O Vermelho e o Negro

O Vermelho e o Negro Stendhal




Resenhas - O Vermelho e o Negro


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Ronaldo 11/08/2012

Ok é um clássico mas...
Foi precursor do realismo, quando o romantismo ainda dominava a cena. Traça um retrato cruel da França pós-bonapartista, derrotada e conformada. Mostra um quadro social dos vícios da vida provinciana, do clero, da aristocracia etc. É muito bem escrito. O enredo é muito bom. Então, por que as duas estrelas. Porque o personagem principal, Julien, simplesmente não me pareceu um ser humano: ele nunca tem conflitos. E eu tenho esta mania: não gosto de livros com personagens unidimensionais.
Paulo 19/11/2012minha estante
O personagem de Julien Sorel não é unidimensional, ele é uma personalidade ''única'', como poderíamos dizer de pessoas que ''não parecem humanas'', isso é extremamente verossímil. Por quê? Porque Julien Sorel sabe latin e a bíblia inteira decorada em latin, um gênio estudioso e campesino. Os conflitos que Julien possuí são demonstrados até no que toca o pensamento, como o narrador expõe as apostas que Julien faz consigo em relação ao seu valor diante dos outros, o famoso ''jogar verde''. E Julien possui uma verdadeira jornada até o final, pois ele não passava daquela vida de maus tratos do pai e dos irmãos em relação a sua já notada diferença dos demais. A ambição já plantada na mente ganha terreno com as oportunidades que ele recebe e cria, nisso Julien Sorel evoluí como personagem no enredo.


Ronaldo 19/11/2012minha estante
Vou reler o livro com calma. Mas a frieza do Julien, inclusive diante dos juízes que ele sabe que vão condena-lo à morte, tira muito do interesse do livro para mim. Julien age o tempo todo como um frio e brilhante ambicioso, sem muitas nuances, como o retrato de Napoleão que carregava. Mas, como disse, vou reler o livro com calma. Pode ser má vontade minha.


Paulo 25/11/2012minha estante
De fato, mas essa frieza é proposital, ele poderia ter-se salvado, não fosse pela falta de interesse pelo poder de Mathilde de la Mole diante da situação. Ele refutou o dinheiro e a alta sociedade em que se meteu naquele instante.


Castelo 26/05/2015minha estante
acabei de ler um spoiler e a única coisa que eu consigo pensar no momento é que eu acabei de ler um spoiler.


TatianeFC 15/06/2016minha estante
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Spoilers Spoilers kkkkkkkk ainda bem que sou bem cabeça de vento e qnd começar a ler o livro já terei esquecido do spoiler




Andre 20/10/2009

Sorel e seus sonhos
Há muito tempo, ao ver o título desse livro, fiquei pensando: "Este deve ser daqueles livros em que eu devo ler mais tarde, quando estiver mais velho". Porque quando se vê o título, "O Vermelho e O Negro", eu não penso em outra coisa a não ser filosofia. Agora que acabei de ler, vi que não tem nada a ver com filosofia. É pura literatura mesmo.

O livro fala sobre a vida de Julien Sorel, que tem um desejo em sua vida: tornar-se rico. Por isso, pensa em ser padre e poder ganhar um bom salário. Tem uma adoração profunda por Napoleão, a quem se espelha. É odiado por seu pai e irmãos. Quando vê a primeira oportunidade de sair de casa, aproveita e sai. Vai trabalhar na casa do prefeito de sua cidade e é lá que as coisas começam a acontecer.

Stendhal conta a história de Sorel, um perfeito anti-herói de uma forma esmiuçante, como que se destilasse o período mais conturbado da vida do protagonista e a contasse aos poucos, quase que detalhadamente, seus sofrimentos, dores, realizações; enfim, tudo por que passa Sorel.

Ao me deparar com esse relato, pensei que o livro acabaria e nada de realmente impactante acontecesse. Mesmo que a história fosse demasiadamente interessante e contada de uma forma fluida, algo tinha que acontecer para que a mesmo se tornasse, assim, perfeita.

