A Guerra dos Tronos

A Guerra dos Tronos George R. R. Martin




Resenhas - A Guerra dos Tronos


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Alessandra 20/01/2011

o porquê do abandono
Em meus 33 anos de existência, abandonei pouquíssimos livros. Lembro de todos que abandonei com uma sensação de fracasso porque, afinal de contas, o livro foi mais forte do que minha vontade, e acabou me vencendo. Mas nunca duvidei, em relação a meus livros abandonados, que tive bons motivos para fazê-lo.
Este aqui é um exemplo clássico. Primeiro, tem uma estrutura narrativa que me incomoda muito, tipo "Robert Altman" de literatura, com a história sendo contada "picotada" por capítulos narrados por diferentes narradores. Embora a idéia seja criativa, tenho que dizer: é muito confuso. Porque são muitos os narradores. Você fica pulando de uma perspectiva para outra, e acaba sem querer elegendo vozes narrativas preferidas, e suspirando quando alguém que você já considera um chato é chamado novamente pelo autor para narrar a trama.
Mas o que me venceu no final foi perceber que "desgraça pouca é bobagem" neste livro de Martin. Parece aquela série da Universal, Brothers & Sisters: tudo de errado que pode acontecer, vai acontecer. E sinceramente, não é crível. Veja pelas vidas das pessoas ao seu lado. Acontecem coisas ruins algumas vezes, muitas vezes; mas não o tempo todo. Um autor tem que dosar a quantidade de desgraças em sua trama, acho.
Mas enfim, abandonei e não recomendo. Se alguém chegar até o fim da trama me conte o que aconteceu com Daenerys, a personagem cuja voz narrativa mais gostei, entre os tantos que falaram na história.


T. Ururahy 10/03/2011

RESENHA - A Guerra dos Tronos - George R. R. Martin
Olá novamente, senhores(as)(itas). Hoje eu posso afirmar que tenho um prazer quase sexual em dividir com vocês a resenha de uma das melhores sagas que eu já li na minha não tão curta vida. Trata-se nada menos do que A Guerra dos Tronos, o primeiro livro da saga As Crônicas de Gelo e Fogo que já conta com quatro livros publicados nos Estados Unidos, com o quinto previsto para o primeiro semestre de 2011. O autor George R. R. Martin prometeu uma série de sete livros, sendo que o manuscrito do sétimo (em fase de revisão) conta até agora com nada menos do que 900 páginas.

Ou seja, se você ainda não começou a ler A Guerra dos Tronos, faça isso AGORA, ou terá muito trabalho no futuro! Sério, agora. Pare de ler essa resenha nesse segundo e compre o livro em um dos sites de e-commerce. Eu espero...
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OK, resolvido? Maravilha! Pode continuar lendo a resenha.

Poucas vezes vocês me viram tão empolgado com um livro/série, dada a minha crítica habitual nível Gargamel. Pois, esqueçam! A Guerra dos Tronos é uma das maiores obras de arte da Literatura Fantástica mundial. Como está em uma das frases na contracapa do livro: ...a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel.

A saga chega em um momento que não poderia ser mais perfeito. Os leitores fanáticos de Tolkien cresceram. Eu li Tolkien com 15 anos e, desde então, ansiava por algo que suprisse essa lacuna literária.

Pois bem, George Martin escreve exatamente para esses leitores como eu, que são apaixonados pelo O Hobbit e O Senhor dos Anéis, mas que esperam relações mais adultas entre os personagens e a história. Para nós, não basta mais um belo conto épico do bem contra o mal. Queremos ver uma linguagem mais pesada, passagens mais violentas e personagens mais ardilosos do que o velho estereótipo do herói (i.e., Aragorn).

A Guerra dos Tronos traz todos esses conceitos: intrigas, sexo, traições, mortes, perdas de entes queridos, romance e, claro, uma dose cavalar da velha e boa aventura que tanto amamos.

Como de costume, vamos ponto a ponto:

VISUAL: O calhamaço de quase 600 páginas pode assustar se visto de longe, mas basta aproximar-se um pouco para notarmos a qualidade gráfica do trabalho feito pela Editora Leya (detentora dos direitos da saga no Brasil). Na capa, uma das localizações mais interessantes e importantes do livro (parei por aqui, sem spoilers dessa vez), transparecendo todas as sensações que um dos personagens viverá nesse local. Perfeita captura de texto em imagem. Ponto negativo apenas para o mapa na primeira página. Merecia um capricho um pouco maior. A diagramação seria no máximo OK, dado o tamanho diminuto das letras e o pouco espaçamento entre as linhas. Porém, há de se considerar que o livro é enorme. Se o diagramador fosse mais gentil conosco (os leitores), provavelmente o Livro I seria lançado em 2 volumes. Inviável.

ENREDO: Eu tentei elencar quais dos itens primordiais (enredo, narrativa, personagens) seria o campeão entre eles. Mas é impossível. Tudo é tão completo, complexo e inteligente, que seria muito vil da minha parte estabelecer um pódio. O enredo é brilhante no que tange as relações humanas como nós as conhecemos. Diferente de Tolkien, onde o maior conflito psicológico ocorre com Boromir, em Guerra dos Tronos o enredo é conduzido baseado no jogo de poder entre as diferentes regiões. A trama central ocorre com a família de Eddard Stark (Ned), quando o senhor em questão é convidado pelo rei Baratheon para ser sua Mão, ou seja, um segundo em comando. Como se não fosse complexidade que bastasse, ainda há um segundo núcleo: o de Daenerys Targarien (Dany), última descendente de uma família real com todos os motivos do mundo para querer matar o patriarca Ned Stark. Dany também é responsável pelo único momento realmente fantástico do livro (só no final, não dou spoiler nem sob tortura!).

