A Guerra dos Tronos

A Guerra dos Tronos George R. R. Martin




Resenhas - A Guerra dos Tronos


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Bru 21/04/2014

Perfeita construção narrativa!
Ahhh! Estou enlouquecida aqui. Terminei de ler Guerra dos Tronos, e foi muito bom!

Gente, eu já havia ouvido falar nessa série de livros que foi pra TV e estava fazendo o maior sucesso e tudo mais. Óbvio que fiquei curiosa para entender essa loucura das pessoas pela história, e agora eu simplesmente entendo! É incrivelmente boa demais.

Alguns já devem saber, mas pra quem não sabe os livros falam sobre as relações e intrigas de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos que acontecem no continente de Westeros, e principalmente sobre a busca implacável de todos pela conquista do trono de ferro.

A forma como Martin conta esta história é genial. Cada capítulo é a visão de um dos personagens. Então, não acompanhamos todos ao mesmo tempo, e às vezes descobrimos coisas que aconteceram na vida de um através dos relatos e fofocas que outro escutou. Achei bem dinâmica esta forma de narrar. E o legal é que não há repetições de acontecimentos com pontos de vista diferentes, a história só vai para frente.

Apaixonei-me demais por alguns personagens em particular, e me indignei com outros.

O triste é que nunca se sabe quando uma morte irá acontecer. Um fã da história até mesmo já se prestou a “postitizar” todas as cenas em que alguém morre na história.

Tirando esta parte triste das mortes, a história também é muito divertida. Boa parte disso fica por conta do “Dwarf”, Tyrion Lannister. Sarcástico, engraçado, debochado e sagaz, ele pode até parecer, mas de bobo não tem nada.

A história em geral do livro é super envolvente e apaixonante. Não tem como não se identificar ao menos com um dos personagens, afinal, existem tantos! Mas, enfim, vocês precisam ler esta série! Isto não é uma indicação e sim uma convocação. Quem ainda não conhece tem que saber que vale muito a pena assistir a série, ler os livros, conhecer esta Guerra dos Tronos.

site: freescura.wordpress.com
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Carol.Ortiz 21/06/2018

Game of Thrones
Lendo Tolkien, sempre acreditei que ninguém jamais conseguiria criar um universo tão detalhado, grandioso, épico e imensamente envolvente quanto a Terra Média. Acontece que a vida é cheia de surpresas e, para a felicidade dos fãs do gênero fantasia, surgiu George R.R. Martin com o tesouro “Game of Thrones”. Convido ao leitor mais desatento, a experimentar, sem compromissos, o primeiro volume ‘A Guerra dos Tronos’ e suas poucas 672 páginas. Sim, concordo que é assustadoramente grande e que a primeira ideia que nos vem à cabeça é de que será mais um livro chato e entediante em que um escritor, em busca desesperada de dinheiro, cria linguiças e mais linguiças para preencher o tempo que iremos perder.

Acontece que Martin não é um escritor qualquer e muito menos precisa lutar por dinheiro. É um nome de peso dentro do mundo dos HQs e fantasia, roteirista da HBO, pai de vários livros de sucesso e simplesmente brilhante.

Voltando à obra, o imenso volume assusta sim, é verdade. Entretanto, quando menos percebemos, já estamos encarando ‘A Tormenta de Espadas’, com suas 976 páginas, com naturalidade e expectativa porque a saga é pura sensibilidade e belíssimos bordados do destino. Uma vez mergulhado nesse mundo de reis e espadas, o caminho é sem volta. Enquanto não chegamos ao último desfecho, não conseguimos abandonar a leitura.

A história, para os pouquíssimos que ainda não conhecem, gira em torno de famílias que disputam o poder em terras longínquas. A trama, muito bem amarrada por sinal, une e afasta personagens e revela personalidades doentias ou ferozes com a mesma facilidade em que descreve cenários excepcionalmente mágicos.