Foi quando cheguei ás cem últimas páginas. É quando a tensão dá lugar á relativa tranquilidade que reinava no livro. Essas cem páginas correram como se fossem dez, tamanho interesse me tomou em conhecer como se desenlaçaria a impressionante história de Sorel, este camponês, que, não se conformando com sua baixa condição, foi atrás de seu desejo. E quem ler este livro, saberá aonde ele chegou!
G. 05/11/2010minha estante
já deu uma vontade de ler!!!!


thiago ramos 21/07/2012minha estante
tenho ele aqui em casa,mas antes de lê-lo,quero terminar A montanha mágica de Thomas Mann


Ale 04/11/2013minha estante
Estou lendo este livro e estava com certo receio se valeria a pena. Agora estou um pouco mais animada, rsrsr


Cinquenta Páginas 04/12/2013minha estante
Estou com ele nas mãos, imaginando que ainda não estou preparada para me debruçar sobre ele como merece. Estou curiosa, sim, isso é fato. Mas algo ainda não acendeu aquela chama do interesse devastador de leitura em relação a ele.




Paula.Gardini 27/04/2017

tá, Julien Sorel- moleque (19anos) pobre, chato, pobre(talvez a melhor qualidade dele), chato, mala, inteligente, arrogante, com duas namoradas: a Sra de Renal, frágil, sensível e sonhadora, mas casada e Mathilde: rica, culta, comprometida (noiva), revoltada com a burguesia em que vive.Qual das duas vai ficar com o prêmio? Eu sei o final. entendo o motivo desse romance ser divisor de águas na escrita romântica, mas não achei assim tão maravilhoso., se tem uma estória de amor dessa época que eu acho que daria um lindo romance seria a de Cossete com Mario, do Vitor Hugo, mas cada autor é único, então, tá
Tico 15/08/2017minha estante
Concordo.


Natie Porto 17/09/2017minha estante
Cruzes, tenho raiva só de ouvir o nome desses infelizes, "Mário e Cossete" kkkkkk
Nunca chorei tanto com um livro quanto com Os Misseráveis...


Paula.Gardini 17/09/2017minha estante
também, o casal lindo, mereciam um livro só deles




Dirce 10/06/2009

Só quando eu crescer
Positivamente, não consegui seguir adiante na leitura deste livro.
Achei tão enfadonho...
Talvez, ele, seja destinado a gente grande.
Quando eu " crescer" tento retornar a leitura, mas só quando eu "crescer"
Manuella 06/04/2015minha estante
Dirce, sua linda!
Ficou tudo bem com seu pai?


Dirce 07/04/2015minha estante
Pior que não, minha lindinha.


Ricardo Rocha 26/06/2015minha estante
não é bem assim. nem em relação a vc crescer - já é grande - nem ao livro - idem.
teved talvez a ver com gosto. adoro Joyce e Faulkner e Virginia Woolf mas não todos os livros deles. Proust (o mais "enfadonho dos enfadonhos" pra maioria, é a prova disso.
no cvaso de Stendhal, ele tinha uma escrita peculiar em que queria satisfazer só a si mesmo e pra isso mudava direto o jeito de escrever, os assuntos, até os gêneros. Naturalmente, nem ele próprio ficou satisfeito com todos os resultados deles. No caso, acho que Vermelho e o negro é inferior por exemplo à Cartuxa, mas ainda assim merece que tentemos ler pois o tempo o legitimou, o que não é pouca coisa




Aninha 21/12/2009

É um livro fabuloso e eu não vou criticar só porque não achei ele tão bom.
Clássico da literatura francesa, escrito há muito tempo, expondo um outro cenário social e político; não me apaixonei pela história, mas gostei muito do personagem principal.
Talvez se eu relê-lo daqui a uns anos, minha opinião mude.
Mas por agora: Bom, mas não tanto."
Prim 02/03/2011minha estante
muito legal e honesta sua opinião.


Pablo Pacheco 29/06/2012minha estante
Concordo contigo. Principalmente o meio da história é chato pra caramba.


Alberto.SArgio 20/02/2017minha estante
Comecei a ler agora mas tb achei enfadonho e abandonei. Pretendo retornar com mais paciência.




M. Scheibler 19/01/2010

Não me agradou muito...
Sacripanta 27/12/2010minha estante
Desenvolva sua opinião.


M. Scheibler 28/12/2010minha estante
11 meses depois? Não, obrigado




spoiler visualizar
Andrade 16/04/2017minha estante
Uma das melhores resenhas sobre o livro...


