A Guerra dos Tronos

A Guerra dos Tronos George R. R. Martin




Resenhas - A Guerra dos Tronos


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Arthur Barros 25/08/2011

A Guerra dos Tronos
Resenha é o caraleo.
Lê çaporra que o livro é foda
Juliana ;* 12/08/2012minha estante
kkkkkk' Ai meu Deus!
Tive que votar em gostei pra esse comentário.


Rick, o Tímido 19/11/2012minha estante
Eu não diria nessas palavras, mas é basicamente isso


Bia Guedes 26/12/2012minha estante
KKKKKKKK


Patrick O. 31/03/2013minha estante
kkkkkkkkkkkkkk
'dorei


thejandrade 17/07/2013minha estante
KKKKKKKKKKK rindo muito ;)


Ana 03/12/2014minha estante
HEAUHEAUHEUA ta certo!


Polícia Resenha 04/12/2014minha estante
Como ousa insultar as resenhas?!!
Revise!


Douglas 15/02/2015minha estante
Meça suas palavras, parça.


Mi 19/09/2015minha estante
HUEHEUHEUHEUEHUHEUEHUEH MDS


GuiHenrique 01/10/2015minha estante
HUADHASUDHASDUAHSDUASDH' Faço da suas às minhas palavras.


Sara 12/10/2015minha estante
Putz! UHDAIUDHSAIDH Exatamente!


Goldie 22/10/2015minha estante
MELHOR COMENTÁRIO kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Kelli 15/12/2015minha estante
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH RINDO DE HOE ATÉ O ULTIMO LIVRO SER LANÇADO


Giovani.Teixeira 19/12/2015minha estante
eu ja vi a serie e to lendo os livros agora,alguem mais ta fazendo isso?acham q vale a pena?estou no primeiro livro e ate agora esta tudo muito igual a serie de tv


Thamyres 10/02/2016minha estante
Melhor comentário *-*


( KA ) 18/02/2016minha estante
kkkkkkkkkkkkk. Meus sentimentos estão descritos nessas palavras!


Ludwig.Lima 05/04/2016minha estante
eu já assisti a série a leitura é menos boa por isso?


Karina 13/05/2016minha estante
Eu assisti antes à primeira temporada da série e depois iniciei a leitura dos livros. Por mais que a primeira temporada seja fiel e bem feita, não tem comparação, o livro é muito superior como era de se esperar. Além do que, a série vai se afastando cada vez mais dos livros com o passar das temporadas.

Os livros são simplesmente foda. Arthur de Souza falou tudo. Não deixem de ler.


Mimi Maciel 24/09/2016minha estante
ahuahuahuaha a resenha que mais me instigou a ler o livro.


juanfrs 08/11/2016minha estante
Ok. Depois dessa, só me resta em começa a ler o livro. kkkk


Ketlen S. 27/11/2016minha estante
Disse tudo heheuehheueuehehhe


Muni 16/01/2017minha estante
Partilho do mesmo sentimento!


Daniela 25/08/2017minha estante
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, nao aguentei tive de dar um salve lol


Natiele Soares 04/10/2017minha estante
Já assisti a série, e li o primeiro livro, e achei a primeira temporada da série muito fiel ao livro! Mas amei a leitura, é muito envolvente !


jota_K 30/11/2017minha estante
melhor comentário! top!


Leonardo 05/04/2018minha estante
Melhor definição que vi aqui no Skoob. Livro fodasticamente foda pra caraleo


Anny-Chan 21/07/2018minha estante
Kkkk é isso aí! XD


Paula Braz 26/10/2018minha estante
Comecei a assistir a série e adorei. Comecei a ler o livro e estou completamente apaixonada. É bom demais. É viciante. Kkkkkkk...


Taizê Meneses 10/03/2019minha estante
AHHAHAHAHAHAHA Melhor comentário




Fran Kotipelto 13/07/2011

"Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI)"

" E mesmo com infinitas possibilidades jogando contra nós, acabamos nos conhecendo, e puta que pariu,se isso não for "Ka" dear Jow, então estamos diante de uma zona morta no universo, e caralho, esta segunda opção não me agrada e nem faz sentido pra mim." (Fran Kotipelto)

Como já comentei em outras resenhas minhas, e em várias conversas, venho defendendo que o universo está totalmente interligado de alguma forma, uma forma maluca até, mas está interligado. E sempre que leio um livro, fico pensando de que forma a ideia para uma resenha sobre o mesmo vai surgir, como um "insight". E durante uma dessas conversas em que eu citava o destino, tempos atrás, pra ser mais exata no dia 14 de abril de 2011, eu havia proferido uma frase que pensei que merecia um destaque em alguma resenha,(e até disse pra o Jow que ele poderia usá-la caso tivesse um "insight" antes de mim) em um futuro não muito distante,e ela então ficou arquivada até que comecei a ler "A Guerra dos Tronos:As Crônicas de Gelo e Fogo", e eu percebi que a frase clamava para ser utilizada (desculpe dear Jow,depois conversamos mais e outras frases surgirão).

Assim que a frase me veio à mente, junto com ela veio a canção "Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI)"da banda Epica e eu pensei: Porra, melhor trilha sonora pra ler a obra e resenhar sobre ele, não há,e segue a tradução:

"Estamos cegos e ansiosos
Avareza nos levará de volta para o vazio
Aqueles que apostam tudo terão que nomear uma razão
Se você não consegue deixar, você terminará de mãos vazias
Se você não pode controlar, viverá sua vida em vão
Quem decide sobre o meu tempo que virá?
Quem pode penetrar o círculo de vida e destino?

Não olhe para trás
Mantenha-se no rastro para quebrar a maldição
Agarre a chance
Desenvolva seu universo

Nós não podemos desfazer o que fizemos
Então nos mostre agora o que nos tornamos
Nos confronte com nossa crueldade
E nossa fraqueza
Não podemos nos esquivar de nosso destino
Então mostre reponsabilidade
Por que nós todos certamente temos um senso
De nossa consciência

Levar para a causa de conquista
Deixará um caminho de perda e tensão
E um rompimento infinito de fé pode juntificar atos de traição
Se você não consegue deixar, você terminará de mãos vazias
Se você não pode controlar, viverá sua vida em vão

Quem decide sobre o que é verdadeiro ou falso?
Quem é capaz de separar o tesouro do gancho?

O tempo veio, nós temos que ver
Que total sabedoria está em alcance
O tempo veio pintar nas linhas
Nós devemos identificar os sinais

Tantas pessoas estão cheias de ódio
Enquanto amor e luz estão ao alcance delas
Tantas pessoas irão prejudicá-las
Mas a vida pode ser tão bonita

Tantas pessoas idolatrarão
Enquanto o próprio sucesso está ao alcance delas
Não esqueça que você é capaz de
Desenvolver o seu próprio universo

Ache seu equilíbrio, afunde em reflexão

Descubra-se

Domine o universo
Domine todo o mundo"

Vocês podem estar pensando "que porra isso tudo tem a ver com A Guerra dos Tronos?" e eu sorridentemente lhes digo: "TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO!"

Eddard "Ned" Stark, nobre protetor das terras do norte, é amigo pessoal do rei Robert Baratheon e é convocado por ele a ocupar o cargo de 'A Mão do Rei' – o que é mais ou menos uma espécie de ministro que governa em nome do monarca - .Junto com essa notícia, Ned também sabe que o inverno está chegando, o verão durou aproximadamente 10 anos, e quanto maior o verão, pior e mais longo será o inverno que está por vir. Junto com ele, vem maus presságios, criaturas estranhas e malignas. (Que aparecem timidamente na trama, já que o centro da obra são as casas nobres de Westeros e a sua luta no jogo de tronos,mas não fiquem desapontados, porque esse é um dos grandes trunfos da narrativa de George Martin).Ned relutantemente aceita a incumbência, movido pelo objetivo de proteger seu rei e investigar uma possível conspiração arquitetada pela própria rainha, a ambiciosa Cersei Lannister, e seu irmão gêmeo Jaime.

Pouco a pouco, no entanto,vamos descobrindo que nem tudo é simples e bonito como parece: Robert é, na verdade, um usurpador – anos antes, com a ajuda de Ned, ele havia destronado Aerys II, o chamado “Rei Louco”, representante dos Targaryen, a antiga dinastia que havia unificado os sete reinos que outrora formavam Westeros.

Tendo sido influenciado pelas obras de dois autores que eu sou apaixonada, William Shakespeare e Bernard Cornwell, George R.R. Martin cria uma verdadeira obra-prima onde nada é o que parece, onde honra,culpa,medo,ambição,orgulho,inveja,redenção,amor e ódio formam uma linha tênue.