NARRATIVA: Essa é a opinião mais pessoal da resenha. Eu sou totalmente apaixonado pelo estilo de narrativa que George Martin utiliza. Os capítulos vão se alternando entre os personagens e entre os núcleos. Os acontecimentos são tantos que em determinados momentos os grupos se cruzam e se separam, mas em momento algum o autor deixa a peteca cair. Você pode ficar um pouco confuso com a quantidade de nomes e personagens, mas não tens o direito de se perder na narrativa.

PERSONAGENS: Perdoem-me caros leitores, mas aqui vou comparar Mr. Martin com Sir Tolkien novamente. Em Guerra dos Tronos o mais próximo que temos do estereótipo de herói é Ned Stark. E mesmo assim o cara ainda consegue ter seus sentimentos pouco nobres (o mais explícito é o ciúme). Se os personagens de Tolkien nos encantam e divertem (Gimli, Legolas, Merry), os de Martin nos fazem sentir que eles realmente existem. Que pessoas com as condutas que eles seguem seriam perfeitamente reais no nosso mundo. Uma nota especialmente alta para o anão Tyrion Lannister. Particularmente, meus sentimentos por esse personagem variaram entre risadas, raiva e pena durante a leitura.

Como não tem um item para TRADUÇÃO, vou comentar rapidinho: Aplausos de pé para Jorge Candeias, o tradutor da obra. Ele conseguiu trazer os nomes dos locais para a nossa realidade (língua portuguesa) sem deturpar nem um fio sequer da genialidade de Martin.

Se de alguma forma eu ainda não consegui convencê-lo a ler A Guerra dos Tronos, aqui vai minha cartada final: os hobbits cresceram e, junto com eles, os leitores amadureceram. Se você se apaixonou por Senhor dos Anéis dez anos atrás, sentir-se-á honrado por A Guerra dos Tronos em 2011.
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gleicepcouto 13/07/2011

A luta pelo poder é real, mesmo na fantasia
Por Gleice Couto

Quando comprei o livro A Guerra dos Tronos, o 1º da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, que deu origem à série Game Of Thrones, produzida pela HBO, o borburinho já era grande. Não sem dificuldades, me manti alheia às críticas e spoilers sobre o programa televisivo, pois queria ler o livro primeiro. Não sabia, porém, que ele era um calhamaço de quase 600 páginas em uma letra miudinha. Então, quando o recebi pelo correio, juntamente com outros livros que tinha comprado, admito que o joguei lá pro final da pilha.
Uma pena. Podia estar me deliciando com a história há muito mais tempo.
A Guerra dos Tronos conta, principalmente, a saga da família Stark, cujo patriarca é Lorde Eddard "Ned" Stark, que é também Guardião do Norte, que faz parte dos Sete Reinos de Westeros. Eddard, homem íntegro, leva uma vida correta e tranquila com sua esposa e filhos (um deles bastardo). Sua vida, e de sua família, pra não falar a de todo o Reino, está prestes a mudar quando o Rei Robert Baratheon, amigo de infância de Eddard, o visita em Winterfell com família e corte.
Paralelamente aos acontecimentos referentes aos Stark e Lannister (família da esposa do Rei Robert), no Leste, os irmãos Viserys e Daenerys Targaryen vivem em exílio. Ele é filho, e o único herdeiro homem, sobrevivente do Rei Aerys II, que foi usurpado por Robert Baratheon. Viserys vende sua irmã em casamento para Khal Drogo, senhor de guerra dos nômades dothraki, planejando usar o exército de Drogo para reconquistar o Trono de Ferro de Westeros para a Casa Targaryen.
Em meio a essa disputa pelo poder, George R. R. Martin conseguiu fazer um épico. Ele criou um mundo novo, com base em épocas medievais, mas a seu próprio modo, com toques de realidade e fantasia mesclados na medida exata. Há lobos gigantes, dragões, estações de anos que duram anos. Mas há também traição, covardia, incesto e mistério. Muitos mistérios.
A trama, envolvente do início ao fim, é concisa e dinâmica. Aqui, você não vai encontrar espaço para longas divagações entediantes ou descrições exageradas "da gota do orvalho cintilando em uma folha enquanto em sua queda lenta e gradual atinge o chão já encharcado e arenoso". A narrativa é breve o suficiente para que o leitor possa imaginar bem os locais e sentirmos as ações.
Os capítulos mostram os fatos, sequencialmente, sob a ótica de um personagem, variando entre Eddard Stark, sua esposa Catelyn, seus filhos Sansa, Arya, Bran e Jon Snow (este, filho bastardo de Eddard), Tyrion Lannister (anão, irmão da Rainha Cersei e de Sor Jaime) e Daenerys Targaryen.
Essa divisão foi feliz, já que o autor selecionou o modo de expor determinadas cenas de acordo com o perfil do personagem. O resultado disso foi uma narrativa intimista, mesmo sendo em terceira pessoa, que flui muito bem.
Os personagens são sólidos e complexos, com histórias de background bem desenvolvidas. Eles não podem ser definidos em apenas uma palavra, e mesmo que você pense o contrário, quando menos espera, acontece uma reviravolta e você muda de opinião mais uma vez. Prepare-se para odiar e amar o mesmo personagem diversas vezes em um curto intervalo de páginas. Essa é a grande sacada: vilões e mocinhos se confundem, assim como perdedores e campeões, tornando a história imprevisível e atraente.
E as lágrimas? É difícil escapar delas. Eu não consegui em algumas partes. Ora por raiva, ora por tristeza, ora por risos (Tyrion, o anão, é impagável). Tantas emoções diferentes em um livro só, apenas poderia dar nisso: uma obra-prima da ficção fantástica.
Pouco tenho de negativo a dizer sobre a parte técnica do livro, a maioria é elogios também. A capa é linda (ilustração de Maec Simonetti e adaptação de Osmane Filho) e a revisão de Bel Ribeiro e André Albert é impecável. A Editora Leya está de parabéns pelo capricho da edição, com orelhas grandes, mapas do Norte e Sul dos Sete Reinos e Apêndice com a linhagem das Casas – tudo para o leitor não se perder, até se acostumar com os muitos personagens.
A tradução da obra, porém, deu pano pra manga. Isso porque a editora não optou pela tradução a partir do original em inglês e sim usou uma tradução de Jorge Candeias do português de Portugal, não o consultando para uma adaptação melhor ao português brasileiro. Desta forma, mesmo que Candeias tenha dado conta da difícil tarefa de se traduzir para o português lusitano um livro com tantas expressões peculiares e nomes diferentes, adequar esse texto para o Brasil não deu muito certo. Ao longo do livro, o leitor se depara com algumas estruturas não muito comuns aos brasileiros, mas aos poucos, vai se acostumando – até porque o texto de Martin não é totalmente rebuscado, contém um pouco de linguagem arcaica.
A série será composta por 7 livros - dos quais 5 já foram lançados, mas somente 2 chegaram ao país, este e o segundo, A Fúria Dos Reis. O terceiro, A Tormenta de Espadas, será lançado durante a Bienal do Livro no Rio de Janeiro, em Setembro deste ano.
O autor norte-americano, graduado e mestrado em Jornalismo, iniciou sua carreira escrevendo contos de ficção científica, mas se tornou conhecido quando começou a escrever roteiros para TV, na década de 80. Foi somente, porém, na década seguinte, a de 90, que George R. R. Martin começou a trabalhar nos manuscritos do que seria As Crônicas de Gelo e Fogo.
Recentemente, o escritor foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2011 pela revista Time.
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May 19/11/2010

