O Vermelho e o Negro

O Vermelho e o Negro Stendhal




Resenhas - O Vermelho e o Negro


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Braguinha 04/12/2014

Uma maravilha da literatura francesa!
Tão grande em qualidade quanto “Cem Anos De Solidão”. Tão memorável quanto a sua data de aniversário, tão inesquecível quanto sua primeira paixão. Uma obra prima escrita por este ex-soldado de Napoleão. Uma ficção sobre o amor impossível de um jovem casal. Entretenimento de alto nível. Um livro daqueles que te fazem querer sair mais cedo do trabalho para se agarrar com ele dentro do carro.
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Thaise @realidadeliteral 20/12/2018

Leitura difícil, mas essencial!
Olá pessoas, já avisando que essa resenha aqui é totalmente despretensiosa, vamos chamar então de “impressões sobre a obra”, acho que combina mais. Primeiramente, uma dica para quem ainda não leu e pretende ler esse livro, não tem como entender essa bagaça sem antes estudar um pouco sobre a história da França daquela época.
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🔴⚫️“O Vermelho e o Negro” tem como plano de fundo a chamada “Renovação” Francesa, período Pós Napoleônico, no qual a França voltou a ser governada por um rei (Professores de história me perdoem se eu estiver falando besteira) e no qual ser “liberal”, ou seja, ser favorável às ideologias de Napoleão não era mais uma boa ideia.
.🔴⚫️Com esse plano de fundo temos a história de Julien Sorel, que nasceu em uma família pobre no interior da França, filho de um simples lavrador (que por sinal era um belo de um filho da puta), o que, nesse novo velho regime, significava que ele não tinha condições nenhuma de ser alguém importante ou poderoso porque na monarquia somente quem tem sangue nobre ou é da igreja tem algum prestígio. O problema é que nosso amigo Julien era muito ambicioso, e queria de qualquer forma ser importante (por que ninguém avisou esse ser que num dava?)
Então, ele vai tentar, ao longo de toda a narrativa, ascender socialmente. Porém, por ter consciência de sua posição social e por ser totalmente liberal e fã de Napoleão (tinha até fotinha escondida embaixo do colchão e tudo), mesmo vivendo em maio aos poderosos ele carrega um ódio mortal de todas essas pessoas.
🔴⚫️Minha opinião sobre o livro: Não é uma obra fácil de ler. Tive muita dificuldade, principalmente no meio da história, demorei 3 meses para terminar porque não ia nem na bala. Porém, a importância histórica e literária da obra é inquestionável. Ficou muito clara para mim a influência de Stendhal na literatura Realista, inclusive brasileira (Machado de Assis que o diga) e o final do livro compensa totalmente não ter parado a obra no meio, um dos mais surpreendentes que já vi. .
🔴⚫️ Em suma, não é uma leitura fácil, porém aconselho a todo mundo que gosta de literatura que a leia um dia na vida.

site: https://www.instagram.com/realidadeliteral/
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Tico 15/08/2017

Ruim
Embora com certo valor histórico, não podemos nos apegar aos clássicos intitulando-os como bons somente por serem clássicos. É um livro que certamente merece seu lugar na história, assim como deve ser lido. Porém, não é um bom livro. O romance não convence, e o protagonista não se faz admirar por ser herói, ou odiar por ser vilão, ao invés se perde em devaneios e ataques de inveja ou sensibilidades extremas.
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Debb Cabral 04/04/2016

O Gato leu: O Vermelho e o Negro
As mais de 600 páginas do livro passam de maneira rápida. Apesar da história não ter grandes reviravoltas e se centrar nos desafios diários do jovem, a leitura flui muito fácil. Acho que o grande mérito disso está no fato que sabemos como cada personagem pensa, é interessante em uma mesma cena ver os diversos pontos de vista, além de um narrador que comenta e opina sobre os acontecimentos e os personagens. Sthendal, consegue escrever um livro muito real e crível, pois mesmo Julien, nosso herói, tem desvios de caráter, ambição e orgulho exacerbados.

