O Terceiro Homem

O Terceiro Homem Graham Greene




Resenhas - O terceiro Homem


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Wellington Carneiro 25/03/2023

Romance noir
O livro possui algumas transições confusas e vai bem direto ao ponto em alguns momentos, tais características podem ter ocorrido pela ideia original do livro de ser um argumento para o filme de mesmo nome.
A história e os personagens carregam muito bem o clima de uma obra noir. A busca pelo terceiro homem é bem interessante.
Um livro curto e que garante uma boa leitura.
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otxjunior 02/01/2022

O Terceiro Homem, Graham Greene
Ou o livro que não foi escrito para ser lido. Da orelha e prefácio que não são tímidos em apresentar spoilers à declaração do autor de que o filme é superior, comecei O Terceiro Homem, de Graham Greene, sem grandes expectativas. O que acho ter contado a favor deste curto romance de espionagem, cuja existência o escritor justifica como preparação para o roteiro de sua versão homônima e mais famosa, estrelada por Orson Welles como o vilão carismático.
Intrigante desde sua concepção, esta obra tem o fascinante cenário de Viena logo após a Segunda Guerra Mundial, período em que a cidade é administrada por quatro frentes representadas por diferentes nações aliadas: Inglaterra, França, Estados Unidos e União Soviética. Há um clima de conspiração, com uma parcialidade ocidental, claro, na oposição contra os russos, que beira à sátira. O disse-me-disse gerado pelos muito personagens provoca uma confusão intencional que diverte imensamente através de um humor que oscila entre o político, muito particular da época da Ocupação, e o farsesco, típico dos ingleses.
O herói, que não é o narrador, se define em suas palavras como um escritor de segunda classe, que queria apenas entreter o público, que bebe demais, e que se apaixona por garotas. É percebido por outro personagem, no entanto, de maneira mais complexa como portador de dupla personalidade, inclusive com o nome respondendo por uma e o sobrenome por outra - sendo o duplo e identidade temas caros à novela. Esta manipulação quanto a caracterização de personagens, e também do tempo, que antecipa eventos e lança pistas sobre uma trama propositalmente tortuosa, representa empolgante exercício de gênero. O estilo sinuoso se dirige sempre ao leitor com a intenção de enganá-lo e é dominado perfeitamente por Greene, que diferente de seu protagonista é de primeira classe.
Ainda com uma ilustração do mal inusitada, envolvendo ideologias humanitárias e benevolentes, a história tem um clímax digna de, bem, cinema. Não devo demorar a consumi-la na mídia para que foi idealizada, sem preocupação de já conhecer o enredo. Em sua versão impressa, a informação previamente revelada não diminuiu em nada meu choque ou, a propósito, qualquer parcela de meu entretenimento.
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Bia Morais 03/09/2018

O terceiro homem - opinião
Leitura rápida e envolvente com narrativa fluida. Confesso que em alguns momentos me perdi em meio a tantos nomes, mas isso geralmente acontece comigo em livros com muitos personagens que tem participações pequenas. O final me agradou bastante. Recomendo a leitura.
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Julio.Argibay 12/01/2018

Áustria dividida
Este pequeno conto de Graham Greene foi o segundo livro q li deste escritor. O primeiro foi Nosso homem em Havana, por sua vez bem superior a esse ultimo: mais espirituoso, divertivo e menos confuso. Também assisti ao filme Americano tranquilo. Todos com a mesma pegada: espionagem, intrigas e confusão.
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Israel145 08/06/2015

O terceiro homem foi um livro escrito por Greene originalmente para servir de roteiro para o filme homônimo dirigido por Carol Reed e com Orson Welles no elenco. Devido a suas manias, acabou primeiro escrevendo a história em si (uma novela) para só então adaptar o roteiro para o cinema. O fato é que o resultado do livro é de uma qualidade excelente. Apesar da história curta, essa é mais uma das consagradas histórias de espionagem que fizeram a fama do autor. Quem quiser conhecer a obra de Greene com seu inconfundível estilo que inspirou o gênero noir deve beber dessa fonte.
A história se passa logo após o fim da segunda guerra mundial. A Europa tenta se reerguer do apocalipse nazista e seguir em frente sob o jugo das superpotências. É numa Viena ocupada e fatiada pelas nações aliadas que a história se passa. O protagonista principal é o casca-grossa Rollo Martins. Típico durão, mulherengo e beberrão clichê dos livros de detetive. Seria verdade se não fosse por um detalhe: Graham Greene inventou esse clichê.
Talvez o gênero noir não fosse tão fascinante e atrativo se não fosse por esses tipos recorrentes. Martins além das características clássicas do anti-herói, tinha que ser também um escritor de livros vagabundos. Esse pequeno detalhe dá um toque de obstinação ao sujeito que passa grande parte do livro em busca de saber quem matou seu grande amigo, Harry Lime. Acontece que um bom sujeito como Martins não vai deixar nada interferir entre ele e a verdade, seja ela a mais intragável e imoral que for.
É nesse contexto que Greene criou mais um dos seus clássicos. Uma história intrigante sobre assassinato, amizade, crueldade e ganância. Clássico do gênero, merece ser lido devagar acompanhado com um bom destilado e um disco da Nina Simone como música de fundo. Porque não?
Julio.Argibay 12/01/2018minha estante
Rssssss. Verdade. Talvez p não ter bebido fiquei confuso na primeira parte do livro.




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