A Guerra dos Tronos é um livro empolgante do começo ao fim.Praticamente impossível começar a lê-lo e não ter a sensação que se está partindo para um inverno rigoroso e longo em um reino fantástico,onde depois que se conhece ele começa aquecê-lo e acolhê-lo de uma forma que poucos livros são capazes de fazer.

Cada dia que passa eu acredito mais no Ka-tet (vide A Torre Negra/Stephen King), e nem acredito que a frase tenha vindo à minha mente durante a leitura por acaso, não acredito que a música "Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI)" tenha vindo à minha mente por acaso, e acima de tudo, não acredito que você leu esta resenha por acaso e sinceramente não posso acreditar que após lê-la,sua curiosidade em ler 'A Guerra dos Tronos' não tenha aumentado. E tenha certeza de que vale a pena, vale muito a pena.

"O inverno está chegando..."

Alan Ventura 13/07/2011minha estante
Fico até meio sem jeito de comentar tuas resenhas, são sempre geniais. Adoro o Epica, e particularmente essa canção que você citou. Sua frase é perfeita e realmente descreve o Ka. Enfim, a cada resenha você nos delicia com suas palavras e desperta-nos o desejo de ler a obra em questão, como poucas pessoas e resenhas são capazes. Meus parabéns. Esplêndido! o/


Luh Costa 14/07/2011minha estante
Resenha magnífica!
Já ouvi falar do livro e tenho visto comentários a respeito mas nada que me surpreendesse como sua resenha. Nada que despertasse o interesse pelo livro. Você escreve super bem e esse dom não deve ser "por acaso". rsrs
Um beijo e parabéns!


Jow 19/07/2011minha estante
Enfim o livro que sua grandiosa frase estava esperando apareceu!
Endosso os comentários do Alan e da Luh, e tudo se resume em apenas uma mínima palavra: Ka.


Jonathan 23/07/2011minha estante
Virei seu fã, apesar de ter lido poucas resenhas ( naõ se preocupe, irei me atualizar) você escreve muito bem e tem uma ótima visão dos fatos.

Com relação a esta resenha em especial só posso dizer que me deixou com água na boca, já queria ler este livro mas agora esta vontade é quase insuportável. Parabéns!!


l JaoO l ;D 29/07/2011minha estante
Perfeita !

Eu comprei esse livro, porem estava pensando em ler outros dois antes, mais quando eu li essa sua resenha incrível, A Guerra Dos Tronos sera sem duvida o próximo livro que eu vou ler...

Poucas vezes li alguma resenha tao convincente como esta.. Parabéns !


Rafael Isidoro 17/02/2012minha estante
Caralho!!!
acho que essa foi a melhor resenha que li em toda a minha vida!
Antes eu tava na duvida se compraria esse livro, mas agora eu tenho ctza!!!
E agora vou ler, não só o livro, mas tbm, ouvir essa musica!! =]
Parabéns!!!


ciça 02/04/2014minha estante
não conheço essa música.. vou procurar..


Ariosto 30/07/2015minha estante
Eu amo essa musica e nunca tinha ligado ela com esse livro... Concordo com tudo, mas sinto falta de um ka-tet de amigos unidos em got, como vimos na torre negra


Any 18/09/2015minha estante
Será que um "Parabéns, você me convenceu" é clichê? Se for...já era, já falei, sua resenha é sensacional! Se eu tinha alguma dúvida sobre ler ou não esse livro elas foram destruídas nesse momento! Sem mais...Não sei quando vou encontrar tempo, mas vou ler este livro!


Sangelo 25/01/2016minha estante
Eu comprei a série inteira de uma vez, desde a primeira vez que vi me apaixonei. Comecei a ler o primeiro livro mas parei por conta de trabalhos da facu e outras leituras e me pergunto se estou doido por não ter terminado ainda e continuado a série, mas vem aquela ansiedade de terminar de ler todos os cinco antes do sexto e não poder continuar a história. De qualquer forma seu texto estava perfeito e atiçou a minha curiosidade por outra serie que já estou pesquisando A Torre Negra. Parabéns pela resenha.


Mari Baptista 17/05/2017minha estante
Amo demais essa música! Que resenha, parabéns!




natan_dino 08/12/2010

O inverno está para chegar?
No primeiro momento que me deparei com "A Guerra dos Tronos" imaginei que tipo de livro seria este. Com uma procura rápida na internet encontrei que, além de ser um livro, a obra estava sendo transformada num seriado do canal HBO. Mas não foi isso o que mais me impressionou.
George R.R. Martin, autor da obra, é considerado como o "Tolkien Americano" em diversos sites e grupos de leitura. Isso me impressionou.
O fato de ele ser comparado ao escritor que, pelo menos para mim, é o maior de todos os tempos, fez com que eu me interessasse pela leitura. E após algum tempo eu li. E não gostei do que li.

O livro é dividido em capítulos, como o usual, mas numa tentativa de inovar, Martin decide que cada capítulo será focado em um personagem distinto. É uma idéia excelente, mas precisa ser bem feito, coisa que não acontece. Lembro que um método parecido foi utilizado por Bram Stoker, na obra "Drácula", mas o antigo escritor sabia prender e entrelaçar os personagens. Martin cria histórias com cada um deles, o que torna a leitura, em algumas vezes, enfadonha.
Não há como se negar a profundidade da trama e a habilidade do escritor, mas o livro é lento e arrastado. Alguns personagens são totalmente descartáveis, e o personagem mais profundo e complexo do escritor, tem uma história fraca no final. Acredito que a história poderia girar naturalmente em torno de Lorde Eddard Stark (sim, Stark como o personagem da Marvel) e de Daenerys, a princesa descendente dos dragões, e isso seria mais proveitoso para o leitor. Obviamente é apenas a minha opinião. Na tentativa de abranger todos os personagens da trama, Martin peca ao não conseguir prender a atenção e derruba a afinidade que muitas vezes nasce entre o leitor e um personagem especial. No fim das contas, o livro parece ter sido escrito para virar um seriado. Talvez este seja um pouco melhor.

E que os fãs me perdoem, mas comparar George R.R.Martin ao Tolkien foi, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto.
Tell 16/12/2010minha estante
Um grande problema que eu vejo é que a crítica comparou Martin com Tolkien de várias maneiras e isto criou expectativas diferentes e de certo fará com que muitos fãs de Tolkien vejam a obra com certo preconceito.

Primeiramente, eu não terminei o livro, mas sei que As Crônicas do Gelo e Fogo não tem ABSOLUTAMENTE NADA EM COMUM com o universo fantasioso da Terra-média de Tolkien. E todos os interessados em ler a obra de R. R. Martin devem estar cientes disso.

Muitos fãs de Tolkien, como você, lerão este livro e procuraram batalhas épicas, magias, criaturas fantásticas e ficarão frustrados com o livro. O grande problema é que isso apaga o brilhantismo do livro.

Os personagens da Guerra dos Tronos são muito mais complexos e próximos de nós do que qualquer Hobbit do Condado. Eu não queria entrar nesse mérito de Tolkien > Martin ou Martin > Tolkien, mas vamos abrir a mente e notar a gigantesca diferença entre as duas formas de contar uma história.

Eu compararia a Guerra dos Tronos com os a série "Os Reis Malditos", o seriado "The Tudors" ou "Roma". As intrigas entre os personagens é o mais importante aqui e não a fantasia em si (como no Senhor dos Anéis).



Wendell 20/01/2011minha estante
Há fantasia, mas ela é sutil demais, porém a partir do segundo volume ela aparece com amsi força, mas nem sempre é bonitinha e confiável a grande sacada é essa, tirar o deslumbramento que autores como Tolkien trouxeram . O senhor dos anéis marcou toda uma geração, mas sinceramente a história é simples e não cativa tanto, o que há de legal é o mundo criado por Tolkien, que é muito incrivel.

Martin se difere de Tolkien por dar mais valor a história e a construção dos personagens. Todas essas personagens é o que me chamam a atenção pois todos tem um plot diferente e importante. Ou seja por mais que tenha um personagem que eu não goste eu sei que vai ter um legal mais pra frente, e todos esses eprsonagens movimentam a história, que pra mim não é em nenhum momento enfadonha, é eletrizante o jogo de poder, muito imprevisivel e verdadeiro, dê uma chance e leia o segundo acho que não vai se arrepender . ;D


Charlie 18/02/2011minha estante
Ai, mais de quem menos eu gostei foi o Ned. Quer dizer, dos capítulos dele. Ele é não tem carisma. O começo era cansativo, sim, mas depois tudo valeu a pena.


