O silêncio da chuva

O silêncio da chuva Luiz Alfredo Garcia-Roza




Resenhas - O Silêncio da Chuva


60 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4


Claire Scorzi 25/06/2009

Boa trama com um detetive apaixonante
Um suicídio que devido a imprevistos parece crime aos olhos da polícia (mas o leitor sabe a verdade desde o início). Um inspetor honesto que ama livros e vive percorrendo os sebos do Rio de Janeiro. Um caso que vai se tornando cada vez mais confuso, porque a natureza humana é passível de ganância. E então trata-se de assassinato. Mais de um.
Um romance policial brasileiro que me surpreendeu. Nunca lera Garcia-Roza, embora ouvisse falar do seu detetive Espinosa. Fui ler: merece os elogios. "O Silêncio da Chuva" recebeu prêmios a meu ver merecidos (o que, sabemos, nem sempre ocorre). A escrita de Garcia-Roza é simples, direta, sem pretensões contudo de alta qualidade: difícil encontrar frases feitas no seu texto, e alguns recursos funcionam bem (como por exemplo alternar a narrativa entre a primeira e terceira pessoa). Outra coisa que agrada é que o autor vai mostrando os raciocínios do seu policial, a maneira como a mente dele fica levantando e descartando as possibilidades; é curioso, porque desta vez o leitor sabe mais do que o detetive. Pelo menos, no começo.
E há o inspetor Espinosa. A criação de um protagonista carismático é coisa que poucos conseguem; um bom escritor pode escrever uma boa trama, mas "criar" um herói que impressione o leitor não é fácil.
Estou ansiosa para ler outras aventuras de Espinosa. E quem sabe encontrá-lo passeando pelos sebos do Rio... Ah, meu tipo de homem...
comentários(0)comente



Heloiche 22/01/2021

Policial dos melhores
Geralmente não sou uma pessoa ansiosa. Mas, com relação à literatura a ansiedade me pega. Quando recentemente morreu o Garcia-Roza, e li os inúmeros comentários elogiosos que lamentavam a perda imensa que foi a morte precipitada desse autor, a ansiedade tomou conta de mim porque nunca tinha lido nada do autor. Seguindo sugestões de amigos e com a maravilha que é o instantâneo do ebook li o primeiro livro do autor.
E que agradável surpresa. Uma história policial muito bem amarrada. Com inesperadas viradas. Ele usa por vezes o recurso, que gosto muito, do leitor estar a frente do investigador.
Ansiedade a mil de novo porque agora quero ler tudo dele.
comentários(0)comente



Rennanzinho 26/07/2021

Estrelando: inspetor Espinosa
Vencedor do Prêmio Jabuti, esse romance policial de Garcia-Roza é a estreia do inspetor Espinosa, personagem principal do autor. O interessante aqui é que logo no começo do livro, sabemos que a morte do empresário Ricardo Carvalho foi um assassinato, mas acompanhamos o trabalho da polícia que segue a tese de suicídio. O inspetor Espinosa, um policial civil carioca solitário, leitor voraz, e que vive pelo trabalho, não se contenta com tal hipótese e decide investigar mais a fundo. Espinosa é descrito como um homem comum, não é dotado de grande capacidade dedutiva ou inteligência muito acima da média, mas é persistente e ético, com um bom senso de justiça, e representante do que há de melhor na polícia. A narrativa não foca no crime ou na atividade de investigação, mas sim na análise psicológica das personagens e nos relacionamentos que surgem entre eles. Lembrou-me bastante os romances de Sidney Sheldon, com a vantagem da ambientação no Rio de Janeiro, que aproxima a narrativa da nossa vivência.
comentários(0)comente



denis 16/10/2021

Li porque vi na TV
Vi a propaganda na Globoplay, daí resolvi ler o livro (o livro é geralmente melhor). Achei legal se passar no Rio, por lugares que conheço. Eu gostei do livro. O leitor facilmente deduz o assassino. O final, bem, eu ri. Kkkk.
É surreal, mas não posso contar, né? Ah, lembrei que resolvi ler também por causa do falecimento do autor neste ano de 2021.
P.S. estranhei tanta chuva no Rio de Janeiro. :-)
comentários(0)comente



Lia Gabriele 13/07/2014

Pode um autor brasileiro escrever um clássico policial?
Para quem gosta do gênero policial, a atmosfera já está quase solidificada em ambientes estrangeiros. A música, as roupas, os chavões. Especialmente os norte-americanos.

