O Silêncio da Chuva

O Silêncio da Chuva Luiz Alfredo Garcia-Roza




Resenhas - O Silêncio da Chuva


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Edson Camara 05/09/2020

Levou um tiro, único e definitivo, mas não há outros sinais de violência: É um morto de indiscutível compostura
Livro comprado e lido em setembro de 2007. o autor Luiz Alfredo Garcia-Roza, psicologo carioca escreveu diversos livros desta área, este é o seu primeiro romance policial, O silêncio da chuva recebeu os prêmios Jabuti e Nestlé e foi publicado em nove países. É também estreia de Espinosa, personagem de outros quatro livros do autor. Neste seu caso inicial, um executivo é encontrado morto no volante de seu próprio carro em um edifício garagem no centro do Rio.Levou um tiro, único e definitivo, mas não há outros sinais de violência: É um morto de indiscutível compostura. O que só atrapalha as coisas, nesse crime sem testemunhas e aparentemente sem pistas. Excelente leitura.
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Vinícius 02/09/2020

Livro bom, final fraquíssimo.
Gostei da escrita. Vou experimentar outros livros do autor. Lembra Rubem Fonseca (ainda que não chegue aos pés).

Mas não posso deixar de destacar (NEGATIVAMENTE) esse final. Decepcionante...
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Bru 22/07/2020

Estava bom até chegar no final
O silêncio da chuva é um suspense policial com uma boa trama , bons personagens e bom protagonista.
Daqueles em que vc cria várias hipóteses sobre quem é o culpado e fica duvidando de si mesmo.
O livro demorou um pouco para engatar pra mim, mas quando aconteceu , cada capítulo trazia novos acontecimentos e me deixava cada vez mais ansiosa para o final.
Sobre o final... me deixou curiosa por dias e quando aconteceu foi simplesmente frustrante, não houve embate final e na verdade foi um final sem pé nem cabeça.
Me sinto decepcionada, estava me preparando para o clímax da história e este não aconteceu .
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André Luiz 04/06/2020

Final inesperado
A trama é interessante e vai melhorando à partir do meio do livro. O desfecho surpreende, embora minha expectativa fosse maior.
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RafaCarta 28/05/2020

Ok
Um livro bom, porém previsível. Descreve a cidade do Rio de Janeiro muito bem.
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Debyh 16/02/2020

Eu estava a procura de um livro de detetive/policial e O Silêncio da Chuva me entregou o que eu esperava, gostei do personagem principal (aliás esse é o primeiro livro de uma série, todos com histórias fechadas) e ainda por cima foi ótimo descobrir um novo autor nacional de um gênero que gosto tanto de ler.
Depois de um executivo ter sido encontrado morto no centro do Rio de Janeiro, o detetive Espinosa está a cargo de descobrir o que realmente aconteceu. Aos poucos ele tenta juntar as pistas sobre o que realmente aconteceu, mas as coisas parecem ser mais complicadas do que ele imagina.
continua: http://euinsisto.com.br/o-silencio-da-chuva-luiz-alfredo-garcia-roza/

site: http://euinsisto.com.br/o-silencio-da-chuva-luiz-alfredo-garcia-roza/
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spoiler visualizar
Vinícius 02/09/2020minha estante
Bela resenha. Concordo em tudo! Essa morte não tem nem o que falar mesmo...


Diogo Hilário 04/09/2020minha estante
Vinícius, agradeço a sua interação com meu texto.




Patricia 07/09/2019

Apesar de cheia de clichês a história é interessante, mas o final é de amargar.
André Vedder 13/09/2019minha estante
O final é broxante.




leila.goncalves 17/07/2018

Ousadia E Criatividade
Luiz Alfredo Garcia-Roza, filósofo e psiquiatra, só estreou na literatura de ficção em 1996, aos sessenta anos de idade. Seu livro, o policial "O Silêncio da Chuva", foi muito bem recebido, inclusive, sendo agraciado com o prestigiado Prêmio Jabuti.