Tainara 13/06/2011minha estante
Eu simplesmente AMO Tolkien, mas: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/dez-razoes-pelas-quais-a-guerra-dos-tronos-e-muito-melhor-do-que-o-senhor-dos-aneis Sem mais.


Jvitor 06/08/2012minha estante
Bem, não concordo literalmente com a sua opinião sobre o livro nem sua classificação de duas estrelas.Quanto a sua opinião concordo que às vezes, a leitura pode ficar lenta e um pouquinho arrastada, mas nada que comprometa a qualidade geral da obra.Porém, discordo veementemente quanto à falta de habilidade do autor de entrelaçar os relatos do personagens, o que a propósito, na minha opinião o autor o faz com maestria.É fascinante a maneira como o autor deixa "lacunas" entre os capítulos, fazendo que o leitor entenda por si mesmo o que aconteceu no desfecho do relato anterior.Na verdade, "A Guerra dos Tronos" não é uma obra-prima literária como dizem por aí, é claro que é um livro bom, bem acima da média,mas existem livros bem melhores( tanto na forma quanto no conteúdo) e bem menos famosos do que este...


Bruna Degow 13/09/2012minha estante
Concordo TOTALMENTE com você. Sou suspeita de falar porque simplismente ABANDONEI o livro na sua metade, mas porque achei realmente chata a leitura, e acima de tudo, muito complexa. A impressão que tive foi que o autor quis inovar demais, mas não tem capacidade para tal. Criou uns 200 personagens, e não consegue lidar com todos.


paloma 26/11/2012minha estante
puts, colocar como argumento um post da VEJA como argumento é demais né? tirando o argumento "7", todos os outros sã descartáveis (tainara)


Lindëndil 30/04/2013minha estante
Não partilho da sua opinião,visto que somos pessoas diferentes, com gostos diferentes, mas respeito. Porém eu não acho que comparar Martin a Tolkien é "brincadeira de mau gosto". Tolkien é sim um gênio.. Martim, também...Os dois são bons! Qual o problema? Os dois tem um trabalho parecido -não é igual- mas é semelhante principalmente no ponto em que eles criaram seus próprios mundos, com magia, história, com a geografia dos locais...Eu não acho a leitura enfadonha, mas como eu disse, é questão de gosto. E quanto aos personagens, o Martim meche com a emoção dos leitores quando as vezes mata um personagem querido por muitos...
Tanto ele quando o Tolkien envolvem os leitores, cada um ao seu modo, e pelo menos no meu coração, tem muito espaço pra amar os dois e todos os seus personagens, desde o Sarumam,o Aragorn, o Eddard, o Frodo, a Dany.. enfim, as vezes gosto de imaginar que Westeros fica em algum lugar perto da Terra Média, e que se você pegar um barco, após passar pelas Ilhas do Verão, pode acabar desembarcando em um novo lugar, com histórias e personagens tão emocionantes quanto os desses outros lugares...




Antonio Luiz 18/11/2010

Shakespeare no liquidificador
O primeiro livro da série "As Crônicas de Gelo e Fogo" do roteirista e escritor estadunidense George R. R. Martin, "A Guerra dos Tronos", chegou ao Brasil cercada de muita expectativa. Com sucesso maior que o esperado, a série inicialmente concebida como trilogia foi promovida a heptalogia e um quarto livro foi publicado, em 2005. Vendeu, até agora, 7 milhões de exemplares, metade dos quais nos EUA. A rede HBO programou um seriado baseado nas Crônicas, que deverá estrear a partir de março de 2011. Até lá, espera-se que saia o muito adiado quinto volume.

O autor publicou seis novelas (romances curtos) derivados, ambientados no mesmo mundo ou com os mesmos personagens, além de licenciar brinquedos, jogos de cartas e de tabuleiros, videogames, RPGs e assim por diante. O livro de 1996 e suas duas primeiras sequências, de 1998 e 2005, receberam o prêmio Locus e houve quem o saudasse como “a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel”.

Com certo exagero, deve-se ressalvar. Gostos variam, mas muitas obras de fantasia marcaram época entre "O Hobbit" de Tolkien (1937) e 1996, incluindo as séries "Gormenghast", de Marvin Peake (iniciada em 1946), "Elric de Melniboné", de Michael Moorcock (iniciada em 1972), e a satírica "Discworld" de Terry Pratchett (1983). Mesmo assim, o sucesso incomum da série de Martin, principalmente nos EUA, justifica alguma atenção.

Baseia-se em parte na Guerra das Duas Rosas, uma série de disputas dinásticas pelo trono da Inglaterra ao longo dos reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III, de 1455 a 1485. Opôs as casas de York (cujos servidores usavam rosas brancas como emblema) e Lancaster (rosas vermelhas), que na obra de Martin, se tornam as casas Stark (simbolizada por um lobo) e Lannister (um leão), que disputam o poder em Westeros, cujo rei Robert Baratheon tomou o trono de um enlouquecido Aerys II Targaryen ao fim de uma violenta rebelião.

Fãs notam influências de Walter Scott (autor de "Ivanhoé"), Cervantes e Lovecraft, mas parece bem mais importante a de Shakespeare – embora Martin, ao contrário do grande dramaturgo inglês (súdito e adulador de Elizabeth I Tudor, herdeira do triunfo final dos Lancaster), faça dos Stark/York os heróis e dos Lannister/Lancaster os vilões. Outros arcos narrativos entram em jogo, mas o mais importante no primeiro volume é o de Eddard “Ned” Stark, chefe da sua casa, em torno do qual giram as histórias. A cada capítulo, muda o ponto de vista, passando pelo pai, pela esposa e por quatro dos seis filhos e filhas vivos, incluindo um bastardo. Há ainda capítulos narrados do ponto de vista de um dos Lannister e outros de Daenerys Targaryen, filha de Aerys II, aos quais voltaremos depois.

Eddard lembra de várias maneiras vários heróis de tragédias shakespearianas, a começar pela maneira como caminha inexoravelmente para a desgraça sob os olhos do leitor. Também como em Shakespeare, sua infelicidade se funda na decomposição dos valores feudais.

Um mundo perfeitamente feudal e medieval, esse tipo de tragédia não tem lugar: Cada um é chamado a cumprir sua tarefa atribuída pela ordem divina – orar, guerrear ou trabalhar. Só cabe o auto religioso, a representação imutável de papéis prescritos por toda a eternidade. O Senhor dos Anéis, por exemplo, é uma espécie de auto no qual Gandalf faz o papel de Cristo como pregador e líder dos apóstolos, Frodo, o Cristo sofredor que carrega a cruz e sobe o Gólgota e Aragorn, o Cristo-Rei que comanda os exércitos do bem no Apocalipse e todos aceitam seus papéis sem contestá-los. No mundo do capitalismo, também não cabe a tragédia shakespereana: as pessoas buscam seus direitos, lutam por seus interesses privados e acham isso justo. Cabe o drama, a luta do personagem por autoafirmação na concorrência com rivais.

O trágico está na inadequação dos valores à realidade durante a transição para a modernidade. A noção de contrato de direito natural ainda não compete com a de juramento feudal, nem a de fidelidade com a de interesse. Ainda não há uma solução moderna para o problema da soberania e sua disputa se torna um empreendimento cínico e sem sentido, no qual o herói não consegue acreditar: “A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada”: Macbeth age como um discípulo de Maquiavel, mas julga a si mesmo como um moralista medieval. As paixões e necessidades do protagonista o impelem a agir contra os ideais herdados do feudalismo (ou deixar de agir a favor, no caso de Hamlet), mas não há outros nos quais possa acreditar.

Eddard não tem, porém, a envergadura de um herói trágico shakespeariano. É apenas patético, porque não interioriza a contradição. Ela é externa, projetada como o conflito entre ele e a corte. O patriarca Stark não é uma vontade moderna com uma consciência medieval, mas um senhor feudal da Alta Idade Média perdido na Renascença como um viajante no tempo. Vem de um feudo tradicionalista onde os senhores executam pessoalmente os condenados, governam de um castelo auto-suficiente entre aldeias esparsas e se impõem aos vassalos pela coragem física. Um rei tolo, incompetente e ocioso o nomeia principal ministro numa grande capital portuária e mercantil onde reina o dinheiro, para uma corte cujas intrigas estão além de sua compreensão. Para os Stark, honra é lealdade incondicional; para a corte e seus rivais Lannister, é pagar as dívidas (o que é tanto uma promessa quanto uma ameaça).