Aí nos deparamos com um romance escrito por um brasileiro. A desconfiança natural cede à curiosidade despertada por uma informação: o cara ganhou o prêmio Jabuti. Então, ele já quebrou um tabu. Um livro policial pode, sim, ser mais que entretenimento.

Mas isso não basta para tornar o livro bom, claro. Se premiações contassem para tornar um livro inesquecível, ET não seria o clássico que é.

Luiz Alfredo Garcia-Roza equilibra muitos elementos que, alguns diriam, nem são combináveis. Faz uma mágica admirável com suspense, bons diálogos, escrita enxuta e sensibilidade. E o leitor acaba amando o fato de se passar no Brasil. As reflexões passam a ser nossas, as dores, idem. Não se trata de bairrismo: se trata de ver o Brasil ali, exposto, peito aberto, feridas latentes e poder tecer, a partir disso, uma opinião embasada de quem vive.

A trama é um show à parte. O que parece trivial e impossível de ser desenvolvido vai ganhando mais peso, adquirindo contornos mais sombrios. As reflexões do detetive Espinosa nos fazem companhia durante todas as páginas.

Quando a gente lê a última, impossível não sair correndo para buscar mais. E tem, felizmente. Mas para ser sincera, o desejo de buscar mais daquele texto se instala ali pelo meio da obra.

Garcia-Roza é um escritor para seguir bem de perto. E ler com prazer.
comentários(0)comente



allim 25/04/2021

Incrível.
Eu fiquei apaixonada por esse livro desde o início. A história é muito bem construída e o Espinosa é um detetive apaixonante, além da escrita ser muito satisfatória sem ser cansativa. Tem momentos cômicos, de aflição, apaixonantes, tudo na dose certa.

Me surpreendi com como o Luiz Alfredo conseguiu incluir diversas perspectivas, alternar a narrativa entre primeira e terceira pessoa e, mesmo assim, não ter virado uma salada de frutas. Além de existir mais de um plot na história. Ele tanto disponibiliza todos os pontos e dados certinhos bonitinhos que permite que o leitor descubra por conta própria quem é o assassino.

Enfim, recomendadíssimo.
comentários(0)comente



Vinícius 02/09/2020

Livro bom, final fraquíssimo.
Gostei da escrita. Vou experimentar outros livros do autor. Lembra Rubem Fonseca (ainda que não chegue aos pés).

Mas não posso deixar de destacar (NEGATIVAMENTE) esse final. Decepcionante...
comentários(0)comente



Bru 22/07/2020

Estava bom até chegar no final
O silêncio da chuva é um suspense policial com uma boa trama , bons personagens e bom protagonista.
Daqueles em que vc cria várias hipóteses sobre quem é o culpado e fica duvidando de si mesmo.
O livro demorou um pouco para engatar pra mim, mas quando aconteceu , cada capítulo trazia novos acontecimentos e me deixava cada vez mais ansiosa para o final.
Sobre o final... me deixou curiosa por dias e quando aconteceu foi simplesmente frustrante, não houve embate final e na verdade foi um final sem pé nem cabeça.
Me sinto decepcionada, estava me preparando para o clímax da história e este não aconteceu .
comentários(0)comente



