A Guerra dos Tronos

A Guerra dos Tronos George R. R. Martin




Resenhas - A Guerra dos Tronos


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Arthur Barros 25/08/2011

A Guerra dos Tronos
Resenha é o caraleo.
Lê çaporra que o livro é foda
Juliana ;* 12/08/2012minha estante
kkkkkk' Ai meu Deus!
Tive que votar em gostei pra esse comentário.


Rick, o Tímido 19/11/2012minha estante
Eu não diria nessas palavras, mas é basicamente isso


Bia Guedes 26/12/2012minha estante
KKKKKKKK


Ana Laura 03/12/2014minha estante
HEAUHEAUHEUA ta certo!


Polícia Resenha 04/12/2014minha estante
Como ousa insultar as resenhas?!!
Revise!


Douglas 15/02/2015minha estante
Meça suas palavras, parça.


Mi 19/09/2015minha estante
HUEHEUHEUHEUEHUHEUEHUEH MDS


GuiHenrique 01/10/2015minha estante
HUADHASUDHASDUAHSDUASDH' Faço da suas às minhas palavras.


Sara 12/10/2015minha estante
Putz! UHDAIUDHSAIDH Exatamente!


Goldie 22/10/2015minha estante
MELHOR COMENTÁRIO kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Kelli ( kell_msa) 15/12/2015minha estante
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH RINDO DE HOE ATÉ O ULTIMO LIVRO SER LANÇADO


Giovani.Teixeira 19/12/2015minha estante
eu ja vi a serie e to lendo os livros agora,alguem mais ta fazendo isso?acham q vale a pena?estou no primeiro livro e ate agora esta tudo muito igual a serie de tv


Thamyres 10/02/2016minha estante
Melhor comentário *-*


( KA ) 18/02/2016minha estante
kkkkkkkkkkkkk. Meus sentimentos estão descritos nessas palavras!


Ludwig.Lima 05/04/2016minha estante
eu já assisti a série a leitura é menos boa por isso?


Karina 13/05/2016minha estante
Eu assisti antes à primeira temporada da série e depois iniciei a leitura dos livros. Por mais que a primeira temporada seja fiel e bem feita, não tem comparação, o livro é muito superior como era de se esperar. Além do que, a série vai se afastando cada vez mais dos livros com o passar das temporadas.

Os livros são simplesmente foda. Arthur de Souza falou tudo. Não deixem de ler.


Mimi Maciel 24/09/2016minha estante
ahuahuahuaha a resenha que mais me instigou a ler o livro.


juanfrs 08/11/2016minha estante
Ok. Depois dessa, só me resta em começa a ler o livro. kkkk


Ketlen S. 27/11/2016minha estante
Disse tudo heheuehheueuehehhe


Muni 16/01/2017minha estante
Partilho do mesmo sentimento!


Daniela 25/08/2017minha estante
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, nao aguentei tive de dar um salve lol


Natiele Soares 04/10/2017minha estante
Já assisti a série, e li o primeiro livro, e achei a primeira temporada da série muito fiel ao livro! Mas amei a leitura, é muito envolvente !


jota_K 30/11/2017minha estante
melhor comentário! top!


Leonardo 05/04/2018minha estante
Melhor definição que vi aqui no Skoob. Livro fodasticamente foda pra caraleo


Anny-Chan 21/07/2018minha estante
Kkkk é isso aí! XD


Paula Braz 26/10/2018minha estante
Comecei a assistir a série e adorei. Comecei a ler o livro e estou completamente apaixonada. É bom demais. É viciante. Kkkkkkk...


Tai 10/03/2019minha estante
AHHAHAHAHAHAHA Melhor comentário


Mylena.Leticia 12/07/2019minha estante
Melhor comentário KKKKKKKKKKKK


Gabriel 20/02/2020minha estante
HAHAHAHAHAH vou ler só por isso


Amanda 08/04/2020minha estante
É isto


Raissa Black 02/06/2020minha estante
KKKKKKK direto amei


Tailane.Carine 22/07/2020minha estante
Realmente


Isa 13/08/2020minha estante
Melhor "resenha" kkkkkkk


aninha 18/08/2020minha estante
KKKKKKKKKKKKKK


Happy 24/08/2020minha estante
Tava pensando em ler, mas só pelos comentários já vi que o livro é bom.


Ana 04/09/2020minha estante
Depois dessa irei ler


OTÃVIO 08/09/2020minha estante
Como faz para ler


sahyumii 09/09/2020minha estante
Achei profundo


Laly 18/09/2020minha estante
gostei, uma resenha cativante


Manu 08/10/2020minha estante
Qual é o botão para começar a ler? Sou nova nesse app


Jonathan.Ribeiro 22/10/2020minha estante
Como q ler sapo***?


Vitória Izidoro 25/11/2020minha estante
Esse daí além de ser direto é sincero kkkkkkkk.


Caxii 08/12/2020minha estante
Adoro as resenhas, também adorei seu comentário kkk


Kacau 31/12/2020minha estante
KKKKKK melhor resenha


sah 08/01/2021minha estante
Eu tenho kkk porém abandonei é cansativo ?


Fernando.Cabral 20/01/2021minha estante
Onde k pra ler ??


sah 20/01/2021minha estante
Tenho o box ? ainda no plástico ?já li um pouco de Guerra dos tronos ?


Bia 24/01/2021minha estante
KKKKKKKKKKKKKK


Bia 24/01/2021minha estante
EU NA VIDA


Lore 30/01/2021minha estante
mesmo sem querer, vc acabou resenhando (à sua maneira) kkkkkkkk


^-^ 12/02/2021minha estante
Ksksksks


Thacy 12/03/2021minha estante
Depois dessa, até me animei pra ler KKKKKKKKKKK


baggins 23/03/2021minha estante
KKKKKKKKKKKK meu deus


Geo.Alencar 25/03/2021minha estante
KKKKKKKKKdei um grito aqui


Milly 29/03/2021minha estante
Vou ler só por causa de vc cara


dudinha :) 11/04/2021minha estante
KKAKKAKAKAKKAKAKA


Ariany.Moraes 12/04/2021minha estante
Bem isso kkk


Livs 20/04/2021minha estante
??


El, só El 05/05/2021minha estante
melhor resenha kkkkk


deadpoet 08/05/2021minha estante
MANOKKKKKKKKJKKLLKKKK agora vou ter que ler


Ray 13/05/2021minha estante
KAKAKAKAKKAKAKA


June 20/05/2021minha estante
Amei sua resenha


Lela 06/07/2021minha estante
kkkkkkkkkkkkkkkkkk


Raven Murdock 22/07/2021minha estante
Depois dessa, só me resta ler o livro kkkk


Paulinha 02/08/2021minha estante
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk amei, melhor comentário


Alice.CristAvAo 09/09/2021minha estante
KKKKSIM


Oliveira 10/10/2021minha estante
KAKAKAKAAKAKAKA


duda ð¦ 18/10/2021minha estante
KKAKKSJAKDJSKAKAKAKSDKKKKKKKKKKK MELHOR RESENHA




Fran Kotipelto 13/07/2011

"Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI)"

" E mesmo com infinitas possibilidades jogando contra nós, acabamos nos conhecendo, e puta que pariu,se isso não for "Ka" dear Jow, então estamos diante de uma zona morta no universo, e caralho, esta segunda opção não me agrada e nem faz sentido pra mim." (Fran Kotipelto)

Como já comentei em outras resenhas minhas, e em várias conversas, venho defendendo que o universo está totalmente interligado de alguma forma, uma forma maluca até, mas está interligado. E sempre que leio um livro, fico pensando de que forma a ideia para uma resenha sobre o mesmo vai surgir, como um "insight". E durante uma dessas conversas em que eu citava o destino, tempos atrás, pra ser mais exata no dia 14 de abril de 2011, eu havia proferido uma frase que pensei que merecia um destaque em alguma resenha,(e até disse pra o Jow que ele poderia usá-la caso tivesse um "insight" antes de mim) em um futuro não muito distante,e ela então ficou arquivada até que comecei a ler "A Guerra dos Tronos:As Crônicas de Gelo e Fogo", e eu percebi que a frase clamava para ser utilizada (desculpe dear Jow,depois conversamos mais e outras frases surgirão).