Tenho que confessar que nunca assisti um capítulo sequer da série de TV. Gosto tanto dos livros que tenho medo de estragar essa magia se comparar com a série da HBO. Os livros são escritos de forma simples, direta e cada capítulo apresenta a visão de cada personagem, o que transforma a leitura em um enorme mistério (‘será que posso confiar no que estou lendo se quem está falando é o personagem tal?’). Outro ponto que também merece destaque é o fato de que cada personagem vai se modificando, se construindo conforme a leitura avança: Martin não nos entrega um mundo pronto e imutável, pelo contrário! Quanto mais lemos mais nossos sentimentos vão sendo confundidos porque é impossível amar ou odiar alguém nessa história – todos mudam para sobreviverem à cada nova situação.

Martin também consegue outra coisa que muitos escritores tentam, mas nem todos atingem: não existe um pensamento binário e simplista de Bem x Mal. Como tudo é mutável, não há um vencedor ou vencido, não há um vilão exclusivo, não há um mocinho puramente bom. A premissa é de que todos são obrigados a se adaptarem a conflitos e sobreviver a eles.

Enfim, há inúmeras razões para amar esse universo e para dizer que sim, há um único escritor contemporâneo que seria páreo para se igualar ao mestre Tolkien.

Leiam e divirtam-se!

site: http://www.ojornalzinho.com.br/2018/06/20/game-of-thrones/
Suellen vieira 17/09/2018minha estante
A serie e muito parecida com o livro, pelo menos ate a terceira temporada, porque é ate onde eu li, ficou uma adaptação muito bem feita e muito fiel ao livro




Juliana 13/06/2014

A Guerra dos Tronos - George R.R.Martin
Protelei muito para fazer a resenha desse livro, pois esta é uma grande obra e quando falo em "grande", estou me referindo a grandiosidade da trama, da genialidade por trás de cada página.
A história acontece em um mundo de reis,rainhas,príncipes e princesas e como tal, pessoas gananciosas que querem o trono a qualquer custo.
Com personagens marcantes, o autor nos prende numa trama sombria onde ninguém é inocente até que se prove o contrário.
A Guerra dos Tronos é sem dúvidas um livro para ser devorado. Confesso que no começo me senti desanimada com a quantidade de paginas,mas não deixe elas te intimidarem.
Por trás dessa enormidade,está uma obra tão grandiosa quanto a quantidade de páginas.


Gustavo 15/06/2012

A Guerra dos Tronos
Publicado originalmente no meu blog: http://guardiaohistorias.blogspot.com/2012/01/resenha-guerra-dos-tronos.html

Nome: A Guerra dos Tronos
Série: As Crônicas de Gelo e Fogo
Volume: #1
Autor: George R. R. Martin
Editora: Leya
Páginas: 592
Obs: textos riscados são opiniões pessoais.

Com certeza você já leu em muitos lugares sobre esse livro, mas o que custa ler mais um?

Comprei esse livro no Salão do Livro aqui onde eu moro, em Guarulhos, isso no dia 30 de abril de 2011, comecei a ler no dia 2 de maio de 2011, resolvi ler sem pressa, um capítulo por dia, isso por que o livro não é pequeno não, a única coisa de pequeno são as letras. Terminei faz um tempo já, mas escreverei sobre ele agora. São 04:16 da manhã do dia 12 de janeiro de 2012.

“O inverno está chegando. (Lema Stark)”

Começamos o livro no final do Verão, com homens que vestem preto, membros da Patrulha da Noite. Logo de cara, somos apresentados ao universo fantástico (comparado por muitos com o de Tolkien) criado por Martin. Uma Muralha de gelo gigantesca é descrita com detalhes cheios de riquezas, não só a Muralha, mas as paisagens, cenários, roupas, comidas, tudo com uma riqueza que falta em muitos livros.

Então, surgem os Outros (pensou em Lost é?) criaturas que estão presentes nas histórias contadas pelas Velhas Amas, são seres que habitam o lugar Pra-lá-da-Muralha. E a partir daí, sabemos: não é apenas uma história sobre um reino, cavalheiros e damas, e tudo o que a Idade Média oferece.