Zelinha.Rossi 16/04/2017minha estante
Que bom que gostou! ;)




Samuel Paiva 07/08/2010

Gostei bom livro, Julien Sorel é um personagem delicioso, as contradições em que ele se envolve, todos os conflitos psíquicos são extremamente realistas, o leitor normalmente se encaixa no personagem, o livro é uma aula de Restauração Francesa período que sucedeu a queda definitiva de Napoleão, época que houve um recrudescimento do sistema, a monarquia retomou o poder e tentou manter-se firme no trono, ilustra perfeitamente a sociedade francesa, onde apenas as aparências possuem valor, repleta de homens de espírito ralo, Julien é diferente, é ambicioso, febril, apaixonante e extremamente orgulhoso, do inicio ao fim da obra ele trava intensa batalha com esse orgulho, já as personagem femininas retratam a decadência do casamento burguês, onde o amor não impera, o matrimônio é mera negociação, então essas mulheres, Senhora de Rênal e Matilde, são presas fáceis para o espírito audacioso e aventureiro de Julien, além de um final magnífico, o livro é bom pra quem gosta de romance psicológico, que não gosta pode achar a leitura um tanto quanto maçante, mas é um clássico que merece ser lido por todos.

Trecho Interessante:
...Um caçador dispara um tiro de espingarda numa floresta, a sua presa cai, ele corre para a agarrar. O seu calçado bate num formigueiro de dois pés de altura, destrói a habitação das formigas, atira-as para longe, bem como aos seus ovos... As mais filósofas das formigas não poderão nunca compreender esse corpo negro, imenso, horrível... a bota do caçador que de repente penetrou na morada delas com uma incrível rapidez, e precedida de um ruído pavoroso,acompanhado de centelhas de um fogo avermelhado...Adicionar imagemAdicionar imagem ... Assim a morte, a vida, a eternidade, coisas muito simples para quem tivesse órgãos suficientemente vastos para as conceber...

Uma mosca efêmera nasce às nove horas da manhã nos grandes dias de Verão, para morrer às cinco horas da tarde; como é que ela podia compreender a palavra noite?

Dai-lhe cinco horas de vida a mais, ela verá e compreenderá o que é a noite.

Assim, eu morrerei aos vinte e três anos. Dai-me mais cinco anos de vida para viver com a senhora de Rênal...
( Stendhal )
Ernesto 21/08/2010minha estante
Curioso para ler...




Robson 12/02/2011

Autor escreveu tratado sobre o amor e o ódio
Não se sabe ao certo o que Stendhal queria dizer com o título de sua obra mais influente, O Vermelho e o Negro. Muitos diriam que o negro é atribuído à cor da batina do protagonista e o vermelho ao sangue em que esta é lavada após a guilhotina; ou a batina em contraste a farda militar, vermelha na época de Napoleão; ou simplesmente à morte e à paixão que estão presentes na trama, Certo é que Stendhal conseguiu escrever um tratado sobre o amor e o ódio na psique humana e sobre uma sociedade que arrebenta todas as ambições de um jovem em dúvida com seus anseios com a mesma frieza que o faz com os soldados na guerra.


Julien Sorel é o protagonista, nascido numa cidade inventada pelo autor chamada Verrières, no interior da França. Oprimido pelo pai marceneiro, pelos irmãos e pelo trabalho braçal, Julien decide pela batina como único meio de um jovem de origem “baixa” ascender a alta sociedade. Ele se dedica ao estudo das escrituras sagradas e do latim e, por isso, é recompensado por sua dedicação, sendo levado para ministrar aulas aos filhos do prefeito, o senhor de Rênal.


Ele adentra a mansão com a mesma delicadeza que se crava no coração das pessoas. Sorrateiro, ardiloso e frio, acaba se infiltrando na vida da família. Ao conhecer a sra. de Rênal, esposa do prefeito, terá o seu primeiro e único amor correspondido durante toda a vida – ela apaixona-se pela inteligência e ternura do rapaz, ele pela posição social dela. Ela é uma esposa discreta e mãe devotada; ele, um jovem ambicioso, porém meigo, que executa seus planos com a frieza de uma aranha que tece uma teia.


Seu ídolo é Napoleão Bonaparte, o único herói invencível, que consegue tudo o que quer com o poder da vontade e das armas. Tivesse nascido duas décadas antes, pensa o rapaz, poderia ter servido nas fileiras do ídolo, galgando posições que lhe dariam dinheiro, prestígio e poder.