site: Leia mais em: http://gatoqueflutua.com.br/2016/04/04/o-gato-leu-o-vermelho-e-o-negro/
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Virginia 29/03/2013

Julien Sorel
Esse é um dos meus livros preferidos, e me provou que clássicos existem para ser lidos e não para enfeitar estante. Exigem paciência, amor e carinho, mas devolvem em dobro. Neste, por exemplo, o autor começa descrevendo uma cidadezinha entediante (Verrières), depois começa a falar do prefeito (chatíssimo) e aí se vão algumas páginas até aparecer um personagem que vale a pena para os padrões... ahn, atuais. É o nosso querido Julien Sorel, e a partir do momento em que ele aparece, esse livro do tamanho de uma Bíblia fica impossível de largar.

Julien é sofrido, bobinho mas ao mesmo tempo muito inteligente e ambicioso: sabe bem o que quer e onde quer chegar: ser rico. Para alguém que nasceu pobre, como ele, ser rico implica ser padre, ainda que ele seja quase ateu e sonhe com a vida militar. Seu ídolo é Napoleão, mas devido ao momento que a França vive, ele não pode nem pensar em deixar as pessoas saberem disso. Sim, ele é duas caras, mas quem é que não é, meu Deus? Por tudo que ele sofre com a família, que o odeia, fica mais do que explicado ele querer uma vida mais segura.

Por falar na família dele, existe um sério conflito de interesses. O velho Sorel é marceneiro, mas Julien é fraco, não tem o menor jeito para o trabalho braçal e vive lendo escondido. Até latim ele aprendeu, com um padre, e é graças a esse conhecimento que ele sai de casa pela primeira vez e "ganha o mundo" para ser professor de algumas crianças: vai morar na casa de ninguém menos que o prefeito da cidade. Os acontecimentos que se seguem são divertidos, emocionantes e muito surpreendentes.

O nosso pequeno Julien é tão orgulhoso e corajoso que parece até meio louco, mas seu lado meigo não pode ser disfarçado. Ele simplesmente rouba o coração da mulher do prefeito, comete adultério, escandaliza a cidade e consegue enfim ser mandado para um seminário - seu objetivo - em Besançon, uma cidade bem maior, onde passa um ano conhecendo de perto a realidade dos aspirantes a padre e descobre que seu sonho é bem mais difícil de realizar do que imaginava. Agradar aos padres exige não tem nada a ver com que tirar notas boas, mas isso é bem melhor de descobrir lendo o livro - que é realmente fantástico. Mas ele finalmente consegue se sair bem e é daí que vem seu maior golpe de sorte (ou azar). Julien Sorel consegue um emprego em Paris, e dessa vez se torna secretário na casa de um marquês riquíssimo.

resto em : http://edicoes-filhadalua.blogspot.com.br/2013/03/o-vermelho-e-o-negro-stendhal.html
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M. Scheibler 19/01/2010

Não me agradou muito...
Sacripanta 27/12/2010minha estante
Desenvolva sua opinião.


M. Scheibler 28/12/2010minha estante
11 meses depois? Não, obrigado




Paty 30/01/2014

Não vou gastar vela com defunto ruim. Ponto.
Arsenio Meira 30/01/2014minha estante
mas Paty, kkkkk
dessa vez, discordei...
mas tudo bem, tudo bem, tudo bem: ponto.
Abraços




Gabriel.Neto 12/07/2017

Visceral como poucos
É um livro maravilhoso tanto do ponto de vista estético, quanto do ponto de vista literário. Às vezes é enfadonho, como todo bom clássico, o que não o torna um livro ruim. O autor trabalha com emoções, sobrepondo-as, inclusive, aos próprios acontecimentos do livro. Aquele que tem uma sensibilidade aguçada e lê essa obra, pode se preparar para passar alguns dias pensativo sobre os conceitos de amor, paixão, sacrifício e morte.