Eddard não consegue entender, por mais que lhe expliquem. O leitor acompanha, consternado, como insiste nos mesmos erros óbvios, confia em quem não deve, desafia as pessoas erradas na hora errada e reivindica uma autoridade moral que ninguém lhe reconhece. Acaba por parecer bronco demais para merecer admiração ou mesmo comiseração do leitor: é a tragicomédia do caipira inexperiente na cidade grande, caindo em todo conto do vigário que se lhe apresenta. A impressão de estupidez é reforçada pelo fato de que o segredo que luta por desvendar ao longo da maior parte do livro não só é conhecido da corte como revelado ao leitor nos primeiros capítulos: a rainha Cersei é amante do próprio irmão gêmeo, o belo Jaime Lannister. O curioso é que Eddard acaba por encontrar a resposta por meio de uma genética mendeliana inacessível aos mais brilhantes medievais.

Os filhos, mais vítimas das circunstâncias do que protagonistas, oferecem ao leitor intrigas secundárias e personagens para amar e odiar. Bran é um garoto que é aleijado pelo inimigo e reduzido a espectador impotente dos acontecimentos desde o início da história. Jon Snow, o bastardo, nos apresenta a Patrulha da Noite à qual é enviado, um corpo de guardas votado à castidade e à guarda da muralha que demarca a fronteira norte do reino de vagas ameaças anunciadas no prólogo, mas que só começam a se concretizar perto do fim do livro.

Sansa consegue ser mais simplória que o pai, o que não é dizer pouco. Vaidosa que sonha com os luxos da corte, os romances da cavalaria e o prometido casamento com o príncipe herdeiro, deixa os inimigos manipularem seu ingênuo egoísmo para a ruína da família. Arya é uma menina rebelde, esperta – em comparação com o pai e a irmã, bem entendido – que gosta de se portar como moleque, aprende habilidades “masculinas” e graças a isso se safa, provisoriamente, do desastre.

A corajosa esposa Catelyn, nascida na casa Tully, tem um papel mais importante e uma estatura mais respeitável. Como muitas heroínas shakespearianas – pense-se em Lady Macbeth, Julieta ou a Pórcia de O Mercador de Veneza –, mostra mais ousadia, astúcia, bom-senso e energia que seu parceiro na defesa dos interesses comuns.

Tyrion Lannister, irmão mais jovem da rainha e anão (no sentido clínico e não no mitológico), é o protagonista mais ambivalente do livro. Pertence à família dos vilões, mas se relaciona com ela pelo desprezo mútuo. Busca seu apoio nos momentos difíceis, mas de resto é um individualista astuto, que procura tirar da vida o melhor que sua condição lhe permite sem causar males desnecessários, apesar de ser impiedoso na vingança. Inteligente, cínico e descarado, proporciona os raros momentos de humor (embora sombrio) e percepções agudas em um livro na maior parte do tempo sério e obtuso como Eddard Stark.

A personagem mais impressionante é, porém, Daenerys, a herdeira dos Targaryen, que vive uma história independente da trama principal, embora destinada a cruzar-se com ela em futuros volumes. Aos treze anos, o irmão, exilado com ela no continente para além do Mar Estreito, a dá em casamento a Drogo, um grande chefe nômade à imagem e semelhança de Átila ou Gengis Khan, com a esperança de que este o ajude a reconquistar o trono usurpado a Aerys II. Numa série de improváveis peripécias, a garota tímida, medrosa e submissa se assume como dona do seu destino, se torna uma amante fogosa, uma rainha respeitada e por fim a líder temível de um povo feroz. Soma dois clichês algo racistas da literatura de aventura colonial – a mocinha branca submetida à lascívia de selvagens brutais e o solitário aventureiro europeu que mostra sua superioridade sobre os nativos e torna-se seu rei-deus –, mas a combinação e suas vias heterodoxas resultam numa inovação interessante.

Os capítulos de Daenerys foram publicados também como a novela independente "Blood of the Dragon" (O Sangue do Dragão), primeiro na Isaac Asimov Magazine e depois na antologia "Quartet: Four Tales from the Crossroads". Ganhou em 1997 o prêmio Hugo, o mais importante da fantasia e ficção científica estadunidense. Deve soar mais provocante que o livro completo, ao qual seus capítulos acrescentam pitadas bem-vindas de exotismo, sensualidade e fantasia mágica a um livro na maior parte do tempo puritano, monótono e “realista”.

Pode parecer um paradoxo que um épico de fantasia medieval se faça notar pelo realismo, mas essa é a característica mais apontada pelos admiradores, que o contrastam com o idealismo de autores como J. R. R. Tolkien e seus imitadores. A trama não é governada pelo enfrentamento entre o Bem e o Mal, mas por interesses materiais de famílias poderosas. Astúcia e força bruta usualmente prevalecem, seja qual for o lado que esteja com a razão ou represente o bom, o belo e o verdadeiro. Ao menos neste volume, não está em jogo a salvação do mundo ou a perdição da humanidade, mas um “mero” trono, a magia não tem papel importante (salvo na história de Daenerys) e os conflitos são meramente humanos. As ameaças sobrenaturais do gelo (os “zumbis” do norte) e do fogo (dragões) estão presentes, mas só no final do livro começam a insinuar que terão um papel importante nas sequências.

O realismo é também ressaltado pela rudeza e concretude aparente do cenário. A aparência física dos personagens é dada de maneira minuciosa e frequentemente impiedosa, com ênfase em defeitos físicos e cicatrizes horrorosas. Idem quanto a seu comportamento, incluindo a exata maneira como se embebedam, escarram, copulam, adoecem, sangram e morrem. Árvores, construções, paisagens e armas são descritos com pormenores que parecem querer proporcionar a sensação de se assistir a um filme em alta resolução.

Como geralmente se dá em Hollywood, este é um realismo ilusionista. Embora recorra aos diferentes pontos de vista de diferentes personagens, a narrativa (em terceira pessoa) quer mostrar o real “como é” e não como uma construção. O campo de visão é sempre parcial, mas dá impressão de objetividade, de acesso direto ao que cada personagem de fato vê, supõe ou sabe em determinado momento, sem mediação ou contradição. E o que mostra é quase sempre tradução de clichês do cinema e da literatura “realistas” atuais. O senso comum e as crenças do leitor – exceto, talvez, do mais inexperiente – raramente são desafiados.

Pode passar despercebido ao leitor, por exemplo, o quanto a história é maniqueísta, ainda que não da mesma forma que um "Nárnia" ou "O Senhor dos Anéis". Não há uma guerra explícita entre o Bem e o Mal, os bons não são em geral premiados nem os maus punidos e mesmo os melhores são imperfeitos e cometem erros morais, mas não há como se enganar sobre quais são os mocinhos e os bandidos. Não se mostra visões diferentes de futuro ou de moral, mas heróis leais e honrados contra antagonistas cínicos e perversos.

É fácil deixar de notar que todos os pontos de vista, sem exceção, pertencem a uma fração ínfima da sociedade, a aristocracia. A pequena nobreza e os sacerdotes não recebem muito mais atenção que os animais, as ferramentas e o mobiliário. Os plebeus, menos ainda.

Pode-se também não perceber que, apesar de muitas cenas de sexo, frequentemente com conotações de pedofilia (do ponto de vista moderno, bem entendido – meninas se casarem aos 12 ou 13 anos era rotina na Idade Média), trata-se de uma obra puritana. Como já foi notado por outros, o único casal sinceramente apaixonado e sem fim trágico à vista é o dos arquivilões, o chefe da guarda real Jaime Lannister e sua irmã gêmea Cersei, a rainha. Os outros aristocratas espalham filhos ilegítimos pelo mundo com indiferença ou orgulho, mas o herói Ned Stark se tortura (e é condenado pela família) por ter gerado um único bastardo.

Os “bons”, sempre tensos e angustiados a respeito de seus deveres, são contidos em seus apetites, mostram pouco afeto sincero (salvo por seus lobos de estimação), raramente se divertem e nunca são mostrados fazendo sexo, apesar de fazerem muitos filhos. Já a gentalha diverte-se com paixão grosseira e violenta e os vilões aristocratas, de maneira refinadamente perversa, com ênfase em adultério e no incesto. Calvino manda lembranças: a obra deixa sempre a sensação de que sexo, prazer e diversão são vis e pecaminosos.