Nele, o leitor é apresentado ao investigador Espinosa, uma personagem tão interessante quanto Holmes ou Poirot. Contudo, ao contrário da dupla que não possui vínculos com a polícia, ele faz parte dela, apesar de não tê-la em alta conta. Amante dos livros e de conduta ilibada, sugestivamente foi batizado com o mesmo nome de um filósofo judeu, anatematizado por diferenças ideológicas com seus pares.

A trama aborda o suicídio de um proeminente executivo carioca que por mero acaso, passa a ser
apurada como um misterioso assassinato. Esse fato fato é revelado ao leitor nas primeiras páginas, colocando-o a frente das investigações e deixando claro que essa é uma obra que foge das mesmices do gênero.

Primando pela ousadia e criatividade, a narrativa não está voltada para o crime como fato principal e isolado, mas também para as personagens, impecavelmente construídas e contrariando clichês. Outro ponto interessante, são os livros citados cujo conhecimento redimensiona a leitura. São eles: "Bartleby, O Escriturário" de Herman Melville, "Do Assassinato Como Uma Das Belas Artes" de Thomas de Quincey e "Nicholas Nickleby" de Charles Dickens.

Com uma primeira parte um pouco cansativa, o restante do livro redime o autor, capturando por completo o interesse, entretanto, cabe observar que algumas situações parecem pouco plausíveis, assim como Garcia-Roza propositadamente deixa pontos obscuros na trama, o que pode desagradar alguns leitores.

Com um final polêmico, "a la Bartleby", que me surpreendeu, recomendo.
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Priscilla 15/05/2018

Fraco, previsível, cheio de clichês
O autor é um ótimo teórico, estudioso da psicanálise, freudiano respeitado, com ótimos livros nesta área. Mas seu primeiro romance é uma conjugação de lugares comuns. Personagens previsíveis, tipo mulheres lindas e detetive viril, frio, machucado por dentro e intelectual com nome de filósofo. A história também é fraca, no início parece que vai surpreender mas nada acontece além de uma sucessão de clichês; e a estrutura narrativa é fake experimental, só pra causar a impressão de que o autor é foda... por exemplo, ainda não entendi porque o autor usa o recurso de mudar a voz do narrador no meio do livro. Isso não adiciona nada à narrativa, não quebra o tempo do livro e parece ser mais por vaidade do que por experimentalismo literário. Sou uma leitora exigente. Essas coisas não me passam por alto. Temos autores nacionais mais completos que escrevem bons policiais, como Rubem Fonseca e Raphael Montes, na minho opinião, claro!
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Thiago Barbosa Santos 25/04/2018

Morte matada ou 'suicidada'?
Em um edifício-garagem qualquer no centro do Rio de Janeiro um executivo de uma importante mineradora é encontrado morto dentro do carro com um tiro na cabeça. Um assaltante se aproxima do veículo para abordar mais uma vítima e se depara com a cena. Ele entra no automóvel, encontra a arma, uma mala com 10 mil dólares e um bilhete supostamente escrito pelo próprio defunto informando que se matou e que o dinheiro era para a polícia, em troca de os policiais fazerem desaparecer a arma e encerrar o caso.

Quem fica com a grana é o assaltante, mas logo ele imaginou que o executivo teria deixado uma outra bolada com o seguro de vida. Então arquiteta um plano para colocar as mãos neste dinheiro. Tenta se aliar com a secretária do morto, ela aparentemente concorda mas depois some misteriosamente.

O indefectível delegado Espinosa, personagem ícone de Luiz Alfredo Garcia-Roza, entra no caso, que vai ficando cada vez mais complicado. Em poucos dias, a mãe da secretária é encontrada morta enforcada. Os dedos dela decepados e colocados em cima da mesa. A tese formulada pelas investigações é de que a senhora foi torturada para dizer onde estava a filha. Dias depois, o assaltante também desaparece, a polícia encontra um corpo carbonizado e supõe ser o dele.

Espinosa se vê meio perdido nas investigações ao passo em que vão aparecendo os desdobramentos do caso. Ele se aproxima de todas as pessoas do círculo de convívio da vítima. A esposa não tinha uma relação saudável com o marido, inclusive estava flertando com outro homem. Ele era odiado pelo sogro também. Era ainda amante da secretária. São muitos os caminhos para investigar e todos parecem não levar a lugar algum.