Muitos argumentam dizendo que o final é um pouco "mal feito" e as coisas acabam rápido demais, mas creio eu ser uma questão de leitura. Não foi o livro que foi finalizado às pressas, mas sim o leitor que leu rápido demais o que deveria levar dias para ser lido e digerido.
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Carla Reverbel 09/01/2013

Editora Abril
Não sei porque passei muitos anos pensando que se tratava de um livro de guerra. Que eu não sou fã. Então evitei até que estava comprando a coleção da Editora Abril e comprei-o para não ficar faltando. Mas quem é que diz que eu não vou ler depois de comprar?
Claro que li e olha pelo tamanho do tijolão não é uma leitura dificil.
O texto flui, a historia anda, mesmo sem muitas ações.
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Patty 06/01/2016

Confesso que nunca tinha ouvido falar neste título quando, passando por um sebo, resolvi comprá-lo para completar um desafio literário. As letras miúdas, o texto rebuscado e as muitas páginas me desanimaram um pouco no início, mas aos poucos a leitura foi me envolvendo.
Para mim, o mais interessante na história do ambicioso Julien Sorel foi ver um pouco das características da época. O romance se passa na França dos anos 1830, e mostra muitos costumes do século, desde trâmites políticos ao comportamento e posição da mulher na sociedade.
Sem dúvidas, um livro interessantíssimo!
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spoiler visualizar
Andrade 16/04/2017minha estante
Uma das melhores resenhas sobre o livro...


Zelinha.Rossi 16/04/2017minha estante
Que bom que gostou! ;)




. 05/02/2019

Edição Martin Claret (2004)
Clássico francês do século 19, costuma aparecer em listas de livros destacados da literatura mundial. Na sugestão de uma delas busquei a leitura (101 Livros - Coleção Super Essencial).

Lembra outros livros do contexto, em que o meio é sedutor à ascensão social para jovens personagens, trilhando-se esse caminho com ambição fútil e maquiavélica. Especificamente da literatura francesa, é o que pareceu-me, por exemplo, a leitura de 'Madame Bovary' e 'Educação Sentimental' (ambos de Flaubert, registre-se, posteriores a Stendhal, mas de comum realidade).
Além da expectativa de crescimento ambicioso, evidencia também a futilidade que a almejada sociedade vivenciava cotidianamente. A leitura seguiu nesse rumo, numa história que não é bonita, mas interessante enquanto olhar histórico sobre o meio e sobre a disposição de caráter pelos objetivos.

É uma obra volumosa, em que fui movido mais por curiosidade que prazer (a não ser que o prazer seja sinônimo de reflexão).
Julien Sorel é o protagonista, tem pretensões de crescimento social, mas é limitado pelas barreiras que a sociedade criava em distinguir drasticamente, com preconceitos, ricos e pobres. O jovem, por mais talentoso e também bonito que fosse (uma das valorizações fúteis na sociedade), não passava de um provinciano filho de um marceneiro (em outras palavras, um Zé Ninguém no meio que queria se integrar).
Dois caminhos para os objetivos, que relativamente permitiriam o acesso: exército e sacerdócio. O primeiro estava em declínio (referência ao império napoleônico) e assim o segundo foi escolha fácil, que o permitiu "entrar no meio", onde, com desfaçatez e interesses egoístas, foi oportunista em conquistas que julgou vantajosas. Caso da confiança como preceptor, que o levou a se tornar amante da mulher do acolhedor (Senhora de Renal) e, posteriormente, amante da filha de um nobre (Mathilde de La Mole), ao ser credenciado como secretário .
Algo a se interpor em seus objetivos? Sim, numa ação que surpreende pela disposição do jovem em achar o que seria solução, semelhante a de Raskolnikov (analogia para conhecedores). Que crápula ambicioso! Mas de spoiler é só.

O sujeito foi sórdido, porém, interessante que a sociedade tem dessas coisas e isso, na cabeça de desajustados como ele, é sugestivo de que "os fins justificam o meio".
A sociedade se assenta em coisas vãs e espera-se nada menos que isso das pessoas. É o que seria natural e o contrário é até menosprezado. Aspecto ilustrado, por exemplo, no olhar de desprezo dos empregados à Julien, pela falta de tato em certos requintes.
O jovem também passa a se gabar em futilidades, como a sensação de "grande conquista" no adultério que comete com bonita, rica e bem afamada mulher.