A geografia do “gelo” e do “fogo” reforça os clichês. O extremo norte de Westeros é uma terra gélida e misteriosa, habitada por selvagens e criaturas legendárias. Uma muralha a separa do norte austero, frio, diligente e austero, de fazendas e cidades pequenas, ligada por um istmo a uma babilônia preguiçosa, luxuriosa e cálida. E a leste há um continente povoado por exóticos bárbaros orientais de costumes indecentes e apetites desenfreados. De lá vieram os dragões que talvez voltem, pois lá se exilaram os últimos descendentes dos Targaryen, reis que no passado conquistaram Westeros domando os monstros cuspidores de fogo, agora supostamente extintos.

Westeros é separada de um grande continente por um “Mar Estreito”, seus habitantes têm nomes ingleses ligeiramente modificados e sua história evoca vagamente a Grã-Bretanha, mas suas dimensões são as de um pequeno continente. É grande o suficiente para que o norte semisselvagem onde está Winterfell, lar dos rudes e puros Stark, tenha um clima muito frio e seja tropicalmente quente o sul mais povoado e civilizado, sede dos luxuriosos Lannister e do antro de perdição que é Porto Real, a capital do reino. O sul cultua uma religião “pagã” de velas, templos, sacerdotes, imagens e hierarquias que evoca o catolicismo tradicional, enquanto o norte segue uma “Antiga Religião” baseada em um orações em bosques sagrados sem mediação de sacerdotes, que faz pensar nas formas mais radicais do protestantismo.

Uma peculiaridade desse mundo é que as “estações” duram vários anos, de maneira não muito previsível. Não se tenta encontrar nenhuma justificativa astronômica ou meteorológica, nem explicar como a vegetação, os animais e a agricultura se adaptam a isso. É antes uma metáfora: “O inverno está chegando” é o lema dos Stark e uma indicação do clima ambivalente do primeiro livro: parece indicar tanto o receio do fim da abundância quanto a esperança de que os valores puros da austeridade, do trabalho duro (para os camponeses) e do inverno voltem a prevalecer sobre as forças corruptoras do luxo, do prazer e do verão.

Vale notar que Westeros é formada por duas massas de terra, norte e sul, ligadas por um istmo, o “Gargalo”, o que vagamente a configuração das Américas. Em certo nível de interpretação, seria Winterfell a América do Norte e o sul a América Latina? No norte há neve e lobos e no sul abundam frutas sumarentas e se mencionam árvores de pau-brasil e pau-ferro. Estes nomes podem ser escolhas discutíveis do tradutor para os originais redwood e ironwood, que podem se referir também a espécies de climas temperados, mas Porto Real é uma grande cidade à beira-mar onde há morros, favelas e, nas palavras entusiasmadas do rei que tanto consternam Ned Stark, “as mulheres perdem toda a modéstia ao calor. Nadam nuas no rio, mesmo por baixo do castelo. Até nas ruas está calor demais para lã ou peles e elas andam por aí com aqueles vestidos curtos (…) quando começam a suar e o tecido lhes adere à pele, é como se andassem nuas”. Não soa como um clichê sobre o Rio de Janeiro?

Alguns admiradores brasileiros se queixam na internet da tradução: em vez de procurar um tradutor brasileiro, a portuguesa Leya comprou da editora Saída de Emergência os direitos para o Brasil da tradução portuguesa de Jorge Candeias (transação sem remuneração ou aviso ao tradutor, que se disse “estupefato”) e a adaptou superficialmente para o português brasileiro, substituindo mecanicamente construções em infinitivo por gerúndios, a segunda pessoa pela terceira e certos acentos e ditongos – por exemplo, de “o Inverno está a chegar” para “o inverno está chegando”, de “os mortos assustam-te” para “os mortos o assustam”, de de “crónicas” para “crônicas” e de “papoilas” para “papoulas”.

O tradutor original foi perfeitamente competente para o público português que tinha em vista. Do ponto de vista da compreensão das intenções do original, bem como da correção gramatical, o resultado é melhor do que muitas traduções de livros de fantasia feitas por brasileiros. Mas parece ter prejudicado a legibilidade da obra para o público-alvo de adolescentes e jovens adultos pouco acostumados ao português europeu. Não seria grande problema num conto ou romance curto, mas pode ser desencorajador em um livro de 592 páginas que seria o primeiro de uma série de sete. Para um brasileiro, a narrativa e os diálogos, mesmo “adaptados”, soam demasiado formais, além de carregados de termos pouco familiares, o que não está de acordo com o espírito do original.

Considerando tudo, vale a leitura? O leitor deve ser prevenido que a leitura é longa e inconclusiva, sem um fechamento satisfatório neste ou em qualquer dos volumes já publicados e a série, como muitos folhetins e telenovelas, corre o risco de ser encerrada pelo desinteresse do público ou do autor antes de chegar a uma conclusão lógica.

Tem algo de Shakespeare, mas sem suas percepções originais, voos de retórica, momentos de humor e desfechos grandiosos. É como um coquetel homogeneizado do Bardo de Avon com chavões da fantasia medieval, filtrado pelas lentes de um realismo psicológico e ilusionista moderno. À parte a rudeza e o clima peculiar, o mundo em que se passa a história é bastante convencional, salvo, talvez, por seus bárbaros nômades do Oriente. Os seres sobrenaturais citados – dragões, zumbis e outros – seguem clichês tradicionais.

O que tem de mais atraente, compartilha com as telenovelas e séries dramáticas: permite envolver-se com um grupo variado de personagens e com seu crescimento, suas aflições e suas intrigas intermináveis e esmiuçar sua psicologia à exaustão. Não faltam personagens sofredores e indefesos para se sentir compaixão, bem como malvadas e malvados, cínicos e arrogantes, para odiar com todas as forças. Só nos anexos do primeiro volume são listados cerca de 150 personagens vivos e 50 mortos – e isso inclui apenas as grandes casas aristocráticas e seus agregados, ignorando plebeus avulsos. O número de “tropos” ou chavões também é surpreendente: o site tvtropes.org lista mais de 500 para os livros já publicados!

O leitor que busca na literatura o que a tevê não sabe ou não quer dizer talvez investisse melhor seu tempo lendo algumas obras mais curtas, mas capazes de render mais em termos de surpresa, provocação ou diversão. Como, digamos, as peças de Shakespeare.
Eric M. Souza 01/07/2011minha estante
"O curioso é que Eddard acaba por encontrar a resposta por meio de uma genética mendeliana inacessível aos mais brilhantes medievais."

Foi, para mim, a maior falha da trama. Estou lendo Fúria dos Reis porque comprei os dois livros iniciais em promoção do Submarino.
De resto, concordo com a resenha em gênero, número e grau.

P.S.: Fiquei surpreso com isto; "corre o risco de ser encerrada pelo desinteresse do público ou do autor antes de chegar a uma conclusão lógica". Por isso, então, a demora para o quinto volume?


deborap 09/09/2011minha estante
Essa foi a resenha mais lúcida que já li a respeito de "Guerra dos tronos", pois é de fato uma análise do livro, em vez de um mero resumo. É muito mais produtivo que repetir o que os famigerados blogs de resenhistas publicam, sempre no calor da paixão por um livro que acaba por devorar o leitor. Entretanto, concordo especialmente no que se refere a Eddard Stark, que tinha tudo para ser um dos personagens mais cativantes, mas perdeu o rumo.


Pedro Henrique 13/10/2012minha estante
Boa resenha,parabéns por ter se aprofundado no assunto mas... Acho que você foi muito "exigente" com o personagem Eddard Stark, o que você chama de "caipira" e "tolo" nada mais é do que um dos poucos personagens que leva a honra realmente ao pé da letra, e ele não era tão idiota a ponto de não saber as consequências de seus atos,e justamente por ter conciência disso e mesmo assim ter seguido firme em suas convicções,é o personagem que eu mais adimirei nesse livro.


FaelMoore 30/01/2013minha estante
Uma boa resenha se vc é especialista em literatura ou um crítico. Um tanto enfadonha se vc pensa em pessoas que buscam livros apenas por entretenimento, como a maioria absoluta dos leitores.
A crítica no paragrafo final é especialmente inútil. Vamos todos deixar de ler literatura contemporânea e voltar a ler clássicos, afinal só Shakespeare é um bom escritor. Cheira a saudosismo por algo que não se viveu. Shakespeare é um grande escritor, mas não apenas dele vive a literatura.
Eu particularmente prefiro William Gibson e Frank Hebbert. Questão de gosto.


Amélia 22/08/2013minha estante
Puritano, monótono e ?realista??! Minha experiência com o livro foi justamente o contrário. Interessante como as pessoas podem ter visões opostas sobre a mesma coisa.