Luan Sperandio 02/01/2011

Um Romance policial que foge os estereótipos tradicionais.
Ambientado no Rio de Janeiro, o romance policial foge do estereótipo do gênero ao apresentar no livro fragmentos relacionados a dramas pessoais em paralelo ao tema central que é um caso policial.
Nota-se que Luiz Alfredo Garcia Roza detalha especificamente o perfil dos personagens.
O Silêncio da Chuva foge de clichês em que ocorre um caso no início do livro e que o mistério sobre o que ocorreu é desvendado somente nas ultimas páginas. Esse fato aliado a escrita simples e elegante do autor chama muito a atenção; bem como uma crítica implícita aos trabalhos da perícia e da polícia carioca, uma vez que por incompetência de ambas um caso teoricamente fácil se complicou.
O livro peca em não detalhar os motivos que levaram ao fato inicial e ao forçar um desenrolar improvável da história, contudo é válido lê-lo pela originalidade que é apresentada na obra.
Marcelo 03/01/2011minha estante
O interessante do Luiz Alfredo Garcia-Roza é ele esmiuçar o que está sentido cada pessoa ligada à trama. Às vezes, você parece estar lendo um romance existencial e não uma trama policial. O crime virou um detalhe. Enfim, você soube enxergar essa característica dele. O autor aproxima essas pessoas da gente. Não é aquela coisa inatingível de um Sherlock Holmes. O investigador Espinosa está no mesmo patamar que os leitores. Parece possível convidá-lo para tomar um chope numa daquelas biroscas da Zona Sul carioca.




Aguinaldo 08/02/2011

o silêncio da chuva
A capa é muito bonita, as indicações da contracapa generosas, os selos discretos do Jabuti e do prêmio Nestlé de literatura reluzindo como excelentes abre alas, mas eu não gostei deste livro. É um romance policial clássico: há um crime e um sujeito ambíguo demais para parecer um bom detetive se apresenta para resolver o problema após uma sucessão de sustos. Este formato funciona com Poirot, com Maigret, com Sherlock Holmes, com Miss Marple, com San Spade (principalmente quando Humphrey Bogart o interpreta) e, é claro neste ano espanhol, com o detetive, gastrônomo e catalão Pepe Carvalho. Claro que este "O Silêncio da Chuva" é bem escrito e tem passagens boas de se ler, mas não há como comparar a irônia e modacidade do Carvalho, por exemplo, com o Espinosa de Garcia-Roza. Os contrastes do Rio de Janeiro que todos conhecemos são bem descritos no livro, ficamos curiosos com os possíveis desfechos, mas eu, bem antes do meio do livro, já havia pensado que o assassino natural do livro seria o sujeito que ao fim é revelado pelo detetive. Isto não é exatamente um problema, mas deixa um travo na boca. As tramas dos romances policiais são sempre rocambolescas e repetitivas mas muito neste livro pareceu-me artificial demais para eu me tornar um viciado em Garcia-Roza como tornei-me do Vazquez Montalbán. Claro que vou dar outras chances ao Garcia-Roza (não sou tão definitivo assim). Há ao menos uma outra meia dúzia de títulos onde o detetive Espinosa se apresenta diretamente do 1o. DP (na praça Mauá) para levantar o tapete das sujeiras cariocas. Vamos acompanhá-lo pois neste que também é o ano dos romances policiais.
O Silêncio da Chuva, Luiz Alfredo Garcia-Roza, editora Companhia das Letras, 3a. edição (2005) ISBN: 85-7164-612-0
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Juliana.Mell 05/03/2021minha estante
MIMIMIzanta do KRL!!! Escreve um livro vc, aí vc usa o linguajar q vc quiser, palhaçona!!!


Nika 16/03/2021minha estante
Disse tudo. Não discordo de absolutamente nada! Um disperdicio de trama para um final bosta.