Assim que a frase me veio à mente, junto com ela veio a canção "Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI)"da banda Epica e eu pensei: Porra, melhor trilha sonora pra ler a obra e resenhar sobre ele, não há,e segue a tradução:

"Estamos cegos e ansiosos
Avareza nos levará de volta para o vazio
Aqueles que apostam tudo terão que nomear uma razão
Se você não consegue deixar, você terminará de mãos vazias
Se você não pode controlar, viverá sua vida em vão
Quem decide sobre o meu tempo que virá?
Quem pode penetrar o círculo de vida e destino?

Não olhe para trás
Mantenha-se no rastro para quebrar a maldição
Agarre a chance
Desenvolva seu universo

Nós não podemos desfazer o que fizemos
Então nos mostre agora o que nos tornamos
Nos confronte com nossa crueldade
E nossa fraqueza
Não podemos nos esquivar de nosso destino
Então mostre reponsabilidade
Por que nós todos certamente temos um senso
De nossa consciência

Levar para a causa de conquista
Deixará um caminho de perda e tensão
E um rompimento infinito de fé pode juntificar atos de traição
Se você não consegue deixar, você terminará de mãos vazias
Se você não pode controlar, viverá sua vida em vão

Quem decide sobre o que é verdadeiro ou falso?
Quem é capaz de separar o tesouro do gancho?

O tempo veio, nós temos que ver
Que total sabedoria está em alcance
O tempo veio pintar nas linhas
Nós devemos identificar os sinais

Tantas pessoas estão cheias de ódio
Enquanto amor e luz estão ao alcance delas
Tantas pessoas irão prejudicá-las
Mas a vida pode ser tão bonita

Tantas pessoas idolatrarão
Enquanto o próprio sucesso está ao alcance delas
Não esqueça que você é capaz de
Desenvolver o seu próprio universo

Ache seu equilíbrio, afunde em reflexão

Descubra-se

Domine o universo
Domine todo o mundo"

Vocês podem estar pensando "que porra isso tudo tem a ver com A Guerra dos Tronos?" e eu sorridentemente lhes digo: "TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO!"

Eddard "Ned" Stark, nobre protetor das terras do norte, é amigo pessoal do rei Robert Baratheon e é convocado por ele a ocupar o cargo de 'A Mão do Rei' – o que é mais ou menos uma espécie de ministro que governa em nome do monarca - .Junto com essa notícia, Ned também sabe que o inverno está chegando, o verão durou aproximadamente 10 anos, e quanto maior o verão, pior e mais longo será o inverno que está por vir. Junto com ele, vem maus presságios, criaturas estranhas e malignas. (Que aparecem timidamente na trama, já que o centro da obra são as casas nobres de Westeros e a sua luta no jogo de tronos,mas não fiquem desapontados, porque esse é um dos grandes trunfos da narrativa de George Martin).Ned relutantemente aceita a incumbência, movido pelo objetivo de proteger seu rei e investigar uma possível conspiração arquitetada pela própria rainha, a ambiciosa Cersei Lannister, e seu irmão gêmeo Jaime.

Pouco a pouco, no entanto,vamos descobrindo que nem tudo é simples e bonito como parece: Robert é, na verdade, um usurpador – anos antes, com a ajuda de Ned, ele havia destronado Aerys II, o chamado “Rei Louco”, representante dos Targaryen, a antiga dinastia que havia unificado os sete reinos que outrora formavam Westeros.

Tendo sido influenciado pelas obras de dois autores que eu sou apaixonada, William Shakespeare e Bernard Cornwell, George R.R. Martin cria uma verdadeira obra-prima onde nada é o que parece, onde honra,culpa,medo,ambição,orgulho,inveja,redenção,amor e ódio formam uma linha tênue.

A Guerra dos Tronos é um livro empolgante do começo ao fim.Praticamente impossível começar a lê-lo e não ter a sensação que se está partindo para um inverno rigoroso e longo em um reino fantástico,onde depois que se conhece ele começa aquecê-lo e acolhê-lo de uma forma que poucos livros são capazes de fazer.

Cada dia que passa eu acredito mais no Ka-tet (vide A Torre Negra/Stephen King), e nem acredito que a frase tenha vindo à minha mente durante a leitura por acaso, não acredito que a música "Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI)" tenha vindo à minha mente por acaso, e acima de tudo, não acredito que você leu esta resenha por acaso e sinceramente não posso acreditar que após lê-la,sua curiosidade em ler 'A Guerra dos Tronos' não tenha aumentado. E tenha certeza de que vale a pena, vale muito a pena.

"O inverno está chegando..."

Alan Ventura 13/07/2011minha estante
Fico até meio sem jeito de comentar tuas resenhas, são sempre geniais. Adoro o Epica, e particularmente essa canção que você citou. Sua frase é perfeita e realmente descreve o Ka. Enfim, a cada resenha você nos delicia com suas palavras e desperta-nos o desejo de ler a obra em questão, como poucas pessoas e resenhas são capazes. Meus parabéns. Esplêndido! o/


Luh Costa 14/07/2011minha estante
Resenha magnífica!
Já ouvi falar do livro e tenho visto comentários a respeito mas nada que me surpreendesse como sua resenha. Nada que despertasse o interesse pelo livro. Você escreve super bem e esse dom não deve ser "por acaso". rsrs
Um beijo e parabéns!


Jow 19/07/2011minha estante
Enfim o livro que sua grandiosa frase estava esperando apareceu!
Endosso os comentários do Alan e da Luh, e tudo se resume em apenas uma mínima palavra: Ka.


Jonathan 23/07/2011minha estante
Virei seu fã, apesar de ter lido poucas resenhas ( naõ se preocupe, irei me atualizar) você escreve muito bem e tem uma ótima visão dos fatos.

Com relação a esta resenha em especial só posso dizer que me deixou com água na boca, já queria ler este livro mas agora esta vontade é quase insuportável. Parabéns!!


l JaoO l ;D 29/07/2011minha estante
Perfeita !

Eu comprei esse livro, porem estava pensando em ler outros dois antes, mais quando eu li essa sua resenha incrível, A Guerra Dos Tronos sera sem duvida o próximo livro que eu vou ler...

Poucas vezes li alguma resenha tao convincente como esta.. Parabéns !


Rafael Isidoro 17/02/2012minha estante
Caralho!!!
acho que essa foi a melhor resenha que li em toda a minha vida!
Antes eu tava na duvida se compraria esse livro, mas agora eu tenho ctza!!!
E agora vou ler, não só o livro, mas tbm, ouvir essa musica!! =]
Parabéns!!!


ciça 02/04/2014minha estante
não conheço essa música.. vou procurar..