Mas o livro começa mesmo quando o Rei Robert Baratheon dos Sete Reinos, aquele que ocupa o Trono de Ferro, chega até as terras geladas do Norte, Winterfell para visitar seu velho amigo, o Lord Eddard “Ned” Stark, um homem de honra e que honra a família. Mas é claro que o Rei não atravessaria metade do continente de Westeros apenas para uma visita, o objetivo e levar Ned ao Sul, para Porto Real e lá servir como Mão do Rei.

Ned relutante aceita o cargo, mas apenas para proteger seu Rei e descobrir o que aconteceu a antiga Mão e o qual o verdadeiro motivo da queda de seu filho Bran.

Somos levados até a Muralha junto com Jon Snow, o Bastardo de Ned Stark, e lá descobrimos o que realmente é o inverno. Lorde Snow tem um grande papel a ser desempenhado na trama do Norte. Descobrimos mais a respeito dos Outros, dos selvagens, e todas as criaturas que habitam tudo o que fica do outro lado da Floresta Assombrada.

Chegamos a Porto Real, a capital dos Sete Reinos de Westeros, junto com Ned e suas filhas Arya e Sansa. Em Porto Real os confitos da política começam a surgir cada vez mais rápido, de todos os lados. Enquanto a jovem Sansa adora seus belos cavaleiros, bolos de limão e belas canções, ela é levada cada vez mais para o lado do leão.

Temos Catelyn da Casa Tully, casada com Ned, uma mulher que parece frágil, mas na verdade é capaz de tudo para salvar a família.

Arya mostra como uma menina pode ser tão guerreira como um menino, treinando arduamente, como uma dançarina de água.

Também conhecemos Tyrion Lannister, o Duende. Um anão muito inteligente e capaz de utilizar suas palavras “sofisticadas” para entrar em vários problemas, mas que podem ser corrigidos pela mesma língua.

Bran, o Aleijado filho de Ned, tem seu sonho de ser cavaleiro arrancado quando “sofre” um acidente, e então começa a ter sonhos com corvos e outras coisas.

Do outro lado do mundo, depois do Mar Estreito, estão os verdadeiros herdeiros do Trono de Ferro: Viserys e Daenerys da Casa Targaryen. Filhos do último rei legítimo dos Sete Reinos e que pretendem fazer de tudo para ter de volta o Trono de Ferro.

Um mundo de crenças diferentes, uns creem na Fé dos Sete, que são: o Pai, a Mãe, a Velha, o Estranho, a Donzela, o Guerreiro e o Ferreiro. Também temos a Árvore-Coração. E outras várias crenças diferentes de várias formas.

“O Alto Septão disse-me uma vez que à medida que vamos pecando, assim sofremos. Se isso for verdade, Lorde Eddard, diga-me... por que são sempre os inocentes a sofrer mais, quando vocês, os grandes senhores, jogam o seu jogo dos tronos? (Varys, a Aranha)”

Em meio a intrigas, confiança, amor, dinheiro, poder, tantas perdas, honra, dever, pecados e muito mais, Martin nos leva para dentro de um universo mágico, você sente o inverno na pele, a perda de um personagem, cada emoção descrita com perfeição, torna esse mundo fictício quase real.

“Claro que está acontecendo em sua mente, mas por que isto significaria que não é real? (Dumbledore, Harry Potter)”

A cada capítulo que passa a história parece tomar rumos completamente diferentes do que o leitor espera. Você pode até se apegar a um ou dois personagens, mais tome cuidado, por que na linha seguinte, ele pode já não ser o mesmo. E sabe que aquela história de “esse personagem é importante, ele não vai morrer”? Pois é, aqui não existe isso, qualquer uma, em qualquer lugar, em qualquer momento, pode ter um fim trágico.

“Os ventos frios estão se erguendo. O verão está no fim, e está para chegar um inverno como o mundo nunca viu. (Lorde Mormont)”

O final do livro só te deixa com mais vontade de ler a sequência. Então corra e compre os seus exemplares! E o inverno chega. Uma coisa é certa e repito: não confie em ninguém, não se apegue a nenhuma personagem em especial, pois seu fim e pode estar mais próximo do que você imagina.

“Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre. Não existe meio termo. (Rainha Cersei)”

Vemos que o leão pode ser feroz enquanto dorme com o veado. O lobo pode ser sábio e honroso, e deve tomar mais cuidado. O veado pode estar no trono, mas a juba do leão cega em alguns momentos. O dragão pode até ter três cabeças e ao mesmo tempo somente uma, mas o leão, o veado e o lobo é quem estão do lado certo do mundo.

Em breve resenha do segundo livro: A Fúria dos Reis.

Terminei o texto ás 05:23 da manhã.

(Me permitir incluir uma breve frase de Alvo Dumbledore, pelo fato de combinar com o mundo real e o fictício).
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Isabel 26/03/2013

Neste aspecto a minha terrível memória cronológica me traí, mas tudo me leva a crer que meus primeiros escritos foram narrações chatas do meu cotidiano em diários perfumados, cor-de-rosa e trancados com uma chavinha inútil. Com canetas gel coloridas e brilhantes, algumas palavras sobre meu tedioso cotidiano – em geral imitando muito pobremente o estilo de Meg Cabot em O diário da princesa – eram escritas nos meus (hoje um pouco menos piores) garranchos.

Depois, evolui, mas só um pouquinho: tirava folhas em branco da impressora, dobrava-as cuidadosamente no meio e, por falta de coordenação motora para fazê-lo, pedia que minha mãe as grampeasse. Assim nasciam pequenas historinhas, em geral sobre bruxas ou espiãs (as duas obsessões da minha infância) ou bruxas-espiãs-detetives (éé) escritas com giz de cera e com alguns desenhos (leia-se: bonecos de palito e massas indistintas que deveriam representar casas e animais) ocasionais.

Com Harry Potter e a Internet, tudo mudou. As palavras de JK Rowling foram as primeiras a me enfeitiçar: por causa delas, experimentei a gloriosa sensação de querer viver dentro de um livro, partilhando das aventuras de seus personagens e de outras mais – é bom viver na sua cabeça e gostar disso. Mas até mesmo para uma pré-adolescente, era óbvia a impossibilidade de “entrar” dentro de um livro, por maior que meu desejo fosse. A Internet fez com que eu arranjasse um substituto que, apesar de ser um nada em comparação a uma carta de Hogwarts, ainda é fascinante: escrever Fan Fics.

Mas não é das minhas (inúmeras e terríveis) Fan Fics que quero falar, e sim do tal do querer estar dentro de um livro: por mais que tenha tido boas leituras nos últimos anos, há algum tempo esta sensação estava ausente das mesmas. Muitos livros me cativaram, me fizeram sorrir, chorar ou pensar na vida de forma insistentemente chata e melancólica; mas nenhuma chegou a apoteose me apresentada por Harry Potter. Depois de ler A Guerra dos Tronos, cheguei a conclusão de que não preciso mais disso: a minha admiração pela criação de George Martin vale por uma vida. Sei que pareço hiperbólica – hiperbólica como os críticos culturais de jornais gringos de quem em geral rio de ou desprezo – mas quem leu A Guerra dos Tronos sabe do que estou falando.

Numa terra onde verão e inverno podem durar anos, Eddard Stark é o senhor de Winterfell e guardião do Norte dos Sete Reinos. Gostaria de descrever Lorde Stark como “tão duro como o clima de suas terras” como vi em mil lugares – mas, mesmo soando bonito, não seria exatamente verdade. O fato é que os soberanos dos Sete Reinos são moralmente podres até a medula, e George Martin não nos poupa das atrocidades da corte.

Eddard Stark é levemente diferente: não faz uso de prostitutas (tendo apenas um filho bastardo, coisa raríssima) e dá aos seus julgados uma morte limpa e rápida. Sendo um dos melhores amigos do rei, Robert Baratheon, é a primeira opção quando o mesmo necessita nomear uma outra Mão – uma espécie de primeiro-ministro – depois da morte do último, Jon Arryn.