Depois de um tempo sumida, a secretária procura Espinosa. No encontro entre os dois, quando parecia que o delegado ia começar a "juntar os pontos" e dar um desfecho ao caso, recebe uma pancada na cabeça e desmaia. A moça some mais uma vez...dias depois faz contato como refém de um homem misterioso, que passa as coordenadas para Espinosa de como agir. O sequestrador, na verdade, queria uma carta que esteve sempre sob posse da secretária, e o bandido acha que essa correspondência está com o delegado. Pede o material em troca da vida da moça. Qualquer passo em falso, mais um cadáver poderia ser produzido. E até foi, não o da secretária, mas do sequestrador. A vítima matou seu algoz de uma forma bastante inusitada.

Quem estava por trás desta série de crimes? Um homem que apareceu algumas vezes na história, de forma bastante discreta, em encontros com Espinosa, sempre tentando saber qual era o andamento das investigações, questionando tudo de maneira despretensiosa. Ele trabalhava para a seguradora que teria que pagar milhões à família pela morte do executivo. Portanto, estava atrás de um meio que pudesse desobrigar a seguradora a dispor de tal quantia, mas foi longe demais nesta busca. "O Silêncio da Chuva" é uma história envolvente, que mostra como o ser humano pode chegar ao fundo do poço por causa da ganância.
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Bruno T. 20/05/2017

Final fraco para um livro bom
O livro esteve por uns três anos em minha lista de "abandonados", até que, motivado por algumas resenhas favoráveis, resolvi fazer nova tentativa. Li em poucos dias e achei razoavelmente bom, apesar de ter identificado o culpado umas 70 páginas antes do término do livro e do final ridículo que o autor escolheu. Garcia-roza escreve bem, a leitura é bastante agradável e seu Espinoza faz lembrar o Mário Conde de Leonardo Padura: o policial solitário, amante dos livros e que não gosta da profissão. Pretendo ler outros livros do autor, torcendo que os finais sejam mais verossímeis.
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jvsierra 14/12/2016

Preferia não fazê-lo
Geralmente, nos romances policiais, o detetive passa a história toda tentando desvendar o mistério e só no final o leitor descobre quem é o culpado. Nesse livro, acontece o contrário. O leitor sabe de toda a verdade logo no início, e o Inspetor Espinosa, policial responsável pela investigação, saberá apenas no final.
Um executivo é encontrado morto num edifício-garagem no centro do Rio de Janeiro. Não há marcas de violência ou evidências. A polícia passa a investigar o crime como homicídio, mas o executivo, na verdade, se suicidou.
Espinosa passa a buscar pessoas próximas do morto para encontrar alguma pista: Rose, secretária e amante do falecido; Max, punguista e única testemunha do ocorrido; Bia, a viúva; Júlio, "amigo" de Bia; Alba, namorada de Júlio, que torna-se uma quase-namorada de Espinosa, entre outros.
Alternando entre primeira e terceira pessoa, Garcia-Roza constrói uma narrativa agradável, pontilhada por descrições minuciosas do personagem e da sua visão do mundo, que revelam uma personalidade um tanto quanto excêntrica, porém simpática.

"Preferia não fazê-lo", repetia tranquila e pacificamente Bartleby, o escrivão, para seu patrão e protetor. Também eu, preferia não fazê-lo. Preferia, numa segunda-feira de manhã, não ter que ir à delegacia, não ter que assistir pela enésima vez à liberação dos bêbados arruaceiros, travestis, punguistas, valentes e brigões, prostitutas e drogados. Preferia não ter que preencher formulários inúteis ou fazer relatórios. [...] Preferia, ao me encontrar com uma bela mulher, não ter que proferir a frase fatídica: "sou o inspetor Espinosa, da 1ª DP".
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Momentos da Fogui 04/10/2016

Momentos da Fogui
Leia a resenha no blog:

http://foguiii.blogspot.com.br/2015/04/serie-espinosa-01-o-silencio-da-chuva.html

site: http://foguiii.blogspot.com.br/2015/04/serie-espinosa-01-o-silencio-da-chuva.html
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