Ariosto 30/07/2015minha estante
Eu amo essa musica e nunca tinha ligado ela com esse livro... Concordo com tudo, mas sinto falta de um ka-tet de amigos unidos em got, como vimos na torre negra


Any 18/09/2015minha estante
Será que um "Parabéns, você me convenceu" é clichê? Se for...já era, já falei, sua resenha é sensacional! Se eu tinha alguma dúvida sobre ler ou não esse livro elas foram destruídas nesse momento! Sem mais...Não sei quando vou encontrar tempo, mas vou ler este livro!


Sangelo 25/01/2016minha estante
Eu comprei a série inteira de uma vez, desde a primeira vez que vi me apaixonei. Comecei a ler o primeiro livro mas parei por conta de trabalhos da facu e outras leituras e me pergunto se estou doido por não ter terminado ainda e continuado a série, mas vem aquela ansiedade de terminar de ler todos os cinco antes do sexto e não poder continuar a história. De qualquer forma seu texto estava perfeito e atiçou a minha curiosidade por outra serie que já estou pesquisando A Torre Negra. Parabéns pela resenha.


Mariane B. @thesecozydays 17/05/2017minha estante
Amo demais essa música! Que resenha, parabéns!




Antonio Luiz 18/11/2010

Shakespeare no liquidificador
O primeiro livro da série "As Crônicas de Gelo e Fogo" do roteirista e escritor estadunidense George R. R. Martin, "A Guerra dos Tronos", chegou ao Brasil cercada de muita expectativa. Com sucesso maior que o esperado, a série inicialmente concebida como trilogia foi promovida a heptalogia e um quarto livro foi publicado, em 2005. Vendeu, até agora, 7 milhões de exemplares, metade dos quais nos EUA. A rede HBO programou um seriado baseado nas Crônicas, que deverá estrear a partir de março de 2011. Até lá, espera-se que saia o muito adiado quinto volume.

O autor publicou seis novelas (romances curtos) derivados, ambientados no mesmo mundo ou com os mesmos personagens, além de licenciar brinquedos, jogos de cartas e de tabuleiros, videogames, RPGs e assim por diante. O livro de 1996 e suas duas primeiras sequências, de 1998 e 2005, receberam o prêmio Locus e houve quem o saudasse como “a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel”.

Com certo exagero, deve-se ressalvar. Gostos variam, mas muitas obras de fantasia marcaram época entre "O Hobbit" de Tolkien (1937) e 1996, incluindo as séries "Gormenghast", de Marvin Peake (iniciada em 1946), "Elric de Melniboné", de Michael Moorcock (iniciada em 1972), e a satírica "Discworld" de Terry Pratchett (1983). Mesmo assim, o sucesso incomum da série de Martin, principalmente nos EUA, justifica alguma atenção.

Baseia-se em parte na Guerra das Duas Rosas, uma série de disputas dinásticas pelo trono da Inglaterra ao longo dos reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III, de 1455 a 1485. Opôs as casas de York (cujos servidores usavam rosas brancas como emblema) e Lancaster (rosas vermelhas), que na obra de Martin, se tornam as casas Stark (simbolizada por um lobo) e Lannister (um leão), que disputam o poder em Westeros, cujo rei Robert Baratheon tomou o trono de um enlouquecido Aerys II Targaryen ao fim de uma violenta rebelião.

Fãs notam influências de Walter Scott (autor de "Ivanhoé"), Cervantes e Lovecraft, mas parece bem mais importante a de Shakespeare – embora Martin, ao contrário do grande dramaturgo inglês (súdito e adulador de Elizabeth I Tudor, herdeira do triunfo final dos Lancaster), faça dos Stark/York os heróis e dos Lannister/Lancaster os vilões. Outros arcos narrativos entram em jogo, mas o mais importante no primeiro volume é o de Eddard “Ned” Stark, chefe da sua casa, em torno do qual giram as histórias. A cada capítulo, muda o ponto de vista, passando pelo pai, pela esposa e por quatro dos seis filhos e filhas vivos, incluindo um bastardo. Há ainda capítulos narrados do ponto de vista de um dos Lannister e outros de Daenerys Targaryen, filha de Aerys II, aos quais voltaremos depois.

Eddard lembra de várias maneiras vários heróis de tragédias shakespearianas, a começar pela maneira como caminha inexoravelmente para a desgraça sob os olhos do leitor. Também como em Shakespeare, sua infelicidade se funda na decomposição dos valores feudais.

Um mundo perfeitamente feudal e medieval, esse tipo de tragédia não tem lugar: Cada um é chamado a cumprir sua tarefa atribuída pela ordem divina – orar, guerrear ou trabalhar. Só cabe o auto religioso, a representação imutável de papéis prescritos por toda a eternidade. O Senhor dos Anéis, por exemplo, é uma espécie de auto no qual Gandalf faz o papel de Cristo como pregador e líder dos apóstolos, Frodo, o Cristo sofredor que carrega a cruz e sobe o Gólgota e Aragorn, o Cristo-Rei que comanda os exércitos do bem no Apocalipse e todos aceitam seus papéis sem contestá-los. No mundo do capitalismo, também não cabe a tragédia shakespereana: as pessoas buscam seus direitos, lutam por seus interesses privados e acham isso justo. Cabe o drama, a luta do personagem por autoafirmação na concorrência com rivais.

O trágico está na inadequação dos valores à realidade durante a transição para a modernidade. A noção de contrato de direito natural ainda não compete com a de juramento feudal, nem a de fidelidade com a de interesse. Ainda não há uma solução moderna para o problema da soberania e sua disputa se torna um empreendimento cínico e sem sentido, no qual o herói não consegue acreditar: “A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada”: Macbeth age como um discípulo de Maquiavel, mas julga a si mesmo como um moralista medieval. As paixões e necessidades do protagonista o impelem a agir contra os ideais herdados do feudalismo (ou deixar de agir a favor, no caso de Hamlet), mas não há outros nos quais possa acreditar.

Eddard não tem, porém, a envergadura de um herói trágico shakespeariano. É apenas patético, porque não interioriza a contradição. Ela é externa, projetada como o conflito entre ele e a corte. O patriarca Stark não é uma vontade moderna com uma consciência medieval, mas um senhor feudal da Alta Idade Média perdido na Renascença como um viajante no tempo. Vem de um feudo tradicionalista onde os senhores executam pessoalmente os condenados, governam de um castelo auto-suficiente entre aldeias esparsas e se impõem aos vassalos pela coragem física. Um rei tolo, incompetente e ocioso o nomeia principal ministro numa grande capital portuária e mercantil onde reina o dinheiro, para uma corte cujas intrigas estão além de sua compreensão. Para os Stark, honra é lealdade incondicional; para a corte e seus rivais Lannister, é pagar as dívidas (o que é tanto uma promessa quanto uma ameaça).

Eddard não consegue entender, por mais que lhe expliquem. O leitor acompanha, consternado, como insiste nos mesmos erros óbvios, confia em quem não deve, desafia as pessoas erradas na hora errada e reivindica uma autoridade moral que ninguém lhe reconhece. Acaba por parecer bronco demais para merecer admiração ou mesmo comiseração do leitor: é a tragicomédia do caipira inexperiente na cidade grande, caindo em todo conto do vigário que se lhe apresenta. A impressão de estupidez é reforçada pelo fato de que o segredo que luta por desvendar ao longo da maior parte do livro não só é conhecido da corte como revelado ao leitor nos primeiros capítulos: a rainha Cersei é amante do próprio irmão gêmeo, o belo Jaime Lannister. O curioso é que Eddard acaba por encontrar a resposta por meio de uma genética mendeliana inacessível aos mais brilhantes medievais.