André Luiz 04/06/2020

Final inesperado
A trama é interessante e vai melhorando à partir do meio do livro. O desfecho surpreende, embora minha expectativa fosse maior.
comentários(0)comente



Marlo R. R. López 21/02/2010

Divertido, mas inverossímel
Não sei o que escrever nesta resenha essa é a verdade. Se por um lado o livro prendeu a minha atenção o tempo todo (ou pelo menos durante uma grande parte do tempo que usei para lê-lo), por outro lado eu constatei uma série de defeitos técnicos que, a meu ver, colocam a obra em um nível abaixo do normal.

Vou falar primeiro dos pontos positivos do livro.

'O Silêncio da Chuva' não é um romance policial que segue o roteiro dos outros milhões de livros do mesmo gênero, em que temos tudo sempre bem definido: o detetive empenhado no caso e ludibriado pelas testemunhas; os intermináveis interrogatórios que parecem não acabar nunca e não levam a nada; a narrativa desprovida de humanismo e que só discorre sobre o básico, não desperdiçando nada em palavras; e, depois disso tudo, a grande revelação do sujeito obscuro que jamais seria taxado de assassino.

No romance de Garcia-Roza, não temos nada disso, pelo menos não em larga medida. Os personagens parecem ter mais vida do que os personagens dos romances policiais convencionais, a trama não é inteiramente voltada para um caso principal e isolado, o detetive não é o mais inteligente do mundo e a narrativa se usa de técnicas e palavras que fogem às técnicas e palavras usadas convencionalmente em romances noir. Em se tratando de originalidade, pode-se dizer que O Silêncio da Chuva ganha pontos.

Depois que a Primeira Parte (relativamente enfadonha) é lida e chegamos à Segunda Parte, não paramos mais de ler o livro. Isso é fato. Findo o romance, fazemos o balanço da leitura e chegamos à conclusão de que valeu a pena lê-lo.

No entanto (agora vêm os pontos negativos)

Analisando a obra sob um ponto de vista técnico (o que não deixa de ser necessário), encontramos vários defeitos bobos que nos mostram que o livro foi escrito por um iniciante. Um deles é o defeito de o narrador (em 3ª pessoa) não manter um padrão no modo como narra a história. Em determinados momentos, usa-se de certas palavras e expressões, e, em outros momentos, usa-se de palavras e expressões completamente opostos, como se Garcia-Roza escrevesse seu livro de acordo com o humor com que acordasse de manhã.

Sei quando essa variação no modo de narrar é fruto de um trabalho bem feito e previamente pensado, o que não é o caso do livro em questão. E esse defeito mostra-se mais pungente ainda nas palavras que o autor usa no final do livro, que, por razões óbvias, não vou comentar aqui, muito embora gostaria de fazê-lo.

Bem, mesmo assim mesmo depois de citar esses defeitos digo que 'O Silêncio da Chuva' é um entretenimento normal e que salvou o tédio do meu feriado passado em casa.

~~

Resenha completa em: www.artigosefemeros.blogspot.com
MindFields 22/11/2013minha estante
Boa observação. Às vezes, é fácil notar a mudança no estilo de escrita, muitas vezes até mesmo de um parágrafo para outro.

O final foi um tanto estranho mesmo, nada condizente com o estilo anterior do livro.


Marlo R. R. López 23/11/2013minha estante
Obrigado pelo comentário, Walter!




Nika 03/06/2021

Só uma palavra para esse final: dor.
Foi difícil para mim sair das primeiras páginas, mas após os primeiros acontecimentos a leitura começou a for que nem água. O detetive Espinosa tem um carisma incrível, me apaixonei no personagem e na escrita do autor. Tudo caminhava para 5 estrelas, até a m**** desse final que fez questão de amassar, chutar, cuspir e jogar no lixo uma trama perfeita como essa. Chegou a ser nojento e repugnante. Não sei se essa foi a intenção do autor, mas se foi, parabéns conseguiu.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Vinícius 02/09/2020minha estante
Bela resenha. Concordo em tudo! Essa morte não tem nem o que falar mesmo...


Diogo Hilário 04/09/2020minha estante
Vinícius, agradeço a sua interação com meu texto.




60 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR