Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 Ray Bradbury




Resenhas - Fahrenheit 451


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- J. 27/02/2012

Ray Bradbury dispensa apresentações, então nem vou botar um título
Em um mundo futurista em que os livros são proibidos, as ciências humanas quase não existem e o governo sutilmente controla o país com mão de ferro, os bombeiros agora não trabalham mais para apagar incêndios, mas sim para começá-los, e sua importante tarefa é livrar a sociedade do mal trazido pelos livros.

O bombeiro Guy Montag é um homem simples. Ele se contenta com coisas como o cheiro de querosene, os vários aparelhos de tv e a visão das chamas consumindo páginas e mais páginas. Até que sua vida sofre uma mudança drástica com a chegada de uma garota que lhe mostra o mundo como ele nunca viu antes, um mundo em que as coisas que importam não precisam ser destrutivas, e que não se precisa viver contentado quando pode-se viver feliz.

Ray Bradbury constrói belamente um mundo terrível, traçando um paralelo perfeito em uma sociedade que, ao mesmo tempo imaginária e futurista, com diferenças que nos mantém tranquilos pensando "ufa, que bom que esse não é o meu país!" ao mesmo tempo contém semelhanças tão assustadoras com o mundo em que vivemos que é impossível não se sentir incomodado e pensar que, talvez, esse seja mesmo o lugar em que você vive, e que essas pessoas, tão estranhas, sejam exatamente como você.

Guy, nosso protagonista, percebe isso, e seu trabalho se torna cada vez mais insuportável. Com descrições belas que, mesmo que longas, jamais se tornam enfadonhas, o autor nos carrega através de sua mente mostrando a tortura de um homem em conflito entre tudo o que ele sempre acreditou ser verdade e o que ele passou a ver como verdade.
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Milla 16/02/2013

Muito bom. Só que não
Fahrenheit 451 é uma distopia publicado pela primeira vez em 1953 que retrata uma sociedade futurista. Universidades, escolas e conhecimento não têm nenhum significado e os bombeiros têm como função incendiar livros.
Basicamente é isso.


Montag é um bombeiro casado com Mildred. Sua esposa passa o dia inteiro numa sala com telões cujos programas interagem e são a "família". Embora Montag não goste desses telões, ele é quem trabalha para comprá-los a fim de manter sua esposa ocupada. Por ser um bombeiro, ele passa o dia no quartel e lá, quando recebem um chamado, eles vão até a casa do criminoso, ateiam fogo em seus livros e prendem a pessoa.

As coisas continuam sendo normais. Queimar livros é um prazer. Até que Montag topa com Clarisse, uma menina diferente que conversa com ele (conversar é uma coisa completamente anormal). E entre um diálogo e outro, onde ela fala sobre coisas como a chuva e as estrelas (afinal, quem se interessa pela chuva e as estrelas?), ela pergunta se ele é feliz e aí a vida dele muda.

Ele começa a se questionar sobre o que tem nos livros, sobre por que queimá-los e sobre a sociedade ao seu redor. Mas pensar é muito perigoso.

Gente, um livro com uma ideia tão inteligente, mas que me deixou tão decepcionada. A forma que a trama é conduzida não me envolveu, li o livro bem rápido, mas estava achando maçante e desconexo. As frases parecem ser aleatórias, os pensamentos dos personagens seguem tortuosas linhas incompreensíveis.

Muitas coisas retratadas são geniais, Bradbury descreve uma realidade completamente crível, onde só o que importa é o prazer e a velocidade, as pessoas vão se alienando cada vez mais. O pensamento não tem significado, não é incentivado. Tudo é muito prático, instantâneo, momentâneo. Ele não inventa carros que voam, nem desmata todas as florestas, mas ele cria carros que só andam em alta velocidade, televisões e programas que absorvem as pessoas, escolas que mantém os filhos longe dos pais, pessoas que não sabem conversar sobre coisas que não sejam dinheiro, roupas.

Das poucas distopias que li, essa foi uma das que mais consegui acreditar. As casas são à prova de incêndio, os bombeiros servem para destruir qualquer possibilidade de livros contaminarem as pessoas com suas ideias.

O que tirou a grandiosidade de Fahrenheit 451 para mim, foi a forma que o autor conduziu uma história que tinha tudo para ser brilhante. Recomendo mais ou menos.
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Bruno 14/01/2013

Boa leitura
Em tempos de internet, redes sociais, BBB, mensagens subliminares e controle estatal dissimulado a obra impressiona.