As maiores emoções reservam-se no desenrolar final, com disposição surreal na Sra. de Renal e muito mais na jovem Mathilde. Talvez elas sejam a evidência da busca de novos rumos na sociedade de imposições fúteis, amando por amar, e não por interesses próprios como Julien e tantos outros. Pelo menos é o que concluí e escolhi associar na história e na percepção de vida (ainda que em disposições que não concorde).

Encerro com trecho de um diálogo que extraí do capítulo IX - Livro II (O baile), que nas entrelhinhas traz um retrato que esta resenha tentou evidenciar:
"...No século XIX já não há paixões verdadeiras. É por isso que há tanto tédio na França. Cometem-se as maiores crueldades, porém sem crueldades.
- Tanto pior! disse Julien. Pelo menos quando se cometem crimes é preciso cometê-los com prazer; é o único lado bom, e só se pode justifica-los um pouco por essa razão."
. 05/02/2019minha estante
Vale a referência ao título. Todos dizem que seria alusão ao vermelho do exército e o negro de vestes sacerdotais. Acho que também cabe a vida (simbolizada no sangue) e a corrupção pelo pecado (trevas). Tem uma passagem em que Julien vê o reflexo da cortina vermelha sobre um meio mais escuro se fundindo, mais ou menos isso (preguiça de procurar o capítulo, mas é o que sua vida se tornou).




Dinei.Antonio 28/01/2017

Esse livro maravilhoso que trata de amor e ambição é sem dúvida um retrato das muitas vidas humanas que passarão, e irão passar nesse mundo. Aqui temos um personagem disposto a tudo pelo poder e a glória desse mundo. Mas temos um personagem perturbado pelo sentimento de ambição e de amor que agitam seu íntimo. Porém longe de criticarmos o personagem; reconhecemos nele algo de nós. Nos identificamos com Julien Sorel.
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Valério 01/09/2012

Envolvente
A meteórica ascensão do protagonista, incomum para a época, é notória. E os seus ideais de grandeza, bem como os sentimentos confusos, muitas vezes com falsa percepção da realidade, entremeiam a trágica história do jovem e letrado Julien Sorel.
Com pano de fundo em época distante, o romance é atual nas relações, mostrando, uma vez mais, que a história é uma sucessão interminável e que os seres humanos, geração após geração, cometem sempre os mesmos erros, brigam sempre pelas mesmas coisas e cometem sempre as mesmas vilanias.
O ponto alto do romance ocorre já próximo do fim (se der mais detalhes, plantarei um spoiler desagradável e desnecessário).
Mas durante todo o romance, há várias passagens que me deixaram sem fôlego, ansioso e nervoso.

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cristiano 05/06/2016

A fantástica saga de Julien (e de certa forma, da humanidade)
Um dos livros mais incríveis e fortes que já li. A história te chama, e enquanto não acabar é impossível ficar longe.

Julien, inteligente e ambicioso, tem um sério problema em 1830: ser filho de marceneiro, pobre e da província. A importância das castas sociais é uma realidade na França pós-Napoleônica. ( E Stendhal lembra sempre de escancarar a mesquinhez e futilidade da sociedade de Paris).
Sem rodeios, o autor mostra a ascensão financeira de Julien, sua paixão por uma mulher casada -aqui também fica claro os dilemas pessoais quando o assunto é o amor-, sua rápida passagem pelo seminário, onde mostra seu valor intelectual, mas também revela sua vontade de poder e status. E sua ida para Paris, onde enfrenta preconceito por ser subalterno na Mansão dos La Mole. Sobrenome que vai subjulga-lo ate o fim. Mathilde La Mole, uma especie de Natacha (de Guerra e Paz) que vive com Julien páginas dignas de Orgulho e Preconceito.

No final nos restar perguntar: Julien estava certo? Foi longe demais ou lutou pelos seus ideais? a Sociedade é correta? O poder e aparência, valem mais que a consciência?
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