Os filhos, mais vítimas das circunstâncias do que protagonistas, oferecem ao leitor intrigas secundárias e personagens para amar e odiar. Bran é um garoto que é aleijado pelo inimigo e reduzido a espectador impotente dos acontecimentos desde o início da história. Jon Snow, o bastardo, nos apresenta a Patrulha da Noite à qual é enviado, um corpo de guardas votado à castidade e à guarda da muralha que demarca a fronteira norte do reino de vagas ameaças anunciadas no prólogo, mas que só começam a se concretizar perto do fim do livro.

Sansa consegue ser mais simplória que o pai, o que não é dizer pouco. Vaidosa que sonha com os luxos da corte, os romances da cavalaria e o prometido casamento com o príncipe herdeiro, deixa os inimigos manipularem seu ingênuo egoísmo para a ruína da família. Arya é uma menina rebelde, esperta – em comparação com o pai e a irmã, bem entendido – que gosta de se portar como moleque, aprende habilidades “masculinas” e graças a isso se safa, provisoriamente, do desastre.

A corajosa esposa Catelyn, nascida na casa Tully, tem um papel mais importante e uma estatura mais respeitável. Como muitas heroínas shakespearianas – pense-se em Lady Macbeth, Julieta ou a Pórcia de O Mercador de Veneza –, mostra mais ousadia, astúcia, bom-senso e energia que seu parceiro na defesa dos interesses comuns.

Tyrion Lannister, irmão mais jovem da rainha e anão (no sentido clínico e não no mitológico), é o protagonista mais ambivalente do livro. Pertence à família dos vilões, mas se relaciona com ela pelo desprezo mútuo. Busca seu apoio nos momentos difíceis, mas de resto é um individualista astuto, que procura tirar da vida o melhor que sua condição lhe permite sem causar males desnecessários, apesar de ser impiedoso na vingança. Inteligente, cínico e descarado, proporciona os raros momentos de humor (embora sombrio) e percepções agudas em um livro na maior parte do tempo sério e obtuso como Eddard Stark.

A personagem mais impressionante é, porém, Daenerys, a herdeira dos Targaryen, que vive uma história independente da trama principal, embora destinada a cruzar-se com ela em futuros volumes. Aos treze anos, o irmão, exilado com ela no continente para além do Mar Estreito, a dá em casamento a Drogo, um grande chefe nômade à imagem e semelhança de Átila ou Gengis Khan, com a esperança de que este o ajude a reconquistar o trono usurpado a Aerys II. Numa série de improváveis peripécias, a garota tímida, medrosa e submissa se assume como dona do seu destino, se torna uma amante fogosa, uma rainha respeitada e por fim a líder temível de um povo feroz. Soma dois clichês algo racistas da literatura de aventura colonial – a mocinha branca submetida à lascívia de selvagens brutais e o solitário aventureiro europeu que mostra sua superioridade sobre os nativos e torna-se seu rei-deus –, mas a combinação e suas vias heterodoxas resultam numa inovação interessante.

Os capítulos de Daenerys foram publicados também como a novela independente "Blood of the Dragon" (O Sangue do Dragão), primeiro na Isaac Asimov Magazine e depois na antologia "Quartet: Four Tales from the Crossroads". Ganhou em 1997 o prêmio Hugo, o mais importante da fantasia e ficção científica estadunidense. Deve soar mais provocante que o livro completo, ao qual seus capítulos acrescentam pitadas bem-vindas de exotismo, sensualidade e fantasia mágica a um livro na maior parte do tempo puritano, monótono e “realista”.

Pode parecer um paradoxo que um épico de fantasia medieval se faça notar pelo realismo, mas essa é a característica mais apontada pelos admiradores, que o contrastam com o idealismo de autores como J. R. R. Tolkien e seus imitadores. A trama não é governada pelo enfrentamento entre o Bem e o Mal, mas por interesses materiais de famílias poderosas. Astúcia e força bruta usualmente prevalecem, seja qual for o lado que esteja com a razão ou represente o bom, o belo e o verdadeiro. Ao menos neste volume, não está em jogo a salvação do mundo ou a perdição da humanidade, mas um “mero” trono, a magia não tem papel importante (salvo na história de Daenerys) e os conflitos são meramente humanos. As ameaças sobrenaturais do gelo (os “zumbis” do norte) e do fogo (dragões) estão presentes, mas só no final do livro começam a insinuar que terão um papel importante nas sequências.

O realismo é também ressaltado pela rudeza e concretude aparente do cenário. A aparência física dos personagens é dada de maneira minuciosa e frequentemente impiedosa, com ênfase em defeitos físicos e cicatrizes horrorosas. Idem quanto a seu comportamento, incluindo a exata maneira como se embebedam, escarram, copulam, adoecem, sangram e morrem. Árvores, construções, paisagens e armas são descritos com pormenores que parecem querer proporcionar a sensação de se assistir a um filme em alta resolução.

Como geralmente se dá em Hollywood, este é um realismo ilusionista. Embora recorra aos diferentes pontos de vista de diferentes personagens, a narrativa (em terceira pessoa) quer mostrar o real “como é” e não como uma construção. O campo de visão é sempre parcial, mas dá impressão de objetividade, de acesso direto ao que cada personagem de fato vê, supõe ou sabe em determinado momento, sem mediação ou contradição. E o que mostra é quase sempre tradução de clichês do cinema e da literatura “realistas” atuais. O senso comum e as crenças do leitor – exceto, talvez, do mais inexperiente – raramente são desafiados.

Pode passar despercebido ao leitor, por exemplo, o quanto a história é maniqueísta, ainda que não da mesma forma que um "Nárnia" ou "O Senhor dos Anéis". Não há uma guerra explícita entre o Bem e o Mal, os bons não são em geral premiados nem os maus punidos e mesmo os melhores são imperfeitos e cometem erros morais, mas não há como se enganar sobre quais são os mocinhos e os bandidos. Não se mostra visões diferentes de futuro ou de moral, mas heróis leais e honrados contra antagonistas cínicos e perversos.

É fácil deixar de notar que todos os pontos de vista, sem exceção, pertencem a uma fração ínfima da sociedade, a aristocracia. A pequena nobreza e os sacerdotes não recebem muito mais atenção que os animais, as ferramentas e o mobiliário. Os plebeus, menos ainda.

Pode-se também não perceber que, apesar de muitas cenas de sexo, frequentemente com conotações de pedofilia (do ponto de vista moderno, bem entendido – meninas se casarem aos 12 ou 13 anos era rotina na Idade Média), trata-se de uma obra puritana. Como já foi notado por outros, o único casal sinceramente apaixonado e sem fim trágico à vista é o dos arquivilões, o chefe da guarda real Jaime Lannister e sua irmã gêmea Cersei, a rainha. Os outros aristocratas espalham filhos ilegítimos pelo mundo com indiferença ou orgulho, mas o herói Ned Stark se tortura (e é condenado pela família) por ter gerado um único bastardo.

Os “bons”, sempre tensos e angustiados a respeito de seus deveres, são contidos em seus apetites, mostram pouco afeto sincero (salvo por seus lobos de estimação), raramente se divertem e nunca são mostrados fazendo sexo, apesar de fazerem muitos filhos. Já a gentalha diverte-se com paixão grosseira e violenta e os vilões aristocratas, de maneira refinadamente perversa, com ênfase em adultério e no incesto. Calvino manda lembranças: a obra deixa sempre a sensação de que sexo, prazer e diversão são vis e pecaminosos.

A geografia do “gelo” e do “fogo” reforça os clichês. O extremo norte de Westeros é uma terra gélida e misteriosa, habitada por selvagens e criaturas legendárias. Uma muralha a separa do norte austero, frio, diligente e austero, de fazendas e cidades pequenas, ligada por um istmo a uma babilônia preguiçosa, luxuriosa e cálida. E a leste há um continente povoado por exóticos bárbaros orientais de costumes indecentes e apetites desenfreados. De lá vieram os dragões que talvez voltem, pois lá se exilaram os últimos descendentes dos Targaryen, reis que no passado conquistaram Westeros domando os monstros cuspidores de fogo, agora supostamente extintos.

Westeros é separada de um grande continente por um “Mar Estreito”, seus habitantes têm nomes ingleses ligeiramente modificados e sua história evoca vagamente a Grã-Bretanha, mas suas dimensões são as de um pequeno continente. É grande o suficiente para que o norte semisselvagem onde está Winterfell, lar dos rudes e puros Stark, tenha um clima muito frio e seja tropicalmente quente o sul mais povoado e civilizado, sede dos luxuriosos Lannister e do antro de perdição que é Porto Real, a capital do reino. O sul cultua uma religião “pagã” de velas, templos, sacerdotes, imagens e hierarquias que evoca o catolicismo tradicional, enquanto o norte segue uma “Antiga Religião” baseada em um orações em bosques sagrados sem mediação de sacerdotes, que faz pensar nas formas mais radicais do protestantismo.

Uma peculiaridade desse mundo é que as “estações” duram vários anos, de maneira não muito previsível. Não se tenta encontrar nenhuma justificativa astronômica ou meteorológica, nem explicar como a vegetação, os animais e a agricultura se adaptam a isso. É antes uma metáfora: “O inverno está chegando” é o lema dos Stark e uma indicação do clima ambivalente do primeiro livro: parece indicar tanto o receio do fim da abundância quanto a esperança de que os valores puros da austeridade, do trabalho duro (para os camponeses) e do inverno voltem a prevalecer sobre as forças corruptoras do luxo, do prazer e do verão.

Vale notar que Westeros é formada por duas massas de terra, norte e sul, ligadas por um istmo, o “Gargalo”, o que vagamente a configuração das Américas. Em certo nível de interpretação, seria Winterfell a América do Norte e o sul a América Latina? No norte há neve e lobos e no sul abundam frutas sumarentas e se mencionam árvores de pau-brasil e pau-ferro. Estes nomes podem ser escolhas discutíveis do tradutor para os originais redwood e ironwood, que podem se referir também a espécies de climas temperados, mas Porto Real é uma grande cidade à beira-mar onde há morros, favelas e, nas palavras entusiasmadas do rei que tanto consternam Ned Stark, “as mulheres perdem toda a modéstia ao calor. Nadam nuas no rio, mesmo por baixo do castelo. Até nas ruas está calor demais para lã ou peles e elas andam por aí com aqueles vestidos curtos (…) quando começam a suar e o tecido lhes adere à pele, é como se andassem nuas”. Não soa como um clichê sobre o Rio de Janeiro?

Alguns admiradores brasileiros se queixam na internet da tradução: em vez de procurar um tradutor brasileiro, a portuguesa Leya comprou da editora Saída de Emergência os direitos para o Brasil da tradução portuguesa de Jorge Candeias (transação sem remuneração ou aviso ao tradutor, que se disse “estupefato”) e a adaptou superficialmente para o português brasileiro, substituindo mecanicamente construções em infinitivo por gerúndios, a segunda pessoa pela terceira e certos acentos e ditongos – por exemplo, de “o Inverno está a chegar” para “o inverno está chegando”, de “os mortos assustam-te” para “os mortos o assustam”, de de “crónicas” para “crônicas” e de “papoilas” para “papoulas”.

O tradutor original foi perfeitamente competente para o público português que tinha em vista. Do ponto de vista da compreensão das intenções do original, bem como da correção gramatical, o resultado é melhor do que muitas traduções de livros de fantasia feitas por brasileiros. Mas parece ter prejudicado a legibilidade da obra para o público-alvo de adolescentes e jovens adultos pouco acostumados ao português europeu. Não seria grande problema num conto ou romance curto, mas pode ser desencorajador em um livro de 592 páginas que seria o primeiro de uma série de sete. Para um brasileiro, a narrativa e os diálogos, mesmo “adaptados”, soam demasiado formais, além de carregados de termos pouco familiares, o que não está de acordo com o espírito do original.

Considerando tudo, vale a leitura? O leitor deve ser prevenido que a leitura é longa e inconclusiva, sem um fechamento satisfatório neste ou em qualquer dos volumes já publicados e a série, como muitos folhetins e telenovelas, corre o risco de ser encerrada pelo desinteresse do público ou do autor antes de chegar a uma conclusão lógica.

Tem algo de Shakespeare, mas sem suas percepções originais, voos de retórica, momentos de humor e desfechos grandiosos. É como um coquetel homogeneizado do Bardo de Avon com chavões da fantasia medieval, filtrado pelas lentes de um realismo psicológico e ilusionista moderno. À parte a rudeza e o clima peculiar, o mundo em que se passa a história é bastante convencional, salvo, talvez, por seus bárbaros nômades do Oriente. Os seres sobrenaturais citados – dragões, zumbis e outros – seguem clichês tradicionais.

O que tem de mais atraente, compartilha com as telenovelas e séries dramáticas: permite envolver-se com um grupo variado de personagens e com seu crescimento, suas aflições e suas intrigas intermináveis e esmiuçar sua psicologia à exaustão. Não faltam personagens sofredores e indefesos para se sentir compaixão, bem como malvadas e malvados, cínicos e arrogantes, para odiar com todas as forças. Só nos anexos do primeiro volume são listados cerca de 150 personagens vivos e 50 mortos – e isso inclui apenas as grandes casas aristocráticas e seus agregados, ignorando plebeus avulsos. O número de “tropos” ou chavões também é surpreendente: o site tvtropes.org lista mais de 500 para os livros já publicados!

O leitor que busca na literatura o que a tevê não sabe ou não quer dizer talvez investisse melhor seu tempo lendo algumas obras mais curtas, mas capazes de render mais em termos de surpresa, provocação ou diversão. Como, digamos, as peças de Shakespeare.
Eric M. Souza 01/07/2011minha estante
"O curioso é que Eddard acaba por encontrar a resposta por meio de uma genética mendeliana inacessível aos mais brilhantes medievais."

Foi, para mim, a maior falha da trama. Estou lendo Fúria dos Reis porque comprei os dois livros iniciais em promoção do Submarino.
De resto, concordo com a resenha em gênero, número e grau.

P.S.: Fiquei surpreso com isto; "corre o risco de ser encerrada pelo desinteresse do público ou do autor antes de chegar a uma conclusão lógica". Por isso, então, a demora para o quinto volume?


deborap 09/09/2011minha estante
Essa foi a resenha mais lúcida que já li a respeito de "Guerra dos tronos", pois é de fato uma análise do livro, em vez de um mero resumo. É muito mais produtivo que repetir o que os famigerados blogs de resenhistas publicam, sempre no calor da paixão por um livro que acaba por devorar o leitor. Entretanto, concordo especialmente no que se refere a Eddard Stark, que tinha tudo para ser um dos personagens mais cativantes, mas perdeu o rumo.


Pedro Henrique 13/10/2012minha estante
Boa resenha,parabéns por ter se aprofundado no assunto mas... Acho que você foi muito "exigente" com o personagem Eddard Stark, o que você chama de "caipira" e "tolo" nada mais é do que um dos poucos personagens que leva a honra realmente ao pé da letra, e ele não era tão idiota a ponto de não saber as consequências de seus atos,e justamente por ter conciência disso e mesmo assim ter seguido firme em suas convicções,é o personagem que eu mais adimirei nesse livro.


FaelMoore 30/01/2013minha estante
Uma boa resenha se vc é especialista em literatura ou um crítico. Um tanto enfadonha se vc pensa em pessoas que buscam livros apenas por entretenimento, como a maioria absoluta dos leitores.
A crítica no paragrafo final é especialmente inútil. Vamos todos deixar de ler literatura contemporânea e voltar a ler clássicos, afinal só Shakespeare é um bom escritor. Cheira a saudosismo por algo que não se viveu. Shakespeare é um grande escritor, mas não apenas dele vive a literatura.
Eu particularmente prefiro William Gibson e Frank Hebbert. Questão de gosto.


Amélia 22/08/2013minha estante
Puritano, monótono e ?realista??! Minha experiência com o livro foi justamente o contrário. Interessante como as pessoas podem ter visões opostas sobre a mesma coisa.



Douglas 30/11/2013minha estante
Muito boa sua resenha, Antonio.
Soube dissecar bem os personagens e fez um belíssimo raio-x da história. Parabéns.


Goldie 22/10/2015minha estante
Deu até vontade ler de novo.
Melhor resenha sem mais! E tu pensas da mesma forma que eu sobre a Daenerys.


Luana 24/05/2016minha estante
Chega a soar ridículo recomendar a leitura de Shakespeare como substituição às Crônicas de Gelo e Fogo. Mesmo com essa enorme resenha, tu parece não ter entendido que o público-alvo dos dois autores é completamente diferente, bem como o foco e desenvolvimento das histórias (ainda que possa ter alguns pontos bastante secundários em comum). Além disso, criticar o excesso de formalidade na escrita da série, ao mesmo tempo em que recomenda Shakespeare, é extremamente contraditório.


victor.augusto 16/05/2021minha estante
discordo totalmente senhor,boa noite




Souza 04/07/2021

Que história minha gente, Martin consegue te prender do início ao fim, os detalhes são descrito de forma muito detalhada e perfeita. Não tem como não gostar dos personagens e odiar outros, pois são muito cativantes.

Para mim os capítulos mais lentos com certeza foram do Jon nesse primeiro livro, o que mais me deixou com raiva foi o do Ned por conta da inocência dele em tratar de política.

Uma leitura que vale a pena para quem já viu série. E aos que não viram, podem ir de cabeça que irão gostar da história.
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Fabio Shiva 01/08/2020

Admirável Fantasia Nova
Não há como falar sobre essa obra sem expressar a admiração que ela provoca, pela grandiosidade em todos os sentidos, desde a complexidade da trama, envolvendo tantos personagens, até a massiva quantidade de palavras utilizadas com tamanha habilidade! Não é tarefa fácil capturar de forma tão completa a atenção do leitor ao longo de tantas e tantas páginas!

Eu, pessoalmente, fui capturado primeiro pela série da HBO, que acompanhei com grande entusiasmo. E ao longo dos episódios fui louvando cada vez mais a capacidade sempre renovada do autor de surpreender. Isso motivou uma curiosidade intensa de ler os livros que inspiraram a série, que começo a saciar com esse primeiro volume. Certamente, uma preciosa aula de escrita!

Primeiramente, todos os louvores aos poderes da Literatura de nos fazer esquecer as dores e agruras da vida! Foi um presente ler esse livro em meio às aflições da pandemia. Nada como horrores e perigos imaginários para aliviar a carga da dura realidade.

Com relação à história em si, creio que o autor teve algumas sacações verdadeiramente geniais, ao incorporar ao universo da fantasia de forma muito pessoal e criativa alguns elementos arquetípicos de histórias de terror (como os zumbis) e ficção científica (na sutil referência aos reptilianos). Mas a grande sacada de “Game of Thrones” é mesmo a facilidade com que o autor mata seus personagens, de forma a abalar aquela inconsciente segurança que o leitor/espectador tem de que tanto o herói quanto o vilão não morrem até o final da história. Essa capacidade de nos chocar com a morte dos personagens, aliás, tem um insuspeitável e honroso antecessor no grande clássico de Hitchcock, “Psicose”.

Claro que é inevitável a comparação com “O Senhor dos Anéis”. Até o nome dos autores evoca ressonância: J. R. R. Tolkien e George R. R. Martin. Em minha opinião, a motivação de Martin foi criar uma versão contemporânea e niilista da obra de Tolkien. De certa forma, cada uma dessas obras colossais é um retrato de seu tempo. “O Senhor dos Anéis” retrata de forma simbólica a luta contra o Mal representado pelo nazismo. E “A Guerra dos Tronos” simboliza o esvaziamento ideológico de nossos tempos, em que valores como honra e altruísmo são considerados fraquezas. Especialmente revelador é o trecho do massacre do povo dos “homens-ovelha” conhecidos como lhazarenos pelos selvagens Dothraki. A intenção de fazer uma brincadeira com o cristianismo foi tão explícita que acabou ficando deslocada em meio à habilidade do autor de esconder suas referências.

Gostaria de saber como envelhecerá “A Guerra dos Tronos”, em comparação com “O Senhor dos Anéis”. Com qual das duas fantasias se identificará mais a humanidade futura?

https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2020/08/a-guerra-dos-tronos-as-cronicas-de-gelo.html



site: https://www.facebook.com/sincronicidio
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Leticia Verza 02/07/2021

Uma delícia de leitura
É incrível como o autor descreve e faz você entrar na história, mergulhar no contexto e viajar nas aventuras de tal modo que você mal pode esperar o próximo livro. Todos os livros são uma incrível saga cheia de reviravoltas. Vale muito a pena ler pois a série de tv não retrata 1/3 da riqueza dos livros
Bekah 02/07/2021minha estante
Sim, o livro é incrível, só espere pelo segundo, é melhor ainda




Jow 01/08/2011

Um jogo pra quem sabe jogar!
“Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre. Não existe meio-termo.”

As relações de poder fazem a roda do mundo girar! O destino é para muitos algo fantasioso, apenas uma construção da mente de pessoas que tentam justificar seus atos e façanhas, ou até mesmo suas irresponsabilidades e os seus medos. E a vida nada mais é que uma passagem, onde os questionamentos sobre o que fazer ou ao que se ater é algo constante e conflituoso. Na vida, alguns são induzidos a acreditar que não possuem nenhuma chance de ascensão, e que sua passagem pela terra é uma vida de sofrimento e submissão. Mas, alguns desses oprimidos, encontram dentro de si um espírito de luta, uma inflamação na alma como um fogo de dragão, que incendeia os confins da existência, e fazem dessas pessoas personagens, exemplos de caráter, honra e honestidade. Ou infelizmente, na maioria dos casos, exemplos fadados a serem o oposto daquilo que se prega ser bom: mentirosos, caluniadores, falsários, covardes. É na estranheza das condições de uma vida, e na tentativa de exercer algo de concreto para o bem ou para o “mal” que George R. R. Martin, concebeu uma das melhores aventuras dos últimos tempos. O Inverno está chegando, e a Guerra dos Tronos, já começou!

A Guerra dos Tronos faz tanto sucesso nos últimos tempos, graças a enorme competência de Martin em sua escrita. Egresso do cinema, ele possui uma criatividade e uma potencialidade na escrita poucas vezes vistas num livro. Seu poder de descrição é algo espantoso, e o modo pelo qual ele desenvolve um aspecto bastante peculiar, onde faço uma rude comparação com o imortal Tolkien. Essa alias, é a única característica no qual me atrevo a dizer que eles são semelhantes. No mais, nada se parece, o mundo que criaram, e a abordagem de fantasia que ele se propõem a construir se diferem de uma forma abismal. A literatura tem espaço para ambos.

O suspense criado por Martin permeia o livro o tempo todo, a morte figura de uma forma assombrosa no livro, e a tensão a cada decisão tomada nos reinos faz o cerco ficar cada vez mais estreito. Esqueça livros covardes! Guerra dos Tronos é um livro absurdamente audacioso, uma obra que não tem medo de revelar as mazelas dos grandes figurões, dos personagens perfeitos, dos cavaleiros galantes. Aqui a realidade bruta realmente se instaura. Vingança, ódio, trapaça, tramas horrendas são desenvolvidas a cada página virada. É um livro que se propõe a analisar segundo a visão de vários personagens a tentativa de tomada de poder por parte de muitos, a tentativa de entender o destino da vida de alguns, e a dura e conflitante realidade de quem busca encontrar um equilíbrio entre o passado e o presente de Ned Stark, e o Rei Robert Baratheon.

Temos então uma obra quase completa. Ao meu ver, a audácia no qual elogiei no livro também pode ser o seu veneno. Por ter tamanha confiança na história que quer contar George Martin pode fazer alguns leitores apegados desistirem de sua obra, por não confiarem nela a longo prazo. Afinal, para ele os personagens tem a sua importância, mas o seu objetivo é realmente contar uma história onde o apego a personagens pode ser perigoso. Se eu puder lhe dar uma dica, aqui vai ela: Pense nas reviravoltas do livro, focando as conseqüências para o reino, para a filosofia própria da história que Martin quer criar, e se deleite com os personagens até quando lhe for possível.

Entre acertos e audácias, pensamentos profundos e coragem poucas vezes vistas em uma obra, George Martin escreve nada menos que um épico, que ao falar de inverno, traições e guerras, criará um mundo em nossas mentes de primaveras, cumplicidade e harmonia, para aqueles que aprenderem a jogar o Jogo dos Tronos, afinal, não há meio termo.
Luh Costa 01/08/2011minha estante
Magnífica!
Já tinha vontade de ler o livro mas estou dando um tempo por causa da pilha de inéditos que tenho dai aparece VC com uma resenha maravilhosa????
Fica difícil!rsrsrs
Tenho ouvido falar desse livro, só comentários bons. Uma série pra marcar nossas vidas.
Abraço


Alan Ventura 02/08/2011minha estante
Sua resenha me deixou muito mais curioso pra ler o livro, como disse a Karol: "um dia, eu ainda o leio". Abração.


Henrique 07/08/2011minha estante
Ótima resenha, como sempre. E concordo com o que você falou: "Esqueça livros covardes!"... realmente ele não tem apego a personagens, mas acredito que se o livro só tivesse saído após o seriado ele não teria suportado a pressão e mantido alguns personagens.


Fran Kotipelto 28/08/2011minha estante
Com certeza uma obra audaciosa, mas muito audaciosa mesmo. Impossível não se apaixonar por esse escritor,por essa obra e por tudo que esse mundo magnífico pode oferecer. E sua resenha dear Jow, impede qualquer ser humano sensato de votar "Não gostei".Meus parabéns.




PedroHarpy 30/06/2020

O inverno está chegando!
O primeiro livro da série "As Crônicas de Gelo e Fogo", A guerra dos tronos, é narrada em terceira pessoa e através da perspectiva de cada personagem principal, sendo no total 8 :

Lord Eddard Stark (Ned), Conselheiro do Rei e senhor de Winterfell;
Lady Catelyn Stark, esposa de Eddard;
Sansa Stark, filha mais velha de Catelyn e Eddard;
Arya Stark, filha mais nova de Catelyn e Eddard;
Bran Stark, filho do meio de Catelyn e Eddard;
Jon Snow, filho bastardo de Eddard;
Tyrion Lannister (duende), anão, irmão da Rainha Cersei;
Darnaerys Targaryen (Dany), cujo pai foi retirado do trono por Robert Baratheon.

A história se passa em uma época medieval dividido em Sete Reinos que são comandados pelo Rei Robert Baratheon em Porto Real. Devido o falecimento de John Arryn, antigo "mão" do Rei, Robert se dirige a Winterfell, cidade governada por Eddard Stark (Ned), para propor que Ned assuma o cargo de Conselheiro do Rei, Eddard se vê obrigado a aceitar, devido à suspeita do antigo mão do rei ter sofrido assassinato e que deveriam ter muito cuidado com os Lanister, a família da rainha.
Eddard se dirige para o sul, onde eventualmente ocorre A Guerra dos Tronos. No decorrer da história acontece disputas entre as casas, guerras, segredos entre família, lealdade, traições, ovos de dragões, criaturas do inverno que assombram os Sete Reinos desde os primórdios e tantas outras coisas que o leitor vai ficar querendo ler cada vez mais.

Ao mesmo tempo, no extremo Norte, existe uma muralha de gelo que é vigiada pelos patrulheiros da noite, que foi construída há muitos anos atrás para proteger o povo dos Outros (criaturas cruéis que vivem no frio intenso e matam os humanos). Enquanto isso, no extremo Sul, vivem os irmãos sobreviventes da Casa Targaryen (Viserys e Daenerys) que perderam o reinado quando o rei Robert Baratheon tomou o poder e buscam de alguma forma recuperar o reino que um dia pertenceu à família deles.
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natan_dino 08/12/2010

O inverno está para chegar?
No primeiro momento que me deparei com "A Guerra dos Tronos" imaginei que tipo de livro seria este. Com uma procura rápida na internet encontrei que, além de ser um livro, a obra estava sendo transformada num seriado do canal HBO. Mas não foi isso o que mais me impressionou.
George R.R. Martin, autor da obra, é considerado como o "Tolkien Americano" em diversos sites e grupos de leitura. Isso me impressionou.
O fato de ele ser comparado ao escritor que, pelo menos para mim, é o maior de todos os tempos, fez com que eu me interessasse pela leitura. E após algum tempo eu li. E não gostei do que li.

O livro é dividido em capítulos, como o usual, mas numa tentativa de inovar, Martin decide que cada capítulo será focado em um personagem distinto. É uma idéia excelente, mas precisa ser bem feito, coisa que não acontece. Lembro que um método parecido foi utilizado por Bram Stoker, na obra "Drácula", mas o antigo escritor sabia prender e entrelaçar os personagens. Martin cria histórias com cada um deles, o que torna a leitura, em algumas vezes, enfadonha.
Não há como se negar a profundidade da trama e a habilidade do escritor, mas o livro é lento e arrastado. Alguns personagens são totalmente descartáveis, e o personagem mais profundo e complexo do escritor, tem uma história fraca no final. Acredito que a história poderia girar naturalmente em torno de Lorde Eddard Stark (sim, Stark como o personagem da Marvel) e de Daenerys, a princesa descendente dos dragões, e isso seria mais proveitoso para o leitor. Obviamente é apenas a minha opinião. Na tentativa de abranger todos os personagens da trama, Martin peca ao não conseguir prender a atenção e derruba a afinidade que muitas vezes nasce entre o leitor e um personagem especial. No fim das contas, o livro parece ter sido escrito para virar um seriado. Talvez este seja um pouco melhor.

E que os fãs me perdoem, mas comparar George R.R.Martin ao Tolkien foi, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto.
Tell 16/12/2010minha estante
Um grande problema que eu vejo é que a crítica comparou Martin com Tolkien de várias maneiras e isto criou expectativas diferentes e de certo fará com que muitos fãs de Tolkien vejam a obra com certo preconceito.

Primeiramente, eu não terminei o livro, mas sei que As Crônicas do Gelo e Fogo não tem ABSOLUTAMENTE NADA EM COMUM com o universo fantasioso da Terra-média de Tolkien. E todos os interessados em ler a obra de R. R. Martin devem estar cientes disso.

Muitos fãs de Tolkien, como você, lerão este livro e procuraram batalhas épicas, magias, criaturas fantásticas e ficarão frustrados com o livro. O grande problema é que isso apaga o brilhantismo do livro.

Os personagens da Guerra dos Tronos são muito mais complexos e próximos de nós do que qualquer Hobbit do Condado. Eu não queria entrar nesse mérito de Tolkien > Martin ou Martin > Tolkien, mas vamos abrir a mente e notar a gigantesca diferença entre as duas formas de contar uma história.

Eu compararia a Guerra dos Tronos com os a série "Os Reis Malditos", o seriado "The Tudors" ou "Roma". As intrigas entre os personagens é o mais importante aqui e não a fantasia em si (como no Senhor dos Anéis).



Wendell 20/01/2011minha estante
Há fantasia, mas ela é sutil demais, porém a partir do segundo volume ela aparece com amsi força, mas nem sempre é bonitinha e confiável a grande sacada é essa, tirar o deslumbramento que autores como Tolkien trouxeram . O senhor dos anéis marcou toda uma geração, mas sinceramente a história é simples e não cativa tanto, o que há de legal é o mundo criado por Tolkien, que é muito incrivel.

Martin se difere de Tolkien por dar mais valor a história e a construção dos personagens. Todas essas personagens é o que me chamam a atenção pois todos tem um plot diferente e importante. Ou seja por mais que tenha um personagem que eu não goste eu sei que vai ter um legal mais pra frente, e todos esses eprsonagens movimentam a história, que pra mim não é em nenhum momento enfadonha, é eletrizante o jogo de poder, muito imprevisivel e verdadeiro, dê uma chance e leia o segundo acho que não vai se arrepender . ;D


Charlie 18/02/2011minha estante
Ai, mais de quem menos eu gostei foi o Ned. Quer dizer, dos capítulos dele. Ele é não tem carisma. O começo era cansativo, sim, mas depois tudo valeu a pena.


Tainara 13/06/2011minha estante
Eu simplesmente AMO Tolkien, mas: http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/dez-razoes-pelas-quais-a-guerra-dos-tronos-e-muito-melhor-do-que-o-senhor-dos-aneis Sem mais.


Jvitor Lanna 06/08/2012minha estante
Bem, não concordo literalmente com a sua opinião sobre o livro nem sua classificação de duas estrelas.Quanto a sua opinião concordo que às vezes, a leitura pode ficar lenta e um pouquinho arrastada, mas nada que comprometa a qualidade geral da obra.Porém, discordo veementemente quanto à falta de habilidade do autor de entrelaçar os relatos do personagens, o que a propósito, na minha opinião o autor o faz com maestria.É fascinante a maneira como o autor deixa "lacunas" entre os capítulos, fazendo que o leitor entenda por si mesmo o que aconteceu no desfecho do relato anterior.Na verdade, "A Guerra dos Tronos" não é uma obra-prima literária como dizem por aí, é claro que é um livro bom, bem acima da média,mas existem livros bem melhores( tanto na forma quanto no conteúdo) e bem menos famosos do que este...


Bruna Degow 13/09/2012minha estante
Concordo TOTALMENTE com você. Sou suspeita de falar porque simplismente ABANDONEI o livro na sua metade, mas porque achei realmente chata a leitura, e acima de tudo, muito complexa. A impressão que tive foi que o autor quis inovar demais, mas não tem capacidade para tal. Criou uns 200 personagens, e não consegue lidar com todos.


paloma 26/11/2012minha estante
puts, colocar como argumento um post da VEJA como argumento é demais né? tirando o argumento "7", todos os outros sã descartáveis (tainara)


Lindëndil 30/04/2013minha estante
Não partilho da sua opinião,visto que somos pessoas diferentes, com gostos diferentes, mas respeito. Porém eu não acho que comparar Martin a Tolkien é "brincadeira de mau gosto". Tolkien é sim um gênio.. Martim, também...Os dois são bons! Qual o problema? Os dois tem um trabalho parecido -não é igual- mas é semelhante principalmente no ponto em que eles criaram seus próprios mundos, com magia, história, com a geografia dos locais...Eu não acho a leitura enfadonha, mas como eu disse, é questão de gosto. E quanto aos personagens, o Martim meche com a emoção dos leitores quando as vezes mata um personagem querido por muitos...
Tanto ele quando o Tolkien envolvem os leitores, cada um ao seu modo, e pelo menos no meu coração, tem muito espaço pra amar os dois e todos os seus personagens, desde o Sarumam,o Aragorn, o Eddard, o Frodo, a Dany.. enfim, as vezes gosto de imaginar que Westeros fica em algum lugar perto da Terra Média, e que se você pegar um barco, após passar pelas Ilhas do Verão, pode acabar desembarcando em um novo lugar, com histórias e personagens tão emocionantes quanto os desses outros lugares...




Lauro 16/01/2021

Acredito que esse seja um livro que todo amante de fantasia deveria ler. O desenvolvimento da história é algo maravilhoso, sempre aumentando nosso amor e ódio aos personagens.
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Rubens.Memari 15/08/2021

O livro é melhor que a série!
O livro é conhecido e muito elogiado, em especial porque se tornou uma série. Recomendo a série, mas somente depois de ler o livro. Eu só assistia os episódios depois da leitura.
A história é excelente e bem contada, transporta o leitor para um mundo parecido com a nossa Idade Média, mas com muito mais tempero! Gostei da forma como a história vai sendo contada, cada capítulo faz você acompanhar um dos personagens principais. Aliás, me senti confuso com o grande número de personagens em alguns momentos, mas o autor ajuda a relembrar, e também vale de vez em quando uma consulta ao Google. Ao final, a vontade é de começar imediatamente o segundo volume!
Carolina 15/08/2021minha estante
Rapaz, se eu tivesse lido o livro antes da série, teria achado a série ruim kkk




marcos 12/12/2014

SENSACIONAL,muito bom MESMO, recomendo a todos que gosta de Historias medievais
Graci 17/05/2020minha estante
Obrigadaaaa+! Vc me ajudou muito com a resenha


Rakel.Conka 03/12/2020minha estante
Estou lendo ?




mandysoffice 27/08/2021

impecável
george g martin vem dar uma lição de escrita de fantasia com esse livro aqui. simplesmente sensacional. devorei em dois dias.
Léo 27/08/2021minha estante
Não consigo ler As Crônicas de Gelo e Fogo enquanto ele não der sequência ?




Matheus 18/05/2014

De Harry Potter a Game of Thrones!
Sim, é impossível uma criança, que cresceu lendo Harry Potter, não se apaixonar por essa série dos Jogos dos Tronos. Um novo mundo de fantasia, magia, guerra e dragões é criado, no entanto para um público mais crescido, com uma linguagem mais complexa e cenas fortes! R. R. Martin é sim minha nova J. K. Rowling, e agradeço por ele conseguir me trazer de volta para o mundo das fantasias. Brilhante obra com um enredo inimaginável, grandes heróis, grandes personagens e um final lindo que nos deixa ansiosos para a parte 2!
Roberto 18/05/2014minha estante
um final lindo e triste




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