Porém existem mais mistérios nos Sete Reinos do que Eddard gostaria de lidar com: tanto a convalença de Bran Stark, seu segundo filho, quanto a morte de Jon Arryn, a última mão, se deram em condições tão peculiares que fazem com que Eddard tema por sua própria segurança na corte e de sua família em Winterfell. Seu bastardo, Jon, também tem que lidar com desconhecido à sua maneira, se juntando a Patrulha da Noite, o grupo de desajustados designados para proteger Os Sete Reinos de tudo que há de sobrenatural e perigoso para além da Muralha. Uma ameaça vinda de além-mar completa o cenário: Viserys Targaryen, herdeiro legítimo dos Sete Reinos – cujo trono foi usurpado por Robert e os demais senhores numa guerra – acaba de casar sua irmã Daenerys com Khal Drogo, o rei e general de uma tropa de mais de quarenta mil soldados que destruiriam os Sete Reinos num piscar de olhos.

Não consigo achar um adjetivo suficientemente bom no vernáculo para A Guerra dos Tronos, por isso talvez Supercalifragilisticexpialidocious caiba bem. A trama é inacreditavalmente bem construída, e a mistura de costumes de tempos medievais com elementos sobrenaturais e jogos políticos que nos soam como velhos conhecidos – mesmo que se passem em um universo paralelo – cai como uma luva.

George Martin realizou vários milagres em A guerra dos Tronos. Embora a tradução não ajude muito, o seu estilo é, ao mesmo tempo, agradável e direto, e ele conseguiu com a narração sob o ponto de vista de inúmeros personagens não fosse confusa. Aliás, o milagre maior reside nos personagens: em geral, livros que os possuem em demasia não construem muito bem a personalidade de mais do que dois ou três, dando-nos poucas pistas sobre o resto. Já A guerra dos Tronos não: mesmo antes de assistir a fantástica adaptação da HBO para os livros, eu conseguia visualizar até mesmo os secundários, com seus tiques e maneiras de agir. Os principais, por sua vez, chegam a uma profundidade poucas vezes encontrada, do tipo que lhe faz pensar no personagem como um amigo íntimo ou membro da família.

Como disse, é o primeiro livro em muito tempo que faz com que eu queira viver dentro dele, nem que seja por uma hora ou duas – e não tenho muita vergonha de admitir que me pego sonhando acordada sobre uma excursão à Muralha.
Publicada originalmente em distopicamente.blogspot.com
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Gabriel 31/07/2018

Grande Martin!
É tão incrível ler esse livro. Embora o tamanho, é tão fácil de ser lido.
A riqueza de mundo aqui é gigantesca. E cada personagem que narra seus capítulos, tem seu núcleo próprio. E esse núcleo vai se juntando, vai se juntando, vai se ligando, casando um com o outro e construindo Westeros e o próprio livro.
Grande trabalho do Martin!
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Ane Veiga 26/02/2012

Uma nova Saga!
Confesso que quando comecei a ler “As Crônicas de Gelo e Fogo – Guerra dos Tronos” fiquei receosa de que fosse pesado e cansativo. Tenho trauma do Senhor do Anéis, embora seja considerado o top dos top dos livros de fantasia, é cansativo... com todas aquelas poesias em élfico e os personagens cantando dez mil músicas do tipo “Ah, a estrada, que bonita a estrada, e lá vem a estrada...”

Mas li tantas críticas boas sobre o livro, e uma amiga que não empresta livros, ficou tão maravilhada com a história que me emprestou o livro dela para que pudesse “me viciar” na história. São muitos personagens, nas primeiras 30 ou 40 páginas tudo estava um pouco confuso, mas logo a história começa a ganhar vida, e você se envolve com os personagens. É um livro de fantasia, mas para adultos, com personagens que não são apenas “bonzinhos” ou “malvados”, e isso é o interessante. Você começa a se questionar se os bons são realmente bons, e se os ditos vilões não possuem uma certa razão na sua busca pelo poder. O ser humano é complexo, cada história é única, e os personagens conseguem refletir essa complexidade.