Douglas 30/11/2013minha estante
Muito boa sua resenha, Antonio.
Soube dissecar bem os personagens e fez um belíssimo raio-x da história. Parabéns.


Goldie 22/10/2015minha estante
Deu até vontade ler de novo.
Melhor resenha sem mais! E tu pensas da mesma forma que eu sobre a Daenerys.


Luana 24/05/2016minha estante
Chega a soar ridículo recomendar a leitura de Shakespeare como substituição às Crônicas de Gelo e Fogo. Mesmo com essa enorme resenha, tu parece não ter entendido que o público-alvo dos dois autores é completamente diferente, bem como o foco e desenvolvimento das histórias (ainda que possa ter alguns pontos bastante secundários em comum). Além disso, criticar o excesso de formalidade na escrita da série, ao mesmo tempo em que recomenda Shakespeare, é extremamente contraditório.




Jordan 17/02/2018

Superestimado
George R. R. Martin tem uma imaginação poderosa, exímio em travar intertextualidades até com obras de filosofia, cria personagens fortes.... Porém, não tem uma boa escrita. A forma de escrever é comum e imitável, sua criatividade pode até ser original e irrepetível, por outro lado, escrever como ele escreve parece algo tão rasteiro de modo que se possa ver algo parecido repetidas vezes e repetidas vezes em muitos outros lugares. Pronto, FALEI! Ele não é tudo o que dizem, Tolkien e até Christopher Paolini (que com seus 15 anos em ''Eragon'' domina a linguagem conotativa melhor do que Martin) possuem uma forma de escrever muito mais elevada e sofisticada do que o grande mestre da Literatura Fantástica atual.
Claire Scorzi 17/02/2018minha estante
Nunca li Martin, mas ele foi roteirista e produtor executivo de series de TV como A bela e a fera (versão antiga, anos 90), então, acredito que você esteja certo. Esse pessoal quase sempre tem a sua formação a partir de imagens, do visual, e não de uma vida inteira dedicada a leitura.


Jordan 17/02/2018minha estante
Estou começando a ler ''As Crônicas de Nárnia'' e estou achando C.S. Lewis um escritor muuuuuito melhor do que Martin! A narrativa dele é cinematográfica... Por outro lado peca na escrita em si.


Claire Scorzi 17/02/2018minha estante
Tem muito escritor cinematográfico hoje em dia....
Em geral, tem uma escrita pobre, que facilita a imaginação do leitor. E, claro, são facilmente adaptáveis para TV e cinema...


Jordan 17/02/2018minha estante
Infelizmente... Estamos num período de decadência da Literatura? Às vezes penso isso. Temos ótimos escritores hoje, sim, temos... Olho para trás e vejo tanta coisa boa, como tanta coisa se perdeu? Por que tantos escritores péssimos levam prêmios, são ovacionados, enquanto outros melhores não são tão lembrados assim, literatura de mercado talvez. Os dois últimos Pulitzer´s de ficção foram bem sofríveis, eu acho. Bem, gosto de muitos contemporâneos, mas meu coração é dos clássicos: não encontrei mais um personagem do Dickens por aí, um drama existencial dostoievskiano, um ritmo narrativo tal qual o de ''O médico e o monstro''.


Claire Scorzi 17/02/2018minha estante
Assino embaixo. Eu fico feliz da vida quando descubro escritores bons hoje, como o Pamuk e outros. Mas não é a regra, eu acho. Tem muita coisa ruim.
Ah. Dickens, Dostoievski, O Médico e o Monstro... eeeebba! \o/


Rique Viola 30/11/2018minha estante
Já leu algo do Bernard Cornwell? Se não, recomendo. Amo a escrita dele. Indico As Crônicas de Artur caso queira começar.


Jordan 30/11/2018minha estante
Obrigado pela dica, amigo!




leticia 24/06/2011

Explicação pelas três estrelas.
Se vc quer ler elogios leia as outras resenhas que estão lotadas deles, vim aqui falar somente de alguns defeitos dessa grande obra, muitos deles envolvem o autor.
Li os quatro livros lançados e posso dizer que Martin perdeu a chance de fazer uma série inesquecível quando resolveu encher linguiça.
Não bastasse isso, ainda aumenta o periodo de publicação de livros. Que falta de respeito.

Acho que está faltando um pouco mais de compromisso do autor, agora que ele casou vAi tirar seis meses de lua de mel, francamente, será que o peru ainda está vivo para acão de graças?

Deixe para viajar depois Martin, As vezes, depois do 4 livro, eu penso que ele nem sabe mais para onde ir e está adiando o inevitável, ninguém que terminar nesse maldito trono de ferro vai agradar. O certo seria que ele pegasse fogo e eles fossem correr todos atrás de um espada ou pinico.

Já mandei um e-mail para ele dizendo que se o mundo acabar estamos todos f*******, ou vamos ouvir estórias no além. Isso se não acontecer o pior e ele ir sozinho, pois já entrou na area de risco.

Por favor Martin, termine essa série antes de bater as botas! Ou pode acontecer o mesmo que houve com Stieg Larsson, cagaram em sua obra no último livro.

De resto posso que o Inverno já chegou, mas, será que vai acabar?


Hebson 25/06/2011minha estante
Eu não entendo o que a vida do autor tem a ver com a resenha sobre a estória contada no livro.


leticia 25/06/2011minha estante
Claro que tem tudo a ver Hebson, se vc ñ entende, lamento.
Ou vc quer que eu culpe Deus pelo texto que Martin escreve?
Se os livros estão cada vez mais ruins, fora de foco, a culpa é Martin. Sem dizer que ele parece nem querer mais evoluir, suas cenas de batalhas são sempre as mesmas como se dissesse até aqui está bom. Até Tolkien evoluiu de livro em livro, enquanto Martin parece estar interessado só nas descriçoes de coisas desimportantes que só parecem encher páginas.


Eric M. Souza 01/07/2011minha estante
A demora da continuidade não é motivo pra desmerecer, mas numa coisa a resenha tem razão: é muita encheção de linguiça.


Rodrigo 29/01/2012minha estante
Resenha bem mal feita, desculpe dizer. A vida pessoal do autor não interfere em nada na qualidade do livro, o que importa é oque está lá. Seus argumento foram bem risíveis.


Lindëndil 30/04/2013minha estante
1° "será que o peru ainda está vivo para ação de graças" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ri muito!!
2° também estou preocupada se ele vai viver pra conseguir concluir os livros...e também concordo que ele demora muito pra lançar volumes novos, do jeito que vai, alguém vai ter que psicografar o ultimo volume...


Hoxton 29/04/2016minha estante
Uma resenha deve ser somente e unicamente sobre a obra que está sendo criticada. Não fale da vida pessoal do autor ou de qualquer outro fator externo ou história, a resenha deve ser focada pura e simplesmente na obra em questão que está sendo analisada.




spoiler visualizar
Codinome 02/07/2017minha estante
kkkkkkkk


Davi Bertolli Kitagawa 02/07/2017minha estante
Eu recomendo kkkkkkkk


ACarolinneUs5 03/07/2017minha estante
Eu diria "morte, sexo, sexo, morte, incesto, morte, sexo, morte, sexo, guerra, nudes, morte" kkkk


Davi Bertolli Kitagawa 03/07/2017minha estante
Kkkkkkkkkkkkk acho que o seu processo mais


Davi Bertolli Kitagawa 03/07/2017minha estante
Procede**


Mi Garcia 06/12/2017minha estante
Acho que vc só assistiu a série...




Lecampanharo 03/09/2018

Leitura tediosa
Será que eu sou a única que não curte esse livro? Minha experiência não foi muito boa, achei uma leitura cansativa e tediosa.
Débora 03/09/2018minha estante
Eu achei a leitura bem cansativa, mas por ainda estar me adaptando aos nomes, etc. No geral, estou gostando muito da história.


Lecampanharo 04/09/2018minha estante
É tanto nome que depois já não lembrava mais quem era quem. E também tenho um pré conceito por causa da série, muita morte pra pouco personagem.


Débora 04/09/2018minha estante
Eu também me perco nesses nomes, não vi a série ainda..


Tatianees 23/09/2018minha estante
Também não consegui gostar, doei todos os meus livros pra biblioteca de uma escola. Não curto a série.


Elis.Naiara 26/10/2018minha estante
Também acho uma leitura bemmm cansativa.
O autor gosta da riqueza de detalhes, não diz apenas o nome e de que casa é, conta todo o passado dos ancestrais dele, o que para mim não há necessidade para o bom entendimento da história.
Muitas vezes me atrapalha. Mas mesmo assim estou lendo os demais livros, bem aos poucos, sem pressa, sempre intercalo com outras leituras.
Confesso que já estou a uns bons aninhos lendo eles e ainda não finalizei. Estou lendo a A Dança dos Dragões (5).
O problema é que fico curiosa pra saber o que vai acontecer com alguns personagens específicos o que faz com que eu continua a leitura.





Vitória 09/02/2017

"Você é gato, mas não é uma obra de arte." - Blair Waldorf
Na grande maioria das vezes, o livro sempre é melhor que o filme ou a série, e eu concordo quase cegamente com essa afirmação. Mas como qualquer "regra" ou "lei" sempre tem as suas exceções.

A guerra dos tronos é um livro cansativo. Isso é fato. É um livro que pode assustar pelo número de páginas e pela fonte pequena, dando a ideia de que há muita história a se contar (e há mesmo) em um número razoável de páginas. Fora isso, a história em si é cansativa, e se você não tem o hábito de ler muitas páginas por dia/cada vez que vai ler, pode ser bem complicado ler mais que dois ou três capítulos, pois a forma como foi escrito (com vários detalhes que podem até ser agradáveis para os mais exigentes) considero que seja um dos maiores fatores exaustivos.

Não consegui terminar esse livro no tempo que havia previsto, mas nunca pensei em abandoná-lo. A história, ao menos para mim, não me encantou muito (ainda que seja extremamente interessante e agrade aos que gostam de RPG de idade média ou gostem da temática) e acabou se tornando o clássico "metade chato/metade legal" desinteressando-me totalmente em continuar com o livro, o que não afetou na hora de dar meu julgamento ao livro como um todo.

PS: sei que não gostei do livro, mas vou dar uma chance a série, pelo pouco que vi ela está bem adaptada, mas só saberei mesmo no momento em que tiver um tempo para assistir.
Patrick O. 15/02/2017minha estante
Ja que tu achou o livro cansativo, veja a série mesmo. Não tem o peso da descrição detalhada fos livros, é fiel e você com certeza vai gostar. Eu li os livros, amei, e assisti a série e amei também, pode ver sem medo.


Vitória 15/02/2017minha estante
Assisti o piloto logo depois de terminar o livro e simplesmente adorei! Tenho certeza de que vendo a série eu vou perder apenas um detalhe ou outro em relação ao livro, mas que não fará tanta diferença quanto ao essencial da história


Patrick O. 16/02/2017minha estante
A série é bastante fiel aos livros, e mesmo levando em consideração que mudam algumas coisas no decorrer dela, o fato dos diretores saberem já o final da série de livros (Martin disse pra caso aconteça alguma coisa com ele) da pra ter noção que eles sabem o que estão fazendo.


oieusoulaila 05/04/2017minha estante
A sua resenha já tem 2 meses, maa acho que a diga ainda vale: a série da hbo é sim muito boa e a primeira temporada é bem fiel. Porém, ao passar das temporadas, ele se distancia dos livros, porque muito núcleos do canone são deixados de lado ou misturados com outro. Assista a série por ser boa, não por ser uma representação fiel dos livros. E se acha a leitura cansativa mas tem interesse em continuar, no youtube tem em audiobooks(que é uma ótima opção pra ouvir no ônibus, fazendo a unha e etc). ?


Patrick O. 08/04/2017minha estante
Excelente ideia a da oieusoulaila sobre os audiolivros, eu tava inclusive ouvindo um ontem por curiosidade, mas ainda prefiro ler mesmo haha




Valério 03/06/2019

Cativante
Poucos não assistiram a série.
Então, falar sobre a história pouco agrega. Um resumo para os que não assistiram: Sete reinos compõem os personagens que disputam o trono de ferro, criando a guerra dos tronos. Quem se senta no trono de ferro governa todos os reinos.
A partir daí, há uma miríade enorme de personagens. E cada capítulo foca em um destes personagens.
Este é apenas o primeiro de vários livros. E veja que não são poucas páginas.
Mas, para abarcar tantos personagens, cada um em sua saga pessoal, é difícil imaginar o feito em menos páginas.
Compensando o número exagerado de páginas, temos um enredo intrincado e bem construído, com cenas de causar indignação e buscar logo avançar para conhecer o que virá.
Vale a pena. Mas a série não fica devendo tanto para o livro, como sói acontecer em outras obras.
Portanto, ao contrário do que geralmente digo, neste caso específico você se divertirá tanto quanto (ou até mais) assistindo a série da HBO (que, aliás, ultrapassou os livros, que ainda não terminaram de ser escritos).
Estela 03/06/2019minha estante
olá, Valério. Sobre a relação entre os livros e a série, a primeira temporada é bem fiel ao que p Martin escreveu, mas ao avançar das temporadas as obras vão se afastando cada vez mais, mesmo antes da sexta temporada, alguns personagens tomam rumos completamente diferentes, e alguns núcleos são até mal feitos e personagens importantes simplesmente ignorados. Chega a um ponto em que não da p relacionar as duas produções, viram coisas independentes e, depois do final da série, embora eu seja absurdamente fã da série, não há como não preferir os livros em virtude da complexidade que o Martin da p a narrativa. Ele é fenomenal.


flávia 03/06/2019minha estante
raiva desse autor. vou ter de reler td qdo sair o sexto livro qdo pq a série não chega ao mindinho do livro e mtos personagens não aparecem na adaptação da tbo. hunf


Valério 04/06/2019minha estante
Estela e Flávia. Obrigado. A visão de vocês, bem mais completa por terem lido todos os demais livros, deixa bem claro que apenas o primeiro livro foi fielmente seguido. E, como minha opinião foi baseada somente nele, já estava desanimando de ler os demais livros da série. Decisão que agora vou reconsiderar.


flávia 04/06/2019minha estante
acho que até o terceiro livro a série está ok, depois descamba tudo e o que o autor tinha em genialidade a hbo quis suprir com violência, atos chocantes... qdo ele terminar (e sim, espero que o faça) pretendo reler tudo. mas não sei se veria a série de novo.


flávia 04/06/2019minha estante
... uma vez que os livros me prenderam bem mais. talvez seja o caso de vc gostar mais da primeira versão que viu rs. leia sim, depois nos conte, eu creio que vc iria gostar de ambos.




A Senhorita Dos Livros 23/01/2016

Mergulhando no mundo de Martin
Primeiro preciso dizer que o livro é muito bom mas não é um livro fácil, é um livro muito longo e cheio de detalhes, muitos personagens, cada um com um nome e apelido! demorei para saber quem era quem, tive que recorrer muitas vezes a ajuda que tem no final do livro explicando sobre as famílias e os personagens, mas tirando isso, o livro é excelente, finalmente uma fantasia para adultos, rica, com conflitos mais sérios e ambientada de forma eficiente.
Logo no inicio o surgimento dos filhotes de lobos gigantes foi algo muito interessante, mas pressenti que isso não ia dar muito certo mais para frente, tenho uma teoria a respeito de história que envolve animais e crianças... sempre "rola" um apelo sentimental.
Os personagens são bem complexos, cada um com seus dramas, destaco uma personagem feminina a Catelyn que mesmo não sendo lá muito ética em alguns detalhes, senti ser uma personagem forte.
Então... série aprovada.
Johny 23/01/2016minha estante
Sim, sim. Já ouvi falar que este não é um livro fácil por ser longo e representar a visão de cada personagem. Mas tô ansioso para ler!


A Senhorita Dos Livros 23/01/2016minha estante
Vale a pena Johny.


Gabi 23/01/2016minha estante
Um dos meus livros favoritos! Mas já aviso, a questão de ter muitos personagens só piora! rsrs


A Senhorita Dos Livros 23/01/2016minha estante
kkkk sério Gabi? vou me preparar para isso...