Resenha: A Guerra dos Tronos – George R. R. Martin
Originalmente publicada em http://www.sobrelivros.com.br/resenha-a-guerra-dos-tronos-george-r-r-martin/

As Crônicas de Gelo e Fogo é uma série escrita por George R. R. Martin e lançada nos EUA em 1996 (A Game of Thrones) e que ainda não foi concluída, a previsão é de 7 livros.

A série foi comparada com “O Senhor dos Anéis” de J. R. R. Tolkien como “a maior e melhor série de fantasia desde que Bilbo achou o anel” e, com um misto de amor, ódio e esperança, devo dizer que sim, esse livro é tão incrível (ou tão chato, depende só de você) quanto SdA.

A Guerra dos Tronos (e toda a série, pelo que tenho lido) narra a história de uma terra medieval, muito parecida com a nossa história medieval, mas com uma diferença, o verão e o inverno não têm períodos fixos (3 meses), mas sim aleatórios.

No começo do livro nos contam que o verão já vem durando quase 10 anos, muitas crianças nunca viram o inverno, porém “o inverno está chegando” como diz o lema dos Stark, família principal do livro, e cada inverno tem a duração do verão que o precedeu (apesar de que, na terra dos Stark, no norte, eles têm “neves de verão”).

Os Stark, família de Eddard (Ned) Stark e Catelyn Tully composta por três filhos e duas filhas além do filho bastardo, governam as terras do norte há séculos, antes dos reis que dominam o sul chegarem.

A história é contada, de forma alternada, por cada um dos filhos de Ned: Rob (filho mais velho), Bran, Arya (uma menina que não se dá muito bem com tarefas femininas e única da família que puxou ao pai), Sansa (uma “perfeita lady” que logo no começo do livro é prometida em casamento ao príncipe dos 7 reinos) e Jon (o filho bastardo de Ned que acaba “vestindo o negro” e fazendo um juramento meio monástico, de não ter mulher ou família e defender a barreira do norte até a morte).

Também temos capítulos narrados por Catelyn e por Eddard. Cada um dos filhos de Ned tem um lobo gigante de estimação (quando adultos, são quase do tamanho de um cavalo), que foram encontrados ao lado da mãe morta, na neve, sendo que o de Jon é albino e não imite sons.

Enquanto a história da família Stark se desenrola, também temos capítulos contando a história de Daenerys (Dany) e Vyseris Targarien, últimos descendentes da antiga família real, que foi destronado e massacrada por Robert Baratheon e seus apoiadores (incluindo Eddard Stark).

Dany casa com um “senhor dos cavalos” chamado Drogo, que é um rei (Khal) e promete a Vyseris muitos guerreiros para reconquistar as suas terras, apesar de Vyseris ser muito cruel com Dany. Além disso, temos alguns capítulos mostrando Tyrion Lannister, o irmão da rainha Cersei (esposa de Robert), que é um anão e, na minha opinião, um dos personagens mais interessantes e inteligentes.

Admito que a história é MUITO mais complexa que isso. É muito difícil resumir, então vou deixar por aí antes que eu comece a dar spoilers.

Eu adorei A Guerra dos Tronos. É uma história envolvente, complexa. Uma das coisas que eu gostei bastante foram os capítulos alternados, pois podemos ver o que cada personagem pensa e porque agiu daquela maneira… Além de entender mais sobre personagens que não narram suas próprias histórias.

A Dany e a Arya são, sem dúvida, minhas personagens favoritas… Arya até mais que a Dany, apesar dessa última prometer muito para os próximos livros, mas ela faz uma burada enorme, que consegui ver na cara que não ia ser legal, mas no desespero ela não nota… Já Arya vai aprendendo, ela é uma criança, mas cresce bastante durante o livro.

Família, honra, dever, são as motivações dos Stark. Riqueza e poder são as motivações dos Lannister. No fim das contas, são essas duas forças que movimentam as montanhas dos reinos e todos são forçados a escolher algum partido.

Adorei o fato de ter dois mapas no livro, do contrário nunca saberia onde estão os personagens… A fonte é pequena e o livro grande, mas tem muito mais história para contar, mesmo assim tenho medo que nos próximos livros fique enrolado.

A história é a mesma, com os mesmos personagens até o quinto livro, provavelmente até o sétimo. Dizem que tem uma “inspiração leve” na Guerra das Rosas, da Inglaterra, então talvez tenha mesmo história para tudo isso, mas realmente me deixa ansiosa para ler tudo logo, parece que o autor prometeu lançar o quinto em 2008 e só vai lançar em 2011, isso me preocupa bastante.

O fator sobrenatural também está presente em A Guerra dos Tronos, desde o começo com Jon e no final com Dany. Imagino que vá ser determinante até o final da série, mas até agora foram só… acontecimentos, praticamente. Como a magia em Senhor dos Anéis. Ela é algo que é parte do mundo, parte da história, mas sem ser parte principal ou sem tirar o aspecto humano da história. Esse livro é sobre pessoas, sobre relacionamentos, sobre amor, sobre lealdade e decisões.

É uma história longa, complexa, cheia de descrições de famílias, batalhas, locais, que duram várias páginas. Se você já leu Bernard Cornwell e/ou Tolkien gostou bastante, tenho certeza que vai amar A Guerra dos Tronos.
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Guxta 25/06/2011

Um pouco superestimado
George Martin é um bom escritor, mas não tanto quanto disseram - e ainda dizem. É incrível como a mídia e o marketing podem movimentar o mercado e transformar algo de mediano a bom em uma febre mundial.

O autor tem suas qualidades, como na criação de personagens e na inspiração de alguns diálogos. Porém, quando se trata em descrições de cena, principalmente nas de batalha, a coisa fica feia. Para um livro de quase 600 páginas e letras miúdas, eu esperava algo além. É claro que o volume da edição é justificável, já que a trama pede muitas cenas de interação entre as personagens e para um bom entendimento de cenário e ambientação. Talvez algumas passagens sejam desnecessárias, porém deve-se lembrar que a obra completa terá 7 volumes, portanto alguns capítulos são preciosos para um futuro entendimento ou complemento.

Tenho esperanças que o segundo livro seja melhor, assim como os demais. Cansei da leitura algumas vezes, o que não é nada agradável. Geroge Martin precisa praticar mais suas cenas de batalha, já que daqui para frente teremos bastante foco nisso.
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Livia 24/08/2012

Sem comentários
Ja vi a série e tenho que dizer que me surpreendi com o livro, A escrita de George R.R Martion é fantástica! Não é cansativa e é muito empolgante de ler, a série é realmente fiel ao livro. Vale a pena ler, eu já tenho os outros volumes e estou muito ansiosa para saber os acontecimentos dos 7 reinos e pra lá da muralha.
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Leonardo 11/05/2013

O Inverno está chegando...
Confesso que antes de começar a ler o livro, o tamanho me assustou um pouco. Mas quando comecei a ler fiquei surpreso em descobrir que era mais do que eu imaginava e esperava. Muito mais. Realmente um dos melhores livros que eu já li. Não é a toa que George Martin é comparado com escritores como Tolkien e J.K. Rowling. Já no prólogo, o livro desperta uma curiosidade e um interesse absurdo (pelo menos em mim) pela história, e por o que vai acontecer. Antes achava que algumas pessoas exageravam quando falavam de "A Guerra dos Tronos", mas descobri que eu estava errado. O livro é realmente fantástico e quando você começa a ler, nem vê as páginas passando. No início, o leitor vai conhecendo os personagens, e pouco a pouco descobre que não existe apenas um personagem principal, e sim vários personagens espalhados pelos continentes, contando do seu ponto de vista o que está acontecendo em cada lugar. Ou seja, todos os personagens são importantes, mas é claro que você vai se identificar mais com alguns e com outros não. Diria que George Martin provou já no primeiro livro, que para esta série não há limites. Quando o leitor espera que vai acontecer algo e aquilo vai acabar com tudo, acontece. Mas não acaba com tudo, é só o começo. E acontece da forma mais diferente e improvável de se imaginar.

"Mesmo os personagens mais monstruosos têm momentos de quase-redenção, e os 'bons' mostram suas falhas. Não há heróis, e a nenhum personagem é garantida a vida"

A cada virar de pagina de "A Guerra dos Tronos", tudo pode acontecer, tudo mesmo. Então, não assuste se o seu personagem favorito morrer, ou se quem você achava que era bom, virar mau. Ou até mesmo se você começar a ter um pouco de pena de algum personagem ruim. Não se assuste, nem mesmo se ao virar a página, o Inverno chegar.
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Dexter 24/06/2011

Não consigo nem acreditar que consegui terminar um livro desse tamanho em apenas 1 mês! Algo inédito pra mim, ainda mais para uma leitura de fato extensa. Normalmente costumo cansar dos mesmos personagens, tanto que raramente costumo pegar livros da mesma série em sequência. E mais uma vez essa coleção está conseguindo me motivar a pegar o livro "A Fúria dos Reis", mas não vou, tenho muitos outros títulos pra ler, mas pelo menos já o tenho e mãos.

Definitivamente é um dos melhores livros do gênero que já li, não é exagero, acredite. Já li muitos livros de fantasia/aventura, gosto de muitos, recomendo muitos e coleciono muitos, mas "As Crônicas de Gelo e Fogo" conseguiu algo mais. É muito interessante a forma como é escrito, os capítulos não são grandes e cansativos, tornando a visão de cada personagem sempre interessante, mesmo que esse capítulo não seja o mais divertido de se ler. Eles sempre acrescentam e George tem um talento de manter a tensão durante a leitura e só deixar a revelação pra maldita última frase.

Algo que me prendeu também foi a "aura" de fantasia que ele segura durante todo o livro, não te deixando nunca ter a certeza se ela existe ou não nesse mundo, até os últimos capítulos.

Galera, ALTAMENTE recomendado pra quem curte o gênero aventura/fantasia. Não se assustem com o tamanho do livro e mt menos com a quantidade de nomes, títulos e clãs, porque logo no início você se acostuma e eles se tornam compreensiveis rápido.

Intemais
Dex.
Mateus 26/06/2011minha estante
Como sempre uma ótima resenha. E mais do que nunca estou com vontade de ler esse livro, ainda mais depois de você falar que não enjoa, pois num livro grande como esse isso é difícil de acontecer.
A Guerra dos Tronos que me aguarde! (:




Bernardo 08/01/2011

Épico em muito sentidos
Primeiro livro lido em 2011. E o ano não poderia ter começado melhor!
Apesar de ser um 'tijolo' de respeito (perto de 600 págs), 'A Guerra dos Tronos' é uma leitura muita rápida (acabei em cerca 10 dias). Rápida porque é viciante. E viciante porque é sensacional!
Uma trama densa, cheia de detalhes e repleta de personagens (muuuuuitos personagens) e ainda assim é perfeitamente clara, compreensível e muito divertida, ao invés de ser a história confusa e entediante que poderia ser. Palmas para 'Sor' George R.R. Martin! ;)
A evolução dos personagens é coerente, mas ainda assim surpreendente; os desenrolar da história é crível e as viradas de trama encaixam-se perfeitamente, não soando forçadas; e, o ritmo da narrativa e crescimento da tensão são muito bem orquestrados.
Enfim, de fato, uma obra-prima!
Pena que pare de forma tão abrupta. Fica bem claro que esse não é um livro em si, mas um pedaço de um livro.
Agora, fico na torcida pra que as demais partes desse livro sejam publicadas logo para voltar a mergulhar no fantástico universo dos Sete Reinos!
(Ah! E que venha logo também a série da HBO baseada no livro! hehehe)
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Elaine 16/06/2014

História grandiosa.
Com bastante detalhes bem expostos.
Confesso que ter visto a série me ajudou a entender melhor o livro e não me perder na enorme quantidade de personagens.
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Eric M. Souza 24/06/2011

Uma velha trama de tronos
Antes de mais nada, antecipo que Guerra de Tronos é sobre personagens, acima de todo o resto. Há um fiapo de trama que beira o lugar-comum, e já é compreendida quase por completo nas primeiras páginas, e o resto se limita a girar sobre isso e extrair o máximo possível, as últimas gotas do bagaço da laranja. Para quem gosta de telenovelas, não incomodará o constante mais do mesmo, apenas para desenvolver os personagens. Para mim, incomodou - e muito.

A descrição é boa, dá para sentir o frio e a noite que acometem os personagens em certas passagens, mas a narrativa é confusa em outras partes, sobretudo pelo modo de colocar vários personagens sem apresentá-los, nomes se sobrepondo sem que o leitor tenha uma imagem formada de cada um deles - aliás, não foi o primeiro ianque que vi fazendo isso. Teve gente que, ainda no fim do livro, eu não tinha uma imagem mental, e não passava de um nome estranho.

Algumas cenas e flashbacks se prolongam de forma cansativa, mas a escrita flui legal. Por vezes, são longos capítulos de fatos corriqueiros e acontecimentos mínimos, que não contribuem para nada - nem para aprofundar os personagens -, para que surja uma ou outra questão relevante. O que piora é o excesso de personagens infanto-juvenis. Suas questões vivem no lugar-comum: a pobre menina rica, a garota que não quer ser submissa, chegando ao absurdo de trazer um capítulo inteiro sobre um menino gordo que é perseguido na Muralha para ser protegido e integrado no grupo, estilo filme adolescente americano. A impressão é que o desejo do autor era criar um livro enorme cheio de personagens, e se percebe aí que ele veio das séries de TV. O lance é criar muitos núcleos e fazê-los aparecer, como se fosse obrigação. A sensação é de que o livro poderia caber em 200 páginas. Tantas irrelevâncias sendo abordadas minuciosamente enquanto personagens interessantes como Jaime e Daenerys pouco aparecem. A imersão de Ned na corte se limita à sua chateação pelas intrigas e uma ou outra pitada de investigação que não costuma resultar em muito. O que salva é a escrita fluida, mesmo em passagens desinteressantes. Só não entendi o porquê de nomear cada capítulo como um personagem, como se fosse o seu ponto de vista, quando na verdade é narrado em terceira pessoa por seus olhos, e uma ou outra impressão ou pensamento do personagem são mostrados.

O livro ganha nova vida após o acontecimento que todos já sabíamos que veríamos antes da página 50, mas só veio acontecer após a 300. Há belas cenas de batalhas. Tywin Lannister realmente se mostrou um bom estrategista, e Jaime prova que vilões valentes tornam um livro melhor. Mas as melhores partes, contudo, são as de Daenerys. Elas, aliás, formaram uma novela que ganhou o prêmio Hugo em 1997, e até podiam ser um livro em separado aqui também.

A impressão final é de um livro bem trabalhado. Recria em cima de mitos e culturas medievais, tanto europeias como a sombra mongol de Genghis Khan que deve ter pairado nos reinos cristãos. Trabalha legal aspectos como religiosidade e um ou outro costume, embora a maioria seja como no nosso mundo. Ainda que se venda como um livro de personagens impressionantes, isso não é verdade. Não justifica muito o título - seja Guerra dos Tronos, no Brasil, ou Um Jogo de Tronos, nos EUA. As jogadas já foram todas feitas previamente, e aquele que podia reverter o quadro é um tolo, fraco e entediante protagonista.
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Coruja 08/03/2011

O que é um épico? Essa é uma boa pergunta para começarmos os trabalhos do mês. Sem ‘colar’ do dicionário, respondam rápido: o que significa, para vocês, a expressão épico?

Bem, quando penso em épicos, a primeira coisa que me vem à cabeça é Homero. E depois, lutas de espadas. Intrigas. Guerras. Heróis invulneráveis ou diabolicamente astutos. Penso numa beleza que lançou ao mar mil navios; um líder capaz de dominar um exército de fantasmas, uma profecia sobre uma espada na pedra.

À primeira vista, podemos citar uma meia dúzia de livros recentes que possuem várias dessas características... e que estão tão longe de serem verdadeiros épicos quanto a Terra está da nebulosa de Andrômeda.

Porque mais que todo esse rol não taxativo (to lendo código demais...), uma história, para ser épica, tem que ter algo que... algo que nos Inspira. Tem que ser algo Extraordinário... Memorável... Magnífico.

Ao menos, esse é o meu conceito de épico. E ele cai como uma luva em Guerra dos Tronos. Primeiro de uma série planejada de sete, dos quais quatro já foram escritos, ele tem sido vendido como um novo Senhor dos Anéis. Fora os R. R. do sobrenome, contudo, não há como comparar de verdade o estilo de George Martin e Tolkien – é uma comparação não apenas injusta como bastante falsa.

Os livros de Tolkien têm um foco mais ‘nobre’, por assim dizer. Tratam de questões como imortalidade, beleza, fé, liberdade. É uma história de ideais, com um vilão bastante definido que representa a corrupção, a própria essência do Mal. Tanto Morgoth, quanto Sauron e Saruman são ecos de anjos caídos

As Crônicas de Gelo e Fogo, por outro lado, é uma saga sobre a natureza humana, sem maniqueísmos. É uma história sobre mesquinhez, poder, ambição; um festival do que chamamos vulgarmente de ‘cobra engolindo cobra’.

Os capítulos são narrados sob vários pontos de vista, de tal forma que você tem um insight valioso dos pensamentos de cada personagem. Você é capaz de entender suas ações, sejam elas nobres ou não, de explorar possibilidades a todo momento tentando descobrir quem se sentará no Trono de Ferro.

É um livro de fantasia, e uma fantasia extremamente sombria. Esqueça os Outros – ainda que todas as suas aparições nos causem calafrios, a verdadeira força-motriz de A Guerra dos Tronos são seus personagens humanos – demasiadamente humanos...

Tocando num ponto polêmico... preferi ler esse livro em inglês, apesar de haver uma tradução. À época em que ele foi lançado aqui no Brasil, houve uma série de críticas ao fato de que a edição usava a tradução portuguesa como base – a Editora LeYa, é bom lembrar, é de Portugal – apenas ‘adaptando’ algumas construções para conformar nossa realidade.

Cheguei a folhear o volume na livraria. Particularmente, achei uma senhora tradução, embora haja, sim, alguma frase aqui e ali que soe meio estranha aos nossos ouvidos brasileiros. Mas, como de hábito, não sou exatamente uma fã purista – na verdade, eu só vim conhecer George Martin quando anunciaram o lançamento de A Guerra dos Tronos e fiquei babando na capa.

À mesma época, soltaram o primeiro teaser da série da BBC inspirada na obra, cuja estréia está prevista para 17 de abril. Preciso dizer que surtei lindamente quando vi o Boromir?

Com o lançamento da série, imagino que o livro vá ganhar mais visibilidade e talvez a escolha da LeYa de usar a tradução portuguesa acabe por se voltar contra ela. Não faço previsões, até porque, como já disse, só folheei a edição brasileira, mas considerando todo o barulho que andaram fazendo...

Independente, contudo, da língua em que você prefira ler a história, este é um livro que todo fã de fantasia deve ler. Não se intime com o tamanho, a história compensa... e possui algumas das protagonistas femininas mais fortes que já conheci na literatura fantástica.

Minha única ressalva é justo aquele detalhezinho de nada, de sete livros, cada qual um calhamaço bíblico. A Guerra dos Tronos foi publicada em 1996. De lá para cá, foram mais três livros, numa média de um livro a quase quatro anos. Nesse ritmo, o final está previsto para... 2024? Acho que é isso. Martin nasceu em 1948, de modo que ele estará com... 76 anos.

Ah, o risco, o risco... Ok, deixa eu calar a boca antes que digam que estou agourando o homem. E se preparem, afinal...

...o inverno está chegando...

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
Ana 18/07/2011minha estante
estou tão curiosa com esses livros! mas ao mesmo tempo ouvi falar TÃO mal da tradução. Você leu em inglês, né? to querendo comprá-lo pro kindle, mas fico meio com pé atrás. O "vocabulário épico" não é muito complicado em inglês?




NatashaIshida 20/03/2012

Contém Spoilers Leves
Para os preguiçosos ou que reclamam que os textos são longos, já aviso, essa crítica não tinha como ser reduzida, e tenho três motivos pra isso. O primeiro é: não consigo falar desse livro sem pensar em mil e um detalhes que gostaria de compartilhar. O segundo: não falarei apenas de um único livro aqui, como ocorreu nos outros posts de crítica. O terceiro: O menor livro da série até agora tem 591 páginas e muitos detalhes, e pretendo comentar tudo que penso a respeito dele. Aqui será comentado sobre os três primeiros volumes: A Guerra dos Tronos, A Fúria dos Reis e A Tormenta das Espadas, mas não com detalhes sobre cada um e sim como a série em um todo.

A primeira coisa que eu tenho a dizer é NÃO SE APEGUE A NENHUM PERSONAGEM. No início, quando os personagens que eu gostava começaram a morrer, senti raiva e achava que isso estragaria muita coisa no livro. Mas agora que acostumei, começo a pensar que isso traz muito benefícios. Além de evitar que a história seja facilmente adivinhada, quebra todo tipo de expectativa que sua mente cria sobre o rumo dos acontecimentos, isso geralmente acaba logo no primeiro livro. A frase Valar morghulis é apresentada no segundo livro, e o real significado só aparece no terceiro, este significado explica sem rodeios por quê quase todo mundo da série morre.

Comecei a achar que a divisão por crônicas é muito melhor que por capítulos, talvez seja isso que faz com que o livro seja tão volumoso. Porém, apesar de ser uma leitura muito extensa, são poucas as vezes que se torna cansativa, depende muito do ritmo que o leitor pegar. As crônicas permitem que os detalhes apareçam mais, que a cronologia seja um pouco esquecida e os personagens tenham muito mais profundidade. Não acontecem em sequência, muitas vezes o que está se passando na crônica de um personagem é bem depois do que vai ser passado na próxima. Eu reparei também que a escrita do autor modifica em cada uma delas, por exemplo, as crônicas da Sansa são repletas de palavras de tom calmo e doce, nenhum vocabulário pesado; já as crônicas do Tyrion, as palavras são mais ácidas e recheadas por um tom rude e sarcástico. E não me refiro ao diálogo, e sim à narração ou descrição, isso faz com que o leitor sinta mais as características do personagem. Também é ótimo para mostrar o quanto a mente de cada personagem funciona, ocorre muito com a Sansa e Tyrion no terceiro livro.

Algumas coisas você passa a entender apenas no terceiro livro propositalmente, achei até que eu é que tinha entendido com lentidão, mas é isso que o autor pretende, ele precisa de uma cena pra explicar o porquê (eu tenho muitos exemplos, mas estou tentando o máximo possível não soltar nenhum spoiler), e isso é usado também no caráter dos personagens, alguns deles são perversos e escrotos, mas logo aparece uma cena que faz você duvidar se aquele personagem é realmente escroto como você imaginava. E geralmente, as pessoas que se mostram amigáveis são sempre as menos confiáveis, acho que George R. R. Martin está tentando esfregar na nossa cara essa verdade universal.

As adolescentes do livro são irritantes, ainda não sei se essa característica está sendo apresentada agora para depois elas se tornarem mais sábias, ou se o autor só que passar a mensagem “adolescentes que estão lendo, tá vendo como vocês são chatas?”. Em quase todas as crônicas da Sansa ou da Daenerys eu me irritava com alguma coisa que elas pensavam ou faziam, e é bom reparar que uma delas está em Westeros e a outra do outro lado do mar, mas ainda assim são tão semelhantes.

A medida que se passam os volumes, a história começa a ser ainda mais violenta e pornográfica, e cada vez mais emocionante e recheada de humor negro. Me irritei um pouco com a enrolação em A Tormenta das Espadas, que ficava fazendo alguns personagens percorrerem todo o mapa de Westeros várias e várias vezes, como foi o caso da Arya Stark, apesar de isso justificar algumas coisas que acontecem, gostaria que ela não tivesse passado tanto tendo vagando de um lado pro outro.

Algo importante notar é como as pessoas que estão de fora não entendem as coisas e só pensam que entendem, nos faz refletir sobre o nosso cotidiano. Existe um personagem que é bom, apesar de tudo, mas só por causa das fofocas e picuinhas que cercam o reino as pessoas “comuns” odeiam ele, e é frequente tentarem atirar estrume nele sempre que aparece em público. Essa fofoca é o que faz tudo se movimentar, às vezes um pequeno comentário bobo faz com que haja uma enorme confusão.

A fantasia no livro é bem diferente daquela que está presente em Senhor dos Anéis, mas só usei esse exemplo pra explicar, eu me recuso de todas as formas a comparar o Tolkien com o Martin e participar dessa briguinha de crianças, cada um é bom na sua própria forma. A fantasia usada por Martin não envolve seres de mitologias como elfos e anões, apesar dos gigantes e alguns outros seres estarem presentes, o foco não é esse. Bem no início do primeiro livro são apresentados os Outros, mas para que você tenha a emoção de ler a respeito deles, não irei comentar mais nada. A partir de Tormenta das Espadas você consegue entender realmente por quê os livros se chamam Crônicas de Gelo e Fogo, apesar de ser bem subjetivo. Logo no início quando aparecem os Outros pela primeira vez você já tem uma idéia de que eles são importantes na história, o problema é que ao longo dos outros livros eles são deixados de lado, mas quando voltam a aparecer e você começa a entender o propósito daquilo tudo, seu cérebro explode e logo você terá de limpar massa cinzenta do teto.

Quanto à Game of Thrones da HBO, por enquanto está sendo muito fiel e a adaptação está sendo muito boa mesmo. “Posso ver só a série pra saber o que está nos livros?”. Não. E por que? Nos livros, até se o personagem está desconfortável na cadeira você fica sabendo, o que está passando na cabeça dele está lá, escrito. E a HBO tirou algumas muitas cenas ocorridas no livro e adicionou outras desnecessárias, um exemplo pode ser Khal Drogo e Daenerys, qualquer cena do livro é desculpa para acasalarem no meio de todo mundo, isso eles não mostram. Enquanto a escrita ajuda muito a saber os detalhes e o caráter de cada um, o seriado acaba se privando disso e é um dos pontos-chave que torna o livro tão bom, além de ter de incluir cenas que no livro não aconteceriam, pelo simples fato dos personagens adultos não confiarem em ninguém. Apesar de Game of Thrones da HBO ser uma série fiel, já houve boatos que outros personagens que estão vivos no livro irão morrer e ao meu ver, isso pode tomar um rumo completamente diferente.

Os apêndices dos livros servem para você se guiar entre todos os 99999999999 nomes que aparecem nos livros e para se aprofundar mais nas famílias, mas talvez seja desnecessário ler.

Crônicas de Gelo e Fogo conseguiu se tornar minha série favorita, até mesmo levando as trilogias em consideração. Eu nunca fiquei tão apegada a uma história como me apeguei a essa. Quando terminei de ler, apenas 30 minutos depois eu já conseguia sentir falta da narração e dos personagens e eu senti uma enorme vontade de ler novamente só pra matar a saudade. Recomendo a qualquer pessoa que quer um livro de qualidade e que queira dedicar um bom tempo em leitura.

É uma série para adultos, de fato, mas tantas lições de vida podem ser retiradas desse livro. Não confie na primeira pessoa amigável que aparecer na sua frente. As vezes as pessoas tem motivos pra serem tão perversas. Nem mesmo os reis tem uma vida fácil. Valar Morghulis.

Curtiu a crítica? Acessa pra ver mais: http://nerdandstuff.wordpress.com/2012/01/12/critica-cronicas-de-gelo-e-fogo-valar-morghulis/
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juu p. 26/11/2011

Crítica: A Guerra dos Tronos
Infelizmente, decidi que não vale a pena ler o livro A Guerra dos Tronos, por uma questão simples: o Sr. George R.R. Martin, que possui meu respeito pela enorme criatividade que é bem explorada no livro e a ótima escrita que me conquistou nas primeiras páginas, mas apesar disso ele me decepciona pelo fato de que o desenrolar da história ocorre de forma muitíssimo devagar. Muitas informações são jogadas para nós, e grande parte não conseguimos lembrar, partes importantes para algo adiante, mas apesar disso, os acontecimentos ocorrem de forma demorada no livro, que já no começo, quando o vi na prateleira, me deu uma empolgação por ser enorme - amo desafios - e por acreditar que sua história seria realmente boa, o leria em quinze dias - o que não ocorreu devido ao fato da leitura ser tediante em alguns pontos, que dava um desanimo de nível certamente alto. Então, a crítica final está ai, ressaltando que acho que a história tem um grandessíssimo potencial e que para quem ama ler, talvez não seja um perda de tempo. O livro virou uma série, que é produzida pela HBO. Creio que a atração principal do livro seja a história, e o que é retratado na série é realmente bom. Meu conselho é ver a série, e se se apaixonar, tente ler o livro.
Resumo:
Vale a pena ler? Até certo ponto. A leitura se torna tediante com grande frequência.
Nota de escrita: 8, a leitura é formal, o que agrada a mim, porém creio que muitos prefere algo mais direto.
Nota da história: 9, a grande quantidade de informação que é exposta confunde muitas vezes o que compromete o bom entendimento do enredo.
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Roberta 23/04/2013

Único, digníssimo!
Nunca estive acostumada com esse gênero literário. Eis, que me aparece esse livrão em tamanho e conteúdo para que me pusesse à prova desse tipo de literatura medieval, fantástica, incrível. Tenho a mania de pesquisar resenhas sobre os livros que pretendo ler, pra conhecer a história e pra saber se as pessoas recomendam a leitura dele, e com "A Guerra dos Tronos" não foi diferente, mas só fui saber do que se tratava a série depois de ver um vídeo-resenha na internet com um resumo "entendível", digamos. Depois que comecei a ler, entendi o porquê da dificuldade de encontrá-los: é muita história num livro só.

O livro se passa numa época medieval e trata da história do reino de Westeros, cujo rei acaba de perder a sua "Mão", mas calma. A "Mão do Rei" na história não é a mão dele mesmo, se é que vocês me entendem. A Mão é a pessoa encarregada de executar as ordens do Rei, e o reino é dividido em feudos, mas aqui vamos tratar de "Casas". Eis que então o rei visita Lorde Eddard Stark (da casa Stark) para proclamá - lo a nova Mão do Rei.

Quando ambos voltam ao reino, Ned começa a desconfiar das causas da morte da antiga Mão e passa a meter o nariz onde não deve. Essa é a base da história, mas o legal - e o que eu demorei a notar - é que várias histórias se desenvolvem em paralelo e levam a um mesmo lugar. A história fala de gigantes, dragões, lobos gigantes e isso acaba deixando a trama ainda melhor. Eu não tenho como falar muita coisa porque logo acabo dando spoiler, mas recomendo muito esse livro pra quem interesse nesse tipo de literatura, e pra quem, quiser experimentar, como no meu caso.

http://pilhadecultura.blogspot.com.br/2013/04/resenha-guerra-dos-tronos-george-r-r.html
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