Como o faz seu ídolo, ele cria inúmeras estratégias para conquistar a sra. de Rênal, a aristocracia e também toda a França.


O rapaz se sente repelido e involuntariamente atraído pela sociedade parisiense. Ele tenta se ajustar entre os nobres em vão, sendo sempre tratado como inferior, até pela amada sra. de Rênal, com quem terá um romance repleto de cenas dignas de Shakespeare – com encontros soturnos na madrugada, escadas na sacada do quarto, empregados que desconfiam e criam intrigas. Logo o romance entre o jovem padre e a sra. de Rênal se torna um escândalo. Julien parte para Paris, onde se apaixona por Mathilde, filha de um marquês do qual ele é secretário. Eles se tornam amantes, Mathilde engravida, o que faz com que o marquês conceda a Julien um título de nobreza, desejo há muito presente nos anseios do jovem. Mas o que poderia selar um destino feliz apenas retarda a inevitável tragédia.


Reviravoltas acontecem, e Julien acaba sendo punido por sua audácia e ambição. A própria sra. de Rênal envia ao marquês uma carta denunciando Julien como um aproveitador de mulheres, interessado apenas em fazer a própria fortuna. Este tenta vingar-se dela, mas acaba preso e sentenciado à guilhotina. Não sem antes declarar seu amor à sra. de Rênal, que morre tempos depois.


Em alguns ensaios, é dito que Stendhal apreciava simplicidade nos conceitos literários e dizia que “a simplicidade é o que há de mais sofisticado”, talvez seja exatamente esse “talento” que se omite na percepção de conceitos como a vida e a sociedade em seu protagonista.


O que Stendhal não dizia é que para se chegar a essa tal simplicidade é preciso escrever bastante, de modo que a escrita seja tão natural quanto qualquer outra coisa que façamos em nosso cotidiano.


Percebe-se lendo O Vermelho e o Negro, que estamos desfrutando de uma obra-prima totalmente equilibrada e que não destoa um segundo sequer de seu tom dramático: aqui acompanhamos os personagens em suas divagações, pensamentos e opiniões distintos uns dos outros, isso já foi feito em outros livros (deve-se reconhecer), mas a forma como o escritor os expõe é simplesmente brilhante, aqui cada personagem tem seu espaço para se impor, de modo que você possa acompanhar tanto os pensamentos e anseios do protagonista como de qualquer outro presente na trama, sem que isso possa parecer forçado ou demasiado tedioso (em outras palavras o escritor não se detém em retratos pormenorizados de seus personagens: ele os deixa agir e pensar. Eles se definem na relação que estabelecem uns com os outros).


Sua prosa, na minha humilde e modesta opinião poderia ser chamada de “perfeita”, e isso não pode ser atribuído a nenhum outro escritor (nenhum mesmo, por melhores que sejam), nesta obra, nenhuma nota parece sair do ritmo ou distorcer sua prosa seca e objetiva. A narração segue seu desfecho como uma linha reta, quase sem desvios ou rodeios. As ações se encadeiam naturalmente, sem que o leitor perceba a “manipulação” do escritor, variando com habilidade os pontos de vista por meio de diálogos curtos, monólogos interiores dos principais personagens e descrições breves e precisas.


Veja um exemplo: Livro II, Capítulo XVIII: Tampouco é o amor que se encarrega da fortuna dos rapazes dotados de algum talento como Julien; eles se vinculam estreitamente a algum círculo e, quando esse círculo faz sucesso, todas as boas coisas da sociedade chovem sobre eles. Infeliz do homem de estudos que não pertence a algum círculo, irão codená-lo até pelos pequenos sucessos mais duvidosos e a virtude elevada triunfará, roubando-o. Pois bem, senhor, um romance é um espelho que se carrega ao longo da estrada. Tanto pode refletir para os seus olhos o azul do céu como a imundície do lamaçal da estrada. Por acaso o homem que carrega o espelho em sua sacola poderia ser acusado de imoral? Seu espelho mostra a sujeira e o senhor acusa o espelho? O senhor deveria acusar o longo caminho onde se forma o lamaçal e, sobretudo, o inspetor das estradas que deixa a água apodrecer e o lodo se acumular.