Gabi 24/01/2016minha estante
Podemos dizer que Guerra dos Tronos é apenas um prefácio de todas Crônicas de Gelo e Fogo. hehehe




Parks 16/09/2011

Acho que sou abençoado. Consegui terminar de ler o livro mesmo depois de pensar em abandoná-lo umas 500 vezes.
Em apenas uma frase? Encheu linguiça até demais.
Com todos os seus detalhes lúgubres (e desnecessários) esta se torna a obra mais cansativa que pude ler. É impossível alguém ler este livro de noite e não pegar no sono, é por isso que não existe comentários do tipo: “li noite a dentro” ou “você vai querer ler só mais um pouco antes de dormir e acaba devorando o livro todo”. Simplesmente o excesso de descrições estúpidas faz até um dragão dormir.
Convenhamos, existem momentos tão enfadonhos que mesmo lendo um mesmo parágrafo dez vezes você não consegue entender P#**@ nenhuma, talvez seja a tradução ou talvez realmente seja pq o autor parou a trama para descrever uma raiz tão desnecessária e estúpida, mas que deve ser descrita porque ele gostou dela. Ah, e ainda tem a narração esdrúxula que chega a enojar. Martin parece que se espelha em narrações do século XV, ele não percebe que seu público está no século XXI.
Mas não se enganem o livro poderia ser ainda pior. Imagine se a cada descrição tola do autor ele ainda desse o nome cientifico de arvores, animais, narrasse como foi feito todo um traje....
Está pensando em comprar o livro e ler porque AMOU a série de TV? Não faça isso, não jogue seu dinheiro no lixo. Espere mais um pouco e gaste ele quando o DVD ou Blu-Ray da série sair.
Série: 10
Livro: -1
PS: E pelos comentários que ouvi, o autor encheu tanta linguiça que nem sabe como vai terminar a serie e por isso continua só enrolando os “fãs”.
Bruna Degow 13/09/2012minha estante
Apenas uma palavra: CONCORDO.


Rick, o Tímido 19/11/2012minha estante
Sinto muito mas acho que vc esta muito enganado. a obra não é nem um pouco cansativa e na verdade cativa muito o leitor a continuar lendo e lendo e os detalhes não são excessivos, são na medida certa. e se você não entendeu alguma parte do livro ou seu vocabulário é muito ruim ou você deve ter algum problema de leitura. A série e sim 10 mas os livros são 100


Déh 11/03/2013minha estante
Série 10 e livro -1? Isso é porque a série tem muitas cenas de sexo e mulheres peladas (que a propósito nem tem no livro a maioria delas) aí você se identifica com o tipo apelativo/desnecessário que faz a linha da sua foto. HAHA


cristofemateus 20/11/2014minha estante
concordo


Netinho 02/06/2016minha estante
Qualquer um que vai começar a ler As Crônicas De Gelo e Fogo sabe que antes deve se situar dentro do universo dos livros, a história é altamente complexa e quando os livros começam a história já estava acontecendo a tempos. É claro que mergulhar em uma história que se inicia a mais de -8000 anos do ponto dos livros você vai ficar perdido e a história vai ficar entediante. Leio 100 páginas mas com a impressão de ter lido somente 10, Martin é genial. E seus livros são cativantes e intensos. Os melhores que já li, meus favoritos.




Lissa - @leiturasdalissa 12/09/2011

Uma das melhores histórias fantásticas que já li.
Estou com vontade de falar de Guerra dos Tronos por aqui há um bom tempo, mas tenho adiado o post por querer terminar a leitura primeiro. Contudo, tenho tido pouco tempo para me dedicar a ela, e ainda falta pouco menos da metade para que eu possa concluir o livro.

O que não me impede de escrever aqui sem ter terminado de ler, é a tamanha fidelidade do livro para com a série, perceptível desde a primeira página. É incrível! Durante a leitura pude entender porque os fãs de Guerra dos Tronos se intitulam tão sortudos. A história na tela pouco se difere do que está escrito: algumas diferenças de idade e omissão de detalhes pouco importantes que não interferem nos acontecimentos, e isso é tudo.

Apesar de ser uma ávida leitora de fantasia, não me interessei de imediato pela leitura de Guerra dos Tronos. No entanto, assim que um amigo sugeriu que eu assistisse a série, não pensei duas vezes e fui em frente. A primeira temporada da série é baseada no livro de mesmo nome, o primeiro d'As Crônicas de Gelo e Fogo, escritas por George R.R Martin.

Jon Snow, na série interpretado por Kit Harington.
A história se passa no continente Westeros, e trata de todas as manipulações políticas e guerras pelo trono que o governa. O livro não apresenta um único protagonista. Podemos acompanhar o desenrolar da história pela visão de diversos personagens de igual importância para o enredo. Robert Baratheon, o então rei, perde seu auxiliar primordial (que possui o título de Mão do Rei) assassinado, e pede que seu grande amigo, Ned Stark, assuma a posição, obrigando-o a deixar sua vida confortável em Winterfell, no Norte. Essa sequência de acontecimentos desencadeia ira e desorganização entre as grandes famílias do reino: além dos Baratheon e dos Stark, os Lannister, os Targaryen e diversas outras casas são envolvidas no processo. Meu personagem preferido em ambas as versões é Jon Snow, filho bastardo de Ned Stark - um retrato de coragem e superação.


Para ler o restante da resenha, acesse meu blog: http://www.shimmy-oh.blogspot.com
e-zamprogno 14/09/2011minha estante
O seriado é bastante fiel no começo da história. Mais pro final, é uma pena, mas vai ficando bem com cara de "resumão" (o que não seria necessário, já que é uma série com vários episódios, não um filme).


Lissa - @leiturasdalissa 14/09/2011minha estante
jura que você achou isso, e-zamprogno? eu não achei não! gostei bastante de como as coisas foram feitas... mas claro que uns episódios a mais não fariam mal algum =)


e-zamprogno 16/09/2011minha estante
Também gostei do seriado. Pelo que vc escreveu vc não passou muito da metade do livro. Talvez mude de opinião mais a frente. Deixei sempre alguma impressão no meu progresso de leitura, se quiser ver especificamente do que estou falando: http://www.skoob.com.br/estante/livro/10905595


Lissa - @leiturasdalissa 16/09/2011minha estante
terminei o livro sim! ;)
a resenha é um pouco antiga, já estou nas primeiras 200 páginas de Fúria dos Reis.

contudo, minha opinião ainda é a mesma! concordo com o "resumão", só não acho que isso atrapalhou, sabe?

vou ler sua resenha sim!
obrigada ;)


Flávia 15/02/2012minha estante
Olá! Foi exatamente a mesma sensação de tive quando assisti a série e depois li esse livro: a adaptação foi excelente. Para aqueles que não querem ler, assistindo a série, não perderão nada. Claro que é muito gostoso de ler essa história maravilhosa, que trata dos sentimentos, sejam eles mesquinhos ou nobres, de forma envolvente e real.




Lucas 17/05/2018

Leitura maravilhosa, eu já havia assistido a série então conheço a história. Acho que mesmo quem já assistiu pode se deliciar no livro, é um complemento. Fantástico.
José Junior 17/05/2018minha estante
Tenho muita vontade de ler, mais já assisti toda a série, fico achando que não vou gostar por já conhecer as coisas


Lucas 18/05/2018minha estante
Se tu gosta da série pode ler tranquilamente, a série é muito fiel a literatura sabe? As falas, tudo. Só muda a descrição de alguns poucos personagens.


Gabriel 18/05/2018minha estante
A série é muito boa, mas os livros são simplesmente magníficos, vale muito a pena ler. Mas vc vai começar a ver diferenças entre os dois a partir do terceiro livro


Lucas 18/05/2018minha estante
Sim! Muito obrigado pela informação Gabriel


José Junior 20/05/2018minha estante
Assim fico mais animado em começar, obgg




May 16/10/2013

Épico!
O suspense criado por Martin permeia o livro o tempo todo, a morte figura de uma forma assombrosa no livro, e a tensão a cada decisão tomada nos reinos faz o cerco ficar cada vez mais estreito. Esqueça livros covardes! Guerra dos Tronos é um livro absurdamente audacioso, uma obra que não tem medo de revelar as mazelas dos grandes figurões, dos personagens perfeitos, dos cavaleiros galantes. Aqui a realidade bruta realmente se instaura. Vingança, ódio, trapaça, tramas horrendas são desenvolvidas a cada página virada. É um livro que se propõe a analisar segundo a visão de vários personagens a tentativa de tomada de poder por parte de muitos, a tentativa de entender o destino da vida de alguns, e a dura e conflitante realidade de quem busca encontrar um equilíbrio entre o passado e o presente de Ned Stark, e o Rei Robert Baratheon. Uma história onde você não sabe em quem confiar e seu personagem favorito pode morrer a qualquer momento!

- Uma aventura inteligente e empolgante do início ao fim, não há como abandonar esse livro. Leitura obrigatória para os fãs de fantasia e aventura.
Rodrigo Soares 23/10/2013minha estante
Corajosa ler esse dai!


May 30/10/2013minha estante
Super recomendo amigo, é tipo muito bom mesmo, acho que você iria gostar c:


Rodrigo Soares 03/12/2013minha estante
Pretendo ler!


Lary 11/01/2017minha estante
Coloquei na meta de leitura desse ano




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