Uma das frases que me pegou foi a do personagem Tyrion Lannister, um anão, ridicularizado por todos, mas que usa a cabeça e a própria posição familiar (é irmão da rainha) para compensar o pouco tamanho. O anão é uma aberração na visão de muitos, deveria ser bobo da corte ou algo do tipo, mas ele descobre formas de sobreviver, enfrentando com astúcia e frieza todas as humilhações sofridas, e tirando vantagem da própria desvantagem. “A maior parte dos Homens nega uma dura verdade ao invés de encará-la”, diz Tyrion. E não é assim que agimos? Muitas vezes não preferimos evitar uma verdade, negando e nos recusando a encará-la? Só que o anão nos mostra, que quando encaramos a difícil realidade e nos apropriamos de nossa própria “desgraça”, quando olhamos a verdade de frente, criamos condições de superação, de sobrevivência.

O livro é forte, com algumas cenas cruéis e chocantes.... mas garanto que não é mais cruel que assistir a qualquer noticiário. Embora o livro seja um fantasia (com personagens e criaturas fantásticas), consegue captar a essência do humano. “O Homem é lobo do Homem”, disse o filósofo Thomas Hobbes, a Guerra dos Tronos reflete bem essa frase, mas principalmente, delicia em cada página, transportando você para uma história cheia de aventura, com personagens vivos e complexos.
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Ricardo.Soares 14/01/2016

guerra dos tronos
realmente falaram muito deste livro, então resolvi ler e confesso que me surpreendeu bastante, mas acho que o enredo é batido o que me fez gostar mesmo desta historia foi a construção dos personagens, todos os personagens são construidos com excelência destaque para o anão tyrion que tem as melhores frases do livro, jon snow que acho que vai passar ater uma grande importância na trama devido a como o personagem cresce durante a historia, e daenerys que não precisa nem falar nada um personagem que me fascinou. Outro mérito do livro e que quando rr martin quer fazer com que sentimos raiva de um personagem tambêm faz com maestria.
Em resumo um universo rico, cheio de mistérios e incrivelmente bem construido nota 10
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Edi 26/08/2011

"Uma fantasia para adultos"
A historia

A historia se passa em um continente fictício chamado "Westeros", onde as estações são extremamente imprevisíveis e podem ser curtas, não passando de alguns meses, ou mesmo longas, culminando em décadas e mais décadas de um verão agradável ou de um inverno sufocante. Sua capital e sede principal do poder é Porto Real, uma cidade a sudoeste de Westeros. Porém, não é em Porto Real que residem os "personagens principais" da historia, mas sim em Winterffell, terra gelada do norte, onde reina o senhor Eddard Stark.

Lord Eddard (Ned) Stark, rei e senhor de Winterffell, é o patriarca de uma das sete casas dos nobres de Westeros e guardião do Norte. Ned é o típico rei que estamos acostumados a ver em historias fantásticas. Pai protetor, sempre mantendo uma ligação afetiva muito forte com seus seis filhos e com sua esposa, Catelyn Stark, justo e leal, além de muito habilidoso com a espada. Foi Ned que esteve lado a lado de Robert, o Rei dos sete reinos, na revoltosa conquista de Porto Real em uma batalha sangrenta que depôs o rei louco Aerys Targaryen.

Jon Snow é o filho bastarde de Eddard, cuja mãe não se tem noticia, já que Ned insiste em manter a identidade dela em segredo. Apesar de não carregar o sobrenome dos Starks, Jon possui todas as características que fizeram do pai o senhor de Westeros, e representa muito melhor do que os seus cinco outros irmãos os ideais autruistas do pai Stark.

Se em uma ponta desse perigoso jogo de poderes estão os Starks, na outra estão os Lannisters, que tem como representante máxima Cersei Lanyster, esposa de Robert Baratheon e rainha dos sete reinos. Cersei se casou com Robert após a rebelião que o levou ao trono e aproveitou-se de seu posto privilegiado para elevar ainda mais o status dos lannisters. Cersei mantém um relacionamento incestuoso com seu irmão Jaime Lannister desde quando era pequena, relacionamento esse que resultou em seus três filhos, Joffrey, Myrcela e Tommen.