É estranho ver como o autor conseguiu prever parcela do que acontece hoje no mundo real nesta obra de ficção passados mais de 50 anos de sua criação (e o pior de tudo: se dar conta de que muito do que ele escreveu está por vias de se tornar realidade!).

O livro narra um mundo em que bombeiros não apagam fogo, mas sim põem fogo (em livros! - supostos instrumentos da discórdia).

A sociedade é controlada, telas impõem comportamentos de massa e o pensar livre é perigoso.

O enredo impressiona mas nem tudo é perfeito...

Personagens poderiam ter sido melhor aproveitados (precipuamente Clarisse).

O final que rumava de uma maneira brilhante acabou prejudicado(não vou falar as razões sob pena de spoiler).

De todo modo, leitura recomendada!
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Anderson 15/02/2014

“O mundo estava cheio de fogo de todos os tipos e tamanhos”
Fahrenheit 451, Ray Bradbury, um livro publicado há mais de meio século atrás, mas que poderia muito bem ter sido escrito ontem. Ele nos apresenta a um mundo distópico, onde a sociedade é subjugada por um governo arbitrário, e em que a livre expressão, o espaço para o raciocínio crítico e o simples ato de ler um livro foram totalmente abolidos e quase, por completo, consumidos pelas chamas.

Nessa sociedade, para efeito de exterminar os pecaminosos livros, os bombeiros foram desempenhados para uma nova função, diferente da qual estamos acostumados...queimar livros! Para eles, é divertido, prazeroso, é motivo de felicidade. É disseminado que as pessoas que leem são antissociais, se tornam infelizes, são enganadas por estórias falsas e fazem mal aos outros. Por isso quanto menos elas lerem, quanto menos tempo tiverem para ficar confabulando ideias, quanto mais tempo ficarem em atividades físicas, quanto mais ocuparem o corpo e não a mente, será melhor para elas e para todos. Que ingenuidade...

No meio disso, quando Montag, um bombeiro exemplar, um perfeito cidadão, casado, trabalhador, um completo seguidor das regras sociais, encontra Clarisse McClellan, uma jovem diferente, com hábitos estranhos, que envolvem apreciar a natureza, começa a perceber o quão estranho é aquela sociedade em que eles vivem. Esse é o primeiro passo dado rumo à descoberta e saída de uma realidade irreal e assustadora na qual ele vivia sem perceber.

São feitas no livro várias críticas à mídia, às instituições sociais e religiosas, ao governo, ao comportamento bestializado que predomina em grande parcela da população...

“O televisor é ‘real’. É imediato, tem dimensão. Diz o que você deve pensar e o bombardeia com isso. Ele tem que ter razão. Ele parece ter muita razão. Ele o leva tão depressa às conclusões que sua cabeça não tem tempo para protestar: ‘Isso é bobagem’.”

“Cristo agora é um da família [...] Ele é agora um bastão comum de guloseima, feito de açúcar cristal e sacarina, quando não está fazendo referências veladas a certos produtos comerciais de que todo fiel absolutamente precisa.”

Um livro curto e fácil de ser lido, entretanto, que possui uma enorme significância além de suas páginas. A parte final é fantástica! Recomendo a todos, sem exceção.
Manuela 15/02/2014minha estante
Li o livro como proposta de discussão de um clube de leitura do qual participava. Foi um tapa, de tão rápido e delicioso de ler.




Pappa 05/07/2011

O livro conta um trecho da vida de Guy Montag, um bombeiro em um futuro bastante alternativo, onde estes são encarregados de queimar livros ao invés de extinguir incêndios. Um dia ele encontra Clarisse, sua vizinha adolescente que tem idéias muito liberais para o contexto da época, e que acaba fazendo com que ele mesmo pare para pensar no que esteve fazendo e para onde seu "mundo" está indo: as pessoas não conversam mais, as guerras se sucedem umas às outras, as pessoas estão totalmente alienadas.

O clima passado na trama me lembrou um pouco 1984, porém não temos como comparar as duas, já que o clássico de George Orwell é bastante superior em todos os aspectos. Não que este seja ruim, mas Orwell consegue transmitir muito mais através de sua obra, e de uma forma muito mais agradável.