O problema de Julien, com o qual ele definitivamente não conseguia lidar é que: o erro dos homens grandes é julgar a vida a partir de sua imaginação, em muitas situações do cotidiano, sejam elas vivenciadas na alta sociedade ou não, suas escolhas podem sim necessitar de algum senso prático; você deve encarar e aceitar que a vida não é feita somente de abstração, caso contrário estará fadado a viver em uma fantasia que nunca irá se realizar.

Igor 09/01/2016minha estante
Meu caro, acredito que esta resenha esteja com spoilers, não?




Isidio 15/03/2014

Preciso ler de novo.
É um livro que li há muito tempo, e gostaria de ler novamente. Trata-se da luta dos operários nas minas de carvão. Etiene, nunca me esqueci desse nome, é o personagem principal da história.
Fendrich 31/07/2015minha estante
Acho que não é esse livro, hein? =)




Esther 24/01/2012

O VERMELHO E O NEGRO
Baseado em fatos reais, O Vermelho e o Negro é uma crítica contundente e primorosamente romanceada à sociedade francesa do período da Restauração — aquele que sucedeu o triunfo da Revolução Francesa —, principalmente à sociedade parisiense. O jovem Julien Sorel, personagem principal desse livro, é um rapaz de origem simples, que se sente incompreendido entre os seus e aspira ser padre, por acreditar tratar-se de um bom caminho para a ascensão social, sua mais aguda necessidade. Nessa busca, chegará também a usar a farda do exército, uma outra alta posição social para quem tem sua origem e secretamente experimenta verdadeiro fascínio pela figura de Napoleão e seu exército, o que obviamente não era nada bem quisto na época. De inteligência brilhante e ainda muito jovem, Julien surpreende especialmente pelo seu incrível domínio do latim e excelente memória, tendo decorado a Bíblia — e em latim! Com esse perfil e uma desmedida ambição, Julien começa a galgar os degraus da sociedade com facilidade. Porém, se por um lado nosso herói é tão inteligente, prima pela retórica e pela astúcia ao driblar suas dificuldades na busca por seus muito bem determinados objetivos, por outro é atropelado por suas paixões e vive duas grandes aventuras amorosas, repletas de escândalos e tragédias. Terá de arcar com as consequências de cada uma de suas atitudes, sem nenhuma comiseração da sociedade que tanto almejava quanto odiava. A origem do nome da obra é um tanto polêmica: para alguns, o vermelho faz referência à farda que o personagem usou, cheio de orgulho, e o negro refere-se à cor de sua batina. Porém, há os que ligam vermelho a paixão e negro a morte, dois fortíssimos elementos da trama. Com essa obra, publicada em 1830, o autor Henri Beyle, mais conhecido como Sthendal, marca o início do Realismo na literatura francesa, deixando de lado toda a tradição romântica. A complexidade psicológica de seus personagens, a riqueza com que são abordados os sentimentos humanos, as lúcidas críticas sociais e o brilhante desenvolvimento narrativo fazem desse romance, além de um marco na literatura de todos os tempos, um clássico imperdível para o leitor que anseia por qualidade.
Paulo 19/05/2012minha estante
Não é baseado em fatos reais. um evento ocorrido na igreja deu a ideia de Stendhal utilizá-la em um romance (em uma cena) e não na obra por completa. Stendhal o leu em um jornal simplesmente, o restante do romance não tem a ver com este fato real por si só.




bells 10/11/2016

Amei a verdade... Onde Ela está? Por toda parte a hipocrisia, ou pelo menos o charlatanismo, mesmo entre os mais virtuosos, mesmo entre os maiores.
Le Rouge et le Noir
Didi 06/12/2016minha estante
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Paty 30/01/2014

Não vou gastar vela com defunto ruim. Ponto.
Arsenio Meira 30/01/2014minha estante
mas Paty, kkkkk
dessa vez, discordei...
mas tudo bem, tudo bem, tudo bem: ponto.
Abraços




. 05/02/2019

Edição Martin Claret (2004)
Clássico francês do século 19, costuma aparecer em listas de livros destacados da literatura mundial. Na sugestão de uma delas busquei a leitura (101 Livros - Coleção Super Essencial).