Um dos personagens mais cativantes da série também é um Lannister. Seu nome é Tyrion (também conhecido como "o Duende"). Tyrion é o terceiro filho de Tywin Lannister e irmão de Cersei e Jamie. Apesar de ser provido de uma inteligência fora do comum e rapidez de raciocínio (lê-se "esperteza") extremamente aguçados, além de um senso de humor arrojado inversamente proporcional ao seu tamanho, não recebe o devido reconhecimento de sua família pelo fato de ter nascido anão. Seu pai também o culpa pela morte de sua esposa durante o parto. Viver, de certa forma, a margem da família, fez com que Tyrion acabasse por desenvolver outros mecanismos de defesa intelectuais que ajudaram a transforma-lo em um dos personagens mais querido pelos fãs da série. Com o tempo, Tyrion acaba desenvolvendo uma improvável amizade com o bastardo Jon Snow.

A muralha

Ao norte, nos limites gelados de Westeros, existe uma enorme parede de gelo, conhecida como "a muralha". A muralha mede mais de 200 metros de altura e se estende por quase todo o território. É guarnecida pelos patrulheiros da noite (da qual faz parte Jon Snow), proscritos que juraram proteger o sul dos perigos que estão além da muralha, nos confins da inexplorada floresta negra.

Personagens complexos

Martin, um experiente roteirista (vide: “A Bela e a Fera” e “Além da Imaginação”, ambos seriados dos anos 80), utilizou-se de uma técnica interessante para fazer a divisão dos capítulos do livro. Cada um deles, apesar de possuir um narrador onisciente, é contado tendo como base o ponto de vista de um personagem diferente (oito deles, no total), cujo nome do capitulo faz referencia. Além disso os personagens criados por Martin são complexos e independentes, verossímeis do ponto de vista histórico e pessoal, nos costumes (na maneira subserviente como as mulheres se portam, por exemplo). Diferente dos personagens de Tolkien (e aqui tomo a liberdade de mais uma vez fazer uma comparação superficial de ambas as obras), os personagens de Martin não são planos. Possuem densidade psicológica e padecem de duvidas e incertezas. Eles traem, conspiram e matam. Isso torna a obra mais atraente, pois a desvincula do tipico conto de fadas fantástico, onde os personagens possuem papeis bem definidos, quando o mocinho é sempre bom e o bandido é sempre mal.

O futuro da série

Originalmente Martin projetou uma série com sete livros, sendo que 5 deles já foram publicados até agora, 3 deles no brasil: a guerra dos tronos, a fúria dos reis e a tormenta das espadas. Lá fora foram publicados também A Feast for Crows e A Dance with Dragons (respectivamente: um banquete para corvos e uma dança com dragões, em tradução livre). Além disso, foi confirmada a segunda temporada do seriado produzido pela HBO para meados de 2012, e que, ao que tudo indica, englobará os eventos do segundo livro da série.
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Tramontin 15/07/2011

Leitura arrebatadora
A Guerra dos Tronos é o primeiro livro da série As Cronicas de Gelo e Fogo com previsão de ter 7 livros.
Esse livro é realmente emocionante, do começo ao fim. Muitas viradas espetaculares, quando você pensa que esta dando tudo errado ou certo, o autor da um jeito genial de mudar.
Ele foi brilhantemente dividido em personagens. Cada capitulo é representado por um personagem que conta a historia apartir do seu ponto de vista.
Enquanto eu lia eu ficava louco pelo fim do capitulo, não pra poder terminar logo de ler o livro, ou que estivesse chato,mas porque cada capitulo tinha um final arrebatador, daqueles que você fecha o livro e fica pensando "Puta que paril, que livro!"
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Roberta 13/03/2014