O trecho inicial é bastante arrastado, é onde o bombeiro está confuso, começando a mudar sua forma de pensar, passando por um lento processo de descoberta ou despertar. Do meio para o fim a ação toma um pouco mais de espaço, o que torna a leitura mais fácil.

Vale a pena ler, se você conseguir passar pelo início lento e confuso. Traz uma mensagem para se pensar, sobre a influência nos meios de comunicação até mesmo sobre a falsa alegação do politicamente correto, censura, entre outros.
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Gláucia 22/08/2011

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
Temática semelhante a de 1984 e Admirável Mundo Novo (distopia) mas não tão pesado. Mas angustiante para os amantes dos livros. Uma sociedade num futuro indeterminado de regime totalitário onde os livros são destruídos para que o livre pensar seja abolido. Mas os grandes pensamentos, as grandes ideias da humanidade estão registrados na alma, no coração, o fogo é incapaz de destruir.
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Dan 13/08/2015

Fahrenhiet 451 se trata de uma distopia, ou seja, uma sociedade futurística onde o governo é totalmente controlador. A única diferença é que neste livro o assunto chave não é imposto pelo governo e sim pela própria sociedade, pela própria população. Acontece que neste lugar no futuro (*futuro para a época em que o livro foi publicado, pois percebe-se que se trata do século XXI) os livros são proibidos, tê-los e lê-los está fora de cogitação, e o fato mais triste, como já havia dito, é a própria sociedade que decidiu não lê-los mais. Eles acreditam que ler um livro trás infelicidade as pessoas, pois os livros trás sentimentos intensos, trás conversas sobre, trás discussões, trás opiniões próprias, trás revoluções e, claramente, trás infelicidade; portanto eles simplesmente resolvem colocar um ponto final. Com isso, o bombeiros, que eram responsáveis por acabar com toda a destruição que todo o fogo é capaz de trazer, agora são responsáveis por causá-lo, eles agora são responsáveis em tocar fogo em todos os livros clandestinos ainda existentes.
Contudo, existe Guy Montag, que inicialmente não passa de um bombeiro - queimador de livros; mas depois que ele conhece e começa a conversar com sua vizinha Clarisse - uma garota de dezessete anos muito incomum, que ao contrários de quase toda esta sociedade, pensa, conversa e observa as coisas ao seu redor; ele começa a refletir, começa a observar as coisas ao seu mundo. E então, quando ele está em seu trabalho e é forçado a queimar uma casa repleta de livros, com sua moradora dentro, pois esta se recusa a deixar seus 'preciosos', seu olhos se abrem completamente pela primeira vez e cogita se isso que sua profissão faz é realmente o certo.
A partir daí, com o desenrolar da história, Montag adquire para si um grande destino, que possivelmente mudará o futuro próximo.
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Matt 30/12/2011

Aleluia!
Eu estava precisando de um bom livro! Fahrenheit 451 caiu perfeitamente.
O livro é uma distopia, trata da história de Guy Montag, bombeiro que no contexto do livro tem função em incendiar livros, quando estes são descobertos sob posse de alguém. Montag conhece uma garota chamada Clarice e a partir de algumas conversas com a jovem, começa a ter novos pensamentos e certas reflexões sobre as coisas que acontecem ao seu redor.
Uma verdadeira PREMONIÇÃO( a obra foi escrita nos anos 50), de diversas coisas comuns na atualidade, tais como: as telas em as pessoas passam o dia inteiro se comunicando com outras, os resumos, os "fones" de ouvido que as pessoas usam o tempo inteiro, as pílulas para dormir, os carros que andam em altas velocidades, o individualismo extremo do indivíduo.
Recomendo para todos que gostam de ler, e para os que não gostam também! Leitura dinâmica, gostosa, linguagem acessível, e com forte poder reflexivo.
Amei!
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Flavia 22/01/2015

Who knows who might be the target of a well read man?
Olá amigos leitores!

A resenha de hoje é sobre a obra “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury.

Esse é mais um daqueles livros que sempre tive curiosidade de ler, mas que por algum motivo sempre acabava adiando. Ainda bem que esses dias de “adiamento” chegaram ao fim, esse livro vale muito a pena! Comecei a me interessar por distopias com a trilogia 1Q84, de Haruki Murakami (futura resenha detected) e me senti inclinada a ler Ray Bradbury.