Lembra outros livros do contexto, em que o meio é sedutor à ascensão social para jovens personagens, trilhando-se esse caminho com ambição fútil e maquiavélica. Especificamente da literatura francesa, é o que pareceu-me, por exemplo, a leitura de 'Madame Bovary' e 'Educação Sentimental' (ambos de Flaubert, registre-se, posteriores a Stendhal, mas de comum realidade).
Além da expectativa de crescimento ambicioso, evidencia também a futilidade que a almejada sociedade vivenciava cotidianamente. A leitura seguiu nesse rumo, numa história que não é bonita, mas interessante enquanto olhar histórico sobre o meio e sobre a disposição de caráter pelos objetivos.

É uma obra volumosa, em que fui movido mais por curiosidade que prazer (a não ser que o prazer seja sinônimo de reflexão).
Julien Sorel é o protagonista, tem pretensões de crescimento social, mas é limitado pelas barreiras que a sociedade criava em distinguir drasticamente, com preconceitos, ricos e pobres. O jovem, por mais talentoso e também bonito que fosse (uma das valorizações fúteis na sociedade), não passava de um provinciano filho de um marceneiro (em outras palavras, um Zé Ninguém no meio que queria se integrar).
Dois caminhos para os objetivos, que relativamente permitiriam o acesso: exército e sacerdócio. O primeiro estava em declínio (referência ao império napoleônico) e assim o segundo foi escolha fácil, que o permitiu "entrar no meio", onde, com desfaçatez e interesses egoístas, foi oportunista em conquistas que julgou vantajosas. Caso da confiança como preceptor, que o levou a se tornar amante da mulher do acolhedor (Senhora de Renal) e, posteriormente, amante da filha de um nobre (Mathilde de La Mole), ao ser credenciado como secretário .
Algo a se interpor em seus objetivos? Sim, numa ação que surpreende pela disposição do jovem em achar o que seria solução, semelhante a de Raskolnikov (analogia para conhecedores). Que crápula ambicioso! Mas de spoiler é só.

O sujeito foi sórdido, porém, interessante que a sociedade tem dessas coisas e isso, na cabeça de desajustados como ele, é sugestivo de que "os fins justificam o meio".
A sociedade se assenta em coisas vãs e espera-se nada menos que isso das pessoas. É o que seria natural e o contrário é até menosprezado. Aspecto ilustrado, por exemplo, no olhar de desprezo dos empregados à Julien, pela falta de tato em certos requintes.
O jovem também passa a se gabar em futilidades, como a sensação de "grande conquista" no adultério que comete com bonita, rica e bem afamada mulher.

As maiores emoções reservam-se no desenrolar final, com disposição surreal na Sra. de Renal e muito mais na jovem Mathilde. Talvez elas sejam a evidência da busca de novos rumos na sociedade de imposições fúteis, amando por amar, e não por interesses próprios como Julien e tantos outros. Pelo menos é o que concluí e escolhi associar na história e na percepção de vida (ainda que em disposições que não concorde).

Encerro com trecho de um diálogo que extraí do capítulo IX - Livro II (O baile), que nas entrelhinhas traz um retrato que esta resenha tentou evidenciar:
"...No século XIX já não há paixões verdadeiras. É por isso que há tanto tédio na França. Cometem-se as maiores crueldades, porém sem crueldades.
- Tanto pior! disse Julien. Pelo menos quando se cometem crimes é preciso cometê-los com prazer; é o único lado bom, e só se pode justifica-los um pouco por essa razão."
. 05/02/2019minha estante
Vale a referência ao título. Todos dizem que seria alusão ao vermelho do exército e o negro de vestes sacerdotais. Acho que também cabe a vida (simbolizada no sangue) e a corrupção pelo pecado (trevas). Tem uma passagem em que Julien vê o reflexo da cortina vermelha sobre um meio mais escuro se fundindo, mais ou menos isso (preguiça de procurar o capítulo, mas é o que sua vida se tornou).




Gláucia 15/02/2011

Quem é Julien Sorel?
Gosto de personalidades ambíguas e na literatura Julien Sorel é uma espécie de anti herói. Tem suas ambições e fará o que estiver ao seu alcance para atingir seus objetivos. Eu, particularmente, não torci muito por seu sucesso, nem lamentei tanto o fim que levou.
U.F. 24601 15/02/2011minha estante
Coitado, como você é maldosa, ele era um jovem vestibulando que não sabia o que queria fazer, se prestava vestibular pra Teologia ou Engenharia Militar




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