Surpreendente.
Podemos dizer que esse livro é difícil de ler hoje em dia pois muitas pessoas já leram e também tem a série ( eu particularmente não vi a serie e prefiro ver quando terminar mas sei que tem algumas diferenças do livro). Então é um caminho de Spoilers difícil de seguir. Muitas coisas descobra quando abria uma pagina na net e "taram" colocavam lá spoilers sem aviso nenhum. Porém ele consegui me surpreender...Do tipo que quando terminei fiquei com a boca aberta não acreditando em tudo que aconteceu.
Ele é um livro grande mesmo, com o escritor aproveitando casa detalhe mas consegue prender a pessoa do começo ao fim. A história é ótima. Pessoas que lutam por poder acima de tudo. Você é capaz de no começo amar uma pessoa no meio odiar e depois reamar. Você se envolve na trama, você pega as dores , as lutas delas e defende. Você aprende também. Muitas partes dos livros tem ótimos conselhos e me ensinaram muito. Você só tem que saber o que o livro tem para te ensinar, te transmitir e captar tudo isso para o dia a dia. Eu estou apaixonada e me pergunto porque demorei tanto para ler. Por que paquerei sempre ele e nunca comprei.Me apaixonei por vários personagens. Rindo,amando e chorando com eles. É um livro que você não vai se arrepender, e claro que o George é um verdadeiro Rei ! Obrigada George por me proporcionar outro mundo e me deixa viver e lutar ao lado de cada personagem (mas fico brava ainda com você por causa de alguns acontecimentos). Agora e ler os outros e esperar os próximos
* Isso é um desabafo de uma fã. Só isso. Não um resenha super elaborada :)
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Perola 01/05/2011

Depois de ter lido Brumas de Avalon, Guerra dos tronos, me conquistou por completo, nunca amei, odiei ou torci desesperadamente por alguém como nesse livro,a cada capitulo me surpreendo.
Não vou comentar o que li, acho que o livro merece ser lido sem que eu ou qualquer outra pessoa te induza, mas não posso deixar de dizer que é fascinante ,que em muitas paginas fiquei intrigada com algumas coisas, e que ja estou louca para terminar a leitura e comprar o proximo.
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Gabriela Dunham 01/12/2015

Primeiramente, eu tenho que "bater palmas de pé" pro George Martin. O cuidado com cada detalhe (alô, apêndice) só mostra o quanto o autor se dedicou a construir um mundo fantástico, onde seus leitores se sentiriam parte dele. E isso ele conseguiu com louvor! No começo pode ser um pouco confuso lidar com tantos nomes, casas, personagens, mitologia, etc., mas com o tempo (e de novo cito o maravilhoso apêndice) você se acostuma e a leitura flui com facilidade. Quem espera por ação o tempo inteiro talvez se decepcione com alguns capítulos, mas garanto que todos são necessários para a construção dos personagens e da trama. NADA em "A Guerra dos Tronos" está ali por acaso. Quem aprecia a literatura fantástica certamente vai se encantar pelo livro.
PS: Pra quem assistiu a 1ª temporada da série - produzida pela HBO - o livro não guarda muitas surpresas. Ele começa e termina no mesmo ponto da série e os personagens em tela ficaram bem fieis aos do livro, mas, ainda assim, vale muito a leitura!
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guilherme.caval 15/07/2015

Meu livro favorito!
Eu nunca me prendi tanto a uma coisa, como só pensar no livro o dia inteiro, na escola eu ficava atordoado para chegar em casa e ler.A historia conta sobre um reino chamado Westeros, que é constituída por vários reinos, com sete principais, não tem protagonistas neste livro, ele não é dividido por capítulos, e sim por personagens, no primeiro livro os livros falam sobre Ned, Bran, Catelyn, Arya, Sansa, e Jon da casa Stark, representada por um lobo gigante.
Ned: É o rei de Winterfell, pai de Bran, Arya, Sansa, Rickon, e Robb, e também o seu filho bastardo Jon, não gosto muito de Ned mas a historia dele é essencial para a historia.
Bran: Um dos meu favoritos, acontece uma tragedia com ele logo no começo do livro, não tem como não ficar com dó, afinal ele é uma criança.
Catelyn: É esposa de Ned, é muito inteligente, é uma mãe que faz tudo para proteger seus filhos, mas odeia Jon o filho bastardo de seu marido.
(estou muito cansado atualizo amanha)
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