A edição que comprei na Black Friday está em inglês, creio que deve ter custado uns R$ 10,00, e é da editora Simon & Schuster Paperbacks. Gosto muito de ler livros em inglês para ficar com o idioma bem afiado, então esse tipo de resenha também será frequente por aqui. A publicação original é de 1951, mas a edição desse livro das fotos é de 2012.

Trata-se de um pocket book muito leve, capa mole, folhas de papel jornal. Não tem aquela qualidaaaaade, não é aquele livro pra enfeitar a estante, mas só o fato de tê-lo lido no idioma original já valeu a pena – sem esquecer o preço amigo da Black Friday, é claro! Na mão, o livro fica bem fino (158 páginas), mas vocês podem ver nas fotos que a fonte utilizada por essa editora é realmente muito pequenina.
A história se passa nos EUA, em um futuro não tão distante, em que o personagem principal, Guy Montag, é um bombeiro que exerce suas atividades com invejável dedicação. Mas, vejam bem: o bombeiro do futuro não apaga incêndios, ele os causa, para queimar, adivinhem…………. sim, para queimar LIVROS!

E por que queimar livros? Porque eles tornam as pessoas perigosas. Nessa sociedade do futuro, as aparências contam muito mais do que o conteúdo, do que o conhecimento e a capacidade de crítica. O governo proíbe a posse de livros e qualquer denúncia é imediatamente levada a cabo pelos bombeiros, que ateiam fogo na casa – e no proprietário, caso ele resista à queima dos livros.

Uma observação: 451 graus na escala Fahrenheit é a temperatura de combustão do papel!!! =D

As pessoas possuem televisores gigantes em suas salas que conversam com elas, as pessoas virtuais nas telas passam a ser a verdadeira “família”, com um distanciamento gigantesco entre as pessoas reais. A esposa de Montag, Mildred, é obcecada por esses televisores que “conversam”, que cobrem três das quatro paredes da sala de estar. O engraçado é que, quando vemos como esses televisores interagem, vemos que não se trata de uma conversa real – é só uma torrente de informações sem sentido, uma lavagem cerebral. Mais engraçado ainda (ri alto nessa parte) é saber que os outdoors desse futuro precisam ter metros e mais metros de comprimento para que as pessoas que passam correndo nos carros olhem para eles.

Um belo dia, Montag está saindo do trabalho e encontra sua vizinha, Clarisse McClellan, uma garota muito estranha… Que pensa, que gosta de sentir a chuva, o cheiro das flores e, acima de tudo, de conhecer e questionar o mundo ao seu redor. Igualzinho ao pessoal que não olha para os outdoors, né? Clarisse divide a casa vizinha com sua família, especialmente seu tio. Ela parece saber tudo sobre aquele tempo em que os bombeiros apagavam incêndios e os livros eram valorizados.

Com isso, ele começa a questionar seu trabalho, sua relação com a esposa, sua subordinação ao chefe dos bombeiros e ao governo. Ele fica muito curioso para ler livros e resolve “sequestrar” alguns e escondê-los em sua casa, ao mesmo tempo em que entra em contato com um homem que conheceu no parque e que é um “rebelde”, Faber, e resolve aprender a arte de ler. Aí a história começa a pegar fogo (rá-rá-rá), o que significa que preciso parar a resenha por aqui para que vocês possam tirar suas próprias conclusões sobre o texto.

A verdade é que esse livro causa um pequeno desconforto, mas é um desconforto bom: já vivemos, de certa forma, essa sociedade de alienação? O que fazer para não chegarmos à realidade retratada por Bradbury? Como promover a aproximação real em detrimento da virtual? Como valorizar as coisas simples da vida, como o cheiro das flores ou a beleza de uma noz?

Leitura recomendadíssima para os leitores críticos do século XXI.

site: http://meninadeparis.com/2015/01/21/resenha-da-flavia-07-fahrenheit-451-ray-bradbury-simon-schuster-paperbacks/
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MiojoGeek 20/08/2019

