela época era marcada pela intensa segregação racial norte-americana. Henrrieta só teve a oportunidade de procurar tratamento no Hospital Jhons Hopkins, dedicado ao atendimento de pacientes pobres e negros. Em alas separadas exclusivamente para “pessoas de cor”, a jovem Henrrieta, com então 30 anos, foi diagnosticada com um tumor cervical. Começa então uma jornada sacrificante de internações e sessões dolorosas de radioterapia.

Porém, o câncer de Henrrieta foi mais forte que sua vontade de viver. Em 4 de outubro de 1951, ela partiu deixando o marido e cinco filhos, sendo que os dois últimos ainda eram quase bebês. Esta seria somente a triste história de uma humilde mãe levada por um terrível câncer, assim como tantos outros casos, se Henrrieta não houvesse alcançado a imortalidade. Ou melhor, as células de Henrrieta alcançaram a imortalidade.

Uma amostra de seu tumor foi doada para o Doutor George Gey, que na época tentava sem sucesso cultivar células de tecido humano que não morressem rapidamente. No laboratório de Gey, as células de Henrrieta se multiplicaram em ritmo assustador, sem parar, sendo chamadas posteriormente de “imortais”. Empolgado, o cientista acabou compartilhando amostras com colegas de diversas partes do mundo. Conseqüentemente, as Hella cels foram utilizadas nas mais diversas pesquisas: tratamentos para o câncer, vacinas, AIDS, mapeamento genético...

O livro

Foi em uma aula de biologia que Rebecca Skloot ouviu falar pela primeira vez das cálulas HeLa. A partir disso as famosas células continuaram fazendo parte de sua vida na faculdade e a história por traz delas se tornando uma obsessão para Rebecca. Assim, a apaixonada por divulgação científica, decidiu contar a história das células HeLa e da mulher que deu origem a elas.

Tanto a história das células quanto a da pesquisa do livro são verdadeiras sagas. Skloot mescla em sua narrativa a trajetória de Henrrieta e sua família com a das células na ciência e o processo de construção de sua obra. Seguindo a cronologia dos fatos Rebecca apresenta Henrrieta e sua vida simples, de trabalho duro, pouco dinheiro. E a personalidade doce e positiva da mulher que adorava cuidar das pessoas e de ser mãe.

No entanto, a alma do livro é sua filha caçula, Deborah Lacks. Que emociona ao acompanhar o trabalho da autora na busca de conhecer melhor a mãe com quem quase não conviveu. É ela quem acaba guiando Rebecca em sua investigação e aproximando-a da família Lacks.

Com muita sensibilidade, Skloot se coloca como personagem da história e mostra a contraditória situação dos descendentes de Henrrieta, sem dinheiro parar pagar seus tratamentos de saúde. É difícil também não sentir um pouco de revolta e não se imaginar no lugar da família.

Rebecca também proporciona uma viagem agradável pela história do desenvolvimento científico no século XX. Escrever sobre ciência para o grande público já é um desafio. E a autora desenvolve os fatos e conceitos da ciência com grande habilidade, para o fácil entendimento, focando sempre em seu caráter ético. E é justamente a discussão sobre a ética, ou falta dela, nos testes com tecidos humanos que traz o questionamento central do livro. As células HeLa são o maior exemplo de que por traz da ciência existem histórias humanas, cheias de emoções e até injustiças.
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Nat. 24/02/2013

Simplesmente encantador. Envolvente do inicio ao fim.
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Gleice 01/01/2013

Uma história para reflexão
Em seu primeiro livro, Rebecca Skloots, uma repórter que escreve sobre ciência, apresenta de maneira profunda e sensível, a história por trás da tão famosa linhagem de células HeLa.
Fruto de uma investigação de mais de dez anos, repleta de relacionamentos conturbados e momentos nem um pouco previsíveis com a família Lacks, a autora apresenta um relato que vai além da simples relação de fatos históricos e científicos que levaram ao estabelecimento das células HeLa. Ela nos apresenta a história de Henrietta Lacks e seu legado - a enorme contribuição que suas células proporcionaram à ciência e o reflexo da falta de informação sobre seus descendentes.
Um livro excelente que nos leva a reflexão - Até onde deve ir o poder da ciência? Até que ponto a sociedade deve interferir na ciência? Um paciente deve ter o poder de decisão sobre amostras retiradas de seu corpo? Como isso poderia influenciar a evolução das pesquisas científicas? O paciente "doador" deve se contentar somente com os benefícios terapêuticos, se abstendo completamente de quaisquer lucros financeiros obtidos a partir de seu "corpo"?
Essas questões são tão complexas que ainda não existem regras suficientemente claras e muita discussão tem girado em torno de conflitos provenientes de procedimentos relacionados ao uso de tecidos humanos na pesquisa, no mínimo, eticamente duvidosos.



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Ana Rebeca 27/03/2012

HeLa
A autora conta a história de Henrietta Lacks e como suas células cancerígenas foram usadas depois da sua morte, sem o conhecimento da sua família.
Os cientistas através dos meios de cultura, pesquisando essas células, fizeram grandes avanços na ciência (principalmente para a cura do câncer). Mostrando também que eles lucraram, durante vinte anos, enquanto sua família, além de não saber dessas pesquisas, não ganharam nada financeiramente.
A escritora teve uma convivência próxima e bastante conturbada com a família, para escrever a história de Henrietta e criou uma fundação em benefício da divulgação dessas pesquisas.
É um livro bom, pelas informações científicas contidas nele, mas às vezes, se torna maçante, pelo uso de muitos termos técnicos.
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Luis Brudna 27/09/2011

Muitos detalhes
A escritora explica que prometeu para a família contar todos os detalhes sobre a história de Henrietta. Mas a promessa foi um pouco longe demais. as partes mais chatas do livro ficam por conta de descrições exageradas de diálogos que pouco acrescentam no objetivo central da obra.
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