Fahrenheit 451, Atual e necessário.
Excelsior é o selo de quadrinhos da jovem editora Book One, e para sua estreia, parece que começaram com o pé direito.
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Fahrenheit 451 é a escala de temperatura que precisa ser alcançada para a queima de papel, um dos principais combustíveis dessa distopia escrita por Ray Bradbury e, adaptada para os quadrinhos por Tim Hamilton.
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A concepção de todo universo contido nessa hq surgiu em 1950 quando após um jantar com amigos, o jovem Ray resolveu sair para caminhar. No meio de sua perambulação, Ray foi abordado pela polícia que o interpelou sobre o que ele estava fazendo ali, o imprudente Ray respondeu: "pondo um pé atrás do outro", na sequência, uma série de perguntas o fez sentir como se o simples fato de caminhar o estivesse levando a transgredir a lei.
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Ao chegar em casa ele escreveu o conto: O Pedestre, algum tempo depois o pedestre encontrou Clarisse e, assim surgiu a história sobre o bombeiro que queimava livros, Fahrenheit 451.
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Nesse universo onde existe uma repulsa pelo conhecimento, qualquer lugar suspeito por esconder livros é imediatamente denunciado aos bombeiros que vão até o local e o incineram, por vezes, com o dono dos livros junto.
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Nosso protagonista trabalha nos bombeiros e leva uma vida rotineira, até que encontra na rua Clarisse, uma jovem de 16 anos cheio de vida e ideias. E ideias, são à prova de fogo. Uma vez acesa a centelha da curiosidade, e da busca pelo conhecimento, o mundo nunca mais é o mesmo.
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Um livro extremamente pertinente e atual para o momento em que vivemos. O obscurantismo e o revisionismo histórico abordado na hq dialoga com diversos momentos históricos, e nos leva a refletir sobre nossos valores como sociedade.
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Uma baita estreia da editora, e que leva nota 10/10.

site: https://www.instagram.com/p/B1PmpnxDGnC/
Vivi 22/08/2019minha estante
Muito bom! =)




Ju 19/04/2013

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury
O livro fala sobre um tempo em que tudo que faça as pessoas pensarem é terminantemente proibido. Livros são queimados por bombeiros, cuja função passa a ser atiçar o fogo ao invés de acabar com ele. O simples fato de andar a pé é considerado um crime contra o estado, por fazer as pessoas pensarem. Os carros só circulam com velocidade acima de 100 km/h com o mesmo objetivo. As televisões são do tamanho das paredes, fazendo com que as pessoas só recebam informações sem ao menos ter tempo para questioná-las.

"Mas e tempo para pensar? Quando você não está dirigindo a cento e sessenta por hora, numa velocidade em que não consegue pensar em outra coisa senão no perigo, está praticando algum jogo ou sentado em algum salão onde não pode discutir com o televisor de quatro paredes. Por quê? O televisor é 'real'. É imediato, tem dimensão. Diz o que você deve pensar e o bombardeia com isso. Ele tem que ter razão. Ele parece ter muita razão. Ele o leva tão depressas às conclusões que sua cabeça não tem tempo nem para protestar: 'Isso é bobagem!'." (Página 122)

A história é muito boa, mas eu não gostei muito da forma como ela foi escrita. No começo eu meio que demorei pra entender o que tava acontecendo, mas depois deu pra ler direitinho.

Enfim, é um livro que eu acho que todo mundo deve ler pelo menos uma vez na vida, porque ele faz você pensar no que tá acontecendo, faz com que a gente queira mudar nossas atitudes (ler mais, ver menos tv rsrs) pra não acabar como alguns personagens do livro. Recomendo a leitura! =)
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Tata 02/05/2018

Hmmm
Acho que tenho algum problema com as distopias clássicas. Outro clássico que não gostei muito. Achei melhor que "Admirável Mundo Novo", mas ainda assim fiquei com a sensação que podia ser mais. Acho que fui com muitas expectativas para o livro e ele não as superou. Ficou na média pra mim. Acho que talvez por as história já ser muito conhecida e eu saber o que esperar eu fiquei com a sensação que tava lendo uma história repetida, e por isso não gostei muito. Mas achei interessante a construção dos personagens e a forma como eles já são tão dependentes da tecnologia que nem percebem que existe uma vida sem ela. E, claro, a alusão à como os livros seriam a "salvação" das pessoas, a volta ao mundo das ideias e ao pensar. A ideia do livro é excelente, a narrativa e a construção dos personagens é boa, mas a sensação de que já li aquela história mil vezes me atrapalhou a me apegar mais ao livro.
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Lis 21/08/2013

Trate de agarrar sua própria tábua e, se você se afogar pelo menos morra sabendo que estava no rumo da costa
Fahrenheit 451, a grande obra de Ray Bradbury atendeu completamente às minhas expectativas. Trata-se de uma distopia, uma das primeiras a serem escritas. A história se passa em um tempo desconhecido, numa sociedade onde os livros são proibidos, e a responsabilidade de queimá-los é dos bombeiros, uma referência ao mesmo tempo sutil e escancarada, aqueles que deveria proteger contra o fogo são aqueles que o causam. A população é alienada e vive para cumprir suas obrigações e se divertir com os aparelhos modernos que as ocupam por horas e horas, parece familiar? Também achei, apesar de ter sido lançado em 1953 o livro trata de uma situação que nunca foi tão atual, a alienação causada por parte da mídia e do governo.
Guy Montag é um bombeiro, sua profissão é queimar e destruir. Um dia ele conhece Clarisse, uma garota de dezessete anos que não tem nada a ver com as outras meninas da sua idade, ou de qualquer outra pessoa.
“É que gosto de observar pessoas. Às vezes ando de metrô e fico olhando e ouvindo o que elas dizem, Tento imaginar quem são e o que querem e pra onde vão.”
Clarisse gosta de observar, aprender, entender e acima de tudo, pensar. O convívio com a menina leva Montag a questionar sua profissão, sua vida, a relação com sua esposa, Mildred, completamente alienada e sem consciência e até mesmo a sociedade onde vive e que ajuda a manter.
“E de uma hora pra outra ela ficou tão estranha que ele mal acreditou que a conhecia.”
É ai que ele começa a se interessar pelos objetos que tem a obrigação de destruir. O que leva as pessoas a arriscarem suas casas e suas vidas por meros objetos sem valor? O que os livros tem que os tornam tão importantes?
“O que há de tão encantador no fogo? Seja qual for a nossa idade, o que nos atrai nele? É o moto-perpétuo; a coisa que o homem queria inventar mas não conseguiu. Ou o movimento quase perpétuo. Se a gente o deixasse queimando, ele superaria a duração de nossa vida.”
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Aline Stechitti 12/07/2013

Os livros são um perigo ao poder
Ray Bradbury - 256 páginas - Globo de bolso

"Os bons escritores tocam frequentemente a vida com os dedos, os medíocres apenas a afloram, de passagem. E os maus violam-na e abandonam-na às moscas. Compreende agora de onde vem o ódio, o terror aos livros? Eles mostram os poros do rostos[...]. Vivemos em um tempo em que as flores se esforçam por subsistir por si mesmas, e não pela terra rica e pela chuva benfazeja".

Bombeiros queimando livros, que agonia, não?

Ser proibido de ler, de ter individualidades, de se destacar intelectualmente. Viver em uma sociedade fútil e violenta.

Fahrenheit 451 é mais uma distopia adicionada a minha lista. Creio estar muito viciada nesse tipo de história, principalmente pelo que ela faz com a gente, como nos deixa pensativos e críticos com relação as coisas que acontecem com a sociedade da qual fazemos parte.

Este, em particular, é um livro de narração bem dinâmica. O autor consegue te deixar com a sensação de que está correndo, se agoniando ou mesmo tendo inúmeras visões, em vários ângulos diferentes, junto com o personagem. É uma leitura muito boa, sem rodeios, vai realmente direto aos pontos principais.

Porém, mesmo essa dinâmica sendo ótima para prender o leitor, eu fiquei meio chateada de ver que o mundo distópico de Bradbury ficou meio distante pra mim. Eu queria saber mais sobre ele, me aprofundar, conhecer melhor como aquilo tudo funcionava. Mas mesmo assim o conteúdo desta obra é excelente.

Gostei muito dos personagens, principalmente do Capitão Beatty e de Clarisse. O primeiro então me surpreendeu muito, porque eu imaginei outra coisa a respeito dele até certa altura do livro.

Diferente de "1984" e "Admirável mundo novo", não achei esse livro tão pessimista quanto a visão de futuro, na verdade o achei até bem esperançoso. Mas é melhor não dizer muito para não contar o que acontece.

Enfim, recomendo muito essa leitura aos amantes de livros, aos fãs de distopias, ficção e suspense. A linguagem não é difícil e com certeza é uma leitura muito instigante.


site: http://alinestechitti.blogspot.com.br/
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Tuca. 03/09/2010

O leitor comum
Comento sobre o livro no link: http://oleitorcomum.blogspot.com/2010/08/para-queimar-um-livro-451-f.html
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